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	<title>Arauto da Consciência &#187; Crianças e Adolescentes</title>
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	<description>Divulgando uma nova visão de mundo, em prol de um novo mundo</description>
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		<title>&#8220;Fazendinhas&#8221; de shopping: o que estão ensinando aos nossos pequenos?</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 09:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-5727 aligncenter" title="toneis de leite" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/toneis-de-leite-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></p>
<p style="text-align: justify;">Alguns shoppings brasileiros, diante da realidade ultraurbana das crianças das grandes cidades, muitas das quais crescem acreditando que carne, leite e ovos são fabricados do nada no supermercado, tomaram a iniciativa de montar “fazendinhas” em parte de seu interior, no intuito de diverti-las, “ensiná-las” de onde vem os produtos de origem animal da mesa onívora brasileira e pô-las em contato com o mundo rural – ainda que de forma bem limitada.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesses pedaços de ruralidade incrustados nas urbes, estão expostos os mais diversos animais das fazendas de verdade: bovinos, porcos, coelhos, galinhas, perus, cavalos (ou pôneis)... Pode-se andar de charrete, montar equinos, participar de pescaria, e até levar animais típicos do campo para casa. Parece muito bom e saudável mostrar à meninada acostumada com a selva de concreto um pouco da vida da fazenda...</p>
<p style="text-align: justify;">Eu disse “parece”. Porque, na ótica da ética animal, não o é nem um pouco. Em vez de apreciação, reservo a essas “fazendinhas” de shopping uma indagação preocupada: o que estão ensinando aos nossos pequenos?</p>
<p style="text-align: justify;">A verdade é que estão lhes naturalizando o que há de pior na relação entre seres humanos e bichos: o regime de escravidão que norteia a pecuária, as fazendas de criação de animais, a mercantilização da vida. Aprende-se, com ou sem “educadores” presentes, que os animais rurais existem para nos servir, seja como comida, seja como meio de transporte, seja como bichinhos de estimação – mesmo sendo criados em pequenas gaiolas.</p>
<p style="text-align: justify;">Essas instalações temporárias são na verdade um complexo de exploração animal, em três sentidos: propriamente exploram os animais, trazidos de fazendas de verdade para os shoppings, obrigados a cavalgar com crianças no lombo ou na charrete e expostos a todo o barulho estressante do local; engaiolam e comercializam diversos deles e, o mais preocupante, promovem a antipedagogia ética, pautada no utilitarismo servil, induzindo as crianças a crerem que cada espécie daqueles bichos de fato “servem”, vivos ou mortos, para determinados fins – e que isso é natural, é normal, é assim que a vida funciona e deve funcionar.</p>
<p style="text-align: justify;">Visitei recentemente uma dessas “fazendinhas”, em um shopping movimentado de uma cidade metropolitana nordestina que não revelo aqui – pode ter sido em Natal, em Salvador, em Fortaleza, em Campina Grande, em qualquer uma grande cidade do Nordeste, ou até no Recife mesmo. Abaixo descrevo minha experiência nesse tipo de lugar. Nota importante: fui justamente para observar tudo e poder descrever aqui a realidade vislumbrada, não foi por outro motivo.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-5714"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dentro da "fazendinha”</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Fui com um colega nativo da cidade para esse shopping, cujo nome não revelo por motivos óbvios. Paguei a entrada de R$3 para poder ter acesso à minicidade rural, montada e decorada ao estilo de cidade pequena de interior, numa área reservada do estacionamento. Tristemente terminei financiando esse sistema, mas, como foi isso que possibilitou a existência deste artigo, fico com a consciência tranquila. Fui lá para investigar e descrever o cenário, não para alienar uma criança em minha companhia ou muito menos para me divertir.</p>
<p style="text-align: justify;">A primeira “atração” que vi lá foi uma piscina, parecida com aquelas de mil litros, com dezenas de peixes pequeninos e um aglomerado de crianças tentando pescá-los com varas com redes na ponta. Presume-se que quem pescasse os bichinhos podia levá-los para casa. Uma “muvuca” de garotos assustava os animais presos na pequena piscina, tanto por sua presença barulhenta como pela agitação provocada na água pelas varas.</p>
<p style="text-align: justify;">E quem conseguisse capturar seu peixe, ou levava num saco plástico transparente ou podia comprar um aquário. Logo defronte à piscina da pescaria, diversos aquários estavam à venda. Alguns tinham tamanho ridiculamente pequeno – pouco mais de 1000 centímetros cúbicos (10 centímetros de aresta) –, enquanto outros eram um pouco maiores, mas ainda minúsculos. É naqueles paralelepípedos pequeninos que os peixes capturados ou comprados pelas crianças passarão o resto de suas vidas.</p>
<p style="text-align: justify;">E, ao lado dos aquários vazios, estavam à venda diversos peixes, ditos ornamentais, de diversas aparências, algumas consideradas curiosas. Vidas à venda, que podiam ser trocadas por dinheiro, para servirem como objetos de decoração dos apartamentos daquela criançada urbana. Presos nas pequenas gaiolas de vidro que serviam de vitrine, passariam a viver toda a sua vida nos já citados aquários minúsculos. Em situação pior do que criminosos que vivem em prisão perpétua em celas de poucos metros quadrados, mas que ainda podem sair temporariamente delas para as refeições e banhos de sol, os peixes viverão até a morte circulando por poucos centímetros cúbicos de água, privados de liberdade.</p>
<div id="attachment_5716" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/aquarios-minusculos.jpg"><img class="size-medium wp-image-5716" title="aquarios minusculos" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/aquarios-minusculos-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Aquários minúsculos à venda. Peixes serão aprisionados neles e aí viverão até morrer.</p></div>
<div id="attachment_5717" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/aquario-minusculo-com-peixe-dentro.jpg"><img class="size-medium wp-image-5717" title="aquario minusculo com peixe dentro" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/aquario-minusculo-com-peixe-dentro-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Uma vida inteira de prisão em poucos centímetros cúbicos de água está reservada a esse peixinho.</p></div>
