Arauto da Consciência

As causas reais das enchentes da Zona da Mata nordestina (Parte 2)

Postado em 10/07/2010 à/s 19:55

A Associação dos Geógrafos Brasileiros - seção Recife também explica as causas das enchentes que devastaram diversas cidades na Zona da Mata alagoana e pernambucana. Dessa vez, junta as questões ambientais, abordadas competentemente no programa Nordeste Viver e Preservar, com fatores socioeconômicos, de como o latifúndio canavieiro e o empobrecimento da população dessa região causado pela concentração de terras e de renda levaram à degradação ambiental que terminou causando tal catástrofe.

Nota pública sobre as enchentes em Pernambuco e Alagoas
escrita em nome da Associação dos Geógrafos Brasileiros

Mais de 80 mil pessoas, só em Pernambuco, tiveram suas casas parcial ou completamente destruídas pela enxurrada. As enchentes causaram, até agora, 17 mortes só em Pernambuco, oito em Recife. Apenas em Alagoas estima-se 600 desaparecidos. Em Pernambuco, 80 municípios estão afetados e 59 cidades atingidas diretamente, 30 estão em situação de emergência, e 9 em estado de calamidade pública. Oitenta pontes foram arrastadas e 2.103 Km de estradas danificadas. As informações demoram a chegar e vem à medida que os acessos às cidades são restabelecidos pelo exército.

A força das águas provocou transbordamento de rios, sangramento das barragens, levou até um tanque de armazenamento de uma usina de açúcar que pesava 180 toneladas. Faltam comida e água, não há comércio para vender absolutamente nada. Diversas cidades estão sem energia elétrica, sem abastecimento de água potável, sem hospitais, sem delegacia, presídios foram destruídos e os bancos estão fechados. O CENÁRIO É DE GUERRA. As pessoas já passam a brigar na rua por qualquer pedaço de comida achado no meio dos entulhos e lama.

Cidades inteiras estão devastadas. Após a enxurrada, a cidade mais populosa da Mata Sul do Estado de Pernambuco, Palmares, com 56 mil habitantes, está completamente destruída e sem acesso por terra. A ponte sob o Rio Una, na BR 101, foi carregada pelas águas.  Cortês, na mesma região, foi varrida pelo Rio Sirinhaém e só sobra destroços onde antes era uma cidade.  O governo estadual e federal mobilizou as forças armadas, estão sendo desenvolvidos os trabalhos de reestruturação básica, religamento de  luz e água potável, os serviços de telefonia móvel estão sendo reestruturados, bem como a montagem de hospitais de campanha.

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Enquanto a massa digita “Cala Boca Galvão”, as otoridades aproveitam e desmandam

Postado em 25/06/2010 à/s 20:45

Judiciário quer reajuste de 56% e salário de quase R$ 9 mil para copeiro

Os tribunais superiores do País se propõem a pagar até R$ 8.479,71 a funcionários que têm apenas instrução fundamental e desempenham funções de apoio, como copeiros, contínuos ou operadores de copiadora. O salário inicial é de R$ 3.615,44.

Essa situação será criada pela aprovação do projeto de lei 6.613/2009, em tramitação no Congresso Nacional. A proposta dá um reajuste médio de 56% aos 100 mil funcionários do Judiciário. Com ele, profissionais de nível técnico poderão ganhar até R$ 18.577,88 e os de nível superior, R$ 33.072,55 - acima do teto do serviço público, que é de R$ 26.723,13.

Esses super salários não constam do projeto de lei, cujo anexo informa apenas o valor do vencimento básico, somado a uma gratificação. Mas os contracheques podem engordar até dobrar de tamanho se foram somadas vantagens pessoais.

É o caso do analista judiciário. Pelas tabelas que circulam no Congresso, ele ganharia, no topo, R$ 16.324,61. Mas o vencimento bruto chega a R$ 33.072,55, num caso extremo. É o caso de um profissional que ocupe um cargo de confiança, chamado "cargo em comissão", que lhe rende um adicional de até R$ 7.596,39, esteja nessa situação há duas décadas, recebendo por isso dez "décimos", num total de R$ 7.791,17, e tenha doutorado, ganhando por isso R$ 1.360,38 a mais.

