Arauto da Consciência

A bancada ruralista deve ser expulsa de Brasília

Postado em 20/07/2010 à/s 1:55

Post originalmente publicado às 21:59 de 26/03/2010. Será "upado" sempre que eu achar necessário reiterar a necessidade de expulsar pelo voto a bancada ruralista do poder ou diminuí-la significativamente.

Uma vez declarei que tinha medo de Marina Silva por comportamentos dúbios de um passado então recente relativos a suas crenças religiosas. Depois de vê-la esclarecê-los, o medo acabou e passei a confiar nela como a melhor candidata à presidência de 2010. Entretanto, um outro temor faz-se forte: o de que a bancada ruralista do Congresso realmente cresça, talvez o dobro, e agigante seu já terrível poder político, tal como prometeu.

Quem participa de movimentos sociais e ambientalistas, mora em comunidades tradicionais, defende os animais, milita pela reforma agrária, é ameaçado por jagunços de grandes latifundiários, entre tantos outros tipos de pessoas, não só entende esse medo como também o manifesta. E dessa vez, ao contrário do caso de Marina, não há nada que aplaque a nossa apreensão diante dos possíveis êxito e expansão dessa bancada que definitivamente não visa o melhor para o Brasil, fora o nosso próprio voto.

Uma das parcelas mais conservadoras do Congresso e representante política dos latifundiários do agronegócio, sua vitória ameaçará muitas causas de bem comum pelas quais se luta há décadas: reforma agrária, ambientalismo, direitos animais, paz no campo, ética trabalhista (combate à exploração semiescrava no meio rural), justiça social...

***

Para amplificar este alerta à população, me vejo na necessidade de descrever os quatro mais significativos problemas que a vitória planejada dos ruralistas piorará (a ordem dos problemas não é um ranking de importância): o meio ambiente, a exploração animal, a reforma agrária e conflitos de campo e a exploração trabalhista.

a) Prejuízos ambientais: A referida bancada não dá a mínima para os problemas ambientais pelos quais o Brasil e o mundo passam – muito pelo contrário, sempre lutou para piorá-los ainda mais. Hoje já lutam para abrandar o Código Florestal, aumentar o desmatamento legalizado da Amazônia e reduzir praticamente à impotência uma das legislações ambientais federais mais fortes do planeta.

Com sua expansão, correremos alto risco de ver o avanço da preocupação ambiental dentro do governo estagnar, leis ambientais novas – aquelas que contrariarem os escusos interesses do agronegócio – serem barradas e as existentes serem atrofiadas ou encolhidas e num futuro próximo a Amazônia, o Cerrado e outros biomas serem confinados aos livros de geografia e biologia do passado e a fauna que lhes pertencem, aos zoológicos e criadouros autorizados.

Acrescentem-se nesse aspecto também os assassinatos de ambientalistas. Chico Mendes, Dorothy Stang e diversas outras personalidades menos conhecidas não me deixam mentir. Os latifundiários passam por cima de ecossistemas, comunidades tradicionais e povoados indígenas mesmo que isso implique também matar quem luta ativamente em oposição a tal atitude.

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Digressão sobre o mal chamado nacionalismo

Postado em 25/05/2010 à/s 19:22

No texto Veganismo na província, de Bruno Müller, publicado na ANDA, a parte inicial fala de forma brilhante sobre a perversão sociocultural que é o nacionalismo.

Com poucas edições para tornar o trecho sobre nacionalismo um texto standalone, eis a mais inteligente e incisiva digressão sobre o nacionalixo que li até hoje.

Breves notas sobre o nacionalismo
Por Bruno Müller, no artigo Veganismo na província

O nacionalismo é uma das ideologias mais absurdas, ridículas, irracionais, perigosas e desprezíveis do mundo. Não estou sozinho nessa opinião*. Atribui-se a Albert Einstein a seguinte frase: “o nacionalismo é uma doença infantil; é o sarampo da humanidade”. Como se vê, não é só a física quântica que define os gênios.