<div id="attachment_5715" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/aquarios-de-peixes-a-venda1.jpg"><img class="size-medium wp-image-5715" title="aquarios de peixes a venda" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/aquarios-de-peixes-a-venda1-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">As crianças terminam naturalizando a crença de que peixes ornamentais podem ser trocados por dinheiro e que o lugar deles é no aquário, não na Natureza.</p></div>
<div id="attachment_5718" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/aquario.jpg"><img class="size-medium wp-image-5718" title="aquario" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/aquario-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Esses peixes estão à venda, e seu destino é serem presos em outros aquários.</p></div>
<div id="attachment_5719" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/pescaria-na-piscina.jpg"><img class="size-medium wp-image-5719" title="pescaria na piscina" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/pescaria-na-piscina-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">A pescaria torna a vida dos peixinhos presos na piscina um inferno. Aqueles que forem pescados, presumo, serão condenados a uma vida inteira de prisão num aquário.</p></div>
<div id="attachment_5720" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/peixe-levado-pra-casa.jpg"><img class="size-medium wp-image-5720" title="peixe levado pra casa" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/peixe-levado-pra-casa-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Os peixes levados para casa serão aprisionados em aquários, muitos deles ridiculamente pequenos. E servirão de objetos de decoração.</p></div>
<p style="text-align: justify;">A parada seguinte foram as cercas dos animais rurais cujas carne e leite, até então, como dito no começo deste texto, muitas crianças acreditavam ser fabricadas nos supermercados. Novilhos bovinos, bodes e cabras, porquinhos e aves. Muito embora não demonstrassem vividamente desconforto com o ambiente muito barulhento da “fazendinha”, é notável que aquele não era o ambiente onde desejariam estar – um lugar sem céu, limitado por uma cerca pequenina que provê pouquíssima liberdade de movimento e rodeado de seres humanos barulhentos e muito potencialmente perturbadores.</p>
<p style="text-align: justify;">Os animais estavam em exposição. Tal como objetos – artefatos num museu ou carros num showroom. Seres humanos têm uma queda por conhecer o exótico e o distante, e isso inclui uma vontade forte de capturar animais em seu habitat e expô-los aprisionados, em zoológicos e nas “fazendinhas” de shopping. A vontade do animal de viver em liberdade, sem a perturbação do barulho humano e em comunhão com sua terra natal, não é nada perante quem os vê como curiosa peça de exibição e pensa “Para que ir até o habitat do bicho se podem muito bem trazê-los de lá? É muito mais fácil para mim”. E se fossem seres humanos os “objetos” em exibição? Seria um escândalo moral, tanto que nenhum pecuarista tem coragem de abrir exposições de pessoas vivas. Mas, como são “apenas animais”, vale tudo nesse sentido.</p>
<p style="text-align: justify;">Exibidos como coisas curiosas, os animais terminam invocando o “ensino” sobre a sua “função”. Não era necessária a presença de “educadores”. Bastava que os pais das crianças apontassem, por exemplo: “Olha, filho/a, esses são novilhos. Quando crescerem, irão para um matadouro e vão virar carne comestível. É do corpo deles que vem a carne do hambúrguer que você come todos os dias, e a do churrasco da família.” As crianças assim “aprendem” que bois e vacas, porcos, bodes e cabras e galinhas servem para “fornecer” comida, não tendo sua vida qualquer fim fora esse, nem sentido se não forem vistos como “matéria-prima” para os seres humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">O “crachá” identificador na orelha dos novilhos denunciam: os animais estão catalogados na propriedade do fazendeiro que os trouxe ao shopping. Ou melhor, <em>são</em> propriedade, <em>pertencem</em> ao pecuarista com quem a administração do shopping tem contrato firmado para trazer os bichos. E isso é exibido na maior naturalidade. Pais aceitam, filhos “aprendem” que é normal <em>possuir</em> animais como parte de uma propriedade.</p>
<div id="attachment_5721" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/novilhos.jpg"><img class="size-medium wp-image-5721" title="novilhos" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/novilhos-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Novilhos em exibição. Confinados numa cerquinha, atraíram a curiosidade das crianças.</p></div>
<div id="attachment_5722" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/novilho-com-selo-identificador.jpg"><img class="size-medium wp-image-5722" title="novilho com selo identificador" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/novilho-com-selo-identificador-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">O “crachá” da orelha escancara: o animal está contabilizado como propriedade do fazendeiro que o levou ao shopping.</p></div>
<div id="attachment_5723" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/bodes.jpg"><img class="size-medium wp-image-5723" title="bodes" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/bodes-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Bodes também expostos como artefatos</p></div>
<div id="attachment_5724" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/porquinhos.jpg"><img class="size-medium wp-image-5724" title="porquinhos" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/porquinhos-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Pequenos porcos, tentando manter sossego num ambiente barulhento.</p></div>
<div id="attachment_5725" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/jaula-de-aves-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-5725" title="jaula de aves 2" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/jaula-de-aves-2-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Aves numa jaula: expor animais em lugares que lhes são estranhos requer aprisionamento, para que não fujam.</p></div>
<div id="attachment_5727" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/toneis-de-leite.jpg"><img class="size-medium wp-image-5727" title="toneis de leite" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/toneis-de-leite-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Tonéis de leite como decoração. Explorar animais retirando-lhes a vida ou o leite é a rotina da fazenda, naturalizada na mentalidade dos frequentadores da “fazendinha”.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Numa salinha de atividades infantis, destacava-se um tapete de couro cru. Nem chegou a ser cortado para tomar uma forma geométrica. As crianças são induzidas, de forma indireta, a encarar com naturalidade os produtos oriundos da morte pecuarista. Não lhes passa pela cabeça as imagens do matadouro cheio de sangue ou da morte do boi, que foram indispensáveis para aquele couro estar forrando o chão. Para elas, aquele “tecido” é tão inocente quanto um tapete de banheiro.</p>
