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	<title>Arauto da Consciência &#187; Feminismo e Questões de Gênero</title>
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	<description>Divulgando uma nova visão de mundo, em prol de um novo mundo</description>
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		<title>Analisando um comercial de requintes discriminatórios</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jul 2010 02:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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<p style="text-align: justify;">Deixo claro que a intenção não é "queimar" a Renault, mas alertar à população e à própria agência de publicidade que elaborou o comercial abaixo sobre como a publicidade televisiva tem um forte viés discriminatório no que se refere a negr<small>@</small>s e mulheres.</p>
<p style="text-align: justify;">Um trabalho de um grupo de colegas do qual eu participei foi apresentado no Congresso Internacional de Ética e Direitos Humanos, que aconteceu no começo do mês no CCSA/UFPE e falava do rarefeito lado literalmente negro da publicidade televisiva no Brasil. O trabalho mostrava que é evidente como há uma ausência sistemática da pessoa negra nessas propagandas e como ela, quando presente, tem quase sempre uma participação desvalorizada, baseada em estereótipos e na submissão.</p>
<p style="text-align: justify;">É o que vemos na propaganda abaixo. Mas, neste caso, não só do negro, mas também da mulher.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/z4vbj3b_a_E&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1?color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/z4vbj3b_a_E&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1?color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">Reparem: o homem branco é o protagonista e fala tudo, uma pessoa extremamente ativa, enquanto o negro, seu colega, fica completamente silencioso, sempre passivo e, pasmem, termina sendo derrubado no esgoto!</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de o negro ser sacado do comercial, aparece a mulher casada, vestida de noiva. Também passiva e silenciosa perante o superativo protagonista branco.<span id="more-5570"></span></p>
<p style="text-align: justify;">São dois destratamentos de "minorias" -- minorias enormes, considerando que a categoria "negra", que soma a população parda (pele morena ou negra-clara) e preta (pele escura ou muito escura), correspondia em 2000 a 44,7% (Censo 2000 IBGE) e que há mais mulheres (50,78% da população em 2000) que homens no Brasil -- em um só comercial.</p>
<p style="text-align: justify;">Primeiro, o negro rebaixado, tratado como pessoa de segunda classe como acontece desde sempre no Brasil. Calado, passivo, de longe sem a mesma importância do branco, e ainda termina humilhado por ser jogado no bueiro pela chegada da mulher. Não apresenta um status explicitamente marginalizado ou submisso, mas é mantido na passividade, não sendo participativo no monólogo do branco. Pergunto: por que o protagonista tinha que ser o branco, não o negro?</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo, a mulher "feita" para casar, para ser esposa. A mulher só aparece no comercial porque o protagonista falou rejeitando o casamento. É explorado o estereótipo da mulher-esposa, da mulher sob tutela do marido, desprovida de autonomia e autodeterminação. Esse estereótipo ainda é reforçado com uma pitada de submissão, já que ela também não fala nada, se mantém silenciosa e passiva assim como o negro que foi jogado no esgoto. É secundária, não é participativa. Pergunto também: por que o protagonista tinha que ser o homem, não a mulher?</p>
<p style="text-align: justify;">E por que se preferiu não fazer <small>@</small>s personagens do comercial igualitári<small>@</small>s na conversa, com o negro e, em seguida, a mulher conversando de igual para igual com o protagonista homem branco? E por que o negro teve que terminar sua participação de forma humilhante, sendo jogado no esgoto pela silenciosa mulher-noiva?</p>
<p style="text-align: justify;">E, no final, o homem branco é o supremo. Dono e motorista do Clio. Longe do seu colega negro, que devia àquela hora estar se sufocando com o pestilento mau cheiro do esgoto onde caiu, e ao lado da sua submissa e passiva esposa vestida de noiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Em tempos de luta dos movimentos negros e feministas, ainda temos que ver esse tipo de comercial, discriminatório e rebaixante, que valoriza o homem branco e degrada a imagem dos homens negros e das mulheres (de qualquer raça).</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Atualização (15/07/10, 23:11):</strong> O comercial acima foi denunciado ao <a href="http://www.conar.org.br/" target="_blank"><strong>CONAR</strong></a> com os argumentos acima.</p>
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		<title>Vaticano reforça machismo institucional do catolicismo</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jul 2010 00:22:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Falei recentemente que não criticaria mais religiões aqui no Arauto apenas "por criticar" ou por aparente desejo neoateísta de extingui-las. Mas falei também que as religiões que violarem direitos humanos ou animais seriam criticadas. Pois é o que faço em relação a notícia abaixo. Vaticano prevê excomunhão para punir ordenação de mulheres O Vaticano publicou [...]


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<p>Falei recentemente que não criticaria mais religiões aqui no <strong>Arauto</strong> apenas "por criticar" ou por aparente desejo neoateísta de extingui-las. Mas falei também que as religiões que violarem direitos humanos ou animais seriam criticadas.</p>
<p>Pois é o que faço em relação a notícia abaixo.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www1.folha.uol.com.br/bbc/767619-vaticano-preve-excomunhao-para-punir-ordenacao-de-mulheres.shtml" target="_blank"><strong><em>Vaticano prevê excomunhão para punir ordenação de mulheres</em></strong></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #8b0000;"><em>O Vaticano publicou nesta quinta-feira novas normas que estabelecem que a tentativa de ordenação de mulheres como sacerdotes da Igreja <strong>é um delito grave</strong> e que pode ser <strong>punido com a excomunhão dos envolvidos</strong>.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><em>As regras fazem parte da primeira modificação em nove anos da legislação canônica relacionada aos delitos "cometidos contra a moral ou na celebração dos sacramentos", feita após uma revisão do papa Bento 16.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Entre outras modificações, o texto também estabelece novas regras para lidar com maior rapidez com acusações de abusos sexuais contra menores cometidos por sacerdotes, após denúncias em diversos países terem causado uma crise em setores da Igreja.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>No documento --que foi enviado aos bispos do mundo inteiro--, <span style="color: #8b0000;">o Vaticano afirma que a tentativa de "ordenação sagrada" de uma mulher <strong>é algo grave</strong> e que, caso isto aconteça, <strong>tanto a mulher como o sacerdote que participa da cerimônia de ordenação serão punidos</strong>.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Como <span style="color: #8b0000;">o Vaticano não aceita a ordenação de mulheres</span>, o resultado desta ordenação também não será reconhecido.<br />
"Qualquer um que tente conferir a ordenação sagrada a uma mulher, assim como a mulher que tentar receber a ordenação sagrada, incorre na (possibilidade de) excomunhão", diz o documento.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>PRESSÃO</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>De acordo com o correspondente da BBC em Roma David Willey, a classificação da ordenação de mulheres como crime grave é algo novo entre as regras da Santa Sé.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Willey disse que as autoridades da Igreja, no entanto, deixaram claro que o fato de as regras aparecerem no mesmo documento que condena atos de pedofilia praticados por sacerdotes não quer dizer que o Vaticano esteja equiparando estes crimes.<span id="more-5567"></span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>A intenção do papa ao estabelecer as regras seria a de dissuadir pequenos grupos de católicas em diversos países que têm pressionado o Vaticano pelo direito de serem ordenadas.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #8b0000;"><em>De acordo com a tradição da Igreja Católica, Jesus teria escolhido apenas homens como seus apóstolos, o que impediria a ordenação de mulheres.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Outras denominações cristãs, como a Igreja Anglicana, aceitam a entrada de mulheres no clero. </em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Fala-se na Antropologia e na Sociologia das Religiões que uma regra que, por exemplo, consideramos misógina e patriarcalista é justificada por questões culturais inerentes àquela sociedade específica. Mas não creio que isso funcione da mesma forma na sociedade ocidental contemporânea, globalizada e de direitos cada vez mais abrangentes. Hoje não existe mais uma lógica sociocultural que fundamente a misoginia do clero católico.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa atitude não tem mais uma justificativa social, está mais é fedendo a um ultraconservadorismo de pessoas que, se estivessem governando o mundo, imporiam um totalitarismo de deixar Hitler e Mussolini babosos.</p>
<p style="text-align: justify;">O que mais me deixa perturbado é que existem denominações cristãs que pregam direitos clericais para as mulheres e tratam-nas com relativa igualdade em relação aos homens (lembremos que o cristianismo, de qualquer denominação, tem uma base bíblica patriarcalista e misógina, o que impede que exista uma denominação igualitária), mas mesmo assim muitas católicas ainda não aceitam migrar para elas e preferem continuar submissas à sua religião gerida por homens extremamente misóginos.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso me faz torcer para que a Igreja Católica continue perdendo fiéis.</p>
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		<title>Exemplos de androcentrismo e machismo na sociedade brasileira</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Jul 2010 19:01:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Abaixo mais um texto sobre como o androcentrismo se entranhou nos aspectos mais banais da vida social no Brasil, incluindo a linguagem. Do site da Rede Mulher, eu trouxe o texto de Vera Vieira sobre como a discriminação contra mulheres se arraigou na representações sociais imagéticas e linguísticas no país sobre o sexo feminino.   [...]


