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	<title>Arauto da Consciência &#187; Vivissecção e Testes em Animais</title>
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	<description>Divulgando uma nova visão de mundo, em prol de um novo mundo</description>
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		<title>Mais uma perversão de cientistas torturadores (Parte 49)</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 17:57:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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			</a>
		</div>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.abril.com.br/noticias/brasil/estudo-desvenda-acao-veneno-picada-jararaca-1191242.shtml" target="_blank"><strong><em>Estudo desvenda ação do veneno em picada de jararaca</em></strong></a></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Um estudo liderado por pesquisadores brasileiros identificou o mecanismo de ação do veneno das cobras da família das jararacas. Além do efeito tóxico que atinge o corpo todo e é combatido pelo soro antiofídico, o veneno das cobras botrópicas <strong>tem uma ação específica no local da picada que pode causar inflamação, hemorragia e, em alguns casos, levar à necrose e à amputação da parte atingida</strong>.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>A proteína envolvida no efeito local, a jararagina, <strong>acumula-se junto aos vasos sanguíneos, danificando-os e precipitando a hemorragia</strong>, explica Cristiani Baldo, do Laboratório de Imunopatologia do Instituto Butantã, principal autora da pesquisa. A descoberta pode apontar o caminho para novos tratamentos.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>A jararagina havia sido isolada em 1991, mas só agora sua ação foi comprovada. "I<span style="color: #8b0000;">njetamos a proteína, marcada, <strong>em camundongos</strong> e vimos que ela se localiza bem perto do vaso sanguíneo <strong>e o degrada</strong>.</span>"</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Uma possibilidade de tratamento aberta pelo estudo, publicado no site PLoS Neglected Tropical Diseases, seria o uso de inibidores de metaloproteinase, a classe de proteínas a que a jararagina pertence, em combinação com o soro antiofídico. "Mas é preciso estudar qual o inibidor mais adequado, ver se não teria um efeito ruim na saúde", alerta a pesquisadora.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Em 2008, o Ministério da Saúde registrou 26,9 mil casos de picadas por cobras venenosas, sendo mais de 70% por cobras da família das jararacas. Desses casos, em 10% houve sequelas por causa de complicações locais.</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Não bastou envenenar os animais. Eles foram mortos depois de 15 minutos de dor incessante por inalação de gás carbônico, segundo <a href="http://www.plosntds.org/article/fetchObjectAttachment.action?uri=info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pntd.0000727&amp;representation=PDF" target="_blank"><strong>a própria pesquisa</strong></a>.</p>
<p style="text-align: justify;">E para agravar a coisa, a pesquisa não foi uma descoberta de cura, mas o estudo do efeito nocivo de um veneno.</p>
<p style="text-align: justify;">Na <a href="http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/773230-butantan-desvenda-hemorragia-da-picada-de-jararaca.shtml" target="_blank"><strong>Folha.com</strong></a>, que omitiu a tortura e assassinato dos camundongos, 4 dos 6 comentários deram parabéns à pesquisa, tudo indicando que seus autoræs desconheciam a metodologia dela.</p>
<p style="text-align: justify;">A pesquisa se mostra como um avanço científico importante, mas eticamente o que vemos é mais um atentado à vida animal. Será que essa pesquisa seria tão aclamada se os indivíduos envenenados e assassinados fossem, digamos, bebês humanos? Será que nesse caso o fim justificaria os meios?</p>
<p style="text-align: justify;">Em suma, mais um episódio da bicentenária novela da tortura de animais em nome da ciência. E ainda foi feita sob a vigência da Lei Arouca, que supostamente "protege" os animais "de laboratório". O dito desconexo d<small>@</small>s vivisseccionistas não engana ninguém.</p>
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		<title>FAQ da campanha pró-vivissecção X coerência e direitos animais (Links)</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 11:30:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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		</div>
<p style="text-align: center;">Aqui os links das quatro partes do artigo <em>FAQ da campanha pró-vivissecção X coerência e direitos animais</em>:</p>
<p style="text-align: center;"><strong><big><big><a href="http://consciencia.blog.br/2010/07/faq-da-campanha-pro-vivisseccao-coerencia-direitos-animais-parte-1.html" target="_blank">Parte 1</a> - <a href="http://consciencia.blog.br/2010/07/faq-da-campanha-pro-vivisseccao-coerencia-direitos-animais-parte-2.html" target="_blank">Parte 2</a> - <a href="http://consciencia.blog.br/2010/07/faq-da-campanha-pro-vivisseccao-coerencia-direitos-animais-parte-3.html" target="_blank">Parte 3</a> - <a href="http://consciencia.blog.br/2010/07/faq-da-campanha-pro-vivisseccao-coerencia-direitos-animais-parte-4-final.html" target="_blank">Parte 4</a></big></big></strong></p>
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		<title>Pode a ciência que se utiliza de animais ser considerada ética? (por Sérgio Greif)</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 02:38:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O biólogo Sérgio Greif contribuiu para a reação da categoria defensora dos direitos animais à campanha do governo e de organizações científicas de "conscientização" em prol da experimentação animal com esse simples e bem explicativo artigo. Pode a ciência que se utiliza de animais ser considerada ética? por Sérgio Greif, biólogo Em sua tentativa de [...]


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			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">O biólogo Sérgio Greif contribuiu para a reação da categoria defensora dos direitos animais à <a href="http://consciencia.blog.br/2010/07/responsabilidade-etica-respeito-de-mentira.html" target="_blank"><strong>campanha do governo e de organizações científicas de "conscientização" em prol da experimentação animal</strong></a> com esse simples e bem explicativo artigo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://www.ecodebate.com.br/2010/07/05/pode-a-ciencia-que-se-utiliza-de-animais-ser-considerada-etica-artigo-de-sergio-greif/">Pode a ciência que se utiliza de animais ser considerada ética?</a></strong><br />
<em>por Sérgio Greif, biólogo</em></p>
<p style="text-align: justify;">Em sua tentativa de tornar a experimentação animal algo mais aceitável pelo público os defensores da vivissecção frequentemente recorrem a argumentos de ordem ética. Informam, por meio de sua propaganda, o quanto a ciência dos animais de laboratórios evoluiu nos últimos tempos, a ponto dos laboratórios de hoje em nada lembrarem as câmaras de tortura de outrora, que tanto proporcionaram em termos de material fotográfico para as campanhas anti-vivissecção.</p>
<p style="text-align: justify;">A alegação, em verdade uma agressão à inteligência do público, quer fazer as pessoas crerem que os ratos de laboratório levam, atualmente, vida de reis. Cientistas graduados precisam usar de subterfúgios para convencer o público de que aquilo que eles fazem não é errado. E os argumentos são os mais pobres possíveis “Ratos de laboratório recebem ração balanceada e água limpa à vontade. É muito mais do que ratos em vida livre recebem; Ratos de laboratório vivem vidas confortáveis, em ambientes limpos, forrados com serragem e em condições de temperatura controlada.” Há ainda o argumento emotivo pseudo-racional “Se não forem usados animais serão usados o que? Você preferiria que se utilizassem crianças?”</p>
<p style="text-align: justify;">A verdade é que a experimentação animal não é nem pode ser uma ciência com ética. Primeiramente porque, embora a experimentação animal seja praticada no contexto acadêmico, ela não pode ser defendida em termos científicos. Em segundo lugar, não há nenhuma racionalidade em argumentar que, porque animais experimentais são melhor tratados hoje do que eram 10, 20, 30 anos atrás, hoje eles recebem tratamento ético.</p>
<p style="text-align: justify;">Diferente da ética envolvendo a experimentação com seres humanos, animais vivos jamais se oferecem para participar de experimentos. Animais não podem se candidatar a participar de experimentos, eles não podem ser informados em relação aos riscos envolvidos nem podem desistir de participar da pesquisa a qualquer tempo. Pelo contrário, sua participação é forçada e invariavelmente resulta em prejuízos para o animal, senão durante os procedimentos, ao fim, com sua morte.</p>
<p style="text-align: justify;">Em uma comparação com seres humanos, animais de laboratório são tão vitimas quanto o foram as vitimas dos experimentos nazistas, ou das pesquisas sobre sífilis envolvendo negros americanos, ou qualquer outro experimento que utilizou seres humanos sem considerar seus interesses individuais.<span id="more-5695"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A ética que aplicamos aos animais não pode ser diferente da ética que aplicamos aos seres humanos. Caso possuamos uma ética distinta para lidarmos com seres com sentimentos semelhantes estaremos incorrendo em discriminação. Nazistas certamente sabiam que suas cobaias tinham sentimentos e interesses particulares, mas eles ignoravam seus direitos mais básicos com base em uma auto-atribuída noção de superioridade. O mesmo em relação a doutores brancos que utilizaram como cobaias negros.</p>
<p style="text-align: justify;">Todo o problema se encontra na noção de que o outro (o negro, o cigano, o judeu, a mulher, o animal), embora tenha sentimentos e interesses particulares, goza de menos direito simplesmente por ser considerado (por parâmetros nada racionais) inferior. Nesse caso a ética aplicada a seres superiores não parece fazer sentido quando aplicada a seres inferiores.</p>
<p style="text-align: justify;">Todo organismo senciente tem interesses, e independente de quais sejam os interesses individuais particulares de cada espécie, todas partilham um interesse comum que é o de fugir ao sofrimento e à morte e buscar uma sobrevivência compatível com sua natureza.</p>
<p style="text-align: justify;">O confinamento de animais ou sua utilização para finalidades distintas daquelas para as quais o animal naturalmente se desenvolveu, sua submissão, seu subjugo, a aplicação de qualquer ação prejudicial ao indivíduo que seja, vão de encontro aos interesses desse animal enquanto indivíduo.</p>
<p style="text-align: justify;">Nenhum defensor da experimentação animal ousa afirmar que animais não sentem nem tem seus próprios interesses. Pelo contrário, eles reconhecem que animais sentem, mas que esses sentimentos podem ser negligenciados em favor do bem de um ser superior, no caso, o ser humano. Pois não é esse mesmo raciocínio, o da crença da superioridade de um grupo perante outro grupo, que leva muitas vezes à negligência dos direitos humanos?</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto para a pergunta: “Pode a experimentação animal ser considerada ética?” a resposta é obviamente não, pois o único caso em que ela poderia ser considerada ética (se animais pudessem entender os propósitos do experimento, conhecer os riscos envolvidos, pudessem assinalar a vontade de participar e pudessem desistir do experimento a qualquer momento) é impossível de ocorrer.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando tratamos de seres humanos como cobaias involuntárias, os argumentos utilitaristas de “prováveis benefícios” não tem lugar. Não nos interessa que poucos precisaram ser sacrificados para o benefício de muitos, pois a utilização de cobaias involuntárias contraria direitos individuais.</p>
<p style="text-align: justify;">O questionamento em relação à ética que envolve a experimentação animal está acima de qualquer questionamento em relação à adequação da metodologia ou em relação à finalidade do experimento. Da mesma forma que em relação à pesquisa ética envolvendo seres humanos, ela é muito anterior e mais urgente.</p>
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		<title>Estudo revela que experimentação animal é falha e ineficiente</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 02:30:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Maus Tratos e Crueldade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícia Julho 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Opressão]]></category>
		<category><![CDATA[Posts e Atos de Conscientização]]></category>
		<category><![CDATA[Vivissecção e Testes em Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Ética e Moral]]></category>

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		<description><![CDATA[Estudo revela a ineficiência dos testes em animais Existem várias razões para não se testar em um animal: é desumano, cruel, caro, e modelos animais não podem responder pelo organismo humano. Agora, foi descoberta mais uma razão para se acrescentar à lista: as gaiolas em que os ratos são mantidos alteram seu cérebro. De acordo [...]


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			</a>
		</div>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.anda.jor.br/?p=75877" target="_blank"><strong><em>Estudo revela a ineficiência dos testes em animais</em></strong></a></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Existem várias razões para não se testar em um animal: é desumano, cruel, caro, e modelos animais não podem responder pelo organismo humano. Agora, foi descoberta mais uma razão para se acrescentar à lista: as gaiolas em que os ratos são mantidos alteram seu cérebro.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>De acordo com <a href="http://animals.change.org/blog/view/cages_cause_brain_damage_in_lab_mice" target="_blank"><strong>reportagem da Animals Change</strong></a>, um dos argumentos para provar que testes em animais não funcionam, além do fato de que humanos têm fisiologia diferente de camundongos ou chimpanzés, é que a condição estressante dos laboratórios pode alterar o resultado de um experimento. O estresse causa uma série de reações físicas que mudam a reação do corpo a drogas ou outros estímulos. Em outras palavras, o ambiente artificial de um laboratório não diz nada sobre como um animal responderia a diversos fatores no mundo real, é ainda mais distante de mostrar algo útil para a sociedade humana.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Cientistas do mundo todo criaram experimentos que envolvem ratos. Acabar com tais experimentos daria um prejuízo grande. Mas um novo estudo da Universidade do Colorado mostra que os efeitos do ambiente de teste não apenas modificam o psicológico do animal – modificam fisicamente o cérebro.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Os cérebros dos roedores são extremamente sensíveis ao ambiente que os cerca. Diferentes fatores alteram seu senso olfativo ou nível de agressividade, por exemplo. Diego Restrepo, que recentemente publicou um artigo sobre o assunto, disse: “isso poderia explicar por que existem tantas falhas em repetir descobertas laboratoriais e por que tantos dados conflitantes são publicados em diferentes laboratórios mesmo quando camundongos geneticamente iguais são usados.”</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Portanto qualquer coisa que aconteça em laboratório, por definição, não tem como ser um “processo natural”.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Essa pesquisa pode ser usada para o bem ou para o mal. Num mundo ideal, os cientistas reconheceriam as implicações desse estudo: modelos animais não funcionam.</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Essa constatação é um tapa na cara d<small>@</small>s organizadoræs da campanha de "conscientização" em prol do uso de animais em laboratório. É uma das evidências de que é falho o seu argumento de que o modelo animal deve continuar sendo usado por ser funcional.</p>
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		<title>FAQ da campanha pró-vivissecção X coerência e direitos animais (Parte 4 e final)</title>
		<link>http://consciencia.blog.br/2010/07/faq-da-campanha-pro-vivisseccao-coerencia-direitos-animais-parte-4-final.html</link>
		<comments>http://consciencia.blog.br/2010/07/faq-da-campanha-pro-vivisseccao-coerencia-direitos-animais-parte-4-final.html#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 12:00:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[*Posts em Destaque*]]></category>
		<category><![CDATA[Alienação e Conformismo]]></category>
		<category><![CDATA[Animais Tratados como Propriedade]]></category>
		<category><![CDATA[Antropocentrismo]]></category>
		<category><![CDATA[Aprisionamento de Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Assassinato e Matança de Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Ativismo/Militância pelos Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Burrice e Malignidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cidadania e Mobilização]]></category>
		<category><![CDATA[Comercialização e Mercantilização de Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Como os Animais São Vistos]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Equívocos do Bem-Estarismo Animal]]></category>
		<category><![CDATA[Escravidão Animal]]></category>
		<category><![CDATA[Especismo e Arrogância Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Hipocrisia e Demagogia]]></category>
		<category><![CDATA[Interesses Escusos]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Maus Tratos e Crueldade]]></category>
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		<category><![CDATA[Posts e Atos de Conscientização]]></category>
		<category><![CDATA[Reacionarismo]]></category>
		<category><![CDATA[Tortura]]></category>
		<category><![CDATA[Tradições Cruéis e Viciosas]]></category>
		<category><![CDATA[Vivissecção e Testes em Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Ética e Moral]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta parte é o final do artigo que visa comentar o FAQ do site “eticanapesquisa.org.br”, parte da campanha de “conscientização”, promovida pelo Governo Federal e por organizações científicas brasileiras, relativa ao uso de animais em pesquisas. *** 10. Que doenças evoluíram seu tratamento, em razão das pesquisas? São várias, podemos citar duas: o câncer e [...]


