Arauto da Consciência

Cinco mitos sobre vegetarianismo explicados com simplicidade

Postado em 04/07/2010 à/s 23:11

Achei um vídeo sobre cinco mitos muito pensados pelo senso comum onívoro sobre o vegetarianismo. Explicações simples, mas já o bastante para derrubá-los ou pelo menos questioná-los.

Bookmark e Compartilhe

Veganos, esses chatos…

Postado em 30/06/2010 à/s 20:47

Muitas pessoas que não simpatizam com o veganismo e o acham uma “afronta à natureza” dizem que nós veganos somos chatos e pentelhos. Segundo elas, protestar contra a exploração animal é uma chatice comparável a uma onda de spam.

Não é necessário pregar o veg(etari)anismo como um religioso fundamentalista prega suas crenças como verdades absolutas – atitude que é injustamente generalizada pelo senso comum de muitos onívoros e enfaticamente condenada pelos veganos mais sensatos. Basta apenas que defendamos os animais, condenando em público as crueldades de quem, por exemplo, tortura e mata animais para comê-los. Só por isso somos chatos de galocha.

Em um vídeo brasileiro em que uma atriz, com uma naturalidade sádica, contava como torturou animais até a morte para comê-los em sua experiência como escoteira, um onívoro, diante de dezenas de protestos e repúdios contra a atitude da atriz, do entrevistador e do público que, de forma também sádica, gargalhava e aplaudia o depoimento, comentou: “hahahhaha esses vegans? são tão ou mais chatos que os crentes!”

A esse comentário, eu faço questão de responder: sim, somos chatos.

Somos tão chatos quanto os militantes negros antirracismo dos Estados Unidos das décadas de 1950 e 60. Aqueles indivíduos eram tão chatos que não deixavam os brancos de sua época humilharem os compatriotas afrodescendentes em paz! Que coisa insuportável deve ser uma pessoa ter questionado seu direito de agredir e segregar o próximo, não poder esculachar um indivíduo na rua por ser de cor diferente sem que venham sujeitos indignados lhe cobrando ética, respeito e vergonha na cara. Que chatos!

Somos tão chatos quanto Mahatma Gandhi e seus seguidores. Os ingleses não podiam mais impor sua dominação na Índia, arrogar soberania sobre um mosaico cultural milenar, torturar e matar nativos insubordinados, com sossego. Devia ser muita chatice os militares britânicos serem impedidos de continuar mantendo seu monopólio econômico, seu domínio firmado na base da violência neocolonialista, por causa daqueles pacifistas tolos que não tinham o que fazer e ficavam com suas pregações inúteis de resistência pacífica e desobediência civil. Não-violência? Pacifismo? Independência? Soberania? Que bando de insuportáveis! Pareciam os crentes pregadores de hoje de tão inconvenientes!

Bookmark e Compartilhe

Precisamos de carne e leite para nossos esforços físicos… NOT! (Parte 2)

Postado em 25/05/2010 à/s 12:55

Ultramaratonista vegano conquista 3ª colocação no K42 Adventure Marathon

O Ultramaratonista vegano Daniel Meyer conquistou no último sábado a 3ª colocação geral com o tempo de 3h e 54min no K42 Adventure Marathon, uma maratona de montanha realizada na cidade de Bombinhas SC. A desafiadora Maratona de aventura faz parte do circuito mundial K42 Series composta por 6 etapas: K42 Gran Canaria, k42 Brasil, K42 Sahara, K42 Chile, K42 Espanha e a etapa Final realizada na Argentina.

Foi mais um grande resultado para o atleta e para o veganismo, mostrando mais uma vez que comer alimentos de origem animal é totalmente dispensável. “Derramar sangue não é uma necessidade, é somente uma péssima opção” diz o atleta.

Seus próximos desafios são: Desafrio Urubici SC 52km de montanha 19/06/2010 e a Ultramaratona de 24 horas no Rio de Janeiro 28 e 29/08/2010 onde pretende correr mais de 210km.

Mais informações sobre o atleta:
http://danielmeyerultramaratonista.blogspot.com

Mais informações sobre a corrida:
www.bombinhasrunners.com.br

Mais um grande atleta vegetariano completo (novamente reitero: não devemos confundir vegetarianismo completo com veganismo; veganismo é referente a todas as categorias de consumo, não apenas à alimentação, de modo que existem vegetarian@s complet@s que não são vegan@s ainda) que, com muito pé no asfalto, fortalece a teoria de que o vegetarianismo completo, desde que bem planejado e balanceado (e suplementado com vitamina B12), é perfeitamente compatível com as necessidades nutricionais de atletas, mesmo aquelæs mais extrem@s.

Bookmark e Compartilhe

Precisamos de carne e leite para nossos esforços físicos… NOT!

Postado em 17/05/2010 à/s 22:32

O site Vida Vegetariana dá mais uma amostra de que o vegetarianismo completo (erroneamente confundido com o veganismo, que abrange todas as categorias de consumo) é mais que suficiente para nossas necessidades, mesmo quando somos ultramaratonistas.

Vegano quebra recorde americano* de quilometragem em corrida de 24 horas

O atleta vegano Scott Jurek quebrou o recorde americano na "Maratona Internacional de 24 Horas", que aconteceu em Brive, na França, ao correr 266 km durante um dia inteiro.

Mark Godale, que até então era o recordista na maratona, enviou um e-mail público a um jornal de Seattle, cidade-natal de Jurek, elogiando o novo recordista. "Marcar um novo recorde americano de 24 horas é uma grande conquista", disse Godale. "Jurek tem um grande coração e muita coragem. Parabéns a ele e a toda a equipe para seu grande sucesso em Brive".

