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	<title>Arauto da Consciência &#187; Sociedade</title>
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	<description>Divulgando uma nova visão de mundo, em prol de um novo mundo</description>
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		<title>&#8220;Fazendinhas&#8221; de shopping: o que estão ensinando aos nossos pequenos?</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 09:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-5727 aligncenter" title="toneis de leite" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/toneis-de-leite-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></p>
<p style="text-align: justify;">Alguns shoppings brasileiros, diante da realidade ultraurbana das crianças das grandes cidades, muitas das quais crescem acreditando que carne, leite e ovos são fabricados do nada no supermercado, tomaram a iniciativa de montar “fazendinhas” em parte de seu interior, no intuito de diverti-las, “ensiná-las” de onde vem os produtos de origem animal da mesa onívora brasileira e pô-las em contato com o mundo rural – ainda que de forma bem limitada.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesses pedaços de ruralidade incrustados nas urbes, estão expostos os mais diversos animais das fazendas de verdade: bovinos, porcos, coelhos, galinhas, perus, cavalos (ou pôneis)... Pode-se andar de charrete, montar equinos, participar de pescaria, e até levar animais típicos do campo para casa. Parece muito bom e saudável mostrar à meninada acostumada com a selva de concreto um pouco da vida da fazenda...</p>
<p style="text-align: justify;">Eu disse “parece”. Porque, na ótica da ética animal, não o é nem um pouco. Em vez de apreciação, reservo a essas “fazendinhas” de shopping uma indagação preocupada: o que estão ensinando aos nossos pequenos?</p>
<p style="text-align: justify;">A verdade é que estão lhes naturalizando o que há de pior na relação entre seres humanos e bichos: o regime de escravidão que norteia a pecuária, as fazendas de criação de animais, a mercantilização da vida. Aprende-se, com ou sem “educadores” presentes, que os animais rurais existem para nos servir, seja como comida, seja como meio de transporte, seja como bichinhos de estimação – mesmo sendo criados em pequenas gaiolas.</p>
<p style="text-align: justify;">Essas instalações temporárias são na verdade um complexo de exploração animal, em três sentidos: propriamente exploram os animais, trazidos de fazendas de verdade para os shoppings, obrigados a cavalgar com crianças no lombo ou na charrete e expostos a todo o barulho estressante do local; engaiolam e comercializam diversos deles e, o mais preocupante, promovem a antipedagogia ética, pautada no utilitarismo servil, induzindo as crianças a crerem que cada espécie daqueles bichos de fato “servem”, vivos ou mortos, para determinados fins – e que isso é natural, é normal, é assim que a vida funciona e deve funcionar.</p>
<p style="text-align: justify;">Visitei recentemente uma dessas “fazendinhas”, em um shopping movimentado de uma cidade metropolitana nordestina que não revelo aqui – pode ter sido em Natal, em Salvador, em Fortaleza, em Campina Grande, em qualquer uma grande cidade do Nordeste, ou até no Recife mesmo. Abaixo descrevo minha experiência nesse tipo de lugar. Nota importante: fui justamente para observar tudo e poder descrever aqui a realidade vislumbrada, não foi por outro motivo.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-5714"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dentro da "fazendinha”</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Fui com um colega nativo da cidade para esse shopping, cujo nome não revelo por motivos óbvios. Paguei a entrada de R$3 para poder ter acesso à minicidade rural, montada e decorada ao estilo de cidade pequena de interior, numa área reservada do estacionamento. Tristemente terminei financiando esse sistema, mas, como foi isso que possibilitou a existência deste artigo, fico com a consciência tranquila. Fui lá para investigar e descrever o cenário, não para alienar uma criança em minha companhia ou muito menos para me divertir.</p>
<p style="text-align: justify;">A primeira “atração” que vi lá foi uma piscina, parecida com aquelas de mil litros, com dezenas de peixes pequeninos e um aglomerado de crianças tentando pescá-los com varas com redes na ponta. Presume-se que quem pescasse os bichinhos podia levá-los para casa. Uma “muvuca” de garotos assustava os animais presos na pequena piscina, tanto por sua presença barulhenta como pela agitação provocada na água pelas varas.</p>
<p style="text-align: justify;">E quem conseguisse capturar seu peixe, ou levava num saco plástico transparente ou podia comprar um aquário. Logo defronte à piscina da pescaria, diversos aquários estavam à venda. Alguns tinham tamanho ridiculamente pequeno – pouco mais de 1000 centímetros cúbicos (10 centímetros de aresta) –, enquanto outros eram um pouco maiores, mas ainda minúsculos. É naqueles paralelepípedos pequeninos que os peixes capturados ou comprados pelas crianças passarão o resto de suas vidas.</p>
<p style="text-align: justify;">E, ao lado dos aquários vazios, estavam à venda diversos peixes, ditos ornamentais, de diversas aparências, algumas consideradas curiosas. Vidas à venda, que podiam ser trocadas por dinheiro, para servirem como objetos de decoração dos apartamentos daquela criançada urbana. Presos nas pequenas gaiolas de vidro que serviam de vitrine, passariam a viver toda a sua vida nos já citados aquários minúsculos. Em situação pior do que criminosos que vivem em prisão perpétua em celas de poucos metros quadrados, mas que ainda podem sair temporariamente delas para as refeições e banhos de sol, os peixes viverão até a morte circulando por poucos centímetros cúbicos de água, privados de liberdade.</p>
<div id="attachment_5716" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/aquarios-minusculos.jpg"><img class="size-medium wp-image-5716" title="aquarios minusculos" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/aquarios-minusculos-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Aquários minúsculos à venda. Peixes serão aprisionados neles e aí viverão até morrer.</p></div>
<div id="attachment_5717" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/aquario-minusculo-com-peixe-dentro.jpg"><img class="size-medium wp-image-5717" title="aquario minusculo com peixe dentro" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/aquario-minusculo-com-peixe-dentro-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Uma vida inteira de prisão em poucos centímetros cúbicos de água está reservada a esse peixinho.</p></div>
<div id="attachment_5715" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/aquarios-de-peixes-a-venda1.jpg"><img class="size-medium wp-image-5715" title="aquarios de peixes a venda" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/aquarios-de-peixes-a-venda1-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">As crianças terminam naturalizando a crença de que peixes ornamentais podem ser trocados por dinheiro e que o lugar deles é no aquário, não na Natureza.</p></div>
<div id="attachment_5718" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/aquario.jpg"><img class="size-medium wp-image-5718" title="aquario" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/aquario-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Esses peixes estão à venda, e seu destino é serem presos em outros aquários.</p></div>
<div id="attachment_5719" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/pescaria-na-piscina.jpg"><img class="size-medium wp-image-5719" title="pescaria na piscina" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/pescaria-na-piscina-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">A pescaria torna a vida dos peixinhos presos na piscina um inferno. Aqueles que forem pescados, presumo, serão condenados a uma vida inteira de prisão num aquário.</p></div>
<div id="attachment_5720" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/peixe-levado-pra-casa.jpg"><img class="size-medium wp-image-5720" title="peixe levado pra casa" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/peixe-levado-pra-casa-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Os peixes levados para casa serão aprisionados em aquários, muitos deles ridiculamente pequenos. E servirão de objetos de decoração.</p></div>
<p style="text-align: justify;">A parada seguinte foram as cercas dos animais rurais cujas carne e leite, até então, como dito no começo deste texto, muitas crianças acreditavam ser fabricadas nos supermercados. Novilhos bovinos, bodes e cabras, porquinhos e aves. Muito embora não demonstrassem vividamente desconforto com o ambiente muito barulhento da “fazendinha”, é notável que aquele não era o ambiente onde desejariam estar – um lugar sem céu, limitado por uma cerca pequenina que provê pouquíssima liberdade de movimento e rodeado de seres humanos barulhentos e muito potencialmente perturbadores.</p>
<p style="text-align: justify;">Os animais estavam em exposição. Tal como objetos – artefatos num museu ou carros num showroom. Seres humanos têm uma queda por conhecer o exótico e o distante, e isso inclui uma vontade forte de capturar animais em seu habitat e expô-los aprisionados, em zoológicos e nas “fazendinhas” de shopping. A vontade do animal de viver em liberdade, sem a perturbação do barulho humano e em comunhão com sua terra natal, não é nada perante quem os vê como curiosa peça de exibição e pensa “Para que ir até o habitat do bicho se podem muito bem trazê-los de lá? É muito mais fácil para mim”. E se fossem seres humanos os “objetos” em exibição? Seria um escândalo moral, tanto que nenhum pecuarista tem coragem de abrir exposições de pessoas vivas. Mas, como são “apenas animais”, vale tudo nesse sentido.</p>
<p style="text-align: justify;">Exibidos como coisas curiosas, os animais terminam invocando o “ensino” sobre a sua “função”. Não era necessária a presença de “educadores”. Bastava que os pais das crianças apontassem, por exemplo: “Olha, filho/a, esses são novilhos. Quando crescerem, irão para um matadouro e vão virar carne comestível. É do corpo deles que vem a carne do hambúrguer que você come todos os dias, e a do churrasco da família.” As crianças assim “aprendem” que bois e vacas, porcos, bodes e cabras e galinhas servem para “fornecer” comida, não tendo sua vida qualquer fim fora esse, nem sentido se não forem vistos como “matéria-prima” para os seres humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">O “crachá” identificador na orelha dos novilhos denunciam: os animais estão catalogados na propriedade do fazendeiro que os trouxe ao shopping. Ou melhor, <em>são</em> propriedade, <em>pertencem</em> ao pecuarista com quem a administração do shopping tem contrato firmado para trazer os bichos. E isso é exibido na maior naturalidade. Pais aceitam, filhos “aprendem” que é normal <em>possuir</em> animais como parte de uma propriedade.</p>
<div id="attachment_5721" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/novilhos.jpg"><img class="size-medium wp-image-5721" title="novilhos" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/novilhos-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Novilhos em exibição. Confinados numa cerquinha, atraíram a curiosidade das crianças.</p></div>
<div id="attachment_5722" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/novilho-com-selo-identificador.jpg"><img class="size-medium wp-image-5722" title="novilho com selo identificador" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/novilho-com-selo-identificador-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">O “crachá” da orelha escancara: o animal está contabilizado como propriedade do fazendeiro que o levou ao shopping.</p></div>
<div id="attachment_5723" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/bodes.jpg"><img class="size-medium wp-image-5723" title="bodes" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/bodes-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Bodes também expostos como artefatos</p></div>
<div id="attachment_5724" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/porquinhos.jpg"><img class="size-medium wp-image-5724" title="porquinhos" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/porquinhos-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Pequenos porcos, tentando manter sossego num ambiente barulhento.</p></div>
<div id="attachment_5725" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/jaula-de-aves-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-5725" title="jaula de aves 2" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/jaula-de-aves-2-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Aves numa jaula: expor animais em lugares que lhes são estranhos requer aprisionamento, para que não fujam.</p></div>
<div id="attachment_5727" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/toneis-de-leite.jpg"><img class="size-medium wp-image-5727" title="toneis de leite" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/toneis-de-leite-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Tonéis de leite como decoração. Explorar animais retirando-lhes a vida ou o leite é a rotina da fazenda, naturalizada na mentalidade dos frequentadores da “fazendinha”.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Numa salinha de atividades infantis, destacava-se um tapete de couro cru. Nem chegou a ser cortado para tomar uma forma geométrica. As crianças são induzidas, de forma indireta, a encarar com naturalidade os produtos oriundos da morte pecuarista. Não lhes passa pela cabeça as imagens do matadouro cheio de sangue ou da morte do boi, que foram indispensáveis para aquele couro estar forrando o chão. Para elas, aquele “tecido” é tão inocente quanto um tapete de banheiro.</p>
<div id="attachment_5728" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/tapete-de-couro.jpg"><img class="size-medium wp-image-5728" title="tapete de couro" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/tapete-de-couro-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">O tapete de couro abaixo dos móveis de decoração infantil é visto como tão inocente quanto um tecido de algodão.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Depois de tirar o olho do couro, o que foi visto em seguida foi uma gaiola com vários coelhinhos e porquinhos-da-índia dentro. Estavam à venda. Assim como os peixes destinados ao aquário, o destino dos animais vendidos seria a prisão perpétua numa gaiola – não cheguei a ver se havia gaiolas à venda lá, presumo que as que eu vi foram compradas em outros lugares.</p>
<p style="text-align: justify;">O cenário para aqueles animais era de prisão e de relativa perturbação (ainda que alguns deles se mantivessem calmos) perante o barulho do ambiente. Aguardavam para ser trocados por dinheiro, tal como uma mercadoria qualquer. Sua vida, para as crianças, valia 15 reais. Esse era o preço para se decretar propriedade sobre um coelhinho ou porquinho-da-índia.</p>
<p style="text-align: justify;">E uma propriedade carcerária, para piorar a coisa. Lembro que, depois de ter saído da “fazendinha”, encontrei uma garotinha com um coelho relativamente grande dentro de uma gaiola. Ela me revelou que o bicho seria realmente criado por toda a vida dentro da pequena jaula. Enfim, aqueles eram animais triplamente abusados: tratados como mercadorias e como propriedade e tendo negada sua liberdade – seja pelo seu vendedor, seja pela garotada que os comprou.</p>
<div id="attachment_5729" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/coelhos-e-preas-a-venda.jpg"><img class="size-medium wp-image-5729" title="coelhos e preas a venda" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/coelhos-e-preas-a-venda-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Vidas custando 15 reais. O regime da “fazendinha” é de tratar animais como mercadoria e propriedade.</p></div>
<div id="attachment_5730" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/gaiola-de-coelhos-e-preas-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-5730" title="gaiola de coelhos e preas 1" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/gaiola-de-coelhos-e-preas-1-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Coelhos e porquinhos-da-índia presos, esperando ser transferidos para outras prisões – as gaiolas das crianças.</p></div>
<div id="attachment_5731" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/coelho-em-gaiola-fora-da-fazendinha.jpg"><img class="size-medium wp-image-5731" title="coelho em gaiola (fora da fazendinha)" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/coelho-em-gaiola-fora-da-fazendinha-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Uma criança criará esse coelhinho dentro da gaiola. O animalzinho está condenado a ser prisioneiro até morrer. Provavelmente nunca conhecerá a liberdade, se não terminar doado para algum parente com casa dotada de espaço livre.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Depois de acompanhar a perturbação barulhenta, o aprisionamento, a mercantilização e o tratamento como propriedade, vi a exploração em sua forma mais evidente. Pôneis puxavam charretes ou eram montados por crianças – dentro de cercados tão pequenos que duvido que tenha valido a pena para alguma criança andar poucos metros conduzida pelos bichos – o que, ao meu ver, deve dar um gosto de quero-mais para os pequenos, que insistirão para ir a algum hotel-fazenda num futuro próximo. Para as crianças, fica a impressão de que cavalos, controláveis como são, são mistos de animais e coisas, algo como carros vivos sem roda.</p>