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<li><a href='http://consciencia.blog.br/2010/07/faq-da-campanha-pro-vivisseccao-coerencia-direitos-animais-parte-1.html' rel='bookmark' title='Permanent Link: FAQ da campanha pró-vivissecção X coerência e direitos animais (Parte 1)'>FAQ da campanha pró-vivissecção X coerência e direitos animais (Parte 1)</a></li>
<li><a href='http://consciencia.blog.br/2010/07/faq-da-campanha-pro-vivisseccao-coerencia-direitos-animais-parte-2.html' rel='bookmark' title='Permanent Link: FAQ da campanha pró-vivissecção X coerência e direitos animais (Parte 2)'>FAQ da campanha pró-vivissecção X coerência e direitos animais (Parte 2)</a></li>
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			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_5642" class="wp-caption aligncenter" style="width: 330px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/biotério-6.jpg"><img class="size-full wp-image-5642" title="biotério 6" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/biotério-6.jpg" alt="" width="320" height="240" /></a><p class="wp-caption-text">Mensagem na porta de um laboratório no CCS/UFPE. Foto tirada por mim em 2009.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Esta parte é o final do artigo que visa comentar <a href="http://www.eticanapesquisa.org.br/saibamais" target="_blank"><strong>o FAQ do site “eticanapesquisa.org.br”</strong></a>, parte da campanha de “conscientização”, promovida pelo Governo Federal e por organizações científicas brasileiras, relativa ao uso de animais em pesquisas.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;"><em>10. Que doenças evoluíram seu tratamento, em razão das pesquisas?<br />
São várias, podemos citar duas: o câncer e a fibrose cística. No caso do câncer, por exemplo, pode ser realizado atualmente a terapia gênica, onde são retiradas células do tumor, inserido um gene que reage contra o câncer e reinjetado as células no paciente. Desse modo, as células geneticamente modificadas irão “ensinar” ao sistema imunológico do paciente a reconhecer as peculiaridades de suas células cancerígenas e destruir o tumor. Atualmente, esse tipo de pesquisa vem alcançado avanços significativos em ratos e camundongos e, certamente, poderão salvar várias vidas, inclusive as dos seres humanos.<br />
No tratamento da fibrose cística, foi desenvolvido um modelo animal que reproduz a doença humana. Essa tecnologia permitiu que novos testes fossem realizados no combate a essa terrível doença genética, que acomete principalmente o pulmão de crianças em todo o mundo. Contra essa doença, está sendo realizada também a “terapia gênica”, onde as pesquisas com animais são extremamente relevantes.<br />
Devemos lembrar também dos coqueteis anti-aids, um conjunto de medicamentos que já salvou e ajuda a prolongar a vida de milhões de pessoas em todo o mundo.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Nessa resposta, revela-se que a experimentação animal, cujos autores dizem prezar pela “responsabilidade, ética e respeito aos animais”, causou sofrimento crônico em animais que foram submetidos ao mais diversos tipos de câncer e à fibrose cística, descrito pelos próprios autores do FAQ como uma “terrível doença genética”.</p>
<p style="text-align: justify;">Se a fibrose cística é terrível como dizem esses cientistas, imaginemos como seria estar na pele dos animais que foram induzidos a nascer com essa doença e passaram toda a sua vida sofrendo com ela. Essa questão 10 mostra como falta o mínimo de senso de alteridade e empatia interespecíficas nas pessoas que exploram animais em suas experiências e defendem a continuidade desse tipo de método de pesquisa. É uma demonstração de que esses indivíduos são incapazes de se pôr imaginariamente na pele dos animais que exploram.</p>
<p style="text-align: justify;">É isso que os idealizadores da campanha de “conscientização” vivisseccionista querem? Que “terríveis doenças” continuem sendo induzidas em animais não-humanos para que seres humanos sejam salvos – e não possam optar por viver sem depender de remédios resultantes desse tipo de violência?</p>
<p style="text-align: justify;">***<span id="more-5629"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><em>11. Como a pesquisa com animais ajuda os próprios animais?<br />
As pesquisas com vacinas também beneficiaram a saúde dos animais ao aprimorarem tratamentos como os da raiva, do tétano, da leucemia animal e daquelas contra parasitas. Além disso, os estudos comportamentais melhoram a qualidade no trato com os próprios animais. Vale lembrar que alguns animais foram salvos da extinção, graças a várias pesquisas científicas realizadas, muitas delas, utilizando embriões de camundongos.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Essa resposta é uma demonstração clara do especismo seletivo dos cientistas interessados na vivissecção. Torturam-se uns animais não-humanos, alheios de qualquer compaixão, para salvar outros, que por sua vez recebem muito carinho e afeto por parte de seus tutores.</p>
<p style="text-align: justify;">É muito provável que as cobaias que contraíram hidrofobia, tétano, leucemia e infecções por parasitas sofreram muito antes de receber os medicamentos certos para serem curados – detalhe: mesmo depois de curados, podem ter sido mortos mesmo assim para avaliação, tal como a questão nº2 deixa evidente que acontece de praxe. E também é certo que as muitas experiências anteriores com tratamentos fracassados dessas doenças, baseadas na tentativa-e-erro, impuseram sofrimento intenso e mortes dolorosas aos  bichos explorados. Sem falar nos estudos comportamentais que “melhoram a qualidade no trato com os próprios animais”: é possível imaginarmos pesquisas que induzem os animais a sentimentos e comportamentos negativos e destrutivos, como tristeza, estresse, raiva e agressividade.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;"><em>12. Como a pesquisa com animais ajuda os humanos e outros animais?<br />
As pesquisas possibilitaram o desenvolvimento de vários tratamentos e procedimentos de prevenção, tais como vacinas contra gripe H1N1, poliomielite, a caxumba, o sarampo, a difteria, a rubéola e a hepatite; além de tratamentos onde destacamos as transfusões de sangue, hemodiálise, transplantes e cirurgias. Graças às pesquisas do brasileiro Sergio Ferreira, foi descoberto um dos mais utilizados e potentes anti-hipertensivos: o Captopril. Além disso, a morfina utilizada na dramática dor de pacientes com câncer terminal também foi testada em animais.<br />
Várias das pesquisas com animais foram importantes no desenvolvimento de medicamentos para tratamento das mais diversas doenças, tais como hipertensão, diabetes, aids. Até mesmo os anestésicos, analgésicos e antibióticos precisaram do estudo em animais para que pudessem ser desenvolvidos e beneficiar a vida de todos os animais, inclusive seres humanos. Não podemos esquecer que o aprimoramento de cirurgias e dos transplantes de órgãos e dos estudos com células-tronco que salvam milhares de vidas todos os anos são procedimentos que hoje são seguros graças aos estudos realizados previamente em animais.<br />
Tudo isso certamente melhorou a qualidade de vida não só dos seres humanos, mas de diversos animais.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Minhas objeções às questões 10 e 11 já comentam em grande parte esta questão. Mas alguns trechos desta  chamam uma atenção especial:</p>
<p style="text-align: justify;">Primeiro: “[...] a morfina utilizada na dramática [sic] dor de pacientes com câncer terminal também foi testada em animais.” Deduz-se: animais não-humanos tiveram que sofrer dores igualmente dramáticas em estado de câncer terminal.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo: “Até mesmo os anestésicos, analgésicos e antibióticos precisaram do estudo em animais para que pudessem ser desenvolvidos e beneficiar a vida de todos os animais, inclusive seres humanos.” Ou seja, animais tiveram que sentir muita dor para que pudessem ser beneficiados por anestésicos e analgésicos. Sem falar nos antibióticos, que foram injetados nos bichos ou ingeridos por eles apenas depois que determinadas doenças infecciosas, devidamente propagadas no organismo das cobaias, lhes causaram estragos relevantes e consequente sofrimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Repito: é essa ciência recheada de crueldade que os idealizadores da campanha querem que continue existindo permanentemente, e que nós apoiemos?</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;"><em>13. Por que são utilizados animais em pesquisas científicas?<br />
Os cientistas utilizam animais nas pesquisas científicas com o objetivo de entender melhor os problemas de saúde que afetam os animais, inclusive os seres humanos. Além disso, as pesquisas utilizando animais permitem que novos tratamentos médicos sejam mais seguros. Algumas doenças envolvem processos bastante complexos e, devido a essa complexidade, precisam ser estudados em organismo vivo.<br />
Os animais, principalmente os mamíferos tais como ratos, camundongos e coelhos são biologicamente semelhantes aos seres humanos em vários aspectos biológicos. Eles são suscetíveis a muitas das mesmas doenças que acometem o homem </em>[sic]<em>. O fato de terem ciclos de vida curtos, comparados ao do homem</em> [sic]<em>, facilita o estudo dos fenômenos fisiológicos do nascimento ao envelhecimento e até mesmo durante várias gerações.<br />
Além disso, durante um estudo científico é possível controlar o ambiente que influencia o animal (alimentação, temperatura, iluminação etc), o que é difícil de ser realizado com seres humanos.?Por esse motivo, os animais são fundamentais em pesquisas para desenvolver medicamentos, vacinas e procedimentos médicos (tais como cirurgias, transplantes etc). Se os resultados dos estudos em animais se mostram eficazes, então alguns poucos voluntários humanos são convidados a participar de um ensaio clínico inicial para tratar da segurança do procedimento (chamada fase I de teste).<br />
Os estudos em animais são feitos previamente para assegurar o benefício do tratamento de uma doença ou procedimento e verificar se essa nova tecnologia não leva risco à vida. Com isso, os testes que causariam riscos aos seres humanos e a outros animais são amenizados. Vale lembrar que para se desenvolver a vacina anti-rábica, por exemplo, foram utilizados de quatro a seis mil cães, mas depois foram salvos mais de trinta milhões.</em></p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro parágrafo dessa resposta é dotado de uma enorme hipocrisia. Seus elaboradores fingem que não são especistas, que não priorizam a espécie humana, que pensam com a mesma dedicação em outras espécies animais, mesmo naquelas que, não sendo de estimação, não recebem o afeto de tutores (“...que afetam os animais, inclusive os seres humanos.”).</p>
<p style="text-align: justify;">Parece que pensam no melhor para os camundongos tanto quanto pensam no bem dos humanos, mas uma pesquisa simples mostra que não é bem assim. Numa pesquisa no Scielo, site que disponibiliza muitos periódicos e artigos científicos, encontrei apenas 63 artigos com as palavras “camundongos” e “veterinária” (ou “veterinário”), menos de 10% entre 642 trabalhos que tiveram referências a “camundongos”  – e o pior, nem todas as pesquisas que continham a palavra “veterinária(o)” eram de fato pesquisas a serem aplicadas subsequentemente em pacientes animais domésticos. É evidente que a prioridade de se explorar animais na pesquisa científica são de fato os seres humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">O mesmo primeiro parágrafo, com seu apelo à “necessidade” de se usar animais nas pesquisas, nos remete à mesma argumentação usada na questão nº4: a incapacidade dos cientistas (dos favoráveis à vivissecção, deixo claro) de desenvolver métodos de pesquisa alternativos completos o bastante para dispensar as cobaias.</p>
<p style="text-align: justify;">No segundo e terceiro parágrafos, dois argumentos se fazem presentes: as semelhanças biológicas das cobaias com o organismo humano, já comentadas abaixo da questão nº9, e aquela que parece ser a única justificativa dos interessados na vivissecção para não explorarem seres humanos: o ciclo de vida curto dos animais não-humanos de pequeno porte e a facilidade de lidar com o ambiente (artificial e prisional, que fique claro) onde os mesmos vivem.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse segundo é visto como o bastante para aplacar a indignação de quem quem perguntar “por que vocês não fazem pesquisa com seres humanos, já que dizem tratar outros animais tão bem?”. Essa pergunta pode até ter sido parcialmente aplacada tecnicamente, mas não o bastante. Ainda dá para questionar: por que os cientistas que dizem tratar as cobaias com “ética e e dignidade” não fazem nem mesmo pesquisas de curta ou média duração com seres humanos sem terem usado outros animais antes?</p>
<p style="text-align: justify;">Sem falar que não responde eticamente à indagação de não se explorar cobaias humanas. Hoje seria perfeitamente possível criar em laboratório seres humanos transgênicos capazes de crescer em ritmo muito mais acelerado do que pessoas comuns e livres. Só não o fazem, é evidente, por motivos éticos, que hoje só dizem respeito aos direitos humanos e negam aos seres não-humanos a mesma dignidade de serem respeitados da mesma forma.</p>
<p style="text-align: justify;">O parágrafo final volta a pecar pela fragilidade da argumentação. Primeiro diz que “Os estudos em animais são feitos previamente para assegurar o benefício do tratamento de uma doença ou procedimento e verificar se essa nova tecnologia não leva risco à vida. Com isso, os testes que causariam riscos aos seres humanos e a outros animais são amenizados.”, o que é uma confissão clara de que a vida das cobaias é posta em risco total, já que as técnicas são usadas nelas, mesmo sob totais insegurança e incerteza, antes de serem aplicadas em seres humanos ou animais de estimação. Confessa-se que não há a menor preocupação com a vida das cobaias que reagem mal ao tratamento sob teste.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo, parte para o desprezo total aos animais enquanto indivíduos interessados em sua própria vida e  integridade quando diz que “vale lembrar que para se desenvolver a vacina anti-rábica, por exemplo, foram utilizados de quatro a seis mil cães, mas depois foram salvos mais de trinta milhões”. Ignora-se totalmente o fato de que o interesse de viver livre e não sofrer não é um fenômeno social, condicionado à coletividade de animais socializados entre sua população, mas sim a capacidade psicológica que cada animal, tomado individualmente, possui.</p>
<p style="text-align: justify;">Vale parafrasear <a href="http://www.ecodebate.com.br/2010/07/05/pode-a-ciencia-que-se-utiliza-de-animais-ser-considerada-etica-artigo-de-sergio-greif/" target="_blank"><strong>o biólogo Sérgio Greif</strong></a>: “não nos interessa que poucos precisaram ser sacrificados para o benefício de muitos, pois a utilização de cobaias involuntárias contraria direitos individuais.”</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;">O FAQ da campanha pró-vivissecção tem conteúdo bastante para enganar pessoas mais incautas e leigas em direitos animais e assim formar uma opinião pública alienada do conhecimento da verdadeira essência cruel da experimentação animal. Mas, como o argumento falacioso e frágil tem perna curta, assim como a mentira, uma campanha-antídoto de esclarecimento por parte dos defensores dos direitos animais poderá, sem muito trabalho argumentativo, desbancar tudo o que os interessados na perpetuação da vivissecção tentam passar para a população.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao leitor que ainda não conhece o bastante o que são os verdadeiros direitos animais, concluo o artigo dizendo: há muita acomodação na comunidade científica. A maioria dos cientistas da área biomédica, não tendo recebido uma educação bioética decente – não-antropocêntrica, que respeitasse os direitos animais e transcendesse o mero “bem-estar” – ao longo da vida, não está interessada em mudar o atual cenário de dependência crônica da ciência biomédica por cobaias.</p>
