
Esta página estática é a resposta definitiva ao texto Veganismo desmascarado, publicado em maio de 2010 por um blog que, até pela política de não aumentar a audiência de blogs, textos e vídeos alfacistas, ainda mais aqueles que expressam ódio explícito contra vegetarianos e veganos, não merece ser mencionado aqui.
Tal texto é uma amostra de que o conservadorismo militante acerca do consumo de produtos de origem animal de fato não vem conseguindo elaborar argumentos realmente fortes e contundentes, um sequer, para questionar a lógica ético-filosófica e a seguridade nutro-médico-científica da práxis vegana e da alimentação vegetariana estrita. Pelo contrário, a argumentação se perde em meio a tantas falácias, demonstrações de preconceito e até descargas de ódio visceral, mostrando que o alfacismo não é um movimento sério, mas sim uma mera manifestação de interesses pessoais acerca da continuidade do consumo de animais.
Sei que não deveríamos dar audiência a trabalhos alfacistas em geral, visto que o prazer dos militantes do alfacismo é, além de fazer os onívoros relutantes desistirem de considerar o veg(etari)anismo como algo a ser adotado a curto ou médio prazo, irritar os veg(etari)anos com piadinhas de mau gosto e ofensas. Mas alguns textos, grandes que são e idem a aparente carga de conteúdo e referências que carregam, realmente merecem alguma atenção, ainda que não nos blogs ou vlogs dos seus autores, mas nos próprios blogs pró-veg(etari)anismo.
É o caso do Veganismo desmascarado, que, embora soe apenas risível para quem já tem uma veteranidade no veganismo e um preparo argumentativo para saber que aquilo são apenas um amontoado de argumentos ricos em deficiência lógica, ainda consegue manipular muitas pessoas que ou acabaram de iniciar no vegetarianismo ou ainda relutam sobre se realmente vão ou não parar de comer carne e outros derivados animais.
É plausível perguntarmos o que o autor de tal texto realmente queria, intencionava ao escrevê-lo. Se, com as patentes manifestações de ódio e preconceito imbuídas em tal obra, pretendia construir, contribuir, colaborar, participar da edificação de um mundo mais justo e menos contraditório. Ou se queria apenas destruir, ofender, desqualificar, tentar atrapalhar o milenar processo de mudança ética que marca as sociedades ocidentais. Se no final ele o redigiu no intuito de aderir à luta de parte da humanidade pela harmonização das relações seres humanos-Natureza não humana ou simplesmente preservar do questionamento incisivo um hábito de consumo baseado, no caso dele, não mais tanto no simples desconhecimento, mas na ignorância consciente (e militante) e num egoísmo que passa por cima da vida e da integridade de inúmeros animais mortos pela pecuária, pela pesca e pela vivissecção e até mesmo de outros seres humanos.
A resposta dada ao enorme texto alfacista não vem em forma de um artigo, mas sim de prints do próprio texto com comentários em vermelho dentro das próprias imagens. Algumas poucas vezes parece-se neles dirigir críticas à pessoa do alfacista, mas deve-se deixar claro aqui que os prints abaixo não atacam de fato a pessoa dele, mas sim os seus argumentos e a sua qualidade de argumentador antivegano.
Enfim, antes de irmos aos links dos prints, ficam três desafios:
a) que os conservadores pró-consumo de animais tentem elaborar novas razões para se continuar consumindo animais e sustentando a produção de um sistema essencialmente baseado em escravidão e violência. Porque argumentos como “vegetarianismo não faz bem à saúde humana”, “seleção natural”, “cadeia alimentar” e “não podemos digerir celulose” já estão vencidos e superados;
b) que mostrem como a continuidade do consumo de animais pode trazer benefícios (econômicos não contam) e não mais malefícios aos animais não humanos e humanos e ao meio ambiente como um todo;
c) que argumentem com civilidade e sem o uso de falácias e preconceitos.
32 respostas a Resposta ao texto “Veganismo desmascarado”
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Minha opinião é de que os carnívoros, para serem coerentes, deveriam ter tanta dó de seus animais de estimação como de um boi no matadouro.
Falando sério, por que não ter o mesmo sentimento em relação aos bois e aos cães?
[...] Resposta ao texto alfacista “Veganismo desmascarado” [...]
Realmente, Robson, não sei como vc teve tanta paciência em refutar um texto completamente equivocado em cada parágrafo… meu namorado, estudante de medicina e (ainda) comedor de carne, ficou inconformado com tantos erros nas colocações do autor do texto “Veganismo desmascarado”, em seus aspectos bioquímicos, fisiológicos, evolutivos etc. Muita pretensão de um blogueiro (que se diz cientista mas pelo visto não entende muito das áreas da ciência sobre as quais se arriscou a dar palpite) querer “desmascarar” algo sobre o qual possui tão pouco conhecimento, e tanta arrogância…
Parabéns pela réplica!
