Decisão do desmatamento de Suape no TRF, nesta quarta
Repasso e-mail recebido sobre uma mobilização a ser feita contra o ecocídio de Suape. Pode ser a última esperança de salvar o estuário do Ipojuca.
MPPE e MPF ingressaram com ação requerendo liminarmente (de modo rápido) a inconstitucionalidade da polêmica lei e a suspensão do desmatamento de mais de 500 hectares de mangue, floresta atlântica e restinga em SUAPE!
Nesta próxima quarta-feira, 18.08.2010, às 15 horas, haverá uma Audiência apresentacao dos argumentos que fundamentarao um posicionamento do Juiz, favorável ou nao à concessao da liminar.
Por isto, constitui um dos momentos mais importantes na luta contra mais um crime ambiental em nosso Estado e aí é imprescindível a presenca de todas e todos que querem para si e para os seus um desenvolvimento realmente sustentável, com um meio ambiente sadio e equilibrado.
o grupo SALVE MARACAÍPE ESTARÁ E REUNINDO....Vamos nos encontrar na entrada do TRF às 14:30 horas!
JUNTE-E A NÓS!!Saudacoes,
Marcos Pereirafica no endereco abaixo:
Cais do Apolo, s/n - Edifício Ministro Djaci Falcão - Bairro do Recife - Recife - PE - CEP: 50030-908 - PABX: 81 3425.9000
Protocolo Tel.: 81 3425 9550 / FAX: 81 3224 6356 - Email: protocolo@trf5.jus.br
11 perguntas de um eleitor relutante para Marina Silva

Excelentíssima senadora e candidata Marina Silva,
Declarações recentes da senhora deixaram muita gente apreensiva. Nelas a sra. deixou a entender que suas crenças religiosas estão, de alguma forma, interferindo em sua posição relativa a assuntos sensíveis, relativos a direitos humanos – legalização do casamento homossexual e do aborto – e à questão do consumo de maconha, cuja liberação muitos defendem como forma de enfraquecer os traficantes e por não ser pesada e viciante como as drogas ilegais.
Até muito recentemente, eu tinha total certeza de que meu voto já era seu. Mas, depois de eu ter tomado conhecimento desse discurso considerado conservador e contraditório com o Estado laico, passei a ter receio de lhe dedicar meu voto. É um temor de que mulheres e homossexuais passem mais quatro ou oito anos com direitos muito importantes em suspensão por causa da interferência da crença religiosa alheia.
Além disso, algumas perguntas estão em aberto, sendo questões tão relevantes que são decisivas para os votos meu e de muitos outros eleitores, se eles realmente serão dedicados ao vosso sucesso eleitoral. Inclusive uma delas eu lhe dirigi quando a sra. veio ao Recife – sobre o que achas do desmatamento que está prestes a destruir quase 700 hectares de vegetação estuarina em torno do Porto de Suape – e até hoje não fui respondido.
Assim sendo, eu, como eleitor que ainda vê na senhora uma alternativa promissora para o Brasil, que vem se mostrando melhor que Dilma Rousseff e José Serra na argumentação e na forma de lidar com os debates e entrevistas, que vem conquistando o voto e o carinho de cada vez mais brasileiros esperançosos, me vejo impelido a lançar onze perguntas, para que possas responder com carinho. Respondê-las, espero, vai aliviar ou sanar essa insegurança que eu e muitos outros eleitores estamos tendo em relação a lhe dedicar nossos votos.
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Ministério Público entra com ação e exige novo EIA/Rima para desmatamento de Suape
Depois de cerca de um mês sem novas notícias sobre o ecocídio de Suape, tudo indicando que estava muito bem encaminhado rumo à concretização, finalmente uma novidade. E boa:
MPPE e MPF ingressam com ação requerendo suspensão de desmatamento para ampliação do Porto de Suape
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), em parceria com o Ministério Público Federal, tenta impedir, na Justiça Federal, que ocorra sem um estudo prévio o que seria o maior desmatamento de vegetação permanente da história do Estado para viabilizar a expansão do Porto de Suape, em Ipojuca. O promotor de Justiça Salomão Abdu Aziz Ismail Filho, conjuntamente com a procuradora da República Monalisa Duarte, ingressaram com uma Ação Civil Pública (ACP), com pedido de liminar, contra a Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Pernambuco (CPRH), o Complexo Industrial Portuário Governador Eraldo Gueiros (Suape), o Estado de Pernambuco e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
A ACP foi ingressada para que seja apresentado um Estudo de Impacto Ambiental e um Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) atualizado e específico para o empreendimento, sobre os danos que o desmatamento de 17,039 hectares de mata atlântica, 508,3614 hectares de manguezal e 166,0631 hectares de restinga podem causar ao meio ambiente. A liminar é para que os órgãos responsáveis abstenham-se de autorizar ou licenciar o desmatamento até que seja julgada a ACP ou até a apresentação de um EIA/RIMA atualizado. No caso das obras terem sido iniciadas, o pedido é para que sejam suspensas até o julgamento.