<p style="text-align: justify;">Há também acusações sérias, por parte de vários defensores do fim da exploração animal, de que há um complô de interesses econômicos entre pesquisadores e empresas que abastecem laboratórios e biotérios com equipamentos para a pesquisa com cobaias. Mas é fato que essas denúncias só serão investigadas quando os direitos animais começarem a ser reconhecidos legalmente e respeitados pelos governos no Brasil – daqui a várias décadas, deduza-se, não sem um histórico precedente de forte mobilização por parte dos defensores dos animais.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, insisto que o brasileiro não se deixe enganar pela campanha conjunta do governo federal (Ministério da Ciência e Tecnologia) e de diversas organizações científicas para tentar convencer a população de que explorar e matar animais para fins científicos é “válido” e “aceitável”. Procure compreender os direitos animais, busque conhecimento sobre o assunto. Ao mesmo tempo em que vai saber por que a campanha dos órgãos citados não passa de uma tentativa de alienar a sociedade em prol da perpetuação da exploração animal na ciência, você irá melhorar muito sua própria relação com os animais.</p>
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		<title>FAQ da campanha pró-vivissecção X coerência e direitos animais (Parte 3)</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 12:00:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 250px"><img title="vivisseccao 3" src="http://www.natalneuro.org.br/sobre_iinn/images/021.jpg" alt="" width="240" height="180" /><p class="wp-caption-text">Gaiolas de camundongos transgênicos, segundo o site de origem (natalneuro.org.br)</p></div>
<p style="text-align: justify;">Esta parte é a continuidade do artigo que visa comentar <a href="http://www.eticanapesquisa.org.br/saibamais" target="_blank"><strong>o FAQ do site “eticanapesquisa.org.br”</strong></a>, parte da campanha de “conscientização”, promovida pelo Governo Federal e por organizações científicas brasileiras, relativa ao uso de animais em pesquisas.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;"><em>7. De onde vêm os animais utilizados em experimentos?<br />
Todos são produzidos </em>[sic]<em> e criados em biotérios (ambiente de criação de animais destinados exclusivamente para pesquisa). Os pesquisadores podem comprar </em>[sic]<em> os animais, desde que tenham projetos aceitos por Comissões de Ética, criados nesses biotérios licenciados ou criá-los em biotérios próprios.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Se considerar que os interessados pela vivissecção estão praticamente em pé de guerra contra a defesa dos direitos animais, na “batalha” de argumentos eles perdem feio. Nesta questão eles deixam claro que tratam os animais como coisas, como objetos industrializados que podem ser produzidos numa fábrica (biotério), tal como um microscópio ou um computador, e vendidos como mercadorias para o primeiro cientista disposto a explorá-los de forma violenta numa experiência.</p>
<p style="text-align: justify;">Trata-se, nessa atitude, de alhear os animais não-humanos de sua dignidade como seres sencientes,  dotados do interesse de viver bem e livres, nascidos como fins em si mesmos – em vez de como meios para fins de outrem. E transformá-los em objetos passíveis de ser fabricados, comercializados e usados, tal como qualquer produto industrializado cuja existência é condicionada a interesses humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso ser feito com pessoas – transformar em produtos industrializados comerciáveis e usáveis por exploração violenta – seria considerado a pior e mais diabólica das agressões aos direitos humanos, mas, como quem é coisificado e explorado são “apenas animais”, isso é livre, é permitido pela lei, é incentivado pelos governos, tal como a campanha de “conscientização” deixa escancarado.</p>
<p style="text-align: justify;">Está visível a violência moral promovida, mesmo sem perceber, por quem deseja a perpetuação da experimentação animal.</p>
<p style="text-align: justify;">***<span id="more-5627"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><em>8. Quais são os animais mais usados em experimentação animal?<br />
De acordo com o Departamento de Agricultura norte-americano, 90% dos animais usados são roedores, em sua maioria ratos e camundongos. De acordo com o mesmo Departamento, entre 1968 e 1986 o número de animais utilizados diminui em 40% em razão dos métodos alternativos e do refinamento dos experimentos com animais.<br />
Esses animais são utilizados para desenvolver drogas usadas no tratamento de doenças como hipertensão, diabetes, vários tipos de câncer, bem como lesões na medula espinhal, entre outros. Camundongos, em sua maioria, agora estão sendo utilizados para determinar a função de genes, o que é importante para entendimento de doenças genéticas, por exemplo.<br />
Outros mamíferos, como cães, gatos e primatas (macacos, por exemplo) contabilizam, em todo o mundo, menos de 1% de todos os animais utilizados em pesquisas.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Nessa parte é explorado de forma quase subliminar o apelo à compaixão da sociedade por determinadas espécies. Fala-se que cães, gatos, primatas e outros mamíferos são menos de 1% dos animais explorados em pesquisas, logo a ciência vivisseccionista respeitaria os animais que as pessoas mais estimam.</p>
<p style="text-align: justify;">Se foi para contra-atacar os defensores dos direitos animais, erraram novamente, uma vez que esqueceram que estes defendem, além do fim da exploração animal pela ciência, também o fim do “respeito” seletivo a determinadas espécies animais em detrimento de outras – por exemplo, amar cães e gatos mas ignorar o sofrimento de camundongos, bois/vacas, porcos e peixes causado por humanos –, o chamado especismo seletivo, que é a discriminação de espécies animais por parte do ser humano pela atribuição de patamares morais desiguais de acordo com a espécie.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;"><em>9. Os animais são bons modelos para os humanos ou há particularidades que fazem com que outras espécies não possam fornecer informações confiáveis sobre o organismo humano?<br />
Os cientistas afirmam que há mais semelhanças que diferenças entre as espécies animais. Na verdade, todos os mamíferos têm os mesmos órgãos (coração, pulmões, rins, fígado etc). Esses órgãos executam as mesmas funções e são coordenados da mesma maneira tanto nos humanos quanto em outros animais. Estas semelhanças superam outras diferenças que são menores. Porém, até mesmo as pequenas diferenças podem fornecer informações úteis.<br />
Um camundongo possui até 90% da sua informação genética similar a dos seres humanos. Diferentes espécies animais compartilham não só códigos genéticos semelhantes, mas esses genes são estruturados de formas similares nos cromossomos, o que é um ponto importante para as pesquisas básicas com animais, pois falam a favor da semelhança com o funcionamento da fisiologia do ser humano. Na maioria dos casos, os animais desenvolvem e transmitem uma série de doenças encontradas em humanos, como câncer, asma, diabetes, doenças coronárias, hepatite, rubéola, tuberculose, malária entre outras. Essas doenças, além de se desenvolverem de forma semelhante entre os animais humanos ou não, podem ser estudadas e tratadas de forma semelhante. Isso facilita o desenvolvimento de novos medicamentos e procedimentos que possam curar doenças.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Como resposta, trago como citação um trecho do <a href="http://www.scribd.com/doc/17531210/Vivisseccao" target="_blank"><strong>resumo feito pela defensora animal Gabriela Toledo, da ONG Projeto Esperança Animal, sobre experimentação com cobaias</strong></a>:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Um dos grandes erros da vivissecção é usar o animal como modelo humano. A experimentação animal parte do conceito errôneo de que espécies diferentes reagem de maneira idêntica ou similar a determinadas drogas e/ou substâncias. Apesar das diferenças gritantes entre cada indivíduo - respostas aos estímulos; os hábitos; o organismo; sexos; raças; formas de locomoção; raciocínio; estrutura celular, esquelética e muscular; as doenças e as reações fisiológicas, as respostas aos medicamentos são totalmente diferentes entre as espécies. - na vivissecção as diferenças são praticamente ignoradas.<br />
As diferenças existem até mesmo entre espécies próximas, como é o caso do rato e do camundongo. Um exemplo bem ilustrativo foi um estudo de 1989 para determinar a carcinogenicidade de fluorido: Aproximadamente 520 ratos e 520 camundongos receberam doses diárias do mineral fluorido por 2 anos. Nenhum dos camundongos foi afetado pelo fluorido, mas os ratos apresentaram problemas de saúde incluindo câncer na boca e nos olhos. Resumindo, experiências iguais realizadas simultaneamente nas duas espécies garantiram resultados totalmente diferentes.<br />
Muitas enfermidades que afetam seres humanos não afetam animais, por exemplo, os principais tipos de câncer que afetam humanos são muito diferentes daqueles que acometem os ratos. O tipo de tuberculose que afeta as pessoas é muito diferente do que é produzido artificialmente em animais.<br />
É comprovado que estudos envolvendo animais gera atraso na evolução científica, além de ser um grande desperdício de dinheiro e de vida animal.<br />
A vivissecção, em geral, conduz o pesquisador ao erro, uma vez que os resultados obtidos em experimentos com animais são totalmente diferentes dos resultados obtidos em humanos.<br />
[...]<br />
Lembrando que, geralmente, as “cobaias” são geneticamente modificadas a fim de tentar conseguir um quadro semelhante ao organismo humano. Doenças são artificialmente induzidas o que, por si só, já compromete os resultados das pesquisas.</em></p>
<p style="text-align: justify;">A resposta dos elaboradores do FAQ também acaba confessando que a pesquisa com cobaias causa sofrimento nos animais, pois os infecta com as doenças mais variadas e dolorosas, e que esse é um fundamento seu – consideram necessário reproduzir as doenças nos animais não-humanos (as quais, fique claro, segundo os próprios vivisseccionistas, se desenvolvem de forma semelhante entre os animais humanos e não-humanos), para que a cura às mesmas sejam testadas de modo a dar certo nos seres humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;">Continue lendo a próxima parte deste artigo, para perceber como são frágeis os argumentos de quem é interessado na perpetuação do uso de animais em pesquisas.</p>
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		<title>FAQ da campanha pró-vivissecção X coerência e direitos animais (Parte 2)</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Jul 2010 12:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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<p style="text-align: justify;">Esta parte é a continuidade do artigo que visa comentar <a href="http://www.eticanapesquisa.org.br/saibamais" target="_blank"><strong>o FAQ do site “eticanapesquisa.org.br”</strong></a>, parte da campanha de “conscientização”, promovida pelo Governo Federal e por organizações científicas brasileiras, relativa ao uso de animais em pesquisas.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;"><em>4. Quais as alternativas ao uso de animais em pesquisa científica e por que os animais não podem ser inteiramente substituídos por modelos alternativos?<br />
Para os cientistas, ainda não existem hoje métodos que substituam inteiramente o uso de animais nas pesquisas na área biológica. Em algum momento das pesquisas, os testes com animais são necessários. ?Em alguns procedimentos, os pesquisadores podem usar culturas de células e tecidos bem como modelos computacionais. Porém, tais métodos, não substituem totalmente o uso de animais. Há pesquisas na área da fisiologia, comportamento, biomedicina e da nutrição que exigem o organismo vivo para segurança da pesquisa que está sendo realizada.<br />
Os modelos alternativos têm por objetivo reduzir o número de animais utilizados e isso é um grande avanço. São métodos eficientes para serem usados na fase inicial da pesquisa. O teste final, no entanto, tem de ser feito em animais, pois os efeitos de um novo procedimento, medicamento ou vacina podem ser completamente diferentes e até arriscados quando testados em um organismo completo vivo. Mesmo a tecnologia mais sofisticada não pode imitar as interações complexas entre as células, tecidos e órgãos que ocorrem nos seres humanos e animais. Os cientistas precisam entender essas interações antes de introduzir um novo tratamento ou uma substância em animais, sejam eles humanos ou não.<br />
Às vezes, os estudos dos seres vivos mais simples, tais como bactérias, leveduras, vermes e moscas de fruta podem fornecer uma boa visão nos processos biológicos. Estudos com estes seres têm fornecido conhecimentos específicos sobre como alguns genes funcionam, por exemplo. Estas informações podem ser muito úteis, uma vez que muitos genes similares também estão presentes nos seres humanos e em outros mamíferos.<br />
Mas os órgãos de nosso corpo e dos nossos sistemas biológicos interagem de forma sofisticada. Esses processos não podem ser plenamente compreendidos em organismos simples, em moléculas isoladas ou células e, em algum momento deverão ser testados em mamíferos.<br />
É por isso que é importante estudar os processos em animais e isso também incluem os testes em seres humanos.?Devido às muitas e variadas interações entre os órgãos do corpo humano e sistemas, não só doenças, mas também novos medicamentos, vacinas e técnicas cirúrgicas devem ser estudados em animais para garantir sua segurança e eficácia.<br />
Alguns cientistas não consideram, no entanto, a cultura de células de tecido como um método alternativo, mas um possesso de refinamento da pesquisa, evitando que um número desnecessário de animais seja utilizado. Mesmo as pesquisas com células exigem o uso de animais para a produção e extração dessas células.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Bota-se areia em todas as alternativas de pesquisa citadas, ignora-se o fato de que muitas descobertas da medicina – a exemplo da penicilina, da aspirina e de cirurgias diversas – não precisaram de cobaias. Faz-se isso na tentativa de superestimar a dependência da ciência biomédica das pesquisas com cobaias. E em momento nenhum fala-se de qualquer perspectiva de se substituir os animais nas pesquisas no futuro, mesmo daqui a décadas.<span id="more-5623"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A extensa resposta dessa quarta questão foi um atestado de pequenez nos mais diversos sentidos:<br />
- acomodação e limitação a uma metodologia antiquada, praticamente bicentenária, de pesquisa biomédica<br />
- incapacidade de se livrar de um paradigma secular de pesquisa científica<br />
- ignorância sobre o poder da tecnologia e da engenharia, com destaque à informática de ponta, de inovar e revolucionar técnicas de pesquisa científica<br />
- acima de tudo, falta de interesse de se buscar novos métodos</p>
<p style="text-align: justify;">Se os químicos e físicos estadunidenses e europeus que viveram nos últimos 200 anos pensassem como esses cientistas brasileiros “pensam”, muitas das tecnologias existentes, como o computador e o telefone celular, não existiriam nem em ficções científicas hoje em dia, e ainda se acreditaria que o Sol é composto de fogo de combustão, dado o perpetuamente limitado acervo de tecnologias que estariam disponíveis para estudos de Ciências da Natureza.</p>
