09

fev 10

Imagem muito boa preparada por Fabio Chaves do Vista-se. Valeu, Fabio!

Artigo escrito em novembro de 2008

AVISO: Este artigo pode conter spoilers sobre Quake 2 e 4. Se você não quer saber o que vai enfrentar caso queira jogá-los, leia este artigo só depois que chegar em determinadas partes da ação.

(Strogg: raça de semi-cyborgs alienígenas inimigos dos humanos, nos jogos Quake 2 e Quake 4. Habitam o planeta Stroggos e seus processos de manipulação de prisioneiros terráqueos são de extrema crueldade, incluindo processamento de corpos esquartejados e conversão em cyborgs orgânicos com amputação de pernas e injeção de controles cerebrais. Só conhecendo esses jogos mesmo para ter noção de tudo de que eles são capazes.)

Convido todo aquele que sabe quem são os Strogg (acima um pequeno explicativo) a pensar em como nós nos equiparamos a eles quando o assunto é nossa relação com o restante do Reino Animal. Se ligarmos os pontos corretamente, perceberemos que somos tão cruéis como esses extraterrestres que controlam, mutilam, torturam ou esquartejam seus prisioneiros. Porque, afinal, também controlamos suas vidas, os mutilamos, promovemos tortura e esquartejamos seus corpos depois de tudo. Só não instalamos ainda membros cibernéticos nem bebemos corpos moídos em liquidificador. Por enquanto.

Nosso sistema equivalente ao planeta Stroggos é composto de centros de pesquisa científica mais as fazendas, granjas e matadouros onde condenamos de milhões a bilhões de animais a vidas miseráveis e breves. Abaixo eu faço uma comparação que, em última análise, dá a idéia de que a idealização da raça Strogg e seus feitos diabólicos pode ter sido inspirada no lado brutal e antiético da própria humanidade. (mais…)

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08

fev 10

Artigo escrito em junho de 2008

Quando se fala no lucro de rodeios e vaquejadas, torna-se magnânima a participação das empresas patrocinadoras. Sem elas, não há evento lucrativo desse porte. Elas se vêem e se portam como “defensoras heróicas da cultura e da tradição” e dizem zelar pela manutenção de eventos “culturais” que demonstrem a “força” e a “bravura” do povo do interior personificado em peões e vaqueiros.

Muito bem, suponho que os defensores dessas coisas me venceram! E agora admito que rodeio e vaquejada não são violências nem brutalidades e que são moralmente válidos.

Agora, para aumentar o hall de eventos da mesma categoria desses dois e o lucro dos patrocinadores, eu gostaria de fazer algumas sugestões de eventos que certamente exaltarão a força, a coragem, a bravura, o poder físico, de muitos aspirantes a heróis e ídolos dos recantos rurais e cidades brasileiros do mesmo jeito que aqueles dois… esportes fazem. Possuem a mesma inspiração de exaltar a história e a tradição muitas vezes secular dos povos que os praticam e agradarão suas parcerias comerciais: (mais…)

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08

fev 10

Artigo escrito em fevereiro de 2009

Vem-se falando muito, cada vez mais, de “consumo ético”, “consumo responsável”. Entretanto, pode-se notar que a compra de produtos ecologicamente corretos vem sendo tratada como a quase totalidade dessa abordagem ética, como se para consumir com responsabilidade fosse necessário apenas e simplesmente começar a comprar “itens verdes”. A verdade é que a ética do consumo vai muito além, transcende enormemente essa visão limitada e engloba assuntos bem menos tratados nas discussões.

Me refiro a questões como direitos trabalhistas, direitos animais e empresas inimigas do meio ambiente. Nessa visão liberta do reducionismo “só consumo verde”, uma empresa que, por exemplo, explora e desrespeita seus empregados não passará a ser ética se começar a vender produtos ambientalmente amigáveis mas continuar maltratando seus subordinados. E uma companhia tal, por mais princípios “verdes” que adote, não passará ao lado ético se não deixar de testar seus produtos em animais.

Releva-se também, para esse entendimento ético mais abrangente, a opção do boicote. Muito além de priorizar certos produtos, o consumidor consciente evita outros que, opostamente à proambientalidade ou à neutralidade ecológica, tenham sido fabricados por empresas comprovadamente envolvidas com a destruição ambiental.

Para melhor entendimento, vale descrever essas “novas” frentes éticas, exemplificando as três citadas e indicando outras não menos relevantes. (mais…)

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08

fev 10

Artigo escrito em julho de 2009

A vaquejada encanta multidões, mais ainda quando os vaqueiros obtêm vitórias com a proclamação “Valeu o boi!”. A vitória deles é a vibração de quem assiste. Para os vaqueiros e o público, é uma festa só. Mas e para os animais envolvidos nessa atividade? Eles gostam de ser freneticamente esporados ou de ser perseguidos e derrubados? É algo a se pensar sobre a moralidade de um dito esporte que, se vermos mais a fundo, consiste necessariamente em explorar e agredir animais.

