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	<title>Arauto da Consciência &#187; Rodeios</title>
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	<description>Divulgando uma nova visão de mundo, em prol de um novo mundo</description>
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		<title>&#8220;Fazendinhas&#8221; de shopping: o que estão ensinando aos nossos pequenos?</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 09:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-5727 aligncenter" title="toneis de leite" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/toneis-de-leite-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></p>
<p style="text-align: justify;">Alguns shoppings brasileiros, diante da realidade ultraurbana das crianças das grandes cidades, muitas das quais crescem acreditando que carne, leite e ovos são fabricados do nada no supermercado, tomaram a iniciativa de montar “fazendinhas” em parte de seu interior, no intuito de diverti-las, “ensiná-las” de onde vem os produtos de origem animal da mesa onívora brasileira e pô-las em contato com o mundo rural – ainda que de forma bem limitada.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesses pedaços de ruralidade incrustados nas urbes, estão expostos os mais diversos animais das fazendas de verdade: bovinos, porcos, coelhos, galinhas, perus, cavalos (ou pôneis)... Pode-se andar de charrete, montar equinos, participar de pescaria, e até levar animais típicos do campo para casa. Parece muito bom e saudável mostrar à meninada acostumada com a selva de concreto um pouco da vida da fazenda...</p>
<p style="text-align: justify;">Eu disse “parece”. Porque, na ótica da ética animal, não o é nem um pouco. Em vez de apreciação, reservo a essas “fazendinhas” de shopping uma indagação preocupada: o que estão ensinando aos nossos pequenos?</p>
<p style="text-align: justify;">A verdade é que estão lhes naturalizando o que há de pior na relação entre seres humanos e bichos: o regime de escravidão que norteia a pecuária, as fazendas de criação de animais, a mercantilização da vida. Aprende-se, com ou sem “educadores” presentes, que os animais rurais existem para nos servir, seja como comida, seja como meio de transporte, seja como bichinhos de estimação – mesmo sendo criados em pequenas gaiolas.</p>
<p style="text-align: justify;">Essas instalações temporárias são na verdade um complexo de exploração animal, em três sentidos: propriamente exploram os animais, trazidos de fazendas de verdade para os shoppings, obrigados a cavalgar com crianças no lombo ou na charrete e expostos a todo o barulho estressante do local; engaiolam e comercializam diversos deles e, o mais preocupante, promovem a antipedagogia ética, pautada no utilitarismo servil, induzindo as crianças a crerem que cada espécie daqueles bichos de fato “servem”, vivos ou mortos, para determinados fins – e que isso é natural, é normal, é assim que a vida funciona e deve funcionar.</p>
<p style="text-align: justify;">Visitei recentemente uma dessas “fazendinhas”, em um shopping movimentado de uma cidade metropolitana nordestina que não revelo aqui – pode ter sido em Natal, em Salvador, em Fortaleza, em Campina Grande, em qualquer uma grande cidade do Nordeste, ou até no Recife mesmo. Abaixo descrevo minha experiência nesse tipo de lugar. Nota importante: fui justamente para observar tudo e poder descrever aqui a realidade vislumbrada, não foi por outro motivo.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-5714"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dentro da "fazendinha”</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Fui com um colega nativo da cidade para esse shopping, cujo nome não revelo por motivos óbvios. Paguei a entrada de R$3 para poder ter acesso à minicidade rural, montada e decorada ao estilo de cidade pequena de interior, numa área reservada do estacionamento. Tristemente terminei financiando esse sistema, mas, como foi isso que possibilitou a existência deste artigo, fico com a consciência tranquila. Fui lá para investigar e descrever o cenário, não para alienar uma criança em minha companhia ou muito menos para me divertir.</p>
<p style="text-align: justify;">A primeira “atração” que vi lá foi uma piscina, parecida com aquelas de mil litros, com dezenas de peixes pequeninos e um aglomerado de crianças tentando pescá-los com varas com redes na ponta. Presume-se que quem pescasse os bichinhos podia levá-los para casa. Uma “muvuca” de garotos assustava os animais presos na pequena piscina, tanto por sua presença barulhenta como pela agitação provocada na água pelas varas.</p>
<p style="text-align: justify;">E quem conseguisse capturar seu peixe, ou levava num saco plástico transparente ou podia comprar um aquário. Logo defronte à piscina da pescaria, diversos aquários estavam à venda. Alguns tinham tamanho ridiculamente pequeno – pouco mais de 1000 centímetros cúbicos (10 centímetros de aresta) –, enquanto outros eram um pouco maiores, mas ainda minúsculos. É naqueles paralelepípedos pequeninos que os peixes capturados ou comprados pelas crianças passarão o resto de suas vidas.</p>
<p style="text-align: justify;">E, ao lado dos aquários vazios, estavam à venda diversos peixes, ditos ornamentais, de diversas aparências, algumas consideradas curiosas. Vidas à venda, que podiam ser trocadas por dinheiro, para servirem como objetos de decoração dos apartamentos daquela criançada urbana. Presos nas pequenas gaiolas de vidro que serviam de vitrine, passariam a viver toda a sua vida nos já citados aquários minúsculos. Em situação pior do que criminosos que vivem em prisão perpétua em celas de poucos metros quadrados, mas que ainda podem sair temporariamente delas para as refeições e banhos de sol, os peixes viverão até a morte circulando por poucos centímetros cúbicos de água, privados de liberdade.</p>
<div id="attachment_5716" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/aquarios-minusculos.jpg"><img class="size-medium wp-image-5716" title="aquarios minusculos" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/aquarios-minusculos-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Aquários minúsculos à venda. Peixes serão aprisionados neles e aí viverão até morrer.</p></div>
<div id="attachment_5717" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/aquario-minusculo-com-peixe-dentro.jpg"><img class="size-medium wp-image-5717" title="aquario minusculo com peixe dentro" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/aquario-minusculo-com-peixe-dentro-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Uma vida inteira de prisão em poucos centímetros cúbicos de água está reservada a esse peixinho.</p></div>
<div id="attachment_5715" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/aquarios-de-peixes-a-venda1.jpg"><img class="size-medium wp-image-5715" title="aquarios de peixes a venda" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/aquarios-de-peixes-a-venda1-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">As crianças terminam naturalizando a crença de que peixes ornamentais podem ser trocados por dinheiro e que o lugar deles é no aquário, não na Natureza.</p></div>
<div id="attachment_5718" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/aquario.jpg"><img class="size-medium wp-image-5718" title="aquario" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/aquario-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Esses peixes estão à venda, e seu destino é serem presos em outros aquários.</p></div>
<div id="attachment_5719" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/pescaria-na-piscina.jpg"><img class="size-medium wp-image-5719" title="pescaria na piscina" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/pescaria-na-piscina-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">A pescaria torna a vida dos peixinhos presos na piscina um inferno. Aqueles que forem pescados, presumo, serão condenados a uma vida inteira de prisão num aquário.</p></div>
<div id="attachment_5720" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/peixe-levado-pra-casa.jpg"><img class="size-medium wp-image-5720" title="peixe levado pra casa" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/peixe-levado-pra-casa-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Os peixes levados para casa serão aprisionados em aquários, muitos deles ridiculamente pequenos. E servirão de objetos de decoração.</p></div>
<p style="text-align: justify;">A parada seguinte foram as cercas dos animais rurais cujas carne e leite, até então, como dito no começo deste texto, muitas crianças acreditavam ser fabricadas nos supermercados. Novilhos bovinos, bodes e cabras, porquinhos e aves. Muito embora não demonstrassem vividamente desconforto com o ambiente muito barulhento da “fazendinha”, é notável que aquele não era o ambiente onde desejariam estar – um lugar sem céu, limitado por uma cerca pequenina que provê pouquíssima liberdade de movimento e rodeado de seres humanos barulhentos e muito potencialmente perturbadores.</p>
<p style="text-align: justify;">Os animais estavam em exposição. Tal como objetos – artefatos num museu ou carros num showroom. Seres humanos têm uma queda por conhecer o exótico e o distante, e isso inclui uma vontade forte de capturar animais em seu habitat e expô-los aprisionados, em zoológicos e nas “fazendinhas” de shopping. A vontade do animal de viver em liberdade, sem a perturbação do barulho humano e em comunhão com sua terra natal, não é nada perante quem os vê como curiosa peça de exibição e pensa “Para que ir até o habitat do bicho se podem muito bem trazê-los de lá? É muito mais fácil para mim”. E se fossem seres humanos os “objetos” em exibição? Seria um escândalo moral, tanto que nenhum pecuarista tem coragem de abrir exposições de pessoas vivas. Mas, como são “apenas animais”, vale tudo nesse sentido.</p>
<p style="text-align: justify;">Exibidos como coisas curiosas, os animais terminam invocando o “ensino” sobre a sua “função”. Não era necessária a presença de “educadores”. Bastava que os pais das crianças apontassem, por exemplo: “Olha, filho/a, esses são novilhos. Quando crescerem, irão para um matadouro e vão virar carne comestível. É do corpo deles que vem a carne do hambúrguer que você come todos os dias, e a do churrasco da família.” As crianças assim “aprendem” que bois e vacas, porcos, bodes e cabras e galinhas servem para “fornecer” comida, não tendo sua vida qualquer fim fora esse, nem sentido se não forem vistos como “matéria-prima” para os seres humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">O “crachá” identificador na orelha dos novilhos denunciam: os animais estão catalogados na propriedade do fazendeiro que os trouxe ao shopping. Ou melhor, <em>são</em> propriedade, <em>pertencem</em> ao pecuarista com quem a administração do shopping tem contrato firmado para trazer os bichos. E isso é exibido na maior naturalidade. Pais aceitam, filhos “aprendem” que é normal <em>possuir</em> animais como parte de uma propriedade.</p>
<div id="attachment_5721" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/novilhos.jpg"><img class="size-medium wp-image-5721" title="novilhos" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/novilhos-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Novilhos em exibição. Confinados numa cerquinha, atraíram a curiosidade das crianças.</p></div>
<div id="attachment_5722" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/novilho-com-selo-identificador.jpg"><img class="size-medium wp-image-5722" title="novilho com selo identificador" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/novilho-com-selo-identificador-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">O “crachá” da orelha escancara: o animal está contabilizado como propriedade do fazendeiro que o levou ao shopping.</p></div>
<div id="attachment_5723" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/bodes.jpg"><img class="size-medium wp-image-5723" title="bodes" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/bodes-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Bodes também expostos como artefatos</p></div>
<div id="attachment_5724" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/porquinhos.jpg"><img class="size-medium wp-image-5724" title="porquinhos" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/porquinhos-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Pequenos porcos, tentando manter sossego num ambiente barulhento.</p></div>
<div id="attachment_5725" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/jaula-de-aves-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-5725" title="jaula de aves 2" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/jaula-de-aves-2-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Aves numa jaula: expor animais em lugares que lhes são estranhos requer aprisionamento, para que não fujam.</p></div>
<div id="attachment_5727" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/toneis-de-leite.jpg"><img class="size-medium wp-image-5727" title="toneis de leite" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/toneis-de-leite-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Tonéis de leite como decoração. Explorar animais retirando-lhes a vida ou o leite é a rotina da fazenda, naturalizada na mentalidade dos frequentadores da “fazendinha”.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Numa salinha de atividades infantis, destacava-se um tapete de couro cru. Nem chegou a ser cortado para tomar uma forma geométrica. As crianças são induzidas, de forma indireta, a encarar com naturalidade os produtos oriundos da morte pecuarista. Não lhes passa pela cabeça as imagens do matadouro cheio de sangue ou da morte do boi, que foram indispensáveis para aquele couro estar forrando o chão. Para elas, aquele “tecido” é tão inocente quanto um tapete de banheiro.</p>
<div id="attachment_5728" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/tapete-de-couro.jpg"><img class="size-medium wp-image-5728" title="tapete de couro" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/tapete-de-couro-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">O tapete de couro abaixo dos móveis de decoração infantil é visto como tão inocente quanto um tecido de algodão.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Depois de tirar o olho do couro, o que foi visto em seguida foi uma gaiola com vários coelhinhos e porquinhos-da-índia dentro. Estavam à venda. Assim como os peixes destinados ao aquário, o destino dos animais vendidos seria a prisão perpétua numa gaiola – não cheguei a ver se havia gaiolas à venda lá, presumo que as que eu vi foram compradas em outros lugares.</p>
<p style="text-align: justify;">O cenário para aqueles animais era de prisão e de relativa perturbação (ainda que alguns deles se mantivessem calmos) perante o barulho do ambiente. Aguardavam para ser trocados por dinheiro, tal como uma mercadoria qualquer. Sua vida, para as crianças, valia 15 reais. Esse era o preço para se decretar propriedade sobre um coelhinho ou porquinho-da-índia.</p>
<p style="text-align: justify;">E uma propriedade carcerária, para piorar a coisa. Lembro que, depois de ter saído da “fazendinha”, encontrei uma garotinha com um coelho relativamente grande dentro de uma gaiola. Ela me revelou que o bicho seria realmente criado por toda a vida dentro da pequena jaula. Enfim, aqueles eram animais triplamente abusados: tratados como mercadorias e como propriedade e tendo negada sua liberdade – seja pelo seu vendedor, seja pela garotada que os comprou.</p>
<div id="attachment_5729" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/coelhos-e-preas-a-venda.jpg"><img class="size-medium wp-image-5729" title="coelhos e preas a venda" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/coelhos-e-preas-a-venda-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Vidas custando 15 reais. O regime da “fazendinha” é de tratar animais como mercadoria e propriedade.</p></div>
<div id="attachment_5730" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/gaiola-de-coelhos-e-preas-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-5730" title="gaiola de coelhos e preas 1" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/gaiola-de-coelhos-e-preas-1-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Coelhos e porquinhos-da-índia presos, esperando ser transferidos para outras prisões – as gaiolas das crianças.</p></div>
<div id="attachment_5731" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/coelho-em-gaiola-fora-da-fazendinha.jpg"><img class="size-medium wp-image-5731" title="coelho em gaiola (fora da fazendinha)" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/coelho-em-gaiola-fora-da-fazendinha-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Uma criança criará esse coelhinho dentro da gaiola. O animalzinho está condenado a ser prisioneiro até morrer. Provavelmente nunca conhecerá a liberdade, se não terminar doado para algum parente com casa dotada de espaço livre.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Depois de acompanhar a perturbação barulhenta, o aprisionamento, a mercantilização e o tratamento como propriedade, vi a exploração em sua forma mais evidente. Pôneis puxavam charretes ou eram montados por crianças – dentro de cercados tão pequenos que duvido que tenha valido a pena para alguma criança andar poucos metros conduzida pelos bichos – o que, ao meu ver, deve dar um gosto de quero-mais para os pequenos, que insistirão para ir a algum hotel-fazenda num futuro próximo. Para as crianças, fica a impressão de que cavalos, controláveis como são, são mistos de animais e coisas, algo como carros vivos sem roda.</p>
<p style="text-align: justify;">Os pôneis puxadores de charretes estavam revestidos de muitos adereços usados como controle animal: cabresto, viseira, cordas e mais cordas, tantos equipamentos que transformam esses animais em veículos. Nem pareciam seres vivos, de tanta parafernália que visava o controle de seus movimentos. E o pior: a crina deles estava pintada de rosa. Os cavalinhos montados, por sua vez, não estavam pintados, mas a situação de exploração era a mesma: diversos adereços de controle de movimentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Os animais de ambas as situações estavam fadados a trabalhar, conduzindo crianças num pequeno cercado, por grande parte do tempo em que o shopping estivesse aberto – presumo que havia revezamento de trabalho entre os pôneis, para o caso de um deles cansar. Uma rotina de escravidão.</p>
<div id="attachment_5732" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/ponei-de-charrete-pintado-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-5732" title="ponei de charrete pintado 1" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/ponei-de-charrete-pintado-1-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Pônei de crina pintada, obrigado a puxar charrete até cansar.</p></div>
<div id="attachment_5733" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/poneis-montados-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-5733" title="poneis montados 1" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/poneis-montados-1-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Pônei obrigado a conduzir crianças em seu lombo até cansar. A exploração animal é naturalizada no cenário da “fazendinha”.</p></div>
<p style="text-align: justify;">A última “atração” que fotografei foi o touro mecânico. Felizmente não era um animal de verdade, torturado com um sedém em sua virilha, mas o brinquedo acaba induzindo a meninada a gostar de rodeio, a acreditar que montar touros “bravos” é muito divertido e inspirador. Acostumando as crianças aos touros mecânicos da vida, é questão de tempo para que elas passem a simpatizar com esse pseudoesporte, hoje cada vez mais repudiado – e os animais e seus defensores ganhem mais adversários.</p>
<div id="attachment_5734" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/touro-mecanico-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-5734" title="touro mecanico 1" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/touro-mecanico-1-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">O touro mecânico acostuma as crianças a gostarem de rodeios. E isso é péssimo tanto para os animais como para seus defensores.</p></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Que raios estão ensinando às crianças?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Tudo isso não tem apenas o aspecto de diversão, mas também um caráter pedagógico. Ou melhor, segundo a visão da ética animal, <em>antipedagógico</em>. Mesmo não havendo educadores à disposição na “fazendinha” que observei, existe a transmissão de ensinamentos, por parte dos pais ou montado por autoconstrução lógica e digerido pela própria criança. São transmitidos à garotada as crenças e valores prevalentes na pecuária os quais fundamentam moral e culturalmente toda a exploração animal existente no meio rural – desde o uso como meio de transporte até a transformação dos bichos, pelo abate, em carne, passando pelo entretenimento por passeios e pelo rodeio.</p>
<p style="text-align: justify;">Aprende-se lá que os animais rurais não são fins em si mesmos, mas sim meios para fins estritamente humanos – em outras palavras, que eles sempre nascem para servir para algo e a alguém. Eles não nascem simplesmente para viver na natureza, sendo ou não perseguido por predadores, mas para fornecer carne, leite ou ovos; servir de transporte sendo montado ou puxando veículos de tração – seja atendendo a necessidades da ruralidade, seja provendo entretenimento para quem busca uma cavalgada ou um passeio de charrete no campo para esquecer os problemas –; prover diversão sendo explorado em rodeios; e ser um servo afetivo das pessoas – animal de falsa estimação, cuja “vida útil” como “pet” acaba num churrasco de feriadão ou numa reunião de família; entre outras utilidades.</p>
<p style="text-align: justify;">E isso é naturalizado no ambiente ruraloide montado no shopping: o pai aponta para o filho a “fazendinha” antes de irem embora e diz em conclusão sobre todas as formas presentes de “utilizar” animais: “Filho, os animais nascem para isso mesmo, para nos servir. E eles servem muito bem, para as mais variadas coisas.” E o filho, carente de discernimento ético por ser ainda muito pequeno, aceita e assimila esse dogma, talvez para toda a vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Aliás, a juventude inocente e ingênua das crianças da primeira infância forma um filão muito apto para ser convencido de que explorar animais no mundo rural é válido, aceitável e justo. É de se pensar que os pecuaristas usam as “fazendinhas” de shopping para “ensinar” à meninada que o animais têm utilidade, não valor intrínseco, e assim angariar futuros compradores de alimentos de origem animal, apreciadores de rodeios e vaquejadas, pessoas sedentas por diversão no lombo de um cavalo, enfim, clientes que lhes darão muito dinheiro e farão o “crime” (entre aspas por ainda não ser reconhecido legalmente como tal) da exploração animal compensar.</p>
<p style="text-align: justify;">Dinheiro, para falar a verdade, é o que mostra como os animais ali não são respeitados em sua essência de seres sencientes demandantes de direitos: a entrada paga permite pelo menos ver os animais em exposição, como se estes fossem objetos exóticos de um museu – como dito mais acima, pôr pessoas em exibição seria um absurdo moral mesmo para quem expõe bichos, diga-se de passagem –; há bichos à venda, a preços variados, para serem tratados como objetos de decoração ou como animais de falsa estimação, todos destinados a uma prisão perpétua em gaiolas ou aquários – tratados como mercadorias que, segundo a mentalidade especista, não se importam em ser trocadas por dinheiro para serem transferidas de prisão; paga-se para andar de cavalo, em charrete ou montando, dando à exploração de pôneis e cavalos um caráter muito lucrativo.</p>
<p style="text-align: justify;">As crianças vão participando disso tudo e aceitando tacitamente todo o sistema. Guardam como se fosse um ensinamento importante: coelhos servem como animais de “estimação” a serem criados em gaiolas; peixes, como objetos de decoração; bois e vacas, para fornecer carne, leite, couro etc. ou ser montados ou derrubados por peões “valentes” em rodeios e vaquejadas; porcos e bodes e cabras, idem; galinhas e frangos, para distribuir respectivamente ovos e carne; cavalos, para transportar pessoas... Não faria sentido que nenhum deles vivesse se não tivesse uma utilidade para os seres humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Da mesma forma, assimila-se que é normal que animais sejam mortos para virar carne e couro – além de mais uma miríade de produtos de origem animal – em indústrias frigoríficas; ou que tenham seu corpo violado para fornecer leite e ovos. E é assim mesmo que tudo funciona e deve funcionar: animais como servos, dispostos a dar a vida pelos interesses dos seus senhores; humanos como seus proprietários (sic). E as crianças vão crescendo, abraçando essas crenças como verdades.</p>
<p style="text-align: justify;">E, ainda por cima, acostumam-se com a falsa imagem – o “rancho do velho McDonald” citado por Tom Regan – de que os bichos vivem em roças tradicionais, são tratados como “da família”, seu leite é ordenhado por um contente vaqueiro, seus ovos são colhidos no galinheiro por uma senhora que vive de bem com a vida e tais animais são mortos com “carinho”.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso contando com o fato de que nada ali na “fazendinha” fazia a mínima alusão aos latifúndios do agronegócio; às granjas industriais que prendem galinhas em pequenas gaiolas e “produzem” frangos aos milhares; às cada vez mais utilizadas fazendas-fábrica; ao confinamento de porcos dentro de pequenas baias individuais em grandes instalações agroindustriais; à alimentação da maioria dos animais com hormônios, drogas e grãos transgênicos; ao precário, atordoante e anti-higiênico transporte de “carga viva”; muito menos aos matadouros industriais movidos a facão e sangue ou àqueles clandestinos onde ainda se mata a golpes de marreta ou machado – abatedouros cuja aterrorizante imagem mental facilmente faria uma criança parar de comer carne por muito tempo, se não para sempre. A imagem rural desenhada ali era matuta, bucólica e tranquila, exceto pela multidão humana e pelo barulho que a mesma produzia.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Conclusão</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Concebidas como parques de diversão rural e, em última análise, como merchandising pecuarista, as “fazendinhas” de shopping como a que eu observei são um atentado ao bom senso e à ética não-antropocêntrica. Promovem um inestimável desserviço às crianças, ao lhes naturalizar o utilitarismo servil a que os animais são submetidos nas fazendas e passar a falsa imagem do ruralismo tradicional roceiro, cada vez mais raro numa realidade em que o extremamente predatório agronegócio, cada vez mais industrializado, dita as regras na ruralidade brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;">Estamos formando crianças acostumadas em ver animais sendo tratados como mercadorias, aprisionados em gaiolas, aquários e cercas, explorados vivos e mortos para os mais diversos fins. A garotada cresce aceitando como natural e normal que a vida não-humana seja banalizada, mercantilizada, comparada à não-vida, tratada sem o mínimo respeito e dignidade, e participando desse sistema que escraviza seres tão sencientes quanto os humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se as “fazendinhas” expusessem pessoas, seja como “aberrações” físicas ou como trabalhadores escravos, seriam hoje vistas como o mais abjeto dos absurdos. Mas quem está em jogo são “apenas” outros animais, e por isso a sociedade abraça a iniciativa de trazer o mundo rural para perto dos habitantes do urbano, e leva suas crianças para ver animais explorados e aprisionados e até para comprar alguns deles, que viverão confinados em gaiolas nos apartamentos e longe da vastidão e do ar puro do campo.</p>
<p style="text-align: justify;">É esse mundo que queremos, onde exploração e escravidão são a melhor diversão do momento para crianças?</p>
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		<title>A bancada ruralista deve ser expulsa de Brasília</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 04:55:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/03/nao-bancada-ruralista.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-3355" title="nao-bancada-ruralista" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/03/nao-bancada-ruralista-245x300.gif" alt="" width="245" height="300" /></a><em></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Post originalmente publicado às 21:59 de 26/03/2010. Será "upado" sempre que eu achar necessário reiterar a necessidade de expulsar pelo voto a bancada ruralista do poder ou diminuí-la significativamente.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Uma vez declarei que tinha medo de Marina Silva por comportamentos dúbios de um passado então recente relativos a suas crenças religiosas. Depois de vê-la esclarecê-los, o medo acabou e passei a confiar nela como a melhor candidata à presidência de 2010. Entretanto, um outro temor faz-se forte: o de que a bancada ruralista do Congresso realmente cresça, talvez o dobro, e agigante seu já terrível poder político, tal como prometeu.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem participa de movimentos sociais e ambientalistas, mora em comunidades tradicionais, defende os animais, milita pela reforma agrária, é ameaçado por jagunços de grandes latifundiários, entre tantos outros tipos de pessoas, não só entende esse medo como também o manifesta. E dessa vez, ao contrário do caso de Marina, não há nada que aplaque a nossa apreensão diante dos possíveis êxito e expansão dessa bancada que definitivamente não visa o melhor para o Brasil, fora o nosso próprio voto.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das parcelas mais conservadoras do Congresso e representante política dos latifundiários do agronegócio, sua vitória ameaçará muitas causas de bem comum pelas quais se luta há décadas: reforma agrária, ambientalismo, direitos animais, paz no campo, ética trabalhista (combate à exploração semiescrava no meio rural), justiça social...</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;">Para amplificar este alerta à população, me vejo na necessidade de descrever os quatro mais significativos problemas que a vitória planejada dos ruralistas piorará (a ordem dos problemas não é um ranking de importância): o meio ambiente, a exploração animal, a reforma agrária e conflitos de campo e a exploração trabalhista.</p>
<p style="text-align: justify;">a) Prejuízos ambientais: A referida bancada não dá a mínima para os problemas ambientais pelos quais o Brasil e o mundo passam – muito pelo contrário, sempre lutou para piorá-los ainda mais. Hoje já lutam para abrandar o Código Florestal, aumentar o desmatamento legalizado da Amazônia e reduzir praticamente à impotência uma das legislações ambientais federais mais fortes do planeta.</p>
<p style="text-align: justify;">Com sua expansão, correremos alto risco de ver o avanço da preocupação ambiental dentro do governo estagnar, leis ambientais novas – aquelas que contrariarem os escusos interesses do agronegócio – serem barradas e as existentes serem atrofiadas ou encolhidas e num futuro próximo a Amazônia, o Cerrado e outros biomas serem confinados aos livros de geografia e biologia do passado e a fauna que lhes pertencem, aos zoológicos e criadouros autorizados.</p>
<p style="text-align: justify;">Acrescentem-se nesse aspecto também os assassinatos de ambientalistas. Chico Mendes, Dorothy Stang e diversas outras personalidades menos conhecidas não me deixam mentir. Os latifundiários passam por cima de ecossistemas, comunidades tradicionais e povoados indígenas mesmo que isso implique também matar quem luta ativamente em oposição a tal atitude.<span id="more-3395"></span></p>
<p style="text-align: justify;">b) Recrudescimento da exploração animal: Os pecuaristas e os grandes fazendeiros de forragem animal (soja, milho e outros) poderão viver momentos de glória, ainda melhores que o atual, com um congresso mais ruralista aprovando tudo o que puder para beneficiar a pecuária de grandes proporções – como consequência, ainda mais animais serão explorados e mortos pelo setor. E os rodeios e vaquejadas, cujos senhores são em sua maioria esses grandes donos de gados, ganharão muito com a expansão de suas perniciosas atividades.</p>
<p style="text-align: justify;">A legislação de proteção animal, tão rarefeita hoje no Brasil, poderá não só parar no tempo, como até retroceder, caso a bancada cresça o bastante para influenciar os legisladores a aprovarem o Projeto de Lei 4548/1998, que pretende retirar da proteção da Lei de Crimes Ambientais os animais domésticos e rurais. Mais leis a favor de rodeios e vaquejadas poderão ser fomentadas e aprovadas, para o maior sofrimento dos bois e cavalos.</p>
<p style="text-align: justify;">A luta pelos direitos animais será prejudicada e encontrará um obstáculo ainda maior para crescer, ser levada a sério e se consolidar, com uma bancada que vive de explorar e matar animais rurais muito mais forte e disposta a não deixar passar qualquer lei de abolicionismo animal e alimentar a alienação ética dos brasileiros (leia-se comer carne, leite e ovos sem peso na consciência, admirar rodeios e vaquejadas, gostar de usar couro, zombar do vegetarianismo e do veganismo etc.).</p>
<p style="text-align: justify;">c) Impedimento da reforma agrária e violência no campo: Como estamos falando de barões do agronegócio, grandes pecuaristas, latifundiários adeptos da monocultura de larga escala, a reforma agrária é algo demoníaco para sua bancada política. É um pesadelo para os ruralistas a possibilidade, hoje ainda utópica, de redistribuição de terras, uma vez que seu negócio seria frontalmente ameaçado – compreenda-se que os altíssimos e recordistas lucros do agronegócio só são possíveis porque o Brasil sofre com uma extrema concentração fundiária e, por isso, este é um setor econômico, socialmente falando, altamente parasitário que vive graças à exclusão social.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim sendo, não é de surpreender que a bancada ruralista lute com todas as forças, através de seus influentes lobby e alianças, para desencorajar e bloquear qualquer proposta política que vise uma justa redistribuição de terras, além de promover, através da mídia, a satanização e desmoralização de movimentos sociais que lutam pelo direito à terra. Pelos erros de uma organização, todas as demais terminam sendo taxadas de baderneiras e tratadas como uma patologia rural.</p>
<p style="text-align: justify;">Acrescentando sua luta contra a reforma agrária, os grandes donos de terras também promovem repressão direta contra movimentos sociais que reivindicam justiça na distribuição fundiária no Brasil e lideranças indígenas que resistem à ocupação ilegal de suas terras ancestrais, através de jagunços e, muitas vezes, da invocação da polícia, cujos soldados, obrigados a se restringir a cumprir ordens de seus superiores, terminam advogando em favor dos ruralistas e reprimindo aqueles que invadiram determinada terra, mesmo quando esta é improdutiva. Desses conflitos repressivos, saem diversas mortes e prisões arbitrárias, divulgadas ou não pela imprensa.</p>
<p style="text-align: justify;">Veja-se também a forte investida da bancada para barrar o Plano Nacional de Direitos Humanos, o qual pretende favorecer a negociação entre movimentos sociais e fazendeiros em detrimento da repressão deliberada, sob o pretexto da “violação do direito à propriedade privada”. Com o dobro do poder tal como anunciou como pretensão, é previsível que a reforma agrária seja impedida a todo custo, a violência no campo piore e essa oposição ao plano de direitos humanos se torne ainda mais poderosa.</p>
<p style="text-align: justify;">d) Exploração trabalhista: há muitos trabalhadores submetidos a regimes de escravidão ou semiescravidão em muitos latifúndios. A bancada ruralista, em vez de visar a justiça e a ética em suas próprias propriedades, mune-se da capacidade de resistir até mesmo contra projetos de lei de combate ao trabalho escravo, votando contra eles e perpetuando a impunidade no campo. Parece tê-lo abraçado como herança das grandes fazendas das épocas colonial e imperial. É de se observar que o pretendido crescimento eleitoral dessa turma irá dificultar ainda mais iniciativas de combate à exploração degradante de trabalho braçal no meio rural brasileiro.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;">Há muitas razões pelas quais o pretendido crescimento da bancada ruralista é algo a ser temido e contra o qual devemos nos posicionar. Essa turma nos poderes Executivo e Legislativo representa não tudo, mas muito do que não presta para o Brasil. Como povo com o dever de decidir nas urnas seu próprio futuro, devemos mostrar com nosso voto que não queremos no poder mais ninguém que a ela pertença em Brasília.</p>
<p style="text-align: justify;">Não deixemos nos enganar pela manipulação demagógica que os muitos candidatos ruralistas promoverão durante a campanha eleitoral. Não nos iludamos com aqueles que posarão de santos supostamente em defesa dos seus estados. Vamos, em vez de dobrar seu poder, expulsá-los de Brasília e das assembleias legislativas e palácios de governo de cada uma das unidades da federação. Isso abrirá o caminho para um país mais justo e respeitoso para com o meio ambiente, os animais e as pessoas que querem apenas um pedaço de terra para plantar e viver com dignidade.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="../2010/03/noticias-sobre-a-bancada-ruralista-pintando-e-bordando.html">Saiba o que a bancada ruralista vem fazendo com o Brasil, nesta coletânea de links de notícias dos últimos anos</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://consciencia.blog.br/2010/06/apoio-aos-agrotoxicos-mais-um-motivo-para-expulsar-bancada-ruralista-poder.html" target="_blank">Leia mais: Bancada ruralista é a favor de envenenar a população, sendo contra o banimento de agrotóxicos extremamente perigosos</a><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>***</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Lista de parlamentares da bancada ruralista eleit<small>@</small>s em 2006 (não deixe que ninguém se reeleja) (Fonte: <a href="http://congressoemfoco.com.br/Noticia.aspx?id=10691" target="_blank">Congresso em Foco</a>):</strong></p>
<p>Deputados federais</p>
<p>Abelardo Lupion (PFL-PR) - reeleito<br />
Afonso Hamm (PP-RS) - novo<br />
*Aelton Freitas (PL-MG) - novo<br />
Aníbal Gomes (PMDB-CE) - reeleito<br />
Aracely de Paula (PL-MG) - reeleito<br />
Armando Abílio (PSDB-PB) - reeleito<br />
Aroldo Cedraz (PFL-BA) - reeleito<br />
Átila Lins (PMDB-AM) - reeleito<br />
Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) - reeleito<br />
**Carlos Bezerra (PMDB-MT) - novo<br />
Carlos Melles (PFL-MG) - reeleito<br />
Chico da Princesa (PL-PR) - reeleito<br />
Ciro Nogueira (PP-PI) - reeleito<br />
Custódio Mattos (PSDB-MG) - reeleito<br />
Darcísio Perondi (PMDB-RS) - reeleito<br />
Dilceu Sperafico (PP-PR) - reeleito<br />
Dona Íris Rezende (PMDB-GO) - nova<br />
Edinho Bez (PMDB-SC) - reeleito<br />
Edmar Moreira (PP-MG) - reeleito<br />
*Elcione Barbalho (PMDB-PA) - nova<br />
***Eliseu Moura (PP-MA) - reeleito<br />
Eunício Oliveira (PMDB-CE) - reeleito<img title="Mais..." src="http://consciencia.blog.br/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" /><br />
*Fátima Pelaes (PMDB-AP) - nova<br />
Félix Mendonça (PFL-BA) - reeleito<img title="Mais..." src="http://consciencia.blog.br/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" /><br />
*Francisco Rodrigues (PFL-RR) - novo<br />
Gastão Vieira (PMDB-MA) - reeleito<br />
Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) - reeleito<br />
Gervásio Silva (PFL-SC) - reeleito<br />
*Giovanni Queiroz (PDT-PA) - novo<br />
Gonzaga Patriota (PSB-PE) - reeleito<br />
Herculano Anghinetti (PP-MG) - reeleito<br />
Hermes Parcianello (PMDB-PR) - reeleito<br />
Homero Pereira (PPS-MT) - novo<br />
Jaime Martins (PL-MG) - reeleito<br />
João Leão (PP-BA) - reeleito<br />
João Magalhães (PMDB-MG) - reeleito<br />
João Matos (PMDB-SC) - reeleito<br />
João Pizzolatti (PP-SC) - reeleito<br />
José Múcio Monteiro (PTB-PE) - reeleito<br />
José Rocha (PFL-BA) - reeleito<br />
José Santana de Vasconcelos (PL-MG) - reeleito<br />
*João Tota (PP-AC) - novo<br />
Jovair Arantes (PSDB-GO) - reeleito<br />
Júlio Redecker (PSDB-RS) - reeleito<br />
Jusmari de Oliveira (PFL-BA) - nova<br />
Leonardo Picciani (PMDB-RJ) - reeleito<br />
Leonardo Vilela (PSDB-GO) - reeleito<br />
Luciano Castro (PL-RR) - reeleito<br />
Luís Carlos Heinze (PP-RS) - reeleito<br />
Luiz Bittencourt (PMDB-GO) - reeleito<br />
Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) - reeleito<br />
Luiz Carlos Setim - Setim (PFL-PR) - novo<br />
Luiz Fernando Faria (PP-MG) - novo<br />
Márcio Reinaldo Moreira (PP-MG) - reeleito<br />
Marcondes Gadelha (PSB-PB) - reeleito<br />
Mauro Lopes (PMDB-MG) - reeleito<br />
Max Rosenmann (PMDB-PR) - reeleito<br />
Milton Monti (PL-SP) - reeleito<br />
Moacir Micheletto (PMDB-PR) - reeleito<br />
Nárcio Rodrigues (PSDB-MG) - reeleito<br />
Nélio Dias (PP-RN) - reeleito<br />
Nelson Marquezelli (PTB-SP) - reeleito<br />
Nelson Meurer (PP-PR) - reeleito<br />
Odílio Balbinotti (PMDB-PR) - reeleito<br />
Osmar Serraglio (PMDB-PR) - reeleito<br />
Osvaldo Reis (PMDB-TO) - reeleito<br />
Paes Landim (PTB-PI) - reeleito<br />
Pompeo de Mattos (PDT-RS) - reeleito<br />
Rafael Guerra (PSDB-MG) - reeleito<br />
Roberto Balestra (PP-GO) - reeleito<br />
Ronaldo Caiado (PFL-GO) - reeleito<br />
Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB) - reeleito<br />
Saraiva Felipe (PMDB-MG) - reeleito<br />
Sérgio de Oliveira Cunha - Petecão (PMN-AC) - novo<br />
Silas Brasileiro (PMDB-MG) - reeleito<br />
Vadão Gomes (PP-SP) - reeleito<br />
*Valdir Colatto (PMDB-SC) - novo<br />
Waldemir Moka (PMDB-MS) - reeleito<br />
Wellington Fagundes (PL-MT) - reeleito<br />
Zonta (PP-SC) - reeleito</p>
<p><em>(Nota do <strong>Arauto</strong>: adicionemos a esta lista <strong>Aldo Rebelo</strong>, que vota a favor do afrouxamento do Código Florestal. Confira <a href="http://www.ipam.org.br/noticias/-p-Codigo-Florestal-Aldo-Rebelo-diz-que-a-legislacao-e-muito-rigorosa-p-/538" target="_blank"><strong>aqui</strong></a>, <a href="http://painelflorestal.com.br/noticia-7650-aldo+rebelo+objetivo+de+reformular+o+codigo+florestal+e+preservar+a+natureza.htm" target="_blank"><strong>aqui</strong></a> e <a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=31245" target="_blank"><strong>aqui</strong></a>.)</em></p>
<p>* Atualmente, exerce mandato de senador.<br />
** Deputados de legislaturas anteriores que retornam à Câmara.<br />
*** Considerado reeleito pelo Diap, embora não exerça atualmente o mandato parlamentar (é suplente de deputado).</p>
<p>Senadores</p>
<p>Demóstenes Torres (PFL-GO) - atual<br />
Edison Lobão (PFL-MA) - atual<br />
Efraim Morais (PFL-PB) - atual<br />
Eliseu Resende (PFL-MG) - novo<br />
Expedito Junior (PPS-RO) - novo<br />
Heráclito Fortes (PFL-PI) - atual<br />
João Ribeiro (PFL-TO) - atual<br />
Joaquim Roriz (PMDB-DF) - novo<br />
Jonas Pinheiro (PFL-MT) - atual<br />
José Agripino (PFL-RN) - atual<br />
Kátia Abreu (PFL-TO) - nova<br />
Leomar Quintanilha (PCdoB-TO) - atual<br />
Leonel Pavan (PSDB-SC) - atual (é candidato a vice-governador no 2º turno)<br />
Lúcia Vânia (PSDB-GO) - atual<br />
Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) - reeleito</p>
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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Montado na fúria: vídeo hilário com &#8220;rodeio humano&#8221;</title>
		<link>http://consciencia.blog.br/2010/06/montado-na-furia-video-hilario-rodeio-humano.html</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Jun 2010 10:00:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antiestupidez]]></category>
		<category><![CDATA[Como os Animais São Vistos]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura de Massas]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Escravidão Animal]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
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		<category><![CDATA[Opressão]]></category>
		<category><![CDATA[Posts e Atos de Conscientização]]></category>
		<category><![CDATA[Publicidade e Propaganda]]></category>
		<category><![CDATA[Rodeios]]></category>
		<category><![CDATA[Tradições Cruéis e Viciosas]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[Ética e Moral]]></category>

