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	<title>Arauto da Consciência &#187; Fabricação, Tráfico e Uso de Armas</title>
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	<description>Divulgando uma nova visão de mundo, em prol de um novo mundo</description>
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		<title>O artesão e a centelha: a força de quem fala e/ou escreve contra as injustiças e matanças</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Apr 2010 01:55:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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<p style="text-align: justify;">Como já afirmei algumas vezes no Consciência Efervescente e talvez aqui no <strong>Arauto</strong>, sou fã de Bruno Müller, escritor de artigos fantásticos sobre direitos animais -- melhor dizendo, direitos dos animais humanos e não-humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Tem o porém de que seus artigos são grandes e isso desencoraja leitoræs mais preguiços<small>@</small>s. Entretanto, quem os lê sai de "alma" lavada.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim sendo, tenho o prazer de trazer mais um texto dele.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.anda.jor.br/?p=49160&amp;cpage=1#comment-12483" target="_blank"><strong>O artesão e a centelha</strong></a><br />
<em>por Bruno Müller</em>, para a ANDA</p>
<p style="text-align: justify;">Um lugar comum da vida dos escritores profissionais, particularmente  aqueles dos quais se exige grande prolixidade, como cronistas e  colunistas de jornal, é a falta de assunto. Sobre o que escrever? O  leitor (e o empregador) não quer saber se lhe faltam ideias ou notícias a  comentar naquele determinado dia. Há que mostrar produtividade. É  difícil manter um padrão de qualidade, de relevância e profundidade  quando nos permitem tão pouco (uma lauda, com sorte) e nos exigem tanto  (um texto por dia, e nem quero começar a pensar nos blogueiros  profissionais, que precisam atualizar o conteúdo quase que de hora em  hora).</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, afinal, do que estou reclamando? Em primeiro lugar, não sou  escritor profissional. Em segundo lugar, não tenho uma coluna diária num  jornal ou página de internet. Por fim, assunto é o que não me falta. Há  tanta injustiça ocorrendo cotidiana e simultaneamente no mundo, que é  humanamente impossível dar conta de tudo, mesmo que tenhamos apenas um  dia para nos prepararmos. Pois a injustiça não descansa, não tira férias  e não dá trégua.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos jornais de 25 de fevereiro de 2010 podemos ler: morreu, em  decorrência de uma greve de fome , o dissidente cubano Orlando Zapata,  perseguido político, condenado por “desobediência”, “desordem pública” e  “resistência” [1], isto é: condenado e em última instância morto por  confrontar um regime desumano – pois desumano é um regime que persegue  seus oponentes e lhes deixa morrer de fome por intolerância e  intransigência, não importando com quais fantasmas, reais ou  imaginários, ele se bata, nem que propósitos, torpes ou sublimes, ele  alegue ter. Seu funeral se deu sob estrita vigilância e algumas dezenas  de subcidadãos cubanos foram detidos “preventivamente” [2].</p>
<p style="text-align: justify;">Os políticos  latino-americanos, que se dizem tão sensíveis às injustiças,  silenciaram de forma vergonhosa, inclusive dois dos mais loquazes, que  gostam de dar palpite em tudo, e que visitaram Cuba no mesmo dia: os  presidentes do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, e da Venezuela, Hugo  Chávez [3]. Cúmplices de um crime. Nenhuma lágrima será vertida por esse  infeliz na casta de intelectuais e ativistas europeus e  latino-americanos que dizem lutar por um mundo mais “justo e  igualitário”. Não admira que um dos seus símbolos seja o globo terrestre  invertido: eles não querem o fim da opressão, e sim a troca de papel  entre opressores e oprimidos.<span id="more-3597"></span></p>
<p style="text-align: justify;">No dia 24 de fevereiro de 2010 a ONU divulgou que 346 crianças  morreram no Afeganistão apenas em 2009, em função da “Guerra ao Terror”,  131 delas (37,8% do total) em função de ataques aéreos das forças da  OTAN, que também atingiram mais de 600 escolas [4]. Apenas um dia antes  foi noticiada a morte de 27 civis, confundidos com terroristas, também  em ataque aéreo da OTAN, a qual reconheceu o próprio o erro e pediu  “desculpas”; já o secretário de Defesa dos EUA simplesmente disse que  “erros acontecem” [5].</p>