<p style="text-align: justify;">Os pôneis puxadores de charretes estavam revestidos de muitos adereços usados como controle animal: cabresto, viseira, cordas e mais cordas, tantos equipamentos que transformam esses animais em veículos. Nem pareciam seres vivos, de tanta parafernália que visava o controle de seus movimentos. E o pior: a crina deles estava pintada de rosa. Os cavalinhos montados, por sua vez, não estavam pintados, mas a situação de exploração era a mesma: diversos adereços de controle de movimentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Os animais de ambas as situações estavam fadados a trabalhar, conduzindo crianças num pequeno cercado, por grande parte do tempo em que o shopping estivesse aberto – presumo que havia revezamento de trabalho entre os pôneis, para o caso de um deles cansar. Uma rotina de escravidão.</p>
<div id="attachment_5732" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/ponei-de-charrete-pintado-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-5732" title="ponei de charrete pintado 1" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/ponei-de-charrete-pintado-1-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Pônei de crina pintada, obrigado a puxar charrete até cansar.</p></div>
<div id="attachment_5733" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/poneis-montados-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-5733" title="poneis montados 1" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/poneis-montados-1-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Pônei obrigado a conduzir crianças em seu lombo até cansar. A exploração animal é naturalizada no cenário da “fazendinha”.</p></div>
<p style="text-align: justify;">A última “atração” que fotografei foi o touro mecânico. Felizmente não era um animal de verdade, torturado com um sedém em sua virilha, mas o brinquedo acaba induzindo a meninada a gostar de rodeio, a acreditar que montar touros “bravos” é muito divertido e inspirador. Acostumando as crianças aos touros mecânicos da vida, é questão de tempo para que elas passem a simpatizar com esse pseudoesporte, hoje cada vez mais repudiado – e os animais e seus defensores ganhem mais adversários.</p>
<div id="attachment_5734" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/touro-mecanico-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-5734" title="touro mecanico 1" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/touro-mecanico-1-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">O touro mecânico acostuma as crianças a gostarem de rodeios. E isso é péssimo tanto para os animais como para seus defensores.</p></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Que raios estão ensinando às crianças?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Tudo isso não tem apenas o aspecto de diversão, mas também um caráter pedagógico. Ou melhor, segundo a visão da ética animal, <em>antipedagógico</em>. Mesmo não havendo educadores à disposição na “fazendinha” que observei, existe a transmissão de ensinamentos, por parte dos pais ou montado por autoconstrução lógica e digerido pela própria criança. São transmitidos à garotada as crenças e valores prevalentes na pecuária os quais fundamentam moral e culturalmente toda a exploração animal existente no meio rural – desde o uso como meio de transporte até a transformação dos bichos, pelo abate, em carne, passando pelo entretenimento por passeios e pelo rodeio.</p>
<p style="text-align: justify;">Aprende-se lá que os animais rurais não são fins em si mesmos, mas sim meios para fins estritamente humanos – em outras palavras, que eles sempre nascem para servir para algo e a alguém. Eles não nascem simplesmente para viver na natureza, sendo ou não perseguido por predadores, mas para fornecer carne, leite ou ovos; servir de transporte sendo montado ou puxando veículos de tração – seja atendendo a necessidades da ruralidade, seja provendo entretenimento para quem busca uma cavalgada ou um passeio de charrete no campo para esquecer os problemas –; prover diversão sendo explorado em rodeios; e ser um servo afetivo das pessoas – animal de falsa estimação, cuja “vida útil” como “pet” acaba num churrasco de feriadão ou numa reunião de família; entre outras utilidades.</p>
<p style="text-align: justify;">E isso é naturalizado no ambiente ruraloide montado no shopping: o pai aponta para o filho a “fazendinha” antes de irem embora e diz em conclusão sobre todas as formas presentes de “utilizar” animais: “Filho, os animais nascem para isso mesmo, para nos servir. E eles servem muito bem, para as mais variadas coisas.” E o filho, carente de discernimento ético por ser ainda muito pequeno, aceita e assimila esse dogma, talvez para toda a vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Aliás, a juventude inocente e ingênua das crianças da primeira infância forma um filão muito apto para ser convencido de que explorar animais no mundo rural é válido, aceitável e justo. É de se pensar que os pecuaristas usam as “fazendinhas” de shopping para “ensinar” à meninada que o animais têm utilidade, não valor intrínseco, e assim angariar futuros compradores de alimentos de origem animal, apreciadores de rodeios e vaquejadas, pessoas sedentas por diversão no lombo de um cavalo, enfim, clientes que lhes darão muito dinheiro e farão o “crime” (entre aspas por ainda não ser reconhecido legalmente como tal) da exploração animal compensar.</p>
<p style="text-align: justify;">Dinheiro, para falar a verdade, é o que mostra como os animais ali não são respeitados em sua essência de seres sencientes demandantes de direitos: a entrada paga permite pelo menos ver os animais em exposição, como se estes fossem objetos exóticos de um museu – como dito mais acima, pôr pessoas em exibição seria um absurdo moral mesmo para quem expõe bichos, diga-se de passagem –; há bichos à venda, a preços variados, para serem tratados como objetos de decoração ou como animais de falsa estimação, todos destinados a uma prisão perpétua em gaiolas ou aquários – tratados como mercadorias que, segundo a mentalidade especista, não se importam em ser trocadas por dinheiro para serem transferidas de prisão; paga-se para andar de cavalo, em charrete ou montando, dando à exploração de pôneis e cavalos um caráter muito lucrativo.</p>
<p style="text-align: justify;">As crianças vão participando disso tudo e aceitando tacitamente todo o sistema. Guardam como se fosse um ensinamento importante: coelhos servem como animais de “estimação” a serem criados em gaiolas; peixes, como objetos de decoração; bois e vacas, para fornecer carne, leite, couro etc. ou ser montados ou derrubados por peões “valentes” em rodeios e vaquejadas; porcos e bodes e cabras, idem; galinhas e frangos, para distribuir respectivamente ovos e carne; cavalos, para transportar pessoas... Não faria sentido que nenhum deles vivesse se não tivesse uma utilidade para os seres humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Da mesma forma, assimila-se que é normal que animais sejam mortos para virar carne e couro – além de mais uma miríade de produtos de origem animal – em indústrias frigoríficas; ou que tenham seu corpo violado para fornecer leite e ovos. E é assim mesmo que tudo funciona e deve funcionar: animais como servos, dispostos a dar a vida pelos interesses dos seus senhores; humanos como seus proprietários (sic). E as crianças vão crescendo, abraçando essas crenças como verdades.</p>
<p style="text-align: justify;">E, ainda por cima, acostumam-se com a falsa imagem – o “rancho do velho McDonald” citado por Tom Regan – de que os bichos vivem em roças tradicionais, são tratados como “da família”, seu leite é ordenhado por um contente vaqueiro, seus ovos são colhidos no galinheiro por uma senhora que vive de bem com a vida e tais animais são mortos com “carinho”.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso contando com o fato de que nada ali na “fazendinha” fazia a mínima alusão aos latifúndios do agronegócio; às granjas industriais que prendem galinhas em pequenas gaiolas e “produzem” frangos aos milhares; às cada vez mais utilizadas fazendas-fábrica; ao confinamento de porcos dentro de pequenas baias individuais em grandes instalações agroindustriais; à alimentação da maioria dos animais com hormônios, drogas e grãos transgênicos; ao precário, atordoante e anti-higiênico transporte de “carga viva”; muito menos aos matadouros industriais movidos a facão e sangue ou àqueles clandestinos onde ainda se mata a golpes de marreta ou machado – abatedouros cuja aterrorizante imagem mental facilmente faria uma criança parar de comer carne por muito tempo, se não para sempre. A imagem rural desenhada ali era matuta, bucólica e tranquila, exceto pela multidão humana e pelo barulho que a mesma produzia.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Conclusão</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Concebidas como parques de diversão rural e, em última análise, como merchandising pecuarista, as “fazendinhas” de shopping como a que eu observei são um atentado ao bom senso e à ética não-antropocêntrica. Promovem um inestimável desserviço às crianças, ao lhes naturalizar o utilitarismo servil a que os animais são submetidos nas fazendas e passar a falsa imagem do ruralismo tradicional roceiro, cada vez mais raro numa realidade em que o extremamente predatório agronegócio, cada vez mais industrializado, dita as regras na ruralidade brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;">Estamos formando crianças acostumadas em ver animais sendo tratados como mercadorias, aprisionados em gaiolas, aquários e cercas, explorados vivos e mortos para os mais diversos fins. A garotada cresce aceitando como natural e normal que a vida não-humana seja banalizada, mercantilizada, comparada à não-vida, tratada sem o mínimo respeito e dignidade, e participando desse sistema que escraviza seres tão sencientes quanto os humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se as “fazendinhas” expusessem pessoas, seja como “aberrações” físicas ou como trabalhadores escravos, seriam hoje vistas como o mais abjeto dos absurdos. Mas quem está em jogo são “apenas” outros animais, e por isso a sociedade abraça a iniciativa de trazer o mundo rural para perto dos habitantes do urbano, e leva suas crianças para ver animais explorados e aprisionados e até para comprar alguns deles, que viverão confinados em gaiolas nos apartamentos e longe da vastidão e do ar puro do campo.</p>
<p style="text-align: justify;">É esse mundo que queremos, onde exploração e escravidão são a melhor diversão do momento para crianças?</p>
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		<title>Protestos de ateus contra a intolerância de Datena (Parte 2) (CALA BOCA DATENA)</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 22:11:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ateísmo]]></category>
		<category><![CDATA[Baixaria]]></category>
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		<category><![CDATA[Cidadania e Mobilização]]></category>
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		<category><![CDATA[Fanatismo e Estupidez Religiosa]]></category>
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		<category><![CDATA[Posts e Atos de Conscientização]]></category>
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			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">O vídeo abaixo, o segundo da série, é o segundo desabafo não exaltado de ateu a ser publicado no YouTube contra a explosão de intolerância do apresentador José Luiz Datena.</p>
<p style="text-align: justify;">Mantenho o "(CALA BOCA DATENA)" nos títulos dos posts referentes ao episódio para que os ateus e as ateias mantenham sua mobilização no Twitter (que é postar "Cala Boca Datena" e/ou "#CalaBocaDatena" de modo a tentar elevar a repercussão do episódio) pra mostrar para <small>@</small>s teístas que nós merecemos respeito, que somos pessoas de bem que foram severamente ofendidas por um senhor que, arrogando-se a "voz do povo", comporta-se como um arauto do sensacionalismo e promotor do showbiz da violência.</p>
<p style="text-align: justify;">O vídeo que posto agora é de Helleno de Carvalho, dono de <a href="http://www.youtube.com/user/Hellenodecarvalho" target="_blank"><strong>um canal no YouTube</strong></a> onde posta diversos discursos irreligiosos.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/qmV-52ZCd8c&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1?color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/qmV-52ZCd8c&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1?color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Frase da semana (25-31/07)</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 02:09:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura de Massas]]></category>
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		<category><![CDATA[Relações Humanas]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Violência e Criminalidade]]></category>
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<p style="text-align: justify;"><strong><em>"pq *** nao bate com a carro.. cai de moto..e quebra uma perna..<br />
rompe algum ligamento.. o cruzado anterior ou o posterior.. ou os dois logo.<br />
PQPPPPPPPPPPPPPPPPPPP e muito ruim!!!"</em></strong> Torcedor de um time de futebol (time cujo nome não vou revelar), descarregando sua raiva no Orkut, furioso com um jogador (também cujo nome não revelo) atualmente muito execrado entre a torcida de seu time por estar jogando muito mal</p>
<p style="text-align: justify;">É impressionante como um mero jogo de bola, como o futebol, consegue despertar tanta raiva, a tal ponto que um indivíduo torcedor passa a desejar todo o mal do mundo para um esportista em má fase.</p>
<p style="text-align: justify;">De sua realidade original, como um divertido esporte onde atletas jogavam em clima de confraternização, com a torcida bem-vestida levando seus filhos e filhas, em jogos nos quais mesmo a maior goleada terminava em paz entre as torcidas e o sentimento nas mesmas de que "Que bom que meu time ganhou (ou que pena que o meu time perdeu), mas tudo bem, é só um jogo"...</p>
<p style="text-align: justify;">...a uma transtornada realidade onde cada jogo desperta emoções enlouquecidas para o bem ou para o mal, onde o jogador que joga mal invoca na torcida as mais violentas imagens mentais, onde perder diversas vezes seguidas é considerado um crime hediondo e ser rebaixado de divisão (no campeonato estadual ou nacional) é uma tragédia quase comparável à morte.</p>
<p style="text-align: justify;">Fala-se hoje de "jogo de vida ou morte", "jogadores guerreiros", "Batalha dos Aflitos" (a partida em que o Náutico perdeu para o Grêmio em 2005 e por isso permaneceu mais um ano na Série B), "guerra"... Tudo isso para um jogo de bola besta, mas com simbologias culturais extremamente infla(ma)das. E ainda tem gente que leva os jargões bélicos usados no futebol <em>ao pé da letra</em>, o que origina a violência entre torcidas, seja dentro, seja fora dos estádios.</p>
<p style="text-align: justify;">O futebol deixou de ser um esporte de entretenimento e passou a ser um exaltador cultural de emoções explosivas. E isso infelizmente é parte integrante da sociedade brasileira (e de diversos outros países, até de europeus, onde há ou havia torcidas violentas como os <em>hooligans</em> ingleses e os racistas de alguns países de lá) de hoje.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>A bancada ruralista deve ser expulsa de Brasília</title>
		<link>http://consciencia.blog.br/2010/07/a-bancada-ruralista-deve-ser-expulsa-de-brasilia.html</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 04:55:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[*Posts em Destaque*]]></category>
		<category><![CDATA[Abusos Militares]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Assassinato e Matança de Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Ativismo/Militância pelos Animais]]></category>
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		<category><![CDATA[Corrupção e Desmandos Políticos]]></category>
		<category><![CDATA[Desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Animais]]></category>
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		<description><![CDATA[Post originalmente publicado às 21:59 de 26/03/2010. Será "upado" sempre que eu achar necessário reiterar a necessidade de expulsar pelo voto a bancada ruralista do poder ou diminuí-la significativamente. Uma vez declarei que tinha medo de Marina Silva por comportamentos dúbios de um passado então recente relativos a suas crenças religiosas. Depois de vê-la esclarecê-los, [...]