O tema do nacionalismo me fascina desde a adolescência. Deve ser pelo fato de ser tão difundido entre os brasileiros. Do nacional-desenvolvimentismo dos anos 1950 até o nacional-futebolismo de sempre, passando pelo integralismo protofascista e o nacionalismo de esquerda, parece ser a única ideologia que realmente “pegou” no Brasil. O que certamente diz muito sobre seu povo e sua classe dirigente. E me recorda uma teoria. No filme “As Invasões Bárbaras”, um dos personagens defende que a inteligência é um fenômeno coletivo. Na Florença de 1504, por exemplo, brilhavam Maquiavel na filosofia e política, Michelangelo e Leonardo da Vinci nas artes, tendo Rafael como discípulo. Quando a maioria de um povo partilha uma mesma ideologia, será que isso diz alguma coisa sobre a sua inteligência coletiva?

O nacionalismo tem várias facetas e vertentes e, longe de sinal de vigor e versatilidade, isso aponta para sua incontornável debilidade. O que define uma nação? Ninguém sabe dizer ao certo. Idioma, etnia, religião, concentração geográfica, histórica ligação política. Tudo depende do que as pessoas podem alegar para se definirem uma nação e se sentirem no direito de matar outras pessoas só por serem de outra “nação”. Contudo, o constante contato entre os povos torna seu idioma e cultura dinâmicos, em constante mutação, ao passo que a pureza étnica não passa de uma aspiração falsa, e ainda por cima racista.

Nenhum povo tem uma origem única. Na Europa antiga e medieval, seja pelas conquistas militares, seja pelos fluxos comerciais, povos de diferentes origens, diferentes idiomas, diferentes culturas, estavam em contato constante. Os grandes impérios da Europa moderna, como a Áustria, a Prússia e a Rússia, eram uma colcha de retalhos étnica. A miscigenação pode ser mais evidente quando envolve povos de diferentes fenótipos, como nos países da América, mas acreditem-me, suecos, alemães, russos, italianos e britânicos são resultados de tantas misturas quanto qualquer brasileiro.

Pior que a fragilidade da sua conceituação, só mesmo as suas implicações. A presunção de originalidade e de diferença, que rapidamente transmuta-se em presunção de superioridade, ideais de grandeza e aspiração de pureza. Grandeza, superioridade, pureza… soa familiar?

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Resenha: Deus, um delírio

Postado em 07/05/2010 à/s 4:04

O livro Deus, um delírio, de Richard Dawkins, é um guia muito bom para aquelas pessoas que estão com suas crenças religiosas na corda-bamba, em dúvida sobre a existência de um deus pessoal. As explicações científicas expostas pelo “Rottweiler de Darwin”, também chamado pelas más línguas de “aiatolá dos ateus”, são a iluminação, no sentido mais iluminista possível, que lhes faltava para que chegassem logo à conclusão de que não faz sentido acreditar em Deus, seja lá por qual nome ele seja chamado.

Também é um compêndio de motivos que levam os chamados “neoateus” a afirmar que o mundo seria melhor sem religiões – pelo menos sem a tríade abraâmica, composta por cristianismo, islamismo e judaísmo. Muitas das explicações conscientizantes do livro, no entanto, devem ser lidas e analisadas com ponderação, uma vez que nelas podem estar sendo utilizados critérios cientificamente questionáveis para explicar alguns fenômenos relacionados a criações socioculturais, como a própria religião e a moral.

O próprio Dawkins afirma que religiosos convictos ou fanáticos sequer refletirão sobre qualquer ideia trazida por seu livro. Assim sendo, ele deixa claro que seu público-alvo é gente que teve, ao longo de sua vida ou nos últimos tempos, sua fé enfraquecida e fragilizada por desilusões e/ou eventos incitadores da Razão. Ateus convictos que querem fortalecer seus argumentos e adquirir ainda mais certeza de sua descrença, no entanto, também são seus mais potenciais leitores.

Todos estão bem servidos de informações abundantes sobre a debilidade dos argumentos de quem tenta defender filosófica e “cientificamente” a crença num deus. Diversos fatores são desmascarados, no capítulo 2, como as “provas” de Tomás de Aquino, alegações de experiências pessoais e o fato de existirem e terem existido cientistas religiosos.