O desmatamento de Suape causará sofrimento e morte para animais não-humanos e humanos

Por diversas vezes desde o primeiro anúncio da intenção do Governo de Pernambuco de destruir centenas de hectares de ecossistema estuarino nas adjacências do Porto de Suape, alertei para as consequências nefastas que tal ecocídio pode gerar para a biosfera e para a população humana local e regional. Agora falo de uma outra parte específica do ambiente que vai sofrer literalmente com esse desmatamento: os animais, a fauna daquele estuário e do mar adjacente.
Como todos devem saber desde o Ensino Fundamental, estuários são riquíssimos berçários de fauna marinha, servindo de lar, “banquete” e/ou “maternidade” para um sem-número de espécies animais. O estuário da Bacia do Ipojuca, onde desaguam rios como o Ipojuca, o Massangana e o Merepe, não foge à regra. Caranguejos, siris, peixes das mais diversas espécies e outros animais do mar e dos rios dependem dali para viver.
Devastar e aterrar o estuário significará morte certa para milhões de animais, imediata ou não. E uma morte nada “humanitária”: uns, como os caranguejos, serão soterrados com a “cavalaria” de tratores aterrando o solo lamacento que lhes serve de casa, morrendo de asfixia. Outros, como peixes, serão expulsos do lugar e morrerão em pouco tempo, com todo o sofrimento da desnutrição que minguará seus corpos, uma vez que o local onde se alimentavam de plânctons e néctons pequenos estará aterrado e provavelmente contaminado e nem todos os animais encontrarão um novo “restaurante” tão adequado quanto o estuário ipojucano.
Luizianne Lins rejeita destruir mangue em Fortaleza para estaleiro. Adivinhem quem ofereceu lugar para construí-lo…
Sim, o governo mais antiambiental de Pernambuco dos últimos tempos. O governo do senhor das motosserras, inimigo número um dos mangues e florestas pernambucanos, Eduardo Campos.

O governo Eduardo Campos parece ter como meta não deixar uma Rizophora mangle em pé ao redor de Suape.
Governo oferece 80 hectares de mangue para abrigar estaleiro rejeitado por Fortaleza
O estaleiro que a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), rejeitou, ocupará uma área de 80 hectares na Ilha de Tatuoca, onde vivem 51 famílias, em Suape, conforme dispensa de licitação publicada do Diário Oficial do dia 22 de junho. Ou seja, serão aterrados 80 hectares de mangue para abrigar o empreendimento.
O ato saiu no Diário Oficial uma semana depois da negativa da prefeita. Ela disse que não daria alvará municipal para o estaleiro porque a obra se destina à construção de 8 navios. “E depois?”, indagou Luizianne, se referindo aos possíveis impactos ambientais que o estaleiro provocaria na orla da capital cearense. Ela preferiu apostar na vocação turística e preservar a atividade da pesca artesanal do lugar. E ameaçou, conforme matéria publicada num jornal local: “Não adianta o governo pedir à União a cessão do terreno. A prefeitura não dará anuência.” A praia escolhida pelo governo do Estado era Titanzinho.
Vemos a dualidade de atitudes nessa notícia: primeiro, Luizianne Lins dá uma lição ao mundo, de que não aceita dar anuência ao progresso descartável às custas do meio ambiente -- embora os motivos citados na reportagem sejam antropocêntricos. Segundo, o nosso velho Máquina pernambucano e o seu comparsa FBC agem em atitude exatamente oposta, aceitando para o já ameaçado e intensamente estuprado ecossistema manguezal do estuário do Ipojuca esse mesmo progresso descartável. 80 hectares de mangue serão destruídos, num autêntico crime ambiental legalizado, para se produzirem oito navios transportadores de gás liquefeito de petróleo, aliando construção descartável com o sujíssimo progresso movido a petróleo.
O que é que poderá parar esse governo irresponsável que está destruindo insanamente centenas de hectares de ecossistemas em todo o estado -- especialmente em Suape?
Agradeço a Luizianne pela atitude sensata de preservar o meio ambiente na área que governa. Mas lamentavelmente a destruição de mangue foi não abortada, mas apenas realocada.
