Como virei vegetariano e em seguida vegano: uma história pessoal

Sem querer arrogar uma fama ou grandeza que ainda não tenho, meu vegetarianismo (e também minha foto!) fez parte de uma reportagem sobre Segunda Sem Carne no Diario de Pernambuco (sim, o mesmo que hoje mete pau em protestos populares) de 5 de julho de 2009.

Como virei vegetariano

Cada pessoa tem sua experiência única de vida que a leva ao vegetarianismo e, em seguida, ao veganismo, embora possa haver pontos em comum entre as histórias de várias, como ter assistido ao documentário A Carne É Fraca ou visitado um matadouro, e a trajetória de alguém possa inspirar outras pessoas. Para você entender melhor o vegetarianismo, para compreender a visão de quem não põe mais alimentos de origem animal na boca, vale a pena começar a ouvir ou ler os depoimentos de vegetarianos sobre como passaram a adotar uma alimentação ética, ou pelo menos como venceram o desafio de acabar com a carne nas refeições. Assim sendo, trago o meu relato pessoal sobre como virei vegetariano – tornei-me vegano não muito tempo depois.

A data da minha mudança de atitude alimentar foi 24 de agosto de 2007, depois de uma noite e madrugada de séria reflexão que mudaria para sempre meu prato e minha vida. Mas vale contar a partir de quando tive o primeiro contato na internet com grupos de defesa dos animais para entender como a ideia de me tornar vegetariano progrediu. Foi em março de 2005, no Orkut, em comunidades como “PEA – Projeto Esperança Animal” e “Eu Odeio Rodeio” (hoje “Somos Contra Rodeio”).

Tal contato se deu durante a campanha conjunta de diversas entidades de defesa animal contra a novela América, que estava perto de estrear na TV Globo e faria apologia aos rodeios. Compreendi e absorvi rapidamente as informações que passavam às comunidades antirrodeio do site, tais como a tortura a que o animal era submetido pelos instrumentos do rodeio (sedém, esporas, aparelhos de choque elétrico ilegais etc.).

Paralelamente, estavam aparecendo tópicos, da autoria de vegetarianos, que discutiam com onívoros se repudiar rodeios e comer carne ao mesmo tempo era uma hipocrisia. Alguns mais exaltados abriam tópicos já chamando diretamente pessoas como eu – onívoros contrários ao rodeio – de hipócritas. Eu me sentia ofendido com a acusação generalizada – e ainda hoje entendo o lado dos onívoros que são desrespeitados por vegetarianos desprovidos de noção de debate civilizado –, mas isso não me impediu de entrar nos tópicos e começar a ter uma noção de como os vegetarianos enxergam o consumo de carne e de outros alimentos de origem animal. Eu lia aquela gente falando da carne como “cadáveres”, “bichos mortos” e outras sugestões mentais repugnantes. Como comedor das mais diversas carnes – principalmente bovina e de frango – na época, evitava me concentrar em ler a dialética que se travava e evitava postar nas discussões, para não me ver com o fardo ético de abandonar aqueles que então eram meus pratos preferidos – pizza, galeto, maminha, hambúrguer, pudim etc. Apenas passava o olho na página, lendo poucas frases.

Assim foi durante cerca de dois anos. Em um momento dentro desse tempo, postei num fórum cético um tópico pedindo para que refutassem o texto 21 motivos para ser vegetariano, então considerado por mim um “texto vegan proselitista”, pedido que foi cumprido com argumentos fracos e tendentes ao cartesiano . Apesar da resistência, passar o olho em tópicos de debate entre vegetarianos e onívoros no Orkut foi me proporcionando mais e mais momentos de pensamento sobre o vegetarianismo, embora eu continuasse resistindo à ideia de ser um.

Eu tentava imaginar como vivia um vegetariano, e minha falta de conhecimento sobre culinária sem carne me levava a imaginar que o vegetariano comia um almoço “mutilado”, sem substituir a carne. Também estava aos poucos concordando que comer carne é incompatível com a filosofia da libertação animal, tanto que, em algum momento de 2006, resignadamente saí de uma comunidade orkutiana sobre libertação animal por considerar que eu, como onívoro, não me encaixava na proposta daquele fórum de discutir por que e como libertar os animais do status de escravos dos seres humanos.