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</ol>]]></description>
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		</div>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/03/nao-bancada-ruralista.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-3355" title="nao-bancada-ruralista" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/03/nao-bancada-ruralista-245x300.gif" alt="" width="245" height="300" /></a><em></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Post originalmente publicado às 21:59 de 26/03/2010. Será "upado" sempre que eu achar necessário reiterar a necessidade de expulsar pelo voto a bancada ruralista do poder ou diminuí-la significativamente.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Uma vez declarei que tinha medo de Marina Silva por comportamentos dúbios de um passado então recente relativos a suas crenças religiosas. Depois de vê-la esclarecê-los, o medo acabou e passei a confiar nela como a melhor candidata à presidência de 2010. Entretanto, um outro temor faz-se forte: o de que a bancada ruralista do Congresso realmente cresça, talvez o dobro, e agigante seu já terrível poder político, tal como prometeu.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem participa de movimentos sociais e ambientalistas, mora em comunidades tradicionais, defende os animais, milita pela reforma agrária, é ameaçado por jagunços de grandes latifundiários, entre tantos outros tipos de pessoas, não só entende esse medo como também o manifesta. E dessa vez, ao contrário do caso de Marina, não há nada que aplaque a nossa apreensão diante dos possíveis êxito e expansão dessa bancada que definitivamente não visa o melhor para o Brasil, fora o nosso próprio voto.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das parcelas mais conservadoras do Congresso e representante política dos latifundiários do agronegócio, sua vitória ameaçará muitas causas de bem comum pelas quais se luta há décadas: reforma agrária, ambientalismo, direitos animais, paz no campo, ética trabalhista (combate à exploração semiescrava no meio rural), justiça social...</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;">Para amplificar este alerta à população, me vejo na necessidade de descrever os quatro mais significativos problemas que a vitória planejada dos ruralistas piorará (a ordem dos problemas não é um ranking de importância): o meio ambiente, a exploração animal, a reforma agrária e conflitos de campo e a exploração trabalhista.</p>
<p style="text-align: justify;">a) Prejuízos ambientais: A referida bancada não dá a mínima para os problemas ambientais pelos quais o Brasil e o mundo passam – muito pelo contrário, sempre lutou para piorá-los ainda mais. Hoje já lutam para abrandar o Código Florestal, aumentar o desmatamento legalizado da Amazônia e reduzir praticamente à impotência uma das legislações ambientais federais mais fortes do planeta.</p>
<p style="text-align: justify;">Com sua expansão, correremos alto risco de ver o avanço da preocupação ambiental dentro do governo estagnar, leis ambientais novas – aquelas que contrariarem os escusos interesses do agronegócio – serem barradas e as existentes serem atrofiadas ou encolhidas e num futuro próximo a Amazônia, o Cerrado e outros biomas serem confinados aos livros de geografia e biologia do passado e a fauna que lhes pertencem, aos zoológicos e criadouros autorizados.</p>
<p style="text-align: justify;">Acrescentem-se nesse aspecto também os assassinatos de ambientalistas. Chico Mendes, Dorothy Stang e diversas outras personalidades menos conhecidas não me deixam mentir. Os latifundiários passam por cima de ecossistemas, comunidades tradicionais e povoados indígenas mesmo que isso implique também matar quem luta ativamente em oposição a tal atitude.<span id="more-3395"></span></p>
<p style="text-align: justify;">b) Recrudescimento da exploração animal: Os pecuaristas e os grandes fazendeiros de forragem animal (soja, milho e outros) poderão viver momentos de glória, ainda melhores que o atual, com um congresso mais ruralista aprovando tudo o que puder para beneficiar a pecuária de grandes proporções – como consequência, ainda mais animais serão explorados e mortos pelo setor. E os rodeios e vaquejadas, cujos senhores são em sua maioria esses grandes donos de gados, ganharão muito com a expansão de suas perniciosas atividades.</p>
<p style="text-align: justify;">A legislação de proteção animal, tão rarefeita hoje no Brasil, poderá não só parar no tempo, como até retroceder, caso a bancada cresça o bastante para influenciar os legisladores a aprovarem o Projeto de Lei 4548/1998, que pretende retirar da proteção da Lei de Crimes Ambientais os animais domésticos e rurais. Mais leis a favor de rodeios e vaquejadas poderão ser fomentadas e aprovadas, para o maior sofrimento dos bois e cavalos.</p>
<p style="text-align: justify;">A luta pelos direitos animais será prejudicada e encontrará um obstáculo ainda maior para crescer, ser levada a sério e se consolidar, com uma bancada que vive de explorar e matar animais rurais muito mais forte e disposta a não deixar passar qualquer lei de abolicionismo animal e alimentar a alienação ética dos brasileiros (leia-se comer carne, leite e ovos sem peso na consciência, admirar rodeios e vaquejadas, gostar de usar couro, zombar do vegetarianismo e do veganismo etc.).</p>
<p style="text-align: justify;">c) Impedimento da reforma agrária e violência no campo: Como estamos falando de barões do agronegócio, grandes pecuaristas, latifundiários adeptos da monocultura de larga escala, a reforma agrária é algo demoníaco para sua bancada política. É um pesadelo para os ruralistas a possibilidade, hoje ainda utópica, de redistribuição de terras, uma vez que seu negócio seria frontalmente ameaçado – compreenda-se que os altíssimos e recordistas lucros do agronegócio só são possíveis porque o Brasil sofre com uma extrema concentração fundiária e, por isso, este é um setor econômico, socialmente falando, altamente parasitário que vive graças à exclusão social.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim sendo, não é de surpreender que a bancada ruralista lute com todas as forças, através de seus influentes lobby e alianças, para desencorajar e bloquear qualquer proposta política que vise uma justa redistribuição de terras, além de promover, através da mídia, a satanização e desmoralização de movimentos sociais que lutam pelo direito à terra. Pelos erros de uma organização, todas as demais terminam sendo taxadas de baderneiras e tratadas como uma patologia rural.</p>
<p style="text-align: justify;">Acrescentando sua luta contra a reforma agrária, os grandes donos de terras também promovem repressão direta contra movimentos sociais que reivindicam justiça na distribuição fundiária no Brasil e lideranças indígenas que resistem à ocupação ilegal de suas terras ancestrais, através de jagunços e, muitas vezes, da invocação da polícia, cujos soldados, obrigados a se restringir a cumprir ordens de seus superiores, terminam advogando em favor dos ruralistas e reprimindo aqueles que invadiram determinada terra, mesmo quando esta é improdutiva. Desses conflitos repressivos, saem diversas mortes e prisões arbitrárias, divulgadas ou não pela imprensa.</p>
<p style="text-align: justify;">Veja-se também a forte investida da bancada para barrar o Plano Nacional de Direitos Humanos, o qual pretende favorecer a negociação entre movimentos sociais e fazendeiros em detrimento da repressão deliberada, sob o pretexto da “violação do direito à propriedade privada”. Com o dobro do poder tal como anunciou como pretensão, é previsível que a reforma agrária seja impedida a todo custo, a violência no campo piore e essa oposição ao plano de direitos humanos se torne ainda mais poderosa.</p>
<p style="text-align: justify;">d) Exploração trabalhista: há muitos trabalhadores submetidos a regimes de escravidão ou semiescravidão em muitos latifúndios. A bancada ruralista, em vez de visar a justiça e a ética em suas próprias propriedades, mune-se da capacidade de resistir até mesmo contra projetos de lei de combate ao trabalho escravo, votando contra eles e perpetuando a impunidade no campo. Parece tê-lo abraçado como herança das grandes fazendas das épocas colonial e imperial. É de se observar que o pretendido crescimento eleitoral dessa turma irá dificultar ainda mais iniciativas de combate à exploração degradante de trabalho braçal no meio rural brasileiro.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;">Há muitas razões pelas quais o pretendido crescimento da bancada ruralista é algo a ser temido e contra o qual devemos nos posicionar. Essa turma nos poderes Executivo e Legislativo representa não tudo, mas muito do que não presta para o Brasil. Como povo com o dever de decidir nas urnas seu próprio futuro, devemos mostrar com nosso voto que não queremos no poder mais ninguém que a ela pertença em Brasília.</p>
<p style="text-align: justify;">Não deixemos nos enganar pela manipulação demagógica que os muitos candidatos ruralistas promoverão durante a campanha eleitoral. Não nos iludamos com aqueles que posarão de santos supostamente em defesa dos seus estados. Vamos, em vez de dobrar seu poder, expulsá-los de Brasília e das assembleias legislativas e palácios de governo de cada uma das unidades da federação. Isso abrirá o caminho para um país mais justo e respeitoso para com o meio ambiente, os animais e as pessoas que querem apenas um pedaço de terra para plantar e viver com dignidade.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="../2010/03/noticias-sobre-a-bancada-ruralista-pintando-e-bordando.html">Saiba o que a bancada ruralista vem fazendo com o Brasil, nesta coletânea de links de notícias dos últimos anos</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://consciencia.blog.br/2010/06/apoio-aos-agrotoxicos-mais-um-motivo-para-expulsar-bancada-ruralista-poder.html" target="_blank">Leia mais: Bancada ruralista é a favor de envenenar a população, sendo contra o banimento de agrotóxicos extremamente perigosos</a><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>***</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Lista de parlamentares da bancada ruralista eleit<small>@</small>s em 2006 (não deixe que ninguém se reeleja) (Fonte: <a href="http://congressoemfoco.com.br/Noticia.aspx?id=10691" target="_blank">Congresso em Foco</a>):</strong></p>
<p>Deputados federais</p>
<p>Abelardo Lupion (PFL-PR) - reeleito<br />
Afonso Hamm (PP-RS) - novo<br />
*Aelton Freitas (PL-MG) - novo<br />
Aníbal Gomes (PMDB-CE) - reeleito<br />
Aracely de Paula (PL-MG) - reeleito<br />
Armando Abílio (PSDB-PB) - reeleito<br />
Aroldo Cedraz (PFL-BA) - reeleito<br />
Átila Lins (PMDB-AM) - reeleito<br />
Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) - reeleito<br />
**Carlos Bezerra (PMDB-MT) - novo<br />
Carlos Melles (PFL-MG) - reeleito<br />
Chico da Princesa (PL-PR) - reeleito<br />
Ciro Nogueira (PP-PI) - reeleito<br />
Custódio Mattos (PSDB-MG) - reeleito<br />
Darcísio Perondi (PMDB-RS) - reeleito<br />
Dilceu Sperafico (PP-PR) - reeleito<br />
Dona Íris Rezende (PMDB-GO) - nova<br />
Edinho Bez (PMDB-SC) - reeleito<br />
Edmar Moreira (PP-MG) - reeleito<br />
*Elcione Barbalho (PMDB-PA) - nova<br />
***Eliseu Moura (PP-MA) - reeleito<br />
Eunício Oliveira (PMDB-CE) - reeleito<img title="Mais..." src="http://consciencia.blog.br/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" /><br />
*Fátima Pelaes (PMDB-AP) - nova<br />
Félix Mendonça (PFL-BA) - reeleito<img title="Mais..." src="http://consciencia.blog.br/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" /><br />
*Francisco Rodrigues (PFL-RR) - novo<br />
Gastão Vieira (PMDB-MA) - reeleito<br />
Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) - reeleito<br />
Gervásio Silva (PFL-SC) - reeleito<br />
*Giovanni Queiroz (PDT-PA) - novo<br />
Gonzaga Patriota (PSB-PE) - reeleito<br />
Herculano Anghinetti (PP-MG) - reeleito<br />
Hermes Parcianello (PMDB-PR) - reeleito<br />
Homero Pereira (PPS-MT) - novo<br />
Jaime Martins (PL-MG) - reeleito<br />
João Leão (PP-BA) - reeleito<br />
João Magalhães (PMDB-MG) - reeleito<br />
João Matos (PMDB-SC) - reeleito<br />
João Pizzolatti (PP-SC) - reeleito<br />
José Múcio Monteiro (PTB-PE) - reeleito<br />
José Rocha (PFL-BA) - reeleito<br />
José Santana de Vasconcelos (PL-MG) - reeleito<br />
*João Tota (PP-AC) - novo<br />
Jovair Arantes (PSDB-GO) - reeleito<br />
Júlio Redecker (PSDB-RS) - reeleito<br />
Jusmari de Oliveira (PFL-BA) - nova<br />
Leonardo Picciani (PMDB-RJ) - reeleito<br />
Leonardo Vilela (PSDB-GO) - reeleito<br />
Luciano Castro (PL-RR) - reeleito<br />
Luís Carlos Heinze (PP-RS) - reeleito<br />
Luiz Bittencourt (PMDB-GO) - reeleito<br />
Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) - reeleito<br />
Luiz Carlos Setim - Setim (PFL-PR) - novo<br />
Luiz Fernando Faria (PP-MG) - novo<br />
Márcio Reinaldo Moreira (PP-MG) - reeleito<br />
Marcondes Gadelha (PSB-PB) - reeleito<br />
Mauro Lopes (PMDB-MG) - reeleito<br />
Max Rosenmann (PMDB-PR) - reeleito<br />
Milton Monti (PL-SP) - reeleito<br />
Moacir Micheletto (PMDB-PR) - reeleito<br />
Nárcio Rodrigues (PSDB-MG) - reeleito<br />
Nélio Dias (PP-RN) - reeleito<br />
Nelson Marquezelli (PTB-SP) - reeleito<br />
Nelson Meurer (PP-PR) - reeleito<br />
Odílio Balbinotti (PMDB-PR) - reeleito<br />
Osmar Serraglio (PMDB-PR) - reeleito<br />
Osvaldo Reis (PMDB-TO) - reeleito<br />
Paes Landim (PTB-PI) - reeleito<br />
Pompeo de Mattos (PDT-RS) - reeleito<br />
Rafael Guerra (PSDB-MG) - reeleito<br />
Roberto Balestra (PP-GO) - reeleito<br />
Ronaldo Caiado (PFL-GO) - reeleito<br />
Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB) - reeleito<br />
Saraiva Felipe (PMDB-MG) - reeleito<br />
Sérgio de Oliveira Cunha - Petecão (PMN-AC) - novo<br />
Silas Brasileiro (PMDB-MG) - reeleito<br />
Vadão Gomes (PP-SP) - reeleito<br />
*Valdir Colatto (PMDB-SC) - novo<br />
Waldemir Moka (PMDB-MS) - reeleito<br />
Wellington Fagundes (PL-MT) - reeleito<br />
Zonta (PP-SC) - reeleito</p>
<p><em>(Nota do <strong>Arauto</strong>: adicionemos a esta lista <strong>Aldo Rebelo</strong>, que vota a favor do afrouxamento do Código Florestal. Confira <a href="http://www.ipam.org.br/noticias/-p-Codigo-Florestal-Aldo-Rebelo-diz-que-a-legislacao-e-muito-rigorosa-p-/538" target="_blank"><strong>aqui</strong></a>, <a href="http://painelflorestal.com.br/noticia-7650-aldo+rebelo+objetivo+de+reformular+o+codigo+florestal+e+preservar+a+natureza.htm" target="_blank"><strong>aqui</strong></a> e <a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=31245" target="_blank"><strong>aqui</strong></a>.)</em></p>
<p>* Atualmente, exerce mandato de senador.<br />
** Deputados de legislaturas anteriores que retornam à Câmara.<br />
*** Considerado reeleito pelo Diap, embora não exerça atualmente o mandato parlamentar (é suplente de deputado).</p>
<p>Senadores</p>
<p>Demóstenes Torres (PFL-GO) - atual<br />
Edison Lobão (PFL-MA) - atual<br />
Efraim Morais (PFL-PB) - atual<br />
Eliseu Resende (PFL-MG) - novo<br />
Expedito Junior (PPS-RO) - novo<br />
Heráclito Fortes (PFL-PI) - atual<br />
João Ribeiro (PFL-TO) - atual<br />
Joaquim Roriz (PMDB-DF) - novo<br />
Jonas Pinheiro (PFL-MT) - atual<br />
José Agripino (PFL-RN) - atual<br />
Kátia Abreu (PFL-TO) - nova<br />
Leomar Quintanilha (PCdoB-TO) - atual<br />
Leonel Pavan (PSDB-SC) - atual (é candidato a vice-governador no 2º turno)<br />
Lúcia Vânia (PSDB-GO) - atual<br />
Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) - reeleito</p>
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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Resenha do livro &#8220;Virei vegetariano, e agora?&#8221;</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Jul 2010 01:12:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boas Ideias]]></category>
		<category><![CDATA[Carne]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Leite e Ovos]]></category>
		<category><![CDATA[Livros e Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Posts e Atos de Conscientização]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Humanas]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Veg(etari)anismo]]></category>
		<category><![CDATA[Ética e Moral]]></category>

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		<description><![CDATA[Um guia compacto para os vegetarianos marinheiros de primeira viagem. Esse é o livro Virei vegetariano, e agora?, do nutricionista Eric Slywitch, um dos dois mais conhecidos e renomados profissionais da nutrição vegetariana no Brasil (o outro é George Guimarães). É uma obra de que o Brasil necessitava, em tempos de ascensão do vegetarianismo. O [...]