Você que gosta de vaquejadas precisa entender o lado dos bois e dos cavalos também. Eles, ao contrário dos humanos que se divertem à beça, não saem nem um pouco beneficiados com a vida que têm. Se pudessem falar, você se surpreenderia com o desgosto deles por terem que viver com o fim de ser explorados e judiados em competições.

Por mais formosos que pareçam quando aparecem nas exposições de animais, eles sentem dor, bastante dor, e até medo durante as vaquejadas. (mais…)

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08

fev 10

Artigo escrito em março de 2008

Dois vícios infelizmente ainda comuns entre defensores de animais e legisladores, sem falar da população como um todo, são considerar a tutela e responsabilidade de uma pessoa sobre seu bicho de estimação uma “posse” e chamar humanos que cuidam e tutelam animais domésticos de “donos”. Quem nunca falou ou ouviu expressões como “o dono desse cão…” ou “…em prol da posse responsável de animais”? É esse uso extremamente inadequado e vicioso, senão especista, dessas palavras que todos precisam repensar e abolir da relação entre os humanos e os animais não-humanos.

Há de se responder às perguntas: por que é inadequado dizer que um tutor de bichos de estimação é dono deles? Por que não é bom falar “o dono do bicho”? Por que não falar de posse de animais domésticos?

Em primeiro lugar, evoco a semântica denotativa, a que não tem sentido figurado (conotativo). As palavras “dono” e “posse” denotam propriedade. O dono de algo é proprietário desse mesmo algo. Quem tem posse tem propriedade sobre o objeto possuído. Seria ético dizer que temos propriedade sobre nossos bichos de estimação?

Para aumentar a minha objeção sobre o uso dessas palavras sobre a relação humano-bicho, invoco suas definições nos dicionários “Priberam/Texto Editores” e “Aurélio”. Mesmo que você contrarie dizendo que a língua portuguesa é flexível e não se prende às definições contidas em um dicionário, eu mostro-as com o propósito de apontar o sentido original dos vocábulos referidos. (mais…)

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08

fev 10

Artigo escrito em janeiro de 2008

Imagine o Mercado de Delos, numa cena corriqueira do século 3 A.C.. Lá, homens, mulheres e até crianças eram “emplacados” com tábuas penduradas no pescoço com origem, qualidades e defeitos descritos e o preço em dracmas. Comerciantes abastados chegavam à ilha da cidade, compravam essas pessoas para lhes servirem de escravos e arrogavam então a si a posse dos humanos comprados.

Imagine você, vindo de uma viagem no tempo, perguntando para um comerciante daqueles quem eram aquelas três crianças nuas no barco dele e se tinham algum parentesco com ele. Então ele diz: “Ah, são uns escravos que comprei agora há pouco. E não sou pai deles, sou dono”. E explica que os garotos comprados eram de sua preferência: morenos, cabelos longos e de olhos verdes, e satisfaziam aos seus desejos de ter crianças bonitas para sua companhia afetiva.

Uma sensação de indignação e compaixão invade você ao ver aquele senhor tratando aquelas crianças como mercadorias, como coisas, como objetos de posse e categorizáveis. Não tolera que ele esteja daquela forma comprando vidas humanas dotadas de afeto e sentimentos num mercado. Num ato de reação humana a atos de desumanidade, você semeia uma conversa argumentativa com o “dono” das crianças na intenção de mostrar que ele está sendo imoral e desumano e fazê-lo libertar aquelas crianças ou adotá-las como filhos de verdade. Seus argumentos falam de as crianças serem humanas iguais a ele, terem sentimentos, pensamentos, desejos, virtudes e direitos naturais à dignidade.

O homem então, depois de dez minutos de conversa, vai embora irritado, levando as crianças, sem assimilar a moral de direitos humanos que você tentou incutir nele. Para ele, os meninos eram seres inferiores e sem direito à dignidade que apenas os humanos de sua “raça” tinham e cujos sentimentos e demonstrações de inteligência serviriam para sua função de escravos de companhia. (mais…)

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08

fev 10

Como não estou conseguindo encontrar muitas ideias para escrever uma boa quantidade de posts por semana, não venho conseguindo ideias para novos artigos (aliás, o articulismo está ofuscado pela minha mente voltada para o livro sobre vegetarianismo) e o consciencia.blog.br (Arauto da Consciência e posts da época do Consciência Efervescente) perdeu uma enorme quantidade de links que estavam disponíveis no Google (porque o WordPress não sabe preservar links importados do Blogger como deveria, mesmo deixando os permalinks como “consciencia.blog.br/ano/mês/título.html” – modelo do Blogger), vou fazer um grande serviço: republicar os melhores posts atemporais da época do Consciência Efervescente. Será bom para você que está conhecendo o Arauto agora; para quem encontrou um link 404 ou um post nada a ver num link que havia sido salvo; para quem busca conteúdo de qualidade e encontrará artigos muito construtivos; e para o blog, que vai recuperar a presença abundante no Google que o Consciência Efervescente tinha.

