Vídeo denunciando as crueldades da vaquejada
O vídeo abaixo está começando a ser divulgado pela internet, e vale divulgá-lo aqui no Consciencia.blog.br. Porque a vaquejada é uma violência que deve ser extirpada do Brasil.
As práticas do neoateísmo e a realimentação do preconceito contra os ateus
Pode-se perceber que, desde o ano passado, vem crescendo enormemente, ao menos no Brasil, o movimento ateísta na internet, que ora luta pelo respeito aos direitos e à dignidade dos ateus por parte da parcela teísta da sociedade, ora se investe em criticar as religiões em seus fundamentos filosóficos, morais e práticos. Mas uma parcela notável dessa militância tem se enveredado num caminho, baseado no vale-tudo para desqualificar as crenças das pessoas, que é justamente contraproducente a esses dois propósitos.
Os ateus cobram respeito ao restante da sociedade, mas parte significativa deles está fazendo muito para desmerecê-lo. Críticas difamatórias, reducionistas e falaciosas às religiões em geral; ataques preconceituosos às mesmas e mesmo blasfêmias gratuitas injustificáveis acabam desmoralizando a categoria ateísta e deslegitimando o propósito do estabelecimento de uma cultura de respeito mútuo às diferenças.
É perceptível, aliás, que muitos descrentes querem não estabelecer essa cultura tolerante, mas sim transformar toda as pessoas em ateus e ateias e tornar as religiões algo pertencente ao passado. São os chamados neoateus, que investem boa parte de suas horas de internet para dirigir críticas, muitas delas bastante pesadas, às crenças religiosas em geral.
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Um dos grandes desafios dos defensores dos Direitos Animais é mostrar ao restante da sociedade a lógica ética do reconhecimento dos direitos fundamentais dos animais não humanos. E isso não é tão fácil como se pensa, porque requer quase que uma mudança de lógica cultural-ideológica. Isso porque, em muitos aspectos, os DA estão para a mentalidade da sociedade especista tal como o anarquismo está para os estatistas (ou para aqueles em geral que se acostumaram com a naturalização do Estado) – como sendo algo de difícil compreensão e “alienígena” demais para os valores atuais prevalecentes.
É possível ver pessoas desdenhando da ideia de os animais não humanos terem interesses próprios e direitos enquanto indivíduos. Da mesma forma, é bastante comum ver estatistas fazendo pouco caso de anarquistas que questionam a essência dos símbolos nacionais e do próprio Estado. E basta entender um pouco o anarquismo para percebermos que os DA estão na mesma linha de estranheza lógica em comparação, respectivamente, ao estatismo e ao especismo.
E isso podemos perceber a partir de nós mesmos. Percebamos que as pessoas que seguem o senso comum de que animais podem eticamente ser escravizados têm tanta dificuldade de entender os DA quanto muitos de nós vegano-abolicionistas temos de compreender a ética anarquista e a opressão estatal.
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Está correndo no Facebook o seguinte clamor, postado pela filial brasileira do Sea Shepherd, para que, nas próximas horas, os defensores dos animais de todo o planeta pressionem as autoridades alemãs para libertarem o herói Paul Watson, capitão das expedições libertárias da entidade.
Transcrevo por completo o post do Sea Shepherd:
Comunicado URGENTE a todos os seguidores da Sea Shepherd!
Ajudem a evitar a extradição do Capitão Paul Watson para a Costa Rica. Segundo as últimas notícias, as autoridades alemãs decidiram proceder a extradição do Capitão Paul Watson para a Costa Rica. Nossa última esperança de salvar o Capitão Paul Watson de sua extradição é convencer as autoridades do Ministério de Justiça alemão para que dêem um passo à frente e anulem sua decisão. Mostre seu apoio ao Capitão Watson entrando em contato com Sabine Leutheusser-Schnarrenberger, a Ministra Federal de Justiça em Berlim, Alemanha. Ela precisa saber que a ordem de prisão para deter o Capitão Paul Watson tem motivações políticas e, portanto, deve ser ignorada pelo Governo Alemão. Com o apoio internacional podemos conseguir a liberdade para o Capitão Paul Watson e deixá-lo longe da possibilidade de enfrentar um julgamento injusto na Costa Rica.