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<li><a href='http://consciencia.blog.br/2010/07/ser-vegetariano-nos-dias-de-branco-experimente-comecar-assim.html' rel='bookmark' title='Permanent Link: Ser vegetariano nos dias-de-branco, experimente começar assim'>Ser vegetariano nos dias-de-branco, experimente começar assim</a></li>
<li><a href='http://consciencia.blog.br/2010/01/resenha-do-documentario-meat-the-truthuma-verdade-mais-que-inconveniente.html' rel='bookmark' title='Permanent Link: Resenha do documentário Meat the Truth/Uma Verdade Mais Que Inconveniente'>Resenha do documentário Meat the Truth/Uma Verdade Mais Que Inconveniente</a></li>
</ol>]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/vireivegeagora.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5579" title="vireivegeagora" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/vireivegeagora.jpg" alt="" width="200" height="313" /></a>Um guia compacto para os vegetarianos marinheiros de primeira viagem. Esse é o livro <em>Virei vegetariano, e agora?</em>, do nutricionista Eric Slywitch, um dos dois mais conhecidos e renomados profissionais da nutrição vegetariana no Brasil (o outro é George Guimarães). É uma obra de que o Brasil necessitava, em tempos de ascensão do vegetarianismo.</p>
<p style="text-align: justify;">O leitor vegetariano, que passa por desventuras frequentes numa sociedade que costuma não respeitar o não-consumo de carne e de outros derivados animais, pode encontrar nele diversas dicas muito importantes de como sobreviver socialmente no país que mais exporta carne bovina no mundo. Também vê à sua disposição um rico leque de informações nutricionais sobre como manter um vegetarianismo saudável.</p>
<p style="text-align: justify;">De cara, no primeiro capítulo do livro, Slywitch expõe os vários motivos que levam uma pessoa a se tornar vegetariana, mas eu reconheço que senti falta de uma descrição mais rica das questões ético-filosóficas – a mais fundamental razão pró-vegetariana –, em contraste com a abundância de dados sobre razões ambientais e de saúde que justificam a adesão à alimentação ética.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao longo da obra, vemos diversas orientações, em especial aquelas relacionadas a comportamentos – até “foras” são sugeridos quando a pessoa perde a paciência com indivíduos que a chateiam com insistência por causa de sua opção alimentar –, formas de os próprios onívoros lidarem respeitosamente com os vegetarianos, questões nutricionais – o foco principal da profissão do autor –, desmascaramento de mitos sociais, biológicos, ambientais etc. e cartas de aconselhamento ao novo vegetariano e aos nutricionistas que ainda conhecem menos do que deveriam sobre alimentação sem carne.<span id="more-5578"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Um ponto bacana no livro é que ele também se orienta a onívoros, dando-lhes dicas de como lidar com os vegetarianos e como ajustar sua própria alimentação – tendo destaque a recomendação para se limitar a ingestão diária de carne a 100 gramas – para uma saúde melhor. É provável que essas dicas para os onívoros, somadas aos motivos de saúde expostos no Capítulo 1, estimulem a vegetarianização pela saúde nos leitores que ainda não deixaram de comer carne.</p>
<p style="text-align: justify;">Há, por outro lado, dois defeitos que notei na obra. Um é a enorme ênfase dada às deficiências alimentares – o livro deixa a entender que a deficiência alimentar é uma ameaçadora endemia quase generalizada na humanidade, tanto para onívoros como para vegetarianos, variando apenas o nutriente em carência –, o que pode dar aos “alfacistas” e polemistas antivegetarianos a impressão de que a quase-generalização da questão das carências nutricionais estaria sendo usada para “justificar” e “mascarar” a suposta fraqueza do vegetarianismo, gerando uma brecha para mais ataques que confundirão pessoas leigas.</p>
<p style="text-align: justify;">O outro ponto questionável, ainda que não tão importante no universo do vegetarianismo, é a leve mistureba entre ciência e religião no Capítulo 4, no qual Slywitch tenta afirmar que religião e espiritualidade têm uma “ciência” própria cujas regras metodológicas ainda estariam para ser descobertas – o que, para ateus e céticos, é apenas um reflexo das crenças do próprio autor. E uma pessoa que faz uso corriqueiro da ciência tentar dar à religião um caráter de “verdade metódica” comparável ao método científico pode ter inesperados efeitos negativos, como o estímulo não intencional à pseudociência.</p>
<p style="text-align: justify;">À parte a preocupação talvez superestimada com carências nutricionais, o livro de Slywitch é importantíssimo como guia “de bolso” (aguardemos a versão de bolso!) para os recém-vegetarianos, que ainda estão aprendendo a viver com seu novo hábito alimentar. Hoje em dia há uma enorme necessidade de livros pró-vegetarianos e pró-direitos animais no Brasil, e o <em>Virei vegetariano, e agora?</em> supre essa demanda. Que venham mais livros em breve!</p>
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		<title>Conscientização ambientalista e animalista: reações furiosas, paradigmas de pensamento e preconceitos</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jul 2010 21:07:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alienação e Conformismo]]></category>
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<p><img class="aligncenter" title="xingamentos" src="http://petcivilufjf.files.wordpress.com/2010/05/palavrao.jpg" alt="" width="371" height="240" /></p>
<p style="text-align: justify;">Algo muito visto hoje em dia é a rejeição ofensiva aos ideais do ambientalismo e do abolicionismo animal. Muita gente, mesmo algumas pessoas que se dizem politizadas e ávidas por um mundo melhor, quando se deparam com um debate sobre direitos animais e a interrupção do modelo tradicional insustentável de desenvolvimento econômico num blog ou fórum de debates públicos, costuma reagir com desdém e até grosseria aos argumentos apresentados. Tentarei abaixo descrever melhor minha experiência recente convivendo com esse comportamento e especular por que ele acontece.</p>
<p style="text-align: justify;">Tenho visto, em diversos debates lançados por mim ou por outros defensores ambientalistas ou animalistas, que as reações mais frequentes vão do desdém raivoso (“Vai arrumar o que fazer, vai arrumar mulher!”, “De novo esses ecochatos?!”, “Esses vegans são uns pentelhos mesmo...”, “Quanta frescura, quanta ecochatice!”, “por que você não experimenta viver sem remédios?” etc.) à contra-argumentação ofensiva, na qual uma troca de argumentações até acontece, mas o lado receptor termina descambando no baixo nível, com agressividade e ataques ad hominem. Isso sem falar no clássico “Enquanto crianças estão morrendo de fome, você vem falar de animais (ou de mato)?!”</p>
<p style="text-align: justify;">Nos meus debates mais recentes (este artigo é de julho de 2010), em que abordei o desmatamento do estuário onde se localiza o Porto de Suape e a campanha do governo e de organizações científicas em favor do uso de animais em pesquisa, percebi a mesma linha de reações. Ainda houve uma contraparte de pessoas que apoiaram meu discurso e até tentaram defendê-lo para os opostos – bem menor no caso do texto sobre a experimentação animal –, mas terminou prevalecendo a reação raivosa.</p>
<p style="text-align: justify;">Em vez de pessoas desejosas de conhecer a ideia e pensar um pouco melhor se o que pensavam até então não era algo tão óbvio, ou querendo expor contra-argumentos num debate civilizado em que se dissesse, por exemplo, “Veja bem, não é assim como você pensa, porque...”, o que vi foi infelizmente uma demonstração forte de incômodo com o que foi exposto. A ideia exposta, mesmo que não fizesse apologia a qualquer forma de violência, injustiça  ou supremacismo – muito pelo contrário, observe-se – nem incidisse em acusações injustas, gerou um furor contagiante, com acusações de “choradeira” e “criticar por criticar”, ironias e outras formas de desdém.<span id="more-5576"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Algumas pessoas opostas, mesmo de forma agressiva, mostraram seus pontos de vista, cuja compilação posso resumir em dois tópicos:<br />
- O progresso é essencial à humanidade, mesmo que seja promovido a qualquer custo, mesmo que destrua todo o verde do mundo. Não há meio termo, mas sim uma dicotomia inviolável: ou se devasta e se polui tudo aquilo que seja “necessário” derrubar e contaminar para salvar os seres humanos da pobreza e do atraso, ou se preserva o verde que resta, fazendo a civilização correr o risco de cair na estagnação ou mesmo na retração tecnológica.<br />
- Os interesses dos seres humanos são supremos no planeta, pelo fato de o ser humano ser a espécie superior e dominante. Mesmo dez mil animais não-humanos, tais como camundongos “de laboratório” ou bois do gado “de corte”, não valem o que uma única pessoa vale. Assim sendo, é perfeitamente justificável infligir sofrimento e morte aos bichos que servem à humanidade (como carne ou como cobaias) para que esta seja poupada de sofrer e não seja privada de suas necessidades.</p>
<p style="text-align: justify;">E alguns expressaram: quem se opusesse a esse pensamento deveria seguir uma vida silvestre numa floresta, afastado de qualquer tecnologia, e recusar qualquer tratamento medicamentoso, mesmo que morresse nessas condições.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, houve muitas cobranças de que eu mostrasse alternativas prontas – ou disponíveis a curto prazo – e obviamente aprováveis tanto à destruição da vegetação estuarina que rodeia Suape como às experiências em cobaias. Se eu não as mostrasse, meus argumentos não valeriam de nada, seriam vazios, nada além de um inócuo “criticar por criticar”. Ignorou-se (reconheço também que deixei de expor esse detalhe) que já há militantes das causas atuando para trazer, a médio ou longo prazo a despeito das cobranças dos críticos, essas alternativas, e que estas invariavelmente requerem tempo, interesse generalizado, empenho, paciência e, acima de tudo, uma teoria ética pré-existente que justifique tal trabalho material.</p>
<p style="text-align: justify;">A impressão que dá é que a teoria não pode influenciar a realidade e só pode ser gerada e exposta quando existir um precedente material pronto, ignorando-se que a teoria é que justifica a criação do material que, uma vez aplicado, servirá de alternativa ao paradigma destrutivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Não condeno ninguém por manifestar tais atitudes nem comento particularmente cada um que as manifestou, até porque não é costume meu falar de pessoas, mas sim de ideias. Mas posso analisar o paradigma social por trás de tudo isso.</p>
<p style="text-align: justify;">Percebe-se que ainda prevalece com força na sociedade o pensamento antropocêntrico e imediatista, pelo qual vale tudo para se garantir o bem-estar dos seres humanos de hoje, em detrimento dos seres não-humanos e mesmo dos interesses das gerações humanas futuras. O que vale são as pessoas de hoje, que vivem agora.</p>
<p style="text-align: justify;">Terminam assim excluídos do círculo moral prevalente os humanos do futuro, que no presente  nada mais são do que personagens inexistentes, restritos neste instante à mera imaginação humana e cuja existência futura não é sequer certa, e os animais do presente, que, não tendo concepções racionais de senso moral nem capacidade de verbalizar seus interesses, sentimentos e sofrimentos, são julgados seres inferiores, entes marginais perante as supremacistas vontades humanas e exploráveis em prol do engrandecimento da vida humana atual.</p>
<p style="text-align: justify;">Há uma carência crônica de senso de alteridade, de capacidade ético-moral para se pôr no lugar de outrem – do boi que sente cheiro de sangue e muge alto às portas do matadouro, do camundongo que sibila sofrendo de câncer ou do indivíduo humano que, nascido no século 22, encontra condições ambientais degradadas e hostis demais para permitir uma vida minimamente confortável.</p>
<p style="text-align: justify;">Não se tem o costume de pensar que, em vez de camundongos ou caranguejos, os seres ameaçados e tratados como inferiores poderiam ser (ou melhor, às vezes são) os próprios humanos. O mesmo indivíduo que esculacha “ecochatos” não se põe na pele, por exemplo, de um pescador que, mesmo morando a dezenas de quilômetros de Suape, será alheado de seu ganha-pão pela escassez de peixes no mar de Boa Viagem ou de Candeias, onde pesca. O mesmo que desqualifica com ad hominem o defensor animal contrário à vivissecção não se dá ao trabalho de imaginar que poderia ter nascido como um cão “de laboratório”, preso perpetuamente num canil individual e submetido a experiências tortuosas, em vez de como humano livre.</p>
<p style="text-align: justify;">Além do interesse imediatista e egoísta e da carência de alteridade, é marcante o aprisionamento das ideias das pessoas a dicotomias que não dificilmente se mostram falsas – por exemplo, ou o camundongo ou o ser humano, não havendo possibilidade de ambos saírem vivos e sãos mesmo num futuro próximo; ou o mangue ou o desenvolvimento de Suape, não existindo a alternativa do desenvolvimento sustentável que poupe o manguezal e redefina a posição geográfica das indústrias do futuro. Para se livrar desse pensamento dicotômico, a pessoa exige que sejam apresentadas alternativas prontas para serem aplicadas, ignorando-se, repito, que a teoria é essencial para que haja a criação material das novas opções.</p>
<p style="text-align: justify;">E a grosseria, a reação raivosa, a disposição de atacar em vez de questionar ou debater? Posso atribuí-la ao apego visceral ao modelo de vida vigente, paralelamente aos preconceitos existentes sobre os ambientalistas e defensores dos animais. Acha-se erroneamente que os “ecochatos”, aqueles que denunciam mas não dão alternativas a priori prontas, querem abolir as tecnologias poluentes sem dar uma contrapartida sustentável e ameaçam o progresso econômico em curso, sendo ignorados em seus apelos ao desenvolvimento sustentável.</p>
<p style="text-align: justify;">Da mesma forma, os defensores animais, cada vez mais generalizados pelo lado mais maldoso do senso comum como “vegans” (forma inglesa de “veganos”, usada muitas vezes em tom de menosprezo), são vistos como gente que prefere a vida animal não-humana à humana, ignorando-se que a defesa da libertação animal é pela igualdade moral das espécies sencientes, não pela inversão do desequilíbrio da balança, e também que a argumentação antivivisseccionista leva em conta que é a pressão ativista que irá inspirar alternativas de pesquisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse preconceito inclui-se também a rejeição a tudo aquilo que supostamente ameace o status quo de desenvolvimento, “avanço” científico, bem-estar e conforto. Não se pensa que a proposta é mudar o sistema, reformando aos poucos os métodos de desenvolver e pesquisar, mas sim que é acabar com ele e não deixar nada no lugar, o que gera medo e reação viscerais. Pois, afinal, quem traz ideias “idiotas” e “absurdas” tem mais é que ser esculachado e ridicularizado – pensa-se. Poucos conseguem canalizar esses sentimentos de modo a questionar racionalmente a validade dos argumentos ambientalistas e animalistas.</p>
<p style="text-align: justify;">São esses preconceitos e as reações raivosas de muitos leitores que tornam a conscientização um fardo para quem a conduz. Uma vez que faltam às pessoas o sentimento da alteridade e noções básicas de direitos animais e ambientalismo sustentabilista, faz-se necessário que os conscientizadores trabalhem em introduções ou recomendem artigos ou livros que introduzam a esses assuntos.</p>
<p style="text-align: justify;">Que fique claro, todavia, que a reação antipática não deve intimidar quem conscientiza. Houve resistência furiosa em outros momentos da história – por exemplo, à conquista de direitos civis pelas mulheres e à abolição da escravidão humana –, e estamos em um momento  semelhante, em que há um mundo melhor no horizonte e este só será conquistado com persistência e cabeça fria.</p>
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		<title>Analisando um comercial de requintes discriminatórios</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jul 2010 02:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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<p style="text-align: justify;">Deixo claro que a intenção não é "queimar" a Renault, mas alertar à população e à própria agência de publicidade que elaborou o comercial abaixo sobre como a publicidade televisiva tem um forte viés discriminatório no que se refere a negr<small>@</small>s e mulheres.</p>
<p style="text-align: justify;">Um trabalho de um grupo de colegas do qual eu participei foi apresentado no Congresso Internacional de Ética e Direitos Humanos, que aconteceu no começo do mês no CCSA/UFPE e falava do rarefeito lado literalmente negro da publicidade televisiva no Brasil. O trabalho mostrava que é evidente como há uma ausência sistemática da pessoa negra nessas propagandas e como ela, quando presente, tem quase sempre uma participação desvalorizada, baseada em estereótipos e na submissão.</p>
<p style="text-align: justify;">É o que vemos na propaganda abaixo. Mas, neste caso, não só do negro, mas também da mulher.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/z4vbj3b_a_E&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1?color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/z4vbj3b_a_E&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1?color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">Reparem: o homem branco é o protagonista e fala tudo, uma pessoa extremamente ativa, enquanto o negro, seu colega, fica completamente silencioso, sempre passivo e, pasmem, termina sendo derrubado no esgoto!</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de o negro ser sacado do comercial, aparece a mulher casada, vestida de noiva. Também passiva e silenciosa perante o superativo protagonista branco.<span id="more-5570"></span></p>
<p style="text-align: justify;">São dois destratamentos de "minorias" -- minorias enormes, considerando que a categoria "negra", que soma a população parda (pele morena ou negra-clara) e preta (pele escura ou muito escura), correspondia em 2000 a 44,7% (Censo 2000 IBGE) e que há mais mulheres (50,78% da população em 2000) que homens no Brasil -- em um só comercial.</p>
<p style="text-align: justify;">Primeiro, o negro rebaixado, tratado como pessoa de segunda classe como acontece desde sempre no Brasil. Calado, passivo, de longe sem a mesma importância do branco, e ainda termina humilhado por ser jogado no bueiro pela chegada da mulher. Não apresenta um status explicitamente marginalizado ou submisso, mas é mantido na passividade, não sendo participativo no monólogo do branco. Pergunto: por que o protagonista tinha que ser o branco, não o negro?</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo, a mulher "feita" para casar, para ser esposa. A mulher só aparece no comercial porque o protagonista falou rejeitando o casamento. É explorado o estereótipo da mulher-esposa, da mulher sob tutela do marido, desprovida de autonomia e autodeterminação. Esse estereótipo ainda é reforçado com uma pitada de submissão, já que ela também não fala nada, se mantém silenciosa e passiva assim como o negro que foi jogado no esgoto. É secundária, não é participativa. Pergunto também: por que o protagonista tinha que ser o homem, não a mulher?</p>
<p style="text-align: justify;">E por que se preferiu não fazer <small>@</small>s personagens do comercial igualitári<small>@</small>s na conversa, com o negro e, em seguida, a mulher conversando de igual para igual com o protagonista homem branco? E por que o negro teve que terminar sua participação de forma humilhante, sendo jogado no esgoto pela silenciosa mulher-noiva?</p>
<p style="text-align: justify;">E, no final, o homem branco é o supremo. Dono e motorista do Clio. Longe do seu colega negro, que devia àquela hora estar se sufocando com o pestilento mau cheiro do esgoto onde caiu, e ao lado da sua submissa e passiva esposa vestida de noiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Em tempos de luta dos movimentos negros e feministas, ainda temos que ver esse tipo de comercial, discriminatório e rebaixante, que valoriza o homem branco e degrada a imagem dos homens negros e das mulheres (de qualquer raça).</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Atualização (15/07/10, 23:11):</strong> O comercial acima foi denunciado ao <a href="http://www.conar.org.br/" target="_blank"><strong>CONAR</strong></a> com os argumentos acima.</p>
<a href="http://www.seomaster.com.br/bookmark.html" style="border:none; text-decoration:none" onmouseover="sb_plugin('http://consciencia.blog.br/2010/07/analisando-um-comercial-de-requintes-discriminatorios.html','Analisando um comercial de requintes discriminatórios'); return sb_showMenu(this)" onmouseout="sb_close()" onclick="return sb_open()"> 
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		<title>Não desista do Brasil</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Jul 2010 12:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esta mensagem é para você que, vendo tantos problemas sociais e políticos no Brasil e sem saber se há solução para eles, afirma que gostaria muito de ir embora e morar num país menos problemático. Para você que afirma algo como “O Brasil não tem mais jeito. Não dá para viver direito aqui. Quero fugir [...]