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		<description><![CDATA[Sei que é muito provável que respondam ao vídeo abaixo que "os touros são preparados para os rodeios", mas serve pelo menos para mostrar que, quando o assunto é montaria incômoda e incitar o temor da predação, mesmo o ser humano se torna um animal "xucro" e "bravo", tanto quanto dizem que os touros "de [...]


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</ol>]]></description>
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			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">Sei que é muito provável que respondam ao vídeo abaixo que "os touros são preparados para os rodeios", mas serve pelo menos para mostrar que, quando o assunto é montaria incômoda e incitar o temor da predação, mesmo o ser humano se torna um animal "xucro" e "bravo", tanto quanto dizem que os touros "de rodeio" são.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/rPYC-VX7g2E&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/rPYC-VX7g2E&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">O título do post é uma alusão <a href="http://super.abril.com.br/historia/touro-montado-furia-446780.shtml" target="_blank"><strong>à ridícula reportagem da Superinteressante que saiu em 2006</strong></a> -- depois de sua publicação, a revista perdeu o meu respeito.</p>
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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Dessa eu não sabia: a-ha já tocou no Inferno de Barretos</title>
		<link>http://consciencia.blog.br/2010/06/dessa-eu-nao-sabia-a-ha-ja-tocou-inferno-de-barretos.html</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Jun 2010 05:21:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alienação e Conformismo]]></category>
		<category><![CDATA[Burrice e Malignidade]]></category>
		<category><![CDATA[Como os Animais São Vistos]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Escravidão Animal]]></category>
		<category><![CDATA[Estupidez e Irracionalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Maus Tratos e Crueldade]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Notícia Junho 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Pérolas]]></category>
		<category><![CDATA[Rodeios]]></category>
		<category><![CDATA[Tortura]]></category>
		<category><![CDATA[Tradições Cruéis e Viciosas]]></category>
		<category><![CDATA[Ética e Moral]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois da presepada que foi Mariah Carey ter aceito cantar no rodeio de Barretos, algumas notícias mostraram que o a-ha, uma das bandas de que mais gosto -- e que está se despedindo dos palcos --, também cometeu a infelicidade de tocar nesse tipo de evento. Pelo menos três vídeos no YouTube mostram a atitude [...]


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<li><a href='http://consciencia.blog.br/2010/02/se-sua-empresa-patrocina-rodeios-e-vaquejadas-vai-gostar-dessa-2.html' rel='bookmark' title='Permanent Link: Se sua empresa patrocina rodeios e vaquejadas, vai gostar dessa!'>Se sua empresa patrocina rodeios e vaquejadas, vai gostar dessa!</a></li>
</ol>]]></description>
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			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">Depois da presepada que foi <a href="http://consciencia.blog.br/2010/06/se-ela-fizer-isso-mesmo.html" target="_blank"><strong>Mariah Carey ter aceito cantar no rodeio de Barretos</strong></a>, algumas notícias mostraram que o a-ha, uma das bandas de que mais gosto -- e que está se despedindo dos palcos --, também cometeu a infelicidade de tocar nesse tipo de evento.</p>
<p style="text-align: justify;">Pelo menos três vídeos no YouTube mostram a atitude condenável, que caiu em mim agora como um balde cheio de água com gelo pronto para causar hipotermia:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=F9Oalg5iHUE"><strong>a</strong>-<strong>ha</strong> at Rodeio de <strong>Barretos</strong>, <strong>Barretos</strong>, Brazil - 1</a><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=89kA746apfw"><strong>a</strong>-<strong>ha</strong> at Rodeio de <strong>Barretos</strong>, <strong>Barretos</strong>, Brazil - 2</a><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=VieL44-l34s"><strong>a</strong>-<strong>ha</strong> - I've Been Losing You</a> (<em>small video in Brazil a-ha Barretos - Brasil 2002</em>)</p>
<p style="text-align: justify;">Nunca pensei que o a-ha, banda que foi o emblema da gloriosa música dos anos 80, que embala meu gosto musical desde 2005, tivesse sido capaz de ter essa atitude, de dar uma banana aos animais que sofrem nas arenas, abusados pelo sedém e pelas esporas dos peões, e pensar apenas no dinheiro ganho dos ingressos e do pagamento pelos organizadores do Inferno e no entretenimento d<small>@</small>s fãs.</p>
<p style="text-align: justify;">Não consigo me ver hoje sem gostar do a-ha, mas a banda perdeu bons pontos comigo depois dessa. Infelizmente é tarde demais para a banda se redimir e afirmar que não tocará mais em rodeios, já que está chegando ao seu fim, está na turnê final. Mas bem que Morten, Paul e Magne poderiam depois dar explicações por que cometeram essa violência indireta, de ganhar dinheiro em cima da exploração animal, de animar uma festa que só existe porque bichos são torturados nas arenas ("cócegas" e "incômodo", os efeitos que os próprios organizadores de rodeios afirmam que o sedém causa, são sensações agradáveis, por acaso?), de aumentar os lucros de quem vive desse tipo de atividade hedionda. Se afirmarem arrependimento, recuperarão os pontos que perderam comigo hoje.</p>
<a href="http://www.seomaster.com.br/bookmark.html" style="border:none; text-decoration:none" onmouseover="sb_plugin('http://consciencia.blog.br/2010/06/dessa-eu-nao-sabia-a-ha-ja-tocou-inferno-de-barretos.html','Dessa eu não sabia: a-ha já tocou no Inferno de Barretos'); return sb_showMenu(this)" onmouseout="sb_close()" onclick="return sb_open()"> 
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	</a>

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<li><a href='http://consciencia.blog.br/2010/02/se-sua-empresa-patrocina-rodeios-e-vaquejadas-vai-gostar-dessa-2.html' rel='bookmark' title='Permanent Link: Se sua empresa patrocina rodeios e vaquejadas, vai gostar dessa!'>Se sua empresa patrocina rodeios e vaquejadas, vai gostar dessa!</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Três tambores: exploração animal por trás da mansidão e da fraternidade</title>
		<link>http://consciencia.blog.br/2010/06/tres-tambores-exploracao-animal-por-tras-da-mansidao-da-fraternidade.html</link>
		<comments>http://consciencia.blog.br/2010/06/tres-tambores-exploracao-animal-por-tras-da-mansidao-da-fraternidade.html#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 19 Jun 2010 03:42:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Animais Tratados como Propriedade]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Comercialização e Mercantilização de Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Como os Animais São Vistos]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Equívocos do Bem-Estarismo Animal]]></category>
		<category><![CDATA[Escravidão Animal]]></category>
		<category><![CDATA[Especismo e Arrogância Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Feedback dos/as Leitores/as]]></category>
		<category><![CDATA[Posts e Atos de Conscientização]]></category>
		<category><![CDATA[Repercussão do Blog ou do Autor]]></category>
		<category><![CDATA[Resposta a Post Anterior]]></category>
		<category><![CDATA[Rodeios]]></category>
		<category><![CDATA[Ética e Moral]]></category>

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		<description><![CDATA[Um artigo meu escrito recentemente, chamado “A crueldade dos "três tambores" do rodeio” (post removido por precaução e reconhecida carência  de embasamento), causou revolta entre os praticantes do dito “esporte”. Os comentários do Arauto da Consciência e, ainda em menor quantidade, da ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais foram bombardeados por competidores e [...]


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<li><a href='http://consciencia.blog.br/2010/02/uma-tragedia-que-so-aconteceu-gracas-a-exploracao-animal.html' rel='bookmark' title='Permanent Link: Uma tragédia que só aconteceu graças à exploração animal'>Uma tragédia que só aconteceu graças à exploração animal</a></li>
<li><a href='http://consciencia.blog.br/2010/06/zoologicos-tragedias-causadas-pela-exploracao-animal.html' rel='bookmark' title='Permanent Link: Zoológicos e as tragédias causadas pela exploração animal'>Zoológicos e as tragédias causadas pela exploração animal</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fconsciencia.blog.br%2F2010%2F06%2Ftres-tambores-exploracao-animal-por-tras-da-mansidao-da-fraternidade.html&amp;source=conscienciablog&amp;style=normal" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 411px"><a href="http://i.olhares.com/data/big/220/2204031.jpg"><img src="http://i.olhares.com/data/big/220/2204031.jpg" alt="" width="401" height="278" /></a><p class="wp-caption-text">Cavaleira de três tambores usando açoite. Os cavaleiros juram que o uso desse instrumento não é generalizado e que os animais não são maltratados como nos rodeios e vaquejadas. O artigo abaixo não enfoca mais os maus tratos, mas sim o sistema de exploração animal existente por trás desse &quot;esporte&quot; em que se afirmam a relação fraterna entre cavaleiros e cavalos e a ausência da violência física como regra.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Um artigo meu escrito recentemente, chamado “A crueldade dos "três tambores" do rodeio” (post removido por precaução e reconhecida carência  de embasamento), causou revolta entre os praticantes do dito “esporte”. Os comentários do <strong>Arauto da Consciência</strong> e, ainda em menor quantidade, da ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais foram bombardeados por  competidores e competidoras revoltados por eu ter acusado sua modalidade de cruel e generalizado os maus tratos que ocorrem no manejo de instrumentos como espora e açoites. Assim sendo, resolvi escrever um novo texto para elucidar melhor por que o três tambores tem a mesma oposição minha e dos defensores do abolicionismo animal que rodeios e vaquejadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Me disseram que os três tambores proporcionam uma comunhão afetiva entre cavaleiro e cavalo, sendo o primeiro não senhor do último, mas quase um “irmão”. Me falaram também de engajamentos filantrópicos com os lucros do “esporte” e da venda (sic) dos animais, da presença de conselhos de ética, veterinários e outras entidades que assegurariam um tratamento “digno” aos bichos. Fui acusado de escrever sem conhecer a realidade, de emitir um opinião leiga e, logo, irresponsável.</p>
<p style="text-align: justify;">Reconheço que alguns comentários eu realmente tive alguma dificuldade de responder, e percebi que o motivo maior foi ter chegado ao limite da crítica relacionada a bem-estar animal – muito embora o artigo tenha falado, em um parágrafo, do caráter de exploração animal da competição. Foi falho ter exposto mais a crítica pró-bem-estar, facilmente questionável por quem pratica o dito “esporte”, do que a abolicionista, e isso induziu a uma equiparação indevida da modalidade ao rodeio e à vaquejada, pseudoesportes que por sua vez consistem na crueldade quase explícita.</p>
<p style="text-align: justify;">O três tambores, por ser muito mais próximo do hipismo do que do rodeio, conforme ficou expresso nos diversos comentários e também é visível nos mais diversos vídeos, é de fato um “esporte” com animais no qual a exploração animal é bem menos óbvia do que a tão largamente criticada montaria de touros, por ter muito menos demonstrações explícitas de maus tratos por violência física. Nele não há peões ou vaqueiros sedentos de vencer o “adversário” animal, mas cavaleiros que afirmam competir em irmandade com os cavalos.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas isso não quer dizer que eu vim me retratar por completo do artigo passado e dizer que passei a ver o três tambores com bons olhos. Mas sim esclarecer melhor por que, mesmo com esse panorama alegado de bem-estar e fraternidade cavaleiro-cavalo, continuo mostrando que esse tipo de competição não se inclui no que o abolicionismo animal pode considerar ético e aceitável e reivindicando mais ação de entidades de direitos animais contra o uso de bichos para entretenimento seja lá de qual tipo for.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é obvio como no rodeio, mas há um sistema de exploração animal desde a arena de corrida até a procriação dos cavalos.<span id="more-4257"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Em primeiro lugar, os vários adereços de controle e incitação usados no cavalo durante a competição deixam visível: o animal é tratado como máquina de velocidade, controlável pelo cavaleiro. Diversos adereços, como o cabresto, as rédeas e os freios, visam manipular para onde e quão rápido o bicho deve correr. Sem falar nos outrora citados açoite e espora, cujos usos, mesmo não sendo acessórios cortantes nem causando ferimentos visíveis ou dores fortes, são uma agressão ao animal.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje em dia não se pensaria em usar equipamento de controle ou açoites para controlar atletas humanos. Seria visto como uma violência tanto física quanto moral – “que humilhante é tratar seres humanos como carro de corrida”, pensariam. Mas são usados em cavalos, na dita inofensiva prova dos três tambores, numa demonstração da visão de que, por mais “irmão” que o cavalo seja do cavaleiro, ele nunca terá o mesmo estatuto moral que o ser humano, de ser portador do direito à dignidade e ao consequente não-tratamento como coisa e propriedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Não questiono mais se isso é cruel por causar violência explícita ou dor assim como os rodeios e vaquejadas, mas sim se é ético competir com animais controlando-os como objetos, como carros, algo que não se admitiria fazer com pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">E pergunto: se a relação entre cavaleiros e cavalos é tão fraternal, por que não se dispensa o uso desses equipamentos nas provas oficiais, usando apenas sela e estribo para manter o cavaleiro montado em segurança, já que o cavalo entenderia inteligentemente para onde e quão rápido o “irmão” humano quer que ele corra?</p>
<p style="text-align: justify;">Corroborando o argumento de que os animais supostos “irmãos” dos cavaleiros são de fato tratados como propriedade humana, está o fato de que existe um comércio de cavalos usados nessas competições. Não que o competidor venda o seu “irmão” algum dia, mas muito provavelmente – para eu não dizer que isso seria generalizado – este será comprado no início de sua “vida útil”, para uma vida de competições velozes. Tal como um carro zero de corrida.</p>
<p style="text-align: justify;">A ética dos direitos animais repudia qualquer coisificação, mercantilização e proprietarização dos animais, da mesma forma e pelos mesmos motivos que a ética convencional que vigora hoje repudia o tratamento de homens e mulheres como coisas, mercadorias e propriedade de outrem. Fatalmente isso implica que “esportes” que usam animais, das mais sangrentas touradas até as mais amistosas provas de três tambores, serão alvo de objeção ética.</p>
<p style="text-align: justify;">Também há a questão: o que é preferível e ideal para o animal, viver em liberdade na natureza – ou em santuários de refúgio, para animais cuja espécie foi há milênios apartada do seu vínculo ao equilíbrio ecológico de seu ecossistema de origem –, ou ser obrigado a uma vida de competições que ele não escolheu trilhar?</p>
<p style="text-align: justify;">Afirmam que o cavalo, sendo inteligente, se comporta demonstrando que gosta de correr com aquele que se diz seu “dono”. Talvez seja válido dizer que o cavalo gosta de ser montado por seu cavaleiro na fazenda, sem acessórios de controle, caso haja uma relação afetiva tal como um cão com seu responsável e carinhoso tutor. Mas é questionável se o cavalo gosta – em outras palavras, sente-se bem – de ter seu corpo controlado e artificialmente induzido à corrida – e, em muitos casos, açoitado e esporado – numa competição em que está exposto a intensos barulhos e iluminação, em situação estressante, numerosas vezes num ano. Seria isso realmente preferível ao animal, mais do que viver livre num refúgio, sem obrigações vinculadas a interesses que não dizem respeito a suas necessidades e vontades?</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, a questão do uso do animal por interesse humano. Qualquer “esporte” que use bichos para entretenimento, por mais que se diga que o animal “gosta” de competir, é uma forma de exploração animal. A ética tradicional de hoje condena o uso de seres humanos como propriedade a serviço dos interesses de outrem, o que inclui usar para fins de entretenimento pessoas que não escolheram expor-se (como no caso dos freak shows do século 19). O abolicionismo animal, por sua vez, estende essa condenação aos animais não-humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Faz-se as perguntas, complementando o questionamento feito mais acima: o animal escolhe praticar um “esporte” que visa o entretenimento humano? Ele afirma mesmo, à sua maneira, que gosta de correr numa arena barulhenta e cheia de luz, sob o controle de diversos instrumentos, e está afim de vivenciar tal situação muitas vezes ao longo de sua vida até sua aposentadoria? Ele realmente pensa que isso lhe faz bem?</p>
<p style="text-align: justify;">E há o detalhe de o cavalo ter sido dado à luz justamente para ser um animal de competições, tanto que ele, como uma “boa” mercadoria, é vendido em sua maturidade física ao cavaleiro disposto a pagar por sua compra, por ser um animal “muito bom para competições de três tambores”.</p>
<p style="text-align: justify;">Ou seja, nasce para servir ao ser humano, para satisfazer os interesses do vendedor de cavalos, do próprio cavaleiro, dos organizadores de competições, dos proprietários de arenas e do público que prestigia o “esporte” para sua diversão –, como toda espécie submetida à exploração. Mesmo que o cavaleiro diga que o bicho é praticamente irmão seu e “gosta” de competir, isso não anula o fato de que ele só está ali – ou pior, só existe – porque pessoas se interessaram em seu nascimento e amadurecimento e dele se beneficiam cultural e economicamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Saio assim da questão do mero bem-estar – e até me retrato por ter generalizado a violência física que nem todos os cavaleiros promovem contra os cavalos –, mas continuo denunciando como “esportes” como o três tambores são sim formas de exploração animal que lançam mão da objetificação, mercantilização e reprodução interesseira de bichos, fato que se esconde na relação “fraternal” entre competidores e animais e na ausência de agressões explícitas contra estes últimos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se substituíssem cavalos por humanos e mantivessem na íntegra todo o restante do sistema, passaria a ser um pseudoesporte abominável aos olhos das pessoas e censurável pelas leis de direitos humanos. Mas, como são animais não-humanos, há toda uma aprovação moral por parte da maioria da sociedade. Assim sendo, continuo questionando eticamente o três tambores.</p>
<p style="text-align: justify;">E aproveito para esclarecer que o três tambores ainda não se tornou alvo de críticas massivas das entidades de defesa animal porque infelizmente uma enorme parte das mesmas são bem-estaristas, e preferem manter-se em cima do muro porque não há tantos maus tratos físicos assim, não há uma crueldade física intrínseca ao tal “esporte” a qual as permita clamar que “três tambores deve ser proibido por lei porque é crueldade contra animais”. Essa modalidade só passará a ser alvo de críticas e repúdios quando o abolicionismo animal no Brasil se fortalecer, porque seu problema é muito mais de ética e exploração do que propriamente de violência física explícita.</p>
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		<title>Se ela fizer isso mesmo&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jun 2010 19:04:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alienação e Conformismo]]></category>
		<category><![CDATA[Burrice e Malignidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Estupidez e Irracionalidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Notícia Junho 2010]]></category>
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		<description><![CDATA[Mariah Carey a um passo de fazer show na Festa do Peão em Barretos Mariah Carey está a um passo de ser a principal atração da Festa do Peão de Barretos este ano. De acordo com a produção do evento, as negociações para a vinda da cantora americana já foram fechadas e, até a semana [...]