Por favor , entrem em contato com: (por favor, seja respeitoso em sua comunicação)
Sabine Leutheusser-Schnarrenberger
Ministra Federal de Justiça
Deutscher Bundestag
Platz der Republik
11011 Berlin
Telefone 030 – 227 751 62
Fax 030 – 227 764 02
E-Mail: sabine.leutheusser-schnarrenberger@bundestag.de
Facebook: https://www.facebook.com/BMJustiz/info
Ministério Federal de Justiça
Mohrenstrasse 37
10117 Berlin, Germany
Telefone: +49 (030) 18 580-0
Telefax: +49 (030) 18 580-9525
Envie este simples texto abaixo:
Dear Ms Leutheusser-Schnarrenberger,
I was very concerned to hear that Germany has detained Sea Shepherd’s Captain Paul Watson for possible extradition to Costa Rica. I understand that the warrant for Captain Watson’s arrest is politically motivated and possibly due to an incident in which Sea Shepherd uncovered an illegal shark finning operation.
I support Sea Shepherd’s efforts to monitor and publicise illegal fishing and whaling around the world and recognize that some illegal fishing operations try to use international law to shut down the Sea Shepherd operations.
I urge you to consider the valuable work Captain Watson and Sea Shepherd are undertaking globally to highlight the dangers to our oceans in considering this extradition request.
Sincerely,
Seu nome
Traduzido por Aline Louali, Diretora de Vídeos e Tradutora Voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil.
A saber: eu já enviei esta mensagem à ministra.
[OFF] Greves de professores: uma proposta de debate sobre como e quem mobilizar
Publicado originalmente em 04/06/11, trazido ao topo em 17/05/12 em razão da greve dos professores de diversas universidades
Nas greves de professores, desde os da Educação Infantil até os das pós-graduações, incluindo instituições públicas e privadas, geralmente vemos o mesmo método sendo usado: mestres interrompem seus trabalhos por tempo indeterminado, param o funcionamento da escola e deixam seus alunos em casa. Esse modelo de mobilização docente, apesar de tão tradicional e largamente usado nos momentos críticos, tem falhas e vacilos e por isso merece algumas críticas e sugestões de mudança, a serem debatidas, que faço abaixo.
Eu divido essas falhas em efeitos colaterais éticos e subestimações. Ambas relativas à atitude de deixar totalmente de lado os alunos, potenciais aprendizes de cidadãos, e atingi-los na prática muito mais do que aos próprios alvos das mobilizações – os diretores/proprietários das escolas e faculdades, no caso das instituições privadas, e o governo, no caso das públicas.
A consequência colateral ética eu posso resumir em uma frase nominal: alunos mais prejudicados do que os patrões.
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Mais uma autoridade usa crença religiosa ao falar de problemas sociais e despeja preconceito contra ateus e o ateísmo. Ao Jornal Cruzeiro do Sul, o delegado titular da Diju (Delegacia da Infância e Juventude) de Sorocaba, José Augusto Pupin, falou a seguinte pérola:
“Há uma falta de consciência familiar, há uma ausência dos pais, há uma ausência de Deus nessas famílias. Pois quem tem Deus dentro de si não vai cometer crime, lesão corporal, furto e muito menos o roubo e tráfico de entorpecentes.“
Ou seja, famílias “sem Deus”, logo ateias, são famílias de menor consciência familiar do que famílias teístas, e pessoas “que têm Deus dentro de si” não cometem crimes, ao contrário dos ateus, que são totalmente suscetíveis a instintos criminosos.
Novamente o preconceito dá as caras associando o ateísmo ao crime, ainda mais vindo de pessoas dotadas de autoridade. Uma autoridade que deveria zelar pelo combate ao crime acaba indiretamente incitando crimes de preconceito e discriminação contra os ateus.
Em Sorocaba, há a Secretaria da Juventude e a Secretaria da Segurança Comunitária, daí creio eu que as duas secretarias lidam com a Delegacia da Infância e Juventude. Portanto, é válido enviar protestos aos e-mails das duas secretarias: sesco@sorocaba.sp.gov.br (Segurança Comunitária) e sejuv@sorocaba.sp.gov.br (Juventude). Assim como enviar comentários abaixo da notícia na página do Jornal Cruzeiro do Sul (requer cadastro).
O que você acha de fazer a História?
O vídeo abaixo fala por si só.
Seja parte da progressiva História humana. Torne-se vegan@.
13 de maio de 2012: um dia para pensar nas mães escravas
Hoje é um dia excepcional: ao mesmo tempo Dia das Mães e Dia da Abolição da Escravidão Humana no Brasil. Com isso, é impossível os defensores dos Direitos Animais se esquecerem daquelas mães que ainda hoje vivem sob regime de escravidão. Falo aqui das mães exploradas na indústria do leite, dos ovos e também da carne; na “indústria” de cobaias a serem torturadas em laboratórios; na “produção” de filhotes a serem vendidos em pet-shops; e por aí vai.