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			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">Abaixo mais um texto sobre como o androcentrismo se entranhou nos aspectos mais banais da vida social no Brasil, incluindo a linguagem. Do site da Rede Mulher, eu trouxe o texto de Vera Vieira sobre como a discriminação contra mulheres se arraigou na representações sociais imagéticas e linguísticas no país sobre o sexo feminino.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://www.redemulher.org.br/Vera.htm" target="_blank">A discriminação à mulher está presa à tirania das palavras e imagens</a></strong><br />
<em>por Vera Vieira (*)</em></p>
<p style="text-align: justify;">Quando se diz "A salvação do planeta está nas mãos dos homens", ao invés de " A salvação do planeta está nas mãos da humanidade", reflete-se a posição que o homem vem ocupando na história, reforçando-se seu papel hierárquico e as relações de poder e dominação masculina na sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao longo dos tempos, tem ficado bastante evidenciado o papel da linguagem sexista no reforço dos estereótipos machistas que contribuem sobremaneira para o desequilíbrio das relações sociais entre homens e mulheres, caracterizadas pelo binômio dominação/subordinação. Ao nascermos, nosso sexo é definido pela natureza. Já o comportamento diferenciado tem a influência direta da formação e educação que recebemos no meio social, historicamente marcadas pela subordinação da mulher ao homem. Trata-se de um fenômeno cultural que se arrasta ao longo de milênios e que deve ser mudado.</p>
<p style="text-align: justify;">As pessoas são educadas e formadas tanto pelas escolas, como pela família, Igreja, meios de comunicação de massa, leis do Estado, etc., que são responsáveis pela clara definição dos papéis desiguais da mulher e do homem, com conseqüências dramáticas na sociedade. Bastam somente alguns dados para essa comprovação: alto índice de violência doméstica sofrida pela mulher (com um número assustador de mortes), independente de raça, cor, etnia, classe social ou escolaridade; a média salarial baixa, mesmo com maior formação; pouca ocupação de cargos de liderança e número elevado de mulheres chefes de família, entre outros.<span id="more-5458"></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">É fundamental estarmos conscientes da relação da linguagem com o conhecimento e a cultura. É somente depois da fase da aquisição da linguagem que a pessoa atinge o campo da abstração. O pensamento conceitual é inconcebível sem a linguagem, em conseqüência do processo complexo da educação social. O ser humano não só aprende a falar, mas a pensar. Enquanto ponto de partida social do pensamento individual, a linguagem é a mediadora entre o que é social, dado – portanto, ditatorial -, e o que é individual, criador, no pensamento de cada pessoa. A linguagem não só constitui o ponto de partida social e a base do pensamento individual, mas influencia também o nível de abstração e de generalização desse pensamento. Ela influencia o nosso modo de percepção da realidade. A experiência individual implica em esquemas e estereótipos de origem social. O estereótipo vem à tona na relação emocional do ser humano com o mundo. Por ser um processo não consciente, exerce sua ação com força tanto maior quanto mais se identifica em um todo unitário como conceito dentro da consciência humana. Este é o segredo da famosa ‘tirania das palavras’.</p>
<p style="text-align: justify;">A linguagem enquanto discurso não constitui um universo de signos que serve apenas como instrumento de comunicação ou suporte de pensamento. É interação e um modo de produção social. Não é neutra, nem inocente, na medida em que está engajada numa intencionalidade, e nem natural, por isso o lugar privilegiado de manifestação da ideologia.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Mitos da identidade masculina e feminina</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O consenso social e histórico na construção da imagem e mitos da identidade masculina e feminina, desde os primórdios, é fator preponderante na continuidade do ‘poder do macho’. Não obstante as pressões para se alterar suas estruturas, seu enraizamento é extremamente profundo, exigindo uma incidência maior de ações educativas.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, qual seria exatamente a diferenciação entre os termos mito, símbolo, arquétipo, esquema? Gilbert Durand, ao explicar a palavra mito, consegue incorporar e diferenciar as demais. De forma sintética, mito pode ser definido como um sistema formado por esquemas, arquétipos e símbolos, compondo-se em narrativa:</p>
<p style="text-align: justify;">“(...) No prolongamento dos esquemas, arquétipos e simples símbolos podemos considerar o mito. Não tomaremos este termo na concepção restrita que lhe dão os etnólogos, que fazem dele apenas o reverso representativo de um ato ritual. Entenderemos por mito um sistema dinâmico de símbolos, arquétipos e esquemas, sistema dinâmico que, sob o impulso de um esquema tende a compor-se em narrativa. O mito é já um esboço de racionalização, dado que utiliza o fio do discurso, no qual os símbolos se resolvem em palavras e os arquétipos em idéias. O mito explica um esquema ou um grupo de esquemas. Do mesmo modo que o arquétipo promovia a idéia e que o símbolo engendrava o nome, podemos dizer que o mito promove a doutrina religiosa, o sistema filosófico ou, como bem viu Bréhier, a narrativa histórica e lendária. É o que ensina de maneira brilhante a obra de Platão, na qual o pensamento racional parece constantemente emergir de um sonho mítico e algumas vezes ter saudades dele. Verificaremos, de resto, que a organização dinâmica do mito correspondente muitas vezes à organização estática a que chamamos de ‘constelação de imagens’. O método de convergência evidencia o mesmo isomorfismo na constelação e no mito.”[1]</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Paulo Freire reconhece a própria linguagem machista</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ao publicar, em 1992, A pedagogia da esperança - um reencontro com a Pedagogia do oprimido, Paulo Freire faz, com muita humildade, uma análise do volume imenso de cartas que recebeu, em Genebra, com críticas de mulheres norte-americanas, depois do lançamento do livro, em sua primeira edição no início de 1971. Eram tempos de exílio, em função do longo regime militar brasileiro, e a primeira edição foi publicada em inglês.</p>
<p style="text-align: justify;">“(...) É que, diziam elas, com suas palavras, discutindo a opressão, a libertação, criticando, com justa indignação, as estruturas opressoras, eu usava, porém, uma linguagem machista, portanto discriminatória, em que não havia lugar para as mulheres. (...) Em certo momento de minhas tentativas, puramente ideológicas, de justificar a mim mesmo, a linguagem machista que usava, percebi a mentira ou a ocultação da verdade que havia na afirmação: ‘Quando falo homem, a mulher está incluída’. E por que os homens não se acham incluídos quando dizemos: ‘As mulheres estão decididas a mudar o mundo’? (...) A discriminação da mulher, expressada e feita pelo discurso machista e encarnada em práticas concretas é uma forma colonial de tratá-la, incompatível, portanto, com qualquer posição progressista, de mulher ou de homem, pouco importa. (...) A recusa à ideologia machista, que implica necessariamente a recriação da linguagem, faz parte do sonho possível em favor da mudança do mundo. (...) Não é puro idealismo, acrescente-se, não esperar que o mundo mude radicalmente para que se vá mudando a linguagem. Mudar a linguagem faz parte do processo de mudar o mundo. A relação entre linguagem-pensamento-mundo é uma relação dialética, processual, contraditória.”[2]</p>
<p style="text-align: justify;">As conclusões a que chegou Paulo Freire remetem a Bakhtin, que se aprofundou na relação da linguagem e da cultura, considerada enquanto relação de causa e efeito, isto é bilateral: trata-se da influência da cultura sobre a linguagem, como da ação da linguagem sobre o desenvolvimento da cultura:</p>
<p style="text-align: justify;">“(...) A consciência adquire forma e existência nos signos criados por um grupo organizado no curso de suas relações sociais. (...) As palavras são tecidas a partir de uma multidão de fios ideológicos e servem de trama a todas as relações sociais em todos os domínios. (...) A fórmula estereotipada adapta-se, em qualquer lugar, ao canal de interação social que lhe é reservado, refletindo ideologicamente o tipo, a estrutura, os objetivos e a composição social do grupo.”[3]</p>
<p style="text-align: justify;">Durante o desenvolvimento de um projeto da Rede Mulher de Educação, intitulado Gênero e Educação para os Meios, a etapa denominada ‘diagnóstico dos meios’ apresentou exercícios críticos por parte das participantes, apontando, com bastante regularidade, a presença de linguagem sexista, como os exemplos abaixo destacados:</p>
<p style="text-align: justify;">As chamadas são feitas sempre no masculino, mesmo quando os programas suscitam ou têm a participação de ouvintes, e essas, em sua grande maioria, são mulheres. Isto é feito tanto por locutores masculinos, como pelas poucas locutoras femininas. (Programa ‘Pop de Chapa Cruz’ - FM-101,1 - Cuiabá/MT, monitorado por Madalena R. Santos).<br />
As fotos de mulheres predominam na coluna social. As de mulheres negras, só aparecem no caderno policial. (Jornal ‘Vale dos Sinos’, de São Leopoldo/RS, monitorado por Clair Ribeiro Ziebell)<br />
São comuns as imagens de mulheres donas-de-casa ou infratoras. (Jornal Nacional, da TV Globo, monitorado por Denise Gomide)<br />
É um escândalo! Tem muita gente que se espelha nas novelas... Nunca aparece a família das empregadas domésticas. As mulheres casadas estão sempre cozinhando e lavando; os homens, solicitando comida e cerveja. (Telenovela ‘Laços de Família”, da Rede Globo, monitorada por Sandra Monteiro, de São Miguel do Tocantins)<br />
O filho é sempre da mulher; o homem não precisa ter responsabilidade - ou ele é condenado pelo auditório, ou é aplaudido por causa da ‘lei de Gérson’, no sentido de levar vantagem em tudo. (Programa do Ratinho, da SBT, monitorado por Thereza Ferraz, de Santos/SP)</p>
<p style="text-align: justify;">A linguagem - escrita e imagética -, carregada de estereótipos, há tempos vem merecendo ênfase nas ações do movimento feminista, como bandeira fundamental para o avanço da luta, tanto que, a partir de 1991, a REPEM (Rede de Educação Popular entre Mulheres da América Latina e Caribe) passou a designar o dia 21 de junho, com uma série de atividades, como a data “Por uma educação sem discriminação”.</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos romper com a linguagem sexista, em busca de um mundo com igualdade entre mulheres e homens! Quando se quebra com a linguagem, quebra-se também com padrões comportamentais.</p>
<p style="text-align: justify;">(*) Vera Vieira, coordenadora-Executiva da Rede Mulher,é jornalista, com especialização em Gestão de Processos Comunicacionais e mestra em Comunicação /Educação pela USP/ECA.</p>
<p style="text-align: justify;">[1] DURAND, Gilbert. <em>As estruturas antropológicas do imaginário. </em>Tradução: Hélder Coutinho. SP. Martins Fontes. 2<sup>ª</sup> ed. 2001. P.18</p>
<p style="text-align: justify;">[2] FREIRE, Paulo. <em>Pedagogia da Esperança - um reencontro com a Pedagogia do Oprimido</em>. RJ. Paz e Terra. 7<sup>ª</sup>ed. 2000. p.66-67-68</p>
<p style="text-align: justify;">[3] BAKHTIN, Mikhail. <em>Marxismo e filosofia da linguagem.</em> Tradução: Michel Lahud e Yara Frateschi Oliveira. SP. Editora Hucitec. 1999. p.35/41/126</p>
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		<title>Veganos, esses chatos&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 23:47:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://namosca.org/wp-content/uploads/2009/02/chato.jpg"><img class="aligncenter" title="chatos" src="http://namosca.org/wp-content/uploads/2009/02/chato.jpg" alt="" width="360" height="270" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Muitas pessoas que não simpatizam com o veganismo e o acham uma “afronta à natureza” dizem que nós veganos somos chatos e pentelhos. Segundo elas, protestar contra a exploração animal é uma chatice comparável a uma onda de spam.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é necessário pregar o veg(etari)anismo como um religioso fundamentalista prega suas crenças como verdades absolutas – atitude que é injustamente generalizada pelo senso comum de muitos onívoros e enfaticamente condenada pelos veganos mais sensatos. Basta apenas que defendamos os animais, condenando em público as crueldades de quem, por exemplo, tortura e mata animais para comê-los. Só por isso somos chatos de galocha.</p>