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Irmã/o/s de consciência denunciam pistolagem na cidade de Lagoa dos Gatos (Parte 2)

Postado em 29/04/2010 à/s 22:06

Mais uma denúncia relacionada a Lagoa dos Gatos, vinda por e-mail de irmã/o/s de consciência.

A opressão vista de perto

Nenhuma teoria, por mais revolucionária que seja, me deu ou dará o ímpeto de lutar e permanecer na luta além de qualquer coisa do que a visita a Lagoa dos Gatos, interior de Pernambuco, para ver de perto o assentamento da LIGA DOS CAMPONESES POBRES e sua realidade. Há mais ou menos duas semanas atrás não só eu como outros companheiros fomos avisados pelo o que estão passando os assentados, que tem como único objetivo repartir a terra igualmente e nela plantar, de forma equânime para que todos, sem exceção, compartilhem de uma vida mais digna. O que de fato está ocorrendo lá nada mais é do que o reflexo da face mais perversa de nosso país, latifundiários, possuidores de vastas terras, ocupantes de cargos legislativos e com contas no exterior, estão oprimindo da forma mais visceralmente cruel indivíduos que nada, alem dos braços e pernas, possuem de seu.

Embasados em sua luta, por um destino menos dependente, tomaram a fazenda da família Da Fonte, influente não só no nosso estado mais também em todo Brasil, tendo, inclusive um dos seus como representante legitimo e democrático no poder, o Sr. Eduardo da Fonte, deputado federal pelo PP. Lá iniciaram um trabalho árduo na arte de plantar, agoar e colher batatas, milho, macaxeira, coentro, para a sua subsistência e troca em outras mercadorias, tudo isso pra sobreviver. Pois bem, os companheiros lá estavam instalados e prosperando, quando em meados de março os donos legítimos de fato e direito, entraram armados ate os dentes respaldados pela policia, bombeiros e toda espécie de homem armado para retirar aqueles invasores, com tratores destruíram tudo sem deixar um pó sequer das plantações ou das casas de barro e madeira que estavam sendo construídas para acolher as quase cem famílias que ali estavam, inclusive que abrigava a escola popular. Os companheiros foram então obrigados a instalarem-se à margem do latifúndio, este protegido e guardado por pistoleiros traficantes de crack naquela área. Não podemos afirmar, entretanto que a presença destes senhores, que vem ameaçando, amedrontando e matando gente, está sob o julgo dos proprietários, só podemos afirmar que o Sr. Mauricio da Fonte, esteve lá no dia do despejo e mais nada. De resto, só nos cabe a especulação fundamentada em relatos de moradores da região e dos despejados.

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Irmã/o/s de consciência denunciam pistolagem na cidade de Lagoa dos Gatos

Postado em 29/04/2010 à/s 21:21

Recebi agora um e-mail de colegas que pediram para eu expor aqui a situação d@s camponesæs de Lagoa dos Gatos, que vêm sendo ameaçad@s por pistoleiros. Em solidariedade à luta dels, trago aqui o texto.

(Texto sem título)

Texto dedicado a Nanal e todos os agricultores que arriscam sua vida por uma repartição digna da terra

A situação vivida no município de Lagoa dos Gatos, agreste pernambucano, contradiz visceralmente a crença na suposta consolidação da democracia brasileira, crença disseminada entre a maioria dos “ilustres” partidos brasileiros que reduzem democracia a eleição.

Pois bem, a história é a seguinte: o camponês Nanal foi assassinado com oito tiros enquanto exercia seu ofício de leiteiro. Ele era um valente apoiador da luta pela terra em Lagoa dos Gatos, e talvez por seu passado marcado por passagens na polícia e sua convicção ideológica perante uma autoridade institucionalmente constituída que serve de joelhos aos anseios da classe latifundiária, foi identificado como alvo. Sua morte foi anunciada e cumprida, sem qualquer interferência da justiça num país “democrático” tal qual o Brasil.

Apesar do sucesso da empreitada o seu objetivo maior não foi alcançado: a intimidação dos camponeses e o decorrente enfraquecimento da luta. Falo dos camponeses que restam, pois dependendo da eficiência do poder público e da política bastante diplomática dos latifundiários, aqueles não terão tempo para ver uma terra dignamente repartida, se isso um dia acontecer.