<p style="text-align: justify;">E o que dizer da violência contra os animais, a mais covarde e  injusta de todas, pois promovida contra seres incapazes de se defender?  No dia 23 de fevereiro de 2010 veio a público o caso de animais criados  pela indústria da pele na Finlândia, um dos maiores produtores dessa  “mercadoria” em todo o mundo [6]. O vídeo-denúncia afirma que são 50  milhões de animais vitimados anualmente por esta indústria. Ele mostra  pequenos mamíferos cobiçados por sua beleza, confinados, empilhados,  mutilados, expostos a epidemias e danos neurológicos e, por fim,  eletrocutados e asfixiados, tudo em nome da “moda”, enquanto estilistas e  designers denunciam a “hipocrisia” e o “politicamente correto” contra  sua “liberdade criativa”.</p>
<p style="text-align: justify;">Não deixam de estar certos quanto à  hipocrisia. Afinal, grande parte dos seres humanos que alegam repulsa  contra as atrocidades e a frivolidade do comércio de peles não abre mão  do seu igualmente atroz e frívolo bife, frango grelhado, salame, ovo  cozido, queijos refinados ou iogurte “light”, dentre outras  especialidades da indústria da morte.</p>
<p style="text-align: justify;">E esses são apenas exemplos recentes. Alguns número genéricos podem  ajudar a colocar a questão em contexto. Na região metropolitana do Rio  de Janeiro, segundo dados do Instituto de Segurança Pública do estado,  foram 5.794 homicídios em 2009 e 5.717 em 2008, médias de cerca de 35  para cada 1[00].000 habitantes, estatística digna de países em guerra [7].  E, por falar em guerra, na Faixa de Gaza, na Palestina, apenas na  ofensiva israelense do inverno de 2008-2009, mais de mil palestinos  morreram. A região é ocupada por Israel desde 1948 e foi palco de  inúmeros conflitos armados desde então, perpetrados pelos dois lados.</p>
<p style="text-align: justify;">Nessa disputa assimétrica, porém, a balança de sofrimento pende de forma  inegável e desmedida para um deles: o palestino. Os palestinos convivem  com a pobreza generalizada; violações frequentes das liberdades  públicas e do direito de locomoção; a construção de um muro de concreto  de “defesa”, que divide o território palestino e incorpora mais terra ao  Estado de Israel; o bloqueio econômico que asfixia sua já limitada  economia. Milhares de palestinos foram removidos à força de suas casas,  desde o início da ocupação israelense. O índice de desemprego na Faixa  de Gaza, segundo a OXFAM, supera a marca de 40% [8]. E, para piorar o  quadro, corrupção, autoritarismo e disputas fratricidas entre as  próprias autoridades palestinas atingem uma população que vive  prisioneira há mais de seis décadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, neste exato momento, milhares de seres sensíveis estão sendo  mortos, mutilados, torturados pelo simples fato de não serem humanos.  Os dados defasados da FAO (de 2003) falam em 45,9 bilhões de galináceos,  1,24 bilhão de suínos, 345 milhões de caprinos e 292 milhões de bovinos  abatidos por ano, para citar dados de apenas algumas espécies de  animais “de criação”. As estimativas seriam de um total de 50 bilhões de  animais abatidos para consumo em 2003, e, com o aumento do consumo de  produtos de origem animal no mundo, a tendência é esse número apenas  aumentar. E percebamos que esses dados se referem apenas aos países que  fazem tal levantamento estatístico, apenas no setor da alimentação,  excluindo o extermínio de animais em outras indústrias, e o  número incalculável de animais marinhos mortos pela indústria  pesqueira [9].</p>
