Arauto da Consciência
26fev/100

A história não é só do homem

Mulheres que nos ensinaram que a história não é só "o homem". Em sentido horário: Margaret Mead, Teodora de Constantinopla, Rainha Nzinga de Ndongo e Matamba (conhecida como Ana de Sousa Nzinga) e Betty Williams.

Artigo escrito em março de 2009. Escrito em dedicação às mulheres, em especial à minha mãe e às Erickas, colegas da antiga turma de Gestão Ambiental.

Ouvimos e lemos muito sobre a formação do homem, a ação do homem, as mais variadas questões relativas ao homem. Cita-se muito “o homem” na literatura e nos discursos. Enquanto para a maioria das pessoas falar do homem é normal, algumas pessoas notam de forma evidente um viés machista nessas expressões. O homem, ser humano macho, é (im)posto como o Homo sapiens padrão e nossa sociedade acostumou-se em assim considerar.

Muito embora a mulher seja coautora da história humana ao lado do homem, e não apenas uma colaboradora coadjuvante, seu papel torna-se ou parece tornar-se inconscientemente minimizado quando se enfatiza a palavra “homem” nos livros e nas falas daqueles que nos ensinam, mesmo que não seja essa a intenção de quem escreve, discursa e ensina. É visível que essa assinalação de uma humanidade de essência masculina reflete o machismo das sociedades ocidentais, ou ao menos das lusófonas.

Muito embora as sociedades patriarcais tenham, ao longo dos milênios, inibido severamente a capacidade e potencial das mulheres de construir os valores e estruturas sociais de seus povos, preferindo um caminho de dominação machista, com normas e valores que as trata(va)m como pessoas inferiores, à alternativa da construção sociocultural igualitária, é mais misoginia do que uma reconstituição fiel da realidade histórica humana atribuir à mulher um papel menor, “fora do padrão”, na história do ser humano a ponto de apenas “o homem” merecer ser citado.

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8fev/101

Vídeo para refletir: Alcides, a vontade derrotada pela realidade

Apesar de ser da Globo, o vídeo cai muito bem em mostrar à sociedade a que ponto chegamos: pessoas sonhadoras valentíssimas terminam mortas por causa da criminalidade insuportável que existe no Brasil.

Fica a pergunta: por que o povo NÃO reage? Por que o carnaval e o Big Besteirol Brasil estão sendo mais importantes do que qualquer problema social deste país?

Leia mais no blog Acerto de Contas: Alcides, a derrota da vontade sobre a realidade

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8fev/100

ACORDA! (revival de post: adeus a Aline Coelho)

O evento deste post aconteceu em novembro de 2009. Refere-se a um evento passado, cuja reflexão e discussão são atemporais.

Diario de Pernambuco anuncia a morte de Aline Coelho: a fé cristã de milhares de pessoas fracassou.

"Deus meu, Deus meu, por que nos desamparaste?!" -- É o que muita gente poderia estar dizendo agora.

Depois de mais de um ano de luta contra a leucemia, Aline Coelho faleceu. Essa triste notícia caiu como um enorme asteroide para tod@s que foram fazer o teste de compatibilidade de medula óssea nos últimos meses, incluindo para mim. Eu sinceramente jamais desejei postar este post "ACORDA!". Posto-o com tristeza.

O momento é de luto para tod@s nós. Presto toda minha solidariedade para @s amig@s e familiares dela e a tod@s que tentaram fazer sua parte.

Nesse momento, aproveito para uma reflexão. Aviso: se você, de tão abalad@, não se dispuser no momento a ler uma reflexão cética sobre o que "Deus" fez ou não fez ou se ele existe ou não, se não quer se sentir "ofendid@" em sua fé, não leia o restante deste post.

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