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<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.diariodepernambuco.com.br/viver/nota.asp?materia=20100617152834&amp;assunto=169&amp;onde=Viver" target="_blank"><strong><em>Mariah Carey a um passo de fazer show na Festa do Peão em Barretos</em></strong></a></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="color: #8b0000;">Mariah Carey está a um passo de ser a principal atração da Festa do Peão de Barretos este ano. De acordo com a produção do evento, as negociações para a vinda da cantora americana já foram fechadas e, até a semana que vem, ela deve assinar o contrato. </span>O anúncio do show deve ser feito em uma coletiva de imprensa em São Paulo.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Se confirmada sua presença, Mariah será a primeira atração internacional na história da Festa do Peão e fará sua primeira grande apresentação no Brasil. Em outubro do ano passado, Mariah Carey veio ao Rio para um show com apenas quatro músicas durante o evento de música e moda Fashion Rocks.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Uma das cláusulas do contrato da cantora prevê exclusividade de sua presença no evento, portanto não haveria mais apresentações da estrela no Brasil.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O show de Mariah está previsto para acontecer no dia 21 de agosto. A Festa do Peão de Barretos 2010 acontece de 19 a 28 de agosto, com atrações como Ana Carolina, Banda Hóri, Victor &amp; Leo e Exaltasamba, além do jovem cantor sertanejo Luan Santana, que foi escolhido o embaixador do rodeio deste ano.</em></p>
</blockquote>
<p>Se ela for para o Inferno de Barretos mesmo, perderá todo o meu respeito. Eu não curto suas músicas, mas, até eu saber dessa notícia, ainda a respeitava.</p>
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		<title>MTV Debate sobre rodeios</title>
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		<pubDate>Sun, 16 May 2010 01:03:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ativismo/Militância pelos Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Como os Animais São Vistos]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura de Massas]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Escravidão Animal]]></category>
		<category><![CDATA[Indicação de Links]]></category>
		<category><![CDATA[Maus Tratos e Crueldade]]></category>
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		<category><![CDATA[Rodeios]]></category>
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		<category><![CDATA[Ética e Moral]]></category>

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		<description><![CDATA[Está na internet a íntegra do MTV Debate de semana passada, no qual o assunto era rodeios. Os participantes do lado do bem, pelos animais, foram Leandro Ferro, fundador do Ativismo.com e do OdeioRodeio.com; o advogado animalista Carlos Cipro; e o vereador João Farias, que conseguiu proibir (parcialmente) rodeios em Araraquara este ano. Pelo lado [...]


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			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">Está na internet a íntegra do MTV Debate de semana passada, no qual o assunto era rodeios.</p>
<p style="text-align: justify;">Os participantes do lado do bem, pelos animais, foram Leandro Ferro, fundador do <a href="http://www.ativismo.com/site/" target="_blank"><strong>Ativismo.com</strong></a> e do <a href="http://www.odeiorodeio.com/site/" target="_blank"><strong>OdeioRodeio.com</strong></a>; o advogado animalista Carlos Cipro; e o vereador João Farias, que conseguiu proibir (parcialmente) rodeios em Araraquara este ano.</p>
<p style="text-align: justify;">Pelo lado pró-rodeio, participaram Tião Procópio, juiz de rodeios; Adriano Morais, peão de rodeios famoso; e o professor da UNESP Orivaldo Tenório.</p>
<p style="text-align: justify;">Abaixo os links do programa, que foi gravado dividido em cinco partes:</p>
<p style="text-align: justify;">Parte 1/5 <a href="http://www.youtube.com/watch?v=COJ6oejmIQs" target="_blank">www.youtube.com/watch?v=COJ6oejmIQs</a><br />
Parte 2/5 <a href="http://www.youtube.com/watch?v=fUXi6DVRMTk" target="_blank">www.youtube.com/watch?v=fUXi6DVRMTk</a><br />
Parte 3/5 <a href="http://www.youtube.com/watch?v=W7SuzRdkKVg" target="_blank">www.youtube.com/watch?v=W7SuzRdkKVg</a><br />
Parte 4/5 <a href="http://www.youtube.com/watch?v=qoVoFH8YNkU" target="_blank">www.youtube.com/watch?v=qoVoFH8YNkU</a><br />
Parte 5/5 <a href="http://www.youtube.com/watch?v=FLN9fZrFBLs" target="_blank">www.youtube.com/watch?v=FLN9fZrFBLs</a></p>
<p style="text-align: justify;">Em vez de eu mesmo dar um parecer como foi, prefiro que você mesm<small>@</small> veja e tire suas próprias conclusões.</p>
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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Escravidão que ainda não foi abolida</title>
		<link>http://consciencia.blog.br/2010/05/escravidao-ainda-nao-foi-abolida.html</link>
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		<pubDate>Thu, 13 May 2010 21:23:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[*Posts em Destaque*]]></category>
		<category><![CDATA[Animais Tratados como Propriedade]]></category>
		<category><![CDATA[Antropocentrismo]]></category>
		<category><![CDATA[Aprisionamento de Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Assassinato e Matança de Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Ativismo/Militância pelos Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Burrice e Malignidade]]></category>
		<category><![CDATA[Comercialização e Mercantilização de Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Como os Animais São Vistos]]></category>
		<category><![CDATA[Contradições Humanas]]></category>
		<category><![CDATA[Cães e Gatos]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Escravidão Animal]]></category>
		<category><![CDATA[Especismo e Arrogância Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Opressão]]></category>
		<category><![CDATA[Pecuária]]></category>
		<category><![CDATA[Post Comemorativo]]></category>
		<category><![CDATA[Posts e Atos de Conscientização]]></category>
		<category><![CDATA[Rodeios]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Tradições Cruéis e Viciosas]]></category>
		<category><![CDATA[Vaquejadas]]></category>
		<category><![CDATA[Veg(etari)anismo]]></category>
		<category><![CDATA[Vivissecção e Testes em Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Ética e Moral]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste 13 de maio foi celebrada a abolição da escravocracia brasileira – em 2010, a chamada Lei Áurea completou 122 anos de sanção. Homens e mulheres deixaram a condição de propriedade de outrem, pararam de ser tratados como seres inferiores e comercializáveis. A data é um marco nos avanços dos direitos humanos no Brasil, mas [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">Neste 13 de maio foi celebrada a abolição da escravocracia brasileira – em 2010, a chamada Lei Áurea completou 122 anos de sanção. Homens e mulheres deixaram a condição de propriedade de outrem, pararam de ser tratados como seres inferiores e comercializáveis. A data é um marco nos avanços dos direitos humanos no Brasil, mas deveria ser também um dia de reflexão sobre uma outra escravidão que, ainda distante da ilegalização, continua muito forte e, pior, respeitada e defendida em todo o mundo: a escravidão animal não-humana.</p>
<p style="text-align: justify;">É extremamente fácil encontrar demonstrações de que todos os países, incluindo o Brasil, jamais deixaram de ser nações escravocratas. Basta ver os cavalos e burros puxando pesadas carroças nas ruas. Ou então os bois e cavalos sendo judiados e explorados como máquinas – com direito a “tuning” em forma de sedéns, cabrestos, cilhas, selas, estribos etc. – em rodeios e vaquejadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Ou mesmo animais domésticos e silvestres nos circos, onde são obrigados a demonstrar comportamentos alheios à sua natureza sob a força das jaulas, algemas e chibatadas. Ou também nas granjas e matadouros, onde são forçados a servir aos interesses gastronômicos humanos com suas próprias vidas ao serem confinados em gaiolas e/ou assassinados pelos açougueiros. Ou ainda nas universidades e centros de pesquisa, onde roedores, cães, gatos, primatas e outros animais são torturados e mortos “pelo bem da ciência”.</p>
<p style="text-align: justify;">Ou mesmo dentro de casa: aqueles cães e gatos, comprados ainda filhotes como mercadorias, como brinquedos <em>cuti-cuti</em>, e que servem hoje como servos afetivos, cuja existência só foi possibilitada pelo interesse de uns de ganhar dinheiro e pela disposição de outros a comprar todos os afetos, emoções e companheirismo proporcionados por animais domésticos. Ou então, também no lar das pessoas, os peixes e pássaros, comprados e aprisionados perpetuamente, tratados como meros objetos de decoração.</p>
<p style="text-align: justify;">Ou, para ver como é óbvia a escravidão de animais nos dias de hoje, nos parques de exposição. Animais à venda, tratados como instrumentos de trabalho, como matérias-primas, como recursos, como mercadorias. Da mesma forma que se procedia nos mercados de escravos da Antiguidade.<span id="more-3888"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Aqueles argumentos que “justificavam” a escravidão de seres humanos no passado continuam servindo ainda hoje, para explicar por que animais de outras espécies podem ser rebaixados à servidão: “não têm alma”, “nasceram para servir aos mais fortes”, “é a lei do mais forte”, “Deus nos outorgou esse direito”, “não são inteligentes, racionais e civilizados como nós”, “são seres inferiores”, “seus sentimentos são apenas instintos brutos”...</p>
<p style="text-align: justify;">Ao contrário dos negros que no passado foram forçados pela brancocracia luso-brasileira, os escravos de hoje não podem falar, opinar, expor sua insatisfação e tormenta. Raramente – em situações muito específicas – conseguem se defender de quem os submete. Assim sendo, somos nós, os abolicionistas do século 21, que temos que falar por eles, clamar pela libertação dos escravos de hoje, exigir direitos básicos para esses desfavorecidos – liberdade, bem-estar, dignidade, não-submissão ao atributo de propriedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Fica a mensagem: pense, pense muito, na escravidão contemporânea que se escancara diante de nossos olhos. E faça sua parte para que, num futuro mais próximo possível, seja assinada e sancionada a Lei Áurea dos Animais. Compreenda os direitos animais, abandone o consumo de alimentos e produtos quaisquer de origem animal, risque os rodeios e vaquejadas de sua agenda, deixe de comprar animais, conscientize o próximo. Assim você já estará defendendo a verdadeira abolição completa da escravidão.</p>
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		<title>Mitos e trololós do rodeio</title>
		<link>http://consciencia.blog.br/2010/04/mitos-e-trololos-do-rodeio.html</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Apr 2010 11:00:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Direitos Animais]]></category>
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		<description><![CDATA[Este texto é muito precioso para desmitificar os rodeios como "esporte", como manifestação "cultural" e como algo que deveria ser preservado. Escrito por Vanice Teixeira Orlandi e trazido pela UIPA, traz 16 alegações frequentes de quem defende os rodeios. Alegações que eu chamo de mitos. Todas elas são muito bem desmitificadas com explicações que mostram [...]