"Alguns servidores podem chegar a essa situação, mas isso é coisa de 1% a 2% da carreira", disse Jailton Mangueira Assis, coordenador de Administração e Finanças do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União no Distrito Federal (Sindjus-DF). "Cerca de 60% não têm incorporação nenhuma."

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[Pernambuco] Eduardo Campos, o “Máquina” pernambucano (Parte 2)

Postado em 14/06/2010 à/s 20:39

Será que é esse mesmo o Pernambuco que queremos para os próximos quatro anos e para as gerações futuras?

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[Pernambuco] Eduardo Campos, o “Máquina” pernambucano

Postado em 14/06/2010 à/s 20:35

Publicdo originalmente em 16/05/10 à 01:35

Para quem não se lembra ou tem menos de 15 anos de idade, O Máquina era o vilão do desenho animado Free Willy, inspirado no filme homônimo. Inimigo número um do meio ambiente, assim como Eduardo Campos e a bancada ruralista, travestia-se do empresário Rockland Stone para parecer bonzinho perante a população, inclusive para o protagonista Jesse, amigo da orca macho Willy. Sua pretensão era explorar e destruir a natureza por interesses econômicos individuais e vingar-se de Willy, mas era sempre impedido por Willy e seus/suas amig@s ambientalistas e companheir@s animais.

Hoje o Brasil tem seus vários Máquinas. Eduardo Campos em Pernambuco, Blairo Maggi em Mato Grosso, Kátia "Sarah Palin" Abreu em Tocantins... Tod@s lutando por um Brasil menos e menos verde e mais e mais esfumaçado, desejos@s por um futuro em que tudo o que teremos para comer será papel-moeda (dinheiro) e borracha e o que haverá para beber será água contaminada e refrigerante.

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Notícias que não deveriam ser divulgadas (Parte 2)

Postado em 12/06/2010 à/s 0:34

Saiba o que Um Ovo Por Dia Faz Pela sua Saude (fonte: blog Lulucha)

Coma um ovo por dia para ganhar músculos e perder gordura.

Ele contém albumina; que aumenta a massa magra; e leucina que ajuda a manter.

Quando pensa no consumo de proteínas, pouca gente se lembra dele, mas o ovo é uma alternativa bastante saudável para repor os aminoácidos essenciais ao funcionamento do organismo. As proteínas são de extrema importância para o nosso organismo por sua função construtora e reparadora, além de participarem da formação de hormônios, enzimas e anticorpos.

A variedade de opções no preparo (cozido, mexido ou em omeletes) conta a favor de inclusão do ovo na dieta...

Tem certeza que comer ovos faz bem?

Para os animais não faz nada bem. Vejam por quê, em um vídeo de denúncia, brasileiríssimo, do meu colega irmão de consciência Guiminha.

É por isso que a notícia no topo deste post é mais uma que não deveria ser publicada nem divulgada, por fazer uma apologia ao consumo irresponsável e à consequente perpetuação de um terrível regime de exploração animal, que ninguém desejaria ver replicado num regime semelhante de exploração humana.

Relembro que não divulgo o link da fonte dessas notícias impublicáveis, mas apenas o nome do site ou blog que o publicou, pois não quero ajudar a passar as más mensagens.

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“Hoje brasileiros podem comer bife e Danone”. Não, Dilma, isso não é nada bom

Postado em 11/06/2010 à/s 4:12

Agora brasileiros têm acesso a bife e danone, diz Dilma ao elogiar o governo Lula

Ao elogiar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a pré-candidata Dilma Rousseff (PT) disse nesta quinta-feira que os brasileiros reconhecem os avanços proporcionados pelos programas sociais. Em entrevista à Rádio Capital, de São Paulo, Dilma afirmou que a vida da população melhorou e, agora, as famílias podem ter à mesa alimentos que antes não teriam, como bife e danone.

- Eu recebo um retorno muito importante do que o presidente e nós todos no governo fizemos. Há por parte da população brasileira uma consciência muito grande dos avanços, porque eles tiveram um efeito direto desses programas. Melhorou a vida (...) Hoje, melhora a mesa das pessoas. Elas têm acesso a possuir alimentos que antes não tinham. É o bife... É, por exemplo, o danone - disse ela, referindo-se à marca de iogurte.

A declaração de Dilma lembra à do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, quando o govern exaltava o consumo de determinado produto, empenhando-se para fazer, por exemplo, o "ano do frango" e o "ano do iogurte".