<p style="text-align: justify;">Dificilmente vocês ouvirão manifestações públicas de repúdio a  eventos dessa natureza de uma mesma fonte. Pois, infelizmente, a  solidariedade humana é bastante seletiva. O sofrimento de uns vale mais  que o de outros, a depender de afinidades culturais, étnicas, sociais,  políticas, ideológicas e, claro, afinidades de espécie.  Perdidos entre  cada lado do muro da Guerra Fria, que não mais existe no mundo material,  mas persiste e persistirá por muitas décadas no mundo das ideias, as  vítimas humanas da opressão continuarão a existir e multiplicar-se.  Quanto aos animais não humanos, os humanos opressores e oprimidos,  cotidianamente, irmanam-se ao menos nessa prática, numa matança de  escala incomparável para servir seu paladar, curiosidade e orgulho de  superioridade, num holocausto fútil e absolutamente evitável.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas  palavras de meu amigo e colega escritor Rafael Jacobsen: “apesar de o  número exato de pessoas exterminadas pelos nazistas nos campos de  concentração ainda ser objeto de pesquisa e debate, as estimativas mais  avantajadas apontam para (…) um total de 22.130.000 pessoas (sim, mais  de 22 milhões). Faço mais um rápido cálculo mental e começo a rir: esse  número representa mirrados 0,04% em comparação com os tais de 50 bilhões  de animais mortos a cada ano. Súbito, a imensa tragédia do holocausto  adquire contornos de brincadeira de criança” [10].</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo isso se dá enquanto alguns, como eu, se dedicam a este inocente  (e alguns diriam inócuo) ofício de pensar e escrever. Não admira mesmo  que ativistas das mais variadas causas tenham uma certa desconfiança  daqueles que usam a pena como arma, e a verdade como munição. O que  palavras vãs podem contra as dores que se materializam a cada hora,  minuto, segundo? “Palavras, palavras, palavras”, como diria Hamlet. Como  a palavra pode aliviar a dor? O que resta diante de tantas insanidades?</p>
<p style="text-align: justify;">Toda a experiência humana, toda a sua história, seus feitos,  conquistas, suas artes e descobertas empalidecem, tornam-se fúteis,  perdem sentido quando a vida humana e animal é tratada com total descaso  e descartada como lixo; quando os indivíduos são silenciados, atados,  perseguidos e, por fim, mortos, apenas por serem mais frágeis ou  pensarem diferente ou terem uma origem diversa; quando suas mortes são  desconsideradas, como se jamais sequer tivessem existido; vistas como  efeito colateral ou mal necessário; ou tidas como resultado da ordem  natural das coisas, um sofrimento material sobre o qual não pesa  qualquer sofrimento moral, seja por seus algozes, seja pelas testemunhas  omissas.</p>
<p style="text-align: justify;">E, no entanto, a palavra tem poder, sim.Todos nós, mesmo os mais  imediatistas e voluntaristas, e os menos eruditos, trabalhamos com  ideias e conceitos que alguém um dia se deu ao trabalho de colocar no  papel. O escritor dificilmente inaugura alguma tendência. A  originalidade é uma impossibilidade matemática: com tantos seres humanos  vivendo ao mesmo tempo, expostos aos mesmos estímulos, alguns deles  partilhando dos mesmos interesses ou vivendo sob as mesmas condições, é  difícil comprovar o pioneirismo em qualquer corrente filosófica.  Contudo, o escritor dá método e coerência às ideias que estão soltas no  mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">O escritor é um artesão da palavra. Se ele pouco ou nada cria, ainda  assim sua arte e ofício são mais importantes do que a maioria é capaz de  admitir ou mesmo reconhecer. Ele verbaliza as tendências de sua época, é  um porta-voz de seu tempo. Não cria revoluções, mas ajuda a  propagá-las, incendiando as mentes de seus contemporâneos. Ele fabrica a  cola que une aqueles que partilham de suas ideias, dá a estas a  coerência necessária para a ação consciente e eficaz, e as exporta para  além do estreito círculo em que elas habitam.</p>
<p style="text-align: justify;">Sua palavra pode ser a  última arma que resta para jogar luz sobre a brutalidade que é praticada  nas sombras e questionar a indignidade que é justificada pelos tiranos.  O artesão pode, pela sua pena, lançar aquela centelha de dúvida,  esperança ou entusiasmo que possibilita a mudança e inspirar aquele  vislumbre de sabedoria e conhecimento necessários para despertar  consciências e, em última instância, conquistar a vitória sobre a  ignorância e a injustiça.</p>