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<p style="text-align: justify;">Este texto é muito precioso para desmitificar os rodeios como "esporte", como manifestação "cultural" e como algo que deveria ser preservado.</p>
<p style="text-align: justify;">Escrito por Vanice Teixeira Orlandi e trazido pela <a href="http://www.uipa.org.br/" target="_blank"><strong>UIPA</strong></a>, traz 16 alegações frequentes de quem defende os rodeios. Alegações que eu chamo de <em>mitos</em>. Todas elas são muito bem desmitificadas com explicações que mostram por que os rodeios são indefensáveis -- pelo menos nos termos de  ser um pseudoesporte que consiste na crueldade.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.uipa.org.br/portal/modules/soapbox/article.php?articleID=7" target="_blank"><strong>Alegações dos Defensores dos Rodeios</strong></a><br />
<em>por Vanice Teixeira Orlandi</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>1) Sedém macio, confeccionado em lã ou espuma, não causa dor.</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Réplica: O revestimento macio do sedém não tem a propriedade de evitar o sofrimento, que advém da constrição de área tão sensível, por ser de pele fina, onde se localiza o órgão genital. Ao comprimir a região dos vazios do animal, em que há parte dos intestinos e o prepúcio, o sedém provoca dor; tanto é assim, que o animal corcoveia da mesma forma como o faz quando submetido ao sedém áspero. Vale dizer que as reações exibidas são idênticas, porque as sensações experimentadas são as mesmas.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante de uma forte constrição, a maciez do objeto nada significa. A título de ilustração, convém lembrar a morte da bailarina americana Isadora Duncan, ocorrida em 1927, quando sua longa echarpe de seda enroscou-se em uma das rodas de seu automóvel, provocando-lhe morte instantânea. Macio ou áspero, o sedém causa dor pela intensa constrição que exerce sobre área muito sensível. Prova disso é o fato de o animal corcovear da mesma forma como o faz quando submetido ao sedém áspero. Vale dizer que as reações exibidas são idênticas, porque as sensações experimentadas são as mesmas.<br />
Muitas vezes, a maciez do sedém nem mesmo consegue poupar o animal de lesões, conforme constatado por perícia solicitada pelo Ministério Público, em rodeio realizado em Taboão da Serra. Não obstante ser o sedém confeccionada em lã, os animais apresentavam dilacerações de pele na região da virilha.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em><strong>2)O sedém provoca apenas cócegas.</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Réplica: Segundo a literatura, cócegas é uma sensação nervosa ou irritante que advém de leves toques ou fricções ligeiras. Jamais uma compressão tão intensa como a provocada pelo sedém poderia ensejar essa sensação.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em><strong>3) O uso do sedém não constitui maus-tratos por ficar em contato com o animal por apenas oito segundos.</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Réplica: Esse instrumento permanece de 15 a 40 segundos apertando a virilha do animal, no entanto, basta uma fração de segundo de exposição ao estímulo doloroso para fazer aflorar a sensação de dor; do contrário, a chibatada não produziria dor alguma.<br />
Ademais, há longos treinos diários, já que os peões declaram, orgulhosamente, que a eles se dedicam por seis a oito horas diárias.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3565"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>4) Esporas rombas (não pontiagudas) são inofensivas.</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Réplica: Os animais são muito sensíveis às esporas que, em condições normais como nas montarias e provas hípicas, são utilizadas apenas quando necessário, fazendo o cavaleiro uso dos pés para tocar o animal, com pouca pressão e sem insistência. Porém, nos rodeios, o peão se utiliza das pernas para fincar as esporas, insistentemente, com força e violência no animal, que não é tocado por esporas, e sim golpeado por elas, na região do pescoço e baixo-ventre.</p>
<p style="text-align: justify;">Perícias atestam que esse instrumento provoca lesões sob a forma de cortes na região cutânea e, não raro, perfuração do globo ocular. Esporas, pontiagudas ou rombas, constituem maus-tratos, pois o que se verifica é o mau uso desse apetrecho.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em><strong>5) A Unesp realizou estudos científicos conclusivos de que o uso do sedém não constitui maus-tratos.</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Réplica: O trabalho denominado “Projeto Sedém” foi coordenado e concluído por um professor que é também locutor de rodeios, membro honorário do Clube “Os Independentes” de Barretos, que patrocinou e encomendou o estudo para a Unesp, que, por sua vez, criou e promove anualmente o chamado “Rodeio Universitário Unesp”.</p>
<p style="text-align: justify;">O projeto concluiu pela ausência de lesões e “stress” provocados pelo uso do sedém, com base na análise do sêmen colhido. Segundo apurou o Ministério Público, entretanto, os animais examinados não foram submetidos à simulação de um rodeio por ocasião da coleta do material.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora, ainda que a análise do sêmen fosse um método idôneo para comprovar o sofrimento do animal, como poderia um exame concluir algo sobre os efeitos provocados pela utilização de um instrumento em animal, sem submetê-lo ao uso desse instrumento?</p>
<p style="text-align: justify;">Alguns anos depois, o mesmo professor tomou a frente de um novo estudo realizado na UNESP, denominado “Avaliação técnico-científica da utilização do sedém em bovinos”, que concluiu pela ausência de sofrimento por terem os animais copulado e se alimentado enquanto eram submetidos ao uso do sedém.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, conforme evidenciam as fotos que integram o estudo, o sedém estava apenas envolto na virilha, sem exercer sobre ela qualquer compressão, daí terem os animais copulado e se alimentado normalmente, já que a dor advém da forte constrição exercida por esse instrumento. Vale dizer que o sedém foi utilizado de maneira totalmente diversa daquela empregada nos rodeios, pois esse instrumento sequer tocou o pênis do animal.</p>
<p style="text-align: justify;">Como bem observou a veterinária Dra Marcela de Santis Prada, “se o animal corcoveia devido à sensação de cócegas que lhe causa o sedém, porque então o animal não corcoveou durante o tal estudo. Seriam as cócegas intermitentes?”</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em><strong>6) Estudos mostram que o sedém não fica em contato com os testículos do animal.</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Réplica: O sedém não fica em contato com os testículos. No bovino, passa sobre o pênis e no eqüino, compromete a porção anterior do prepúcio.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em><strong>7) As provas que envolvem laçadas (“calf roping” e “team roping”) e derrubadas (“bulldogging”) exibidas em rodeios reproduzem as atividades normalmente realizadas nas fazendas.</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Réplica: Laçadas e derrubadas já são consideradas ultrapassadas pelas atuais técnicas de produção pecuária, por elevarem o risco de morte e lesões irreversíveis, desvantajosas ao pecuarista.</p>
<p style="text-align: justify;">Wilmar Marçal, Professor do Departamento de Clínicas Veterinárias da Universidade Estadual de Londrina, em palestra proferida no II Congresso do Bem-Estar Animal, esclareceu que “não se admitem mais que os trabalhos feitos com bovinos, no campo, sejam à custa de traumatismos. Maneiras estabanadas na lida desses animais refletem a falta de conhecimento dos capatazes e criadores, repercutindo negativamente nos lucros, pois desestabilizam aspectos importantes da proteção e bem-estar animal. Na maioria das fazendas, castrações, curativos e aplicações de medicamentos ainda são efetuados pela laçada com conseqüente derrubamento, o que é considerado ultrapassado em termos de manejo, porque exacerba a intensidade de stress e aumenta o risco de fraturas, não interessando economicamente”.</p>
<p style="text-align: justify;">É o que ensina também o Prof. Dr. Duvaldo Eurides da Universidade Federal de Uberlândia, em seu livro “Métodos de Contenção de Bovinos”, p.44, (Rio Grande do Sul, editora Agropecuária, 1998), ao abordar a questão da derrubada, recomendando que “para realizar tratamentos clínicos em bovinos torna-se necessário derrubá-los e escolher um local adequado: solo plano e macio, coberto com colchões de espumas ou em cama de capim, pois em terrenos duros podem ocorrer graves traumatismos ou até mesmo lesões irreversíveis do nervo radial, causando paralisia permanente.”</p>
<p style="text-align: justify;">Se as laçadas e derrubadas são condenáveis até mesmo nas fazendas, onde são executadas por necessidade, com muito mais razão não podem ser admitidas como mero entretenimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse sentido, ao se manifestar sobre as provas exibidas em rodeios, a Prof.ª Dr.ª Irvênia Prada teceu as seguintes considerações sobre a cruel “calf roping”, em que bezerros de apenas quarenta dias de vida são laçados:</p>
<p style="text-align: justify;">“Como se leva em consideração a contagem do tempo, todos os movimentos são rápidos e bruscos, o que aumenta a possibilidade de ocorrência de traumatismos no bezerro, em várias partes do corpo (coluna vertebral, membros, costelas e órgãos internos, que podem sofrer rupturas), ainda mais, levando em conta que são animais em início de desenvolvimento orgânico. Além das eventuais lesões corporais que podem resultar desse procedimento é irrefutável a ocorrência de sofrimento mental ou psíquico”.</p>
<p style="text-align: justify;">O artigo publicado na revista “ The Animals Agenda”, em março de 1990, traz depoimento, nesse mesmo sentido, do veterinário E. J. Finocchio:</p>
<p style="text-align: justify;">“Testemunhei a morte instantânea de bezerros após a ruptura da medula espinhal... Também cuidei de bezerros que ficaram paralíticos e cujas traquéias foram total ou parcialmente rompidas. Ser atirado violentamente ao chão tem causado a ruptura de diversos órgãos internos, resultando em uma morte lenta e agonizante”.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim como nas montarias, os laçadores treinam por várias horas. A revista “Rodeo Life”, de maio de 1997, publicou entrevista com um deles, da qual se destaca o seguinte trecho:</p>
<p style="text-align: justify;">“Treinava das cinco da tarde até às dez da noite, sem trégua. Sempre passava da meia noite e não amarrava menos de cem bezerros”.</p>
<p style="text-align: justify;">Na prova denominada “ bulldogging”, o peão desmonta de seu cavalo, em pleno galope, atirando-se sobre a cabeça do animal em movimento, devendo derrubá-lo ao chão, agarrando-o pelos chifres e torcendo violentamente seu pescoço. Ocorre assim deslocamento de vértebras, rupturas musculares e diversas lesões advindas do impacto recebido em sua coluna vertebral.</p>
<p style="text-align: justify;">Tentam conferir legitimidade às provas exibidas em rodeios alegando que reproduzem o manejo do animal no campo, como se as maiores atrocidades não ocorressem justamente no campo, como as castrações e a descorna, que são realizadas sem anestesia, sem falar nas atrozes técnicas de confinamento de animais para consumo.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda há outras graves conseqüências que advêm da tentativa de se reproduzir, artificialmente, na arena o que ocorre no campo. Nas vaquejadas, provas de laço e “bulldogging” simula-se uma perseguição do peão ao animal; é preciso, então, criar um motivo para que o bovino, manso e vagaroso, adentre a arena em fuga, devendo ser submetido à tortura prévia que consiste em ser encurralado, espancado com pedaços de madeira e ter sua cauda tracionada ao máximo antes de ser solto na arena. Só assim é que se garante que aquele animal, em momento determinado, irá disparar em fuga, pois lhe criaram um motivo para isso.</p>
<p style="text-align: justify;">Oportuno registrar que as provas de laço impõem sofrimento também aos cavalos dos peões, como nos revela o veterinário Aluísio Marins, em artigo publicado pela revista “Horse” de março de 2002:</p>
<p style="text-align: justify;">“No laço em duplas, observo um certo descontrole de alguns proprietários em utilizar seu cavalo. As provas de laço podem durar de um a dois ou até três dias. É muito comum vermos cavalos amarrados em caminhões e trailers por todo este período, com uma sacola de feno para comer, ou com ração. A impressão que se dá é que os cavalos são como máquinas que trabalham e depois são encostados em um “estacionamento” quando não estão sendo usados. Outra coisa muito comum são cavalos utilizando o equipamento de forma errada. Ligas de trabalho mal colocadas, caneleiras caindo, cordinhas sendo usadas como remendos. Os proprietários fazem as inscrições, emprestam seus cavalos a amigos para mais inscrições, depois todos vão à final para laçar mais bois e, assim, entra dia, entra noite, e os cavalos no sufoco”.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em><strong>8) Se o sedém causasse dor, o animal deitaria em vez de pinotear; tanto é assim que a compressão da região dos flancos é um conhecido método de contenção.</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Réplica: Mesmo como método de contenção, a corda no flanco suscita reações de fuga consistentes em saltos, coices e todo o tipo de movimentos para se libertar. E não basta a corda no flanco para que o animal caia, pois a cabeça deve ser contida, os membros posteriores devem ser amarrados e tracionados para desequilibrar o animal, sendo necessário de três a cinco auxiliares para derrubá-lo.</p>
<p style="text-align: justify;">Murray Fowler, autoridade mundial em vida animal, professor da Universidade de Daves, USA, com mais de cento e cinqüenta artigos publicados nas revistas mais conceituadas da literatura internacional, em seu livro “Restraint and Handling of Wild and Domestic Animals” (The Iowa State University Press, 1ª edição,1978), capítulo 9, p. 127, menciona que “a reação à pressão de uma corda na região dos flancos é variável. Alguns animais caem imediatamente. Outros resistem e pulam à frente ou para os lados para se livrarem”. Portanto, diante do mesmo estímulo doloroso os animais reagem de modo diverso. Na mesma obra, o autor considera, na p. 113, que “há marcantes diferenças nas raças bovinas em suas reações à manipulação”.</p>
<p style="text-align: justify;">Da mesma forma, Duvaldo Eurides, nas considerações gerais de seu livro “Métodos de Contenção de Bovinos”, p. 15 (Rio Grande do Sul, editora Agropecuária, 1998) assevera que “o método empregado para derrubar bovinos difere segundo o sexo, idade e temperamento”. Conclui-se que há variações na resposta ao estímulo da pressão da corda na região do flanco.</p>
<p style="text-align: justify;">É sabido que há uma rigorosa seleção de animais que consiste em buscar aqueles que pulem com mais vigor nos rodeios. O fato de os animais não deitarem, mas pinotearem quando apertados na virilha pelo sedém, não significa que não sintam dor, mas sim, que experimentam até mais dor, e é justamente esse fato que os torna aptos a serem utilizados em rodeios.</p>
<p style="text-align: justify;">Concluindo, não há nenhuma prova ou sequer indício de que os animais de rodeio, ao serem submetidos às semelhantes condições daqueles que sofrem contenção por meio de cordas nos flancos, não sintam dor. Ao contrário, ao reagirem vigorosamente, com pinotes e corcoveios, demonstram a intensidade da agressão de que são vítimas. Só não caem porque estão com a cabeça e os membros livres, e dispõem de espaço para tentar se livrar. Se esses animais estivessem nas mesmas condições daqueles submetidos aos métodos de contenção, ou seja, a cabeça puxada para baixo, os membros posteriores amarrados e puxados lateralmente e auxiliares lhe forçando à queda, a reação seria a mesma de qualquer animal exposto a esse procedimento: saltar, tentar se livrar, e, não tendo sucesso, cair.</p>
<p style="text-align: justify;">Acrescente-se que todos os livros referidos recomendam grande cautela para a corda na região do flanco, pela enorme possibilidade de danos em pênis e prepúcio. Cumpre destacar que a compressão dos flancos, como método de derrubada, não é utilizada para eqüinos, justamente, porque esses animais são mais sensíveis e, portanto, suportam menos a dor que os bovinos. A corda no flanco não é utilizada, pois suscita imediatas e vigorosas reações adversas em eqüinos, tornando impossível a contenção.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em><strong>9) Nos rodeios organizados por bons profissionais, que seguem as regras da Federação Nacional do Rodeio Completo, não há crueldade.</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Réplica: O regulamento da Federação autoriza o uso de sedém e esporas além de terem como oficiais provas notoriamente cruéis que envolvem laçadas e derrubadas. Regras eficazes para coibir os maus-tratos são aquelas que vedam o uso de tais instrumentos e provas. Incitam à crueldade ao exigir que a exibição das provas de montaria sejam selvagens para que o peão pontue. A falsa aparência de bravio, que garante o aspecto selvagem pretendido, advém do sofrimento causado pelo uso de instrumentos de tortura e choques elétricos. Ressalte-se que as recentes regras que exigem sedém macio e esporas rombas constituem mera tentativa de burla à legislação que veda a crueldade.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em><strong>10) Os animais recebem excelente alimentação.</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Réplica: São bem alimentados para que possam reagir à dor que sentem, propiciando a tal exibição selvagem necessária à pontuação do peão. Se querem simular uma doma, criando uma falsa aparência de animal bravio, não podem valer-se de animais esquálidos. Convém frisar que a boa alimentação em nada justifica os maus-tratos que lhes são impostos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em><strong>11) Os animais de rodeio são privilegiados por não serem destinados ao corte.</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Réplica: Depois de serem martirizados por dez a quinze anos em rodeios, os animais são destinados ao corte como os demais. Em artigo publicado na revista” The Animals Agenda”, em março de 1990, o veterinário Dr C.G. Haber, com trinta anos de experiência como inspetor de carne da USDA, nos revela informações sobre o estado em que os animais chegam ao abate:</p>
<p style="text-align: justify;">“O pessoal dos rodeios manda seus animais aos matadouros, onde tenho visto gado tão machucado, que as únicas áreas em que a pele continuava ligada eram na cabeça, pescoço e pernas. Tenho visto animais com seis a oito costelas separadas da coluna vertebral e, às vezes, penetrando os pulmões. Tenho visto entre dois a três galões de sangue livre acumulados debaixo da pele solta”.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em><strong>12) Os animais de rodeio pinoteiam por índole e porque são submetidos a treinamentos para que exibam esse comportamento.</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Réplica: Em verdade, o animal se debate o quanto pode para se livrar dos instrumentos que lhe são agressivos, e não para derrubar aquele que o está montando; tanto é assim que os corcoveios persistem após a queda do peão, e só cessam quando lhe é retirado o sedém.</p>
<p style="text-align: justify;">Os treinamentos objetivam o “aprimoramento técnico” do peão, e não do animal, que simplesmente reage à dor que sente. Como já foi demonstrado no item 8, há uma seleção de animais que consiste em escolher aqueles que pinoteiam para se livrar do estímulo doloroso, já que a índole é justamente a resposta individual ao estímulo. Vê-se que a tal índole necessária ao animal de rodeio nada mais é do que a reação individual frente ao estímulo doloroso, consistente no comportamento de corcovear.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em><strong>13) Os rodeios são realizados livremente nos EUA.</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Réplica: Essa prática é repudiada até mesmo em seu país de origem, sendo totalmente proibida em algumas localidades como Fort Wayne (Indiana). Em Pittsburgh, no Estado da Pennsylvania, não se permite o uso de nenhum tipo de sedém, assim como na cidade de Pompano Beach, na Flórida; em Baltimore City, no Estado de Maryland, é vedado o uso de esporas e de qualquer instrumento que cause dor ao animal; em Baltimore Country, no Estado de Maryland, não se permite a laçada de bezerro, assim como no Estado de Rhode Island. Em Pasadena, Califórnia, o Código municipal proíbe os rodeios, sendo a décima primeira cidade americana a proibir animais em espetáculos públicos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em><strong>14) Os rodeios devem ser preservados por gerarem empregos e renda.</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Réplica: Falece razão ao argumento de que certas restrições impostas em favor da integridade física do animal representam uma ameaça à geração de lucros e empregos, pois não se proíbe o evento, mas sim o uso de instrumentos de tortura e a realização de provas cruéis, como as que envolvem perseguições, laçadas e derrubadas que incidem na norma punitiva do art. 32 da Lei de Crimes Ambientais e afrontam a Constituição da República, que em seu art. 225, §1º, inciso VII, veda as práticas que submetam os animais à crueldade.</p>
<p style="text-align: justify;">Cumpre mencionar que dezenas de liminares foram concedidas em ações civis públicas ajuizadas pelo Ministério Público, não para proibir a realização dos eventos, mas visando à coibição de atos cruéis. Vale dizer que, por dezenas de vezes, os rodeios foram realizados com a abstenção das mencionadas práticas , sem que isso implicasse prejuízo econômico, já que o público comparece ao evento pela festa e, sobretudo, pelos “shows” sertanejos.</p>
<p style="text-align: justify;">Ademais, a Constituição da República, em seu art. 170, inciso VI, firmou a defesa do meio ambiente como um dos princípios gerais da atividade econômica, fazendo ver que a geração de lucros e empregos têm limites a respeitar.</p>
<p style="text-align: justify;">Como sustenta o promotor de justiça Dr Laerte Fernando Levai, em brilhante parecer sobre os rodeios, publicado no boletim do IBCCRIM, de fevereiro de 2000, “não se pode aceitar a tortura institucionalizada de animais com base na supremacia do poder econômico, nos costumes desvirtuados ou no argumento falacioso de que sua prática se justifica em prol do divertimento público, sob pena de se adotar a máxima maquiavélica de que os fins justificam os meios”.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, é bom frisar que as atividades ilícitas, no mais das vezes, são rentáveis e, por isso mesmo, atrativas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em><strong>15) A lei federal nº 10.519, de 17 de julho de 2002, tornou legal o uso de sedém e de esporas.</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Réplica: Uma norma só se mostra válida à medida que se conforme aos comandos traçados pela Constituição da República e aos demais postulados jurídicos que dela emanam. É o princípio da supremacia constitucional. Não pode uma lei, ainda que federal, conferir legitimidade ao uso de instrumentos de tortura, se há dispositivo constitucional vedando as práticas que submetam animais à crueldade.</p>
<p style="text-align: justify;">Ademais, não há diploma legal que possa alterar a natureza das coisas. Se o uso do sedém e esporas constitui maus-tratos, a edição de uma norma permissiva de tais instrumentos não altera em nada a realidade dos fatos. Seu uso constitui crueldade, a despeito da lei que o permite.</p>
<p style="text-align: justify;">Perfeitíssimas, a respeito, as considerações da Desembargadora Teresa Ramos Marques, ao comentar a Lei estadual paulista nº 10.359 de 1999, permissiva do uso de sedém e de esporas, em acórdão exarado pela Oitava Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, em 24 de outubro de 2001, ao dar provimento à apelação do Ministério Público:</p>