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<p style="text-align: justify;">Esta mensagem é para você que, vendo tantos problemas sociais e políticos no Brasil e sem saber se há solução para eles, afirma que gostaria muito de ir embora e morar num país menos problemático. Para você que afirma algo como “O Brasil não tem mais jeito. Não dá para viver direito aqui. Quero fugir pra um outro país e viver mais dignamente.”</p>
<p style="text-align: justify;">Diante de um cenário de violência em alta, distribuição indecente de renda, corrupção, promessas eleitorais descumpridas, ensino público caindo aos pedaços etc., realmente é sedutora a imagem de morar no Canadá, ou na Inglaterra, ou na Austrália, ou na Alemanha... longe do caos sociopolítico que nos tem como cativos. Mas pergunto: será que isso realmente é o melhor a se fazer?</p>
<p style="text-align: justify;">Penso que o que faria uma pessoa voltar atrás de sua vontade emigratória seria que o Brasil se tornasse uma nação livre de tantos problemas, ou pelo menos com esses defeitos em um grau muito menor. Creio que você esteja concordando comigo. Mas como você espera que isso aconteça, se um número insuficiente de pessoas se engaja em tentar consertar nosso país?</p>
<p style="text-align: justify;">De fato vemos, de um lado, governos que não cumprem o papel de trabalhar pelo povo, de assegurar o cumprimento e respeito dos direitos sociais que temos. Governos ocupados por pessoas que buscam interesses próprios, não o bem comum, e para isso promovem atos de negligência social, corrupção e atendimento de lobbies escusos.</p>
<p style="text-align: justify;">Do outro, há um povo dormindo em berço esplêndido, esquecendo o que nossa Constituição diz sobre a cidadania ser fundamento da República brasileira e todo o poder emanar do povo. Uma população que não tem como costume exigir justiça social dos governantes, ou protestar contra quem lhe faz mal, preferindo aceitar o estado de coisas enquanto ele não se torna absolutamente insuportável. Há exceções, gente que faz valer seu atributo de cidadãos, mas ainda assim é muito pouca para melhorar substancialmente o Brasil. <span id="more-5534"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Pergunto a você: quem te inspira mais? Aqueles que manifestam o desejo de se mudar para o exterior e esquecer os problemas de seu país de origem, ou os que trabalham duro e fomentam diariamente a esperança, a qual de tempos em tempos aflora em você e em outras pessoas, pelas mudanças de que a nação precisa? Quem dá mais motivos de apreciação? Cabe a você refletir.</p>
<p style="text-align: justify;">Ir embora para outra nação por desistência da terra natal pode ser reconfortante, o El Dorado para quem tem condições de emigrar e construir uma vida lá fora. Mas fará mal para as pessoas que são deixadas para trás. Quando tomamos tal atitude, estamos demonstrando que não nos importamos com as pessoas que convivem conosco no nosso bairro, cidade, estado e país. Estamos mostrando, mesmo que não pensemos explicitamente assim, que não damos a mínima para o nosso próximo. Terminamos dando a ideia de que queremos mais que o Brasil e quem vive nele afundem longe de nós, com todos os seus problemas ditos insolúveis.</p>
<p style="text-align: justify;">É de se pensar: se cem mil brasileiros, em vez de se manterem conformados ou se autoexilarem por desalento social, começassem a exercer seus potenciais com espírito de cidadão, fariam toda a diferença, mesmo nacionalmente. Nossa sociedade já se tornaria bem mais politizada do que é hoje, teria muito mais poder para reivindicar justiça social e até melhorar a vida de conterrâneos pelo voluntariado. A que população você preferiria pertencer? À de quem desligou todas as possibilidades de agir pelo bem do seu país por se exilar, ou à dos cem mil que transformaram sua indignação concentrada em cidadania ativa?</p>
<p style="text-align: justify;">É de se considerar também que, em vários momentos da História mundial, muitas pessoas preferiram não só manter o apego fiel ao seu país e sociedade como também forçar melhorias no lugar onde viviam. Em vez de dizer “Eu queria muito ir embora daqui porque aqui não tem mais jeito”, disseram “Aqui é cheio de problemas, mas nós vamos fazer com que os resolvam”. Preferiram consertar a barca a abandoná-la furada.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse foi o caso dos operários europeus que, a partir do século 19, passaram a lutar por direitos trabalhistas e conseguiram, para sua geração e as seguintes, um trabalho de condições e remuneração muito mais dignas; das feministas que, também desde o século 19, pressionaram os governos a lhes dar direitos que só os homens tinham, como o voto, o estudo, o trabalho remunerado e a participação política ativa; dos estudantes chilenos que, depois de intensivos protestos em 2006, obrigaram a então presidente Michelle Bachelet a promover melhorias na educação, prejudicada pela política desde a época do ditador Pinochet.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi o caso também dos jovens franceses, que, também em 2006, protestaram com força até provocarem o arquivamento de um opressivo programa de primeiro emprego; dos negros estadunidenses que, nas décadas de 1950 e 60, a partir da ação de pessoas como Rosa Parks e Martin Luther King Jr., derrubaram o estado de coisas racista então vigente em seu país e proporcionaram à sua raça mais dignidade social; dos iugoslavos que, em 2000, impediram que o ditador genocida Slobodan Milosevic fosse reeleito por fraude e forçaram sua renúncia; entre tantos outros casos de ativismo cidadão de pessoas que, em vez de fugir para encontrar uma vida melhor, construíram essa vida melhor em suas próprias pátrias.</p>
<p style="text-align: justify;">É de se pensar também: esses países que os brasileiros vislumbram como um lar muito melhor do que o Brasil só se tornaram lugares dignos justamente porque seus cidadãos antepassados ou contemporâneos, em vez de pensar conformisticamente ou buscar autoexílio, lutaram pela dignidade, pelo direito de viver com decência. Não fossem essas lutas cidadãs, a tão desejada Europa ainda hoje estaria com sua população assalariada em situação de penúria e exploração; diversos países europeus e americanos ainda estariam sob jugo de ditaduras sangrentas; o Canadá e a Austrália seriam apenas colônias oprimidas da Grã-Bretanha, não países soberanos e livres – ainda que tendo mesmo hoje a rainha britânica como chefe de Estado.</p>
<p style="text-align: justify;">Você então passa a querer perguntar a mim: “Como é que nós vamos resolver alguma coisa? Como vamos consertar esse país tão falho?”. O melhor a fazer é você começar a mudar o país iniciando o processo por VOCÊ MESMO. Desapegue-se aos poucos do costume de ver a programação fútil da televisão, que te induz à alienação e ao conformismo. Leia livros que te ensinem a compreender nossa realidade socioeconômica e política de uma forma diferente da que a TV nos induz a enxergar.</p>
<p style="text-align: justify;">Em vez de sempre falar sobre as banalidades do dia-a-dia, sobre dinheiro, novelas, carros, música, celebridades etc., reserve um pouco de seu tempo para conversar com quem entende de política e sociedade. Procure também conhecer o trabalho de ONGs cidadãs, que atuam contra a violência, a corrupção, a miséria etc. e/ou a favor dos direitos humanos, do meio ambiente, dos animais, da educação, da democracia... Você poderá se interessar por alguma(s) e aderir a ela(s) como sócio ativo ou mensalista.</p>
<p style="text-align: justify;">Dedique pelo menos um dia por quinzena para usar suas habilidades de trabalho para atividades de cidadania. Se você é webdesigner, crie voluntariamente um site para uma ONG ou um layout para um blog ciberativista. Se você é pintor, pinte cartazes de protesto contra algum mal que esteja prejudicando a sociedade, faça uma cotinha para imprimir cópias e distribua para as pessoas nos ônibus ou na rua. Se você trabalha escrevendo, escreva textos direcionados à conscientização das pessoas, os quais podem ser xerocados e distribuídos nas ruas, nas escolas e faculdades, no trabalho, na vizinhança... Se você tem alguma outra habilidade profissional, pense direitinho e procure saber como utilizá-la pelo bem comum.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você deseja um país melhor, precisa começar a mudá-lo de dentro para fora, a partir de você mesmo. Quanto mais pessoas assimilam a atitude de mudar o estado de coisas nesse sentido, maior é a população disposta a lutar pela cobrança de mudanças. Maior é a quantidade de gente suficientemente consciente para se habilitar a aderir a manifestações – não obrigatoriamente insurretas e violentas – em prol de forçar o poder público a se adequar a nossas necessidades e direitos.</p>
<p style="text-align: justify;">Compreenda que dizer “eu quero ir embora porque aqui não tem mais jeito”, exceto em últimos casos, não é uma atitude bonita, não é algo digno de uma pessoa que se importa com o próximo e com a sociedade. Se você quer viver honradamente, realmente deseja que o país, região, estado, cidade ou localidade em que vive melhorem e não quer passar a vergonha de ser “expulso” sem resistir de um território por ele ser muito problemático (embora não esteja sofrendo com conflito armado ou catástrofe natural), você precisa fazer a melhoria acontecer.</p>
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		<title>As causas reais das enchentes da Zona da Mata nordestina (Parte 2)</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jul 2010 22:55:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Associação dos Geógrafos Brasileiros - seção Recife também explica as causas das enchentes que devastaram diversas cidades na Zona da Mata alagoana e pernambucana. Dessa vez, junta as questões ambientais, abordadas competentemente no programa Nordeste Viver e Preservar, com fatores socioeconômicos, de como o latifúndio canavieiro e o empobrecimento da população dessa região causado [...]