<p style="text-align: justify;">Sinto profunda tristeza quando vejo meus semelhantes calarem diante  de todas essas formas de tirania, desmerecerem a vida de suas vítimas e  negligenciarem sua dor. Se nada mais posso fazer por esses indivíduos  feitos não indivíduos, corpos animados transformados em matéria  inanimada, posso ao menos usar minha pena e minha voz para denunciar seu  flagelo, demonstrar minha indignação e minha recusa em compactuar com  uma realidade tão atroz. Nesse caso, a palavra não é apenas uma forma de  aliviar o próprio sofrimento que experimentamos diante do sofrimento  alheio. É também uma forma de despertar consciências para que talvez, no  futuro, elas sejam abolidas, para nunca mais virem a se repetir.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">[1] “Anistia Internacional pede a Cuba que libere seus prisioneiros  políticos”. In: <a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/2010/02/24/ult34u219092.jhtm">http://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/2010/02/24/ult34u219092.jhtm</a>.  Acessado em 25 de fevereiro de 2010.<br />
[2] “Comissão denuncia prisão de opositores antes de enterro de  dissidente”. In: <a href="http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2010/02/25/funeral-de-dissidente-cubano-sob-vigilancia-e-repressao.jhtm">http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2010/02/25/funeral-de-dissidente-cubano-sob-vigilancia-e-repressao.jhtm</a>.  Acessado em 25 de fevereiro de 2010.<br />
[3] “Análise: Visita de Lula a Cuba sinaliza a sucessor importância de  laços”. In: <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u698312.shtml">http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u698312.shtml</a>.  Acessado em 25 de fevereiro de 2010. Sobre a proverbial política  externa ativa do governo Lula, gostaria de recordar a antológica  observação do ex-presidente argentino Néstor Kirchner: o Brasil quer  eleger até o Papa. Claro que nosso governo usou a falácia da  “não-intervenção” para silenciar sobre o prisioneiro cubano, assim como  já fez sobre as eleições fraudadas e repressão popular no Irã. A  desculpa colaria se nosso governo tivesse tido o mesmo pudor ao tratar  do golpe de Estado em Honduras e das bases estadunidenses na Colômbia. O  presidente também nega ter recebido qualquer carta dos dissidentes  cubanos. Diante do currículo (ou folha-corrida) desse governo, quem dá  um tostão pela veracidade da alegação? Dizem que nossa política externa é  autônoma e afirmativa, mas a mim parece mais hipócrita e covarde, com  certeza refletindo as melhores qualidades dos homens e mulheres que a  comandam.<br />
[4] “Ataques aéreos mataram 38% de crianças vítimas de conflito afegão  em 2009”. In: <a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2010/02/24/ult1807u54493.jhtm">http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2010/02/24/ult1807u54493.jhtm</a>.  Acessado em 25 de fevereiro de 2010.<br />
[5] O GLOBO. “OTAN mata por engano 27 civis no Afeganistão”. 23 de  fevereiro de 2010, p. 26.<br />
[6] “Grupo pelos direitos dos animais denuncia sete fazendas de pele,  na Finlândia”. In: <a href="http://www.anda.jor.br/?p=48376">http://www.anda.jor.br/?p=48376</a>.  Acessado em 25 de fevereiro de 2010.<br />
[7] “Taxa de homicídios no Rio não usa base do IBGE”. In: <a href="http://urutau.proderj.rj.gov.br/isp_imagens/Uploads/SaiunaImprensa10_059.pdf">http://urutau.proderj.rj.gov.br/isp_imagens/Uploads/SaiunaImprensa10_059.pdf</a>.  Acessado em 25 de fevereiro de 2010.<br />
[8] OXFAM. “The Gaza Strip: A Humanitarian Implosion”. In: <a href="http://www.oxfam.org.uk/resources/downloads/oxfam_gaza_lowres.pdf">http://www.oxfam.org.uk/resources/downloads/oxfam_gaza_lowres.pdf</a>.  Acessado em 25 de fevereiro de 2010.<br />
[9] JACOBSEN, Rafael. “Ano Novo, Velhos Números”. In: <a href="http://vista-se.com.br/site/ano-novo-velhos-numeros">http://vista-se.com.br/site/ano-novo-velhos-numeros</a>.  Acessado em 25 de fevereiro de 2010.<br />
[10] Idem.</p>
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		<title>Pequeno explicativo sobre o veganismo</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Feb 2010 23:09:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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		</div>
<p>Está circulando na internet (extraí de <a href="http://tweetphoto.com/11415975" target="_blank">http://tweetphoto.com/11415975</a>). Me parece uma camiseta estampada. Seja lá o que for, é um bom resumo sobre o que o veganismo é.</p>
<p><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/02/vegan-explicativo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2845" title="vegan-explicativo" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/02/vegan-explicativo.jpg" alt="" width="411" height="548" /></a>Tradução abaixo de "VEGAN":</p>
<p>- Alimente <small>@</small>s famint<small>@</small>s.<br />