<p style="text-align: justify;">“Um certo instrumento, ou uma determinada prova, não deixam de ser cruéis simplesmente porque o legislador assim dispôs. Não se desfaz a crueldade por expressa disposição de lei. Portanto, se demonstrado, em cada caso, que algum dos equipamentos legalmente permitidos no rodeio lesiona, física ou mentalmente, o animal, se impõe sua proibição, para que se cumpra fielmente a vedação à crueldade assegurada nas Constituições Federal e Estadual”.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em><strong>16) As práticas de rodeio são manifestações culturais pertencentes à tradição sertaneja do país.</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Réplica: Os rodeios deitam raízes na colonização dos Estados Unidos da América do Norte e, como lembra Flávio Prada, Professor Titular da FMVZ da USP, em carta publicada na “Folha de São Paulo”, em maio de 1999, “os primeiros bovinos criados no Brasil eram da raça caracu, o chamado “boi de carro”. São animais pesados e com enormes “guampas”, que em absoluto se prestariam ao rodeio”.</p>
<p style="text-align: justify;">Como enfatizou o jurista J. Nascimento Franco, em seu parecer sobre o tema, “inexiste base moral para equiparar o rodeio à tradição ou esporte porque flagela o animal, deforma o sentimento dos espectadores e instila no espírito das crianças e adolescentes o sadismo e a insensibilidade”.</p>
<p style="text-align: justify;">A ausência de identidade entre tais eventos e a cultura sertaneja é admitida até mesmo por aqueles que vivem do rodeio, como nos revela artigo publicado pela Revista “ Rodeo Life” (novembro/dezembro 96):</p>
<p style="text-align: justify;">“E até o cowboy, que sacoleja de rodeio em rodeio, pouco tem daquele boiadeiro dos anos 50. Alguns até que vem das fazendas, mas em sua maioria são moços do interior em busca de fama e grana, nos arriscados oito segundos de duração de cada prova”.</p>
<p style="text-align: justify;">Descabe atribuir relevância cultural aos rodeios e vaquejadas para justificar os métodos cruéis neles empregados, pois já decidiu o Supremo Tribunal Federal, em festejado acórdão contra a “farra do boi”, que o pleno exercício de manifestações culturais não prescinde da observância da norma constitucional que veda a crueldade contra os animais.</p>
<p style="text-align: justify;">A legítima cultura de um povo inspira-se em suas próprias raízes e história; reclama autenticidade. Não se presta a apresentar como sua, prática importada dos Estados Unidos da América, onde também é repudiada.</p>
<p style="text-align: justify;">A exploração econômica da dor, sobre o lombo de animais fustigados, não pode ser concebida como esporte ou cultura. Constitui sim, crueldade.</p>
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		<title>Como virei vegetariano: uma história pessoal</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Apr 2010 03:01:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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<p>Como anunciado no <strong><a href="http://consciencia.blog.br/2010/04/2-anos-de-blogagem.html" target="_blank">post sobre os meus 2 anos de blogueiro</a></strong>, conto a vocês a história de minha vegetarianização, cuja data de marco foi 24 de agosto de 2007. Embora eu tenha parado de comer carne literalmente <em>da noite pro dia</em>, minha visão dos animais já vinha amolecendo desde dois anos antes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relato pessoal: como e por que eu me tornei vegetariano</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Cada pessoa tem sua experiência única de vida que a leva ao vegetarianismo e, em seguida, ao veganismo, embora possa haver pontos em comum entre as histórias de várias, como ter assistido ao documentário A Carne É Fraca ou visitado um matadouro, e a trajetória de alguém possa inspirar outras pessoas. Para você entender melhor o vegetarianismo, para compreender a visão de quem não põe mais alimentos de origem animal na boca, vale a pena começar a ouvir ou ler os depoimentos de vegetarianos sobre como passaram a adotar uma alimentação ética, ou pelo menos como venceram o desafio de acabar com a carne nas refeições. Assim sendo, trago o meu relato pessoal sobre como virei vegetariano – tornei-me vegano não muito tempo depois.</p>
<p style="text-align: justify;">A data da minha mudança de atitude alimentar foi 24 de agosto de 2007, depois de uma noite e madrugada de séria reflexão que mudaria para sempre meu prato e minha vida. Mas vale contar a partir de quando tive o primeiro contato na internet com grupos de defesa dos animais para entender como a ideia de me tornar vegetariano progrediu. Foi em março de 2005, no Orkut, em comunidades como “PEA - Projeto Esperança Animal” e “Eu Odeio Rodeio” (hoje “Somos Contra Rodeio”).</p>
<p style="text-align: justify;">Tal contato se deu durante a campanha conjunta de diversas entidades de defesa animal contra a novela América, que estava perto de estrear na TV Globo e faria apologia aos rodeios. Compreendi e absorvi rapidamente as informações que passavam às comunidades antirrodeio do site, tais como a tortura a que o animal era submetido pelos instrumentos do rodeio (sedém, esporas, aparelhos de choque elétrico ilegais etc.).<span id="more-3501"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Paralelamente, estavam aparecendo tópicos, da autoria de vegetarianos, que discutiam com onívoros se repudiar rodeios e comer carne ao mesmo tempo era uma hipocrisia. Alguns mais exaltados abriam tópicos já chamando diretamente pessoas como eu – onívoros contrários ao rodeio – de hipócritas. Eu me sentia ofendido com a acusação generalizada – e ainda hoje entendo o lado dos onívoros que são desrespeitados por vegetarianos desprovidos de noção de debate civilizado –, mas isso não me impediu de entrar nos tópicos e começar a ter uma noção de como os vegetarianos enxergam o consumo de carne e de outros alimentos de origem animal. Eu lia aquela gente falando da carne como “cadáveres”, “bichos mortos” e outras sugestões mentais repugnantes. Como comedor das mais diversas carnes – principalmente bovina e de frango – na época, evitava me concentrar em ler a dialética que se travava e evitava postar nas discussões, para não me ver com o fardo ético de abandonar aqueles que então eram meus pratos preferidos – pizza, galeto, maminha, hambúrguer, pudim etc. Apenas passava o olho na página, lendo poucas frases.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim foi durante cerca de dois anos. Em um momento dentro desse tempo, postei num fórum cético um tópico pedindo para que refutassem o texto 21 motivos para ser vegetariano, então considerado por mim um “texto <em>vegan</em> proselitista”, pedido que foi cumprido com argumentos fracos e tendentes ao cartesiano . Apesar da resistência, passar o olho em tópicos de debate entre vegetarianos e onívoros no Orkut foi me proporcionando mais e mais momentos de pensamento sobre o vegetarianismo, embora eu continuasse resistindo à ideia de ser um.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu tentava imaginar como vivia um vegetariano, e minha falta de conhecimento sobre culinária sem carne me levava a imaginar que o vegetariano comia um almoço “mutilado”, sem substituir a carne. Também estava aos poucos concordando que comer carne é incompatível com a filosofia da libertação animal, tanto que, em algum momento de 2006, resignadamente saí de uma comunidade orkutiana sobre libertação animal por considerar que eu, como onívoro, não me encaixava na proposta daquele fórum de discutir por que e como libertar os animais do status de escravos dos seres humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Em fevereiro do mesmo 2006, quando estive numa casa de praia em Itamaracá/PE, fui exposto a uma cena aterradora: peixes dentro de um balde agonizavam asfixiados, debatiam-se numa vã luta pela vida. Desejavam voltar para a água para respirar, mas tristemente não poderiam fazê-lo, porque não interessava a ninguém ali, menos ainda para os pescadores, que aqueles animais sobrevivessem e voltassem a viver no habitat de onde foram levados embora. Como era de se esperar, perderam a luta pela vida e foram comidos no almoço do mesmo dia.</p>
<p style="text-align: justify;">Pela primeira vez eu percebia como era cruel a procedência das carnes. Foi por aqueles peixes que tive pela primeira vez uma atitude prática de solidariedade à vida animal: não comi aqueles bichos que vi agonizarem. Infelizmente não parei de comer peixes naquela ocasião, já que teria carne de peixe algumas poucas vezes em meu almoço entre aquele dia e agosto de 2007, mas parte da minha resistência ao vegetarianismo havia irreversivelmente desabado dentro do meu subconsciente.</p>
<p style="text-align: justify;">Continuei dali em diante com os ligeiros contatos com tópicos pró-vegetarianos, mas continuava devorando pizzas king size inteiras e quantidades relativamente grandes de carnes bovina e aviária. Lembro também que uma colega do curso de Gestão Ambiental, que eu fazia na época, ocasionalmente me sugeria virar vegetariano – embora ela própria não o fosse. Mas, em agosto de 2007, circunstâncias decisivas para o meu prato vieram: o rodeio de Barretos/SP. Em três comunidades antirrodeio do Orkut, participei ativamente das discussões sobre por que e como o rodeio deveria ser proibido e criei tópicos discutindo detalhes cruéis que podiam ser notados nas provas de montaria dos rodeios.</p>
<p style="text-align: justify;">Aos poucos, a ficha ia caindo: eu defendia a integridade físico-psicológica de alguns bois, mas estava deixando totalmente de lado a vida e integridade de tantos e tantos outros que eram mortos nos matadouros. Defender os animais e ser onívoro ao mesmo tempo era possível, mas era contraditório e pouco conveniente.</p>
<p style="text-align: justify;">Meu engajamento virtual contra os rodeios foi minando meu onivorismo até que, na noite do dia 23, cheguei a um ponto sem retorno: já não era mais possível continuar comendo carne sem peso na consciência. Finalmente minha resistência ao vegetarianismo havia ruído completamente. Em um tópico numa hoje extinta comunidade orkutiana do PETA, falei como já estava começando a ficar pensativo a respeito das questões éticas da minha alimentação e perguntei como eu poderia criar força de vontade para me livrar da carne e de outros alimentos de origem animal. Respostas solidárias apareceram, mas o passo decisivo já tinha sido dado – era o meu próprio ato de perguntar. Tal tópico foi o estopim para, poucas horas depois, na cama, antes de dormir, mergulhar em profunda reflexão sobre como eu poderia deixar de contribuir para a morte sofrida de tantos animais.</p>
<p style="text-align: justify;">Pensei deitado: eu estava sendo contraditório ao defender os bois explorados em rodeios mas estava ignorando o sofrimento dos bois que eram friamente mortos nos matadouros. Chegava à minha memória também, de volta, o sofrimento dos peixes de Itamaracá. Deveria a partir dali dar um jeito para diminuir o máximo possível, ou encerrar, minha contribuição para o funcionamento de granjas, abatedouros e barcos pesqueiros. Pensei inicialmente em diminuir muito o consumo de carne, mas concluí a reflexão decidindo que iria me aventurar no vegetarianismo. Dormi com a consciência “armada”.</p>
<p style="text-align: justify;">No dia 24, como é costume meu pular o café da manhã, comecei o vegetarianismo por um almoço sem nenhuma carne. A carne foi substituída em curto prazo por processados (salsichas e hambúrgueres) de soja de uma grande marca frigorífica – eu acreditava que não estava financiando seus matadouros e frigoríficos, mas sim estimulando a empresa a consolidar seu mercado de produtos sem carne. Pensei nesse primeiro dia se eu poderia flexibilizar e ser ovolactovegetariano, mas um aviso de minha mãe sobre como seria ruim consumir ovos no lugar da carne e um momento de pensamento me dissuadiram de tal retrocesso. Deixando de ser onívoro, me tornei direto um vegetariano completo, sem ter que passar por fases de vegetarianismo incompleto (api, lacto, ovo ou ovolactovegetarianismo).</p>
<p style="text-align: justify;">Nos meses seguintes, fui conhecendo parte da grande diversidade da culinária vegetariana. No último trimestre de 2007, comecei a vislumbrar o veganismo como meta de consumo ético, meta alcançada em julho de 2008.</p>
<p style="text-align: justify;">Meu vegetarianismo, como meu relato mostra, surgiu fundamentado principalmente na questão da ética animal. Meio ambiente e saúde foram motivações subsequentes, que adquiriram importância ao longo do tempo. Hoje posso dizer que sou vegetariano pelos três motivos, sendo os direitos animais a razão principal.</p>
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<p class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"><strong><span style="font-size: 14pt; line-height: 115%;">Relato pessoal: como e por que eu me tornei vegetariano</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"><span> </span>Cada pessoa tem sua experiência única de vida que a leva ao vegetarianismo e, em seguida, ao veganismo, embora possa haver pontos em comum entre as histórias de várias, como ter assistido ao documentário <em>A Carne É Fraca</em> ou visitado um matadouro, e a trajetória de alguém possa inspirar outras pessoas. Para você entender melhor o vegetarianismo, para compreender a visão de quem não põe mais alimentos de origem animal na boca, vale a pena começar a ouvir ou ler os depoimentos de vegetarianos sobre como passaram a adotar uma alimentação ética, ou pelo menos como venceram o desafio de acabar com a carne nas refeições. Assim sendo, trago o meu relato pessoal sobre como virei vegetariano – tornei-me vegano não muito tempo depois.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"><span> </span>A data da minha mudança de atitude alimentar foi 24 de agosto de 2007, depois de uma noite e madrugada de séria reflexão que mudaria para sempre meu prato e minha vida. Mas vale contar a partir de quando tive o primeiro contato na internet com grupos de defesa dos animais para entender como a ideia de me tornar vegetariano progrediu. Foi em março de 2005, no Orkut, em comunidades como “PEA - Projeto Esperança Animal” e “Eu Odeio Rodeio” (hoje “Somos Contra Rodeio”). Tal contato se deu durante a campanha conjunta de diversas entidades de defesa animal contra a novela América, que estava perto de estrear na TV Globo e faria apologia aos rodeios. Compreendi e absorvi rapidamente as informações que passavam às comunidades antirrodeio do site, tais como a tortura a que o animal era submetido pelos instrumentos do rodeio (sedém, esporas, aparelhos de choque elétrico ilegais etc.). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 115%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;">Paralelamente, estavam aparecendo tópicos, da autoria de vegetarianos, que discutiam com onívoros se repudiar rodeios e comer carne ao mesmo tempo era uma hipocrisia. Alguns mais exaltados abriam tópicos já chamando diretamente pessoas como eu – onívoros contrários ao rodeio – de hipócritas. Eu me sentia ofendido com a acusação generalizada – e ainda hoje entendo o lado dos onívoros que são desrespeitados por vegetarianos desprovidos de noção de debate civilizado, como vou mostrar no Capítulo 6 –, mas isso não me impediu de entrar nos tópicos e começar a ter uma noção de como os vegetarianos enxergam o consumo de carne e de outros alimentos de origem animal. Eu lia aquela gente falando da carne como “cadáveres”, “bichos mortos” e outras sugestões mentais repugnantes. Como comedor das mais diversas carnes – principalmente bovina e de frango – na época, evitava me concentrar em ler a dialética que se travava e evitava postar nas discussões, para não me ver com o fardo ético de abandonar aqueles que então eram meus pratos preferidos – pizza, galeto, maminha, hambúrguer, pudim etc. Apenas passava o olho na página, lendo poucas frases.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 115%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;">Assim foi durante cerca de dois anos. Em um momento dentro desse tempo, postei num fórum cético um tópico pedindo para que refutassem o texto <em>21 motivos para ser vegetariano</em>, então considerado por mim um “texto <em>vegan</em> proselitista”, pedido que foi cumprido com argumentos fracos e tendentes ao cartesiano<a name="_ftnref1" href="#_ftn1"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;amp;">[1]</span></span><!--[endif]--></span></span></a>. Apesar da resistência, passar o olho em tópicos de debate entre vegetarianos e onívoros no Orkut foi me proporcionando mais e mais momentos de pensamento sobre o vegetarianismo, embora eu continuasse resistindo à ideia de ser um. Eu tentava imaginar como vivia um vegetariano, e minha falta de conhecimento sobre culinária sem carne me levava a imaginar que o vegetariano comia um almoço “mutilado”, sem substituir a carne. Também estava aos poucos concordando que comer carne é incompatível com a filosofia da libertação animal, tanto que, em algum momento de 2006, resignadamente saí de uma comunidade orkutiana sobre libertação animal por considerar que eu, como onívoro, não me encaixava na proposta daquele fórum de discutir por que e como libertar os animais do status de escravos dos seres humanos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 115%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;">Em fevereiro do mesmo 2006, quando estive numa casa de praia em Itamaracá/PE, fui exposto a uma cena aterradora: peixes dentro de um balde agonizavam asfixiados, debatiam-se numa vã luta pela vida. Desejavam voltar para a água para respirar, mas tristemente não poderiam fazê-lo, porque não interessava a ninguém ali, menos ainda para os pescadores, que aqueles animais sobrevivessem e voltassem a viver no habitat de onde foram levados embora. Como era de se esperar, perderam a luta pela vida e foram comidos no almoço do mesmo dia. Pela primeira vez eu percebia como era cruel a procedência das carnes. Foi por aqueles peixes que tive pela primeira vez uma atitude prática de solidariedade à vida animal: não comi aqueles bichos que vi agonizarem. Infelizmente não parei de comer peixes naquela ocasião, já que teria carne de peixe algumas poucas vezes em meu almoço entre aquele dia e agosto de 2007, mas parte da minha resistência ao vegetarianismo havia irreversivelmente desabado dentro do meu subconsciente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 115%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;">Continuei dali em diante com os ligeiros contatos com tópicos pró-vegetarianos, mas continuava devorando pizzas <em>king size</em> inteiras e quantidades relativamente grandes de carnes bovina e aviária. Lembro também que uma colega do curso de Gestão Ambiental, que eu fazia na época, ocasionalmente me sugeria virar vegetariano – embora ela própria não o fosse. Mas, em agosto de 2007, circunstâncias decisivas para o meu prato vieram: o rodeio de Barretos/SP. Em três comunidades antirrodeio do Orkut, participei ativamente das discussões sobre por que e como o rodeio deveria ser proibido e criei tópicos discutindo detalhes cruéis que podiam ser notados nas provas de montaria dos rodeios. Aos poucos, a ficha ia caindo: eu defendia a integridade físico-psicológica de alguns bois, mas estava deixando totalmente de lado a vida e integridade de tantos e tantos outros que eram mortos nos matadouros. Defender os animais e ser onívoro ao mesmo tempo era possível, mas era contraditório ao extremo e pouco conveniente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 115%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;">Meu engajamento virtual contra os rodeios foi minando meu onivorismo até que, na noite do dia 23, cheguei a um ponto sem retorno: já não era mais possível continuar comendo carne sem peso na consciência. Finalmente minha resistência ao vegetarianismo havia ruído completamente. Em um tópico numa hoje extinta comunidade orkutiana do PETA, falei como já estava começando a ficar pensativo a respeito das questões éticas da minha alimentação e perguntei como eu poderia criar força de vontade para me livrar da carne e de outros alimentos de origem animal. Respostas solidárias apareceram, mas o passo decisivo já tinha sido dado – era o meu próprio ato de perguntar. Tal tópico foi o estopim para, poucas horas depois, na cama, antes de dormir, mergulhar em profunda reflexão sobre como eu poderia deixar de contribuir para a morte sofrida de tantos animais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 115%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;">Pensei deitado: eu estava sendo contraditório ao defender os bois explorados em rodeios mas estava ignorando o sofrimento dos bois que eram friamente mortos nos matadouros. Chegava à minha memória também, de volta, o sofrimento dos peixes de Itamaracá. Deveria a partir dali dar um jeito para diminuir o máximo possível, ou encerrar, minha contribuição para o funcionamento de granjas, abatedouros e barcos pesqueiros. Pensei inicialmente em diminuir muito o consumo de carne, mas concluí a reflexão decidindo que iria me aventurar no vegetarianismo. Dormi com a consciência “armada”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 115%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;">No dia 24, como é costume meu pular o café da manhã, comecei o vegetarianismo por um almoço sem nenhuma carne. A carne foi substituída em curto prazo por processados (salsichas e hambúrgueres) de soja de uma grande marca frigorífica – eu acreditava que não estava financiando seus matadouros e frigoríficos, mas sim estimulando a empresa a consolidar seu mercado de produtos sem carne. Pensei nesse primeiro dia se eu poderia flexibilizar e ser ovolactovegetariano, mas um aviso de minha mãe sobre como seria ruim consumir ovos no lugar da carne e um momento de pensamento me dissuadiram de tal retrocesso. Deixando de ser onívoro, me tornei direto um vegetariano completo, sem ter que passar por fases de vegetarianismo incompleto (api, lacto, ovo ou ovolactovegetarianismo).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 115%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;">Nos meses seguintes, fui conhecendo parte da grande diversidade da culinária vegetariana. No último trimestre de 2007, comecei a vislumbrar o veganismo como meta de consumo ético, meta alcançada em julho de 2008, como explico no Capítulo 5.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"><span> </span>Meu vegetarianismo, como meu relato mostra, surgiu fundamentado principalmente na questão da ética animal. Meio ambiente e saúde foram motivações subsequentes, que adquiriram importância ao longo do tempo. Hoje posso dizer que sou vegetariano pelos três motivos, sendo os direitos animais a razão principal.</span></p>
<div><!--[if !supportFootnotes]--></p>
<hr size="1" /><!--[endif]--></p>
<div id="ftn1">
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn1" href="#_ftnref1"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;amp;amp;">[1]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> O filósofo René Descartes foi um dos maiores patronos do antropocentrismo secular. Afirmava que animais nada mais seriam do que autômatos desprovidos de senciência e sentimentos, cujos movimentos seriam meras reações mecânicas a estímulos. Sua filosofia antropocêntrica e especista ainda hoje inspira diversas formas de exploração animal, como a experimentação didático-científica em animais.</p>
</div>
</div>
</div>
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		<title>Frase da semana (21-28/03)</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Mar 2010 01:11:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Burrice e Malignidade]]></category>
		<category><![CDATA[Como os Animais São Vistos]]></category>
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		<description><![CDATA["Só Deus vai tirar isso da cabeça dela." Formiguinha, peão de rodeio, para o quadro Troca de Família do programa Tudo É Possível, sobre a convicção ética de Fernanda em relação aos animais Só se for um deus do mal, rei universal da ignorância e da crueldade, patrono da exploração animal, que fará uma pessoa abdicar de seu conhecimento [...]