<p style="text-align: justify;">E é esse pensamento estagnado – e acusado de interesses escusos por quem vê nessa acomodação uma aliança econômica a favorecer as indústrias laboratoriais que ganham dinheiro vendendo equipamentos ligados à vivissecção – que limita até mesmo que as alternativas sejam desenvolvidas, de modo que os defensores dos direitos dos animais possam mostrar ao mundo que uma metodologia de pesquisa biomédica sem torturar animais é ou será possível.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;"><em>5. Quais são as leis que regulam a experimentação animal no Brasil?<br />
A lei 11.794 de 08/10/2008 também conhecida como “Lei Arouca” regulamenta a prática com animais utilizados para propósito de ensino e pesquisa, restringindo a utilização desses animais somente nos estabelecimentos de ensino superior bem como nos de educação profissional técnica de nível médio da área biomédica. Essa Lei exige que esses estabelecimentos tenham Comissões de Ética e que possam gerenciar, avaliar e autorizar todos os protocolos de pesquisas envolvendo animais. Além disso, as Comissões de Ética devem proteger [sic] os animais utilizados em pesquisa e averiguar se as condições em que eles se encontram são as mais adequadas.<br />
A lei na integra se encontra em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11794.htm</em></p>
<p style="text-align: justify;">A parte que vale comentar é o trecho “as Comissões de Ética devem proteger [sic] os animais utilizados em pesquisa”. A verdade é que não existe proteção nenhuma por parte das comissões de “ética”, fora o vazio discurso do “bem-estar animal” e a censura de uma ou outra experiência de crueldade extrema. E, como pôde ser percebido aqui mesmo neste artigo, falar de condições dignas e respeitosas para esses animais é risível.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;"><em>6. Os animais de laboratório sofrem maus-tratos?<br />
Não, pois os Códigos de Ética impedem os maus-tratos e punem os pesquisadores que não tratarem os animais de acordo com a legislação vigente em seus países. Além disso, se os animais forem expostos a situações que lhes causem estresse ou sofrimento, não oferecerão resultados confiáveis para a pesquisa. Sendo assim, os animais são tratados e acomodados de modo a não sofrer influências do meio exterior (nos biotérios, temperatura, umidade e ciclo de luz são controlados). Além disso, analgésicos e anestésicos são utilizados quando os animais são submetidos a procedimentos que possam causar dor. Esses procedimentos podem ser comparados ao que acontece com os seres humanos quando são submetidos a cirurgias, por exemplo.<br />
O uso de animais em pesquisas é controlado pelas Comissões de Ética que, na forma da lei, aprovam e supervisionam os protocolos. No Brasil existe, desde 2008, uma Lei (11.794 de 08/10/2008) que regulamenta toda a experimentação com animais, protegendo-os contra maus-tratos.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Esse é o auge do risível e da falácia no FAQ vivisseccionista. Todas as suas frases contradizem a realidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Primeiro, faço minhas as palavras de Fernanda Franco, jornalista da Agência de Notícias de Direitos Animais, em mensagem dirigida a mim por e-mail: “Forçar um ser a fazer o que não é de sua vontade ou natureza, e que vai contra o seu bem próprio, já contém os maus-tratos. Exploração sem maus-tratos é um absurdo, é como chuva sem água: impossível, indissociável – toda exploração contém maus-tratos.”</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo, tenta-se esconder uma realidade quase óbvia da experimentação animal: muitas pesquisas requerem de fato o sofrimento dos animais, seja por lhes induzir ao câncer, seja por lhes injetar veneno, seja por inserir em seu sistema circulatório alguma droga cujos efeitos colaterais precisam ser controlados, seja por diversos outros motivos.</p>
<p style="text-align: justify;">Há aquelas também, pelo menos constando em literatura científica internacional muito recente, que explicitamente requereram situações de estresse, como foi o caso recentemente divulgado de <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,estresse-ajuda-ratos-a-lutar-contra-o-cancer-diz-estudo,578418,0.htm" target="_blank"><strong>uma experiência na qual se concluiu que o estresse pode ajudar na retração de quadros de câncer</strong></a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Terceiro, há casos em que a injeção de analgésicos e anestésicos pode interferir negativamente na pesquisa, uma vez que podem acontecer no organismo do animal reações químicas adversas dos atenuantes de dor com a droga a ser testada, podendo, por exemplo, agravar tumores, anular o efeito de uma outra droga ou, em casos mais raros, causar imprevisível reação alérgica em determinados indivíduos, dependendo das peculiaridades do organismo de um ou outro animal.</p>
<p style="text-align: justify;">Quarto, a comparação com a cirurgia humana não faz sentido, porque a vivissecção muitas vezes promove experiências baseadas em tentativa-e-erro, podendo ou não elas falhar e causar trágicas consequências, o que não acontece com as já prontas, consolidadas e bem desenvolvidas operações em seres humanos, cuja chance de falhar é muitíssimo menor que experiências vivisseccionais cujos efeitos ainda estão para ser descobertos.</p>
<p style="text-align: justify;">Quinto, a Lei Arouca tem todo um condicionamento bem-estarista, mas é incapaz de alhear a experimentação animal de sua essência metódica, que é aprisionar, explorar, causar sofrimento e matar seres sencientes. É uma lei que não agrada nem a maioria das ONGs voltadas ao bem-estar animal.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;">A próxima parte deste artigo terá mais perguntas e respostas a serem comentadas, de modo a desmascarar a argumentação de quem está interessado na continuidade da experimentação animal científica no Brasil.</p>
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		<title>FAQ da campanha pró-vivissecção X coerência e direitos animais (Parte 1)</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 12:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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			</a>
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<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" title="vivisseccao 1" src="http://www.digitaljournal.com/img/6/6/2/1/4/9/i/2/7/2/o/Copy_0_mice.jpg" alt="" width="225" height="240" /></p>
<p style="text-align: justify;">A campanha do governo para “conscientizar” a população sobre a alegada importância de se promover a pesquisa com cobaias está aí. Não há apenas os comerciais televisivos, mas também um site (<strong><a href="http://www.eticanapesquisa.org.br/" target="_blank">www.eticanapesquisa.org.br</a></strong>) feito exclusivamente para “esclarecer” os fundamentos do uso de animais em pesquisas. Nesse site, há depoimentos, vídeos e <a href="http://www.eticanapesquisa.org.br/saibamais" target="_blank"><strong>um FAQ (frequently asked questions – perguntas frequentes) sobre o tema</strong></a>.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, o próprio FAQ mostra como são frágeis e incoerentes os argumentos dos vivisseccionistas (cientistas que realizam a vivissecção, a pesquisa com cobaias vivas) perante a verdadeira ética dos direitos animais. É fácil derrubá-los, bastando comentar as respostas dadas às perguntas listadas pelos criadores do site.</p>
<p style="text-align: justify;">Abaixo, e nas próximas partes deste artigo, comento a resposta dada a cada pergunta, desmontando a argumentação usada por quem está interessado em continuar explorando e matando animais em laboratórios.</p>
<p style="text-align: justify;">****</p>
<p style="text-align: justify;"><em>1. O ser humano tem direito de usar o animal em experimentações que beneficiarão o próprio homem </em>[sic]<em>? E como ficam os direitos dos animais?<br />
Deve ficar claro que uso de animais em pesquisas não só beneficia o ser humano, mas também outros animais. Quase todos os grandes avanços na área da saúde durante o século XX utilizaram animais em suas pesquisas.<br />
Sobre o que se convencionou chamar de “direito animal”, entendemos que é obrigação da sociedade assegurar o bem-estar animal através de Leis claras que regulamentem a prática. Sem essa segurança respaldada na Lei, os animais estarão desprotegidos. O Brasil está fazendo sua parte e, desde 2008, tem uma Lei que regulamente a utilização de animais para propósito científico e didático em todo Território Nacional. Aos que infringirem a Lei, punições estão asseguradas.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Em primeiro lugar, a pergunta “O ser humano tem direito de usar o animal em experimentações...?” não foi respondida. Preferiu-se enrolar o “questionador” recorrendo aos alegados benefícios científicos rendidos pela vivissecção ao ser humano e, através da medicina veterinária, aos animais domésticos. Hoje ainda é preferido, mesmo recorrendo-se à hipocrisia, omitir a multicentenária visão antropocêntrica e utilitarista dada pela comunidade científica à vida animal – de que a humanidade é moralmente a espécie superior e, por isso, pode determinar que certos animais não-humanos nasçam para servir perpetuamente aos interesses humanos e não tenham valor algum fora essa utilidade servil.<span id="more-5620"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Em segundo lugar, o conceito de direitos animais foi distorcido e espertamente confundido com o ainda incipiente Direito Animal, que geralmente pode ser compreendido como a seção do Direito reservada aos animais não-humanos enquanto sujeitos de direito. E, aproveitando-se que hoje o foco maior do Direito Animal é o bem-estar dos animais, o combate a atos de crueldade explícita – sendo questões ligadas aos direitos animais propriamente ditos ainda secundárias na atual abordagem legal –, uma nova enrolação foi promovida, dessa vez em torno da suposta obediência aos teóricos critérios de bem-estar estabelecidos na Lei Arouca.</p>
<p style="text-align: justify;">Nada relacionado aos direitos dos animais à vida, à liberdade e a não ser propriedade de outrem é abordado – também pudera, considerando que a vivissecção lhes nega frontalmente esses direitos e os vivisseccionistas ainda não conseguem pensar em qualquer justificativa ética para essa negação. Em outras palavras, a pergunta “E como ficam os direitos dos animais?” também não é verdadeiramente respondida, preferindo-se enrolar o leitor com a falsa preocupação dos cientistas com o bem-estar de seus prisioneiros.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;"><em>2. Todos os animais envolvidos invariavelmente devem ser eutanasiados ao fim do processo de pesquisa?<br />
A maioria dos animais, depois de atingido o objetivo principal da pesquisa, são sacrificados. Em muitos deles, a análise de seus tecidos é fundamental para compreensão dos resultados das pesquisas que estão sendo realizadas. Esses animais são sacrificados de acordo com as regras humanitárias de eutanásia das Comissões de Ética, seguindo procedimentos regulamentados em normas internacionais. Esses procedimentos consistem em abreviar a vida do ser estudado sem dor ou sofrimento.?Além disso, a legislação brasileira, bem como as legislações de vários outros países, não permite que um animal seja reutilizado depois de atingido o propósito inicial da pesquisa.</em></p>
<p style="text-align: justify;">É sabido que nem todos os animais explorados em pesquisas são anestesiados, considerando que nem todas as experiências requerem o assassinato dos mesmos. Tanto que o Artigo 14, parágrafo 2º, diz que “excepcionalmente [sic], quando os animais utilizados em experiências ou demonstrações não forem submetidos a eutanásia, poderão sair do biotério após a intervenção, ouvida a respectiva CEUA quanto aos critérios vigentes de segurança, desde que destinados a pessoas idôneas ou entidades protetoras de animais devidamente legalizadas, que por eles queiram responsabilizar-se”. Ou seja, os animais “de laboratórios” não são invariavelmente executados. Isso bastaria para responder à pergunta.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, interessantemente, o respondedor da pergunta dá um tiro de fuzil no pé, com toda essa exaltação ao assassinato dos animais usados em experiências. Indiretamente ele fala que matá-los é parte essencial das pesquisas de vivissecção. Fala em seguida dos critérios “humanitários” de “eutanásia” desses bichos, mas isso é menos do que insuficiente para desbancar a argumentação dos defensores dos direitos animais.</p>
<p style="text-align: justify;">O que está em jogo na luta pelos direitos animais, ignoram ou desconhecem os formuladores do FAQ, não é se os animais são mortos de forma “digna", mas simplesmente se é direito nosso matá-los. E o que vemos na resposta à pergunta nº2 é que os cientistas arrogam para si esse “direito”, negando para isso o direito dos bichos à vida.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;"><em>3. Em que momento uma pesquisa se torna segura para ser realizada em humanos? E como é feita essa transição?<br />
Após o momento em que os testes com animais apresentam resultados seguros, eles serão realizados em um grupo pequeno de pacientes humanos (fase I) para somente em seguida serem realizado em um grupo expressivo de pacientes voluntários (fases II e III).</em></p>
<p style="text-align: justify;">Isso é uma confissão de que, em certo momento, os testes são inseguros demais para serem reproduzidos em seres humanos. Ou seja, são incertos e falhos demais e poderiam causar sofrimento e até morte nas pessoas que participassem da experiência.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso quer dizer uma coisa: que há sim sofrimento nas pesquisas de vivissecção, sofrimento que foge ao controle da Lei Arouca. É quando as cobaias sofrem, por exemplo, com graves efeitos colaterais dos princípios ativos testados. É de se imaginar a agonia de um camundongo quando tem injetada em seu corpo uma droga cujos efeitos adversos ainda eram desconhecidos. Mesmo que seja eutanasiado pelo cientista uma hora depois de ter ingerido o medicamento em teste, ele sofreu, de qualquer jeito. E ainda foi morto precocemente depois de tudo.</p>
<p style="text-align: justify;">Considerando que, segundo os cientistas, o corpo do camundongo tem muitas semelhanças fisiológicas com o corpo humano, o que é inseguro para um é inseguro para outro de acordo com a própria lógica deles. Por que então pesquisas inseguras são realizadas em animais então, mesmo sabendo-se que estes poderão sofrer até a morte com os efeitos de tais experiências? Isso mostra como a argumentação bem-estarista dos formuladores da campanha é frágil, incoerente e muito contraditória.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;">Para deixar este artigo mais confortável de se ler, eu o dividi em partes. As próximas partes trarão mais perguntas e respostas desse FAQ que serão comentadas e desmascaradas, pelo bem dos animais não-humanos.</p>
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		<title>Abusos éticos na ciência</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 19:50:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aprisionamento de Animais]]></category>
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		<description><![CDATA[Maioria dos cientistas já testemunhou abuso ético A maioria dos cientistas já testemunhou ou se envolveu em casos de infração científica como falsificação de dados ou plágio. É isso que revela um estudo inédito conduzido pelo Simmons College, dos Estados Unidos. De um total de 2.599 cientistas americanos e canadenses com pesquisas financiadas pelos Institutos [...]