São mães que não poderão desfrutar do dia de hoje – não por não compreenderem que a data de hoje é Dia das Mães e aniversário da abolição da escravidão humana no Brasil, mas sim porque sua situação de vida não é nenhum motivo de comemoração. O dia de hoje lhes será mais um dia de desespero, estresse, angústia e mais absoluta servidão.
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Mais uma imagem neoateísta espalha o preconceito contra todas as religiões ao imputarem à generalidade delas características criticáveis de algumas denominações de religiões monoteístas.
Aqui não tem muito o que comentar. Por causa de regras machistas presentes em grande parte das vertentes cristãs, judaicas e islâmicas, todas as religiões foram tachadas de machistas e misóginas, incluídas nelas as religiões dhármicas orientais, as pagãs e neopagãs, as crenças espirituais indígenas, as religiões sincréticas…
Esquece-se que há diversas religiões não abraâmicas e denominações abraâmicas que não só preveem igualdade entre mulheres e homens, mas também exaltam a figura feminina, como diversas religiões pagãs – culto de Ísis e wicca são bons exemplos – e denominações monoteístas que veneram a Shekinah e a Sophia, arquétipos femininos de certas características de Deus.
Quanto ao ateísmo, não é garantia de respeito à mulher e prezo pela igualdade de gênero. Mesmo menos numerosos proporcionalmente, em comparação aos/às machistas religios@s, existem sim muitos ateus e também ateias machistas. A “religião” sai, mas podem ficar crenças e costumes perniciosos, como chamar um homem de mulher ou de qualquer adjetivo feminino com o fim de depreciá-lo, crer que comer carne é signo de virilidade e vegetarianismo é “coisa de mulézinha”, acreditar que mulheres não podem exercer funções como engenheira e CEO etc. E a isso o ateísmo é totalmente indiferente – o que não é indiferente a isso, na verdade, é o humanismo secular.
No mais, essa é mais uma imagem que bota num saco amaldiçoado todas as religiões existentes por causa dos defeitos de algumas. E acaba transmitindo ao mundo a impressão de que os ateus em geral adoram descer a lenha nas religiões mesmo que para isso usem mentiras e generalizações apressadas.
Li e traduzi o artigo “Dê graças pela carne” (originalmente Give thanks for meat), vencedor do concurso da coluna The Ethicist do The New York Times o qual escolheu um artigo que tentasse ser bom em defender o consumo de animais. Eu esperava que enfim encontrasse um argumento forte do lado defensor do consumo de alimentos de origem animal. Mas ainda não foi dessa vez.
O texto se focou demais no aspecto ambiental, com a premissa de que uma criação de animais ecologicamente “adequada” seria mais ética do que uma monocultura mecanizada de soja. O referencial teórico que legitimaria esse ponto de vista ficou curto, raso e simplista demais, restringindo-se à seguinte frase de Aldo Leopold: “Uma coisa é certa quando ela tende a preservar a integridade, estabilidade e beleza da comunidade biótica. É errada quando promove o contrário.”
Na verdade toda a abordagem, mesmo do ponto de vista supostamente ecoético, foi de um simplismo e reducionismo notáveis. Ele fala apenas de criações bovinas bem-estaristas, ignorando que o universo de carnes à disposição no mercado não é apenas carne bovina – também existindo no macabro jogo porcos, caprinos, ovinos, coelhos, frangos, codornas, perus, búfalos, peixes, crustáceos etc. –, e a problemática ambiental da pecuária vai muito além de “apenas” tentar acomodar centenas de milhões (ou mesmo bilhões) de seres bovinos em pastos – algo que já é virtualmente impossível na maioria dos países.
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Essa semana foi muito produtiva para o Consciencia.VLOG.br, com diversos vídeos em resposta a vloggers onívoros ou carnistas. E hoje trago uma resposta que gravei a uma pessoa que demonstrou claro reacionarismo. O vídeo respondido se chama “Vegan – A Mente É Fraca” e nem vale a pena linká-lo aqui, porque eu estaria dando audiência a quem não merece.
Abaixo, as duas partes do vídeo (sim, eu tive paciência para gravar em duas partes uma resposta a um vídeo reacionário):
Parte 1: Leia o post completo »
Assim como no caso da resposta ao tudosussa, o vídeo abaixo, mais um do Consciencia.VLOG.br, não é 100% refutando o vídeo respondido, e sim comentando concordantemente algumas partes e discordando de outras. Abaixo eu respondo ao vlogger do canal @VocePenseNisso, ao vídeo em que ele fala de vegetarianismo, concordando com as razões periféricas (principalmente meio ambiente) de se adotar uma dieta sem animais e repudiando formas inadequadas, usadas tanto por vegetarianos como por carnistas, de se falar com as pessoas sobre vegetarianismo.
Parte 1: Leia o post completo »
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