No dia do citado homicídio estava “por coincidência” programada uma passeata pela cidade, direcionada para a questão agrária, apesar do clima de terror disseminado a mobilização aconteceu e foi até a prefeitura cobrar alguma atitude. O prefeito é um baluarte da consolidada democracia brasileira, não precisarei descrevê-lo, apenas citá-lo:- “Eu não tenho nada a ver com isso, a culpa é de vcs que ficam fazendo desordem, até pq e eu não preciso me preocupar pq tenho meus próprios seguranças”. Uma peça interessantíssima que comprova a riqueza da realidade política brasileira, talvez o mesmo não saiba como contribuiu para ilustrar a situação mesquinha em que se encontram os municípios brasileiros, lacaios da elite econômica e opressores das populações exploradas.

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O conto bíblico de Jó e o desmatamento de Suape: uma percepção ética do ato de ceifar e substituir vidas em massa

Postado em 19/04/2010 à/s 2:52

Abaixo um texto de reflexão sobre o ecocídio de Suape, baseada no conto bíblico de Jó. Foto: Blog Ciência e Meio Ambiente do JC Online

O desmatamento histórico que o Governo de Pernambuco quer causar nas cercanias do Porto de Suape já é conhecido por grande parte da opinião pública. Vem sendo tanto defendido por quem quer progresso incondicional para Pernambuco como repudiado por quem quer a continuidade do verde e uma economia sustentável para o estado. Um ponto, no entanto, a que poucos se atentaram é a previsão de compensação ambiental nos Artigos 2º e 3º e no Anexo II do projeto de lei 1496/2010 (o PL do desmatamento). Mas será que vale deixar a destruição rolar contando-se com a promessa de plantar uma área de extensão igual ou maior?

Pensando – criticamente – no conto bíblico de Jó, no qual a atitude de Deus foi muito semelhante à atual do governo Eduardo Campos, podemos concluir que a tal compensação, mesmo com boas intenções e pretendendo replantar talvez o dobro de vegetação, não é mais preferível do que deixar os 1076 hectares de ecossistemas intactos, preservados.

A tal história de Jó, contada no livro bíblico homônimo, escreve que Jó era um homem muito rico, senhor de muitos servos e rebanhos (a Bíblia não hesita em tratar animais e escravos como propriedade humana) e pai de sete filhos e três filhas, sendo “maior do que todos os do oriente”. Era também “íntegro, reto e temente a Deus e desviava-se do mal”.

Então um dia Deus, na intenção de provar, perante Satanás, que a fidelidade de Jó a ele era incondicional e irredutível, permitiu que o Coisa-Ruim matasse todos os filhos e servos do inocente homem e desse um fim aos rebanhos dele através de hordas militares de outros povos e catástrofes naturais, além de lhe causar “úlceras malignas, desde a planta do pé até ao alto da cabeça”.

Jó manteve a fé em Deus mesmo em situação miserável, e no final o Divino “acrescentou, em dobro, a tudo quanto Jó antes possuía (sic)” e teve mais dez filhos (três meninas e sete meninos), além de, presumivelmente, ter curado as úlceras da pele.

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O artesão e a centelha: a força de quem fala e/ou escreve contra as injustiças e matanças

Postado em 17/04/2010 à/s 22:55

Como já afirmei algumas vezes no Consciência Efervescente e talvez aqui no Arauto, sou fã de Bruno Müller, escritor de artigos fantásticos sobre direitos animais -- melhor dizendo, direitos dos animais humanos e não-humanos.

Tem o porém de que seus artigos são grandes e isso desencoraja leitoræs mais preguiços@s. Entretanto, quem os lê sai de "alma" lavada.

Assim sendo, tenho o prazer de trazer mais um texto dele.