Em instantes, o primeiro post ressuscitado.

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07

fev 10

Direto do blog Capinaremos, em homenagem às pessoas que mata(va)m coelhos e mutila(va)m suas patas achando que colecionar pés de coelho dá sorte.

Um banho de empatia

Um banhozinho de empatia

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05

fev 10

Vanity Fair FAIL: supremacia branca em Hollywood?

“Vanity Fair” polemiza ao mostrar futuro do cinema só com brancas

A última capa da revista “Vanity Fair” gerou fortes críticas nos Estados Unidos ao apresentar o futuro de Hollywood apenas com imagens de atrizes brancas.

O número de março da famosa revista sairá à venda com o título de “A New Decade, a New Hollywood” (nova década, nova Hollywood) e com a foto de nove atrizes de entre 19 e 27 anos que estão começando a carreira, todas muito brancas e muito magras.

Na foto aparecem Abbie Cornish, Rebecca Hall, Anna Kendrick, Carey Mulligan, Amanda Seyfried, Kristen Stewart, Emma Stone, Mia Wasikowska e Evan Rachel Wood.

A visão da revista foi considerada por outros meios, como o jornal “USA Today” e os sites “Jezebel” e “Politics Daily”, parcial e injusta com a realidade multirracial existente nos Estados Unidos e no mundo do cinema.

Aparentemente a nova década não terá a ver com diversidade“, comentou ironicamente Dodai Stewart, do “Jezebel”, portal feminino sobre famosos e moda.

Os críticos questionam a falta de atrizes como Zoe Saldana, da recentemente indicada ao Oscar Gabourey Sidibe (“Precious”, 2009) e a jovem Freida Pinto (“Quem Quer Ser um Milionário?”, 2008).

É, a Vanity Fair esqueceu que existem atrizes negras e mestiças nos Estados Unidos. Mesmo se não houve intenção racista, pegou muito mal vislumbrar uma Hollywood com supremacia branca.

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05

fev 10

A Parte 30 da sequência Mais uma perversão de cientistas torturadores está no Consciência Efervescente: http://conscienciaefervescente.blogspot.com/2009/12/mais-uma-perversao-de-cientistas_27.html

Parkinson e coração

As causas da doença de Parkinson ainda não são completamente conhecidas. Sabe-se que essa desordem degenerativa é caracterizada pela disfunção dos neurônios secretores de dopamina (mediador químico importante para a atividade normal do cérebro) e afeta regiões cerebrais responsáveis pelo controle muscular, provocando tremores, rigidez nos músculos e diminuição de mobilidade

Novos estudos têm indicado também a associação da doença com problemas no coração, como se viu no 18th WFN World Congress on Parkinson’s Disease and Related Disorders, realizado em Miami, nos Estados Unidos, em dezembro último.

De acordo com as pesquisas, sintomas cardíacos podem anteceder os sintomas motores causados pela doença de Parkinson, e pode haver uma independência entre os sintomas cardíacos e os motores da doença em pacientes humanos.

Segundo o estereologista Antonio Augusto Coppi, responsável pelo Laboratório de Estereologia Estocástica e Anatomia Química (LSSCA) do Departamento de Cirurgia da Faculdade de MedicinaVeterinária e Zootecnia (FMVZ) da Universidade de São Paulo (USP), que apresentou no congresso de Miami um trabalho relacionando os efeitos da doença no coração, os estudos recentes ressaltam novas formas de manifestação clínica da doença de Parkinson.

“Antes, quando se falava em Parkinson, havia uma clara referência ao indivíduo com dificuldade de tirar a carteira do bolso em um supermercado ou que não conseguia atravessar a rua. Ou seja, eram apenas sintomas motores. Hoje, já se sabe que o paciente pode também apresentar sintomas generalizados, como os cardíacos. Mas se esses sintomas antecedem os motores, sucedem ou se eles ocorrem simultaneamente, ainda é uma incógnita”, disse Coppi à Agência FAPESP .

O docente coordena a pesquisa intitulada “Caracterização comportamental, funcional e morfológica das cardioneuromiopatias tóxicas (MPTP) e geneticamente induzidas em camundongos com alta expressão de alfa-sinucleina humana”, apoiada pela FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular, na qual se busca adequar modelos (químico e genético) eficazes para estudar a doença de Parkinson.

A equipe de Coppi induziu a doença de Parkinson nos animais por meio do uso do 1-metil-1-4-fenil-1,2,3,6-tetrahidropirimidina (MPTP), de modo a analisar seus efeitos no miocárdio, na inervação do coração e nos neurônios do sistema nervoso central.
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