Em fevereiro do mesmo 2006, quando estive numa casa de praia em Itamaracá/PE, fui exposto a uma cena aterradora: peixes dentro de um balde agonizavam asfixiados, debatiam-se numa vã luta pela vida. Desejavam voltar para a água para respirar, mas tristemente não poderiam fazê-lo, porque não interessava a ninguém ali, menos ainda para os pescadores, que aqueles animais sobrevivessem e voltassem a viver no habitat de onde foram levados embora. Como era de se esperar, perderam a luta pela vida e foram comidos no almoço do mesmo dia.

Pela primeira vez eu percebia como era cruel a procedência das carnes. Foi por aqueles peixes que tive pela primeira vez uma atitude prática de solidariedade à vida animal: não comi aqueles bichos que vi agonizarem. Infelizmente não parei de comer peixes naquela ocasião, já que teria carne de peixe algumas poucas vezes em meu almoço entre aquele dia e agosto de 2007, mas parte da minha resistência ao vegetarianismo havia irreversivelmente desabado dentro do meu subconsciente.

Continuei dali em diante com os ligeiros contatos com tópicos pró-vegetarianos, mas continuava devorando pizzas king size inteiras e quantidades relativamente grandes de carnes bovina e aviária. Lembro também que uma colega do curso de Gestão Ambiental, que eu fazia na época, ocasionalmente me sugeria virar vegetariano – embora ela própria não o fosse. Mas, em agosto de 2007, circunstâncias decisivas para o meu prato vieram: o rodeio de Barretos/SP. Em três comunidades antirrodeio do Orkut, participei ativamente das discussões sobre por que e como o rodeio deveria ser proibido e criei tópicos discutindo detalhes cruéis que podiam ser notados nas provas de montaria dos rodeios.

Aos poucos, a ficha ia caindo: eu defendia a integridade físico-psicológica de alguns bois, mas estava deixando totalmente de lado a vida e integridade de tantos e tantos outros que eram mortos nos matadouros. Defender os animais e ser onívoro ao mesmo tempo era possível, mas era contraditório e pouco conveniente.

Meu engajamento virtual contra os rodeios foi minando meu onivorismo até que, na noite do dia 23, cheguei a um ponto sem retorno: já não era mais possível continuar comendo carne sem peso na consciência. Finalmente minha resistência ao vegetarianismo havia ruído completamente. Em um tópico numa hoje extinta comunidade orkutiana do PETA, falei como já estava começando a ficar pensativo a respeito das questões éticas da minha alimentação e perguntei como eu poderia criar força de vontade para me livrar da carne e de outros alimentos de origem animal. Respostas solidárias apareceram, mas o passo decisivo já tinha sido dado – era o meu próprio ato de perguntar. Tal tópico foi o estopim para, poucas horas depois, na cama, antes de dormir, mergulhar em profunda reflexão sobre como eu poderia deixar de contribuir para a morte sofrida de tantos animais.

Pensei deitado: eu estava sendo contraditório ao defender os bois explorados em rodeios mas estava ignorando o sofrimento dos bois que eram friamente mortos nos matadouros. Chegava à minha memória também, de volta, o sofrimento dos peixes de Itamaracá. Deveria a partir dali dar um jeito para diminuir o máximo possível, ou encerrar, minha contribuição para o funcionamento de granjas, abatedouros e barcos pesqueiros. Pensei inicialmente em diminuir muito o consumo de carne, mas concluí a reflexão decidindo que iria me aventurar no vegetarianismo. Dormi com a consciência “armada”.

No dia 24, como é costume meu pular o café da manhã, comecei o vegetarianismo por um almoço sem nenhuma carne. A carne foi substituída em curto prazo por processados (salsichas e hambúrgueres) de soja de uma grande marca frigorífica – eu acreditava que não estava financiando seus matadouros e frigoríficos, mas sim estimulando a empresa a consolidar seu mercado de produtos sem carne. Pensei nesse primeiro dia se eu poderia flexibilizar e ser ovolactovegetariano, mas um aviso de minha mãe sobre como seria ruim consumir ovos no lugar da carne e um momento de pensamento me dissuadiram de tal retrocesso. Deixando de ser onívoro, me tornei direto um vegetariano completo, sem ter que passar por fases de vegetarianismo incompleto (api, lacto, ovo ou ovolactovegetarianismo).

Nos meses seguintes, fui conhecendo parte da grande diversidade da culinária vegetariana. No último trimestre de 2007, comecei a vislumbrar o veganismo como meta de consumo ético, meta alcançada em julho de 2008.