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			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>"Só Deus vai tirar isso da cabeça dela."</strong></em> Formiguinha, peão de rodeio, para<a href="http://consciencia.blog.br/2010/03/record-confronta-defensora-animal-com-cidade-de-amantes-de-rodeio.html" target="_blank"> o quadro Troca de Família do programa Tudo É Possível</a>, sobre a convicção ética de Fernanda em relação aos animais</p>
<p style="text-align: justify;">Só se for um deus do mal, rei universal da ignorância e da crueldade, patrono da exploração animal, que fará uma pessoa abdicar de seu conhecimento sobre direitos animais e aceitar que touros sejam torturados e explorados.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais um indício de que <a href="http://consciencia.blog.br/2009/08/pensamento-do-dia-210809.html" target="_blank"><strong>Deus é relativo</strong></a>, tem um comportamento condicionado aos valores das pessoas que nele creem. O Deus de uma pessoa é praticamente o Capeta de outra, apesar de ser o mesmíssimo deus cristão da mesmíssima Bíblia (que, a saber, é lotada de contradições).</p>
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		<title>Bancada ruralista maior e mais poderosa? Diga NÃO!</title>
		<link>http://consciencia.blog.br/2010/03/bancada-ruralista-maior-e-mais-poderosa-diga-nao.html</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Mar 2010 15:46:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
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		<description><![CDATA[Bancada ruralista pretende dobrar de tamanho com doações de cooperativas por Mauro Zanatta do Valor Econômico Um exército de 2 milhões de produtores ligados a sindicatos rurais, federações de agricultura e cooperativas iniciou um amplo movimento político de mobilização para dobrar o tamanho da influente bancada ruralista no Congresso Nacional. Autorizadas pela nova lei eleitoral [...]