- Salve os povos indígenas.<br />
- Manifeste-se pelos direitos trabalhistas.</p>
<p>- Seja gentil com os animais.<br />
- Pare as fazendas-fábrica.<br />
- Salve 100 animais todos os anos.</p>
<p>- Acabe com o desmatamento por pastagem.<br />
- Salve um acre (4047m²) de árvores<br />
- Acabe com a pastagem em terras públicas.</p>
<p>- Diga à divisão de "serviços de vida selvagem" da USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos)...<br />
- ...para parar de matar a vida selvagem em prol...<br />
- ...dos lucros das corporações latifundiárias.</p>
<p>- Pare as guerras por recursos.<br />
- Ajude a acabar com a dominação pelas corporações.<br />
- Viva sua consciência.</p>
<p>- Salve nossos oceanos.<br />
- Pare o poluidor número 1 das águas.<br />
- Apoie um planeta sustentável.</p>
<p>- Pense no que há fora de si.<br />
- Viva com compaixão.<br />
- Pare a violência.</p>
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		<title>Para que servem mesmo os hinos nacionais?</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Feb 2010 17:22:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Abusos Militares]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Etnocentrismo]]></category>
		<category><![CDATA[Fabricação, Tráfico e Uso de Armas]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra, Terrorismo e Massacres Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Nacionalismo e Militarismo]]></category>
		<category><![CDATA[Opressão]]></category>
		<category><![CDATA[Tradições Cruéis e Viciosas]]></category>

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		<description><![CDATA[Artigo escrito em fevereito de 2009 Obs.: Este artigo é dirigido não apenas para os brasileiros, mas para todos os países e povos do planeta. Traduzi-lo para outras línguas será de muito bom grado. Também não busca inferiorizar o Brasil ou qualquer outra nação em relação às demais, muito pelo contrário. “Ouviram do Ipiranga as [...]


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			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;"><em>Artigo escrito em fevereito de 2009</em></p>
<p style="text-align: justify;">Obs.: Este artigo é dirigido não apenas para os brasileiros, mas para todos os países e povos do planeta. Traduzi-lo para outras línguas será de muito bom grado. Também não busca inferiorizar o Brasil ou qualquer outra nação em relação às demais, muito pelo contrário.</p>
<p style="text-align: justify;">“Ouviram do Ipiranga as margens plácidas...” Quando ouço essa música, em vez de sentir “orgulho” do país, pensar na suposta superioridade ambiental do mesmo, imaginar o Brasil como potência geopolítica num futuro hipotético, começo a pensar: para que servem mesmo os hinos nacionais? Qual a contribuição deles para um mundo melhor e mais unido? A utilidade do hino, em meu pensamento, se faz fortemente questionada.</p>
<p style="text-align: justify;">Mediante essas questões, me vem à mente a ideia de que os hinos são resquícios de uma época em que o nacionalismo, o sentimento de que seu país é superior a todos os demais, era tratado como uma virtude e um valor inquestionável – ou melhor, questionável apenas por anarquistas. Entretanto, quando se muda o ângulo da visão do mundo, da arrogância patriocêntrica à filosofia de união internacional, percebemos que os hinos nacionais são dispensáveis num mundo unido e igualitário que irreleve diferenças territoriais, étnicas e religiosas.</p>
<p style="text-align: justify;">A opinião favorável ao hino patriótico afirma que ele é bom porque exalta os esforços, tradições e virtudes do povo, valoriza a riqueza ambiental do país e releva a identidade nacional. É muito bonita a intenção, mas e os outros povos, as outras nações? O que realmente faz tal pátria ter um povo mais esforçado e virtuoso e melhores tradições do que todas as outras? Por que temos que necessariamente crer que somos “melhores” em vez de tratar todos os povos e nações do planeta como igualmente dignos e lutadores?<span id="more-2782"></span></p>
<p style="text-align: justify;">É essa a ideia mais imediata que o hino nacional passa: a de que a nação tal é superior e deve ser venerada mais que todas as outras. Amar um pedaço de terra encerrado por linhas imaginárias que separam povos e lhes motivam ocasionais desuniões, discórdias e dissensões, valorizar mais este trecho específico do planeta do que o mundo como um todo, só porque nascemos dentro dos seus limites territoriais.</p>