O ganho de poder aquisitivo é bom, mas o acesso ao bife e ao iogurte não é nada agradável. O panorama de destruição ambiental causada pela dona pecuária (alô, campanhas "Carne Legal" do MPF e "Farra do Boi" do Greenpeace?) e o regime implacável de exploração animal (lembrem-se do post sobre a exploração na indústria de laticínios) não me deixam mentir.

É esse o desenvolvimento que Dilma quer? Um desenvolvimento em que a população tenha acesso relativamente livre ao consumo desenfreado de elementos que causam muita destruição e exploração assassina? Carne adoidada para tod@s às custas de milhares e milhares de hectares de floresta e milhões de vidas ceifadas de animais? Iogurte para todo mundo às custas do sofrimento de tantas mães que perdem seus filhotes forçadamente ainda em época de mama e têm seu leite usurpado pela indústria do leite?

Não, não quero esse desenvolvimento perverso, um país crescendo sobre um alicerce cheio de ossos e sangue.

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Carne legal? Por que não o vegetarianismo?

Postado em 10/06/2010 à/s 1:19

O Ministério Público Federal vem empreendendo uma campanha de “conscientização” para que os brasileiros verifiquem a procedência da carne que compram, de modo que evitem carne originada de pastos gerados com desmatamentos ilegais e outros crimes. É boa a intenção do MPF, mas é limitada e reducionista quando pensamos, no âmbito ambiental, que a campanha poderia ser mais abrangente em favor do meio ambiente, em prol de um consumo realmente mais ecoamigável e, sobretudo, ético.

Enxerga-se a expansão ilegal dos pastos na Amazônia e no Cerrado como o problema ambiental maior do Brasil, com razão. Mas está longe de ser o único que merece atenção dentre os diversos males ambientais causados pela pecuária, já que temos também a emissão de gases-estufa mesmo pelas criações totalmente legalizadas de bovinos e pelos sistemas de transporte animal e abate, além da alimentação de bois em regime semiextensivo com milho e soja, dois grandes vetores de desmatamento, do grande gasto de água e do desperdício de terras agriculturáveis pelo baixíssimo rendimento da carne em quilos por hectare por ano – isso só considerando a bovinocultura.

Assim sendo, fica ambientalmente evidente que toda a carne bovina é ecologicamente maléfica e que a campanha do MPF incorre em reducionismo. A solução então é comer carnes brancas ou de outros mamíferos, certo?

Também não. As criações de porcos, bodes e galináceos, das pequenas cercas até as fazendas-fábrica, são responsáveis por muita poluição, oriunda principalmente dos excrementos, das substâncias químicas e do transporte de “carga viva”, e consumo exorbitante de água.

Sem falar nas questões éticas. Cada vez menos se consome carne sem preocupação com os animais que, seja nas mais destrutivas fazendas ilegais, seja nas mais “sustentáveis” criações “orgânicas”, são tratados como propriedade e mortos em grande número como se não fossem nada mais além de coisas, de matéria-prima ambulante. Por mais “ecológica” que seja, uma carne sempre virá recheada de exploração e negação de direitos.

Assim sendo, faria mais lógica o MPF incentivar o vegetarianismo do que pregar o consumo de carne legalizada. Mas, se isso acontecesse, seria muito inesperado, visto que o Poder Judiciário carece de qualquer visão animalista fora o bem-estarismo e prefere preservar os empregos e as divisas econômicas proporcionados pela pecuária, mesmo que venham manchados de sangue.

A solução mais coerente da alimentação para responder às degradações ambientais em todo seu conjunto é parar de comer qualquer carne – e também qualquer outro alimento de origem animal –, e não simplesmente consumir “carne legal”, amenizando o peso na consciência e esquecendo todas as perversas consequências do onivorismo distintas – mas nunca não relacionadas – do desmatamento. Mas, como estamos observando, as entidades de justiça ainda demorarão bastante para entender isso, ainda estão hoje na fase de achar que a carne e outros derivados animais não podem ser expulsos de nossa alimentação e que a pecuária é sagrada para a economia, mesmo que a torne uma economia suja do sangue da exploração e da matança.

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Ministério Público Federal lança campanha contra carne de desmatamento, e Band toma as dores dos ruralistas

Postado em 09/06/2010 à/s 0:44

Acabei de ver um vídeo que consegue ao mesmo tempo ser lamentável e fazer @s vegetarian@s pelos animais babarem.