<div id="attachment_5728" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/tapete-de-couro.jpg"><img class="size-medium wp-image-5728" title="tapete de couro" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/tapete-de-couro-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">O tapete de couro abaixo dos móveis de decoração infantil é visto como tão inocente quanto um tecido de algodão.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Depois de tirar o olho do couro, o que foi visto em seguida foi uma gaiola com vários coelhinhos e porquinhos-da-índia dentro. Estavam à venda. Assim como os peixes destinados ao aquário, o destino dos animais vendidos seria a prisão perpétua numa gaiola – não cheguei a ver se havia gaiolas à venda lá, presumo que as que eu vi foram compradas em outros lugares.</p>
<p style="text-align: justify;">O cenário para aqueles animais era de prisão e de relativa perturbação (ainda que alguns deles se mantivessem calmos) perante o barulho do ambiente. Aguardavam para ser trocados por dinheiro, tal como uma mercadoria qualquer. Sua vida, para as crianças, valia 15 reais. Esse era o preço para se decretar propriedade sobre um coelhinho ou porquinho-da-índia.</p>
<p style="text-align: justify;">E uma propriedade carcerária, para piorar a coisa. Lembro que, depois de ter saído da “fazendinha”, encontrei uma garotinha com um coelho relativamente grande dentro de uma gaiola. Ela me revelou que o bicho seria realmente criado por toda a vida dentro da pequena jaula. Enfim, aqueles eram animais triplamente abusados: tratados como mercadorias e como propriedade e tendo negada sua liberdade – seja pelo seu vendedor, seja pela garotada que os comprou.</p>
<div id="attachment_5729" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/coelhos-e-preas-a-venda.jpg"><img class="size-medium wp-image-5729" title="coelhos e preas a venda" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/coelhos-e-preas-a-venda-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Vidas custando 15 reais. O regime da “fazendinha” é de tratar animais como mercadoria e propriedade.</p></div>
<div id="attachment_5730" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/gaiola-de-coelhos-e-preas-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-5730" title="gaiola de coelhos e preas 1" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/gaiola-de-coelhos-e-preas-1-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Coelhos e porquinhos-da-índia presos, esperando ser transferidos para outras prisões – as gaiolas das crianças.</p></div>
<div id="attachment_5731" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/coelho-em-gaiola-fora-da-fazendinha.jpg"><img class="size-medium wp-image-5731" title="coelho em gaiola (fora da fazendinha)" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/coelho-em-gaiola-fora-da-fazendinha-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Uma criança criará esse coelhinho dentro da gaiola. O animalzinho está condenado a ser prisioneiro até morrer. Provavelmente nunca conhecerá a liberdade, se não terminar doado para algum parente com casa dotada de espaço livre.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Depois de acompanhar a perturbação barulhenta, o aprisionamento, a mercantilização e o tratamento como propriedade, vi a exploração em sua forma mais evidente. Pôneis puxavam charretes ou eram montados por crianças – dentro de cercados tão pequenos que duvido que tenha valido a pena para alguma criança andar poucos metros conduzida pelos bichos – o que, ao meu ver, deve dar um gosto de quero-mais para os pequenos, que insistirão para ir a algum hotel-fazenda num futuro próximo. Para as crianças, fica a impressão de que cavalos, controláveis como são, são mistos de animais e coisas, algo como carros vivos sem roda.</p>
<p style="text-align: justify;">Os pôneis puxadores de charretes estavam revestidos de muitos adereços usados como controle animal: cabresto, viseira, cordas e mais cordas, tantos equipamentos que transformam esses animais em veículos. Nem pareciam seres vivos, de tanta parafernália que visava o controle de seus movimentos. E o pior: a crina deles estava pintada de rosa. Os cavalinhos montados, por sua vez, não estavam pintados, mas a situação de exploração era a mesma: diversos adereços de controle de movimentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Os animais de ambas as situações estavam fadados a trabalhar, conduzindo crianças num pequeno cercado, por grande parte do tempo em que o shopping estivesse aberto – presumo que havia revezamento de trabalho entre os pôneis, para o caso de um deles cansar. Uma rotina de escravidão.</p>
<div id="attachment_5732" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/ponei-de-charrete-pintado-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-5732" title="ponei de charrete pintado 1" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/ponei-de-charrete-pintado-1-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Pônei de crina pintada, obrigado a puxar charrete até cansar.</p></div>
<div id="attachment_5733" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/poneis-montados-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-5733" title="poneis montados 1" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/poneis-montados-1-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Pônei obrigado a conduzir crianças em seu lombo até cansar. A exploração animal é naturalizada no cenário da “fazendinha”.</p></div>
<p style="text-align: justify;">A última “atração” que fotografei foi o touro mecânico. Felizmente não era um animal de verdade, torturado com um sedém em sua virilha, mas o brinquedo acaba induzindo a meninada a gostar de rodeio, a acreditar que montar touros “bravos” é muito divertido e inspirador. Acostumando as crianças aos touros mecânicos da vida, é questão de tempo para que elas passem a simpatizar com esse pseudoesporte, hoje cada vez mais repudiado – e os animais e seus defensores ganhem mais adversários.</p>
<div id="attachment_5734" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/touro-mecanico-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-5734" title="touro mecanico 1" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/touro-mecanico-1-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">O touro mecânico acostuma as crianças a gostarem de rodeios. E isso é péssimo tanto para os animais como para seus defensores.</p></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Que raios estão ensinando às crianças?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Tudo isso não tem apenas o aspecto de diversão, mas também um caráter pedagógico. Ou melhor, segundo a visão da ética animal, <em>antipedagógico</em>. Mesmo não havendo educadores à disposição na “fazendinha” que observei, existe a transmissão de ensinamentos, por parte dos pais ou montado por autoconstrução lógica e digerido pela própria criança. São transmitidos à garotada as crenças e valores prevalentes na pecuária os quais fundamentam moral e culturalmente toda a exploração animal existente no meio rural – desde o uso como meio de transporte até a transformação dos bichos, pelo abate, em carne, passando pelo entretenimento por passeios e pelo rodeio.</p>