O artesão e a centelha
por Bruno Müller, para a ANDA

Um lugar comum da vida dos escritores profissionais, particularmente aqueles dos quais se exige grande prolixidade, como cronistas e colunistas de jornal, é a falta de assunto. Sobre o que escrever? O leitor (e o empregador) não quer saber se lhe faltam ideias ou notícias a comentar naquele determinado dia. Há que mostrar produtividade. É difícil manter um padrão de qualidade, de relevância e profundidade quando nos permitem tão pouco (uma lauda, com sorte) e nos exigem tanto (um texto por dia, e nem quero começar a pensar nos blogueiros profissionais, que precisam atualizar o conteúdo quase que de hora em hora).

Mas, afinal, do que estou reclamando? Em primeiro lugar, não sou escritor profissional. Em segundo lugar, não tenho uma coluna diária num jornal ou página de internet. Por fim, assunto é o que não me falta. Há tanta injustiça ocorrendo cotidiana e simultaneamente no mundo, que é humanamente impossível dar conta de tudo, mesmo que tenhamos apenas um dia para nos prepararmos. Pois a injustiça não descansa, não tira férias e não dá trégua.

Nos jornais de 25 de fevereiro de 2010 podemos ler: morreu, em decorrência de uma greve de fome , o dissidente cubano Orlando Zapata, perseguido político, condenado por “desobediência”, “desordem pública” e “resistência” [1], isto é: condenado e em última instância morto por confrontar um regime desumano – pois desumano é um regime que persegue seus oponentes e lhes deixa morrer de fome por intolerância e intransigência, não importando com quais fantasmas, reais ou imaginários, ele se bata, nem que propósitos, torpes ou sublimes, ele alegue ter. Seu funeral se deu sob estrita vigilância e algumas dezenas de subcidadãos cubanos foram detidos “preventivamente” [2].

Os políticos latino-americanos, que se dizem tão sensíveis às injustiças, silenciaram de forma vergonhosa, inclusive dois dos mais loquazes, que gostam de dar palpite em tudo, e que visitaram Cuba no mesmo dia: os presidentes do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, e da Venezuela, Hugo Chávez [3]. Cúmplices de um crime. Nenhuma lágrima será vertida por esse infeliz na casta de intelectuais e ativistas europeus e latino-americanos que dizem lutar por um mundo mais “justo e igualitário”. Não admira que um dos seus símbolos seja o globo terrestre invertido: eles não querem o fim da opressão, e sim a troca de papel entre opressores e oprimidos.

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Bancada ruralista maior e mais poderosa? Diga NÃO!

Postado em 22/03/2010 à/s 12:46

Bancada ruralista pretende dobrar de tamanho com doações de cooperativas

por Mauro Zanatta
do Valor Econômico

Um exército de 2 milhões de produtores ligados a sindicatos rurais, federações de agricultura e cooperativas iniciou um amplo movimento político de mobilização para dobrar o tamanho da influente bancada ruralista no Congresso Nacional.

Autorizadas pela nova lei eleitoral a doar recursos para campanhas, as cooperativas já preparam listas de candidatos que devem ser eleitos em outubro. “Vamos apoiar gente de todos os partidos. Não interessa a cor, mas o credo na doutrina cooperativista”, resume o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas. Aprovada em setembro de 2009, a Lei nº 12.034 permitiu a doação de até 2% do faturamento bruto desse grupos a campanhas eleitorais. “Porque uma empresa podia e uma cooperativa não?”, questiona Freitas.

Em São Paulo, as cooperativas farão, nesta semana, três seminários estaduais para pregar o voto em candidatos do segmento. “Mais do que doação financeira, nossa força estará nos votos”, diz o presidente da Ocesp, Edivaldo Del Grande. “Temos que fazer o lobby saudável e eleger uma bancada com os nove milhões de votos potenciais de que dispomos”. Na Assembleia Legislativa, 14 dos 94 deputados fazem parte da bancada cooperativista. No Congresso, 26 dos 70 deputados federais são ligados ao setor.

Dona de uma base composta por mais de um milhão de produtores, a Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) incorporou a meta de apoiar e buscar doações a campanhas de parlamentares ligados ao setor. “É lobby, sim. Mas é lobby positivo. Vamos nos organizar financeiramente para que nossos candidatos sejam apoiados”, diz a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu (DEM-TO), pré-candidata ao governo estadual [Se a Sarah Palin Brasileira for eleita lá, os ecossistemas de Tocantins estarão sob situação tão desesperadora quanto os de Mato Grosso sob Blairo Maggi, o Máquina de Free Willy Brasileiro]. “Como não podemos doar, as empresas do agronegócio serão procuradas para contribuir com os candidatos do setor”.