Com o título que a Band botou no vídeo (não só a propaganda do MPF, mas ela mais o editorial) é "MPF lança campanha que criminaliza a pecuária brasileira", não há aquelæ defensor/a dos direitos animais que não babe antes de saber do que o vídeo se trata. A ingênua impressão inicial que se passa é que o MPF finalmente aderiu à luta abolicionista para criminalizar a exploração animal pela pecuária. Mas, é claro, não é isso. É apenas uma campanha pelo consumo de carne bovina não vinda de desmatamentos ilegais. Absolutamente nada a ver com direitos animais ou com uma suposta repressão à pecuária bovina dita "sustentável".

Vejam o vídeo veiculado pela Band:

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ONU recomenda vegetarianismo completo pela preservação ambiental

Postado em 05/06/2010 à/s 9:49

ONU recomenda dieta vegana para compater mudança climática

Uma mudança global para uma dieta vegana é vital para salvar o mundo da fome, pobreza de combustíveis e os piores impactos da mudança climática, diz um novo relatório da ONU. A previsão é de que a populção mundial chegue a 9.1 bilhões de pessoas em 2050 e o apeite por carne e laticínios é insustentável, diz o relatório do programa ambiental da ONU (UNEP).

A agricultura, particularmente produtos de carne e laticínios, é responsável pelo consumo de cerca de 70% da água doce do mundo, 38% do uso de terra e 19% das emissões de gases estufa, diz o relatório que foi lançado para coincidir com o dia do meio ambiente no próximo sábado (05 de junho).

Diz o relatório: “Espera-se que os impactos da agricultura cresçam sustancialmente devido ao crescimento da população e o crescimento do consumo de produtos animais. Ao contrário dos combustíveis fósseis, é difícil produzir alternativas: as pessoas têm que comer. Uma redução substancial de impactos somente seria possível com uma mudança de dieta, eliminando produtos animais.

O painel de especialistas categorizou produtos, recursos e atividades econômicas e de transporte de acordo com seus impactos ambientais. A agricultura se equiparou com o consumo de combustível fóssil porque ambos crescem rapidamente com  mais crescimento econômico, eles disseram.

Professor Edgar Hertwich, o principal autor do relatório, disse: “Produtos animais causam mais dano que produzir minerais de construção como areia e cimento, plásticos e metais. Biomassa e plantações para animais causam tanto dano quanto queimar combustíveis fósseis.

Ernst von Weizsaecker, um dos cientistas que lideraram o painel, disse: “Crescente afluência está levando a um maior consumo de carne e laticínios – os rebanhos agora consomem boa parte das colheitas do mundo e, por inferência, uma grande quantidade de água doce, fertilizantes e pesticidas.”

A notícia já fala por si só.

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Breve reflexão sobre petróleo e tragédias ambientais

Postado em 04/06/2010 à/s 21:35

Animais sofrem com o maior desastre ambiental dos EUA

O presidente dos Estados Unidos visitou pela terceira vez a área atingida pelo vazamento de petróleo no Golfo do México. Barack Obama cobrou mais rapidez da empresa British Petroleum para indenizar as famílias afetadas pelo desastre ambiental.

A operação aconteceu a 1.600 metros de profundidade. Uma cúpula de metal amarelo com o formato de um grande sino ligado a um tubo foi feita para vedar o poço e funcionar como uma espécie de aspirador gigante, levando o petróleo para os porões de um navio. A peça foi encaixada na ponta do cano com a ajuda de robôs. Mas o vazamento não foi totalmente contido. De cada cem litros de petróleo que continuam se espalhando no mar, apenas cinco estão sendo sugados pelo equipamento e armazenados na superfície.

Os técnicos da Britsh Petroleum disseram que o óleo ainda vaza por válvulas que serão fechadas aos poucos. Se desta vez tudo der certo, eles esperam chegar a recuperar 90 de cada 100 litros que escapam do poço danificado.

Na superfície, a mancha já é tão grande que seria capaz de cobrir todo o estado do Rio de Janeiro e ainda uma pequena parte de São Paulo e de Minas Gerais.

Nesta sexta-feira (4), o presidente Barack Obama voltou ao estado de Louisiana para visitar comerciantes e moradores que estão tendo prejuízos com o desastre ambiental. Ele disse que ainda é cedo para ser otimista com relação ao fim do vazamento.

