Pequeno explicativo sobre o veganismo
Está circulando na internet (extraí de http://tweetphoto.com/11415975). Me parece uma camiseta estampada. Seja lá o que for, é um bom resumo sobre o que o veganismo é.
- Alimente @s famint@s.
- Salve os povos indígenas.
- Manifeste-se pelos direitos trabalhistas.
- Seja gentil com os animais.
- Pare as fazendas-fábrica.
- Salve 100 animais todos os anos.
- Acabe com o desmatamento por pastagem.
- Salve um acre (4047m²) de árvores
- Acabe com a pastagem em terras públicas.
- Diga à divisão de "serviços de vida selvagem" da USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos)...
- ...para parar de matar a vida selvagem em prol...
- ...dos lucros das corporações latifundiárias.
- Pare as guerras por recursos.
- Ajude a acabar com a dominação pelas corporações.
- Viva sua consciência.
- Salve nossos oceanos.
- Pare o poluidor número 1 das águas.
- Apoie um planeta sustentável.
- Pense no que há fora de si.
- Viva com compaixão.
- Pare a violência.
Por que o etanol não é a salvação
Artigo escrito em novembro de 2008
O álcool combustível nos últimos dois anos passou a ser tratado no Brasil como a grande panacéia da questão ambiental da energia. Quem ainda não viu Lula anunciando feito místico ascenso, ao largo do planeta, algo parecido com “ajoelhai-vos, países desenvolvidos, eu tenho vossa salvaçãããooo!” quando falava maravilhas do etanol por aí? É notável que há uma orientação muito passional nas enormes expectativas de “um mundo melhor por ser movido a um combustível limpo e renovável”, uma força de esperança pessoal bastante parecida com aquela que anima a vida de religiosos e crentes em curas pela fé, por também ser desprovida de ceticismo e encaração crítica. A verdade é que, embora a poluição vinda do cano de escape seja realmente bem menor, há uma contrapartida, um lado de porém, nociva o suficiente para levantar no mínimo questionamentos ríspidos ao caráter messiânico do álcool nos carros.
Falo de alguns problemas, dois ambientais e dois sociais, por sinal muito sérios e que devem ser encarados com muita sobriedade, pé no chão e atenção. Todos envolvem os lugares de onde saem a “promessa”, os imensos latifúndios de cana-de-açúcar e sua expansão, e denunciam a extrema fragilidade, ou mesmo a quebra, do triângulo da sustentabilidade – Ambiental/Econômico/Social.
O primeiro fator ambiental é o nosso “amigo” desmatamento. Lembrem-se, o Nordeste só tem sua economia sustentada pela cana desde a época colonial porque a Mata Atlântica foi quase totalmente varrida da região pelos latifundiários, foi reduzida a frágeis pinguinhos onde árvores frondosas ainda se aglomeram. O mesmo serve para São Paulo, atual maior estado canavieiro do país, onde os canaviais tomaram muito do lugar dos cafezais da República Velha. Dali o cerrado foi banido e a floresta tropical foi dizimada a menos de 8% da área original. Analisando com seriedade, percebemos que só foram possíveis a criação do Proálcool nos anos 70, a proliferação dos carros flex na década atual e os discursos encantados de Lula porque nossos ecossistemas foram mutilados sem piedade e sobrepostos por “desertos verdes” que se perdem no horizonte.
Consumo ético não é só selo verde
Artigo escrito em fevereiro de 2009
Vem-se falando muito, cada vez mais, de “consumo ético”, “consumo responsável”. Entretanto, pode-se notar que a compra de produtos ecologicamente corretos vem sendo tratada como a quase totalidade dessa abordagem ética, como se para consumir com responsabilidade fosse necessário apenas e simplesmente começar a comprar “itens verdes”. A verdade é que a ética do consumo vai muito além, transcende enormemente essa visão limitada e engloba assuntos bem menos tratados nas discussões.
Me refiro a questões como direitos trabalhistas, direitos animais e empresas inimigas do meio ambiente. Nessa visão liberta do reducionismo “só consumo verde”, uma empresa que, por exemplo, explora e desrespeita seus empregados não passará a ser ética se começar a vender produtos ambientalmente amigáveis mas continuar maltratando seus subordinados. E uma companhia tal, por mais princípios “verdes” que adote, não passará ao lado ético se não deixar de testar seus produtos em animais.
Releva-se também, para esse entendimento ético mais abrangente, a opção do boicote. Muito além de priorizar certos produtos, o consumidor consciente evita outros que, opostamente à proambientalidade ou à neutralidade ecológica, tenham sido fabricados por empresas comprovadamente envolvidas com a destruição ambiental.
Para melhor entendimento, vale descrever essas “novas” frentes éticas, exemplificando as três citadas e indicando outras não menos relevantes.







