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	<title>Arauto da Consciência &#187; Antropologia</title>
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	<description>Divulgando uma nova visão de mundo, em prol de um novo mundo</description>
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		<title>Resenha: Deus, um delírio</title>
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		<pubDate>Fri, 07 May 2010 07:04:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://peladin.files.wordpress.com/2008/01/deus-um-delirio.jpg"><img class="aligncenter" title="Deus, um delírio" src="http://peladin.files.wordpress.com/2008/01/deus-um-delirio.jpg" alt="" width="212" height="324" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O livro <em>Deus, um delírio</em>, de Richard Dawkins, é um guia muito bom para aquelas pessoas que estão com suas crenças religiosas na corda-bamba, em dúvida sobre a existência de um deus pessoal. As explicações científicas expostas pelo “Rottweiler de Darwin”, também chamado pelas más línguas de “aiatolá dos ateus”, são a iluminação, no sentido mais iluminista possível, que lhes faltava para que chegassem logo à conclusão de que não faz sentido acreditar em Deus, seja lá por qual nome ele seja chamado.</p>
<p style="text-align: justify;">Também é um compêndio de motivos que levam os chamados “neoateus” a afirmar que o mundo seria melhor sem religiões – pelo menos sem a tríade abraâmica, composta por cristianismo, islamismo e judaísmo. Muitas das explicações conscientizantes do livro, no entanto, devem ser lidas e analisadas com ponderação, uma vez que nelas podem estar sendo utilizados critérios cientificamente questionáveis para explicar alguns fenômenos relacionados a criações socioculturais, como a própria religião e a moral.</p>
<p style="text-align: justify;">O próprio Dawkins afirma que religiosos convictos ou fanáticos sequer refletirão sobre qualquer ideia trazida por seu livro. Assim sendo, ele deixa claro que seu público-alvo é gente que teve, ao longo de sua vida ou nos últimos tempos, sua fé enfraquecida e fragilizada por desilusões e/ou eventos incitadores da Razão. Ateus convictos que querem fortalecer seus argumentos e adquirir ainda mais certeza de sua descrença, no entanto, também são seus mais potenciais leitores.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos estão bem servidos de informações abundantes sobre a debilidade dos argumentos de quem tenta defender filosófica e “cientificamente” a crença num deus. Diversos fatores são desmascarados, no capítulo 2, como as “provas” de Tomás de Aquino, alegações de experiências pessoais e o fato de existirem e terem existido cientistas religiosos.<span id="more-3843"></span></p>
<p style="text-align: justify;">No capítulo anterior, ele explora dois casos interessantes: o “deus” de Albert Einstein, interpretado como uma espécie de metáfora panteísta, e o caso das charges de Maomé, que efervesceu em 2005 e 2006 na Europa e nos países dominados pelo islamismo.</p>
<p style="text-align: justify;">No capítulo 3, ele exibe diversos argumentos que corroboram como a ciência, pelo menos segundo as conclusões dele, pode tornar improvável a existência de Deus tal como os monoteístas creem. O capítulo em questão é um ataque direto às alegações dos fundamentalistas cristãos que fomentam o ensino do “design inteligente”.</p>
<p style="text-align: justify;">No capítulo 4, em que sugere hipóteses para a origem da religião, Dawkins lança mão de análises naturalistas, tentando estabelecer uma origem biológica para crenças sobrenaturais, o que deve ter deixado antropólogos fulos da vida. De fato, quem leu pelo menos a introdução do livro de Émile Durkheim <em>As formas elementares da vida religiosa</em> já passa a ver a explicação de Dawkins com um pé atrás, até porque este deixa de comentar, não lhe fazendo qualquer alusão, o ensinamento do sociólogo francês de que a religião, mesmo em sua gênese, é um fenômeno que, condensando aspectos como sentimentos coletivos e valores socioculturais, deve ser explicado pelas ciências sociais, não pelas naturais.</p>