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<li><a href='http://consciencia.blog.br/2010/05/pedir-estudos-eticos-sobre-criacao-de-vida-artificial-e-hipocrisia.html' rel='bookmark' title='Permanent Link: Pedir estudos éticos sobre criação de vida artificial é hipocrisia'>Pedir estudos éticos sobre criação de vida artificial é hipocrisia</a></li>
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<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/770762-maioria-dos-cientistas-ja-testemunhou-abuso-etico.shtml" target="_blank"><strong><em>Maioria dos cientistas já testemunhou abuso ético</em></strong></a></p>
<p style="text-align: justify;"><em>A maioria dos cientistas já testemunhou ou se envolveu em casos de infração científica como falsificação de dados ou plágio. É isso que revela um estudo inédito conduzido pelo Simmons College, dos Estados Unidos.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>De um total de 2.599 cientistas americanos e canadenses com pesquisas financiadas pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês), 84% disseram já ter presenciado ou participado de infrações científicas.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Dentre os cientistas que participaram direta ou indiretamente de um trabalho com dados fraudulentos, 63% disseram ter tentado intervir para evitar o abuso.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>As informações, coletadas por meio de um questionário enviado por e-mail aos cientistas, respondido anonimamente, estão na edição desta quinta-feira (22) da revista "Nature". </em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Se fôssemos estender esse conceito de ética científica à exploração de seres sencientes, a porcentagem de cientistas da área de biomedicina a terem presenciado ou praticado abusos éticos seria 100%.</p>
<p style="text-align: justify;">Para quem diz "tratar com respeito e dignidade" os animais "de laboratório" mas de fato promove torturas <a href="http://consciencia.blog.br/2010/07/frase-da-semana-18-2407.html" target="_blank"><strong>mengelianas</strong></a> uma pior que a outra, violar a ética é fichinha.</p>
<p style="text-align: justify;">Sem contar que o próprio ato de usar os animais em laboratório é <em>per se</em> uma violação ética.</p>
<a href="http://www.seomaster.com.br/bookmark.html" style="border:none; text-decoration:none" onmouseover="sb_plugin('http://consciencia.blog.br/2010/07/abusos-eticos-na-ciencia.html','Abusos éticos na ciência'); return sb_showMenu(this)" onmouseout="sb_close()" onclick="return sb_open()"> 
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		<title>Frase da semana (18-24/07)</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 12:15:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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		<description><![CDATA["Os mais perversos torturado[re]s são infantis pertos dos cientistas. Temos milhares de Josef Mengele espalhados por ai." Sygmund Tyfroid comentando notícia sobre a campanha pró-vivisseccionista do governo federal e de organizações científicas no Estadao.com.br Abaixo um pouco sobre Josef Mengele, o Anjo da Morte nazista, extraído da Wikipédia: Em suas experiências com seres humanos em [...]


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<p style="text-align: justify;"><strong><em>"Os mais perversos torturado[re]s são infantis pertos dos cientistas. Temos milhares de Josef Mengele espalhados por ai."</em></strong> Sygmund Tyfroid comentando <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,campanha-defende-cobaia-em-pesquisas,574225,0.htm" target="_blank"><strong>notícia sobre a campanha pró-vivisseccionista do governo federal e de organizações científicas no Estadao.com.br</strong></a></p>
<p>Abaixo um pouco sobre Josef Mengele, o Anjo da Morte nazista, extraído da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Josef_Mengele" target="_blank"><strong>Wikipédia</strong></a>:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>Em suas experiências com seres humanos em <a title="Auschwitz" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Auschwitz">Auschwitz</a>, ele injetou tinta azul em olhos de crianças, uniu as veias de gêmeos, deixou pessoas em tanques de água gelada para testar suas resistências, amputou membros de prisioneiros e coletou milhares de órgãos em seu laboratório.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>A partir de <a title="1943" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1943">1943</a>, os gémeos eram seleccionados e colocados em barracões especiais. Quando na rampa de selecção localizava gêmeos, os irmãos eram colocados num recinto especial e eram tratados melhor que os restantes internos. Praticamente todas as experiências de Mengele careciam de valor científico, mas foram financiadas pelo governo nazi. Incluíam, por exemplo, tentativas de mudar a cor dos olhos mediante injecções de substâncias químicas nos olhos de crianças, amputações diversas e outras cirurgias brutais e, pelo menos numa ocasião, uma tentativa de criar siameses artificialmente mediante a união de veias de irmãos gémeos (a operação foi um fracasso e o único resultado foi que as mãos dos pacientes se infectaram gravemente). As pessoas objeto de experiências de Mengele, no caso de sobreviverem, foram quase sempre assassinadas depois para dissecação.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Em cooperação com outros médicos, Mengele tentou também encontrar um método de esterilização em massa; muitas das vítimas foram mulheres a quem injectava diversas substâncias, sucumbindo muitas delas ou ficando estéreis noutros casos.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Mengele fez experiências com ciganos e judeus que tinham doenças hereditárias como nanismo, síndrome de Down, irmãos siameses e outras afecções e dissecou vivas algumas pessoas mestiças, submergindo depois os seus cadáveres numa tina com um líquido que consumia as carnes, deixando livres os ossos. Os esqueletos eram enviados para Berlim como macabro mostruário da degeneração física dos judeus ou outros.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Por vezes realizava sessões de tortura submergindo em água gelada prisioneiros fortes para observar as suas reacções ante a <a title="Hipotermia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hipotermia">hipotermia</a>. Também cooperou com o seu equivalente da Força Aérea, o médico <a title="Sigmund Rascher (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Sigmund_Rascher&amp;action=edit&amp;redlink=1">Sigmund Rascher</a><a title="Luftwaffe" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Luftwaffe">Luftwaffe</a>, em algumas experiências em que submetia pessoas a mudanças de <a title="Pressão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Press%C3%A3o">pressão</a> extremas, e os indivíduos morriam com horrorosas convulsões por excessiva pressão intracraniana. Rascher foi o equivalente de Mengele na experimentação em seres humanos, mas com fins militares. A sua perversidade andava a par da de Mengele, mas a sua história e final foram muito distintos.</em> da</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Devido as atrocidades cometidas por ele durante a guerra, seu título de Doutor foi revogado pelas Universidades de <a title="Universidade de Frankfurt" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_de_Frankfurt">Frankfurt</a> e <a title="Universidade de Munique" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_de_Munique">Munique</a>.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Mengele fez numa ocasião carregar um vagão de trem com caixões que os prisioneiros notaram "demasiado pesados para o seu volume". Os caixões iam com destino a Günzburg e alguns prisioneiros deduziram correctamente que continham lingotes de ouro, provenientes das extracções dentárias das vítimas do campo. Este foi um dos primeiros indícios de que Mengele tinha pressentido o fim da <a title="Alemanha Nazi" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alemanha_Nazi">Alemanha Nazi</a>.</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Leia o artigo <a href="http://consciencia.blog.br/2010/07/responsabilidade-etica-respeito-de-mentira.html" target="_blank"><strong>Responsabilidade, ética e respeito... de mentira</strong></a> e a sequência "<a href="http://consciencia.blog.br/?s=Mais+uma+pervers%C3%A3o+de+cientistas+torturadores" target="_blank"><strong>Mais uma perversão de cientistas torturadores</strong></a>" e verá que de fato o que não falta por aí são novos Anjos da Morte torturando e matando animais não-humanos, com técnicas que muitas vezes deixariam os doutores nazistas com inveja.</p>
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		<title>Mais uma perversão de cientistas torturadores (Parte 48)</title>
		<link>http://consciencia.blog.br/2010/07/mais-uma-perversao-de-cientistas-torturadores-parte-48.html</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 04:23:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acupuntura e reiki agora têm explicação científica Pesquisas recentes comprovam efeitos benéficos e até encontram explicações científicas para acupuntura e reiki. Estudos sobre o assunto, antes restritos às universidades orientais, ganharam espaço entre pesquisadores americanos, europeus e até brasileiros. Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou uma denominação especial para esses métodos: são as [...]


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			</a>
		</div>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em><a href="http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI152042-17770,00-ACUPUNTURA+E+REIKI+AGORA+TEM+EXPLICACAO+CIENTIFICA.html" target="_blank"><strong>Acupuntura e reiki agora têm explicação científica</strong></a></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Pesquisas recentes comprovam efeitos benéficos e até encontram explicações científicas para acupuntura e reiki. Estudos sobre o assunto, antes restritos às universidades orientais, ganharam espaço entre pesquisadores americanos, europeus e até brasileiros. Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou uma denominação especial para esses métodos: são as terapias integrativas.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Um artigo ex</em>[plicando o ]<em>mecanismo da acupuntura contra a dor foi publicado por pesquisadores da Universidade de Rochester na revista Nature Neuroscience em 30 de maio. Criada há quatro mil anos, a prática consiste na aplicação de agulhas em pontos do corpo. Pela explicação tradicional, ela ativa determinadas correntes energéticas para equilibrar a energia do organismo. </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Cientificamente, as agulhas teriam efeitos no sistema nervoso central (cérebro e espinha dorsal). As células cerebrais são ativadas e liberam endorfina, um neurotransmissor responsável pela sensação de relaxamento e bem-estar. O estudo dos nova-iorquinos descobriu uma novidade: a terapia, que atinge tecidos mais profundos da pele, teria efeitos no sistema nervoso periférico. As agulhas estimulam também a liberação de outro neurotransmissor, a adenosina, com poder antiinflamatório e analgésico.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>No experimento com <span style="color: #8b0000;">camundongos com <strong>dores</strong> nas patas</span> </em><span style="color: #696969;">[logicamente induzidas por ação humana (violência)]</span><em>, cientistas aplicavam as agulhas no joelho do animal. Eles constataram que o nível de adenosina na pele da região era 24 vezes maior do que o normal e que houve uma redução do <strong>desconforto</strong> em dois terços. </em><span style="color: #696969;">[Para quem diz que experimentação animal não causa dor ou sofrimento, essa é uma boa prova em contrário.]</span></p>
<p style="text-align: justify;"><em>A equipe tentou potencializar a eficácia da terapia, colocou um medicamento usado para tratar câncer nas agulhas. A droga aprimorou o tratamento: o nível de adenosina  e a duração dos efeitos no organismo dos aniamis <span style="text-decoration: line-through;">praticamente tripli</span>quase triplicou e o tempo de duração dos efeitos no organismo dos ratos também triplicou. Mas este método não poderia ser feito em humanos porque o medicamento ainda não é usado clinicamente. “O próximo passo é testar a droga em pessoas, para aperfeiçoá-la ou para encontrar outras drogas com o mesmo efeito”, diz Maiken Nedergaard, coordenadora do estudo.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span id="more-5600"></span><br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Reiki</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Seus praticantes acreditam nos efeitos benéficos da energia das mãos do terapeuta colocadas sobre o corpo do paciente contra doenças. Para entender as alterações biológicas do reiki, o psicobiólogo Ricardo Monezi testou o tratamento <span style="color: #8b0000;">em <strong>camundongos com câncer</strong></span>. “O animal não tem elaboração psicológica, fé, crenças e a empatia pelo tratador. A partir da experimentação com eles, procuramos isolar o efeito placebo”, diz. Para a sua pesquisa na USP, Monezi escolheu o reiki entre todas as práticas de imposição de mãos por tratar-se da única sem conotação religiosa.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>No experimento, a equipe de pesquisadores dividiu 60 <strong><span style="color: #8b0000;">camundongos com tumores</span></strong> em três grupos. <span style="color: #8b0000;">O grupo controle não recebeu nenhum tipo de tratamento</span>; o grupo “controle-luva” recebeu imposição com um par de luvas preso a cabos de madeira; e o grupo “impostação” teve o tratamento tradicional sempre pelas mãos da mesma pessoa. </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Depois de <strong><span style="color: #8b0000;">sacrificados</span></strong>, os animais foram avaliados quanto a sua resposta imunológica, ou seja, a capacidade do organismo de destruir tumores. Os resultados mostraram que, nos animais do grupo “impostação”, os glóbulos brancos e células imunológicas tinham dobrado sua capacidade de reconhecer e destruir as células cancerígenas.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Não sabemos ainda distinguir se a energia que o reiki trabalha é magnética, elétrica ou eletromagnética. Os artigos descrevem- na como ‘energia sutil’, de natureza não esclarecida pela física atual”, diz Monezi. Segundo ele, essa energia produz ondas físicas, que liberam alguns hormônios capazes de ativar as células de defesa do corpo. A conclusão do estudo foi que, como não houveram </em><span style="color: #696969;">[sic]</span><em> diferenças significativas nos os grupos que não receberam o reiki, as alterações fisiológicas do grupo que passou pelo tratamento não são decorrentes de efeito placebo. </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>A equipe de Monezi começou agora a analisar os efeitos do reiki em seres humanos. O estudo ainda não está completo, mas o psicobiólogo adianta que o primeiro grupo de 16 pessoas, apresenta resultados positivos. “Os resultados sugerem uma melhoria, por exemplo, na qualidade de vida e diminuição de sintomas de ansiedade e depressão”. O trabalho faz parte de sua tese de doutorado pela Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp).</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>E esses não são os únicos trabalhos desenvolvidos com as terapias complementares no Brasil. A psicobióloga Elisa Harumi, avalia o efeito do reiki em pacientes que passaram por quimioterapia; a doutora em acupuntura Flávia Freire constatou melhora de até 60% em pacientes com apnéia do sono tratados com as agulhas, ambas pela Unifesp. A quantidade pesquisas recentes sobre o assunto mostra que a ciência está cada vez mais interessada no mecanismo e efeitos das terapias alternativas.</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">As experiências não respondem à pergunta sobre se reiki e acupuntura funcionam mesmo (a acupuntura, no entanto, tem uns estudos que a tornam eficaz em seres humanos, se não me engano), uma vez que não foram feitas em seres humanos, mas custaram sofrimento para todos os animais (seja com dores nas patas, seja com o câncer consumindo seus corpos) e a morte para vários deles (assassinados para estudo posterior na pesquisa sobre reiki).</p>
<p style="text-align: justify;">É triste ver essas técnicas sendo postas em prática e testadas à base de muita violência e tortura contra animais não-humanos. O monge Mikao Usui, criador do reiki, e os primeiros acupunturistas devem estar se revirando no túmulo com o fato de que estão torturando e matando seres sencientes para que suas técnicas funcionem.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">P.S: detalhe para os vários defeitos de digitação e gramática na reportagem. Esse jornalismo de hoje, hein?</p>
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		<title>Conscientização ambientalista e animalista: reações furiosas, paradigmas de pensamento e preconceitos</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jul 2010 21:07:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Algo muito visto hoje em dia é a rejeição ofensiva aos ideais do ambientalismo e do abolicionismo animal. Muita gente, mesmo algumas pessoas que se dizem politizadas e ávidas por um mundo melhor, quando se deparam com um debate sobre direitos animais e a interrupção do modelo tradicional insustentável de desenvolvimento econômico num blog ou [...]