Obrigado, Maria Elisa =) Creio que minha paciência vem do compromisso de impedir que pessoas caiam nos logros dos alfacistas e demais carnistas reacionários e tb de muito amor aos animais.
Abs
A exploração interespecífica é comum entre muitas espécies. Leão come zebra. Porco come alimento de origem vegetal ou animal. Lombriga ”come” humano. Humano come não humano.
Esse argumento justificaria que comêssemos cães, gatos, gorilas e qualquer outro animal. Falácia naturalista.
não adianta querer refutar o texto, pois apesar de algumas falhas, é verdadeiro em sua maioria.
os veganos se dizem muito éticos e tal, mas o engraçado é que eles são éticos apenas com os animais, vejo em varios sites, veganos se desprezando e amaldiçoando a humanidade, isso é totalmente ridículo!!!!!!
é contra qualquer tipo de exploração animal, mas é só sentir uma dor que vai tomar um remédio, se estiver em casa e aparecer um bixo venenoso, vai correndo matar ou expulsar.
é de uma hipocrisia sem tamanho!!!!
vc quer realmente mudar o mundo??quer ser ético, abandone sua vida moderna e vá morar com as feras na selva, vá dormir em uma caverna, e só consuma o que vc produzir, assim vc não estará afetando a natureza nem os nimais, que vc tanto quer proteger.
http://consciencia.blog.br/falacias-carnistas
E aliás, você sequer chegou a ler as refutações?
Há duas objeções ao Veganismo no seu comentário: (1) Os veganos usam remédios, logo são hipócritas (antiéticos) e (2) Os veganos batam baratas, formigas, etc, logo são hipócritas. Há falha em ambas as objeções:
(1) Uma ação só está sujeita a julgamento ético quando você pode substitu-la por uma qualitativamente melhor. Tomas remédio é o único modo de livrar-se de uma doença então, tal ação, não pode ser abordada do ponto de vista ético. Mas testar remédios em animais sim é antiético e deve ser combatido.
(2) Não mato baratas. Mas se eu o fizesse seria irrelevante para o debate (é ético explorar animais?), pois o objetivo deste é analisar os argumentos e não o comportamento do argumentadores.
O texto antivegano aqui refutado é construído com o objetivo de criticar aos veganos como se isso refutasse a filosofia ética do Veganismo. Depois faz comparação indevida com a religião e o Veganismo. Por último o autor antivegano só refutou argumentos auxiliares e nem tocou o assunto ética que é o fundamento do Veganismo. Tentei debater com ele, mas é meio desanimador quando o oponente só quer ignorar e ridicularizar.
É, não vale a pena tentar argumentar com gente de mente fechada.
E aliás, nem a maioria dos argumentos auxiliares ele conseguiu refutar de verdade. Quando conseguiu refutar alguma coisa, foi tentando passar a ideia de que tal argumento seria usado pela maioria dos veganos.
Robson, em sua opinião, é possivel tornar alguém vegano através da FIlosofia, ou seja, a FIlosofia funciona para nosso objetivo?
Creio que é possível sim, desde que a pessoa entenda de filosofia.
A primeira coisa que me perguntei quando li isso: em que momento ele desmascarou o veganismo?
O pior são as pessoas que acreditam naquilo ali, mesmo vendo todos os dias, pessoas famosas ou não, vivendo saudavelmente se alimentando sem crueldade animal. Eu nunca li tanta besteira sobre vegetarianismo como esse texto aí.
Percebo que até mesmo nome do site, “Ceticismo” é uma grande falácia.
Xingar alguém não é “ad hominem”. Ad hominem é desconsiderar o argumento por causa de quem é o autor, e não dos seus próprios méritos. Simplesmente dizer que alguém e/ou suas ideias são idiotas não caracteriza ad hominem. Desconsiderá-las PORQUE o autor é um idiota, sim.
O autor do texto pode estar certo ou errado. Isso independe da quantidade de xingamentos que ele utilizar.
Enquanto eu acho que o texto é ruim, reclamar do tom dele não faz nada para refutá-lo.
Você leu os prints?
Um dos possíveis significados de Ceticismo: afirmação de que se deve duvidar de TUDO inclusive do próprio Ceticismo. Ou seja céticos duvidam daquilo que acreditam: autocontradição!