<p style="text-align: justify;">Aprende-se lá que os animais rurais não são fins em si mesmos, mas sim meios para fins estritamente humanos – em outras palavras, que eles sempre nascem para servir para algo e a alguém. Eles não nascem simplesmente para viver na natureza, sendo ou não perseguido por predadores, mas para fornecer carne, leite ou ovos; servir de transporte sendo montado ou puxando veículos de tração – seja atendendo a necessidades da ruralidade, seja provendo entretenimento para quem busca uma cavalgada ou um passeio de charrete no campo para esquecer os problemas –; prover diversão sendo explorado em rodeios; e ser um servo afetivo das pessoas – animal de falsa estimação, cuja “vida útil” como “pet” acaba num churrasco de feriadão ou numa reunião de família; entre outras utilidades.</p>
<p style="text-align: justify;">E isso é naturalizado no ambiente ruraloide montado no shopping: o pai aponta para o filho a “fazendinha” antes de irem embora e diz em conclusão sobre todas as formas presentes de “utilizar” animais: “Filho, os animais nascem para isso mesmo, para nos servir. E eles servem muito bem, para as mais variadas coisas.” E o filho, carente de discernimento ético por ser ainda muito pequeno, aceita e assimila esse dogma, talvez para toda a vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Aliás, a juventude inocente e ingênua das crianças da primeira infância forma um filão muito apto para ser convencido de que explorar animais no mundo rural é válido, aceitável e justo. É de se pensar que os pecuaristas usam as “fazendinhas” de shopping para “ensinar” à meninada que o animais têm utilidade, não valor intrínseco, e assim angariar futuros compradores de alimentos de origem animal, apreciadores de rodeios e vaquejadas, pessoas sedentas por diversão no lombo de um cavalo, enfim, clientes que lhes darão muito dinheiro e farão o “crime” (entre aspas por ainda não ser reconhecido legalmente como tal) da exploração animal compensar.</p>
<p style="text-align: justify;">Dinheiro, para falar a verdade, é o que mostra como os animais ali não são respeitados em sua essência de seres sencientes demandantes de direitos: a entrada paga permite pelo menos ver os animais em exposição, como se estes fossem objetos exóticos de um museu – como dito mais acima, pôr pessoas em exibição seria um absurdo moral mesmo para quem expõe bichos, diga-se de passagem –; há bichos à venda, a preços variados, para serem tratados como objetos de decoração ou como animais de falsa estimação, todos destinados a uma prisão perpétua em gaiolas ou aquários – tratados como mercadorias que, segundo a mentalidade especista, não se importam em ser trocadas por dinheiro para serem transferidas de prisão; paga-se para andar de cavalo, em charrete ou montando, dando à exploração de pôneis e cavalos um caráter muito lucrativo.</p>
<p style="text-align: justify;">As crianças vão participando disso tudo e aceitando tacitamente todo o sistema. Guardam como se fosse um ensinamento importante: coelhos servem como animais de “estimação” a serem criados em gaiolas; peixes, como objetos de decoração; bois e vacas, para fornecer carne, leite, couro etc. ou ser montados ou derrubados por peões “valentes” em rodeios e vaquejadas; porcos e bodes e cabras, idem; galinhas e frangos, para distribuir respectivamente ovos e carne; cavalos, para transportar pessoas... Não faria sentido que nenhum deles vivesse se não tivesse uma utilidade para os seres humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Da mesma forma, assimila-se que é normal que animais sejam mortos para virar carne e couro – além de mais uma miríade de produtos de origem animal – em indústrias frigoríficas; ou que tenham seu corpo violado para fornecer leite e ovos. E é assim mesmo que tudo funciona e deve funcionar: animais como servos, dispostos a dar a vida pelos interesses dos seus senhores; humanos como seus proprietários (sic). E as crianças vão crescendo, abraçando essas crenças como verdades.</p>
<p style="text-align: justify;">E, ainda por cima, acostumam-se com a falsa imagem – o “rancho do velho McDonald” citado por Tom Regan – de que os bichos vivem em roças tradicionais, são tratados como “da família”, seu leite é ordenhado por um contente vaqueiro, seus ovos são colhidos no galinheiro por uma senhora que vive de bem com a vida e tais animais são mortos com “carinho”.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso contando com o fato de que nada ali na “fazendinha” fazia a mínima alusão aos latifúndios do agronegócio; às granjas industriais que prendem galinhas em pequenas gaiolas e “produzem” frangos aos milhares; às cada vez mais utilizadas fazendas-fábrica; ao confinamento de porcos dentro de pequenas baias individuais em grandes instalações agroindustriais; à alimentação da maioria dos animais com hormônios, drogas e grãos transgênicos; ao precário, atordoante e anti-higiênico transporte de “carga viva”; muito menos aos matadouros industriais movidos a facão e sangue ou àqueles clandestinos onde ainda se mata a golpes de marreta ou machado – abatedouros cuja aterrorizante imagem mental facilmente faria uma criança parar de comer carne por muito tempo, se não para sempre. A imagem rural desenhada ali era matuta, bucólica e tranquila, exceto pela multidão humana e pelo barulho que a mesma produzia.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Conclusão</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Concebidas como parques de diversão rural e, em última análise, como merchandising pecuarista, as “fazendinhas” de shopping como a que eu observei são um atentado ao bom senso e à ética não-antropocêntrica. Promovem um inestimável desserviço às crianças, ao lhes naturalizar o utilitarismo servil a que os animais são submetidos nas fazendas e passar a falsa imagem do ruralismo tradicional roceiro, cada vez mais raro numa realidade em que o extremamente predatório agronegócio, cada vez mais industrializado, dita as regras na ruralidade brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;">Estamos formando crianças acostumadas em ver animais sendo tratados como mercadorias, aprisionados em gaiolas, aquários e cercas, explorados vivos e mortos para os mais diversos fins. A garotada cresce aceitando como natural e normal que a vida não-humana seja banalizada, mercantilizada, comparada à não-vida, tratada sem o mínimo respeito e dignidade, e participando desse sistema que escraviza seres tão sencientes quanto os humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se as “fazendinhas” expusessem pessoas, seja como “aberrações” físicas ou como trabalhadores escravos, seriam hoje vistas como o mais abjeto dos absurdos. Mas quem está em jogo são “apenas” outros animais, e por isso a sociedade abraça a iniciativa de trazer o mundo rural para perto dos habitantes do urbano, e leva suas crianças para ver animais explorados e aprisionados e até para comprar alguns deles, que viverão confinados em gaiolas nos apartamentos e longe da vastidão e do ar puro do campo.</p>