O óleo já chegou a várias reservas ambientais da costa do estado da Lousiana. Hoje, agentes do governo responsáveis pelo resgate de animais estiveram em um santuário de pelicanos atingido pela maré negra do petróleo.

Quase não dá para ver os animais debaixo de tanto óleo. Alguns respiram com dificuldade. Dezenas de pássaros foram resgatados. Mas, segundo os técnicos, pelo menos um terço deles não vai sobreviver.

A culpa por desastres de vazamento de óleo não é necessariamente de quem consome, até porque somos reféns de um sistema econômico e tecnológico que ainda não conhece fontes de energia limpas e renováveis que substituam integralmente o petróleo. Mas vale refletir como se vem ainda exaltando a produção de petróleo, mesmo em época que vem demandando o estudo urgente de novas fontes de energia.

O maior exemplo, praticamente um exemplo ultimate, é o pré-sal brasileiro. Antes da descoberta dessas reservas muito profundas de petróleo, o governo falava muito e muito da expansão da produção de etanol e biodiesel. Mas, quando o pré-sal foi descoberto e sua exploração viabilizada, praticamente acabou-se o discurso da energia renovável. O petróleo voltou ao pedestal que ocupava desde a primeira metade do século 20, de combustível supremo e insubstitível, de fonte de riqueza irrecusável.

É motivo de lamentação que esse tipo de atitude continue em pleno século 21, aquele que deveria estar sendo o século da revolução ambiental, na qual toda aquela atitude de desprezo ao meio ambiente e exaltação de tecnologias sujas seria superada.

Se temos que ver desastres como o atual e o do caso Exxon Valdez (navio petroleiro que vazou no Alasca em 1989), é em grande parte porque os governos e empresas ainda go$tam muito do petróleo.

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Não sabe bem ainda o que é veganismo? Veja este vídeo

Postado em 03/06/2010 à/s 19:09

Vídeo encontrado no YouTube que fala sobre veganismo. Desejo a você boa reflexão.

Obs.: é um vídeo explicativo, não tem cenas fortes.

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Suplício salarial dos professores no blog Dr. Pepper

Postado em 31/05/2010 à/s 19:17

"Profissão Professor", tirinha do hilário blog de humor mezzo-negro, mezzo-comum Dr. Pepper:

Página de onde tirei a tirinha

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Artigo na ANDA: Carta para donos … sobre inclusão de pratos vegetarianos

Postado em 29/05/2010 à/s 1:28

Muito atrasado, anuncio aqui o mais novo artigo da coluna Zeitgeist Moral na ANDA:

Carta para donos de estabelecimentos alimentícios e hospedarias sobre inclusão de pratos vegetarianos

É um misto de apelo e queixa, mostrando que nós vegetarian@s ainda somos ignorad@s pela imensa maioria dos restaurantes, lanchonetes, pizzarias, sorveterias, bares, hotéis, pousadas e albergues.

Boa leitura e, se você é vegetarian@ e sofre com o problema relatado, sugiro que divulgue o apelo-queixa a tod@s @s don@s desses tipos de estabelecimentos @s quais você conhecer.

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[Pernambuco] Globo Nordeste é nossa mais nova aliada contra o ecocídio de Suape. Veja a reportagem

Postado em 22/05/2010 à/s 21:40

Eu e milhões de outras pessoas sabemos que a Globo nacional tem um enojante histórico de manipulação jornalística e hipnotização alienante. Mas a Globo Nordeste, pelo menos no caso abaixo, mostra um comportamento diferente de sua matriz.

Assim sendo, nós ambientalistas finalmente conseguimos aliança com uma das mídias mais poderosas de Pernambuco -- a Globo Nordeste com seu programa Nordeste Viver e Preservar. Quase um mês depois de termos levado uma lapada do Jornal do Commercio, que fez uma apologia vergonhosa à destruição com o argumento do desenvolvimento e a exaltação da pseudossustentabilidade dos gestores de Suape, enfim conseguimos algum êxito em se tratando de ter uma parcela da mídia ao nosso lado.

Não que a Globo Nordeste seja uma emissora totalmente do bem -- até porque, sem assistir televisão, não venho tendo oportunidades para verificar se a emissora filial procede em alguns momentos como sua matriz --, mas essa ajuda "global" é extremamente bem-vinda.