Robson, apesar de você ter feito um bom trabalho, parece que o André tem (não sei nem como explicar) um jeito de SEMPRE vencer as discussões sabe? Acho que ele faz a pessoa parecer idiota (ad hominem) pra ela não ter credibilidade, mas às vezes eu me pergunto : Será que ele está errado mesmo? Ele sempre fala que ninguém é corajoso o suficiente para ir até lá e “ganhar” dele. Além disso, analisando o blog dele, parece que se trata de alguém culto, que tem muito conhecimento científico e conhece as falácias lógicas (ele até tem uma página explicando). Como, e por que, um cara desses estaria mentindo ou falando abobrinha (visto que ele mesmo saberia que está errado, se o estivesse)?
Felipe, três teorias sobre esse cara:
- Ele não é aberto a discussões e vai até o fim testando os limites das outras pessoas que creem ingenuamente que as ideias dele são abertas a debate
- Ele se aproveita de que a maioria daqueles que tentam argumentar com ele possuem menos calibre científico que ele e os humilha – humilhação é um dos métodos dele de se sair como “vitorioso”
- Desonestidade intelectual é a ordem quando ele fala daquilo que não conhece de verdade – usa, como ele mesmo fala dos outros, bravatas travestidas de intelectualidade. Quando você vê a essência dos “dados científicos” dele sobre veganismo, é tudo falácia e manipulação.
Robson, suas teorias estão corretas. Fiz um post só de sacanagem perguntando coisas que eu já sabia (pra ver oq ele ia responder). Não respondeu minhas perguntas objetivamente, e fugiu ao assunto quando falei sobre vitamina A e complexo B na dieta vegetariana. Também não quis comentar sobre ferro não heme (grande parte das críticas dele ao vegetarianismo se dão através da ausência do ferro heme, mas as fontes de pesquisa dele somente relatam maior dificuldade na absorção, que pode ser contornada através da vitamina C e A,abundantes numa dieta vegetariana balanceada). Quanto às proteínas, ficou no mesmo. Enrolou, falou que fontes vegetais tem aminoácidos não utilizáveis (como se isso afetasse o vegetarianismo, se ele o dissesse, seria falácia da composição, não?). Quando alguém fala da soja (ou de outras fontes de aminoácidos essenciais vegetais), simplesmente manda “ler o texto”, apesar de não haver refutação clara contra a soja ou qualquer proteína vegetal (tirando o velho argumento dos fitatos e o fato dele falar que plantas sintetizam proteínas diferentemente). Grande parte das críticas dele ao vegetarianismo poderiam ser classificadas como reductio ad misercordiam, onde ele maliciosamente reduz as propostas éticas, morais e ambientais do veg(etari)anismo à simples “peninha”. O que achou das minhas conclusões?
Conclusões ótimas =)
E acho que essa falácia seria de composição mista com non sequitur (a planta tem alguns aminoácidos que o ser humano não utiliza, logo não provê nenhum aminoácido essencial suficientemente pro ser humano).
E essa falácia nova é boa – Reductio ad Misericordiam =D Valeu pela nova dica =)
O autor do texto anti-vegano é muito desonesto. Mas tudo bem, ninguém deixará de ser vegano por causa das bobagens que ele escreveu. He he he.
Talvez realmente ninguém deixe de ser vegano por causa do vômito desse alfacista. Mas já vi casos de veganos que ficaram muito aperriados, como se tivessem ficado sem chão por terem temporariamente perdido a segurança argumentativa, depois que leram tal pérola.
E outro perigo desse texto é fazer onívoros que estavam em dúvida sobre a moralidade de sua alimentação ficarem pé no onivorismo – e pior, também se tornarem defensores carnistas do consumo de carne -, como se não lhes restassem mais dúvidas de que o veganismo não teria sentido e o onivorismo sim poderia continuar normalmente.
Tem razão,mas é tanta desonestidade que dá preguiça de refutar. Ele desativou os comentários. Ele chama os veganos de hipócrita o tempo todo: “E as baratas, e as lacrais, por que os vegans não lutam pelos direitos desses animais?” Porque, em geral,não há exploração intitucionalizada desses animais, e o objetivo do Veganismo é lutar pelo fim da exploração dos animais.Mas se houvesse com certeza deveríamos lutar, se houvesse e não lutássemos, isso só mostraria que os veganos estão falhando em algo e não que é correto explorar animais.Chamar veganos de hipócrita não é argumeno e sim uma tentativa desesperada de se esquivar do dever de respeitar animais.
Aliás, como se ele tivesse autoridade de chamar alguém de hipócrita.