<p style="text-align: justify;">O pensamento da união e igualdade mundiais recusa essa acepção. Não há porque um país se arrogar melhor que outro. Não há razões válidas para um Estado repetir periodicamente aos seus governados que “sua pátria é a melhor e deve ser amada acima de qualquer outra região do mundo”. Enfim, o nacionalismo, tão importante num mundo repleto de guerras e discórdias que obrigam a promoção de lutas sangrentas por liberdade, não faria sentido num planeta de países absolutamente solidários e amigos.</p>
<p style="text-align: justify;">E é esse nacionalismo que é exaltado nos hinos nacionais. São eles que lembram à passional psique coletiva dos habitantes do país que eles vivem no “melhor país”, são o “melhor povo”, habitam o “melhor ambiente” e, às vezes, professam a “melhor religião”. E tome ufanismo, que, se não é acompanhado de uma devida educação pregadora da igualdade entre os povos (!), abre uma grande suscetibilidade a desgraças como xenofobia, ódio étnico e intolerância religiosa.</p>
<p style="text-align: justify;">Para piorar, grande parte dos hinos pelo mundo exaltam venenosamente o hábito de guerrear. Hábitos e detalhes de guerra não faltam nessas canções: pegar em armas (exemplo: Portugal), marchar rumo à batalha (China), não fugir da carnificina da guerra (Brasil), morrer em guerra pelo país (Brasil também), estouro de bombas (EUA)... Em várias ocasiões, também há a exaltação de uma religião ou deus específico, como na Arábia Saudita (islamismo), Israel (judaísmo), EUA (deus cristão) e Venezuela (idem).</p>
<p style="text-align: justify;">O que esperar de um mundo fragmentado em pedaços onde se cantam odes à suposta superioridade de cada um senão desunião, discórdias, explosões de ódio e, logicamente, guerras?</p>
<p style="text-align: justify;">Há, entretanto, exceções, pelo menos uma. Trata-se do hino de Belarus, o qual defende o pacifismo nacional e a amizade entre os povos. Canta sim o louvor à nação, mas saudavelmente não é aquele louvor patriocêntrico, do tipo “minha pátria é a melhor”. Se todos os hinos nacionais fossem assim, os sentimentos dos mais diversos povos estariam ao menos bem mais acalmados, bem menos incitados ao fervor da luta violenta.</p>
<p style="text-align: justify;">Abolir ou mudar radicalmente os hinos nacionais seria um alívio para a animosidade entre nações e povos, muito embora não fosse a panaceia que pacificaria a humanidade. Além do mais, só daria certo a pacificação dos símbolos nacionais se essa fosse uma tendência que já começasse com uma grande adesão, com muitos países ao redor do mundo decretando no mesmo dia ou semana o banimento da guerra e da superioridade nacional entre os seus valores pátrios.</p>
<p style="text-align: justify;">No presente momento, no qual a universalização da ideia de questionar a função dos hinos patriocêntricos e violentos ainda é apenas uma distante utopia, vale tentar deixar de lado a passionalidade patriótica e começar a refletir se realmente está sendo bom para o país e para o todo internacional repetir periodicamente uma música que insiste que “esta pátria é a melhor e vamos à guerra para reafirmar isso”.</p>
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		<title>Armas com versículos bíblicos, matando em nome de deus</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 16:59:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Abusos Militares]]></category>
		<category><![CDATA[Burrice e Malignidade]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Fabricação, Tráfico e Uso de Armas]]></category>
		<category><![CDATA[Fanatismo e Estupidez Religiosa]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra, Terrorismo e Massacres Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícia Janeiro 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Pérolas Religiosas]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>

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		<description><![CDATA[Inscrições bíblicas em armas usadas por EUA causam polêmica Um grupo americano que zela pela separação da religião e do Estado entre as Forças Armadas do país divulgou que as miras usadas na armas de soldados americanos e britânicos no Iraque e no Afeganistão estão sendo gravadas com referências a passagens da Bíblia. As inscrições [...]