<p style="text-align: justify;">Em um vídeo brasileiro em que uma atriz, com uma naturalidade sádica, contava como torturou animais até a morte para comê-los em sua experiência como escoteira, um onívoro, diante de dezenas de protestos e repúdios contra a atitude da atriz, do entrevistador e do público que, de forma também sádica, gargalhava e aplaudia o depoimento, comentou: “hahahhaha esses vegans? são tão ou mais chatos que os crentes!”</p>
<p style="text-align: justify;">A esse comentário, eu faço questão de responder: sim, somos chatos.</p>
<p style="text-align: justify;">Somos tão chatos quanto os militantes negros antirracismo dos Estados Unidos das décadas de 1950 e 60. Aqueles indivíduos eram tão chatos que não deixavam os brancos de sua época humilharem os compatriotas afrodescendentes em paz! Que coisa insuportável deve ser uma pessoa ter questionado seu direito de agredir e segregar o próximo, não poder esculachar um indivíduo na rua por ser de cor diferente sem que venham sujeitos indignados lhe cobrando ética, respeito e vergonha na cara. Que chatos!</p>
<p style="text-align: justify;">Somos tão chatos quanto Mahatma Gandhi e seus seguidores. Os ingleses não podiam mais impor sua dominação na Índia, arrogar soberania sobre um mosaico cultural milenar, torturar e matar nativos insubordinados, com sossego. Devia ser muita chatice os militares britânicos serem impedidos de continuar mantendo seu monopólio econômico, seu domínio firmado na base da violência neocolonialista, por causa daqueles pacifistas tolos que não tinham o que fazer e ficavam com suas pregações inúteis de resistência pacífica e desobediência civil. Não-violência? Pacifismo? Independência? Soberania? Que bando de insuportáveis! Pareciam os crentes pregadores de hoje de tão inconvenientes!<span id="more-5447"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Somo chatos como as feministas, que vêm enchendo a paciência dos homens desde o século 19. Aquelas chatas-de-galocha, em vez de contribuir para o progresso da sociedade ocidental confinadas em suas casas, limpando o chão e fazendo comida, preferiram ir às ruas, fazer panfletagem, fazer grupos de pressão cobrando direitos e justiça para as mulheres. Muitas delas, ainda mais chatonas que a média de sua categoria, preferiram fazer suas pentelhações na esfera política.</p>
<p style="text-align: justify;">Aí pronto, os homens não tinham mais direito de mandar em suas esposas, bater nelas quando fosse conveniente, humilhar aquelas moças que ousassem sair sozinhas de suas casas, educá-las para a subserviência perante o pátrio poder. Nada disso podiam mais fazer em paz, sem que as impertinentes das feministas viessem interferir, cobrar leis punitivas para a violência machista. Nem hoje se pode mais aceitar sossegadamente falar e escrever o nosso português androcêntrico, chamar a humanidade de “os homens” com a tranquilidade de outrora. Tudo por culpa das perturbadoras dessas feministas.</p>
<p style="text-align: justify;">Somos uns verdadeiros spammers, tanto quanto os abolicionistas que militaram no século 19 pelo fim da escravidão de seres humanos. Tratar pessoas como propriedade, agredi-las quando fosse “necessário”, obrigá-las a trabalhar de sol a sol, negar-lhes qualquer direito... Graças aos chatos dos abolicionistas, fazer essas coisas com o sossego de sempre nunca mais foi permitido e aceito. Pentelharam tanto que os escravos terminaram sendo libertados de sua condição cativa. Realmente aqueles militantes eram insuportáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje nós veganos somos os chatos da vez, ao lado dos também tão falados ecochatos, que não deixam mais  ninguém destruir florestas, savanas e mangues em paz; enchem o saco quando algum governo está investindo em poluição e desmatamento para “desenvolver” seu estado ou país; pentelham quando estão matando e traficando animais silvestres até o ponto de deixá-los à beira da extinção. Ecochatos... Pense num povinho importunador, que tira o sossego daqueles que tentam destruir a vida do planeta em troca de algumas décadas de vida boa e endinheirada.</p>
<p style="text-align: justify;">E nós, que denunciamos como a humanidade vem tratando animais não-humanos como escravos e mercadorias, desprezando suas vidas, privando-lhes de qualquer direito, assassinando-os aos bilhões em prol dos prazeres do paladar e de falsas promessas e crenças sobre saúde, estamos, segundo os críticos,  pentelhando as pessoas, mesmo sem proselitismo, brigas, intolerância, grosseria ou quaisquer outros comportamentos inconvenientes. Basta que estejamos simplesmente protestando em reação a uma violência ou boicotando sem alarde produtos derivados de exploração animal, isso mostra que estamos sempre nos comportando como crentes que pregam nas portas das casas. Isso é o que os mais reacionários dizem.</p>
<p style="text-align: justify;">É, realmente somos chatos, insuportáveis, verdadeiros spammers, por querermos o bem, por desejarmos o fim dos sistemas de opressão. Mesmo quando estamos apenas nos manifestando contra uma injustiça. Mas um dia a humanidade ainda vai dar razão a nós, “vegans” chatos e pentelhos, da mesma forma que hoje fazem com os chatos do passado.</p>
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		<title>Exemplos de androcentrismo na língua portuguesa</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 21:58:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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<p style="text-align: justify;">Hélio Consolaro, professor de português e dono do site <a href="http://www.portrasdasletras.com.br/" target="_blank"><strong>Por Trás das Letras</strong></a>, mostra como a língua portuguesa tem muitos detalhes androcêntricos, que o fazem ser um idioma machista.</p>
<p style="text-align: justify;">E algo que intrigou, tanto numa resposta de um professor ao artigo abaixo no site de Hélio como em outros textos na internet -- textos com argumentos muito fracos, por sinal --, é que há pessoas que negam que o português é uma língua androcêntrica. Essas pessoas, pelo que vi, acham natural e perfeitamente aceitável que o masculino tenha assumido o papel de gênero padrão ou "neutro" -- mas não explicam por que não foi o feminino a assumir tal papel -- e tentam justificar o viés machista do português com a existência de distorções de gênero existentes em outros idiomas. Me parece que há uma ideologia de "democracia de gênero" que, assim como a da "democracia racial", é uma falácia distante da verdade e fundada em muitas outras falácias.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=polemica/docs/machismonalingua" target="_blank"><strong>Machismo na língua</strong></a><br />
<em>por Hélio Consolaro, no site Por Trás das Letras</em></p>
<p style="text-align: justify;">Adriano da Gama Kury em seu livro Para Falar e Escrever Melhor o Português dedicou no capítulo Na língua há também comandantes e comandadados algumas páginas ao assunto do machismo da língua na concordância nominal.</p>
<p style="text-align: justify;">Aliás, ele recomenda a leitura do livro A Mulher na Língua do Povo, de Eliane Vasconcelos Leitão. Citaremos alguns exemplos:</p>
<p style="text-align: justify;">1) Havendo substantivos dos dois gêneros (masculino/feminino), a norma gramatical diz que o adjetivo referente vai para o masculino plural: "Alunos e alunas aplicados", pode haver na classe um aluno e 39 alunas. É um caso de machismo evidente.</p>
<p style="text-align: justify;">2) O mesmo acontece na designação de seres inanimados, que nem sexo possuem: "Havia papéis, gravuras, revistas e canetas espalhados..." (predominou o masculino papéis). Só em caso excepcional a concordância se dá com o substantivo mais próximo, no caso canetas.</p>
<p style="text-align: justify;">3) Alguns pronomes de gênero neutro na sua forma, como alguém, ninguém e se. Na concordância, o adjetivo assume o gênero masculino. Exemplos:</p>
<p style="text-align: justify;">a) "Ficava horas na janela a ver se alguém conhecido passava."</p>
<p style="text-align: justify;">b) "Não havia ninguém famoso na reunião."</p>
<p style="text-align: justify;">c) "Nunca se é suficientemente generoso."</p>
<p style="text-align: justify;">4) Nos nomes que sintetizam substantivos de gênero diferentes. Exemplos:</p>
<p style="text-align: justify;">a) "Tenho três filhos, duas moças e um rapaz."</p>
<p style="text-align: justify;">b) "Na próxima semana haverá reunião de pais." (Incluem as mães.)<span id="more-5443"></span></p>
<p style="text-align: justify;">5) O pronome pessoal de 3ª pessoa do plural assume a forma eles, do masculino, quando substitui nomes masculinos e femininos.</p>
<p style="text-align: justify;">Exemplo: "João e Maria saíram: eles vão ao teatro."</p>
<p style="text-align: justify;">6) Quando nos referimos à humanidade, usamos o masculino homem para generalizar homens e mulheres.</p>
<p style="text-align: justify;">Exemplo: O homem é um ser racional. O homem conquistou a Lua.</p>
<p style="text-align: justify;">7) Quando se faz menção à nacionalidade é igualmente o masculino que se usa.</p>
<p style="text-align: justify;">Exemplo: O brasileiro é cordial. (= os brasileiros e brasileiras).</p>
<p style="text-align: justify;">Muita gente machista ria quando o ex-presidente da República José Sarney dizia "Brasileiros e brasileiras". Ele usava uma linguagem politicamente correta.</p>
<p style="text-align: justify;">8) Só se diz homem de Cro-Magnon, homem de Neanderthal, origem do homem, a evolução do homem (= humanidade). Assim também a Bíblia traz os traços machistas da cultura judaica.</p>
<p style="text-align: justify;">9) Na expressão um e outro aplicada a nomes dos dois gêneros.</p>
<p style="text-align: justify;">Exemplo: "Lá começaram os seus amores (do rei) com a rainha, que tão fatais foram para um e outro." (E não outra.).</p>
<p style="text-align: justify;">10) Na designação de certas profissões, como soldado e toda hierarquia militar.</p>
<p style="text-align: justify;">Exemplo: O soldado Maria Regina foi convocado.</p>
<p style="text-align: justify;">11) Na locução devido a houve masculinização. Devido é particípio do verbo dever, pois concorda normalmente com o substantivo referente. Exemplo:</p>
<p style="text-align: justify;">a) Ausência devida a motivo imperioso (certo gramaticalmente).</p>
<p style="text-align: justify;">b) Ausência devido a motivo imperioso (concordância machista).</p>
<p style="text-align: justify;">c) Dada a atenuante. Dadas as atenuantes (certo gramaticalmente).</p>
<p style="text-align: justify;">d) Dado à atenuante. Dados às atenuantes (concordância machista).</p>
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<li><a href='http://consciencia.blog.br/2010/02/androcentrismo-2.html' rel='bookmark' title='Permanent Link: Androcentrismo'>Androcentrismo</a></li>
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		<title>Feminismo fumante</title>
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		<comments>http://consciencia.blog.br/2010/06/feminismo-fumante.html#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 01 Jun 2010 03:52:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cigarro]]></category>
		<category><![CDATA[Feminismo e Questões de Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Notícia Junho 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Sociologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Essa é nova para mim. Maioria das feministas (51%) são viciadas em cigarro. Fiquei de cara agora. Mulheres independentes fumam mais Uma pesquisa inédita apresentada, ontem, no Dia Mundial Sem Fumar, revelou um dado preocupante no Brasil: 51% das mulheres que se dizem feministas e lutam por maior igualdade entre homens e mulheres fumam. O [...]