<p style="text-align: justify;">É esse mundo que queremos, onde exploração e escravidão são a melhor diversão do momento para crianças?</p>
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		<title>Ataque à Turma da Mônica, o maior owned articulístico da internet brasileira?</title>
		<link>http://consciencia.blog.br/2010/03/ataque-a-turma-da-monica-o-maior-owned-articulistico-da-internet-brasileira.html</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 23:01:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cartuns, Quadrinhos e Charges]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças e Adolescentes]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Ética e Moral]]></category>

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<p style="text-align: justify;">Me chamou muito a atenção um fato de poucos dias atrás, que vem repercutindo até este momento. Dioclécio Luz, cuja profissão desconheço, escreveu um texto que consistiu num verdadeiro petardo contra os gibis da Turma da Mônica. Suas críticas se direcionavam à suposta falta de profundidade na personalidade das personagens dos quadrinhos -- incluindo as principais --, às características dos mesmos interpretáveis como uma apologia ao bullying, às características peculiares de cada personagem focadas em seus defeitos físicos ou comportamentais e à comparação dessas personalidades brasileiras com as personalidades muito profundas de heróis dos quadrinhos euamericanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Um trecho de seu artigo, <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?msg=CONF&amp;cod=578JDB009" target="_blank">que pode ser lido na íntegra aqui</a>, diz:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p><em>O outro aspecto a se observar na Turma da  Mônica é o abuso dos clichês. Pelo menos três personagens são clichês:  Mônica, como se viu, a que resolve as coisas na porrada; Cascão, que  odeia água; Magali, a comilona. Antes de tudo, note-se que são clichês  negativos. Ninguém da turma é conhecido por ser inteligente, criativo,  sensível, cuidadoso, gentil, amável, isto é, por qualidades humanas, por  virtudes humanas. Na verdade, temos, mais uma vez, o incentivo ao </em><em>bulling – esses três personagens trazem consigo motivos para discriminação e  para serem agredidos pelos colegas.</em></p>
<p><em>O problema dos clichês nos  personagens é que eles não existem fora disso. Cascão ou Magali (e a  Mônica) não existem fora dessas suas "virtudes". As observações, as  visões do mundo, as idéias, as sugestões, tudo isso que dá personalidade  a um personagem, não existe na Turma da Mônica. A gente sabe que é  Magali quando ela fala em comida; a gente sabe que é Cascão por seu ódio  à água; a Mônica aparece quando é hora da porrada. Mas essas  características de Cascão e Magali, como veremos mais adiante, não são  exatamente traços de personalidade, e sim, desvios comportamentais. A  violência da Mônica, sim, está mais próximo de um problema de  personalidade.</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Como se pode ver, praticamente uma versão brasileira d<a href="http://super.abril.com.br/superarquivo/2004/conteudo_124555.shtml" target="_blank">o livro <em>A sedução dos inocentes</em></a>, que condenou os quadrinhos nos EUA na década de 50 e causou um bom dano na indústria dos gibis na época.<span id="more-3192"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, seu texto não foi muito feliz e recebeu uma verdadeira chuva de meteoros hostis, dezenas de comentários o reprovando. Na mesma página do link acima citado, estão mais de 170 comentários, quase nenhum concordando.</p>
<p style="text-align: justify;">Não bastando isso, Rob Gordon postou no blog Championship Vinil um artigo de resposta, condenando com ainda mais força o texto de Dioclécio. Abaixo um trecho do texto <a href="http://champ-vinyl.blogspot.com/2010/03/carta-aberta-ao-sr-dioclecio-luz.html" target="_blank">que pode ser lido completo aqui</a>:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p><em>As empresas que publicam os quadrinhos de heróis, sobretudo Marvel e  da DC, que você propaga como lar de personagens com “personalidade”, há  muito deixaram de atuar apenas como editoras, trabalhando muito com  licenciamento – a própria Marvel Comics abandonou este nome e passou a  operar sob a marca Marvel Entertainment Group. São desenhos animados,  brinquedos, jogos eletrônicos, filmes, objetos escolares estampados com  todos os seus personagens. E não é preciso pesquisa para saber isso,  basta apenas olhar ao seu redor.</p>
<p>Mas, no seu texto, este elemento  serve apenas para atacar a Mônica – no caso das editoras citadas acima,  isso não é levado em conta em momento algum, pois contradiz seu  argumento.</p>
<p>E uma observação: o Tio Patinhas – que, ao contrario  do que você diz, não encontra solução para tudo na violência, mas sim no  dinheiro – é o símbolo máximo da Disney apenas aos olhos de comunistas.  Para o resto do mundo, incluindo aí própria empresa, o  personagem-símbolo da marca é o camundongo Mickey Mouse: o desenho de  suas orelhas é conhecido mundialmente, enquanto a cartola do Tio  Patinhas é uma imagem que jamais funcionaria sozinha.</p>
<p>Walt Disney  era reacionário? Totalmente. Mas daí a dizer que Maurício de Sousa  também tem esta visão – pelos argumentos que você indica – é o mesmo que  dizer que todo publicitário é nazista somente porque Joseph Gobbels o  era.</p>
<p>Não vejo como sua análise poderia se tornar mais rasa.</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Meu ponto de vista é o seguinte: li os dois textos, e vi coisas que fazem sentido nos dois. De fato concordei que há uma certa banalização da violência entre crianças nos gibis da Mônica, a escassez de atitudes de resolver impasses pela diplomacia e um foco menor do que poderia haver nas personalidades das personagens. Mas, ao meu ver, essas críticas poderiam ter sido feitas de forma construtiva, não na intenção de desacreditar a Maurício de Sousa Produções, mas para sugerir histórias ainda mais divertidas e, digamos, mais conscientizadoras -- considerando que os gibis têm um enorme potencial de transmitir valores a crianças.</p>