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<p><img class="aligncenter" title="xingamentos" src="http://petcivilufjf.files.wordpress.com/2010/05/palavrao.jpg" alt="" width="371" height="240" /></p>
<p style="text-align: justify;">Algo muito visto hoje em dia é a rejeição ofensiva aos ideais do ambientalismo e do abolicionismo animal. Muita gente, mesmo algumas pessoas que se dizem politizadas e ávidas por um mundo melhor, quando se deparam com um debate sobre direitos animais e a interrupção do modelo tradicional insustentável de desenvolvimento econômico num blog ou fórum de debates públicos, costuma reagir com desdém e até grosseria aos argumentos apresentados. Tentarei abaixo descrever melhor minha experiência recente convivendo com esse comportamento e especular por que ele acontece.</p>
<p style="text-align: justify;">Tenho visto, em diversos debates lançados por mim ou por outros defensores ambientalistas ou animalistas, que as reações mais frequentes vão do desdém raivoso (“Vai arrumar o que fazer, vai arrumar mulher!”, “De novo esses ecochatos?!”, “Esses vegans são uns pentelhos mesmo...”, “Quanta frescura, quanta ecochatice!”, “por que você não experimenta viver sem remédios?” etc.) à contra-argumentação ofensiva, na qual uma troca de argumentações até acontece, mas o lado receptor termina descambando no baixo nível, com agressividade e ataques ad hominem. Isso sem falar no clássico “Enquanto crianças estão morrendo de fome, você vem falar de animais (ou de mato)?!”</p>
<p style="text-align: justify;">Nos meus debates mais recentes (este artigo é de julho de 2010), em que abordei o desmatamento do estuário onde se localiza o Porto de Suape e a campanha do governo e de organizações científicas em favor do uso de animais em pesquisa, percebi a mesma linha de reações. Ainda houve uma contraparte de pessoas que apoiaram meu discurso e até tentaram defendê-lo para os opostos – bem menor no caso do texto sobre a experimentação animal –, mas terminou prevalecendo a reação raivosa.</p>
<p style="text-align: justify;">Em vez de pessoas desejosas de conhecer a ideia e pensar um pouco melhor se o que pensavam até então não era algo tão óbvio, ou querendo expor contra-argumentos num debate civilizado em que se dissesse, por exemplo, “Veja bem, não é assim como você pensa, porque...”, o que vi foi infelizmente uma demonstração forte de incômodo com o que foi exposto. A ideia exposta, mesmo que não fizesse apologia a qualquer forma de violência, injustiça  ou supremacismo – muito pelo contrário, observe-se – nem incidisse em acusações injustas, gerou um furor contagiante, com acusações de “choradeira” e “criticar por criticar”, ironias e outras formas de desdém.<span id="more-5576"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Algumas pessoas opostas, mesmo de forma agressiva, mostraram seus pontos de vista, cuja compilação posso resumir em dois tópicos:<br />
- O progresso é essencial à humanidade, mesmo que seja promovido a qualquer custo, mesmo que destrua todo o verde do mundo. Não há meio termo, mas sim uma dicotomia inviolável: ou se devasta e se polui tudo aquilo que seja “necessário” derrubar e contaminar para salvar os seres humanos da pobreza e do atraso, ou se preserva o verde que resta, fazendo a civilização correr o risco de cair na estagnação ou mesmo na retração tecnológica.<br />
- Os interesses dos seres humanos são supremos no planeta, pelo fato de o ser humano ser a espécie superior e dominante. Mesmo dez mil animais não-humanos, tais como camundongos “de laboratório” ou bois do gado “de corte”, não valem o que uma única pessoa vale. Assim sendo, é perfeitamente justificável infligir sofrimento e morte aos bichos que servem à humanidade (como carne ou como cobaias) para que esta seja poupada de sofrer e não seja privada de suas necessidades.</p>
<p style="text-align: justify;">E alguns expressaram: quem se opusesse a esse pensamento deveria seguir uma vida silvestre numa floresta, afastado de qualquer tecnologia, e recusar qualquer tratamento medicamentoso, mesmo que morresse nessas condições.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, houve muitas cobranças de que eu mostrasse alternativas prontas – ou disponíveis a curto prazo – e obviamente aprováveis tanto à destruição da vegetação estuarina que rodeia Suape como às experiências em cobaias. Se eu não as mostrasse, meus argumentos não valeriam de nada, seriam vazios, nada além de um inócuo “criticar por criticar”. Ignorou-se (reconheço também que deixei de expor esse detalhe) que já há militantes das causas atuando para trazer, a médio ou longo prazo a despeito das cobranças dos críticos, essas alternativas, e que estas invariavelmente requerem tempo, interesse generalizado, empenho, paciência e, acima de tudo, uma teoria ética pré-existente que justifique tal trabalho material.</p>
<p style="text-align: justify;">A impressão que dá é que a teoria não pode influenciar a realidade e só pode ser gerada e exposta quando existir um precedente material pronto, ignorando-se que a teoria é que justifica a criação do material que, uma vez aplicado, servirá de alternativa ao paradigma destrutivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Não condeno ninguém por manifestar tais atitudes nem comento particularmente cada um que as manifestou, até porque não é costume meu falar de pessoas, mas sim de ideias. Mas posso analisar o paradigma social por trás de tudo isso.</p>
<p style="text-align: justify;">Percebe-se que ainda prevalece com força na sociedade o pensamento antropocêntrico e imediatista, pelo qual vale tudo para se garantir o bem-estar dos seres humanos de hoje, em detrimento dos seres não-humanos e mesmo dos interesses das gerações humanas futuras. O que vale são as pessoas de hoje, que vivem agora.</p>
<p style="text-align: justify;">Terminam assim excluídos do círculo moral prevalente os humanos do futuro, que no presente  nada mais são do que personagens inexistentes, restritos neste instante à mera imaginação humana e cuja existência futura não é sequer certa, e os animais do presente, que, não tendo concepções racionais de senso moral nem capacidade de verbalizar seus interesses, sentimentos e sofrimentos, são julgados seres inferiores, entes marginais perante as supremacistas vontades humanas e exploráveis em prol do engrandecimento da vida humana atual.</p>
<p style="text-align: justify;">Há uma carência crônica de senso de alteridade, de capacidade ético-moral para se pôr no lugar de outrem – do boi que sente cheiro de sangue e muge alto às portas do matadouro, do camundongo que sibila sofrendo de câncer ou do indivíduo humano que, nascido no século 22, encontra condições ambientais degradadas e hostis demais para permitir uma vida minimamente confortável.</p>
<p style="text-align: justify;">Não se tem o costume de pensar que, em vez de camundongos ou caranguejos, os seres ameaçados e tratados como inferiores poderiam ser (ou melhor, às vezes são) os próprios humanos. O mesmo indivíduo que esculacha “ecochatos” não se põe na pele, por exemplo, de um pescador que, mesmo morando a dezenas de quilômetros de Suape, será alheado de seu ganha-pão pela escassez de peixes no mar de Boa Viagem ou de Candeias, onde pesca. O mesmo que desqualifica com ad hominem o defensor animal contrário à vivissecção não se dá ao trabalho de imaginar que poderia ter nascido como um cão “de laboratório”, preso perpetuamente num canil individual e submetido a experiências tortuosas, em vez de como humano livre.</p>
<p style="text-align: justify;">Além do interesse imediatista e egoísta e da carência de alteridade, é marcante o aprisionamento das ideias das pessoas a dicotomias que não dificilmente se mostram falsas – por exemplo, ou o camundongo ou o ser humano, não havendo possibilidade de ambos saírem vivos e sãos mesmo num futuro próximo; ou o mangue ou o desenvolvimento de Suape, não existindo a alternativa do desenvolvimento sustentável que poupe o manguezal e redefina a posição geográfica das indústrias do futuro. Para se livrar desse pensamento dicotômico, a pessoa exige que sejam apresentadas alternativas prontas para serem aplicadas, ignorando-se, repito, que a teoria é essencial para que haja a criação material das novas opções.</p>
<p style="text-align: justify;">E a grosseria, a reação raivosa, a disposição de atacar em vez de questionar ou debater? Posso atribuí-la ao apego visceral ao modelo de vida vigente, paralelamente aos preconceitos existentes sobre os ambientalistas e defensores dos animais. Acha-se erroneamente que os “ecochatos”, aqueles que denunciam mas não dão alternativas a priori prontas, querem abolir as tecnologias poluentes sem dar uma contrapartida sustentável e ameaçam o progresso econômico em curso, sendo ignorados em seus apelos ao desenvolvimento sustentável.</p>
<p style="text-align: justify;">Da mesma forma, os defensores animais, cada vez mais generalizados pelo lado mais maldoso do senso comum como “vegans” (forma inglesa de “veganos”, usada muitas vezes em tom de menosprezo), são vistos como gente que prefere a vida animal não-humana à humana, ignorando-se que a defesa da libertação animal é pela igualdade moral das espécies sencientes, não pela inversão do desequilíbrio da balança, e também que a argumentação antivivisseccionista leva em conta que é a pressão ativista que irá inspirar alternativas de pesquisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse preconceito inclui-se também a rejeição a tudo aquilo que supostamente ameace o status quo de desenvolvimento, “avanço” científico, bem-estar e conforto. Não se pensa que a proposta é mudar o sistema, reformando aos poucos os métodos de desenvolver e pesquisar, mas sim que é acabar com ele e não deixar nada no lugar, o que gera medo e reação viscerais. Pois, afinal, quem traz ideias “idiotas” e “absurdas” tem mais é que ser esculachado e ridicularizado – pensa-se. Poucos conseguem canalizar esses sentimentos de modo a questionar racionalmente a validade dos argumentos ambientalistas e animalistas.</p>
<p style="text-align: justify;">São esses preconceitos e as reações raivosas de muitos leitores que tornam a conscientização um fardo para quem a conduz. Uma vez que faltam às pessoas o sentimento da alteridade e noções básicas de direitos animais e ambientalismo sustentabilista, faz-se necessário que os conscientizadores trabalhem em introduções ou recomendem artigos ou livros que introduzam a esses assuntos.</p>
<p style="text-align: justify;">Que fique claro, todavia, que a reação antipática não deve intimidar quem conscientiza. Houve resistência furiosa em outros momentos da história – por exemplo, à conquista de direitos civis pelas mulheres e à abolição da escravidão humana –, e estamos em um momento  semelhante, em que há um mundo melhor no horizonte e este só será conquistado com persistência e cabeça fria.</p>
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		<title>Mais uma perversão de cientistas torturadores (Parte 47)</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jul 2010 19:49:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antropocentrismo]]></category>
		<category><![CDATA[Aprisionamento de Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Barbárie]]></category>
		<category><![CDATA[Burrice e Malignidade]]></category>
		<category><![CDATA[Como os Animais São Vistos]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Animais]]></category>
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		<category><![CDATA[Especismo e Arrogância Humana]]></category>
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		<category><![CDATA[Maus Tratos e Crueldade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícia Julho 2010]]></category>
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		<category><![CDATA[Pérolas]]></category>
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		<category><![CDATA[Ética e Moral]]></category>

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<p style="text-align: justify;">O cachorro é considerado o "melhor amigo do ser humano". Já o ser humano é o pior inimigo do camundongo albino. A maioria dos posts da sequência "Mais uma perversão de cientistas torturadores" não me deixa mentir, e este novamente expõe uma barbárie feita em nome da ciência contra essa espécie.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,estresse-ajuda-ratos-a-lutar-contra-o-cancer-diz-estudo,578418,0.htm" target="_blank"><strong>Estresse ajuda ratos a lutar contra o câncer, diz estudo</strong></a></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Um pouco de estresse pode fazer bem para o corpo, ajudando a afastar o câncer, informam cientistas. <span style="color: #b22222;">Experimentos com camundongos mostram que <strong>os animais submetidos a situações estressantes, até mesmo a combates com outros camundongos</strong></span>, conseguiram se sair melhor <span style="color: #b22222;">contra o <strong>câncer</strong> do que camundongos deixados em paz</span>.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Os pesquisadores dizem que as descobertas, apresentadas na revista especializada Cell </em><span style="color: #696969;">[Tendo aceitado publicar uma pesquisa de tamanha crueldade como essa, começo a crer que o nome foi inspirado na maldade daquele vilão de Dragon Ball Z, chamado Cell.]</span><em>, apontam para um possível tratamento neurológico para o câncer.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>"O modo de vida, o como vivemos</em> <span style="color: #888888;">[Como <strong>nós</strong> vivemos? Ou como <strong>os camundongos</strong>, espécie distinta, vivem? Ah a velha presunção de cientistas de dizer que experiências torturando camundongos darão certo indubitavelmente em seres humanos...]</span><em>, pode muito bem ter um impacto muito maior no prognóstico do câncer do que vinha sendo reconhecido", disse o professor de neurociência Matthew During.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #b22222;"><em>A equipe de During <strong>injetou melanoma em camundongos, um tipo de câncer de pele, e deixou os tumores crescerem</strong>. Alguns dos animais foram postos numa grande <strong>gaiola</strong>, com muitos brinquedos, espaço e muito mais camundongos que o normal</em><span style="color: #696969;">[, para lhes provocar o estresse]</span>.<em><br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #8b0000;"><em>Outros ficaram em gaiolas comuns de laboratório.<span id="more-5522"></span></em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Depois de três semanas, os tumores haviam encolhido quase pela metade nos animais deixados na gaiola "estimulante" </em><span style="color: #696969;">["estimulante" = eufemismo vergonhoso de <strong>estressante</strong>, <strong>angustiante</strong>]</span><em>,  e em 77% depois de sete semanas. Sem tratamento algum, a doença desapareceu em 17% desses camundongos. <span style="color: #8b0000;">Nos animais deixados nas gaiolas comuns, <strong>o câncer continuou a crescer normalmente</strong> </span></em><span style="color: #696969;">[Até morrerem, certamente.]</span><em><span style="color: #8b0000;">.<br />
</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>During acredita que algo mais do que simples estimulação agiu sobre os animais da gaiola coletiva. <span style="color: #8b0000;">Os camundongos de lá também ficaram um tanto estressados.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #8b0000;"><em>"Você vê em alguns deles marcas de mordida e de briga", disse ele. "Não foi tudo amistoso".</em></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Embora o senso comum indique que o estresse não é uma coisa saudável, a resposta do corpo a situações estressantes é complexa, e hormônios liberados por causa do estresse podem ter efeitos positivos.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Para mostrar que os benefícios não vinham do exercício físico, os camundongos isolados receberam rodas de corrida. Eles correram até três vezes mais que os da gaiola coletiva, mas sem benefícios contra o câncer.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Experimentos mostraram que os camundongos do ambiente estressado estavam produzindo mais de uma substância do cérebro chamada fator neurotrófico derivado do cérebro. Esses composto reduz a produção de leptina, um hormônio ligado ao apetite e também associado ao melanoma e ao câncer de mama e de próstata.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Embora <strong>a leptina e o próprio melanoma tenham comportamentos diferentes em seres humanos e em camundongos</strong>, os pesquisadores <strong>acreditam</strong> que os resultados podem ajudar a revelar mecanismos ligados à doença também nas pessoas. </em><span style="color: #696969;">[Daí para dizer que a relação estresse X câncer <strong>realmente acontece</strong> em seres humanos, é uma distância mais que relevante, não acham?]</span><em><br />
</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Duas torturas em uma, não é fantástico? A tortura de ter um câncer crescendo mais a tortura do estresse, que, de tão intenso, provocou agressividade e violência entre os animais. Ou melhor, digo, pior: três torturas: houve também a situação de prisão, de privação de liberdade, que é uma tortura para qualquer ser senciente que tenha um sistema nervoso minimamente complexo.</p>
<p style="text-align: justify;">Se esse teste tivesse sido feito em um aglomerado de pessoas, que tivessem vivido aprisionadas durante toda a vida, com  injeção de células cancerígenas e provocação de estresse a ponto de causar violência entre <small>@</small>s prisioneir<small>@</small>s, seria denunciado ao mundo como uma monstruosidade, uma aberração criminosa só comparável aos campos de concentração nazistas, uma afronta mais que óbvia aos direitos humanos. Mas, como são "apenas" animais, "apenas" camundongos, a tortura é livre, e os Frankensteins realizadores de tal perversidade não correm risco nenhum de enfrentar processos ou ser presos por crueldade contra animais.</p>
<p style="text-align: justify;">Parabéns a essa equipe de gente dotada de insensibilidade e maldade. Em nome da ciência, promoveu-se mais uma vez uma épica crueldade, uma múltipla tortura.</p>
<p style="text-align: justify;">Não invoco mais a ALF (Animal Liberation Front) na sequência de experiências de tortura contra animais "de laboratório", mas no fundo dá aquele desejo de que uma ação direta de libertação desses animais e destruição das gaiolas tivesse impedido essa experiência criminosa de acontecer e poupado os animais de tanto sofrimento.</p>
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		<title>Qual o verdadeiro interesse da ciência vivisseccionista? Salvar vidas humanas ou alimentar um mercado?</title>
		<link>http://consciencia.blog.br/2010/07/qual-verdadeiro-interesse-da-ciencia-vivisseccionista-salvar-vidas-humanas-ou-alimentar-um-mercado.html</link>
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		<pubDate>Sat, 10 Jul 2010 00:51:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Animais Tratados como Propriedade]]></category>
		<category><![CDATA[Antropocentrismo]]></category>
		<category><![CDATA[Aprisionamento de Animais]]></category>
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		<category><![CDATA[Ética e Moral]]></category>

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		<description><![CDATA[Essa pergunta é respondida pela bióloga Sônia Felipe, em um artigo que recomendo para todo mundo que tenha assistido ao comercial da famigerada campanha do governo federal e de organizações cientificas em prol da exploração de animais em pesquisas biomédicas. Divulgar o artigo abaixo fará a diferença na investida d@s defensoræs dos direitos animais para [...]