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			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">Essa é nova para mim. Maioria das feministas (51%) são viciadas em cigarro. Fiquei <em>de cara</em> agora.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/06/01/urbana10_0.asp" target="_blank"><strong><em>Mulheres independentes fumam mais</em></strong></a></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Uma pesquisa inédita apresentada, ontem, no Dia Mundial Sem Fumar, revelou um dado preocupante no Brasil: 51% das mulheres que se dizem feministas e lutam por maior igualdade entre homens e mulheres fumam. O trabalho foi realizado de maio a dezembro de 2009, sendo promovido pela Aliança de Controle do Tabagismo em parceria com o Coletivo Feminino Plural. O município de Olinda foi escolhido como sede nacional para o lançamento do estudo por ser o primeiro no país a lançar uma rede de mulheres para controle do tabagismo, com envolvimento de quase 10 entidades governamentais e não-governamentais.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>"As mulheres e o tabagismo - uma nova questão na agenda feminina" traçou um perfil novo das mulheres fumantes no país, ao ouvir 246 ativistas próximas à Rede Feminista de Saúde - uma instituição que trata da saúde, dos direitos sexuais e reprodutivos da mulher. A maioria das pessoas ouvidas (80,5%) nessa pesquisa têm ensino superior ou pós-graduação, participam de atividades políticas e conhecem bem os males provocados pelo cigarro. Elas fogem do estereótipo da maioria das fumantes, que ainda pertencem às classes C e D, e são mais um público a ser trabalhado. Pouco mais de 50% das feministas são da área de humanas e relacionam o cigarro à bebida, a festas e a tensões do dia a dia.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>De acordo com a coordenadora do Programa de Controle do Tabagismo de Olinda, Maristela Menezes, o novo estudo aprofunda a pesquisa realizada pelo IBGE em 2008, na qual aponta que cerca de 13% das mulheres brasileiras fumam. "Nessa pesquisa do IBGE, a prevalência maior de fumantes estava nas classes C e D. Mas esse estudo também mostra um raio X com as mulheres feministas", declarou.<span id="more-4095"></span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Segundo Maristela, o trabalho desenvolvido deve ser ostensivo, uma vez que a curva de prevalência de consumo de cigarro entre os homens está estagnada e começa a decrescer, enquanto mostra um sensível aumento entre as mulheres. "O consumo nesse novo grupo de mulheres é ligado ao comportamento. São mulheres que ainda atribuem o tabagismo a uma ideia de liberdade, sedução e autoafirmação, especialmente no ganho de espaço no mercado de trabalho que vem se verificando nos últimos anos", observou.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>A designer Ione Rocha, de 54 anos, é uma das que se encaixa nesse novo perfil, que relaciona o cigarro às festas, mas também à tensão. Há cerca de 30 anos, ela resolveu começar a fumar, por influência dos amigos. "Comecei aos 24 anos, porque experimentei um dos cigarros de uma amiga. Além da sensação de calma, ele aliviada minhas dores de cabeça. Quando dei por mim, estava dependente", contou. A estudante de publicidade Marina Augusta Belo admitiu conhecer os males do fumo, mas ainda não tem força para largá-lo. "Ouvimos falar em pessoas doentes, mas a realidade parece bem distante da gente", justificou.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Para a coordenadora nacional da ACT, Paula Johns, as mulheres têm mais dificuldade de largar o cigarro e são mais suscetíveis aos danos causados pelas substâncias. Tudo por conta dos aspectos biológicos, como maternidade e menopausa. Segundo ela, um dos problemas mais alarmantes éa relação entre o tabagismo e o tratamento com anticoncepcionais ou reposição hormonal. "É uma bomba-relógio dentro do organismo da mulher. A combinação aumenta em 23% o risco de problemas cardiovasculares, infartos e tromboses e em até 30% a incidência de câncer de pulmão", frisou.</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">O que tenho a falar sobre isso foi que eu fiquei boquiaberto com isso. Resta que algum/a sociólog<small>@</small> comece a estudar esse tabagismo feminista, de modo que identifiquem as relações socioculturais entre o feminismo e esse <em>tabagismo feminista</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Que fique claro, no entanto, que isso não quer dizer que o feminismo é um mal.</p>
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		<title>Ótimo artigo sobre linguagem androcêntrica e desigualdades de gênero</title>
		<link>http://consciencia.blog.br/2010/05/otimo-artigo-sobre-linguagem-androcentrica-desigualdades-de-genero.html</link>
		<comments>http://consciencia.blog.br/2010/05/otimo-artigo-sobre-linguagem-androcentrica-desigualdades-de-genero.html#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 13 May 2010 00:31:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Androcentrismo]]></category>
		<category><![CDATA[Boas Ideias]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura de Massas]]></category>
		<category><![CDATA[Desigualdades de Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Feminismo e Questões de Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Linguagem]]></category>
		<category><![CDATA[Opressão]]></category>
		<category><![CDATA[Posts e Atos de Conscientização]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Humanas]]></category>
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		<category><![CDATA[Sociologia]]></category>
		<category><![CDATA[Texto de Outros/as Autores/as]]></category>
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		<category><![CDATA[Vícios de Linguagem]]></category>
		<category><![CDATA[Ética e Moral]]></category>

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		<description><![CDATA[Encontrei na internet esse ótimo ensaio, escrito por José Eustáquio Diniz Alves, que fala com riqueza de detalhes sobre a questão da linguagem androcêntrica e como ela reproduz e legitima as desigualdades de gênero existentes até hoje no Brasil. Vale muito a pena ler. É muito bom também para professors colocarem para seus/suas aluns lerem [...]


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			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">Encontrei na internet esse ótimo ensaio, escrito por José Eustáquio Diniz Alves, que fala com riqueza de detalhes sobre a questão da linguagem androcêntrica e como ela reproduz e legitima as desigualdades de gênero existentes até hoje no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">Vale muito a pena ler. É muito bom também para professors colocarem para seus/suas aluns lerem e para discutirem em sala de aula -- como forma de nos aproximar de um <em>zeitgeist</em> moral limpo da desigualdade de tratamento entre os gêneros.</p>
<p style="text-align: justify;">Só achei que algumas citações de ditos populares tiveram sua suposta conotação machista extrapolada, uma vez que não se explica como se chegou à conclusão de que aquelas frases foram realmente construídas com base androcêntrica.</p>
<p style="text-align: justify;">Abaixo trago o link e o resumo do ensaio:</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.ence.ibge.gov.br/publicacoes/textos_para_discussao/textos/texto_11.pdf" target="_blank"><strong>A linguagem e as representações da masculinidade</strong></a><br />
<em>por José Eustáquio Diniz Alves</em></p>
<p style="text-align: justify;">Este artigo tem por objetivo analisar como a linguagem corrente, os ditos populares e as piadas refletem e reforçam as representações assimétricas de gênero na sociedade. A linguagem e as representações da masculinidade e da feminilidade estão impregnadas de valores criados ao longo de séculos. O discurso masculino, construído no plano simbólico, busca tornar naturais as desigualdades sociais de gênero, legitimando as divisões sexual e social do trabalho, diferentes comportamentos sexuais e reprodutivos, bem como uma menor inserção social, cultural e política das mulheres na sociedade.</p>
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		<item>
		<title>Mais uma reflexão sobre sexismo linguístico: agora é a vez da palavra &#8220;mulher&#8221;</title>
		<link>http://consciencia.blog.br/2010/05/mais-uma-reflexao-sobre-sexismo-linguistico-agora-e-vez-da-palavra-mulher.html</link>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 22:59:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Androcentrismo]]></category>
		<category><![CDATA[Boas Ideias]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Contradições Humanas]]></category>
		<category><![CDATA[Desigualdades de Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Feminismo e Questões de Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Linguagem]]></category>
		<category><![CDATA[Palavra do Autor]]></category>
		<category><![CDATA[Posts e Atos de Conscientização]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Humanas]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Tradições Cruéis e Viciosas]]></category>
		<category><![CDATA[Vícios de Linguagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje tive um insight parecido com o que tive em fevereiro ou março do ano passado: o uso da palavra "mulher" como sinônimo de "esposa" com alguma conotação não-intencional de "sob tutela do marido". Enquanto se fala de "o homem" como sinônimo de "o ser humano", fala-se de "a mulher do..." como "a esposa". E [...]


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<p style="text-align: justify;">Hoje tive um <em>insight</em> parecido com o que tive em fevereiro ou março do ano passado: o uso da palavra "mulher" como sinônimo de "esposa" com alguma conotação não-intencional de "sob tutela do marido".</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto se fala de "o homem" como sinônimo de "o ser humano", fala-se de "a mulher do..." como "a esposa". E curiosamente quase nunca falamos de "o <em>homem</em> da rainha Elizabeth II", "o <em>homem</em> de minha ex-namorada" -- mesmo que exista esse uso, segundo o dicionário Aurélio, eu pessoalmente nunca ouvi alguém falar isso.</p>
<p style="text-align: justify;">Percebo nessa nova autorrevelação de consciência uma dualidade com a mesma tonalidade de vício de linguagem sexista. Segundo o vocabulário androcêntrico que temos...</p>
<p style="text-align: justify;">Mulher: parceira/cônjuge de um homem/macho (ao correspondente masculino, usa-se <em>marido</em>)</p>
<p style="text-align: justify;">Homem: ser humano</p>
<p style="text-align: justify;">(Não reconheço ainda uma relação entre as definições acima, mas pode ser até que exista)</p>
<p style="text-align: justify;">Ao meu ver -- ainda não falando sociologicamente -- falar "a mulher do padeiro", "a mulher do presidente" e<em> raramente</em> "o homem da secretária", "o homem da dona da confeitaria" já denota alguma desigualdade entre mulheres e homens.</p>
<p style="text-align: justify;">E, novamente sem cientificidade, consigo encontrar semelhança entre "a mulher do meu vizinho" com, por exemplo, "o gato da minha tia" ou "o cachorrinho do meu amigo". Me parece que "a mulher do..." conota uma relação de tutela e submissão, da mesma forma que os animais domésticos têm sua vida submissa e dependente de seus/suas tutoræs -- uma relação de submissão* que não devemos confundir com uma relação de propriedade.<span id="more-3877"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Algo que parece comprovar minha nova indagação é o machismo bíblico de Êxodo 20:17:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p><em>Não cobiçarás <strong>a casa</strong> do teu  próximo, não cobiçarás <strong>a mulher</strong> do teu próximo, nem <strong>o seu servo</strong>, nem <strong>a  sua serva</strong>, nem <strong>o seu boi</strong>, nem <strong>o seu jumento</strong>, nem <strong>coisa alguma do teu  próximo</strong>.</em> (Uma das versões protestantes)</p>
<p><em>Não cobiçarás <strong>a casa</strong> do teu próximo; não cobiçarás <strong>a mulher</strong> do teu  próximo, nem <strong>seu escravo</strong> </em>(sic)<em>, nem <strong>sua escrava</strong> </em>(sic)<em>, nem <strong>seu boi</strong>, nem <strong>seu jumento</strong>,  nem <strong>nada do que lhe pertence</strong>.</em> (Versão Ave Maria)</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Pelo menos nas versões de língua portuguesa adaptadas para o Brasil, a esposa, referida como <em>a mulher do...</em>, é vista tanto como propriedade do homem como escrav<small>@</small>s e animais não-humanos (novamente o especismo judaico-cristão em ação trata animais como propriedade, mas isso é assunto para outro post).</p>
<p style="text-align: justify;">Transferindo o patriarcalismo linguístico bíblico para a vida secular, a palavra <em>mulher</em>, pelo menos linguisticamente, na definição de <em>esposa</em>, parece ter uma conotação de tutelada, submissa. Não estou dizendo que as esposas são necessariamente mulheres submissas e sob tutela dos esposos, mas sim que falar "a mulher de..." me parece passar essa imagem mental.</p>
<p style="text-align: justify;">Opções de solução para esse vício também androcêntrico de linguagem seriam criar-se o hábito de falar "o homem da..." como sinônimo de "o marido da...", para, pela equalização, remover-se a raiz de tutela e submissão feminina, ou abandonar o uso de "a mulher do..." substituindo-o por "a esposa de..." (ou, quem sabe, a <em>marida</em>).</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">*A referida relação de submissão entre animais domésticos e o ser humano é o motivo principal de pessoas como Gary Francione e eu defenderem o controle de natalidade desses bichos -- para fins de interromper a renovação de sua espécie --, cujas espécies já não têm mais relações ecológicas com qualquer ambiente natural e cujas vidas estão hoje essencialmente atreladas à tutela humana.</p>
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		<title>Novo artigo sobre o uso da palavra &#8220;homem&#8221; na Wikipédia em português</title>
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		<pubDate>Sun, 02 May 2010 17:26:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Escrevi agora um artigo na Wikipédia em português sobre o uso da palavra homem, curto mas didático e conscientizador. Leia: Uso da palavra homem Posts relacionados:Mais uma reflexão sobre sexismo linguístico: agora é a vez da palavra &#8220;mulher&#8221; Discutindo &#8220;o homem&#8221; no Dia Internacional da Mulher Ótimo artigo sobre linguagem androcêntrica e desigualdades de gênero


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<p>Escrevi agora um artigo na Wikipédia em português sobre o uso da palavra homem, curto mas didático e conscientizador.</p>
<p><big>Leia: <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Uso_da_palavra_homem" target="_blank">Uso da palavra homem</a></strong></big></p>
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		<title>Notícias pessoais que preciso contar</title>
		<link>http://consciencia.blog.br/2010/04/noticias-pessoais-que-preciso-contar.html</link>
		<comments>http://consciencia.blog.br/2010/04/noticias-pessoais-que-preciso-contar.html#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 01 Apr 2010 16:32:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alienação e Conformismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Sei que o Arauto da Consciência não é um blog sobre vida pessoal, mas estas notícias se referem aos diversos temas e subtemas do blog. Hoje o dia foi revolucionário para mim. Em menos de 12 horas, muita coisa aconteceu: - Aceitei Jesus como meu Senhor e Salvador e percebi o erro infeliz de ter [...]