Meu vegetarianismo, como meu relato mostra, surgiu fundamentado principalmente na questão da ética animal. Meio ambiente e saúde foram motivações subsequentes, que adquiriram importância ao longo do tempo. Hoje posso dizer que sou vegetariano pelos três motivos, sendo os direitos animais a razão principal.

 

Como virei vegano

Quando minha transição do vegetarianismo completo não vegano ao veganismo começou, estimo eu, em outubro de 2007, eu tinha cerca de dois meses de vegetarianismo. Tudo começou quando minha então professora de yoga mostrou à minha turma sabonetes com base de glicerina vegetal – da Granado. Ela explicou o que eu até então não sabia: os sabonetes comuns, maioria esmagadora no comércio, são feitos com base de gordura animal – identificável na embalagem como “tallow”, “Sodium tallowate”, “seboato de sódio”, “Bovis adeps” ou, simples e explicitamente, “gordura animal”.

Isso me deixou chocado na hora: queria dizer que eu ainda consumia produtos que demandavam a morte de uns animais e a exploração in vivo de outros. A consciência me impeliu então a começar a usar os sabonetes veganos no mais breve possível. A professora aceitou que eu lhe pagasse 10 reais para que ela me trouxesse cinco sabonetes. As compras intermediadas foram ocorrendo durante uns dois meses, até que ela me recomendou que comprasse no supermercado ou na farmácia – havia uma segunda marca de sabonete vegano, a Phebo, bem mais fácil de encontrar no comércio.

O sabonete foi o primeiro passo para minha veganização. Passei a observar sites como o Guia Vegano e comunidades no Orkut para saber quais outros produtos que tinham alternativas veganas no mercado. Não tardei em substituir outros produtos de uso pessoal: shampoos e condicionadores, cremes de pentear, pastas de dente, sapatos, cintos…

As pessoas com quem convivo inicialmente estranharam minha determinação em ligar para as empresas para saber se testavam seus produtos em animais. Parecia algo inútil e supérfluo pensar na ética da origem do que eu consumia quando a realidade demandava que eu focasse minhas preocupações e interesses nos estudos e começasse a ganhar dinheiro logo – o típico pensamento do “dinheiro acima de tudo”. Mas ignorei e sempre conciliei muito bem as duas coisas – o estudo e a ética.

Em junho de 2008, eu deixei de usar produtos que continham glicerina de origem animal – que são aqueles que não especificam a origem da glicerina – e já não comprava nada que pudesse evitar obter de empresas que testassem em animais, e me declarei vegano pela primeira vez. No entanto, eu ainda desconhecia que a lanolina, componente de cremes de barbear, tinha origem na lã de ovelha. Descobrindo isso em 13 de julho de 2008, deixei de usar cremes de barbear – passei a ensaboar o rosto com sabonete vegano de glicerina vegetal para passar o aparelho de barbear, o que tem um efeito ótimo – e me declarei vegano. Já não havia mais nenhum produto de composição duvidosa de uso frequente que ainda precisasse encerrar.

Mas, como todo vegano, ainda dou de cara às vezes com as limitações e trapalhadas que o mercado, que não reconhece a demanda vegana, nos impõe: uma vez, em 2010, eu comprei pastas de dente de uma marca (Condor) que todos diziam ser vegana, mas não fui avisado de que apenas alguns tipos dessas pastas o eram (géis dentais Condor Fresh Sensation) – as pastas brancas tinham glicerina animal. Tive que usar essas pastas para não jogá-las fora.

Além do mais, dou de cara com a falta no mercado de aparelhos de barbear decentes de empresas que não testam em animais. Das duas únicas marcas veganas disponíveis na minha cidade uma (Carrefour/American Safety Razor) é aparelho de lâmina única (a maioria das marcas contém lâmina tripla) e com corpo de plástico nada resistente, e a outra (Persona) é até boa – lâmina tripla inclusive – mas suas lâminas são difíceis de se encontrar à venda.

Virar vegano foi uma revolução para mim, assim como é para qualquer pessoa. Me vi avançando para um respeito ainda mais completo aos animais. Foi a alforria quase completa da pecuária, da pesca e de outras formas de explorar animais que guiam o mundo dos produtos industrializados – quase porque há produtos não veganos imboicotáveis, como os pneus dos ônibus e carros onde viajamos (podem conter ácido esteárico de origem animal) e os medicamentos. O veganismo para mim é libertar tanto os animais não humanos do regime de exploração existente como os próprios seres humanos do estado de dependência de atividades econômicas que torturam e matam animais em massa.