<p style="text-align: justify;">A Turma da Mônica, mesmo tendo esses poucos pontos questionáveis, é um patrimônio da cultura infantojuvenil brasileira e traz, além de risadas, diversos bons valores. Até nos comentários dos dois textos as pessoas dão depoimentos de como a turminha, em vez de corromper, lhes ensinou coisas boas em sua infância e início de adolescência. Atacar com todas as forças esse patrimônio deu no que deu: aquele que foi provavelmente o maior <em>owned</em> relacionado a um artigo de opinião da história da internet brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;">Fica inclusive uma lição até para mim, que já fui "ownado" uma vez, no blog Acerto de Contas no ano passado, por causa de um texto em que eu declarava ter medo de Marina Silva vencer as eleições por sua orientação evangélica e supostamente criacionista -- a orientação criacionista ela desmentiu algum tempo depois --: ter cuidado com o tom com o qual dirijo crítica a algo. É verdade que, desde maio do ano passado, os posts e artigos de tom agressivo tornaram-se muito raros. Mas sempre é bom lembrar a mim mesmo para manter o cuidado e transmitir opiniões e conscientizações que atraiam a compreensão e concordâncias ou discordâncias inteligentes das pessoas mais esclarecidas -- gente menos esclarecida geralmente age como trolls ou orcs em artigos que, por exemplo, falam de vegetarianismo.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você também escreve artigos de opinião e/ou conscientização, espero que essa lição esteja sendo transmitida também para você, de modo que evite <em>owneds</em> como o que Dioclécio Luz sofreu.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">P.S.: Antes que pensem que faço parte da multidão que repudiou o texto contra a Mônica, não faço parte, nem tenho nada contra Dioclécio, nem estou criticando-o de forma destrutiva ou injuriosa, nem ajudando a "owná-lo".</p>
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		<title>Escola de idiotice</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Mar 2010 20:45:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Burrice e Malignidade]]></category>
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<p style="text-align: justify;"><em><strong><a href="http://noticias.r7.com/vestibular-e-concursos/noticias/diretora-ensina-rebolation-a-alunos-e-gera-polemica-20100306.html" target="_blank">Diretora ensina Rebolation  a alunos e gera polêmica</a></strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Uma diretora causou polêmica <span style="color: #8b0000;">ao ensinar a dança Rebolation para os alunos</span> em uma escola estadual da cidade de Papagaio, no interior de Minas Gerais. As imagens foram gravadas por uma aluna da escola.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Pais e professores ficaram revoltados com a atitude da diretora da escola. Para eles, ela não estaria dando um bom exemplo aos alunos ao ensinar uma dança sensual às crianças.</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">O vídeo da baixaria "didática" está aqui:</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="445" height="270" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="flashvars" value="&amp;idmedia=6ba730a2c2e7402f1348ac01e54c971b&amp;playerHash=c9f0f895fb98ab9159f51fd0297e236d&amp;link=http://videos.r7.com/diretora-de-escola-ensina-danca-sensual-a-alunos-e-gera-polemica-em-mg/idmedia/6ba730a2c2e7402f1348ac01e54c971b.html&amp;playerUrl=http://videos.r7.com/r7/media/video/liquid3player.swf&amp;ad_program=http://mfp.r7.predicta.net/mfp/video/ad/$d=490$p=40$s=1$n=621989309$k1=c_59&amp;thumbnailPreview=http://webcast.sambatech.com.br/000482/account/8/3/thumbnail/media/6ba730a2c2e7402f1348ac01e54c971b/REC_FB_DIRETORAREBOLATION_470kbps_2010-03-060.8140389849431813.jpg?c593e66de0e460110dd9672728551f8e0b39f1fa8e06087f2309086b933f205a117ddcc71683b4a38657bc783cdbf5aa21fd24b9f80b79b34522fbe64a583cbeca266950492505e85f36521c62322b9890b1eeaf238484a17c2795c848b6e52b&amp;serverAddress=http://webcast.liquidplatform.com/1.5/messagebroker/player&amp;playerWidth=445&amp;playerHeight=270" /><param name="src" value="http://videos.r7.com/r7/media/video/liquid3player.swf" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="445" height="270" src="http://videos.r7.com/r7/media/video/liquid3player.swf" flashvars="&amp;idmedia=6ba730a2c2e7402f1348ac01e54c971b&amp;playerHash=c9f0f895fb98ab9159f51fd0297e236d&amp;link=http://videos.r7.com/diretora-de-escola-ensina-danca-sensual-a-alunos-e-gera-polemica-em-mg/idmedia/6ba730a2c2e7402f1348ac01e54c971b.html&amp;playerUrl=http://videos.r7.com/r7/media/video/liquid3player.swf&amp;ad_program=http://mfp.r7.predicta.net/mfp/video/ad/$d=490$p=40$s=1$n=621989309$k1=c_59&amp;thumbnailPreview=http://webcast.sambatech.com.br/000482/account/8/3/thumbnail/media/6ba730a2c2e7402f1348ac01e54c971b/REC_FB_DIRETORAREBOLATION_470kbps_2010-03-060.8140389849431813.jpg?c593e66de0e460110dd9672728551f8e0b39f1fa8e06087f2309086b933f205a117ddcc71683b4a38657bc783cdbf5aa21fd24b9f80b79b34522fbe64a583cbeca266950492505e85f36521c62322b9890b1eeaf238484a17c2795c848b6e52b&amp;serverAddress=http://webcast.liquidplatform.com/1.5/messagebroker/player&amp;playerWidth=445&amp;playerHeight=270" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">Essa é mais uma da série "Professoras de Idiotice" -- a primeira foi <a href="http://consciencia.blog.br/2009/08/idiocracia-da-swingueira.html" target="_blank">a da professora que dançou para uma banda de swingueira (vôte!) no ano passado</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">O pior é que a diretora parece ser de meia-idade, escapa do perfil de professoras jovens cuja juventude se deu nessa época de baixaria musical que vem desde os anos 90.</p>
<p style="text-align: justify;">Pois é, essa é a educação que temos. Em vez de fazer o que deveria -- educar e ensinar valores éticos novos que despachem os atuais valores parasitas --, ajuda a <em>perpetuar</em> a fossa social, moral e política que foi cavada e mantida durante séculos.</p>
<p style="text-align: justify;">A próxima vai ser um professor sendo flagrado ensinando seus/suas alun<small>@</small>s a promover pequenos atos de corrupção, como praticar pequenos furtos e subornar policiais.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">P.S: Notaram que a Record põe notícias sobre educação numa seção chamada "Vestibulares e Concursos"? Muito bizarro. É como se a educação  servisse apenas para "formar" vestibuland<small>@</small>s e concursand<small>@</small>s.</p>
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		<title>Resenha do documentário Jesus Camp</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 13:30:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alienação e Conformismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Quem assiste ao documentário Jesus Camp (2006) adquire a convicção de que o ministério cristão Kids on Fire, presidido pela pastora Becky Fischer, é um perigoso Talibã cristão criador de fanáticos/as religiosos/as. O vídeo mostra, embora num ponto de vista tendente à neutralidade, uma das formas como as igrejas evangélicas mais fundamentalistas dos Estados Unidos [...]