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<p style="text-align: justify;">Sei que o <strong>Arauto da Consciência</strong> não é um blog sobre vida pessoal, mas estas notícias se referem aos diversos temas e subtemas do blog.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje o dia foi revolucionário para mim. Em menos de 12 horas, muita coisa aconteceu:</p>
<p style="text-align: justify;">- Aceitei Jesus como meu Senhor e Salvador e percebi o erro infeliz de ter sido ateu por cinco anos. A culpa foi enorme e tive que me penitenciar perante Deus para me expiar da minha antiga antifé. Também aprendi que devo acreditar mais no que as pessoas dizem, sobre os espíritos, os milagres, a Criação do mundo e outras coisas que a ciência nunca vai conseguir explicar;</p>
<p style="text-align: justify;">- Aprendi com um amigo do interior que vaquejadas não maltratam os animais. Isso nada mais é que papo de neohippie que quer aparecer. Aprendi que vaquejada é um esporte inseparável da cultura nordestina. Se acabassem com a vaquejada, o que seria do Nordeste?</p>
<p style="text-align: justify;">- Desisti do veganismo. Aprendi que sou apenas uma unidade, uma gota d'água no oceano, e sozinho não tenho poder para nada. Sou pequeno demais para mudar alguma coisa na visão de ética dos brasileiros. Sendo assim, voltei a comer carne e meu almoço de hoje vai ser numa churrascaria. Mal posso esperar voltar a saborear aquela maminha que eu não como há quase três anos, além daquele pudim de leite amarelinho;</p>
<p style="text-align: justify;">- Aprendi também que defensores animais e <em>vegans</em> em geral são um bando de bitolados que não têm o que fazer, são uns chatos que fazem a inutilidade de defender animais enquanto tem tantas crianças por aí passando fome;</p>
<p style="text-align: justify;">- Percebi que estava perdendo muito tempo em defender causas impossíveis, como parar o desmatamento de Suape, tornar a classe política brasileira honesta, expulsar a bancada ruralista do poder, fazer as passagens de ônibus pararem de aumentar e começarem a cair, lutar por um sistema econômico verde e diferente dos que conhecemos etc. Para que defender isso tudo, se eu sou só uma gota d'água no oceano, o capitalismo venceu e quem manda de verdade é a lei do mais forte? Por que questionar isso tudo se não vai adiantar nada? Aceitei os conselhos de um parente meu e decidi enfim desistir dessa minha luta paranoica que no final não levaria a nada;</p>
<p style="text-align: justify;">- Eu pensei direitinho: o meio ambiente está perdido mesmo. O negócio é desfrutar da vidinha boa logo antes que tudo acabe, e apoiar incondicionalmente tudo o que fizerem em prol do progresso de Pernambuco e do Brasil. Sei agora que ambientalistas são uns iludidos, uns politicamente corretos escrotos, e sua gritaria não vai dar em nada;<span id="more-3448"></span></p>
<p style="text-align: justify;">- Sabe o forró eletrônico, aquele estilo de que sempre reclamei por supostamente rebaixar a mulher, incentivar o alcoolismo e estimular o sexo irresponsável? Pensei: "Quer saber de uma coisa? Que se dane isso tudo, vou é cair na gandaia. Na Semana Santa de Gravatá e nas próximas vaquejadas vou é pra galera dançar um forrozinho e cair na putaria.";</p>
<p style="text-align: justify;">- E a swingueira, de que sempre tive nojo e sempre achei um ritmo descerebrado? Escutei um CD aqui em casa e não é que comecei a gostar? Meu hino pessoal agora é esse:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>Mas eu cansei de te avisar<br />
Quem gosta de homem é gay<br />
Mulher gosta de dinheiro<br />
Isso é padrão no mundo inteiro<br />
Você não é o primeiro nem vai ser o derradeiro<br />
E isso nunca vai mudar, por isso seja...</p>
<p>Fiel à putaria<br />
Nunca deixe a putaria<br />
Viva nela todo dia<br />
Brinde sempre a putaria</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">- Falando em hino, ouvi o hino nacional e o hino da independência e me deu um incontrolável sentimento de nacionalismo. Pela primeira vez me deu uma disposição de morrer pela pátria!</p>
<p style="text-align: justify;">- Aprendi que os animais realmente nasceram para servir o homem, que somos superiores e que os animais são apenas autômatos orgânicos, como já dizia René Descartes;</p>
<p style="text-align: justify;">- Eu falei <em>homem</em>? É, também deixei de lado a paranoia de não gostar do uso da palavra <em>homem</em> como sinônimo de ser humano. Eu vi que isso é frescura politicamente correta e que nada vai mudar em relação a isso;</p>
<p style="text-align: justify;">- Resolvi me entregar ao mundo capitalista. Vou estudar muito para fazer concurso para trabalhar em Suape, para ganhar uma bolada todo mês e realizar meus novos objetivos de vida: comprar duas Pajero, o máximo possível de roupas estilosas das melhores grifes jovens masculinas, três Nike Shox a cada ano, uma casa cara em Porto de Galinhas, uma lancha... Ah que vou pegar muita <em>mulé</em>, viu...</p>
<p style="text-align: justify;">- Comecei a fumar e beber, e a partir de agora vou ter algo para relaxar quando eu estiver estressado -- meu cigarrinho -- e vou beber até cair nas festas;</p>
<p style="text-align: justify;">- Como mudei minha forma de ver o mundo, vou fechar o <strong>Arauto</strong>, porque ele já não faz mais sentido. E, a partir de agora, meu pensamento é cair na gandaia e viver minha vida, e o resto que se dane para lá!</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;"><big><big><big><strong>É 1º de abril!</strong></big></big></big></p>
<p style="text-align: justify;">E é evidente que ninguém iria acreditar que eu iria me converter a tal ser absurdo. E, falando em absurdo, perceba que muitas pessoas, muitas mesmo, adotam como sua visão de mundo pelo menos oito dos pontos acima.</p>
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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Forró&#8221; eletrônico e seus inconvenientes</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Mar 2010 11:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
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		<description><![CDATA[Artigo escrito em junho de 2009 O chamado “forró” eletrônico ou estilizado (entre aspas por vários motivos que o tornam um não-forró) divide opiniões em todo o Nordeste. Tendo seu auge na segunda metade da década de 2000, esse ritmo ora é apreciado por jovens como um incentivo à curtição oba-oba, desregrada e desinibida da [...]