55 respostas a Como virei vegetariano e em seguida vegano: uma história pessoal

  1. Gezuyz Kryztu disse:

    muito boa a história, parabéns!

    infelizmente,acreidto, 90% das pessoas que iram ler até o fim são os já veganos e vegetarianos,pois, os a maioria dos onívoros fogem à discussão por falta de argumentos e/ou hipocrisia. (os poucos de mente aberta e com o mínimo de dicernimento/conhecimento da verdadeira ética, moral, honestidade (além de biologia) e livre de preconceitos, certamente, cederam naturalmente ao vegetarianismo/veganismo)

    em particular, adorei o parágrafo:

    “Meu vegetarianismo, como meu relato mostra, surgiu fundamentado principalmente na questão da ética animal. Meio ambiente e saúde foram motivações subsequentes, que adquiriram importância ao longo do tempo…”

    acredito que esta seja uma das frases que eu busco há 11 anos, quando me tornei (ovolacto)vegetariano, sempre que rola uma discussão sobre o assunto.

  2. Gostei muito de saber da sua história no veg(etari)anismo!
    Parabéns pela consciência!
    =)

  3. Daniela disse:

    Olá… Até hoje comia carne, com exceção de dois anos que tentei ser ovolactovegetariana(tive problemas nutricionais). A partir de agora, vou ser vegetaria. Não é certo dizer que eu me preocupo com o meio ambiente se contribuo para causar desequilíbrio no mesmo. Comer carne e consumir produtos de origem animal é tão ruim quanto aqueles que desmatam a floresta nativa para a pecuária, é contribuir para esse ciclo. Cada um tem de fazer sua parte. Nunca tolerei a ideia de ser um cemitério. Nunca havia tomado ciência dos outros fatores. Muito obrigada! Gostaria de sugestões de receitas, acho que é o mais difícil, ainda mais quando se mora com outras pessoas que comem carne diariamente. Parabéns pela consciência e pela iniciativa em criar o blog. Abraços.

  4. Béu. disse:

    Tava lendo um blog sobre ateísmo e caí aqui sem querer. Legal sua história. :) Eu tive um processo menos “complexo” que o seu: qdo pensei em ser veg pela primeira vez era mto nova e não fui mto forte qdo encontrei barreiras. Uns 2 anos depois [com 16 anos], tive que dissecar uma galinha no colégio. Aí eu lembrei da vontade de ser vegetariana. Já não conseguia comer frango, então foi só ir deixando o resto das carnes até virar ovo-lacto-veg. Em 2009 decidi largar os derivados [já não usava couro/nunca usei peles e evitava produtos que testam] e pronto, virei vegan.

    E foi bem como vc falou: meu motivo principal é não participar da morte e sofrimento dos animais, mas acabei ganhando em saúde e meio ambiente.

    :*

  5. Opa! Sou onívoro, mas gostei muito do que lí, há algum tempo (duas semanas mais ou menos) estou estudando o vegetarianismo, nunca parei pra pensar direito sobre o assunto, mas de uns dias pra cá isso vem me deixando inquieto, minha família nunca teve um vegano, nunca nem paramos pra pensar ou sequer falar sobre o assunto, mas estou disposto a me tornar um vegetariano, aos poucos é claro e estou visitando todo tipo de site que fale sobre o assunto, ah! só mais uma subjeção, eu sou ateu já há alguns anos e não sei ao certo se é por isso que comecei a refletir sobre o assunto, mas foi depois que virei ateu que minha mente abriu para noas ideias. Abraços e tudo de bom!

  6. Daniela disse:

    Parabéns pela tua atitude,estamos juntos nessa caminhada!

  7. Sofia D. disse:

    Nossa, que determinação a sua! Há quase um ano que eu luto para dar o grande passo que separa minha dieta ovo-lacto do veganismo. Já consegui abandonar o leite puro, substituindo pelo leite de soja e só como ovos de galinha caipira, vindos de locais que já conheço. Mas me sinto horrível, um monstro, cada vez que realmente penso no assunto.

    Não acho que teria problemas com a dieta, visto que minha família toda – e é grande! – é vegetariana, mas meu problema é com o aspecto social; vou sentir falta de sair com os amigos para uma pizza (de queijo) ou um X-burguer (sem burguer, rsrs). Gostaria de saber como você faz com essas dificuldades.