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<p>Quem assiste ao documentário Jesus Camp (2006) adquire a convicção de que o ministério cristão <em>Kids on Fire</em>, presidido pela pastora Becky Fischer, é um perigoso Talibã cristão criador de fanáticos/as religiosos/as. O vídeo mostra, embora num ponto de vista tendente à neutralidade, uma das formas como as igrejas evangélicas mais fundamentalistas dos Estados Unidos estão recrutando fiéis. Escancara todo o processo de lavagem cerebral e fanatização intensiva de crianças sob controle de ministérios extremistas.</p>
<p>Centrados no cotidiano das crianças Levi, Tory e Rachael, Jesus Camp relata como o acampamento de férias da <em>Kids on Fire</em> transformava crianças em fanáticos/as de guerra. Eram crianças treinadas desde cedo a seguirem cegamente o cristianismo, “aprendendo” a crença criacionista por livro de “ciência”, sendo induzidas a acreditar que filmes como os de Harry Potter são demoníacos, tendo sua mente bombardeada por insistentes pregações religiosas, sendo doutrinadas que o aborto tem que ser banido de seu país.</p>
<p>Segundo a pastora Fischer, é nessa idade, entre 5 e 8 anos, que as crianças absorvem algo que ficará em suas cabeças pelo resto da vida. Embora o filme não intencione a denúncia explícita como os documentários de Michael Moore fazem, a abordagem de cada detalhe do verdadeiro abuso psicológico daquela meninada nos leva à indignação diante de tanto absurdo. As crianças choram pela emoção induzida pela fé, têm sensações praticamente psiquiátricas de que estão sendo “abençoadas” pelo deus cristão, gritam por Jesus, são mentalmente levadas a pregar e prestar juramento à sua religião, repetem obsessivamente a si mesmas a convicção religiosa...</p>
<p>Nos cerca de 80 minutos do documentário, aprendemos como as igrejas fundamentalistas estadunidenses estabelecem, de forma muito covarde, um controle cerebral sobre mentes tão tenras e imaturas; como a lavagem cerebral que aplicam é tão sofisticada; como estão criando extremistas que se põem em guerra, terroristas em nome de Jesus.</p>
<p>George W. Bush, um dos presidentes mais malignos da história estadunidense, é abençoado pelas crianças do acampamento fundamentalista. Nos momentos em que ele e o juiz Samuel Alito são citados, percebemos como seu governo representou tudo que não prestava. Não bastasse ser um senhor da guerra e inimigo do meio ambiente, Bush também favoreceu o fundamentalismo cristão, segundo as próprias personalidades principais do ministério <em>Kids on Fire</em>.</p>
<p>Depois de terminamos de assistir a Jesus Camp, entramos num processo de reflexão: como essa gente é capaz de fazer tudo isso com meninos e meninas que mal tiveram a oportunidade de aprender a pensar? Pensamos também que, se essa atitude de doutrinar crianças para o fanatismo religioso se proliferar nos EUA, a situação futura daquele país será muito desconfortável, vislumbrando-se para o futuro a violação do laicismo do Estado, a expansão e radicalização da população ultraconservadora e os prejuízos às mulheres e às minorias, ambas as quais serão oprimidas por sombrios governos orientados pelo fundamentalismo cristão tal como foi o mandato duplo de Bush.</p>
<p>Jesus Camp nos dá um alerta: se esse processo de fanatização crescer por lá, se a população estadunidense se deparar com mais pastores/as do tipo de Becky Fischer, a coisa lá vai ficar ainda mais feia, e, em última análise, o mundo sofrerá ainda mais do que sofreu na era Bush.</p>
<p>Mas felizmente o acampamento do fanatismo foi brecado: em novembro de 2006, graças às reações indignadas da parte esclarecida e lúcida da população estadunidense, a colônia cristã infantil do documentário foi fechado e não há mais planos de novas concentrações de crianças cristãs por parte da pastora até o momento em que esta resenha foi escrita. Esperemos que a militância antifundamentalista se fortaleça de modo que cânceres religiosos como o ministério <em>Kids on Fire</em> não tenham mais vez por lá.</p>
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		<title>Quem disse que a cultura da anorexia caiu de moda na alta moda?</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 22:33:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Burrice e Malignidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cenas Fortes]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças e Adolescentes]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Trabalhistas]]></category>
		<category><![CDATA[Estupidez e Irracionalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícia Janeiro 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Posts e Atos de Conscientização]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[Hipermagreza domina passarelas da SPFW "Gente, o que é isso, essa menina está doente?" A frase, de um fashionista sentado na primeira fila de um desfile da SPFW, ilustra um espanto recorrente na atual edição do evento: as modelos estão mais magras do que nunca. Prova disso é que estilistas estão tendo dificuldades em montar [...]


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<blockquote style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u682197.shtml" target="_blank"><strong>Hipermagreza domina passarelas da SPFW</strong></a></em></p>
<p><span style="color: #8b0000;"><em>"Gente, o que é isso, essa menina está doente?" </em></span><em>A frase, de um fashionista sentado na primeira fila de um desfile da SPFW, ilustra um espanto recorrente na atual edição do evento: <span style="color: #8b0000;"><strong>as modelos estão mais magras do que nunca</strong></span>. Prova disso é que estilistas estão tendo dificuldades em montar seus "castings", fazem ajustes de última hora e escolhem peças estratégicas que<strong> escondam os ossos saltados das modelos</strong>.</em></p>
<p><span style="color: #8b0000;"><em>Na SPFW da magreza radical brilham modelos na faixa dos 18 anos, que <strong>têm índice de massa corporal, calculado pela Folha, igual ao de crianças de 9 anos</strong></em></span><em>. <strong>No mundo dos adultos, a Organização Mundial da Saúde chama esse índice de "magreza severa".</strong></em></p>
<p><em>A explicação vem da top Aline Weber, 21, que mora em Nova York e participou do filme "Direito de Amar", de Tom Ford. "Três coleções atrás, no auge do pânico antianorexia, as pessoas pesavam as modelos no backstage para ver se elas estavam saudáveis. Agora, a poeira baixou. Se você engorda um pouco, todo mundo está ali pra te julgar. Se você emagrece, falam que você está linda." Aline diz conhecer muitas meninas bulímicas e anoréxicas fora do Brasil. "As russas são as piores", conta.<span id="more-2482"></span><br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O stylist David Pollak identifica o padrão supermagro europeu como uma das causas da onda que atinge a atual edição da SPFW. "Muitas meninas estão trabalhando fora e por isso estão supermagras. <strong>Estão dentro do padrão de Paris, que é esquelético.</strong>" </em><span style="color: #696969;">[E viva a submissão do Brasil a padrões de fora, totalmente estranhos ao nosso padrão cultural de beleza. Enquanto os homens brasileiros veneram a mulher <em>gostosa</em> das curvas e com boa distribuição de músculos e moderadas gorduras, o mundo da moda impõe aos mesmos garotas sem curva nenhuma e evidentemente doentes.]</span></p>