Meus agradecimentos à Globo Nordeste e ao Nordeste Viver e Preservar, por essa ajuda de peso.

Abaixo está o vídeo que mostra o nosso lado, o lado da natureza, o lado de uma biosfera que quer continuar vivendo, o lado do desenvolvimento responsável e sustentável. (Está dentro do "Leia mais" porque começa a tocar sozinho)

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Energia vs. Amazônia: esse é o nosso governo federal

Postado em 18/05/2010 à/s 0:36

Ibama admite extinções em Belo Monte

"Quatro ou cinco espécies de peixes têm potencial de se extinguir, mas assumimos esse risco. Para o conjunto da Amazônia, faria muito mais mal construir 25 termelétricas do que a usina hidrelétrica de Belo Monte", afirma o biólogo Antonio Hernandes, do Ibama.

Coordenador de infraestrutura de energia elétrica do órgão ambiental, Hernandes falou à Folha em resposta às críticas feitas por um grupo de ictiólogos, biólogos especializados em peixes, ao estudo de impacto ambiental que tornou possível o licenciamento e posterior leilão da usina.

Entre outros problemas, esses cientistas apontam a imperícia na identificação das espécies nativas do trecho do rio Xingu que receberá a usina.

Os bichos teriam sido igualados erroneamente a peixes que só existem em outras bacias hidrográficas. Subestima-se, assim, a presença no Xingu de espécies que ainda nem ganharam nome científico.

Também reclamam que houve desleixo no cadastro dos espécimes coletados em museus, o que pode atrapalhar o estudo da diversidade de espécies quando seu habitat estiver alterado ou mesmo desaparecido. E afirmam que o número real de peixes sob risco de sumir pode ser muito maior do que quatro ou cinco.

O Ibama, porém, discorda.

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Usinas no Rio Tapajós alagarão áreas protegidas

As cinco hidrelétricas que o governo planeja construir na região do rio Tapajós, no Pará, afetarão diretamente 871 km² de áreas protegidas de floresta, uma área equivalente a metade da cidade de São Paulo.

O cálculo foi feito pela Folha com base em dados do estudo de inventário hidrelétrico dos rios Tapajós e Jamanxim, produzido pela Eletronorte e pela Camargo Corrêa.

Segundo o relatório, preliminar, deverão ser alagadas pelos reservatórios das usinas porções de dois parques nacionais e três florestas nacionais. Somados, os reservatórios das cinco hidrelétricas terão 1.979 km² de área.

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Destruição ambiental em Suape: imagem da área ameaçada

Postado em 15/05/2010 à/s 0:04

Abaixo está a imagem de satélite da área natural de Suape ameaçada pelo governo Eduardo "Campos Aterrados". Só hoje tive acesso à versão digital do panorama da destruição que querem promover, o maior desmatamento da história pernambucana moderna.

Veja a imagem e pense: você vai deixar que isso aconteça, sem ao menos fazer um mínimo de esforço individual -- ou grupal, se participar de alguma turma disposta a exercer coletivamente a cidadania -- para pelo menos expressar sua inconformação e oposição a esse tipo de desenvolvimentismo irresponsável, que sacrifica mangues, florestas e savanas em oferenda ao deus dinheiro?

Imagem de satélite esquematizando o projeto ecocida do Governo de Pernambuco. As áreas assinaladas em azul não foram explicadas pela legenda. Clique na imagem se quiser vê-la em tamanho ainda maior. Fonte: site O Eco

Repare que a área ameaçada abrange praticamente toda a região do estuário da Bacia do Ipojuca, com exceção do rio Merepe (ao sul do porto) e alguns poucos fragmentos.

Se considerarmos que o governo de hoje permanecerá no futuro, mesmo nas gestões sucessoras, com esse mesmo comportamento intransigente de arrogar propriedade sobre toda a vida ecossistêmica existente nos polígonos assinalados do mapa,a destruição será estendida no futuro a, quem sabe, toda a área dentro do limite ZPEs e CIPS -- ou, pior, a áreas mais além, quem sabe destruindo o último resquício de mangue do estuário, a mata do Rio Merepe.

Será que vamos deixar ou aceitar que o dinheiro seja superior à vida -- humana e ecossistêmica --, nos igualando a pistoleiros  e jagunços, que ganham dinheiro matando?

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