P.S: mesmo que não haja referências diretas a Eduardo Campos na notícia acima, penso que seria absurdo um projeto desse ser todo montado sem a autorização dele. Logo ele é parte desse novo ecocídio, como cúmplice.
[Pernambuco] Eduardo Campos participou dessa manifestação

Eduardo Campos estava ali no cantinho esquerdo, bradando "Natureza não é nada! Desenvolvimento é tudo! Natureza não é nada! Desenvolvimento é tudo! ..." Conta-se que antes da manifestação, na concentração, ele contou aos/às outr@s manifestantes sobre seu feito em Suape e foi muito elogiado.
[Pernambuco] Queremos uma Secretaria de Meio Ambiente em Pernambuco
O triunfo desimpedido que estamos vendo na política antiambiental de Eduardo Campos – o que obviamente inclui a até agora muito bem encaminhada ameaça de destruição massiva do estuário da Bacia do Ipojuca, onde fica o porto de Suape e seu completo industrial – mostra como faz falta uma secretaria que se possa chamar realmente de Secretaria do Meio Ambiente, dotada de princípios, interesses e força política autônomos, próprios e sólidos.
Até o momento o saldo de destruição na gestão estadual atual é lamentável: desmatamentos na Zona da Mata, com destaque para a duplicação da BR-408; destruição ambiental não combatida na região metropolitana de Recife, com destruição de mangues e coqueirais em Porto de Galinhas, Maracaípe e Paiva; desmatamento e especulação imobiliária em Aldeia; e a lenta aniquilação do estuário do Ipojuca, com numerosos desmatamentos de pequena escala não compensados e a magnum opus dos 691 hectares que escurece o horizonte.
E aquela que é atualmente a nossa secretaria ambiental, a SECTMA, de tão fraca para a causa ecológica e sustentável, pouco ou nada faz, preferindo silenciar e esquivar-se de dar explicações – lembro o bate-papo da então secretária Luciana Santos ao blog Acerto de Contas em fevereiro de 2010, onde ela evitou responder às perguntas sobre os desmatamentos que seu governo vinha e vem promovendo ou sendo conivente – e pouco ou nada fazer em relação aos abusos do governo que lhe é hierarquicamente superior.
(É certo que a SECTMA não é a única entidade estadual de atribuições ambientais que vem fraquejando, silenciando e/ou sendo abduzida por interesses políticos e econômicos adversos à preservação de nossos ecossistemas, já que temos o CPRH, o Consema e outros órgãos que também vêm demonstrando impotência e/ou submissão a esses interesses, mas neste artigo me restrinjo em abordar a questão da secretaria realmente ambiental que nos falta.)
Analisando um pouco mais profundamente, lá nos princípios e funções da SECTMA, percebemos onde está a maior parte dessa fraqueza. Muito longe de ser uma secretaria integralmente dedicada ao meio ambiente, ela tem muito mais ocupações e competências que a impedem de se dedicar com máxima competência às causas ecológicas e sustentáveis, visto as cinco competências listadas no seu site:
[Pernambuco] Nova investida de ambientalistas para deter ecocídio de Suape
Depois de diversos dias sem nenhuma novidade -- numa evidência de que a destruição da vegetação vizinha a Suape está se encaminhando bem, com oposição relativamente enfraquecida --, o Blog de Verônica finalmente traz uma novidade:
Novamente digo: se não fosse Verônica, a desinformação seria completa em Pernambuco acerca do ecocídio de Suape. Nem as duas pessoas do ramo ambientalista com quem tenho contato telefônico me passam notícia alguma -- prometeram me inserir na lista de e-mails a receberem novidades mas até hoje não cumpriram a promessa.
Que movimento ambientalista é esse que não vem mais estimulando a participação da população nessa luta contra o desenvolvimento insustentável e irresponsável (eu pessoalmente não venho sendo estimulado, embora meu ambientalismo próprio venha de mim mesmo, estando latente no momento por causa da época de provas e trabalhos de fim de período acadêmico)?
[Pernambuco] Eduardo Campos, o “Máquina” pernambucano
Publicdo originalmente em 16/05/10 à 01:35
Para quem não se lembra ou tem menos de 15 anos de idade, O Máquina era o vilão do desenho animado Free Willy, inspirado no filme homônimo. Inimigo número um do meio ambiente, assim como Eduardo Campos e a bancada ruralista, travestia-se do empresário Rockland Stone para parecer bonzinho perante a população, inclusive para o protagonista Jesse, amigo da orca macho Willy. Sua pretensão era explorar e destruir a natureza por interesses econômicos individuais e vingar-se de Willy, mas era sempre impedido por Willy e seus/suas amig@s ambientalistas e companheir@s animais.