<p style="text-align: justify;">Os dois capítulos seguintes são dedicados a refutar outro pilar da argumentação dos defensores da religião como algo fundamental: a moral. Neles Dawkins escancara dois pontos maiores: como a Bíblia, em vez de ser um arauto da moralidade e uma inspiração divina ao bom comportamento, é na verdade um livro repleto de sangue e comportamentos violentos que a ética de hoje repudia completamente; e como a religião nada tem a ver com o progresso do <em>zeitgeist</em> moral ocidental, banindo dentre os valores aceitáveis a escravidão, o racismo e outras injustiças – religiões fundamentalistas, pelo contrário, mostram-se como tentativas de justamente causar retrocessos nessa evolução ética.</p>
<p style="text-align: justify;">Dentre esses dois capítulos, o 6 também utiliza uma metodologia biológica darwinista para explicar o fenômeno humano da moral. E, assim como o capítulo 4, também é de deixar antropólogos e sociólogos enfezados. Uma professora de sociologia da UFPE comentou que a posição naturalista de Dawkins para explicar fenômenos humanos é “uma ignorância filosófica/antropológica/sociológica digna de pena”. E todos aqueles entendedores de ciências sociais infelizmente tenderão a concordar com ela, com razão.</p>
<p style="text-align: justify;">No final do capítulo 7, os leitores são mergulhados num poço de tenebroso mal-estar ao entrar em contato com uma explicação sobre o suposto ateísmo de Hitler e o comportamento imoral do convictamente ateu Stalin. Esse mal-estar, deixe-se claro, deve-se ao contato com as trevas da história de homens terrivelmente cruéis e assassinos, cuja existência foi algo que a humanidade desejaria que jamais tivesse acontecido.</p>
<p style="text-align: justify;">Dawkins tenta deixar dúvidas sobre se Hitler realmente acreditava no deus cristão, ao contrário dos tantos autores seculares que afirmam com força que o nazista era cristão dos mais fervorosos dadas as tantas evidências historiográficas escritas e fotográficas da religiosidade cristã do <em>führer</em> e da forte aliança dele com o cristianismo alemão. Já Stalin é uma ilustração de como o ateísmo não leva sozinho uma pessoa a ser ética, embora também não faça o contrário.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos capítulos 8 e 9, os abusos das religiões monoteístas são escancarados, com fortíssimo destaque ao fundamentalismo cristão estadunidense – aquela parcela de religiosos que dá mais motivos “por que ser tão hostil” com a religião. Destacam-se no 8 a questão da homofobia religiosa, a incoerência e contradição da “defesa” cristã da vida (no caso a vida humana embrionária) e a medula espinhal da antirreligiosidade “neoateísta” – como a “moderação” na fé alimenta o fanatismo religioso. Já no 9, as crianças são defendidas dos abusos físicos e psicológicos causados pelas religiões e da “deseducação” provida por certas escolas religiosas inglesas e estadunidenses.</p>
<p style="text-align: justify;">No capítulo 10, encerrando o livro, Dawkins ora mostra como Deus atua exatamente como um amiguinho imaginário infantil, ora dá uma de Carl Sagan, introduzindo o leitor a uma viagem ao inacreditavelmente fascinante mundo da ciência. Uma de suas explicações sobre a física quântica mostra como tudo o que existe em nosso corpo e ao nosso redor é composto por 99,999...% de espaço vazio – a impressão de solidez e tenacidade da matéria é causada, segundo ele mostra, por campos de força subatômicos. A ciência é revelada como o bem libertário que rasga a burca que representa a nossa limitação sensorial de enxergar o que é realmente tudo ao nosso redor e no universo.</p>
<p style="text-align: justify;">À parte o muito criticado defeito de dar um tom biológico-naturalista à gênese dos fenômenos sociais da religião e da moral, <em>Deus, um delírio</em> é um bom livro de introdução ao ateísmo, com o qual pessoas de fé menos convicta podem se libertar das correntes com que a religião prendia sua capacidade de pensar livremente.</p>