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			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;"><em>Artigo escrito em junho de 2009</em></p>
<p style="text-align: justify;">O chamado “forró” eletrônico ou estilizado (entre aspas por vários motivos que o tornam um não-forró) divide opiniões em todo o Nordeste. Tendo seu auge na segunda metade da década de 2000, esse ritmo ora é apreciado por jovens como um incentivo à curtição oba-oba, desregrada e desinibida da juventude ora é pesadamente criticado por incentivo à promiscuidade e perversão sexuais, banalização da traição, apologia do alcoolismo, coisificação feminina e louvor a um hedonismo irresponsável.</p>
<p style="text-align: justify;">Cabe mostrar aqui por que tanta gente reclama do estilo e de sua popularidade e deseja tanto o fim de sua hegemonia na música nordestina. Esse que, por conveniência, chamarei aqui de FF – Falso Forró – merece muito mais debate do que há hoje e necessita de abordagens éticas, educacionais, sociológicas e antropológicas. Textos como este contribuem para a incitação dessa discussão entre a sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Os ouvidos dos nordestinos, ao longo dos últimos anos, vêm sendo sacudidos, desejada ou indesejadamente, por versos de efeito-chiclete como “Chupa, chupa, chupa que é de uva”, “Abre, abre, abre-abre-abre”, “Piri-piri, piri-piri, vamo beber, vamo beber”. Muitos adoram e celebram os prazeres sexuais da juventude que por tanto tempo foram reprimidos pela tradição católica nordestina e liberados pela superação das velhas normas sociais repressivas.</p>
<p style="text-align: justify;">Por outro lado, tantos odeiam o ritmo, por uma série de motivos que fazem dele um veículo de comportamentos libertinos e até nocivos. Vale descrever os pontos mais criticados do FF:</p>
<p style="text-align: justify;">a) Apelo sexual e apologia ao sexo irresponsável<br />
Seja pelas letras de pornografia implícita ou escancarada – em que são exaltadas as delícias do sexo e posições sexuais como sexo oral, abertura de pernas e até a penetração –, pelo figurino sumário das dançarinas, vestidas com “pedaços de pano” que por pouco não deixam de cobrir suas partes íntimas, ou mesmo pelo comportamento dos cantores no palco, o tema pornográfico é muito frequente. É, aliás, um dos pilares temáticos do FF. São corriqueiras também as danças sensuais e os gemidos eróticos de vocalistas femininas.</p>
<p style="text-align: justify;">Também destaca-se a irresponsabilidade da forma como o sexo é abordado no FF, com a falta de dedicação à segurança da camisinha e a cativação de um público adolescente que ainda está aprendendo suas primeiras noções sexuais. Os efeitos esperados da pornografia musical do ritmo são uma maior ferveção juvenil por sexo e um grande aumento da suscetibilidade de adolescentes à maternidade/paternidade indesejada e à transmissão de doenças sexualmente transmissíveis.</p>
<p style="text-align: justify;">A sexualidade do FF não seria um problema preocupante se o estilo não tivesse grande parte de uma geração adolescente como público-alvo e não induzisse tantos jovens na flor da idade (entre 13 e 24 anos) ao sexo irresponsável e inconsequente que gera filhos(as) indesejados(as) e propaga patologias.<span id="more-568"></span></p>
<p style="text-align: justify;">b) Exaltação à prostituição<br />
Os cabarés “pegam fogo” e jovens homens dirigem caminhonetes cheias de prostitutas – essa é a segunda parte da temática relativa ao erotismo no FF. Não seria intrinsecamente um mal se não incomodasse tantas pessoas que, adotando determinados valores culturais de moral e decência, acabam “obrigadas” a ouvir o que não gostam – apologias ao sexo pago – por causa do alto volume dos carros dos curtidores do estilo, se não cantasse a prostituição de forma a induzir à libertinagem e à irresponsabilidade sexual como é feito na maioria das músicas com esse tema e se não se concentrasse na prostituição feminina.</p>
<p style="text-align: justify;">É, aliás, o fato de haver apenas prostitutas mulheres nas músicas um dos ingredientes da misoginia moral característica do ritmo, a qual transforma moças em brinquedos sexuais, como exposto no próximo ponto.</p>
<div id="attachment_3261" class="wp-caption aligncenter" style="width: 184px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2009/06/dançarinas.jpg"><img class="size-full wp-image-3261  " title="dançarinas" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2009/06/dançarinas.jpg" alt="" width="174" height="233" /></a><p class="wp-caption-text">Dançarinas vestindo apenas &quot;pedaços de pano&quot; que mal cobrem as partes íntimas do corpo são muito comuns dos shows do Falso Forró e ilustram a apelação erótica do ritmo. (foto: aamigos.wordpress.com)</p></div>
<p style="text-align: justify;">c) Misoginia moral e machismo<br />
Há uma relação de dominação sexual do homem sobre a mulher em muitas canções do FF: as mulheres são cantadas como nada mais que brinquedinhos de sexo usados pelos “safados”, “gostosões” e “garanhões” nas horas “quentes”. Elas, sendo ou não prostitutas segundo as letras, são concubinas de sexo e eles, seus parceiros, são os comandantes da cama. Tem destaque a música “Lapada na Rachada”, que fez sucesso em 2006, em que a vocalista, entre gemidos, diz “Sou sua cachorrinha”.</p>
<p style="text-align: justify;">Em tempos de avanços na diminuição da desigualdade de gêneros e do regime social do machismo, a reanimação desse comportamento não poderia ser pior e mais interferente, uma vez que atrapalha muito a afirmação da mulher como pessoa independente, sexualmente assertiva, senhora de si mesma e ávida por respeito e reconhecimento de sua dignidade perante os homens.</p>
<p style="text-align: justify;">O machismo do FF também é uma investida contra a dignificação feminina porque ajuda a manter uma cultura discriminatória, em que o homem que “pega” muitas mulheres é o “garanhão”, o “gostosão” e a mulher que se relaciona com muitos rapazes é vista como “cachorra”, “vagabunda” e outras desqualidades mais, e fomenta o desejo sociocultural do homem de se afirmar como dominante sexual, deixando em última análise uma situação macrossocial mais suscetível à ocorrência de estupros.</p>
<p style="text-align: justify;">d) Incentivo à infidelidade, banalização da traição conjugal, desvalorização do amor<br />
Muitas bandas descrevem como fundamentos temáticos do ritmo “cachaça, mulher e gaia”. A última nada menos é do que o “chifre”, a traição conjugal. O amor fiel, o romance e o namoro respeitoso foram escanteados na cultura juvenil que o FF ajudou a erguer no Nordeste.</p>
<p style="text-align: justify;">As letras que falam como é “bom” trair o(a) parceiro(a) vêm influenciando significativamente o comportamento amoroso dos jovens. Não há pesquisas sociais largamente disponíveis sobre o assunto, mas alguém que convive com admiradores desse estilo musical constatará que é quase generalizado que o curtidor de FF tenha tido uma ou mais relações amorosas paralelas ao seu namoro, ainda que breves.</p>
<p style="text-align: justify;">Poderia ser apenas uma mudança inofensiva de costume social em que a dedicação a uma única pessoa fosse substituída pela divisão consentida do indivíduo entre o namoro principal e relações conjugais efêmeras paralelas. Mas isso não parece ter acontecido, uma vez que muitos dos relacionamentos em que traições foram descobertas desintegram-se em conflitos, na degradação dos sentimentos mútuos e no rompimento definitivo entre os companheiros.</p>
<p style="text-align: justify;">e) Apologia ao alcoolismo<br />
O alcoolismo social tornou-se ainda mais forte entre a juventude nordestina com a ascensão do FF nas rádios e palcos da região. A própria embriaguez é cantada como algo “bacana”, como sendo “o máximo”. Beber cerveja ou cachaça até cair é praticamente uma ordem dada por muitas canções, com destaque para as músicas “Piri-piri, vamo beber, vamo beber” e “Beber, cair e levantar”, que fizeram sucesso em 2007 e 2008.</p>
<p style="text-align: justify;">As consequências esperadas para a exaltação do consumo imoderado e irresponsável de bebidas alcoólicas são as piores possíveis, incluindo-se o estímulo ao aumento dos acidentes de trânsito envolvendo motoristas bêbados e da violência doméstica cometida por homens ou mulheres nessa condição.</p>
<p style="text-align: justify;">f) Parceria com vaquejadas<br />
Canções exaltando a cultura das vaquejadas, eventos ditos “esportivos” que lançam mão da crueldade contra animais (bois e cavalos) para acontecer, são mais raras no FF, mas há uma parceria fiel entre bandas desse estilo e tais atividades. Atualmente, no cronograma de qualquer vaquejada, há shows com a presença desse ritmo. É uma aliança em que os ataques à moralidade somam-se às agressões contra bichos.</p>
<div id="attachment_3262" class="wp-caption aligncenter" style="width: 317px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2009/06/vaquejada-e-FF.jpg"><img class="size-full wp-image-3262  " title="falso forró na vaquejada" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2009/06/vaquejada-e-FF.jpg" alt="" width="307" height="159" /></a><p class="wp-caption-text">A libertinagem do Falso Forró é aliada à crueldade das vaquejadas. (foto: blogfariasbrito.com)</p></div>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;">Saem ganhando as bandas (e seus empresários), que obtêm muito dinheiro no faturamento dos shows e nos patrocínios; as indústrias de bebidas alcoólicas; os donos de bares e os organizadores de vaquejadas. Saem perdendo os namoros, noivados e casamentos; as famílias que sofrem – muitas vezes com perda de vidas – com acidentes de trânsito ou violências domésticas; os valores do amor, do respeito conjugal e da fidelidade; as mulheres e sua dignidade; e os animais.</p>
<p style="text-align: justify;">Pergunta-se muito: o que se pode fazer para parar as consequências do avanço do Falso Forró sobre a juventude nordestina? Como será possível curar as feridas socioculturais infligidas? Como se conseguirá implementar, depois de anos de domínio desse ritmo nos rádios e na cabeça dos jovens, uma cultura de respeito, responsabilidade e consciência? O tempo vai dizer como essas perguntas serão respondidas.</p>
<p style="text-align: justify;">Por enquanto, muito pouco ainda vem sendo feito para coibir os abusos do FF, destacando-se a iniciativa da Prefeitura de Caruaru de proibi-lo nas festas juninas de 2009 e liberar apenas forró pé-de-serra e o forró estilizado mais tradicional, com letras moderadas. A discussão de novas ações de hoje em diante é muito necessária entre sociólogos, educadores, músicos, jovens e outras categorias interessadas na correção dos problemas que o ritmo aqui abordado vem causando.</p>
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		<title>Desafio às mulheres</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 22:04:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Androcentrismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Na chamada Semana da Mulher, lanço um desafio àquelas que ainda falam ou escrevem, com naturalidade e sem nenhum constrangimento, "o homem" como sinônimo de ser humano ou humanidade. Na verdade são dois: 1. Desafio-as a, num discurso, falar "Nós, os homens, ..." ou "Nós homens ..." 2. Desafio-as a falar ou escrever sem nenhum [...]


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<p>Na chamada Semana da Mulher, lanço um desafio àquelas que ainda falam ou escrevem, com naturalidade e sem nenhum constrangimento, "o homem" como sinônimo de ser humano ou humanidade. Na verdade são dois:</p>
<p>1. Desafio-as a, num discurso, falar "Nós, <strong>os homens</strong>, ..." ou "Nós <strong>homens</strong> ..."</p>
<p>2. Desafio-as a falar ou escrever sem nenhum constrangimento: <strong>Eu sou um homem!</strong></p>
<p>Para quem estranhar: ué, vocês não consideram a palavra "homem" sinônimo de "ser humano"?</p>
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		<title>Discutindo &#8220;o homem&#8221; no Dia Internacional da Mulher</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 23:02:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alienação e Conformismo]]></category>
		<category><![CDATA[Androcentrismo]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>
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		<description><![CDATA[Post comemorativo do Dia Internacional da Mulher de 2010. Postado originalmente às 7h Neste dia que comemora a luta feminista, vale apontar algo que me deixa constrangido, embora eu seja um homem, nesse universo de desigualdades de gênero: a aceitação por parte de tantas pessoas, incluindo muitas mulheres(!), do milenar dogma de que o homem [...]