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</ol>]]></description>
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			</a>
		</div>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em><a href="http://acertodecontas.blog.br/clipagem/bancada-ruralista-pretende-dobrar-de-tamanho-com-doacoes-de-cooperativas/" target="_blank"><strong>Bancada ruralista pretende dobrar de tamanho com doações de cooperativas</strong></a></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>por Mauro Zanatta<br />
do Valor Econômico</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Um exército de 2 milhões de produtores ligados a sindicatos rurais, federações de agricultura e cooperativas iniciou <span style="color: #8b0000;">um amplo movimento político de mobilização para <strong>dobrar o tamanho da influente bancada ruralista</strong> no Congresso Nacional</span>.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Autorizadas pela nova lei eleitoral a doar recursos para campanhas, as cooperativas já preparam listas de candidatos que devem ser eleitos em outubro. “Vamos apoiar gente de todos os partidos. Não interessa a cor, mas o credo na doutrina cooperativista”, resume o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas. Aprovada em setembro de 2009, a Lei nº 12.034 permitiu a doação de até 2% do faturamento bruto desse grupos a campanhas eleitorais. “Porque uma empresa podia e uma cooperativa não?”, questiona Freitas.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #8b0000;"><em>Em São Paulo, as cooperativas farão, nesta semana, três seminários estaduais para pregar o voto em candidatos do segmento. </em></span><em>“Mais do que doação financeira, nossa força estará nos votos”, diz o presidente da Ocesp, Edivaldo Del Grande. “Temos que fazer o lobby saudável e eleger uma bancada com os nove milhões de votos potenciais de que dispomos”. Na Assembleia Legislativa, 14 dos 94 deputados fazem parte da bancada cooperativista. No Congresso, 26 dos 70 deputados federais são ligados ao setor.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Dona de uma base composta por mais de um milhão de produtores, a Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) incorporou a meta de apoiar e buscar doações a campanhas de parlamentares ligados ao setor. “É lobby, sim. <span style="color: #8b008b;">Mas é lobby positivo.</span> Vamos nos organizar financeiramente para que nossos candidatos sejam apoiados”, diz a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu (DEM-TO), pré-candidata ao governo estadual </em><span style="color: #696969;">[Se a Sarah Palin Brasileira for eleita lá, os ecossistemas de Tocantins estarão sob situação tão desesperadora quanto os de Mato Grosso sob Blairo Maggi, o <a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/03/maquinadefreewilly.jpg" target="_blank"><strong>Máquina de Free Willy</strong></a> Brasileiro]</span><em>. “Como não podemos doar, as empresas do agronegócio serão procuradas para contribuir com os candidatos do setor”.<span id="more-3353"></span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>A CNA mantém um arsenal institucional a serviço dos parlamentares ruralistas. De pesquisas e informações econômicas, passando por assessoria técnica, até mesmo sugestões de redação de projetos de lei. “Política tem que ser essencial para os produtores tanto quanto comer e dormir”, filosofa Kátia Abreu, uma das mais aguerridas lideranças ruralistas do Congresso. “Mas temos que participar não só das eleições de 2010?.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Batizada oficialmente como Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) </em><span style="color: #696969;">[O Greenpeace a batizou como Bancada da Motosserra. Eu a batizo como a Bancada do Terror da Terra.]</span><em>, a bancada ruralista <span style="color: #8b0000;">tem hoje 266 deputados e senadores filiados</span>. Mas a “tropa de choque” efetiva se resume a 90 congressistas. A Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) reúne 227 congressistas, mas apenas 30 membros têm atuação decisiva nas disputas de bastidores. <span style="color: #8b0000;">Ou seja, o movimento politico dos ruralistas poderia aumentar essa “tropa de choque” para até 240 parlamentares.</span> “Se dobrar mesmo, será ótimo </em><span style="color: #696969;">[MWAHAHAHAHAHAHAHA!!!!]</span><em>.  Mas os eleitos têm que se comprometer com as demandas do setor”, diz Kátia Abreu.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>No Senado, onde a bancada é mais reduzida, os líderes ruralistas esperam o reforço de candidatos de peso, como o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), e dos deputados Abelardo Lupion (DEM-PR), Waldemir Moka (PMDB-MS) e Dagoberto Nogueira (PDT-MS), além da jornalista Ana Amélia Lemos (PP-RS). Na Câmara, o reforço deve vir de presidentes e dirigentes de sindicatos rurais. As novas estrelas podem ser o ex-vice-governador Rogério Salles (PSDB-MT), o megaprodutor rural Eduardo Moura (PPS-MT) e o presidente da federação de Goiás, José Mário Schreiner (PP).</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>O reforço na mobilização dos ruralistas reflete, em boa medida, as ferozes disputas da bancada contra militantes ambientalistas do Congresso. As brigas pela reforma das leis ambientais converteram um grupo maior de produtores para a luta política.</strong> “Essa luta ambiental se espalhou por todo o Brasil”, diz o presidente da FPA, deputado Valdir Colatto (PMDB-SC). Pré-candidato ao governo do Paraná, o senador Osmar Dias (PDT-PR) atribui as dificuldades em aprovar a reforma do Código Florestal ao tamanho reduzido da bancada ruralista. “Mas o setor despertou </em><span style="color: #696969;">[</span><span style="color: #696969;">Mumm-Ra acordou de seu caixão! Tremam, árvores e animais da selva!]</span><em>, entendeu que o Congresso interfere na vida diária dos produtores”, diz. “As cooperativas também acordaram que, sem representantes, perdem espaço econômico e político. Por isso, vão nos ajudar”, afirma o senador ruralista.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Eleito deputado federal <span style="color: #8b0000;">com 100 mil votos em 2006</span>, na esteira do movimento ruralista de Mato Grosso, o presidente da federação estadual de Agricultura Homero Pereira (PR) prevê o reforço da bancada estadual com a mobilização das bases rurais e as doações de cooperativas. “É importante porque podemos apresentar mais candidatos”, diz. “Precisamos ter, aqui em Mato Grosso, uma participação política no mesmo nível da nossa fatia na economia”, afirma Pereira, também vice-presidente da CNA.</em></p>
</blockquote>
<p>Está nas mãos de nada menos que o povo o destino do meio ambiente e dos animais rurais brasileiros. Se a população optar por manter ou ampliar o poder político dessa gentalha, o meio ambiente vai sofrer. Os rodeios e vaquejadas terão mais força. A pecuária explorará e matará ainda mais animais e destruirá ainda mais os ecossistemas brasileiros.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você NÃO quer que:<br />
- a Amazônia, o Cerrado e outros biomas se tornem apenas memória dos livros de geografia e biologia<br />
- os animais silvestres passem a existir apenas em zoológicos<br />
- a pecuária se torne um demônio ainda mais poderoso e sedento de sangue do que já é<br />
- os direitos animais continuem tendo um imenso obstáculo no Brasil<br />
- o agrocriminegócio assuma um controle ainda maior da economia brasileira<br />
- a legislação ambiental seja mutilada e reduzida à impotência<br />
- os rodeios e vaquejadas ganhem poder a ponto de explorar e torturar ainda mais animais (lembre-se que esses pseudoesportes são mancomunados com muitos dos mais poderosos pecuaristas do Brasil)<br />
- os movimentos sociais que lutam pela verdadeira Reforma Agrária sejam ainda mais demonizados, desmoralizados e reprimidos violentamente<br />
- a pequena agricultura seja deixada de lado nas políticas públicas em prol dos latifúndios<br />
- a Reforma Agrária se torne uma utopia distante<br />
- os jagunços e pistoleiros continuem matando mais e mais pessoas de bem que lutam pelos nossos biomas e pelo direito d<small>@</small>s mais humildes à terra<br />
- o trabalho escravo em latifúndios seja acobertado e a luta contra o mesmo seja prejudicada<br />
- a concentração de renda piore ainda mais, com uma porcentagem crescente da renda da população brasileira na mão de grandes agropecuaristas<br />
- entre outras tantas consequências extremamente perversas</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NÃO vote em nenhum/a deputad<small>@</small>, governador/a ou senador/a ligad<small>@</small> à bancada ruralista! Diga NÃO à continuidade (ou mesmo ao aumento) do poder político dessa turma que não se importa em acabar com o verde no Brasil e derramar o sangue dos animais rurais.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Divulgue essa campanha pela consciência contra a Bancada do Terror da Terra!</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/03/nao-bancada-ruralista.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-3355" title="nao-bancada-ruralista" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/03/nao-bancada-ruralista.gif" alt="" width="480" height="586" /></a></p>
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		<title>Record confronta defensora animal com cidade de amantes de rodeio</title>
		<link>http://consciencia.blog.br/2010/03/record-confronta-defensora-animal-com-cidade-de-amantes-de-rodeio.html</link>
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		<pubDate>Sun, 21 Mar 2010 22:20:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ativismo/Militância pelos Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Como os Animais São Vistos]]></category>
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		<description><![CDATA[A Record, mesmo pertencendo à Igreja Universal, ganhou um pontinho hoje para mim. O quadro Troca de Família de hoje, do programa de domingo Tudo É Possível, mostrou como foi a mortificante experiência de Fernanda, defensora dos animais, numa cidade onde o rodeio e a ignorância dominam. Aliás, lembre-se que a Record tem alguma experiência [...]


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<p style="text-align: justify;">A Record, mesmo pertencendo à Igreja Universal, ganhou um pontinho hoje para mim. O quadro <em>Troca de Família</em> de hoje, do programa de domingo <em>Tudo É Possível</em>, mostrou como foi a mortificante experiência de Fernanda, defensora dos animais, numa cidade onde o rodeio e a ignorância dominam. Aliás, lembre-se que a Record tem alguma experiência em denunciar atos de crueldade contra animais, o que fez diversas vezes nos últimos anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Aliás, ganhou dois pontos, porque também fez o favor de disponibilizar na internet cerca de uma hora do quadro -- a primeira parte, mas dá para ver muito do que aconteceu. Então, divulgo aqui o <em>Troca de Família</em>, um dos poucos momentos de consciência e educatividade da TV aberta brasileira para grandes audiências (o que não conta a TV Brasil).</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="445" height="270" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="flashvars" value="&amp;idmedia=3a8ac28fa4c93771620936a010c856a8&amp;playerHash=c9f0f895fb98ab9159f51fd0297e236d&amp;link=http://videos.r7.com/veja-o-episodio-do-troca-de-familia-entre-adriana-e-fernanda/idmedia/3a8ac28fa4c93771620936a010c856a8.html&amp;playerUrl=http://videos.r7.com/r7/media/video/liquid3player.swf&amp;ad_program=http://mfp.r7.predicta.net/mfp/video/ad/$d=490$p=40$s=1$n=112191117$k1=c_81&amp;thumbnailPreview=http://webcast.sambatech.com.br/000482/account/8/3/thumbnail/media/3a8ac28fa4c93771620936a010c856a8/REC_TP_TROCADEFAMILIA_470kbps_2010-03-210.09404995106160641.jpg?c593e66de0e460110dd9672728551f8e0b39f1fa8e06087f2309086b933f205a117ddcc71683b4a38657bc783cdbf5aa21fd24b9f80b79b34522fbe64a583cbbebafb0a9eddcd618d3c258d278e42bec0bf13921541f5224931dec77575f5738&amp;serverAddress=http://webcast.liquidplatform.com/1.5/messagebroker/player&amp;playerWidth=445&amp;playerHeight=270" /><param name="src" value="http://videos.r7.com/r7/media/video/liquid3player.swf" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="445" height="270" src="http://videos.r7.com/r7/media/video/liquid3player.swf" flashvars="&amp;idmedia=3a8ac28fa4c93771620936a010c856a8&amp;playerHash=c9f0f895fb98ab9159f51fd0297e236d&amp;link=http://videos.r7.com/veja-o-episodio-do-troca-de-familia-entre-adriana-e-fernanda/idmedia/3a8ac28fa4c93771620936a010c856a8.html&amp;playerUrl=http://videos.r7.com/r7/media/video/liquid3player.swf&amp;ad_program=http://mfp.r7.predicta.net/mfp/video/ad/$d=490$p=40$s=1$n=112191117$k1=c_81&amp;thumbnailPreview=http://webcast.sambatech.com.br/000482/account/8/3/thumbnail/media/3a8ac28fa4c93771620936a010c856a8/REC_TP_TROCADEFAMILIA_470kbps_2010-03-210.09404995106160641.jpg?c593e66de0e460110dd9672728551f8e0b39f1fa8e06087f2309086b933f205a117ddcc71683b4a38657bc783cdbf5aa21fd24b9f80b79b34522fbe64a583cbbebafb0a9eddcd618d3c258d278e42bec0bf13921541f5224931dec77575f5738&amp;serverAddress=http://webcast.liquidplatform.com/1.5/messagebroker/player&amp;playerWidth=445&amp;playerHeight=270" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Atualização (31/03/10, 16:00):</strong> Eis a segunda parte do quadro:</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="445" height="270" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="flashvars" value="&amp;idmedia=0523392135960dd4cb34546616c0d24a&amp;playerHash=c9f0f895fb98ab9159f51fd0297e236d&amp;link=http://videos.r7.com/apos-muita-confusao-mulher-de-peao-e-protetora-de-animais-voltam-as-suas-casas/idmedia/0523392135960dd4cb34546616c0d24a.html&amp;playerUrl=http://videos.r7.com/r7/media/video/liquid3player.swf&amp;ad_program=http://mfp.r7.predicta.net/mfp/video/ad/$d=490$p=40$s=1$n=861417290$k1=c_132&amp;thumbnailPreview=http://webcast.sambatech.com.br/000482/account/8/3/thumbnail/media/0523392135960dd4cb34546616c0d24a/REC_TP_TROCAFAMILIA2PARTE_470kbps_2010-03-280.17511823819950223.jpg?c593e66de0e460110dd9672728551f8e0b39f1fa8e06087f2309086b933f205a117ddcc71683b4a38657bc783cdbf5aa21fd24b9f80b79b34522fbe64a583cb869c52b035249b68a119aa4a4cb9b03ce50af160f9d863e969076bbd3948377b7&amp;serverAddress=http://webcast.liquidplatform.com/1.5/messagebroker/player&amp;playerWidth=445&amp;playerHeight=270" /><param name="src" value="http://videos.r7.com/r7/media/video/liquid3player.swf" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="445" height="270" src="http://videos.r7.com/r7/media/video/liquid3player.swf" flashvars="&amp;idmedia=0523392135960dd4cb34546616c0d24a&amp;playerHash=c9f0f895fb98ab9159f51fd0297e236d&amp;link=http://videos.r7.com/apos-muita-confusao-mulher-de-peao-e-protetora-de-animais-voltam-as-suas-casas/idmedia/0523392135960dd4cb34546616c0d24a.html&amp;playerUrl=http://videos.r7.com/r7/media/video/liquid3player.swf&amp;ad_program=http://mfp.r7.predicta.net/mfp/video/ad/$d=490$p=40$s=1$n=861417290$k1=c_132&amp;thumbnailPreview=http://webcast.sambatech.com.br/000482/account/8/3/thumbnail/media/0523392135960dd4cb34546616c0d24a/REC_TP_TROCAFAMILIA2PARTE_470kbps_2010-03-280.17511823819950223.jpg?c593e66de0e460110dd9672728551f8e0b39f1fa8e06087f2309086b933f205a117ddcc71683b4a38657bc783cdbf5aa21fd24b9f80b79b34522fbe64a583cb869c52b035249b68a119aa4a4cb9b03ce50af160f9d863e969076bbd3948377b7&amp;serverAddress=http://webcast.liquidplatform.com/1.5/messagebroker/player&amp;playerWidth=445&amp;playerHeight=270" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">Obrigado à Record por esse favor que fez aos animais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Atualização (04/04/2010, 23:55):</strong> Muit<small>@</small>s defensoræs animais se queixaram de que o programa foi tendencioso, pois distorceu a imagem das duas mães -- por exemplo, Fernanda aparecia como uma quase alcoólatra que parecia nada fazer pela casa do peão, algumas trilhas sonoras para sua família eram sombrias, sua casa era mostrada como relativamente imunda por causa dos bichos e cenas como o encontro de Fernanda com uma protetora em Tupã foram excluídas da exibição; já Adriana, a esposa do peão, raramente apareceu bebendo e sua família era sempre acompanhada por trilhas alegres e animadas. Fica aqui então minha lamentação para com a Record, que, mesmo tendo divulgado num passado recente cenas conscientizantes de maus tratos contra animais, mostrou-se parcial em (des)tratar Fernanda e sua família e respeitar bem mais o lado de Adriana e do peão.</p>
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		<title>Rodeio, tragédia para os dois lados</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 22:39:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Burrice e Malignidade]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Escravidão Animal]]></category>
		<category><![CDATA[Maus Tratos e Crueldade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícia Março 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Opressão]]></category>
		<category><![CDATA[Posts e Atos de Conscientização]]></category>
		<category><![CDATA[Rodeios]]></category>
		<category><![CDATA[Tradições Cruéis e Viciosas]]></category>
		<category><![CDATA[Ética e Moral]]></category>