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		<title>Resenha: Hagakure</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 11:30:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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<p>Hagakure é um ótimo livro em que se pesquisar, mas bastante ruim para se ler e se aprender algo. Tem uma boa temática que aborda tudo ou quase tudo sobre o pensamento e a vida de um samurai, mas, pelo menos na edição da Conrad Livros, deixa de ser interessante e atraente até para quem quer aprender como viver como um samurai por causa da tosca distribuição dos ensinamentos pelas páginas.</p>
<p>A secular obra de Yamamoto Tsunetomo (ou, na disposição ocidental de nome e sobrenome, Tsunetomo Yamamoto) expõe centenas de curiosidades sobre como viver e pensar como samurai, como bons modos, o costume de beber chá e a homossexualidade entre tantas outras questões.</p>
<p>Três pontos que merecem destaque maior por terem uma abordagem em mais passagens são a devoção incondicional do guerreiro, com quê de submissão, ao seu mestre; a disposição que o indivíduo deveria ter para morrer “a qualquer momento” – viver sempre preparado para a morte – e a atitude de racionar palavras – em grande parte das situações cotidianas, procurar falar pouco e às vezes ser lacônico ou ficar calado.</p>
<p>Aparecem também instantes filosóficos em que Tsunetomo fala sobre, por exemplo, o nada e as formas dos seres – vivos e inanimados.</p>
<p>Grande parte dos ditados desse samurai que se tornou monge são dele mesmo, enquanto tantos outros ele mesmo diz que “dizia o senhor fulano”, vindos de homens como o Mestre Ittei, o Sacerdote Tannen e personalidades da história japonesa.</p>
<p>Um ponto negativo dos ensinamentos de Tsunetomo – ou da cultura japonesa, se considerarmos que ele estava apenas descrevendo costumes do Japão de sua época – é  a forte misoginia expressa em passagens que pregam, por exemplo, a submissão da mulher ao seu marido e as proibições específicas de gênero impostas a ela. O machismo descrito em Hagakure mostra que a filosofia do Bushido era algo reservado apenas para homens.</p>
<p>Também chamam a atenção curtas passagens que são narrações de situações acontecidas com certos samurais, como a perseguição de um assassino, uma reunião de deliberações sobre criminosos e a discussão sobre a promoção de um samurai.</p>
<p>Tsunetomo preocupou-se, pelo que se pode deduzir, não em escrever uma autoajuda, mas em dar recomendações sobre o Bushido a quem lesse seu livro. Na introdução, diz-se que ele queria queimá-lo, mas não se sabe se essa atitude era uma mentira dita em atitude de protesto ou uma intenção.</p>
<p>Hagakure pode servir como uma ótima fonte para estudos etnológicos sobre o Japão feudal e, como repositório de preceitos da cultura desse lugar e época, não deve ser inteiramente levado ao pé da letra como ensinamento contemporaneamente adequado. Várias passagens são úteis hoje, mas outras devem ser observadas como amostras dos costumes e valores daquela sociedade.</p>
<p>Não sei sobre edições publicadas por outras editoras, mas a da Conrad Livros dispôs uma estrutura que nos convida a abandonar a leitura após passar do primeiro capítulo. Os tópicos são dispostos aleatoriamente pelos onze capítulos. Ensinamentos assim dispersos e tão curtos são muito difíceis de ser assimilados, uma vez que abordam apenas superficialmente as questões presentes e bruscamente somos remetidos a um assunto totalmente diferente depois de terminar uma passagem. Assim sendo, o livro não se faz de grande ajuda para o leitor – dificilmente a leitora – que deseja alinhar certos pontos de sua vida à antiga disciplina do samurai, e quem tem um outro livro na fila pode parar a leitura da obra na metade sem relevante prejuízo na aquisição de conhecimento.</p>
<p>Hagakure é útil como fonte de estudo sobre como o samurai vivia e pensava, mas sua leitura seria muito mais recomendável se houvesse uma organização nos tópicos abordados. Mesmo que subvertesse a disposição original do que Tsunetomo escreveu, uma nova edição que priorizasse a divisão das passagens por tema seria bem mais adequada e fácil de ser lida.</p>
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