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<p style="text-align: justify;">A Associação dos Geógrafos Brasileiros - seção Recife também explica as causas das enchentes que devastaram diversas cidades na Zona da Mata alagoana e pernambucana. Dessa vez, junta as questões ambientais, <a href="http://consciencia.blog.br/2010/07/causas-reais-das-enchentes-da-zona-da-mata-nordestina.html" target="_blank"><strong>abordadas competentemente no programa Nordeste Viver e Preservar</strong></a>, com fatores socioeconômicos, de como o latifúndio canavieiro e o empobrecimento da população dessa região causado pela concentração de terras e de renda levaram à degradação ambiental que terminou causando tal catástrofe.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://agb-recife.blogspot.com/2010/06/nota-publica-sobre-as-enchentes-em_28.html" target="_blank"><strong>Nota pública sobre as enchentes em Pernambuco e Alagoas</strong></a><br />
<em>escrita em nome da Associação dos Geógrafos Brasileiros</em></p>
<p style="text-align: justify;">Mais de 80 mil pessoas, só em Pernambuco, tiveram suas casas parcial ou completamente destruídas pela enxurrada. As enchentes causaram, até agora, 17 mortes só em Pernambuco, oito em Recife. Apenas em Alagoas estima-se 600 desaparecidos. Em Pernambuco, 80 municípios estão afetados e 59 cidades atingidas diretamente, 30 estão em situação de emergência, e 9 em estado de calamidade pública. Oitenta pontes foram arrastadas e 2.103 Km de estradas danificadas. As informações demoram a chegar e vem à medida que os acessos às cidades são restabelecidos pelo exército.</p>
<p style="text-align: justify;">A força das águas provocou transbordamento de rios, sangramento das barragens, levou até um tanque de armazenamento de uma usina de açúcar que pesava 180 toneladas. Faltam comida e água, não há comércio para vender absolutamente nada. Diversas cidades estão sem energia elétrica, sem abastecimento de água potável, sem hospitais, sem delegacia, presídios foram destruídos e os bancos estão fechados. O CENÁRIO É DE GUERRA. As pessoas já passam a brigar na rua por qualquer pedaço de comida achado no meio dos entulhos e lama.</p>
<p style="text-align: justify;">Cidades inteiras estão devastadas. Após a enxurrada, a cidade mais populosa da Mata Sul do Estado de Pernambuco, Palmares, com 56 mil habitantes, está completamente destruída e sem acesso por terra. A ponte sob o Rio Una, na BR 101, foi carregada pelas águas.  Cortês, na mesma região, foi varrida pelo Rio Sirinhaém e só sobra destroços onde antes era uma cidade.  O governo estadual e federal mobilizou as forças armadas, estão sendo desenvolvidos os trabalhos de reestruturação básica, religamento de  luz e água potável, os serviços de telefonia móvel estão sendo reestruturados, bem como a montagem de hospitais de campanha.<span id="more-5529"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Mas a verdade deve ser dita. Sabemos que o clima na Zona da Mata de Pernambuco e Alagoas é As’ (Tropical quente e úmido com chuvas no outono-inverno), no qual são comuns, nesse período, chuvas contínuas e de grande intensidade, com precipitações que podem chegar de 1.500mm a 2.500 mm anuais. A Zona da Mata de Pernambuco é caracterizada ainda pelas formações geomorfológicas de “mares de morros” e alguns pontos, principalemente em Alagoas, pelos tabuleiros costeiros, com solos argilo-arenosos, com rios que correm em meandros, sem mais a existência da Mata Atlântica.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1963, na primeira edição do livro A Terra e o Homem no Nordeste, o geógrafo Manuel Correia de Andrade já descrevia o processo de ocupação urbana da Zona da Mata açucareira do Nordeste da seguinte forma:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>“As cidades surgiram nas encostas, pois se procuravam a proximidade com os rios, temiam a invasão das águas durante as enchentes, enchentes sempre violentas pela rapidez com que se apresentavam e pela excessiva oscilação do débito dos rios, de vez que estes, tendo a maior extensão dos seus cursos nas áreas semi-áridas do Agreste e Sertão, possuem a irregularidade típica dos rios de caatinga. Irregularidade expressas pela ausência d’água no leito durante o estio e pelo transbordamento para a várzea, alagando e encharcando os canaviais, na estação das chuvas.”</em></p>
<p style="text-align: justify;">Nada mudou de 1963 para 2010. Ao longo de vários anos, a monocultura da cana de açúcar transformou o espaço da Zona da Mata do Nordeste, em um espaço de “confinamento da pobreza” e degradação das relações sociais. O latifúndio da cana, não só deteriorou as condições sociais dos trabalhadores ao longo de vários anos, como também causou graves crimes ambientais, dentre eles, a completa destruição da Mata Atlântica e das matas ciliares, alteração de leitos de rios e seus afluentes, construções de barragens e diques, poluição dos cursos d’água, corte de encostas e muitos outros crimes.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos últimos 20 anos, os grandes usineiros e donos de latifúndio da cana, confinaram a pobreza nas cidades de pequeno e médio porte, onde os trabalhadores vivem na dependência do ciclo da cana, do chamado período de moagem das usinas, período em que o cheiro do vinhoto despejado nos córregos e rios, da moagem da cana e das grandes queimadas torna o ar carregado de fuligem e nos remetem a realidade da pobreza e da exploração, fazendo parte da dura realidade das cidades das Zonas da Mata de Pernambuco e Alagoas.</p>
<p style="text-align: justify;">A decadência e fechamento de várias usinas de cana de açúcar nos dois estados, o fim dos incentivos governamentais na década de 90 para a produção do álcool e a conseqüente migração dos investimentos, por parte dos usineiros locais, para o Sudeste e Centro Oeste brasileiro, agravou ainda mais a situação. Os trabalhadores que viviam da cana passaram a viver do comércio, e a falta de estrutura de um sistema produtivo com o crescimento populacional das cidades de pequeno e médio porte, fazem da Zona da Mata ainda um lugar da pobreza.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, o resultado de uma desigual ocupação do espaço, aliado aos fatores sociais, a falta de investimentos nas cidades da zona da mata, bem como a não existência de uma articulada rede de prevenção de catástrofes naturais no território nacional, capaz de prevenir fenômenos meteorológicos com mais precisão e eficiência, dando tempo à defesa civil alertar e divulgar medidas cautelares aos moradores das cidades ribeirinhas vem prejudicar mais gravemente os trabalhadores e os mais pobres que vivem na região.</p>
<p style="text-align: justify;">É com este pensamento e avaliação que nós, da Associação dos Geógrafos Brasileiros - Seção Recife, nos solidarizamos ao povo Pernambucano e Alagoano apontando o real culpado pelo os estragos, o latifúndio da cana de açúcar e não apenas a grande quantidade de chuvas.</p>
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		<title>Frase da semana (4-10/07)</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 10:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alienação e Conformismo]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura de Massas]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino Público]]></category>
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		<description><![CDATA["Brasil ficou entre 8 melhores do mundo no futebol e ficou triste.É 85º em educação e não há tristeza." Cristovam Buarque, senador A frase já diz por si só. Reflita sobre ela. Posts relacionados:Frase(s) da semana (04-10/04) Frase da semana (25-31/07) Frase da semana (30/05-05/06)


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<p style="text-align: justify;"><em><strong>"Brasil ficou entre 8 melhores do mundo no futebol e ficou triste.É 85º em educação e não há tristeza."</strong></em> Cristovam Buarque, senador</p>
<p style="text-align: justify;">A frase já diz por si só. Reflita sobre ela.</p>
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		<title>Nacionalixo</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Jul 2010 20:59:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antropocentrismo]]></category>
		<category><![CDATA[Assassinato e Matança de Animais]]></category>
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		<description><![CDATA[No Consciência Efervescente eu falei uma vez sobre o nacionalixo, isto é, nacionalismo que desperta os mais absurdos sentimentos e valores em pessoas que passam a ser comportar como fanátic@s religios@s da pior categoria por causa da suposta superioridade internacional de seu país -- ele ter um valor que nenhum outro país no mundo teria -- [...]


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<p style="text-align: justify;">No Consciência Efervescente <strong><a href="http://conscienciaefervescente.blogspot.com/2009/11/nacionalixo.html" target="_blank">eu falei uma vez</a></strong> sobre o nacionalixo, isto é, nacionalismo que desperta os mais absurdos sentimentos e valores em pessoas que passam a ser comportar como fanátic<small>@</small>s religios<small>@</small>s da pior categoria por causa da suposta superioridade internacional de seu país -- ele ter um valor que nenhum outro país no mundo teria -- ou por um orgulho patriótico que passa dos limites do bom senso.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje o nacionalixo da vez atua contra os animais não-humanos: para <small>@</small>s nacionalistas mais irracionais, o Japão é "O Pais", e por isso tem todo o direito de assassinar baleias pelo mundo, violando as convenções internacionais por uma tradição de opressão e matança.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em> <strong><a href="http://www.anda.jor.br/?p=71307" target="_blank">Japão protesta contra documentário sobre matança de golfinhos</a></strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Protestos de nacionalistas japoneses marcaram a estreia, neste sábado, do documentário “The Cove” (“A Cova”), sobre a matança de golfinhos nos cinemas do Japão. O filme foi premiado com o Oscar de melhor documentário de longa metragem em 2010 e mostra como um grupo de cineastas usou câmeras ocultas para documentar a matança de golfinhos pelos pescadores da aldeia japonesa de Taiji.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>“The Cove” tem como apresentador o ambientalista Rick O’Barry, que foi treinador dos golfinhos que apareciam na série de televisão norte-americana “Flipper”.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O documentário estreou em apenas seis cinemas em todo o Japão; alguns deles estavam vazios no primeiro dia. Outros 18 cinemas planejam exibir o filme no futuro. No cinema de arte Image Forum, em Tóquio, <strong>cerca de 30 manifestantes nacionalistas gritaram slogans contra o filme e agitaram bandeiras imperiais japonesas do tempo da II Guerra Mundial.</strong> A polícia teve de intervir para separá-los de um grupo de ambientalistas e evitar brigas.<span id="more-5462"></span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>No mês passado, três salas cancelaram a planejada exibição de “The Cove” <strong>depois de protestos de manifestantes nacionalistas</strong> e de uma campanha de telefonemas. A questão se transformou em um debate sobre a liberdade de expressão e o direito à informação, com os principais jornais do Japão condenando os cancelamentos em seus editoriais. O Yokohama New Theater, um cinema pequeno perto de Tóquio, obteve uma ordem judicial para manter os ativistas nacionalistas à distância, depois de eles fazerem vários protestos às suas portas.</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Pelo que me parece, <small>@</small>s nacionalistas japonesæs acham que o The Cove é uma tentativa de desmoralizar o Japão perante o mundo -- sendo a desmoralização, na verdade, a própria pesca de baleias em si, que mostra que o Japão não se importa com sua própria reputação na comunidade internacional e tem o derramamento de sangue entre suas tradições mais "nobres".</p>
<p style="text-align: justify;">É certo que hoje em dia nenhum país do mundo realmente se importa com os direitos animais, estando alguns países europeus engatinhando no que se refere a garantir politicamente algum direito aos animais que não seja apenas a vedação de maus tratos. Mas prezar pela vida selvagem, como a das baleias, é um primeiro passo para que evolua o pensamento do mundo em relação aos direitos animais.</p>
<p style="text-align: justify;">E o nacionalismo dessæs japonesæs que protestam se mostra partidário do atraso, da aversão aos direitos de outras vidas, da continuação das tradições cruéis e viciosas -- assim como qualquer nacionalismo xenofóbico e racista do passado e do presente.</p>
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		<title>Exemplos de androcentrismo e machismo na sociedade brasileira</title>
		<link>http://consciencia.blog.br/2010/07/exemplos-de-androcentrismo-machismo-na-sociedade-brasileira.html</link>
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		<pubDate>Sat, 03 Jul 2010 19:01:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Androcentrismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Abaixo mais um texto sobre como o androcentrismo se entranhou nos aspectos mais banais da vida social no Brasil, incluindo a linguagem. Do site da Rede Mulher, eu trouxe o texto de Vera Vieira sobre como a discriminação contra mulheres se arraigou na representações sociais imagéticas e linguísticas no país sobre o sexo feminino.   [...]


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<p style="text-align: justify;">Abaixo mais um texto sobre como o androcentrismo se entranhou nos aspectos mais banais da vida social no Brasil, incluindo a linguagem. Do site da Rede Mulher, eu trouxe o texto de Vera Vieira sobre como a discriminação contra mulheres se arraigou na representações sociais imagéticas e linguísticas no país sobre o sexo feminino.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://www.redemulher.org.br/Vera.htm" target="_blank">A discriminação à mulher está presa à tirania das palavras e imagens</a></strong><br />
<em>por Vera Vieira (*)</em></p>
<p style="text-align: justify;">Quando se diz "A salvação do planeta está nas mãos dos homens", ao invés de " A salvação do planeta está nas mãos da humanidade", reflete-se a posição que o homem vem ocupando na história, reforçando-se seu papel hierárquico e as relações de poder e dominação masculina na sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao longo dos tempos, tem ficado bastante evidenciado o papel da linguagem sexista no reforço dos estereótipos machistas que contribuem sobremaneira para o desequilíbrio das relações sociais entre homens e mulheres, caracterizadas pelo binômio dominação/subordinação. Ao nascermos, nosso sexo é definido pela natureza. Já o comportamento diferenciado tem a influência direta da formação e educação que recebemos no meio social, historicamente marcadas pela subordinação da mulher ao homem. Trata-se de um fenômeno cultural que se arrasta ao longo de milênios e que deve ser mudado.</p>
<p style="text-align: justify;">As pessoas são educadas e formadas tanto pelas escolas, como pela família, Igreja, meios de comunicação de massa, leis do Estado, etc., que são responsáveis pela clara definição dos papéis desiguais da mulher e do homem, com conseqüências dramáticas na sociedade. Bastam somente alguns dados para essa comprovação: alto índice de violência doméstica sofrida pela mulher (com um número assustador de mortes), independente de raça, cor, etnia, classe social ou escolaridade; a média salarial baixa, mesmo com maior formação; pouca ocupação de cargos de liderança e número elevado de mulheres chefes de família, entre outros.<span id="more-5458"></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">É fundamental estarmos conscientes da relação da linguagem com o conhecimento e a cultura. É somente depois da fase da aquisição da linguagem que a pessoa atinge o campo da abstração. O pensamento conceitual é inconcebível sem a linguagem, em conseqüência do processo complexo da educação social. O ser humano não só aprende a falar, mas a pensar. Enquanto ponto de partida social do pensamento individual, a linguagem é a mediadora entre o que é social, dado – portanto, ditatorial -, e o que é individual, criador, no pensamento de cada pessoa. A linguagem não só constitui o ponto de partida social e a base do pensamento individual, mas influencia também o nível de abstração e de generalização desse pensamento. Ela influencia o nosso modo de percepção da realidade. A experiência individual implica em esquemas e estereótipos de origem social. O estereótipo vem à tona na relação emocional do ser humano com o mundo. Por ser um processo não consciente, exerce sua ação com força tanto maior quanto mais se identifica em um todo unitário como conceito dentro da consciência humana. Este é o segredo da famosa ‘tirania das palavras’.</p>
<p style="text-align: justify;">A linguagem enquanto discurso não constitui um universo de signos que serve apenas como instrumento de comunicação ou suporte de pensamento. É interação e um modo de produção social. Não é neutra, nem inocente, na medida em que está engajada numa intencionalidade, e nem natural, por isso o lugar privilegiado de manifestação da ideologia.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Mitos da identidade masculina e feminina</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O consenso social e histórico na construção da imagem e mitos da identidade masculina e feminina, desde os primórdios, é fator preponderante na continuidade do ‘poder do macho’. Não obstante as pressões para se alterar suas estruturas, seu enraizamento é extremamente profundo, exigindo uma incidência maior de ações educativas.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, qual seria exatamente a diferenciação entre os termos mito, símbolo, arquétipo, esquema? Gilbert Durand, ao explicar a palavra mito, consegue incorporar e diferenciar as demais. De forma sintética, mito pode ser definido como um sistema formado por esquemas, arquétipos e símbolos, compondo-se em narrativa:</p>