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<p style="text-align: justify;"><em><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/03/homem-e-mulher.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3179" title="homem e mulher" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/03/homem-e-mulher.jpg" alt="" width="142" height="247" /></a>Post comemorativo do Dia Internacional da Mulher de 2010. Postado originalmente às 7h<br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;">Neste dia que comemora a luta feminista, vale apontar algo que me deixa constrangido, embora eu seja um homem, nesse universo de desigualdades de gênero: a aceitação por parte de tantas pessoas, incluindo muitas mulheres(!), do milenar dogma de que o homem é o centro da humanidade, através do uso, sem questionamentos, da palavra “homem” como sinônimo de “ser humano”.</p>
<p style="text-align: justify;">Afirmam que “homem”, embora defina seres humanos adultos do sexo masculino, tem originalmente o significado de “ser humano”, o qual perduraria até hoje. Não entendem, no entanto, que essa palavra, por ter sido masculinizada ao longo da história, tornou-se enviesada e ambígua demais, logo inadequada, para continuar representando uma entidade de gênero neutro (o ser humano genericamente falando).</p>
<p style="text-align: justify;">É certo que as traduções que equivalem etimologicamente a “homem” originaram-se de fato significando “ser humano” (exemplos: “homo” no latim, “man” no inglês, “mann” no alemão), mas nem sempre significaram “humano adulto do sexo masculino”. Foi na Idade Média, consolidando um processo de centralização sociocultural da imagem da humanidade na figura masculina e consequente desuso dos termos que estritamente significavam “humano adulto do sexo masculino” (como “uir” no latim clássico e “wer” no inglês arcaico; essa palavra não existiu na língua portuguesa), provavelmente acelerado pelo cristianismo de raízes misóginas semitas e gregas, que “homem” passou a significar simultaneamente a humanidade e os seus machos, tornou-se uma palavra dúbia e excelentemente masculina.</p>
<p style="text-align: justify;">A neutralidade original do “homem”, aliás, foi o manto que escondeu na Declaração de Independência dos Estados Unidos e na francesa Declaração Universal dos Direitos do Homem(sic) e do Cidadão que os direitos declarados só começariam a valer para os homens – as mulheres continuariam presas ao lar como servas domésticas, e privadas da maioria dos direitos humanos e políticos.<span id="more-3177"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O mesmo valeu para as escrituras dos mais diversos filósofos dos séculos 18 e 19. Quando falavam “o homem” ou “os homens”, Rousseau, Kant, Comte e muitos outros realmente só estavam falando de homens, embora a palavra “homem” estivesse aparentemente significando a humanidade inteira.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse androcentrismo dos pensadores e a consequente continuidade do patriarcalismo ocidental foram muito facilitados pelo fato de que “homem” realmente era/é uma palavra dúbia e tende a masculinizar a humanidade. Imagine se não tivesse havido a tendenciosa unificação etimológica entre a humanidade e os humanos machos – ou teriam que usar “todos os ‘uirs’ têm direitos e são iguais perante a lei” e assumir que eram realmente direitos masculinos, não humanos, ou “todos os ‘seres humanos’ têm direitos e são iguais perante a lei” e obrigatoriamente estender os direitos às mulheres, indo de encontro aos interesses machistas de sua época.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje chamar o indivíduo humano genérico de “homem” continua tendo uma tendência androcêntrica, e desperta uma interessante pergunta: por que nos referimos aos seres humanos e à humanidade como “o homem”, nunca como “a mulher”? Etimologicamente essa questão é muito facilmente respondível, mas, sob a perspectiva da desigualdade de gênero, tem todo um sentido problemático.</p>
<p style="text-align: justify;">Por muito tempo o uso pseudogenérico da referida palavra foi uma legitimação do homem como centro de sua espécie, como ator principal – enquanto a mulher era relegada a uma coadjuvante, o sexo secundário. Atualmente tal simbolização continua ativa, ainda que despercebida e mesmo com as mulheres tendo obtido direitos e possuindo no presente mais dignidade social do que há um século. Pode-se considerá-lo um resquício de patriarcalismo, um dos diversos pontos em que, por escassez de discussão, ainda não avançou a luta feminista. É um ponto em que se admite inconscientemente que ele tem mais poder do que ela, logo merece herdar até mesmo aquele que se constituiu o nome de sua espécie.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de tudo, mesmo muitas mulheres – incluindo até algumas feministas – continuam usando “homem” num sentido genérico, sem saber que a neutralidade plena e não ambígua desse termo já não existe desde a Idade Média. Nossa educação insiste em não ensinar a história dessa palavra, marcada por um contexto de machismo extremo e opressão contra mulheres – pelo contrário, perpetua esse vício social, até mesmo na universidade de História, Ciências Sociais e Filosofia, cursos que justamente deveriam questionar e repudiar a dubiedade androcêntrica do termo “homem”.</p>
<p style="text-align: justify;">O uso unissex da palavra “homem” é algo que precisa ser pensado e discutido neste e nos próximos Dias Internacionais da Mulher, pois é algo mais problemático do que se supõe. Já depôs e depõe gente como Olympe de Gouges, John Stuart Mill, Casey Miller, Kate Swift e Richard Dawkins, o “homem” é a cabeça do androcentrismo linguístico de grande parte dos idiomas indoeuropeus, e está na hora de se fazer algo direcionado a essa questão, não mais manter a situação como está, com a reiteração linguística da supremacia masculina.</p>
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		<title>Os novos movimentos da Terra-média</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Mar 2010 22:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Androcentrismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Escrito em outubro de 2009 Aqui na Terra-média Estamos na Quarta Era Já fazem séculos que Sauron deu no pé Já faz um tempo que não ouço mais falar de grandes guerras Entre homens ocidentais e orcs mais homens do sul e do leste. Estamos vivenciando uma novidade: Movimentos sociais, políticos e ambientais na Terra-média! [...]


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<p style="text-align: justify;"><em>Escrito em outubro de 2009</em></p>
<p style="text-align: justify;">Aqui na Terra-média<br />
Estamos na Quarta Era<br />
Já  fazem séculos que Sauron deu no pé<br />
Já faz um tempo que não ouço mais  falar de grandes guerras<br />
Entre homens ocidentais e orcs mais homens  do sul e do leste.<br />
Estamos vivenciando uma novidade:<br />
Movimentos  sociais, políticos e ambientais na Terra-média!</p>
<p style="text-align: justify;">A luta por direitos e por igualdade<br />
Tomou o lugar da luta contra o  mal que vinha de Mordor<br />
Apareceram nas últimas décadas uns  movimentos interessantes<br />
Deles, dez são mais conhecidos na terra.<br />
Abaixo  vou dizer um por um.<span id="more-3138"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Mulheres do Oeste!<br />
Um movimento que já estava na hora de surgir<br />
Depois  de milênios sob as sombras dos homens<br />
Vendo-os assumir todos os  papéis públicos e glórias<br />
As mulheres começaram a reivindicar sua  importância<br />
A exigir igualdade entre elas e eles<br />
A exigir que se  deixe de chamar a espécie humana da Terra-média<br />
De “homens”<br />
Porque  elas também são gente.<br />
As Mulheres do Oeste<br />
Estão chamando a  atenção das mulheres do mundo<br />
Que haviam sido sempre submissas<br />
Passivas  e secundárias.<br />
A esperança delas é que elas passem a compartilhar  com os homens<br />
A direção e orientação das sociedades humanas<br />
De  Gondor, Rohan e Estados menores.<br />
Quem fundou o movimento<br />
Foi a  tataraneta de Éowyn<br />
Éowyn, heroína que matou o terrível Rei-Bruxo de  Angmar<br />
A primeira mulher a ser reconhecida e glorificada<br />
Entre as  sociedades humanas do Oeste.<br />
Éowyn hoje é exemplo para todas as  mulheres<br />
Da Terra-média<br />
A patrona da afirmação feminina<br />
Inspiradora  das feministas<br />
Das Mulheres do Oeste.</p>
<p style="text-align: justify;">O Movimento Filosófico pelo Reconhecimento dos Homens Maus<br />
É outro  que vem se destacando<br />
Escancarando que os homens do Oeste<br />
Não são  santos e puros<br />
Mas são capazes de atos maus.<br />
Para eles, o mal não  era algo exclusivo<br />
Do desaparecido Sauron, dos seus orcs<br />
E dos  homens do sul e do leste.<br />
A filosofia desse movimento<br />
Explica que  todos os homens<br />
São passíveis de comportamentos amorais<br />
Como  corrupção, machismo e militarismo.<br />
Surgiu quando o tataraneto de  Aragorn<br />
Um tataraneto corrupto e bon vivant<br />
Herdou o Reino de  Gondor<br />
E começou uma administração medíocre<br />
Que afundou parte da  população gondoriana<br />
Na pobreza e na fome.<br />
Pouco depois de sua  fundação<br />
O Movimento Filosófico pelo Reconhecimento dos Homens Maus<br />
Também  observou o machismo presente nas sociedades<br />
Dos homens do Oeste<br />
E  a preservação de uma cultura militarista<br />
Mesmo depois que a última  horda orc foi derrotada.<br />
O movimento filosófico quer abrir os olhos<br />
De  homens e mulheres<br />
Para mostrar que há mal e opressão<br />
Também nas  sociedades ditas do bem e livres.</p>
<p style="text-align: justify;">Também tem a Frente Democrática de Gondor<br />
Que surgiu também com a  ascensão do tataraneto corrupto de Aragorn.<br />
Exigem república e  democracia já<br />
Pregam a participação de todos e todas<br />
Nas decisões  políticas em Gondor.<br />
Já está na hora mesmo<br />
De haver eleições por  ali<br />
E discussões sobre como Gondor poderá iniciar<br />
O caminho rumo  ao futuro.<br />
Perguntam os democratas da Frente:<br />
Por que não pode  haver democracia na Terra-média?<br />
Por que temos que entregar o nosso  direito<br />
De viver bem<br />
Nas mãos de uma única pessoa, o rei?<br />
Assim  questiona a Frente Democrática de Gondor.</p>
<p style="text-align: justify;">No mesmo sentido<br />
Surgiu o movimento Homens Antimilitaristas do  Oeste<br />
Homens que perguntam:<br />
Por que temos que manter uma cultura  militarista<br />
Mesmo tantos anos depois que Sauron se foi<br />
E os orcs  deixaram de nos ameaçar?<br />
Paz!, clamam os Antimilitaristas<br />
Queremos  ser trabalhadores civis!<br />
Queremos ser desobrigados a servir aos  exércitos<br />
De Gondor e Rohan!<br />
Queremos que o serviço militar<br />
Seja  facultativo<br />
E que não precisemos ter o fardo<br />
De esperar a morte  nas guerras<br />
Assim clamam os Homens Antimilitaristas do Oeste.</p>
<p style="text-align: justify;">Falando em paz<br />
Outro movimento que está abalando<br />
É o movimento  Orcs do Bem<br />
Orcs do bem?<br />
Sim, eles existem<br />
E estão se  manifestando!<br />
Eles dispensam as armas e pregam a paz e a liberdade<br />
Mostram  que o determinismo<br />
Que designa humanos ocidentais, elfos, anões,  ents e hobbits como bons<br />
E orcs, haradrim, orientais e trolls como  maus<br />
É papo furado.<br />
Livres do jugo de Sauron e Melkor<br />
Os Orcs  do Bem começam a desfazer o mito<br />
De que todo orc é mau e deve ser  morto<br />
E estão enviando missões de paz<br />
Para os povos livres da  Terra-média<br />
Para que sejam reconhecidos<br />
Também como um povo livre e  bondoso.<br />
Os Orcs do Bem querem extinguir o preconceito<br />
Generalizado  na Terra-média.</p>
<p style="text-align: justify;">Além deles, figuram os Haradrim pela Paz.<br />
Destoando do estigma de  cruéis e aliados do antigo Inimigo<br />
Um grupo de haradrim surgiu para  desfazer essa pecha<br />
E mostrar que pessoas do sul<br />
Também podem  desejar<br />
A paz, a não-violência e a amizade.<br />
Abandonaram a vida de  crueldades<br />
E começaram a militar pelo pacifismo.<br />
Eles são vistos  com frequência<br />
Em passeatas junto aos Orcs do Bem.<br />
Já foram muito  reprimidos pelos estadistas de Harad<br />
Mas persistem de forma  clandestina<br />
Com sua cruzada pela paz.<br />
Recentemente buscaram a  ajuda<br />
Da Frente Democrática de Gondor<br />
Para serem auxiliados na  luta política<br />
Pela pacificação de Harad.</p>
<p style="text-align: justify;">Também em Harad<br />
Há o Grupo pela Abolição da Exploração dos Mûmakil<br />
Esses  elefantes gigantes<br />
Que sempre foram explorados para fins bélicos<br />
Ganharam  defensores.<br />
O grupo luta pela criação<br />
De reservas ecológicas<br />
Santuários  selvagens para os Mûmakil viverem em paz<br />
Longe dos interesses  guerreiros<br />
Dos haradrim belicistas.<br />
O grupo grita:<br />
Basta de  exploração animal em Harad!<br />
Basta de envolver animais nas guerras!<br />
Liberdade  aos Mûmakil!</p>
<p style="text-align: justify;">E em Rohan também há defesa animal:<br />
É a Sociedade de Defesa dos  Animais de Rohan.<br />
Depois de séculos e séculos<br />
Com Rohan  explorando cavalos<br />
Que sempre serviram como veículos de guerra<br />
Essa  Sociedade vem defender<br />
A liberdade dos animais<br />
E a abolição do  consumo de carne.<br />
Prega também que cavalos são seres interessados<br />
Na  liberdade e na vida natural<br />
E não escolheram ser domesticados e  explorados<br />
Nas guerras de Rohan de outrora.<br />
Sauron foi destruído<br />
Mas  a cultura dos cavalos de guerra continuou<br />
E é contra isso<br />
Que a  Sociedade de Defesa dos Animais de Rohan luta.<br />
Basta de esporadas!</p>
<p style="text-align: justify;">Na linha de defesa animal<br />
Também está a associação Vegetarianos da  Terra-média.<br />
Cientes de que a pecuária esgotou vários campos  naturais<br />
Desmatou várias regiões do mundo<br />
E condena milhões de  animais à morte cruel a cada ano<br />
Os vegetarianos defendem o fim<br />
Dessa  atividade medonha<br />
A paz entre os povos da Terra-média<br />
E os  animais.<br />
Parte dos hobbits, gondorianos, rohanos e anões<br />
Já  aderiram ao vegetarianismo<br />
Graças à conscientização vinda dessa  associação<br />
Milhões de animais deixaram de ser abatidos à marretada  este ano<br />
Graças aos Vegetarianos da Terra-média.</p>
<p style="text-align: justify;">E uma outra sociedade que chama a atenção<br />
É a Sociedade pelo  Reflorestamento da Terra-Média.<br />
Composta por todos os povos livres<br />
Incluindo  alguns Orcs do Bem<br />
Estão fazendo reflorestamento em muitas florestas<br />
Como  em Fangorn<br />
Onde os Uruk-hai haviam feito estrago<br />
Por séculos.<br />
O  grupo é ambicioso<br />
Pois pretende devolver à Terra-média<br />
As  florestas gloriosas de outrora.<br />
Barbárvore é o seu presidente<br />
E já  sugeriu que até Mordor fosse florestada aos poucos.<br />
Será mais fácil,  por Sauron não estar mais lá<br />
E com a ajuda dos Orcs do Bem.</p>
<p style="text-align: justify;">Meus parabéns a todos e todas<br />
Que estão transformando a  Terra-média<br />
Em um recanto de lutas sociais, políticas e ambientais!</p>
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		<title>A história não é só do homem</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Feb 2010 17:37:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Artigo escrito em março de 2009. Escrito em dedicação às mulheres, em especial à minha mãe e às Erickas, colegas da antiga turma de Gestão Ambiental. Ouvimos e lemos muito sobre a formação do homem, a ação do homem, as mais variadas questões relativas ao homem. Cita-se muito “o homem” na literatura e nos discursos. [...]