<p><em>A magreza radical fez com que ele tivesse dificuldades na hora de montar o "casting" da Cavalera. "A marca tem uma imagem mais adolescente, saudável. Por isso, peguei meninas que não são badaladas [leia-se, as que ainda não têm carreira internacional]. Outros stylists tiveram de fazer o improvável: dispensar meninas de suas seleções porque elas estavam magras demais.</em></p>
<p><em>A onda tem feito eles inverterem uma antiga lógica da moda: ao invés de avaliarem roupas ideais para esconder, por exemplo, um quadril mais largo, têm de descobrir os looks que vão ocultar um corpo esquálido. "As meninas muito magras causam problemas. Seus ossos apontam num vestido de seda mais fluido. Ou seus corpos, muito estreitos, deixam a proporção toda estranha", avalia o stylist Maurício Ianês.</em></p>
<p><em><br />
</em></p>
<p><em>Muito café</em></p>
<p><em>O estilista Reinaldo Lourenço não só percebe a hipermagreza das modelos desta temporada como também conta que teve que fazer hora extra por conta do fenômeno. "Tive que fazer vários ajustes de última hora em roupas que ficaram largas nas meninas, o que me deu o maior trabalho", diz. Segundo ele, isso acontece porque a atual safra de modelos é "muito jovem".</em></p>
<p><em>Nos camarins, longe da mesa de salgadinhos e quitutes --relegada aos jornalistas--, modelos desfilam com copos de café. "Identifico as mais magras como a turma do cafezinho, já que elas passam o dia todo tomando café para não comer e ficarem ligadas", diz Pollak. Em entrevistas, elas escondem o peso e as medidas. "Não sei quanto peso. Nunca subo na balança", disfarça uma delas.</em></p>
<p><em>Cristina Theiss, 18, jovem aposta da Ford Models, teoriza: "Para fazer passarela de inverno, precisa ser mais magrinha mesmo, porque as roupas são volumosas, enchem demais". Para agências de modelos, o assunto ainda é tabu. Ou foi deixado de lado. "Magreza? Anorexia? Mas que assunto antigo, datado!", diz um agente, interrompendo a entrevista da Folha com uma modelo. Basta olhar para as passarelas para ver que não é.</em></p>
<hr /><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u682199.shtml" target="_blank"><em><strong>De tão magras, modelos chegam a andar com dificuldade</strong></em></a><em>Chegou a um nível irresponsável e escandaloso a magreza das modelos nas semanas brasileiras de moda. <strong><span style="color: #8b0000;">As garotas, muitas delas recém-chegadas à adolescência, exibem verdadeiros gravetos como pernas e, no lugar dos braços, carregam espécies de varetas desconjuntadas. De tão desencarnadas e enfraquecidas, algumas chegam a se locomover com dificuldade quando têm que erguer na passarela os sapatos pesados de certas coleções.</span></strong></em><em>Usualmente consideradas arquétipos de <span style="color: #800080;">beleza</span>, essas modelos já estão se acercando de um estado físico limítrofe, em que a feiura mal se distingue da doença.</em></p>
<p><span style="color: #8b0000;"><em>Essa situação tem o conluio de todo o meio da moda, que faz vista grossa da situação, mesmo sabendo das crueldades que são impostas às meninas e das torturas que elas infligem a si mesmas para permanecerem desta maneira: um amontoado de ossos, com cabelos lisos e olhos azuis.</em></span></p>
<p><em>Uma rede de hipocrisia se espalhou há anos na moda, girando viciosamente, sem parar: os agentes de modelos dizem que os estilistas preferem as moças mais magras, ao passo que os estilistas justificam que as agências só dispõem de meninas esqueléticas. Em uníssono, afirmam que <strong>eles estão apenas seguindo os parâmetros de beleza determinados pelo "mercado" internacional</strong> --indo todos se deitar, aliviados e sem culpa, com os dividendos debaixo do travesseiro.</em></p>
<p><em><strong>Alguns, mais sinceros, dizem que não querem "gordas", com isso se referindo àquelas que vestem nº 36. <span style="color: #8b0000;">Outros explicitam ainda mais claramente o que pensam dessas modelos: afirmam que elas não passam de "cabides de roupas".</span></strong></em></p>
<p><em>Enquanto isso, as garotas emagrecem mais um pouco, mais ainda, <span style="color: #8b0000;">submetidas também a uma pressão psicológica descomunal para manterem, em pleno desenvolvimento juvenil, as características de um cabide.</span></em></p>
<p><em>Um emaranhado de ignorâncias, covardias e mentiras vai sendo, assim, tecido pelo meio da moda, inclusive pelos estilistas mais esclarecidos, que não pesam as consequências do drama (alheio) no momento em que exibem, narcisicamente, suas criações nas passarelas.</em></p>
<p><em>Para uma semana de moda, que postula um lugar forte na sociedade brasileira, é um disparate e uma afronta que ela exiba a decrepitude física como modelo a milhões de adolescentes do país.</em></p>
<p><em>Para a moda como um todo, que vive do sonho de embelezar a existência, a forma como os agentes e os estilistas lidam com essas moças é não apenas cruel, mas uma blasfêmia. <strong>Eles, de fato, não estão afirmando a grandeza da vida, mas propagando a fraqueza e a moléstia.</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O filósofo italiano Giorgio Agamben escreveu que as modelos são "as vítimas sacrificiais de um deus sem rosto". <strong>É hora de interromper esse ritual sinistro. É hora de parar com essas mistificações da moda, que prega futuros ecológicos, convivências fraternais e fantasias de glamour, enquanto exibe nas passarelas verdadeiros flagelos humanos.</strong></em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Alcino Leite Neto e Vivian Whiteman, jornalistas da Folha de S. Paulo, autoræs do segundo texto, mostram sem papas na língua como o mundo da moda jogou fora qualquer senso de ética com a exploração trabalhista de adolescentes e a exaltação do padrão de "beleza" anoréxico e eurocêntrico.Parabéns e obrigado a elæs por esse texto contundente.</p>
<p style="text-align: justify;">É evidente que a anomia está reinando nas passarelas brasileiras, dando extremamente mau exemplo às garotas que querem ser modelos em todo o mundo. Ao meu ver, o governo precisa intervir com leis que imponham um pouco de ética na alta moda e combatam a apologia à anorexia e a exploração juvenil.</p>
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