E com certeza o novo recordista não deixou somente Godale ou os americanos felizes. Todos nós vegetarianos estamos muito orgulhosos!

Jurek sempre se alimentou de carne e batatas, mas pouco antes de ingressar na faculdade descobriu a dieta vegana e conseguiu, com sucesso, abandonar todas as carnes e derivados de animais.

O colunista do jornal The New York Times, Mark Bittman, decidiu fazer uma corrida curta com Jurek para ver qual é a preparação dele. Antes do exercício, os dois comeram uma salada grega com tomate, pepino, azeitona; um prato com tofu, vegetais e missô; e quinua com molho de caju.

O maratonista também declarou ao jornal que consome vitaminas de castanhas e frutas, que possuem em média mil calorias. Come bastante batata doce, tofu e tempeh, combinados com feijão.

"Nada disso é estranho", disse Jurek. "Se você voltar a 300 ou 400 anos, verá que carne era reservada para ocasiões especiais ou para aquelas pessoas que trabalhavam duro. Lembre-se: todo corredor de longa-distância precisa se tornar vegano, ao menos durante o período de competição. Seu corpo não consegue digerir muito bem gordura ou proteína", finaliza na entrevista.

Mais uma evidência de que o vegetarianismo completo é mais que suficiente, sustentável e saudável para as necessidades do corpo, mesmo quando nos empenhamos em esforços gigantescos como correr 24 horas seguidas.

Vemos que o que separa o vegetarianismo de uma larga respeitabilidade científica é o interesse d@s cientistas de pesquisar a suficiência da alimentação ética. Mas, segundo Eric Slywitch e George Guimarães (neste texto e neste texto), esse problema já está em declínio e hoje a questão já é mais de desinformação do que propriamente de carência de estudos.

*A palavra americano está em cinza claro porque, como já falei disso antes, seu uso como gentílico dos Estados Unidos é controverso por denotar a centralização de uma atribuição válida para todo o continente América para um único país que tenta ser o tal, num centrismo  injusto parecido com o da palavra homem. Mais informações leia na Wikipedia em inglês.

Bookmark e Compartilhe

Discurso gostoso de deputada sobre corrupção no Rio de Janeiro

Postado em 14/04/2010 à/s 19:03

Foi antológico o discurso da deputada estadual Cidinha Campos, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, se queixando da corrupção que contamina a classe política dali.

Ao contrário do povo, que dança "funk do mensalão" e swingueira do "roubolation" e ri da corrupção que o oprime desde séculos atrás, ela discursou de forma muito séria, ácida e extremamente crítica sobre essa secular praga.

Ela se mostrou um exemplo de mulher política a ser seguida. Merece os parabéns da população. Aliás, o povo deveria ver nela o que ele poderia ser e se envergonhar de todas as vezes em que assumiu comportamentos corruptos furtando clips, canetas e papéis higiênicos de instituições públicas e subornando guardas de trânsito e se divertiu dançando "roubolation" ou "funk de Sarney".

Atualização (15/04/10, 19:58): Mais dois vídeos com discursos impecavelmente inflamados e sérios contra um deputado acusado de corrupção:

Bookmark e Compartilhe

A história não é só do homem

Postado em 26/02/2010 à/s 14:37

Mulheres que nos ensinaram que a história não é só "o homem". Em sentido horário: Margaret Mead, Teodora de Constantinopla, Rainha Nzinga de Ndongo e Matamba (conhecida como Ana de Sousa Nzinga) e Betty Williams.

Artigo escrito em março de 2009. Escrito em dedicação às mulheres, em especial à minha mãe e às Erickas, colegas da antiga turma de Gestão Ambiental.

Ouvimos e lemos muito sobre a formação do homem, a ação do homem, as mais variadas questões relativas ao homem. Cita-se muito “o homem” na literatura e nos discursos. Enquanto para a maioria das pessoas falar do homem é normal, algumas pessoas notam de forma evidente um viés machista nessas expressões. O homem, ser humano macho, é (im)posto como o Homo sapiens padrão e nossa sociedade acostumou-se em assim considerar.

Muito embora a mulher seja coautora da história humana ao lado do homem, e não apenas uma colaboradora coadjuvante, seu papel torna-se ou parece tornar-se inconscientemente minimizado quando se enfatiza a palavra “homem” nos livros e nas falas daqueles que nos ensinam, mesmo que não seja essa a intenção de quem escreve, discursa e ensina. É visível que essa assinalação de uma humanidade de essência masculina reflete o machismo das sociedades ocidentais, ou ao menos das lusófonas.

Muito embora as sociedades patriarcais tenham, ao longo dos milênios, inibido severamente a capacidade e potencial das mulheres de construir os valores e estruturas sociais de seus povos, preferindo um caminho de dominação machista, com normas e valores que as trata(va)m como pessoas inferiores, à alternativa da construção sociocultural igualitária, é mais misoginia do que uma reconstituição fiel da realidade histórica humana atribuir à mulher um papel menor, “fora do padrão”, na história do ser humano a ponto de apenas “o homem” merecer ser citado.

Bookmark e Compartilhe

Vídeo para refletir: Alcides, a vontade derrotada pela realidade

Postado em 08/02/2010 à/s 22:23

Apesar de ser da Globo, o vídeo cai muito bem em mostrar à sociedade a que ponto chegamos: pessoas sonhadoras valentíssimas terminam mortas por causa da criminalidade insuportável que existe no Brasil.

Fica a pergunta: por que o povo NÃO reage? Por que o carnaval e o Big Besteirol Brasil estão sendo mais importantes do que qualquer problema social deste país?

Leia mais no blog Acerto de Contas: Alcides, a derrota da vontade sobre a realidade

Bookmark e Compartilhe