<p style="text-align: justify;">“(...) No prolongamento dos esquemas, arquétipos e simples símbolos podemos considerar o mito. Não tomaremos este termo na concepção restrita que lhe dão os etnólogos, que fazem dele apenas o reverso representativo de um ato ritual. Entenderemos por mito um sistema dinâmico de símbolos, arquétipos e esquemas, sistema dinâmico que, sob o impulso de um esquema tende a compor-se em narrativa. O mito é já um esboço de racionalização, dado que utiliza o fio do discurso, no qual os símbolos se resolvem em palavras e os arquétipos em idéias. O mito explica um esquema ou um grupo de esquemas. Do mesmo modo que o arquétipo promovia a idéia e que o símbolo engendrava o nome, podemos dizer que o mito promove a doutrina religiosa, o sistema filosófico ou, como bem viu Bréhier, a narrativa histórica e lendária. É o que ensina de maneira brilhante a obra de Platão, na qual o pensamento racional parece constantemente emergir de um sonho mítico e algumas vezes ter saudades dele. Verificaremos, de resto, que a organização dinâmica do mito correspondente muitas vezes à organização estática a que chamamos de ‘constelação de imagens’. O método de convergência evidencia o mesmo isomorfismo na constelação e no mito.”[1]</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Paulo Freire reconhece a própria linguagem machista</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ao publicar, em 1992, A pedagogia da esperança - um reencontro com a Pedagogia do oprimido, Paulo Freire faz, com muita humildade, uma análise do volume imenso de cartas que recebeu, em Genebra, com críticas de mulheres norte-americanas, depois do lançamento do livro, em sua primeira edição no início de 1971. Eram tempos de exílio, em função do longo regime militar brasileiro, e a primeira edição foi publicada em inglês.</p>
<p style="text-align: justify;">“(...) É que, diziam elas, com suas palavras, discutindo a opressão, a libertação, criticando, com justa indignação, as estruturas opressoras, eu usava, porém, uma linguagem machista, portanto discriminatória, em que não havia lugar para as mulheres. (...) Em certo momento de minhas tentativas, puramente ideológicas, de justificar a mim mesmo, a linguagem machista que usava, percebi a mentira ou a ocultação da verdade que havia na afirmação: ‘Quando falo homem, a mulher está incluída’. E por que os homens não se acham incluídos quando dizemos: ‘As mulheres estão decididas a mudar o mundo’? (...) A discriminação da mulher, expressada e feita pelo discurso machista e encarnada em práticas concretas é uma forma colonial de tratá-la, incompatível, portanto, com qualquer posição progressista, de mulher ou de homem, pouco importa. (...) A recusa à ideologia machista, que implica necessariamente a recriação da linguagem, faz parte do sonho possível em favor da mudança do mundo. (...) Não é puro idealismo, acrescente-se, não esperar que o mundo mude radicalmente para que se vá mudando a linguagem. Mudar a linguagem faz parte do processo de mudar o mundo. A relação entre linguagem-pensamento-mundo é uma relação dialética, processual, contraditória.”[2]</p>
<p style="text-align: justify;">As conclusões a que chegou Paulo Freire remetem a Bakhtin, que se aprofundou na relação da linguagem e da cultura, considerada enquanto relação de causa e efeito, isto é bilateral: trata-se da influência da cultura sobre a linguagem, como da ação da linguagem sobre o desenvolvimento da cultura:</p>
<p style="text-align: justify;">“(...) A consciência adquire forma e existência nos signos criados por um grupo organizado no curso de suas relações sociais. (...) As palavras são tecidas a partir de uma multidão de fios ideológicos e servem de trama a todas as relações sociais em todos os domínios. (...) A fórmula estereotipada adapta-se, em qualquer lugar, ao canal de interação social que lhe é reservado, refletindo ideologicamente o tipo, a estrutura, os objetivos e a composição social do grupo.”[3]</p>
<p style="text-align: justify;">Durante o desenvolvimento de um projeto da Rede Mulher de Educação, intitulado Gênero e Educação para os Meios, a etapa denominada ‘diagnóstico dos meios’ apresentou exercícios críticos por parte das participantes, apontando, com bastante regularidade, a presença de linguagem sexista, como os exemplos abaixo destacados:</p>
<p style="text-align: justify;">As chamadas são feitas sempre no masculino, mesmo quando os programas suscitam ou têm a participação de ouvintes, e essas, em sua grande maioria, são mulheres. Isto é feito tanto por locutores masculinos, como pelas poucas locutoras femininas. (Programa ‘Pop de Chapa Cruz’ - FM-101,1 - Cuiabá/MT, monitorado por Madalena R. Santos).<br />
As fotos de mulheres predominam na coluna social. As de mulheres negras, só aparecem no caderno policial. (Jornal ‘Vale dos Sinos’, de São Leopoldo/RS, monitorado por Clair Ribeiro Ziebell)<br />
São comuns as imagens de mulheres donas-de-casa ou infratoras. (Jornal Nacional, da TV Globo, monitorado por Denise Gomide)<br />
É um escândalo! Tem muita gente que se espelha nas novelas... Nunca aparece a família das empregadas domésticas. As mulheres casadas estão sempre cozinhando e lavando; os homens, solicitando comida e cerveja. (Telenovela ‘Laços de Família”, da Rede Globo, monitorada por Sandra Monteiro, de São Miguel do Tocantins)<br />
O filho é sempre da mulher; o homem não precisa ter responsabilidade - ou ele é condenado pelo auditório, ou é aplaudido por causa da ‘lei de Gérson’, no sentido de levar vantagem em tudo. (Programa do Ratinho, da SBT, monitorado por Thereza Ferraz, de Santos/SP)</p>
<p style="text-align: justify;">A linguagem - escrita e imagética -, carregada de estereótipos, há tempos vem merecendo ênfase nas ações do movimento feminista, como bandeira fundamental para o avanço da luta, tanto que, a partir de 1991, a REPEM (Rede de Educação Popular entre Mulheres da América Latina e Caribe) passou a designar o dia 21 de junho, com uma série de atividades, como a data “Por uma educação sem discriminação”.</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos romper com a linguagem sexista, em busca de um mundo com igualdade entre mulheres e homens! Quando se quebra com a linguagem, quebra-se também com padrões comportamentais.</p>
<p style="text-align: justify;">(*) Vera Vieira, coordenadora-Executiva da Rede Mulher,é jornalista, com especialização em Gestão de Processos Comunicacionais e mestra em Comunicação /Educação pela USP/ECA.</p>
<p style="text-align: justify;">[1] DURAND, Gilbert. <em>As estruturas antropológicas do imaginário. </em>Tradução: Hélder Coutinho. SP. Martins Fontes. 2<sup>ª</sup> ed. 2001. P.18</p>
<p style="text-align: justify;">[2] FREIRE, Paulo. <em>Pedagogia da Esperança - um reencontro com a Pedagogia do Oprimido</em>. RJ. Paz e Terra. 7<sup>ª</sup>ed. 2000. p.66-67-68</p>
<p style="text-align: justify;">[3] BAKHTIN, Mikhail. <em>Marxismo e filosofia da linguagem.</em> Tradução: Michel Lahud e Yara Frateschi Oliveira. SP. Editora Hucitec. 1999. p.35/41/126</p>
<a href="http://www.seomaster.com.br/bookmark.html" style="border:none; text-decoration:none" onmouseover="sb_plugin('http://consciencia.blog.br/2010/07/exemplos-de-androcentrismo-machismo-na-sociedade-brasileira.html','Exemplos de androcentrismo e machismo na sociedade brasileira'); return sb_showMenu(this)" onmouseout="sb_close()" onclick="return sb_open()"> 
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		<title>Veganos, esses chatos&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 23:47:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Muitas pessoas que não simpatizam com o veganismo e o acham uma “afronta à natureza” dizem que nós veganos somos chatos e pentelhos. Segundo elas, protestar contra a exploração animal é uma chatice comparável a uma onda de spam. Não é necessário pregar o veg(etari)anismo como um religioso fundamentalista prega suas crenças como verdades absolutas [...]


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<p style="text-align: justify;"><a href="http://namosca.org/wp-content/uploads/2009/02/chato.jpg"><img class="aligncenter" title="chatos" src="http://namosca.org/wp-content/uploads/2009/02/chato.jpg" alt="" width="360" height="270" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Muitas pessoas que não simpatizam com o veganismo e o acham uma “afronta à natureza” dizem que nós veganos somos chatos e pentelhos. Segundo elas, protestar contra a exploração animal é uma chatice comparável a uma onda de spam.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é necessário pregar o veg(etari)anismo como um religioso fundamentalista prega suas crenças como verdades absolutas – atitude que é injustamente generalizada pelo senso comum de muitos onívoros e enfaticamente condenada pelos veganos mais sensatos. Basta apenas que defendamos os animais, condenando em público as crueldades de quem, por exemplo, tortura e mata animais para comê-los. Só por isso somos chatos de galocha.</p>
<p style="text-align: justify;">Em um vídeo brasileiro em que uma atriz, com uma naturalidade sádica, contava como torturou animais até a morte para comê-los em sua experiência como escoteira, um onívoro, diante de dezenas de protestos e repúdios contra a atitude da atriz, do entrevistador e do público que, de forma também sádica, gargalhava e aplaudia o depoimento, comentou: “hahahhaha esses vegans? são tão ou mais chatos que os crentes!”</p>
<p style="text-align: justify;">A esse comentário, eu faço questão de responder: sim, somos chatos.</p>
<p style="text-align: justify;">Somos tão chatos quanto os militantes negros antirracismo dos Estados Unidos das décadas de 1950 e 60. Aqueles indivíduos eram tão chatos que não deixavam os brancos de sua época humilharem os compatriotas afrodescendentes em paz! Que coisa insuportável deve ser uma pessoa ter questionado seu direito de agredir e segregar o próximo, não poder esculachar um indivíduo na rua por ser de cor diferente sem que venham sujeitos indignados lhe cobrando ética, respeito e vergonha na cara. Que chatos!</p>
<p style="text-align: justify;">Somos tão chatos quanto Mahatma Gandhi e seus seguidores. Os ingleses não podiam mais impor sua dominação na Índia, arrogar soberania sobre um mosaico cultural milenar, torturar e matar nativos insubordinados, com sossego. Devia ser muita chatice os militares britânicos serem impedidos de continuar mantendo seu monopólio econômico, seu domínio firmado na base da violência neocolonialista, por causa daqueles pacifistas tolos que não tinham o que fazer e ficavam com suas pregações inúteis de resistência pacífica e desobediência civil. Não-violência? Pacifismo? Independência? Soberania? Que bando de insuportáveis! Pareciam os crentes pregadores de hoje de tão inconvenientes!<span id="more-5447"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Somo chatos como as feministas, que vêm enchendo a paciência dos homens desde o século 19. Aquelas chatas-de-galocha, em vez de contribuir para o progresso da sociedade ocidental confinadas em suas casas, limpando o chão e fazendo comida, preferiram ir às ruas, fazer panfletagem, fazer grupos de pressão cobrando direitos e justiça para as mulheres. Muitas delas, ainda mais chatonas que a média de sua categoria, preferiram fazer suas pentelhações na esfera política.</p>
<p style="text-align: justify;">Aí pronto, os homens não tinham mais direito de mandar em suas esposas, bater nelas quando fosse conveniente, humilhar aquelas moças que ousassem sair sozinhas de suas casas, educá-las para a subserviência perante o pátrio poder. Nada disso podiam mais fazer em paz, sem que as impertinentes das feministas viessem interferir, cobrar leis punitivas para a violência machista. Nem hoje se pode mais aceitar sossegadamente falar e escrever o nosso português androcêntrico, chamar a humanidade de “os homens” com a tranquilidade de outrora. Tudo por culpa das perturbadoras dessas feministas.</p>
<p style="text-align: justify;">Somos uns verdadeiros spammers, tanto quanto os abolicionistas que militaram no século 19 pelo fim da escravidão de seres humanos. Tratar pessoas como propriedade, agredi-las quando fosse “necessário”, obrigá-las a trabalhar de sol a sol, negar-lhes qualquer direito... Graças aos chatos dos abolicionistas, fazer essas coisas com o sossego de sempre nunca mais foi permitido e aceito. Pentelharam tanto que os escravos terminaram sendo libertados de sua condição cativa. Realmente aqueles militantes eram insuportáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje nós veganos somos os chatos da vez, ao lado dos também tão falados ecochatos, que não deixam mais  ninguém destruir florestas, savanas e mangues em paz; enchem o saco quando algum governo está investindo em poluição e desmatamento para “desenvolver” seu estado ou país; pentelham quando estão matando e traficando animais silvestres até o ponto de deixá-los à beira da extinção. Ecochatos... Pense num povinho importunador, que tira o sossego daqueles que tentam destruir a vida do planeta em troca de algumas décadas de vida boa e endinheirada.</p>
<p style="text-align: justify;">E nós, que denunciamos como a humanidade vem tratando animais não-humanos como escravos e mercadorias, desprezando suas vidas, privando-lhes de qualquer direito, assassinando-os aos bilhões em prol dos prazeres do paladar e de falsas promessas e crenças sobre saúde, estamos, segundo os críticos,  pentelhando as pessoas, mesmo sem proselitismo, brigas, intolerância, grosseria ou quaisquer outros comportamentos inconvenientes. Basta que estejamos simplesmente protestando em reação a uma violência ou boicotando sem alarde produtos derivados de exploração animal, isso mostra que estamos sempre nos comportando como crentes que pregam nas portas das casas. Isso é o que os mais reacionários dizem.</p>
<p style="text-align: justify;">É, realmente somos chatos, insuportáveis, verdadeiros spammers, por querermos o bem, por desejarmos o fim dos sistemas de opressão. Mesmo quando estamos apenas nos manifestando contra uma injustiça. Mas um dia a humanidade ainda vai dar razão a nós, “vegans” chatos e pentelhos, da mesma forma que hoje fazem com os chatos do passado.</p>
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		<title>Animais sofrem com Copa do Mundo: venda de carne cresce muito</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Jun 2010 00:06:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Venda de carne cresce 20% na véspera de jogo do Brasil Os jogos da Copa do Mundo têm antecipado os finais de semana de muitos torcedores, que transferem o tradicional churrasco de sábado para o meio da semana nos dias das partidas da seleção brasileira. É o que mostra levantamento divulgado hoje pelo frigorífico Quatro [...]


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			</a>
		</div>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://jc.uol.com.br/canal/cotidiano/economia/noticia/2010/06/25/venda-de-carne-cresce-20_porcento-na-vespera-de-jogo-do-brasil-226678.php" target="_blank"><strong><em>Venda de carne cresce 20% na véspera de jogo do Brasil</em></strong></a></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Os jogos da Copa do Mundo têm antecipado os finais de semana de muitos torcedores, que transferem o tradicional churrasco de sábado para o meio da semana nos dias das partidas da seleção brasileira. É o que mostra levantamento divulgado hoje pelo frigorífico Quatro Marcos. <span style="color: #8b0000;">Entre os dias 13 e 15 de junho, horas antes da estreia do Brasil na Copa contra a Coreia do Norte, a venda de carne cresceu 20% no varejo em relação ao mesmo intervalo do ano passado. No atacado, o resultado foi ainda maior, de 25% em relação ao mesmo período de 2009.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O frigorífico realizou ainda pesquisa com seus clientes e constatou que <strong>a alta deve-se realmente aos jogos da seleção</strong>. "<strong>Os torcedores preferem o churrasco a outras receitas, devido ao número de pessoas reunidas em um mesmo local</strong>", avalia a empresa. Pesquisa realizada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e divulgada na semana passada indicava que os brasileiros pretendem gastar cerca de R$ 181,00 com a Copa do Mundo. Deste total, o gasto com comida corresponde a 20%, sendo 9% com ingredientes para refeições, 7% com petiscos e guloseimas e 4% com bares e restaurantes. Se a seleção brasileira for para a final do mundial, o desembolso deverá subir para R$ 357,00. </em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Para a população onívora e o agro<em>crimi</em>negócio, é uma notícia não só boa como literalmente deliciosa. Mas, para os animais que vêm à existência em maior número para sofrer com todas as privações de direitos possíveis e têm sua vida encerrada de forma cruel e precoce, é um fato infernal.</p>
<p style="text-align: justify;">Pouco vai adiantar eu trazer aqui um desabafo de vegetariano sobre como a população está se alienando de qualquer preocupação com a vida animal como merecedora de direitos, já que a única resposta esperada dessa mesma turma que compra carne a mais antes dos jogos da Copa é o velho apelo troll à creofilia. Mas posso dizer que percebo no apego brasileiro ao churrasco em detrimento do respeito aos animais que foram mortos por essa causa um tema conveniente para um competente estudo sociológico.</p>
<p style="text-align: justify;">É uma pena, porém, que eu esteja às vésperas de trancar Ciências Sociais para tentar o mestrado em Meio Ambiente no fim do ano. Mas, sendo a volta às CS um plano para o futuro depois desse mestrado, a pesquisa ficará como algo guardado para ser concretizado.</p>
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		<title>Enquanto a massa digita &#8220;Cala Boca Galvão&#8221;, as otoridades aproveitam e desmandam</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Jun 2010 23:45:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Burrice e Malignidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cidadania e Mobilização]]></category>
		<category><![CDATA[Corrupção e Desmandos Políticos]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Estupidez e Irracionalidade]]></category>
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		<description><![CDATA[Judiciário quer reajuste de 56% e salário de quase R$ 9 mil para copeiro Os tribunais superiores do País se propõem a pagar até R$ 8.479,71 a funcionários que têm apenas instrução fundamental e desempenham funções de apoio, como copeiros, contínuos ou operadores de copiadora. O salário inicial é de R$ 3.615,44. Essa situação será [...]


