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O artigo abaixo foi enviado pelo leitor Raphael Posteraro, e nos mostra a contradição daqueles que vão às matas para “se reencontrar” com a Natureza. É bastante interessante essa abordagem.

 

A (des)ligação com a natureza
por Raphael Posteraro

Buscamos sempre nos encontrar com a natureza, são várias as pessoas que dedicam seus fins de semana a sair da cidade e para ter uns dias de campo em seu sítio, rancho, parques etc. Entretanto nota-se uma contradição em todo esse comportamento. Essas mesmas pessoas que almejar “reencontrar-se” com o ambiente natural são hostis a eles.

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É o que o blog O palco e o mundo mostra, em fatídico discurso de uma presidenta que definitivamente desconhece o conceito (já questionável) de desenvolvimento sustentável:

 

“Contra naturam”: Desenvolvimento sustentável à moda Rousseff?
por Pádua Fernandes

Em 26 de janeiro deste ano, a presidenta Dilma Rousseff, no Fórum Social Mundial 2012, a que foi depois de se encontrar amigavelmente com Kassab e Alckmin após o massacre de Pinheirinho (sem dizer uma palavrinha sobre a barbárie ocorrida em São José dos Campos), afirmou que desenvolvimento sustentável é crescimento acelerado!

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Sob as “luzes” dos protestos contra o aumento das passagens de ônibus no Recife e a repressão policial – que, creio eu, não se vê de tal forma desde a ditadura militar -, eis uma análise bem resumida (pode chamar os argumentos de pobres, se quiser) da política direitista do Eduardo Campos, que, além de presidente capitalista de um partido “socialista”, zela pela ordem como todo bom governante de direita.

Resolvi trazer a vocês leitoræs a retrospectiva do Consciencia.blog.br, com os fatos mais destacáveis de cada mês que foi descrito aqui ou aconteceu dentro do próprio blog.

 

Janeiro

- Protestos contra o aumento das passagens sacodem o centro do Recife (fotos de um dos protestos). Mas, com brigas internas e sectarismo dentro do movimento de oposição ao aumento, as manifestações não deram certo e perderam a força. Destaque para a forma manipulatória com que o Diario de Pernambuco tratou nossas manifestações.

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Desmatamento em massa, despejo de comunidades tradicionais, industrial-desenvolvimentismo sem responsabilidade socioambiental, política para os grandes empresários… O molde predatório que originou em Pernambuco o famigerado Complexo Industrial-Portuário de Suape está para chegar no santuário ambiental de Ilhéus/BA.

Serão destruídos 2.168 hectares de mata atlântica (mais de 21km²) para a instalação de um enorme porto no município baiano. Além da destruição criminosa de enorme área de um dos ecossistemas mais ameaçados do planeta, diversas famílias, muitas delas com mais de meio século de permanência, serão despejadas da região. Englobando todas as consequências, nada menos que 84 impactos ambientais negativos, de periculosidade variada, são esperados de tal obra. É o que denuncia reportagem da Folha.com:

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Ontem a Folha.com anunciou que o governo federal pretende voltar a baixar o IPI (imposto sobre produtos industrializados) dos automóveis de modo a incentivar o reaquecimento do mercado de carros e, subentendidamente, ajudar a proteger o Brasil da nova crise euroamericana.

Há três problemas com isso:

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Dilma definitivamente traiu a população que votou nela, ao impor de forma autoritária decisões e obras, algumas delas remanescentes dos projetos da ditadura militar. Ela não ouve críticas e apelos populares com honestidade e sinceridade, respondendo com um lacônico “Tá.” aos apelos de uma representante da população contrária à famigerada Usina de Belo Monte. Esse foi o relato dela ao portal d’O Estado de S. Paulo:

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Pouco mais de um ano e sete meses depois de autorizado por lei o maior desmatamento litorâneo da história de Pernambuco no estuário de Suape, olho para trás e vejo que tudo o que fiz – artigos de opinião, panfletagens e presença em alguns eventos relativos ao acontecimento – parece ter sido em vão. Tendo dado de cara com um ambientalismo local pouco acessível, faço hoje meu desabafo perante tantas decepções enfrentadas nesses quase vinte meses depois da aprovação da famigerada lei estadual 14.064/2010.

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Além do vídeo dos conservadores da Unicamp, outro vídeo teve minha atenção em forma de resposta: o vídeo “Verifique os Fatos – Belo Monte”, feito por alunos da UnB também defendendo a usina Belo Monte.

Novamente me investi em desmontar cada argumento conservador em defesa da usina, e novamente encontrei apenas argumentos fracos facilmente refutáveis. Vocês podem ver abaixo as três partes da minha resposta:

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Em resposta à nascente campanha pró-Belo Monte “Tempestade em copo d’água?”, que é uma ação reacionária de alunos e professor(es) da Unicamp contra a campanha “Gota d’água”, gravei o vídeo abaixo, dividido em duas partes. Percebi como o vídeo conservador pró-BM é carregado de falácias e erros factuais, e bastou uma pesquisa básica na internet para eu poder me munir dos dados suficientes para rebater a (re)ação do “Tempestade em copo d’água?”.

Abaixo, as duas partes da minha resposta:

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Repasso abaixo o apelo do Movimento Ecossocialista de Pernambuco, contra a construção da megatermelétrica Suape III, que será a maior usina de energia suja do planeta:

 

NÃO À MAIOR USINA SUJA DO MUNDO!

O Governo de Pernambuco e o Grupo Bertin assinaram um protocolo de intenções para construir, em Suape, a maior usina suja do mundo.

Pela sua enormidade, essa termelétrica é capaz de lançar na atmosfera 24 mil toneladas de CO2 por dia, o que resulta em aproximadamente oito milhões de toneladas de gases tóxicos por ano, um terço de toda a poluição causada pelo setor elétrico no Brasil.

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Entre pessoas que defendem ideias e ações de exploração violenta de animais humanos e não humanos e do meio ambiente como um todo – como o agronegócio, a pecuária, o desenvolvimentismo sem sustentabilidade etc. –, é quase que imperativo justificá-las com sua importância econômica. Por mais cruéis e antiéticas que sejam essas atividades, tornam-se aceitáveis para seus defensores apenas pelo fato de contribuírem para a economia da região, do país e do mundo.

A esse pensamento, que possui um sério problema de coerência lógica, chamo de falácia de apelo à relevância econômica ou Argumentum ad Oeconomicum. Consiste na fórmula:

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