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A “Liga Extraordinária dos Terroristas Gentis” de Paul Watson

Postado em 14/03/2010 à/s 15:28

Texto muito bom do fundador e líder do Sea Shepherd.

A Liga Extraordinária dos terroristas gentis
por Paul Watson, tradução de autoria desconhecida (crases corrigidas por mim)

Descobri ter sido recentemente listado pelo Japão em um novo exclusivo clube. Um clube em que eu tenho um considerável orgulho de ser membro.

Eu não fui informado de que havia sido incluído até algumas semanas atrás, quando estava pronto para embarcar em um avião em Vancouver rumo a San Diego. Eu estava fazendo o check-in e dei meu passaporte americano para o oficial de segurança americana no balcão dos EUA no aeroporto de Vancouver.

Ele passou meu passaporte na maquininha que lê os sinais da tarja eletrônica do passaporte e, de repente, seus olhos se arregalaram e ele começou a olhar algo na tela do computador.

“Sr.” – ele disse, olhando para mim seriamente- “venha comigo, por favor”. Ele me acompanhou até uma salinha e me mandou sentar em um banco.

Havia mais dois guardas na sala e um deles me reconheceu e disse que era fã de Whale Wars, e perguntou-me se eu poderia lhe dar um autógrafo para seu filho. Eu assinei um cartão de visita e dei um distintivo de pirata para seu filho.

Depois de meia hora sentado lá, estava começando a ficar preocupado com a possibilidade de perder meu vôo, então perguntei se demoraria muito.

“Não muito, senhor.”

Mais meia hora depois, com o meu avião para partir dentro de 10 minutos, eu levantei e fui até a mesa: “Com licença, será que eu vou conseguir embarcar a tempo no meu vôo?”

“Quando ele parte?” – ele perguntou

“Dentro de 10 minutos” – eu respondi

Ele foi amigável e falou que ia aos fundos checar o que estava acontecendo.

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Os novos movimentos da Terra-média

Postado em 04/03/2010 à/s 19:00

Escrito em outubro de 2009

Aqui na Terra-média
Estamos na Quarta Era
Já fazem séculos que Sauron deu no pé
Já faz um tempo que não ouço mais falar de grandes guerras
Entre homens ocidentais e orcs mais homens do sul e do leste.
Estamos vivenciando uma novidade:
Movimentos sociais, políticos e ambientais na Terra-média!

A luta por direitos e por igualdade
Tomou o lugar da luta contra o mal que vinha de Mordor
Apareceram nas últimas décadas uns movimentos interessantes
Deles, dez são mais conhecidos na terra.
Abaixo vou dizer um por um.

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Pequeno explicativo sobre o veganismo

Postado em 20/02/2010 à/s 20:09

Está circulando na internet (extraí de http://tweetphoto.com/11415975). Me parece uma camiseta estampada. Seja lá o que for, é um bom resumo sobre o que o veganismo é.

Tradução abaixo de "VEGAN":

- Alimente @s famint@s.
- Salve os povos indígenas.
- Manifeste-se pelos direitos trabalhistas.

- Seja gentil com os animais.
- Pare as fazendas-fábrica.
- Salve 100 animais todos os anos.

- Acabe com o desmatamento por pastagem.
- Salve um acre (4047m²) de árvores
- Acabe com a pastagem em terras públicas.

- Diga à divisão de "serviços de vida selvagem" da USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos)...
- ...para parar de matar a vida selvagem em prol...
- ...dos lucros das corporações latifundiárias.

- Pare as guerras por recursos.
- Ajude a acabar com a dominação pelas corporações.
- Viva sua consciência.

- Salve nossos oceanos.
- Pare o poluidor número 1 das águas.
- Apoie um planeta sustentável.

- Pense no que há fora de si.
- Viva com compaixão.
- Pare a violência.

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Para que servem mesmo os hinos nacionais?