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			</a>
		</div>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,judiciario-quer-reajuste-de-56-e-salario-de-quase-r-9-mil-para-copeiro,570546,0.htm" target="_blank"><strong><em>Judiciário quer reajuste de 56% e salário de quase R$ 9 mil para copeiro</em></strong></a></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Os tribunais superiores do País se propõem a pagar até <strong>R$ 8.479,71 a funcionários que têm apenas instrução fundamental e desempenham funções de apoio, como copeiros, contínuos ou operadores de copiadora. O salário inicial é de R$ 3.615,44.</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Essa situação será criada pela aprovação do projeto de lei 6.613/2009, em tramitação no Congresso Nacional. <strong>A proposta dá um reajuste médio de 56% aos 100 mil funcionários do Judiciário. Com ele, profissionais de nível técnico poderão ganhar até R$ 18.577,88 e os de nível superior, R$ 33.072,55 - acima do teto do serviço público, que é de R$ 26.723,13.</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Esses super salários não constam do projeto de lei, cujo anexo informa apenas o valor do vencimento básico, somado a uma gratificação. Mas os contracheques podem engordar até dobrar de tamanho se foram somadas vantagens pessoais.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>É o caso do analista judiciário. Pelas tabelas que circulam no Congresso, ele ganharia, no topo, R$ 16.324,61. Mas o vencimento bruto chega a R$ 33.072,55, num caso extremo.</strong> É o caso de um profissional que ocupe um cargo de confiança, chamado "cargo em comissão", que lhe rende um adicional de até R$ 7.596,39, esteja nessa situação há duas décadas, recebendo por isso dez "décimos", num total de R$ 7.791,17, e tenha doutorado, ganhando por isso R$ 1.360,38 a mais.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>"Alguns servidores podem chegar a essa situação, mas isso é coisa de 1% a 2% da carreira", disse Jailton Mangueira Assis, coordenador de Administração e Finanças do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União no Distrito Federal (Sindjus-DF). "Cerca de 60% não têm incorporação nenhuma."<span id="more-5402"></span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Da mesma forma, ele explica que os profissionais de nível básico com salários polpudos são exceção. "Deve ter umas 100 ou 200 pessoas, no máximo, nessa condição". Segundo sindicalista, há muito tempo não se faz concurso público para profissionais de nível fundamental, pois atualmente empresas terceirizadas se ocupam dessas funções.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O principal argumento dos funcionários do Judiciário para obter o reajuste é que <span style="color: #8b008b;">seus salários estão defasados em relação aos dos colegas do Executivo e do Legislativo. Isso estaria provocando alta rotatividade nos tribunais, "com prejuízos no que se refere à celeridade e à qualidade da prestação jurisdicional"</span>, diz a justificativa ao projeto de lei. Parecer da área econômica diz o contrário: se os reajustes foram concedidos, os funcionários do nível técnico e auxiliar ganharão mais do que o equivalente no Executivo, o que é inconstitucional.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O projeto de lei foi enviado ao Congresso em dezembro passado, com a assinatura de todos os presidentes de tribunais superiores. Em maio, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, visitou o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). Temer negou que tenham discutido o reajuste. A matéria foi aprovada pela Comissão de Trabalho da Câmara na semana passada. Precisa passar por mais duas comissões.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>"Estamos na expectativa de um acordo com o Ministério do Planejamento que permita levar o projeto para o plenário", explicou Assis. Isso encurtaria o tempo de tramitação. Do contrário, não haverá tempo para votar o projeto antes do recesso parlamentar. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, tem dito que não há como pagar o reajuste este ano.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O custo estimado dos reajustes no Judiciário, que variam de 52,88% a 81,85%, é de pelo menos R$ 6,4 bilhões e beneficia 100 mil pessoas. Em comparação, o aumento de 7,72% das aposentadorias acima de um salário mínimo, sancionado semana passada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, beneficia 8,4 milhões de pessoas e custará R$ 8,3 bilhões no total.</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Essa notícia é dada no meio de um momento máximo de alienação das massas, mais preocupadas com a seleção de Dunga e em mandar Galvão Bueno se calar.</p>
<p style="text-align: justify;">Afirmou o blog Kibe Loco, <a href="http://kibeloco.com.br/kibeloco/2010/06/23/o-pior-cego/" target="_blank"><strong>em momento de feliz consciência</strong></a>: "Pronto. Agora pegue sua bandeira e vá torcer para a seleção."</p>
<p style="text-align: justify;">Mas ainda assim tenho esperança de que a opinião pública acorde em breve, caso a lei seja votada depois da Copa e/ou seja possível uma lei ser derrubada por pressão popular mesmo depois de votada. Por isso eu trago a notícia acima, incitando para que tod<small>@</small>s vocês passem a compor a mesma opinião pública indignada que conseguiu derrubar, cinco anos atrás, a<a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u67372.shtml" target="_blank"><strong> proposta de Severino Cavalcanti de aumentar de forma extrapolada o salário d<small>@</small>s parlamentares</strong></a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Tristemente hoje em dia convocar protestos massivos nas ruas é pedir demais. Mas ainda é possível mobilizar uma opinião pública, que, do barzinho até o Twitter e os abaixo-assinados do <a href="http://www.avaaz.org/po" target="_blank"><strong>Avaaz.org</strong></a>, vai pressionar, ainda mais em época eleitoral, que esse absurdo que afronta tod<small>@</small>s <small>@</small>s cidadã/o/s -- ainda mais <a href="http://www.sintepe.org.br/pdf/tabelas_2010.pdf" target="_blank"><strong><small>@</small>s professoræs do ensino básico, que em Pernambuco, mesmo com doutorado, ganham míseros R$1326,93 em nível iniciante</strong></a> -- seja derrubado.</p>
<p style="text-align: justify;">Se for possível, divulguemos tags no Twitter como <strong>#VergonhaDoJudiciario</strong>, para mostrarmos à turma do <em>Cala boca Galvão</em> que estão abusando de sua complacência com os desmandos d<small>@</small>s polític<small>@</small>s.</p>
<a href="http://www.seomaster.com.br/bookmark.html" style="border:none; text-decoration:none" onmouseover="sb_plugin('http://consciencia.blog.br/2010/06/enquanto-massa-digita-cala-boca-galvao-otoridades-aproveitam-desmandam.html','Enquanto a massa digita "Cala Boca Galvão", as otoridades aproveitam e desmandam'); return sb_showMenu(this)" onmouseout="sb_close()" onclick="return sb_open()"> 
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		<title>A viralização da violência: quando uma &#8220;publicidade&#8221; se torna mais relevante que a violência</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jun 2010 23:08:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alienação e Conformismo]]></category>
		<category><![CDATA[Baixaria]]></category>
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		<category><![CDATA[Violência e Criminalidade]]></category>
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<p style="text-align: justify;">Um texto me causou confusão, tanto que inicialmente eu interpretei erradamente sua abordagem. Mas depois notei que era não uma crítica à ação do jornalista Afonso Benites, mas uma soma da compreensão do provável caráter de protesto do mesmo contra a banalização da violência, pela qual a exposição de "merchandisings" num notícia de assunto tão sério se tornou algo mais relevante que a sanguinolência do fato violento que a notícia relatou, e da crítica a essa banalização, que vem sendo promovida pelos mais diversos jornais e programas televisivos.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa banalização da violência é algo totalmente incompatível, um obstáculo até, com os desejos de que nos tornemos uma cultura de paz. O fato de termos naturalizado os crimes mais desgraçados nos tira muito de nossa vontade de tornar o Brasil um país menos violento.</p>
<p style="text-align: justify;">Em relação à minha confusão, fica a lição de que eu ainda tenho o que evoluir em termos de interpretação de texto.</p>
<p style="text-align: justify;">O texto citado acima é o artigo de Rodolfo Araújo, publicado <a href="http://rodolfo.typepad.com/no_posso_evitar/2010/06/a-viralizacao-da-violencia.html" target="_blank"><strong>no seu blog Não Posso Evitar</strong></a> e no <a href="http://acertodecontas.blog.br/artigos/a-viralizao-da-violncia/" target="_blank"><strong>Acerto de Contas</strong></a>:</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://rodolfo.typepad.com/no_posso_evitar/2010/06/a-viralizacao-da-violencia.html" target="_blank"><strong>A viralização da violência</strong></a><br />
<em>por Rodolfo Araújo</em></p>
<p style="text-align: justify;">Causou mal-estar uma notícia recente sobre um crime ocorrido num hipermercado em Guarulhos, região da Grande São Paulo, no último dia 28. O motivo da estranheza, contudo, não foi o crime em si - já que esfaquear três pessoas num local público é algo perfeitamente corriqueiro por aqui (ou pelo menos é assim que a imprensa brasileira quer que você pense).</p>
<p style="text-align: justify;">A comoção teve origem nas estranhas linhas pseudopublicitárias que entremeavam a contagem de corpos do crime:</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">"José Marcelo de Araújo, 27, percorreu quase todas as seções do Extra, no centro, ameaçando as pessoas. Empunhava uma faca de churrasco, que furtou no próprio local (Tramontina, modelo Ultracorte, pacote com quatro tamanhos: R$ 53,90)."</p>
<p style="text-align: justify;">Em seguida outra menção a uma marca:</p>
<p style="text-align: justify;">"Era dia de promoção --a Quarta Extra (até 30% de desconto em frutas e legumes). A loja estava cheia."</p>
<p style="text-align: justify;">O texto de Afonso Benites (<a href="http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/742147-homem-que-esfaqueou-tres-em-mercado-de-sp-foi-contido-meia-hora-apos-ataque.shtml" target="_blank">veja aqui a íntegra</a>) escrito para a Folha de São Paulo foi-me enviado por uma amiga, enfurecida com o fato de um jornal fazer um <em>post</em> pago num tema dessa natureza. Ora, isso não faz o menor sentido, pensei.</p>
<p style="text-align: justify;">A primeira coisa que me ocorreu, confesso, foi que era publicidade automática onde, tal como ocorre no <em>Google Ads</em>, anúncios específicos são inseridos de acordo com palavras-chave presentes no texto. O robô viu a palavra "faca" e colocou um anúncio de faca. Nada mais natural, até porque ainda não existe uma ferramenta de inteligência artificial capaz de identificar o teor de um texto, se positivo ou negativo.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembrei disso porque uma vez vi um uma reportagem falando dos males do narguilê e, logo abaixo, vários anúncios de lojas que vendiam narguilês.<span id="more-5389"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Googlei o nome do autor e cheguei no blog de <a href="http://trasel.com.br/" target="_blank">Marcelo Träsel</a>, jornalista e professor da PUCRS, onde o texto <a href="http://trasel.com.br/?p=394" target="_blank">Dançando no limite do bom gosto</a> abriu um pouco minha perspectiva. Para Träsel, a citação dos produtos no meio do texto acrescenta um <strong>elemento de banalidade à narrativa</strong>, mostrando como notícias desta natureza assumem um caráter trivial frente à população. Apesar de isso parecer uma viagem acadêmica à primeira vista, um olhar mais crítico haverá de elogiar a sutileza do autor. Ou você ainda não percebeu que o anúncio da faca te chocou muito mais do que o crime em si?</p>
<p style="text-align: justify;">A banalização da violência nos meios de comunicação entorpece nossos sentidos e nos deixa indiferentes a esses massacres. Ninguém se espanta mais com esses acontecimentos, mas um anúncio* é inadmissível! Mais adiante, Träsel lembra de um jornalista amigo seu contando como a grande divulgação de crimes violentos nas décadas de 1980 e 1990 tornaram os criminosos muito mais cruéis, buscando uma sinistra fama proporcionada pelos próprios jornais, gerando um macabro <em>feedback</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Não sei se aqui há uma confusão entre correlação e causalidade, mas quando eu era criança, no Rio de Janeiro, não era raro ver na primeira página de um jornal fotos de cabeças desacompanhadas de seus respectivos corpos. E vice-versa. De lá para cá os crimes tornaram-se muito mais cruéis e banais, mas talvez seja apenas coincidência.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>* * * * * * * * * *</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Parei de ler jornais faz algum tempo, simplesmente porque eles não me acrescentam nada. No ótimo <a href="http://rodolfo.typepad.com/no_posso_evitar/2008/10/taleb-o-paladino.html" target="_blank">A lógica do cisne negro</a> Taleb diz que não lê mais jornais porque eles não lhe trazem nenhum benefício - mesmo sendo ele um investidor profissional - e, assim, sobre-lhe uma hora a mais por dia para ler livros. Passo muito bem sem jornais.</p>
<p style="text-align: justify;">Qualquer notícia mais relevante você vai ficar sabendo pelo twitter ou alguém vai fazer o desfavor de te contar. Fora isso, nada do que saiu no jornal nos últimos anos mudou a minha vida. Normalmente dou uma olhadela na edição <em>online</em> para conferir alguma coisa sobre a qual já ouvi. E sempre fecho a página revoltado com as notícias de escândalos, corrupção e crimes banais. Sinceramente eu posso viver sem isso. Você não?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>* * * * * * * * * *</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O outro "anúncio" do texto diz que às quartas-feiras o hipermercado tem promoção de frutas e legumes. Ainda segundo Träsel, é um contraponto ao título do texto lembrando que, apesar de o estabelecimento estar cheio, o criminoso só foi contido depois de meia hora. Se hoje não dá para esperar que alguém te ajude a atravessar a rua, que dirá te proteger de um assassino - mesmo quando em grande vantagem numérica.</p>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente os exemplos de <a href="http://rodolfo.typepad.com/no_posso_evitar/2009/07/experimentos-em-psicologia-phil-zimbardo-e-a-imaginacao-heroica.html" target="_blank">Imaginação Heróica</a> disseminados por Philip Zimbardo são cada vez mais raros. O que mais se observa é a <a href="http://rodolfo.typepad.com/no_posso_evitar/2009/06/experimentos-em-psicologia-latane-darley-e-a-paralisia-coletiva.html" target="_blank">Paralisia Coletiva</a> descrita por Latané e Darley. No caso mais emblemático descrito por estes autores, Kitty Genovese foi atacada, esfaqueada e violentada durante mais de meia hora, gritando desesperadamente por socorro, diante de 38 espectadores que assistiam a tudo de seus apartamentos. Genovese morreu sem que ninguém tivesse feito nada.</p>
<p style="text-align: justify;">Graças à nossa imprensa - e ao público que a consome e alimenta - <strong>homicídios não passam de entretenimento</strong>. Tal como descreveu um entrevistado vizinho ao prédio dos Nardoni, empolgado com a movimentação na rua, "bem a tempo, porque o Big Brother estava acabando". Estas são as notícias interessantes. Estes são os temas empolgantes que rodam o mundo por email e twitter. Não à toa são os chamarizes da maioria dos vírus (bem feito para quem é vítima de tais <em>hoaxes</em>!). Enquanto isso, diversas Kitty Genoveses são mortas todos os dias. Mas anúncios são um absurdo!</p>
<p style="text-align: justify;">____________________</p>
<p style="text-align: justify;">* Träsel lembra, ainda, que para que a citação seja caracterizada como publicidade é preciso haver um pagamento - o que eu duvido que tenha ocorrido.</p>
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