Hoje o Brasil tem seus vários Máquinas. Eduardo Campos em Pernambuco, Blairo Maggi em Mato Grosso, Kátia "Sarah Palin" Abreu em Tocantins... Tod@s lutando por um Brasil menos e menos verde e mais e mais esfumaçado, desejos@s por um futuro em que tudo o que teremos para comer será papel-moeda (dinheiro) e borracha e o que haverá para beber será água contaminada e refrigerante.
[Pernambuco] Pergunta que não quer calar: Eduardo Campos no Dia Mundial do Meio Ambiente
Como Eduardo Campos, o nosso querido Máquina ou "É" Motosserra, comemorou este Dia Mundial do Meio Ambiente?
A resposta que tenho até o momento é que, dependendo da mídia, ele se retirou dos holofotes, preferiu não se pronunciar sobre o significado comemorativo do dia de hoje. Tudo indica que ele mesmo sabe que está ferrando o meio ambiente com sua lei 14.046/10 (outrora PL 1.496/10), que autoriza a destruição da maioria da extensão do estuário do Rio Ipojuca em prol do complexo industrial do Porto de Suape, e com seu provável apoio tácito aos desmatamentos menores que vêm sendo autorizados e não vêm sendo compensados -- não que ele necessariamente apoie a não-compensação em si, mas ele apoia o desenvolvimento incondicional e insustentável do porto, mesmo quando esse desenvolvimento implica destruição desimpedida de ecossistemas.
[Pernambuco] Globo Nordeste é nossa mais nova aliada contra o ecocídio de Suape. Veja a reportagem
Eu e milhões de outras pessoas sabemos que a Globo nacional tem um enojante histórico de manipulação jornalística e hipnotização alienante. Mas a Globo Nordeste, pelo menos no caso abaixo, mostra um comportamento diferente de sua matriz.
Assim sendo, nós ambientalistas finalmente conseguimos aliança com uma das mídias mais poderosas de Pernambuco -- a Globo Nordeste com seu programa Nordeste Viver e Preservar. Quase um mês depois de termos levado uma lapada do Jornal do Commercio, que fez uma apologia vergonhosa à destruição com o argumento do desenvolvimento e a exaltação da pseudossustentabilidade dos gestores de Suape, enfim conseguimos algum êxito em se tratando de ter uma parcela da mídia ao nosso lado.
Não que a Globo Nordeste seja uma emissora totalmente do bem -- até porque, sem assistir televisão, não venho tendo oportunidades para verificar se a emissora filial procede em alguns momentos como sua matriz --, mas essa ajuda "global" é extremamente bem-vinda.
Meus agradecimentos à Globo Nordeste e ao Nordeste Viver e Preservar, por essa ajuda de peso.
Abaixo está o vídeo que mostra o nosso lado, o lado da natureza, o lado de uma biosfera que quer continuar vivendo, o lado do desenvolvimento responsável e sustentável. (Está dentro do "Leia mais" porque começa a tocar sozinho)
Salve Maracaípe pede nova audiência pública sobre ecocídio de Suape
Solicitada audiência pública para debater ampliação de Suape
O Movimento Salve Maracaípe solicitou ao governo do Estado, na sexta, 14, realização de audiência pública para o processo de licenciamento ambiental da ampliação do Complexo Industrial e Portuário de Suape, no Grande Recife, que prevê desmatamento de 691 hectares de mata nativa, sendo 508 de mangue, 166 de restinga e 17 de mata atlântica. Um hectare corresponde a 10 mil m², tamanho aproximado de um campo de futebol. O documento, com 51 assinaturas (veja abaixo o cabeçalho), foi protocolado na Agência Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH), sob o número 005783-2010.
A audiência pública, acreditam os integrantes do Movimento Salve Maracaípe, evidenciará que o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) de Suape, realizado em 2001, está incompleto e desatualizado.
O pedido de audiência pública, explicam os ambientalistas, está previsto na Resolução Conama 09/87 e pode ser requerido por entidade civis, Ministério Público ou por 50 ou mais cidadãos.
O movimento destaca que, se a audiência pública não for realizada, a licença ambiental não será válida, conforme prevê a legislação ambiental. Outras entidades ligadas ao movimento devem protocolar pedidos similares nos próximos dias.
No entanto, há um erro crítico no pedido de audiência que, creio eu, pode torná-lo improcedente e passível de indeferimento: o ofício apresenta o número do projeto de lei ecocida como 14046/10 em vez de 1496/10!
Resta rezar aos impotentes deuses da natureza para que a CPRH não indefira o pedido de audiência.