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<p style="text-align: justify;">Essa pergunta é respondida pela bióloga Sônia Felipe, em um artigo que recomendo para todo mundo que tenha assistido <a href="http://consciencia.blog.br/2010/07/responsabilidade-etica-respeito-de-mentira.html" target="_blank"><strong>ao comercial da famigerada campanha do governo federal e de organizações cientificas em prol da exploração de animais em pesquisas biomédicas</strong></a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Divulgar o artigo abaixo fará a diferença na investida d@s defensoræs dos direitos animais para reparar os danos da desinformação propagada pela campanha.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.pensataanimal.net/artigos/38-soniatfelipe/166-vivisseccao-um-negocio-indispensavel-aos-qinteressesq-da-cienciaq" target="_blank"><strong>Vivissecção: um negócio indispensável aos "interesses" da ciência"?</strong></a><br />
por Sônia T. Felipe, publicado em 2007 no site Pensata Animal</p>
<p style="text-align: justify;">Cientistas e pesquisadores que investigam as doenças que afligem humanos são treinados em centros de pesquisa na prática criminosa da vivissecção, proibida pela Lei 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, quando há métodos substitutivos. Em muitos casos, a vivissecção é o único método no qual a inteligência científica recebe treinamento. Nos últimos quarenta anos, a pesquisa biomédica centrou esforços em experimentos com "modelos" obtidos às custas do sofrimento e morte de animais não-humanos, usados para espelhar as doenças produzidas num ambiente físico e mental humano. Entre essas estão o câncer, os acidentes vasculares, a hipertensão, a hipercolesterolemia, o diabetes, a esclerose múltipla, as degenerações neurológicas conhecidas por mal de Parkinson e mal de Alzheimer, a "depressão" e outras formas de sofrimento psíquico. Ratos, camundongos, cães, símios, cavalos, porcos e aves são comercializados no mercado vivisseccionista.</p>
<p style="text-align: justify;">Só para dar um exemplo: calcula-se que sejam 2,6 milhões de humanos sofrendo de esclerose múltipla ao redor do planeta. Os medicamentos obtidos a partir da vivissecção de roedores fracassaram. Cientistas reconheceram que a causa da doença é "ambiental", contribuindo para ela diferentes genes, não apenas um. Os medicamentos disponíveis hoje, de origem microbiana, não resultaram da vivissecção, e sim da codificação da estrutura físico-química deles (Greek &amp; Greek, Specious Science).</p>
<p style="text-align: justify;">Não sendo aquelas doenças de origem genética nem hereditária, qual seria o propósito científico em se insistir na arquitetura do modelo animal para buscar a cura delas?<span id="more-5518"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Talvez se possa saber a resposta, olhando para os interesses financeiros (reais "benefícios humanos"?), em jogo na base, em volta e por detrás da atividade vivisseccionista acadêmica e dos negócios que ela encobre. Consultando-se a tabela de preços das empresas que fornecem camundongos geneticamente modificados para pesquisas vivisseccionistas, por exemplo, começamos a ter uma idéia do que se esconde por detrás do argumento do "benefício humano", que os vivisseccionistas defensores da legalização desta prática anti-ética usam como escudo para protegerem-se das críticas abolicionistas.</p>
<p style="text-align: justify;">A pesquisa com animais vivos "beneficia interesses humanos": o preço de um camundongo geneticamente modificado, para citar apenas uma espécie usada na vivissecção, pode variar de U$ 100,00 a U$ 15.000,00 dólares a unidade. Os utensílios para o devido manejo de um animal desses não são oferecidos por preços camaradas. Um aparelho para matar, de forma "humanitária", animais usados na pesquisa, desativando-lhes as enzimas cerebrais, custa algo em torno de U$ 70.000,00 a unidade. Aparelhos para conter ratos, cães, gatos e macacos podem custar entre U$ 4.500,00 a U$ 8.500,00 a unidade. Os "produtores" de animais também são parte desta cadeia que forma a "dependência da ciência em relação à vivisseccção", sem a qual ela não pode sobreviver hoje, e à qual a vida e a saúde humana estão algemadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1999, relatam Greek &amp; Greek, a venda de camundongos nos Estados Unidos alcançou 200 milhões de dólares. A de outros animais chegou a 140 milhões de dólares. Mas os "benefícios humanos" aos quais os vivisseccionistas se referem em sua defesa pública da regulamentação da vivissecção no Brasil não se restringem apenas ao que os empresários produtores de animais e fabricantes de aparelhos para contê-los nos biotérios e laboratórios faturam. Também os editores das revistas, jornais e livros são parte desta comunidade humana "beneficiada" pela vivissecção. E, finalmente, o benefício humano mais espetacular está no faturamento da indústria química e farmacêutica, uma cadeia de negócios ao qual estão atreladas todas as farmácias ao redor do planeta e todas as pessoas que compram medicamentos alopáticos na esperança de cura ou alívio de seus males, e alimentos processados, cujos componentes levaram os animais a sofrerem o Draize Test e o LD 50.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, quando os vivisseccionistas publicam artigos defendendo a legalização de sua prática antiética, a de matar animais para inventar modelos que possam espelhar doenças humanas, mesmo sabendo que cada organismo tem sua própria realidade ambiental e não existe um meio que possa curar uma mesma doença em todos os indivíduos, pois cada um a desenvolve de modo peculiar, os "benefícios contábeis" e os "benefícios acadêmicos" acumulados em todos os elos dessa cadeia vivisseccionista são escondidos do leitor. Ninguém publica, no Brasil, um relato minucioso do montante destinado pelas agências financiadoras à pesquisa vivisseccionista. Por isso, não temos conhecimento dos custos do fracasso vivisseccionista (AIDS, câncer, Parkinson, Alzheimer, esclerose múltipla, diabetes, colesterolemia, doenças ambientais, muito mais do que genéticas).</p>
<p style="text-align: justify;">A pesquisa com animais levou a indústria farmacêutica ao apogeu nos últimos vinte anos. Não casualmente, nestes últimos vinte anos, multiplicaram-se as mortes por insuficiência circulatória, hipertensão, diabetes, câncer, síndromes neurológicas degenerativas, cirrose hepática e infecções. O componente ambiental dos males humanos não pode ser espelhado em organismo de ratos e camundongos.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao mesmo tempo, vivisseccionistas insistem em defender a lei que legalizará sua prática, dando a entender ao público leigo que a vivissecção é a "saída" para a cura dos males humanos. Seus artigos "científicos" não produzem efeito, nem sobre seus pares vivisseccionistas. Como poderiam produzir efeitos sobre a saúde humana? 80% dos artigos publicados em revista especializada são citados no máximo uma vez em outros veículos, e 50% dos artigos vivisseccionistas jamais são citados, seja na mesma, seja em outras revistas (Greek &amp;Greek).</p>
<p style="text-align: justify;">Os milhões de animais mortos para que tais artigos sejam publicados e para que seus autores os contabilizem em sua produtividade acadêmica tiveram suas vidas destruídas para nenhum outro "benefício humano", a não ser dar a seus autores o título de mestre e doutor, ou a concessão de bolsas de produtividade.</p>
<p style="text-align: justify;">São esses os reais "benefícios humanos" da prática vivisseccionista, dos quais ninguém pode abrir mão?</p>
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		<title>Responsabilidade, ética e respeito&#8230; de mentira</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jul 2010 22:36:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[*Posts em Destaque*]]></category>
		<category><![CDATA[Alienação e Conformismo]]></category>
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<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://www.ufmg.br/boletim/bol1623/img/capa.jpg"><img title="vivisseccao" src="http://www.ufmg.br/boletim/bol1623/img/capa.jpg" alt="" width="480" height="327" /></a><p class="wp-caption-text">Essas mãos afagam o ratinho, mas estão prontas para torturá-lo a qualquer momento. O governo federal e a comunidade científica querem que essa realidade continue, por isso vêm empreendendo uma campanha para desinformar a população sobre a verdadeira natureza da experimentação animal. Imagem: site da UFMG</p></div>
<p style="text-align: justify;">Desde algumas semanas atrás o Ministério da Ciência e Tecnologia e diversas organizações científicas brasileiras, como o CNPq e a SBPC, vêm promovendo uma campanha de lavagem cerebral na população, no esforço de “conscientizar” a sociedade no que tange à “importância” do uso (eufemismo de exploração) de animais em pesquisas de laboratório – a chamada vivissecção. <a href="http://www.youtube.com/watch?v=R8w5T0KWNPE" target="_blank"><strong>Vem sendo veiculado na TV um comercial de 30 segundos com esse intuito.</strong></a> Tal atitude adversa aos interesses dos animais – especialmente os de viver e ser livres – precisa ser desmascarada pelos defensores animais brasileiros, e é isso que este artigo busca fazer, ao analisar criticamente a mensagem veiculada na propaganda televisiva dessa campanha.</p>
<p style="text-align: justify;">O comercial em questão mostra, andando numa estrada, pessoas representando quem foi, por exemplo, curado de câncer, beneficiado com vacinas ou avanços científicos da cirurgia e gratificado com maior expectativa de vida. Durante a caminhada dos figurantes, fala-se sobre a estrada da vida pela qual toda pessoa caminha e sobre como os avanços biomédicos atribuídos à experimentação animal permitiram muita gente continuar andando sobre ela.</p>
<p style="text-align: justify;">A fala continua falando aquilo que todo defensor dos direitos animais sabe que é mentira: que os animais “de laboratório” são tratados “com ética e dignidade” e que esse tratamento “ético” hoje é lei – em referência à muito criticada Lei Arouca, lei bem-estarista sancionada em 2008. E aparece o lema “Pesquisa científica brasileira hoje: responsabilidade, ética e respeito aos animais”.<span id="more-5508"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Para a população brasileira, culturalmente acostumada com o paradigma de usar os bichos visando interesses humanos, ainda que mediante métodos evidentemente violentos, e com o dogma moral de que os animais não-humanos nasceram para servir à humanidade como escravos, a “conscientização” trazida pela comunidade científica é mais que plausível. Está na cara: se os bichos vivem com o fim de nos servir e a vivissecção vem “salvando muitas vidas” (ainda que às custas da ceifa de milhares de vidas não-humanas), por que parar de fazer experiências com cobaias? Por que ouvir os “<em>vegans</em> chatos e radicais” e mudar aquilo que dá certo?</p>
<p style="text-align: justify;">Para os bichos, no entanto, a propaganda da “ética” vivisseccionista é puro trololó. Eles podem não ter consciência moral de que estão sendo explorados por um sistema de opressão em nome da ciência, tal como os proletários rebelantes da época de Karl Marx eram conscientes de que os seus patrões tycoons se beneficiavam de toda sua exploração e miséria. Mas sentem na pele, literalmente ou não, os horrores promovidos por um sistema cujos gestores dizem prezar pelo “respeito aos animais”. Uma vida infernal, que lhes veda a liberdade e, com frequência acima do excepcional, lhes traz sofrimento e morte precoce.</p>
<p style="text-align: justify;">Li oito artigos científicos brasileiros escritos em português, disponibilizados na <a href="http://www.scielo.br/" target="_blank"><strong>SciELO Brasil</strong></a>, cuja metodologia era a experimentação animal – seis em camundongos e dois em cães, todos publicados em 2009 ou 2010, depois da sanção da Lei Arouca. E em todos pude ver fatos que contrariam qualquer senso de dignidade e torna vazio o discurso da pseudoconscientização que vem sendo promovida.</p>
<p style="text-align: justify;">Em todas as pesquisas, os animais passaram toda a sua vida, exceto nos momentos de realização das experiências, aprisionados em gaiolas, sem o mínimo direito de saber o que é a liberdade e a natureza. Os cães, presos em gaiolas ou canis individuais, não tinham tutores que lhes dessem carinho, afeto e bons tratos, mas sim carcereiros.</p>
<p style="text-align: justify;">a) Pesquisa em camundongos 1<br />
Os camundongos foram obrigados a andar sem parar durante 45 minutos, todos os dias, durante oito semanas, provavelmente experimentando exaustão corporal. Terminaram executados em guilhotina.</p>
<p style="text-align: justify;">b) Pesquisa em camundongos 2<br />
Vários animais, depois de obrigados a realizar esforços físicos exaustivos, sofreram intolerância a esforço físico, taquicardia e até insuficiência cardíaca.</p>
<p style="text-align: justify;">c) Pesquisa em camundongos 3<br />
Os animais receberam injeção de veneno de serpentes amazônicas em uma das patas esquerdas. Diversos animais sofreram inflamação local, causando provavelmente dificuldades para os animais andarem.</p>
<p style="text-align: justify;">d) Pesquisa em camundongos 4<br />
Foi um teste de toxicidade: diversos camundongos foram envenenados com extrato de cravo-da-índia, com doses progressivas, no famigerado teste DL50, e vários deles morreram – deduz-se que os sobreviventes passaram por intenso sofrimento. Foi a experiência mais cruel da amostra de artigos que obtive, na qual testes seguintes ao DL50 tiveram consequências como “piloereção, edema de focinho, proptose, contorções abdominais, baixas excreções urinárias, e fecais com muco, redução da freqüência respiratória, distensão abdominal e agressividade, além de mortalidade acima de 80% dos grupos.”</p>
<p style="text-align: justify;">e) Pesquisa em camundongos 5<br />
A experiência consistia no desmame de filhotes de camundongos. As mães viveram engaioladas por toda a vida e os filhotes de várias delas lhes foram roubados pelos cientistas aos 14 dias de vida, provavelmente causando sofrimento emocional intenso nas mães separadas de sua prole. Os filhotes foram mortos pelos cientistas, depois de anestesiados, ao 63º dia de vida.</p>
<p style="text-align: justify;">f) Pesquisa em camudongos 6<br />
Os animais foram induzidos a contrair câncer de esôfago com a substância carcinogênica dietilnitrosamina; a cada 30 dias, números variados de animais eram mortos em câmara de gás carbônico. Todos os animais da pesquisa foram executados.</p>
<p style="text-align: justify;">g) Pesquisa em cães 1<br />
Os cães tiveram a alimentação cortada nas doze horas anteriores a uma anestesia. Tiveram variadas drogas injetadas em seu organismo durante a cirurgia. Foi uma experiência extremamente invasiva, com abertura da pele para exposição de vasos sanguíneos e introdução de sondas e catéteres nesses vasos e até no cérebro.</p>
<p style="text-align: justify;">Na fase de recuperação, um cão de uma das amostras teve vômito, enquanto os animais da outra amostra “apresentaram contrações musculares tônico-clônicas de grande amplitude durante a recuperação, além de vômitos, que foram contidos com a administração de diazepam e metroclopramida, respectivamente. Cinco animais necessitaram de segunda dose de diazepam. Houve um caso de óbito neste grupo, que ocorreu após o período experimental.”</p>
<p style="text-align: justify;">h) Pesquisa em cães 2<br />
Os bichos tiveram corte de alimentação e de água por doze horas antes da cirurgia experimental. Era sabido que alguns animais poderiam passar por grande sofrimento, uma vez que o segundo maior nível de disfunção neurológica previa “dor à palpação epaxial, paraplegia, incontinência urinária e presença de dor profunda”. Passaram por duas cirurgias, recebendo na primeira uma significativa variedade de substâncias medicamentosas. Um dos cães “apresentou alterações neurológicas na marcha e deficiências neurológicas durante o período de avaliação, provavelmente pela manipulação cirúrgica”.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;">Estes artigos, que, repito, foram publicados depois da sanção da Lei Arouca, nos fazem refletir: cadê a “ética e dignidade” nisso tudo? Há alguma dignidade em manter animais aprisionados durante toda a vida, em lhes forçar experiências invasivas e tortuosas, das quais poderão ou não sair vivos? Que espécie de respeito  existe em experimentos que implicam o assassinato dos animais abusados?</p>
<p style="text-align: justify;">Lanço um argumento que deixa muitas pessoas fulas da vida, mas que ainda assim profiro para desafiar sua concepção especista de ética e respeito: se a campanha fala tanto que a comunidade científica trata os animais não-humanos com “responsabilidade, ética e respeito”, então nada impede que comece a fazer experimentos em seres humanos, mesmo involuntários. Não serão tratados de forma digna, ética, responsável e respeitosa? Então por que não estender essa experiência a pessoas?</p>
<p style="text-align: justify;">Isso nos leva à conclusão de que a pretensa “ética e dignidade” que a campanha alega existir na vivisseção brasileira é um engodo, lançado com a mensagem codificada de que as organizações científicas brasileiras não estão interessadas em aceitar sequer debater sobre as objeções éticas à metodologia de cobaia lançadas pelos defensores dos direitos animais, quanto mais procurar modificar seus meios de pesquisa desenvolvendo métodos alternativos que não requeiram explorar nenhum ser senciente.</p>
<p style="text-align: justify;">No momento em que publico este texto na mídia alternativa, o governo (Min. Ciência e Tecnologia) e organizações como a SBPC e o CNPq estão levando adiante sua ofensiva que visa alienar e desinformar os brasileiros sobre a real natureza da experimentação animal. Em vez de respeito aos seres que sentem e sofrem, propagam a continuidade do sistema de exploração e tortura de seres não-humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso as entidades de defesa dos direitos animais precisam, mais do que nunca, começar uma contracampanha para promover a verdadeira conscientização, para que o Brasil passe a desejar libertar os animais das gaiolas dos laboratórios em vez de pensar que depende do aprisionamento e sofrimento deles para viver.</p>
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		<item>
		<title>Mais uma perversão de cientistas torturadores (Parte 46: 2 em 1)</title>
		<link>http://consciencia.blog.br/2010/07/mais-uma-perversao-de-cientistas-torturadores-parte-46-2-em-1.html</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Jul 2010 03:05:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje são duas notícias sobre animais torturados pela ciência frankensteiniana. A experimentação animal não pára de mostrar ao mundo o terror que promove contra camundongos e outros bichos. Célula "segura" ajuda roedor paraplégico Roedores paralisados por lesões na medula espinhal voltaram a se movimentar, graças a células adultas reprogramadas para assumir um estado muito versátil, [...]