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<div id="attachment_3002" class="wp-caption aligncenter" style="width: 364px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/02/mulheres-históricas.jpg"><img class="size-full wp-image-3002 " title="mulheres históricas" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/02/mulheres-históricas.jpg" alt="" width="354" height="510" /></a><p class="wp-caption-text">Mulheres que nos ensinaram que a história não é só &quot;o homem&quot;. Em sentido horário: Margaret Mead, Teodora de Constantinopla, Rainha Nzinga de Ndongo e Matamba (conhecida como Ana de Sousa Nzinga) e Betty Williams.</p></div>
<p><em>Artigo escrito em março de 2009. Escrito em dedicação às mulheres, em especial à minha  mãe e às Erickas, colegas da antiga turma de Gestão Ambiental.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Ouvimos e lemos muito sobre a formação<em> do homem</em>, a ação <em>do homem</em>, as  mais variadas questões relativas ao<em> homem</em>. Cita-se muito “<em>o homem</em>” na  literatura e nos discursos. Enquanto para a maioria das pessoas falar do  homem é normal, algumas pessoas notam de forma evidente um viés  machista nessas expressões. O homem, ser humano macho, é (im)posto como o  Homo sapiens padrão e nossa sociedade acostumou-se em assim considerar.</p>
<p style="text-align: justify;">Muito embora a mulher seja coautora da história humana ao lado do  homem, e não apenas uma colaboradora coadjuvante, seu papel torna-se ou  parece tornar-se inconscientemente minimizado quando se enfatiza a  palavra “homem” nos livros e nas falas daqueles que nos ensinam, mesmo  que não seja essa a intenção de quem escreve, discursa e ensina. É  visível que essa assinalação de uma humanidade de essência masculina  reflete o machismo das sociedades ocidentais, ou ao menos das lusófonas.</p>
<p style="text-align: justify;">Muito embora as sociedades patriarcais tenham, ao longo dos milênios,  inibido severamente a capacidade e potencial das mulheres de construir  os valores e estruturas sociais de seus povos, preferindo um caminho de  dominação machista, com normas e valores que as trata(va)m como pessoas  inferiores, à alternativa da construção sociocultural igualitária, é  mais misoginia do que uma reconstituição fiel da realidade histórica  humana atribuir à mulher um papel menor, “fora do padrão”, na história  do ser humano a ponto de apenas “o homem” merecer ser citado.<span id="more-2999"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Que o digam as deusas magnas ou principais de tantas culturas:  Amaterasu, Isis, Astarte, as deusas minoanas, Cibele, as Deusas-Terra...  As sociedades cujas religiões veneravam divindades femininas entre as  de primeiro escalão. As culturas matriarcais da Idade do Cobre que  terminaram vitimadas por povos agressores patriarcais. As mulheres de  Creta.</p>
<p style="text-align: justify;">No âmbito da liderança política e até militar, tivemos as Ngolas  (rainhas) de reinos do sudoeste africano e de alguns quilombos  brasileiros. Mulheres de grande poder como Nefertiti, Hatshepsut,  Cleópatra, Lívia, Teodora e Joana d’Arc. A rainhas britânicas Elizabeth e  Vitória. A rainha Isabel de Castela. Princesa Isabel no Brasil.  Personalidades recentes e atuais como Indira Gandhi, Benazir Bhutto,  Michelle Bachelet, Cristina Kirchner, Dilma Rousseff, Marina Silva e tantas outras.  Todas mostram como a mulher pode encabeçar sem problemas, ou dividir  harmonicamente com o homem, o poder político ou ao menos exercer funções  muito importantes.</p>
<p style="text-align: justify;">As intelectuais, cientistas e ativistas também possuem importância  inegável. Mesmo tendo o homem tentado inibir essa vertente da força  feminina, muitas quebraram as limitações impostas e exerceram papéis  memoráveis e importantíssimos no progresso do pensamento humano. Temos  Marie Curie, Florence Nightingale, Olympe de Gouges, Ruth Benedict, Margaret Mead, Alice  Walker, Emma Goldman, Nísia Floresta, Olga Benário, Rosa Luxemburgo,  Betty Williams e milhares de tantas outras.</p>
<p style="text-align: justify;">Irresponsável seria esquecer todas as anônimas que, no passado e no  presente, contribuíram e contribuem para a evolução, edificação e  continuidade da espécie humana, seja trabalhando arduamente por suas  famílias, clãs, tribos, povos e nações, ou alimentando seus filhos e  filhas, ou assistindo seus maridos nas mais variadas realizações  humanas, ou escrevendo livros, ou criando obras de arte, ou  administrando empresas, ensinando...</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de tantas constatações sobre o papel da mulher, convém  perguntar por que ainda dizemos tanto que quem evoluiu e progrediu ao  longo de milênios foi “<em>o homem</em>”. A mulher é um homem também?</p>
<p style="text-align: justify;">Não seria melhor, em vez de “o homem”, dizermos “o ser humano”, ou “o  humano” ou mesmo “a pessoa”?</p>
<p style="text-align: justify;">Se ainda damos o mérito ao homem pelo andamento da história do ser  humano, se o tratamos como o ser humano padrão, é porque ainda não damos  oportunidades suficientes à mulher para ela mostrar todo o seu  potencial. É porque nós, homens e mulheres, ainda inibimos as  capacidades femininas por seguirmos valores machistas e aceitarmos o  patriarcalismo nos mais diversos aspectos e estruturas sociais, como  política, religião, cultura e economia. Entre os hábitos  patriarcalizados, também está incluído chamar o humano de homem,  considerar o homem como o padrão humano em vez de apenas o ser humano  macho.</p>
<p style="text-align: justify;">Substituir nos livros e discursos o substantivo "homem" pela locução  "ser humano", quando não tratarmos dos machos especificamente, será um  grande favor para que formemos sociedades mais igualitárias em questões  de gênero. Para abolir o machismo e o ranço patriarcalista de nossa  sociedade, é enfaticamente necessário, praticamente uma obrigação  coletiva, começar pela linguagem, diferenciando o ser humano do homem  específico. História humana não é apenas história “do homem”.</p>
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		<title>Dez frases que nunca direi</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 23:25:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alienação e Conformismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Obs.: a ordem não quer dizer nada. 1. Velha, me dá dinheiro pra comprar um galeto ali na esquina? 2. O homem [predicado qualquer, não relacionado a gênero, sobre biologia, filosofia ou ciências humanas]. 3. Ainda vou comprar aquele Nike Shox made in China fuderoso. 4. [no telefone] Vou fazer um churrasco aqui na frente [...]


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			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;"><em>Obs.: a ordem não quer dizer nada.</em></p>
<p style="text-align: justify;">1. Velha, me dá dinheiro pra comprar um galeto ali na esquina?</p>
<p style="text-align: justify;">2. O homem [predicado qualquer, não relacionado a gênero, sobre biologia, filosofia ou ciências humanas].</p>
<p style="text-align: justify;">3. Ainda vou comprar aquele Nike Shox <em>made in China</em> fuderoso.</p>
<p style="text-align: justify;">4. [no telefone] Vou fazer um churrasco aqui na frente de casa nesse domingo, com carne de todo tipo, pra todos os gostos, e você está convidada.</p>
<p style="text-align: justify;">5. É isso mesmo, eu deixei de ser vegetariano, desisti.</p>
<p style="text-align: justify;">6. Tô chateado porque me esqueceram de convidar pra Vaquejada de Carpina.</p>
<p style="text-align: justify;">7. [Algum/a colega vegetarian<small>@</small>], você deveria pensar nas crianças que estão passando fome no centro da cidade em vez de estar discutindo sobre animais irracionais.</p>
<p style="text-align: justify;">8. Anuncio logo: vou querer de presente os últimos CDs de Jennifer Lopez e Amy Winehouse.</p>
<p style="text-align: justify;">9. Esse cachorro tem <strong>dono</strong> [sic]?</p>
<p style="text-align: justify;">10. Em nome do pai, do filho, do espírito santo, amém.</p>
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