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		<description><![CDATA[O do touro, explorado e torturado, e também o do peão, que corre o risco de morte por ser eventualmente pisoteado por um touro sofredor. Peão morre pisoteado por boi no sul de Minas Um peão supostamente embriagado morreu na noite de domingo (7) após cair e ser pisoteado por um boi em um rodeio [...]


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<p style="text-align: justify;">O do touro, explorado e torturado, e também o do peão, que corre o risco de morte por ser eventualmente pisoteado por um touro sofredor.</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p><a href="http://jc.uol.com.br/canal/cotidiano/nacional/noticia/2010/03/10/peao-morre-pisoteado-por-boi-no-sul-de-minas-216124.php" target="_blank"><em><strong>Peão morre pisoteado por boi no sul de Minas</strong></em></a></p>
<p><em>Um peão supostamente embriagado morreu na noite de domingo (7) após cair e ser pisoteado por um boi em um rodeio amador na cidade de Camanducaia, no sul de Minas Gerais.</em></p>
<p><em>De acordo com a informações preliminares da polícia, o pedreiro Márcio Antonio de Paula, de 30 anos, foi arremessado e pisoteado pelo animal. Ele foi encaminhado à Santa Casa da cidade, mas já chegou morto.</em></p>
<p><em>O evento foi realizado sem autorização da prefeitura. O caso está sendo investigado pela polícia local.</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Ao contrário de muit<small>@</small>s defensoræs animais, não comemoro essa morte. Mas sim relevo que o rodeio é uma tragédia, assim como qualquer outra forma de exploração de animais. É fato: exploração animal é tragédia para os dois lados -- não-humanos e humanos --, seja na pecuária, seja em pseudoesportes, seja na vivissecção, seja na matança de animais silvestres...</p>
<p style="text-align: justify;">Também não comemoro a morte do peão porque não é com violência ou morte que pessoas ignorantes se tornam pessoas esclarecidas. Mais que o sadismo que muita gente afirma que os peões e vaqueiros têm, o defeito maior dessa gente, normalmente pouco instruída, é a ignorância perante a ética de respeito aos bichos -- e, por mais que relutemos em aceitar, não é simplesmente culpa deles.</p>
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		<title>É festa de rodeio! (Parte 3)</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Feb 2010 21:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Animais Tratados como Propriedade]]></category>
		<category><![CDATA[Ativismo/Militância pelos Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Como os Animais São Vistos]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Escravidão Animal]]></category>
		<category><![CDATA[Maus Tratos e Crueldade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícia Fevereiro 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Posts e Atos de Conscientização]]></category>
		<category><![CDATA[Rodeios]]></category>
		<category><![CDATA[Ética e Moral]]></category>

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		<description><![CDATA[Essa foi notícia que deu o que falar durante aqueles dias do Inferno de Barretos de 2009. Boi é visto como máquina nos rodeios e "aditivos" aos animais causam polêmica As carretas chegam e desembarcam as "máquinas". Socos e choques ajudam a manobrá-las para os boxes... quer dizer: os currais do lado de fora da [...]


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			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">Essa foi notícia que deu o que falar durante aqueles dias do Inferno de Barretos de 2009.</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p><em><strong><a href="http://noticias.uol.com.br/festa-peao-barretos/ultimas-noticias/2009/08/27/ult7811u31.jhtm">Boi é visto como máquina nos rodeios e "aditivos" aos animais causam polêmica</a></strong></em></p>
<p><em>As carretas chegam e desembarcam as "máquinas". <strong>Socos e choques</strong> ajudam a manobrá-las para os boxes... quer dizer: os currais do lado de fora da arena. Isso acontece quatro horas antes de eles começarem a apresentação de oito segundos de salto e rodopios tentando ejetar seu piloto.</em></p>
<p><em>Antes da performance, é amarrado um sedém em sua virilha. <strong>E é essa tira de lã de cordeiro que gera a maior polêmica do rodeio.</strong> <span style="color: purple;">Os organizadores falam que o utensílio dá apenas cócegas no bovino para que ele salte em círculos</span>. <strong>Para os defensores dos animais, o sedém machuca e é o "aditivo" para tantos saltos na arena.</strong> Como boi não dá depoimento, a indústria do peão de boiadeiro segue movimentando milhões (o cálculo oficial fica em R$ 200 milhões).</em></p>
<p><span id="fullpost"><em>Um dos que mais faturam nesse nicho são os tropeiros, denominação para os donos das manadas. Paulo Emílio é um deles. Tem 200 touros e quatro carretas para transportá-los. Em sua fazenda, os bovinos contam com exercícios de hidroginástica em um açude que devem atravessar para perder barriga, além de uma pista de areia para fortalecerem as patas.<span id="more-3033"></span></em></span></p>
<p><em>Ele projetou sua empresa junto com a fama de seu touro Bandido, que até virou ator-personagem na novela "América", da TV Globo. Morto no início do ano, Bandido foi enterrado, com direito a cerimônia, na área do parque onde se ergueu uma estátua dele. O mítico boi, que um único homem conseguiu montar, deixou quatro clones, 70 filhos e 3.000 doses de sêmem como herdeiros.</em></p>
<p><em>Certa feita, ele derrubou o rival e do chão o lançou seis metros para cima, deixando o peão no estaleiro um ano. Muitos boiadeiros passaram a recusar a montaria em Bandido quando era sorteado como rival, aceitando a derrota por W.O. simplesmente. Estes são alguns feitos contados na biografia lançada na abertura da festa de Barretos: "Bandido, Touro com Alma". </em><span style="color: #696969;"><span id="fullpost">[Uma alma escura e torturada (a dark, tortured soul), como diria Tyrael, o arcanjo de Diablo II.]</span></span><em><span id="fullpost"> </span></em></p>
<p><em>"Como ele não existiu nenhum. Espero que 90% dos 70 filhos dele puxem o pai. Em dois anos, vários estarão competindo", conta Paulo Emílio, cuja companhia monta rodeios completos, com som, luz, telões, bretes e animais, além de comandar a festa de São José do Rio Preto.</em></p>
<p><em>Ele "faz bois", misturando a raça Nelore, mais agressiva, com raças europeias, que são mais troncudas. O resultado é o nervosismo indiano com a musculatura europeia. Ele diz que não há doping em seu time, que ele chama de "Real Madrid da boiada".</em></p>
<p><em>"Não se pode dar bomba a um touro. Você pode estar estragando uma preparação que define o campeão pela genética, alimentação, treinamento e exames periódicos", argumenta.</em></p>
<p><em>O resultado é o touro começar a dar lucros para seu <span id="fullpost" style="color: silver;">proprietário</span> </em><span style="color: #696969;"><span id="fullpost">[No caso da pecuária, realmente não existe relação de tutela nenhuma, mas sim de propriedade. Animais nada valem fora dinheiro para pecuaristas. Mas ainda assim considero o termo dotado, nesse sentido, de certa perversão.]</span></span><span id="fullpost"><em>. </em></span><span style="color: #8b0000;"><span id="fullpost"><em>O aluguel do touro é de R$ 700 por noite, com o adicional de R$ 1.000 se for o melhor saltador</em></span></span><span id="fullpost"><em>, derrubando o peão ou não. O importante é pular alto, girar rápido e variar os movimentos.</em></span></p>
<p><em>Um boi promissor pode custar R$ 40 mil, como o matogrossense Agressivo, um dos 13 exemplares de Emílio que foram selecionados para a Copa do Mundo de Rodeio, o torneio que começa nesta sexta-feira (28) em Barretos, com participação de vaqueiros de cinco países.</em></p>
<p><em>O nome dos touros é um capítulo a parte. "Tem que soar bem. Se for imponente, melhor", diz Paulo Emílio. Assim surgem denominações como Tsunami, UTI, Bombardeio, Mundo Acabado, Biônico, Maldoso, Mutante ou Destroyer. </em><span style="color: #8b0000;"><span id="fullpost"><em>Este último parou de competir por sentir dor nas costas, afinal, ficava quase na vertical em seus pulos</em></span></span><em> </em><span style="color: #696969;"><span id="fullpost">[Como o touro, nunca tendo demonstrado vontade e gosto, foi forçado a trabalhar como máquina de corcoveio, considero essa dor nas costas um ferimento resultante de violência.]</span></span><span id="fullpost"><em> - hoje serve de banco de sêmem.</em></span></p>
<p><span><em><br />
</em></span></p>
<p><em>A virilha do boi e a legislação</em></p>
<p><em><a href="http://conscienciaefervescente.blogspot.com/2009/06/analisando-e-refutando-as-leis_26.html">Desde 2002 está regulamentada no Brasil a atividade do rodeio, a partir de um projeto de lei do ex-deputado Jair Meneguelli (PT-SP), aprovado no Congresso e sancionado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso.</a> </em><span style="color: #696969;"><span id="fullpost">[Link inserido por mim]</span></span><span id="fullpost"><em> Mesmo assim, </em></span><span style="color: #000080;"><span id="fullpost"><em>alguns municípios, com menos tradição no evento, como Itu e São José dos Campos, já proibiram rodeios em suas jurisdições.</em></span></span><span id="fullpost"><em> </em></span></p>
<p><em>O imbróglio jurídico foi retomado quando em 2005 foi publicado um código estadual, de autoria do deputado federal Ricardo Trípoli (PSDB-SP), que determinava que "são vedadas provas de rodeio e espetáculos similares que envolvam o uso de instrumentos que visem induzir o animal à realização de atividade que não se produziria naturalmente sem o emprego de artifícios".</em></p>
<p><em>O uso do sedém foi novamente questionado, com direito a pesquisas científicas de ambos os lados. Um estudo de cinco pesquisadores das áreas de veterinária e zoologia da USP (Universidade de São Paulo), Unesp (Universidade Estadual de São Paulo) e UEL (Universidade Estadual de Londrina-PR) apontou por meio dos sinais fisiológicos e do comportamento dos animais em rodeios, que eles sentem dor ao usar a tira amarrada na virilha, mesmo quando tais sensações não vêm acompanhadas por ferimentos visíveis.</em></p>
<p><em>A principal evidência é a constatação fotográfica da dilatação das pupilas dos animais de rodeios, mesmo estando eles em um ambiente muito iluminado - o que levaria à constrição dessa parte dos olhos. Outro indício é a forma de o animal corcovear ao ter o instrumento amarrado ao seu corpo. E a tentativa de o animal se livrar do instrumento é que tornaria o show mais interessante.</em></p>
<p><em><strong>Capitaneados por Irvênia Luiza de Santis Prada, titular emérita de neuroanatomia animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnica da USP, os pesquisadores apontam a existência, na virilha dos animais, de estruturas nervosas específicas para captação de estímulos que provocam a dor (os algirreceptores). Como a pele nessa área é mais fina, a percepção seria ainda mais intensa. Além disso, assim como no ser humano, a virilha dos bichos é particularmente sensível por se relacionar à presença ou vizinhança dos órgãos genitais, fundamentais para a sobrevivência.</strong></em></p>
<p><em>Já outro trabalho universitário vai na direção contrária. As experiências de cinco pesquisadores da Unesp de Jaboticabal (SP), sob coordenação do professor de patologia veterinária Orivaldo Tenório Vasconcelos, defendem que o sedém é inofensivo.</em></p>
<p><em><strong>Feito sob encomenda e custeado pelo clube "Os Independentes", organizador da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos</strong>, o estudo, que custou R$ 75 mil, chegou à conclusão de que o instrumento não afeta a produção de espermatozóides. </em><span style="color: #696969;"><span id="fullpost">[Sacaram por que e para que a pesquisa foi feita? Tirem suas próprias conclusões.]</span></span><span id="fullpost"><em> </em></span></p>
<p><em>E, para sustentar que os animais não sentem dor, descreve que, mesmo amarrados pelo sedém, os bois comeram normalmente e tentaram copular, o que não deveria ocorrer. A intensidade da amarração é variável. Preso com muita força, pode até imobilizar o bovino. Frouxo, ele não causa mal. <strong>Sócio honorário do clube "Os Independentes"</strong>, Vasconcelos defende uma causa diferente para os pulos e rodopios dos bois: cócegas. </em><span style="color: #696969;"><span id="fullpost">[Como se cócegas não fossem uma forma de tortura e incômodo extremo contra os animais. Experimente mandar alguém prender você amarrad<small>@</small> e fazer cócegas no seu pé incessantemente por cinco minutos.]</span></span><em> <span id="fullpost" style="color: purple;">O boi pularia por índole daquele animal</span><span id="fullpost"> (o cálculo é que de 200 bois apenas um é saltador).</span></em></p>
<p><em><strong>Já as disputas de laço, entretanto, foram retiradas em 2004 do programa do rodeio</strong> por iniciativa dos organizadores de Barretos, depois de anos de questionamentos de entidades como o Ministério Público e o FNPDA (Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal). Nesta prova, um peão deve laçar um bezerro pelo pescoço, manter a corda esticada, pular do cavalo e amarrar três patas de forma que ele fique imobilizado. Depois, o laçador deve montar sobre ele e levantar as mãos - momento em que o seu tempo é marcado. <span style="color: #8b0000;"><span id="fullpost">Vários animais saiam feridos e mortos dessa prova.</span></span></em></p>
<p><em>Dos <span style="color: #8b0000;"><span id="fullpost">bastões com choque elétrico para tocar os touros para os currais</span></span><span id="fullpost">, o uso de esporas também causa polêmica. Apesar de só ser permitida a espora sem ponta, <strong>o instrumento causa evidentemente um desconforto no animal quando o peão as utiliza seja no brete ou na arena para provocar o adversário.</strong></span></em></p>
<p><em>Ele questiona a legalização do uso de esporas, mesmo sem pontas, e das provas de laço, <strong>para as quais não tem, ainda, uma defesa</strong>.</em></p>
<p><em>O confronto de posições incluiu até um luta judicial dentre a Festa de Barretos e a cantora Rita Lee, que empunha o lema "Eu Odeio Rodeio", com pedido de indenização por danos morais por parte dos organizadores interioranos.</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span id="fullpost">A reportagem já disse tudo. Ou quase tudo, já que faltou abordar a questão ética: os organizadores de rodeios e os peões estão certos em usar animais como máquinas, em vez de como seres vivos, para fins de entretenimento?</span></p>
<p style="text-align: justify;">Ainda assim, somos muito grat<small>@</small>s ao corajoso redator Rodrigo Bertolotto, que escancarou o que muita gente não tem coragem ou interesse de fazer. Ele representou todo o universo brasileiro de defensoræs animais na luta contra a crueldade e a abusiva exploração do rodeio.</p>
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		<title>É festa de rodeio! (Parte 2)</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Feb 2010 19:30:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Burrice e Malignidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cenas Fortes]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Estupidez e Irracionalidade]]></category>
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<p style="text-align: justify;">Mais um vídeo de bestas bárbaras agredindo animais num rodeio do interior de São Paulo.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/FiPOihY-Wk8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/FiPOihY-Wk8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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