Postado em 15/02/2010 à/s 14:22

Artigo escrito em fevereito de 2009

Obs.: Este artigo é dirigido não apenas para os brasileiros, mas para todos os países e povos do planeta. Traduzi-lo para outras línguas será de muito bom grado. Também não busca inferiorizar o Brasil ou qualquer outra nação em relação às demais, muito pelo contrário.

“Ouviram do Ipiranga as margens plácidas...” Quando ouço essa música, em vez de sentir “orgulho” do país, pensar na suposta superioridade ambiental do mesmo, imaginar o Brasil como potência geopolítica num futuro hipotético, começo a pensar: para que servem mesmo os hinos nacionais? Qual a contribuição deles para um mundo melhor e mais unido? A utilidade do hino, em meu pensamento, se faz fortemente questionada.

Mediante essas questões, me vem à mente a ideia de que os hinos são resquícios de uma época em que o nacionalismo, o sentimento de que seu país é superior a todos os demais, era tratado como uma virtude e um valor inquestionável – ou melhor, questionável apenas por anarquistas. Entretanto, quando se muda o ângulo da visão do mundo, da arrogância patriocêntrica à filosofia de união internacional, percebemos que os hinos nacionais são dispensáveis num mundo unido e igualitário que irreleve diferenças territoriais, étnicas e religiosas.

A opinião favorável ao hino patriótico afirma que ele é bom porque exalta os esforços, tradições e virtudes do povo, valoriza a riqueza ambiental do país e releva a identidade nacional. É muito bonita a intenção, mas e os outros povos, as outras nações? O que realmente faz tal pátria ter um povo mais esforçado e virtuoso e melhores tradições do que todas as outras? Por que temos que necessariamente crer que somos “melhores” em vez de tratar todos os povos e nações do planeta como igualmente dignos e lutadores?

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Armas com versículos bíblicos, matando em nome de deus

Postado em 25/01/2010 à/s 13:59

Inscrições bíblicas em armas usadas por EUA causam polêmica

Um grupo americano que zela pela separação da religião e do Estado entre as Forças Armadas do país divulgou que as miras usadas na armas de soldados americanos e britânicos no Iraque e no Afeganistão estão sendo gravadas com referências a passagens da Bíblia.

As inscrições estão codificadas e se referem, por exemplo, a versos do livro de João (com os dizeres "JN8:12") e no 2 Coríntios ("2COR4:6").

A Military Religious Freedom Foundation (MRFF), dos Estados Unidos, disse ter descoberto o caso através de uma denúncia por email, provavelmente vinda de um soldado muçulmano do exército americano.

A Trijicon, fabricante de armas americanas e uma das maiores fornecedoras do Departamento de Defesa, disse que as referências bíblicas já são gravadas há anos nas miras. A empresa foi fundada por um cristão devoto que afirma administrá-la "sob padrões bíblicos".

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E o Chade?

Postado em 22/01/2010 à/s 23:10

Os noticiários estão falando adoidado sobre o Haiti, falaram até um tempo atrás sobre a guerra civil de Darfur, incidem no assunto do Afeganistão e do Iraque e hipotetizam mais calamidades bélicas com o agravamento do aquecimento global. Mas um país, tão entalado no poço fundo quanto essas outras nações, está sendo tristemente ignorado: o Chade.

Nos últimos 45 anos, passaram por nada menos que quatro guerras civis e no momento uma ainda está em andamento desde 2005, ligada a Darfur.

Se você entende inglês, dê uma olhada na Wikipedia de língua inglesa:
http://en.wikipedia.org/wiki/Chadian_Civil_War
http://en.wikipedia.org/wiki/Civil_war_in_Chad_(2005%E2%80%93present)

Até hoje não vi nenhum apelo internacional de ONGs de direitos humanos e pacifismo clamando o compadecimento do mundo perante o Chade. Mesmo se apelos existirem hoje, nenhum chegou ao meu alcance.

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Uma homenagem ao Dia Mundial da Religião

Postado em 21/01/2010 à/s 6:00

Hoje é o Dia Mundial da Religião, e nada mais justo do que homenagear os sistemas religiosos que domam socialmente a besta chamada ser humano.

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