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<blockquote><p><a href="http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4216007-EI8141,00-Inscricoes+biblicas+em+armas+usadas+por+EUA+causam+polemica.html" target="_blank"><em><strong>Inscrições bíblicas em armas usadas por EUA causam polêmica</strong></em></a></p>
<p><em>Um grupo americano que zela pela separação da religião e do Estado entre as Forças Armadas do país divulgou que <strong>as miras usadas na armas de soldados americanos e britânicos no Iraque e no Afeganistão estão sendo gravadas com referências a passagens da Bíblia.</strong></em></p>
<p><em>As inscrições estão codificadas e <strong>se referem, por exemplo, a versos do livro de João (com os dizeres "JN8:12") e no 2 Coríntios ("2COR4:6")</strong>.</em></p>
<p><em>A Military Religious Freedom Foundation (MRFF), dos Estados Unidos, disse ter descoberto o caso através de uma denúncia por email, provavelmente vinda de um soldado muçulmano do exército americano.</em></p>
<p><em>A Trijicon, fabricante de armas americanas e uma das maiores fornecedoras do Departamento de Defesa, <strong>disse que as referências bíblicas já são gravadas há anos nas miras. A empresa foi fundada por um cristão devoto que afirma administrá-la "sob padrões bíblicos".</strong></em></p>
<p><span id="more-2538"></span><em>Repercussão</em></p>
<p><em>Mas autoridades militares nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha manifestaram sua preocupação com a maneira como o fato pode repercutir.</em></p>
<p><em>Um representante do Corpo de Fuzileiros Navais americanos disse à BBC que haverá uma reunião entre o grupo e a direção da Trijicon para "discutir futuras aquisições de miras".</em></p>
<p><em>O exército dos Estados Unidos afirmou que está examinando se houve violações de políticas internas, enquanto um porta-voz do Ministério da Defesa britânico reconheceu, em entrevista à BBC, que as referências à Bíblia podem provocar ofensas.</em></p>
<p><em>O representante do Ministério disse ainda que "na época da compra (de 480 miras do modelo Acog), não sabia que essas marcas tinham um significado amplo".</em></p>
<p><em>As miras desse modelo são usadas em rifles Sharpshooter, que serão usados por tropas britânicas no Afeganistão até o final do ano.</em></p>
<p><em>Propaganda inimiga</em></p>
<p><em>As inscrições são sutis e aparecem em relevo no final do número de série das miras.</em></p>
<p><em>O versículo João 8:12 diz: "Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: 'Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida'".</em></p>
<p><em>Já a inscrição sobre o livro dos Coríntios se refere aos dizeres: "Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo".</em></p>
<p><em>Para Mikey Weinstein, presidente do MRFF, as inscrições podem dar ao Talebã e a outras forças inimigas uma ferramenta para propaganda de seus ideais.</em></p>
<p><em>"Não preciso me perguntar nem por um nanosegundo como os americanos reagiriam se citações do Alcorão estivessem inscritas nessas armas em vez de referências ao Novo Testamento", afirmou.</em></p>
<p><em>Em 2009, o Ministério da Defesa americano assinou um contrato de compra dos produtos da Trijicon, na ordem de US$ 66 milhões.</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Quer propaganda melhor da religião cristã do que versículos em armas? Para a mentalidade de quem fabrica esses instrumentos de matança, deus (o deus de belicistas só pode ter d minúsculo mesmo) abençoa essas armas. Elas matam seres humanos abençoadas pelo deus que tanto matou, destruiu e oprimiu no Velho Testamento e prometeu não trazer paz, mas guerra e dissensão no novo (lembra-se da palavra de Jesus?). Militares cristãos podem então matar em nome de deus, já que ele abençoa suas armas.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu sugeriria inserirem os códigos Dt20:3,4; Dt20:13-17; Js11:19,20; Nm31:17,18; 1Sm15:3. O que acham? Combinam excelentemente com armas.</p>
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