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			</a>
		</div>
<p>Hoje são duas notícias sobre animais torturados pela ciência frankensteiniana. A experimentação animal não pára de mostrar ao mundo o terror que promove contra camundongos e outros bichos.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em><a href="http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/762537-celula-segura-ajuda-roedor-paraplegico.shtml" target="_blank"><strong>Célula "segura" ajuda roedor paraplégico</strong></a></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="color: #8b0000;">Roedores <strong>paralisados por lesões na medula espinhal</strong></span> voltaram a se movimentar, graças a células adultas reprogramadas para assumir um estado muito versátil, semelhante ao embrionário.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O feito, obra de uma equipe japonesa, inclui um esquema para evitar que essas células saiam do controle, um dos grandes temores que ainda cercam o emprego terapêutico delas em pessoas.</em></p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p><em><strong>PENEIRA CELULAR (<a href="http://f.i.uol.com.br/folha/ciencia/images/10187116.gif" target="_blank">infográfico aqui</a>)</strong><br />
Como cientistas identificaram as células certas para tratar camundongos paralisados</em></p>
<p><em>1. TRANSFORMAÇÃO<br />
O primeiro passo foi transformar células normais dos camundongos em células iPS, capazes de assumir a função de qualquer tecido</em></p>
<p><em>2. TRANSPLANTE<br />
Algumas células viraram tecido nervoso (como neurônios) e foram transplantadas para o cérebro de outros roedores</em></p>
<p><em>3. TECIDO TUMORAL<br />
Certas células não formaram tumores, sendo consideradas seguras, <span style="color: #8b0000;"><strong>enquanto outras viraram tecido tumoral</strong></span></em></p>
<p><em>4. LESÕES<br />
Depois, os dois grupos de células foram transplantados para <span style="color: #8b0000;">camundongos <strong>paralisados por lesões na medula </strong></span></em><span style="color: #8b0000;"><span style="color: #696969;">[logicamente lesões provocadas pela equipe de Drs. Frankensteins. Ou você achava que esperavam um número tal de camundongos sofrer paralisia por doença não induzida?]</span><br />
</span></p>
<p><em>5. RECUPERAÇÃO<br />
As duas ajudaram os bichos a recuperar seus movimentos, <span style="color: #8b0000;">mas, no grupo que <strong>havia formado tumores no cérebro</strong>, o efeito benéfico sumiu quando <strong>novos cânceres apareceram</strong></span></em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>Antes de usar determinado grupo de células para tratar os <span style="color: #8b0000;">camundongos paraplégicos</span>, os cientistas verificaram se elas levavam à formação de tumores em outros bichos.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>As que não produziram cânceres tiveram sucesso em recuperar <span style="color: #8b0000;">a lesão na coluna das cobaias</span>, relata a equipe na edição desta semana da revista científica "PNAS".<span id="more-5498"></span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Um dos autores da pesquisa, Shinya Yamanaka, é o pioneiro no estudo das chamadas células-tronco pluripotentes induzidas (ou células iPS, para encurtar).</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Yamanaka e companhia têm mostrado que qualquer célula do corpo adulto pode ser forçada a adquirir uma "síndrome de Peter Pan", voltando à condição polivalente que tinha no início do desenvolvimento.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Seria possível usar uma amostra de pele de um tetraplégico e "convencer" algumas das células nessa amostra a se tornarem pluripotentes, ou seja, capazes de assumir a função de qualquer tecido. Inclusive a do tecido nervoso destruído na lesão que paralisou a pessoa.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>SEM REJEIÇÃO</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Assim, o paciente ganharia um transplante sem risco de rejeição, já que as células vieram do organismo dele. O plano soa perfeito, mas a transformação das células envolve a ativação de genes que, dependendo da situação, podem levar à indesejada formação de tumores.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Para evitar isso, os cientistas primeiro produziram células iPS e depois usaram-nas para criar neuroesferas, agregados de vários tipos de células do sistema nervoso.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>"Eles ainda desfizeram essa primeira neuroesfera e criaram uma segunda, o que diminui a chance de sobrar alguma célula indiferenciada [em estado "genérico'] que pudesse levar a tumores", explica o biólogo Stevens Rehen, especialista em iPS da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Finalizando o processo, as neuroesferas foram implantadas no cérebro de camundongos, <span style="color: #8b0000;">e os cientistas <strong>esperaram para ver quais grupos de células produziam tumores nos camundongos</strong></span>.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Sabendo disso, os japoneses testaram os dois tipos de célula nas cobaias com lesões: as que produziam tumores e as que não os geravam. Como esperado, só o segundo tipo fez os bichos ficarem em pé de novo. </em><span style="color: #696969;">[Já os animais que receberam células carcinogênicas sofreram ainda mais: tetraplegia mais câncer!]</span><em><br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>"É uma prova de princípio interessante", diz Rehen. "O problema é que eles esperaram 24 semanas para ver se os tumores apareciam na triagem inicial. É tempo demais, porque a lesão dos pacientes já estaria cicatrizada, dificultando a volta dos movimentos", afirma ele.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Por isso, Yamanaka tem defendido a criação de bancos públicos de células iPS, já testadas. Quando alguém sofresse um acidente, elas poderiam ser usadas com segurança sem muita espera.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>----------------------------<br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/762755-dieta-rica-em-gordura-em-gravidas-aumenta-risco-de-defeitos-em-bebes.shtml" target="_blank"><strong><em>Dieta rica em gordura em grávidas aumenta risco de defeitos em bebês</em></strong></a></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Mulheres </em><span style="color: #696969;">[Como falam já de <strong>mulheres</strong> se quem foi testada (e torturada) foram <strong>camundongos fêmeas</strong>? É muita pretensão dessa mídia, que quer a todo custo que acreditemos que o organismo de camundongos é igual ao organismo humano e que não há nenhum risco de que haja divergência de efeitos entre camundongos e seres humanos.]</span><em> que seguem uma dieta rica em gordura antes e durante a gravidez podem colocar em risco sua prole.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Cientistas britânicos que estudam <span style="color: #8b0000;">camundongos</span> descobriram que a dieta de uma fêmea grávida pode interagir com os genes que o bebê herda e influenciar o tipo e a gravidade de feitos de nascença, como cardiopatia congênita ou lábio leporino. </em>[Ou seja, filhotinhos de camundongos nasceram com cardiopatia, graças aos/às Frankensteins que induziram as mães deles a consumir muita gordura.]<em><br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>"É uma descoberta importante porque mostramos pela primeira vez que interações gene-ambiente podem afetar o desenvolvimento do embrião no útero", disse Jamie Bentham, do Centro de Genética Humana do Wellcome Trust, da Universidade de Oxford.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>"Sabemos que uma dieta pobre e genes defeituosos podem afetar o desenvolvimento, mas aqui vimos que os dois se combinam, aumentando o risco de desenvolvimento de problemas de saúde. Estamos entusiasmados porque isso sugere que cardiopatias congênitas pode ser evitadas por meio de mudanças na dieta das mães", disse Bentham, que liderou o estudo.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Cardiopatia congênita é a forma mais comum de defeito de nascença, e estudos anteriores já haviam mostrado que filhos de mães obesas ou diabéticas apresentam maior risco de nascer com o problema.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Também se sabia que algumas alterações genéticas - como deficiência no gene Cited2 - pode gerar cardiopatias congênitas.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Mas até agora os cientistas não sabiam se fatores externos, como a dieta da mãe, poderiam interagir com mudanças genéticas para afetar o bebê.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Deficiências em Cited2 resulta em problemas cardíacos em camundongos e humanos e também podem levar a um defeito cardíaco sério chamado isomerismo atrial, em que a assimetria entre os lados direito e esquerdo do coração é alterada.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="color: #8b0000;">Os pesquisadores alimentaram as fêmeas antes e durante a gravidez com uma dieta rica em gordura</span> e acompanharam o desenvolvimento dos filhotes usando ressonância magnética. Os resultados foram comparados com camundongos-bebês de um segundo grupo, cujas mães receberam uma dieta balanceada.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #8b0000;"><em>Entre a prole de camundongos que tinham Cited2 defeituosos, <strong>o risco de isomerismo atrial mais que dobrou</strong>, e <strong>o risco de lábio leporino aumentou mais de sete vezes quando as mães foram alimentadas com dieta rica em gordura</strong>.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Essas mudanças não ocorreram na prole geneticamente normal de mães que receberam dieta gordurosa, sugerindo que é a combinação de deita e genes que é responsável pelo aumento no risco das doenças.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Jeremy Pearson, diretor médico da associação beneficente Fundação Britânica do Coração, que financiou parte do estudo, disse que o achado <strong>pode</strong> lançar luz sobre defeitos de nascença em seres humanos. </em><span style="color: #696969;">[Eu negritei o <strong>pode</strong> para contrastar com o título da notícia, que já adianta de antemão que o nascimento de filhotes defeituosos se aplica indubitavelmente a seres humanos.]</span><em><br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>"A pesquisa mostra que a dieta durante a gravidez pode afetar diretamente quais genes são ativados na prole. O estudo foi realizado com camundongos, mas uma associação similar <strong>pode existir</strong> em humanos." </em><span style="color: #696969;">[Idem ao entre-colchetes acima.]</span><em><br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Segundo Pearson, a pesquisa reforçou a importância de mulheres grávidas manterem uma dieta balanceada durante a gravidez.</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Parabéns a essæs cientistas que fazem o Dr. Frankenstein babar de inveja diante de tanta insensibilidade e crueldade. Estão consolidando o império da escravidão animal e o domínio da justificação dos meios pelos fins.</p>
<p style="text-align: justify;">Na primeira notícia, diversos camundongos tiveram sua medula injuriada pela crueldade desses indivíduos, que provavelmente lhes quebraram a coluna vertebral, e vários deles ainda sofreram câncer cerebral, uma das mais terríveis e letais formas de câncer -- se não o mais terrível dos cânceres. Na segunda, <small>@</small>s frankensteinian<small>@</small>s, provavelmente conscientes de que filhotes nasceriam com problemas graves de saúde que talvez os condenariam à morte precoce, induziram, alimentando as camundongos fêmeas com dietas gordurosas, ao nascimento de pequeninos doentes ou com deformação. Não sabemos se mães roedoras têm consciência de que alguns indivíduos de sua prole nasceram com problemas e sofrem por isso, mas fica registrada a agressão ética: obrigou-se as mães a darem à luz filhotes problemáticos.</p>
<p style="text-align: justify;">Novamente, parabéns a essas pessoas sem o mínimo de respeito e sensibilidade para com a vida não-humana, pois são elas que contribuem de corpo e alma para que o nosso mundo seja um inferno para bilhões e bilhões de animais não-humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Acho que vou criar uma religião cujo mito de vida pós-morte falará que pessoas que foram más em vida renascerão, como punição das divindades, como animais a serem explorados na pecuária, na vivissecção, nos rodeios e vaquejadas, nos circos e em outros infernos antropogênicos, renascendo no passado, no presente ou no futuro em que ainda existir exploração animal na Terra.</p>
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