Realmente, é um sujeitinho bem mal-educado e prepontente. Provavelmente vai argumentar que os veganos são burros, quando na verdade as justificativas “sientificas” dele nada mais eram que achismos sem justificativa. Ele até citou links de fontes que explicavam a melhor absorção do ferro heme, mas não citou UM link que atestasse que plantas são carentes em alguns aminoácidos (até misturando) e queria que aceitassem aquilo como verdade absoluta. Se escrevessem “soja” ele já mandava a merda. Aí é difícil. É até bom que ele tenha fechado os comentários, sinal que as baboseiras que ele escreveu vão ficar apagadas, e quem vir o artigo vai achar estranho que não seja possível comentar, e duvidar da veracidade das informações. Eu particularmente não visito aquele site nem a pau, as vezes tem até um artigo interessante, mas a modalidade da escrita do cara é muito ruim, cheia de ridicularizações e informalidades não pertinentes a posts supostamente científicos. O que deve ser feito é ignorar o sujeito e aquele site, a fim de que ele não tenha mais platéia. Alguém deveria explicar pra ele o que é “Ignorantio Elenchi”, se bem que não ia adiantar…
Reativou.. Eu postei lá: “Já foi refutado pelo Robson Souza do Consciência.vlog e Vegetariano da Depressão, mas vou refutar novamente. Argumento da casa em chamas… É irrelevante quem eu salvaria, pois quer eu salve o ser humano, quer eu salve o animal não humano, isso não nos levaria à conclusão que aquele que não foi salvo não merece respeito ou podemos escravizá-lo. No máximo mostraria que (caso fosse um dever salvar o animal e) eu salvasse o ser humano eu errei. Não que o especismo é justificável ou que não devemos ser veganos. Essa pergunta não oferece nenhuma objeção ao Veganismo.”
Li todo o texto do cara e li o o Robson refutando tudo também. Trabalho insano. Agora o que ninguém notou é que esse cara pisoteia as liberdades fundamentais, de expressão e pensamento. Qualquer um tem o direito de pensar o que quiser, com sua reserva mental e ninguém pode violentar isso. Ele pegou pesado com os vegans e parece que gosta de “jogar” nas discussões, para ver quem pode mais… Enfim, eu que sou simpatizante vegan recente, pelo fato da “peninha” dos bichos, acho que não vale a pena perder tempo com esse tipo de discussão. A alimentação vegan é muito mais leve e faz a gente se sentir melhor. Evidentemente que o bebum sempre irá defender que cerveja é melhor do que água e assim por diante. Deixa eles…
Abraço e sucesso.
Ele pegou um comentário meu e postou no “A Voz dos Alienados” prá ridicularizar. Só sabe ridicularizar, mas refutar que é bom nada! O Veganismo Desmascarado é um exemplo de idiotice.
Prezados, me tornei vegano por perceber o especismo da raça humana. Hipocrisia é não fazer nada. É óbvio que se levarmos Veganismo ao pé da letra, realmente teremos que sair das grandes cidades, isso é anti civilizado. Deixaríamos fé usar shampoos, sabonetes, remédios e perfumes, pois estes tem sua orígem na vivissecção de seres sencientes de outras espécies. Bem claro, o prazer do paladar existe, eu era o churrasqueiro da turma, mas esse prazer era egoísta e tinha a morte como principal veículo. Eu concluí e ajudo a acabar com esse holocausto e a salvar o planeta da única forma que dará resultado eficaz: Abdicando da carne, uso de couro e esclarecendo os apedeutas. Veganismo não é religião, é um movimento abolicionista. Simples assim: Hoje eu gasto menos dinheiro no supermercado. Nos restaurantes, pouca gente nota que a parte de vegetais é muito maior e variada que a de carnes. Mas ainda assim as pessoas me perguntam: “Mas você come o quê?” Hoje eu me alimento muito melhor e não encontro nenhuma dificuldade em encontrar opções verdes. Quando eu decidi ser um Vegan, foi da noite para o dia, sem transição. Obviamente, uns meses depois o meu corpo reagiu a mudança num sentimento de fraqueza (síndrome de abstinência) que durou alguns dias. Muitos ex-vegetarianos desistiram e voltaram a comer carne por não saberem disso. Eu me preparei antes com leitura e pesquisa para me certificar se não era mais uma mentira. Aguentei firme e hoje estou super saudável, disposto e me sentindo ótimo! E o melhor: Em paz e de consciência limpa. Se nós humanos fôssemos verdadeiramente carnívoros onívoros, comeríamos os nossos “animais de estimação in natura”… Paz para todos.
A ciência tem, hoje, formas alternativas à vivissecção mas a tradição, o hábito e a conveniência milenar ainda não evoluiu a esse ponto. Tudo a seu tempo. Outra: eu não mato baratas, eu deixo o meu ambiente limpo para que elas não queiram “morar” na minha casa. Quando me deparo com insetos na rua, aranhas, baratas, etc. Não mato pelo simples fato de que ela e apenas uma em milhões só no meu quarteirão. Atentem para isso.