    A propósito, que blog incrível! Um recanto do pensar saudável nessa internet maluca!

    • Valeu, Sofia =)

      Em relação às dificuldades sociais, infelizmente não consigo fazer muito pra driblá-las. Tudo o que eu posso fazer é, antes de ir a ocasiões que envolvam alimentos de origem animal, comer antes em casa ou comprar um amendoim pra comer na hora. Também procuro ser bastante tolerante com o que os onívoros comem nessas ocasiões.

  8. Elizangela disse:

    Adorei o texto. Eu já não como carne de porco a muitos anos, depois que vi a cena da sua morte. Há 1 mês, deixei de comer carne vermelha. Gostaria muito de ser vegan, estou lutando para conseguir. Eu comentei com a minha família, sobre a minha decisão de parar com a carne, e muita gente me criticou dizendo que Deus nos deu os animais para nos alimentar, eu discordo, mais tenho que aguentar críticas desse nível. Passo-a-passo vou conseguir e esse texto me ajudou muito. Obrigada

  9. [...] A página é essa: Como virei vegetariano e em seguida vegano: uma história pessoal [...]

  10. Adriana disse:

    Gostaria de virar ovolactovegetariana, penso eu que não tem nenhum mal em usar o leite animal e o ovo. Só me falta coragem viu, pq amo mto a carne de frango, é a unica que ainda como, já que a carne de porco nunca comi por ser de familia judaica, evito ao maximo a vermelha e não gosto da de peixe, mas sou viciada na de frango.
    Eu penso q isso é igual as drogas, a gente tem que desacostumar lentamente. Pior que como to gravida não sei se é bom cortar a carne assim..

    • Adriana, te recomendo a procurar um nutricionista que respeite o vegetarianismo. Ele vai te dizer como substituir os alimentos de origem animal de forma saudável.

      E pode ter certeza, leite e ovos fazem muito mais mal aos animais do que vc imagina. O documentário Terráqueos pode te dizer por quê.

  11. João Marcelo disse:

    Adorei o relato. Sou vegano a pouco tempo.
    No final do ano de 2009, fui para o aniversário do meu sobrinho e me deparei com “o livro dos espíritos” de Allan Kardec, e então comecei a ler sem parar. Esse livro me fez refletir sobre os meus defeitos e qualidades, e a minha relação com os seres vivos. Com base nessa reflexão, cogitei a possibilidade de eliminar a carne do meu cardápio, e uns dois meses após, eliminei completamente a carne. Eu já conhecia sobre o veganismo e concordava com a postura vegana em relação aos animais, assim fui eliminado o ovo, o leite e os derivados. A minha esposa também adotou o veganismo e por coincidência nos casamos oficialmente no dia 1 de Novembro (2008) que é o dia mundial vegano.

    • Fernanda disse:

      Oi, João, se você é espírita iria ser bom ler o livro o Consolador, que fala que haverá consequências terríveis por causa do consumo de carne. Estive pesquisando e li sobre o evangelho essênio da paz (Jesus era vegetariano) e vi uma reportagem na Super Interessante que fala da fraude dos livros de Paulo de Tarso, que incentivava o consumo da carne, a escravidão e submissão da mulher (o contrário do que Jesus pregava). Agora faz sentido porque há tanta contradição na Bíblia a respeito da carne. Muito interessante, para quem quer se aprofundar.

  12. Tiberio amorim disse:

    Religião, intuição, medicina (sou médico),ufologia, bom senso,enfim, tudo indica o vegetarianismo

  13. Tiberio amorim disse:

    Elizangela, Deus não nos deu animais para devora-los mas,nos tolera por causa da dureza de nossos coracões.

  14. Lucas Thomé disse:

    Muito bom o texto, parabéns cara!
    Sempre fui adepto e opto por produtos veganos quando tenho a oportunidade, mas infelizmente ainda não me tornei.

    Há 2 dias atrás decidi me tornar Vegan uma vez por todas, sou vegetariano ha 7 anos e infelizmente sempre adiei a decisão de me tornar vegano por todas dificuldades de se alimentar que um vegano enfrenta no seu dia a dia, sem contar o pre-conceito que as pessoas pelo fato de não aceitarem que estão causando algum tipo de mal aos animais, assim elas preferem acreditar em na fantasia que os animais não sofrem, ou se esconder atras da religião.
    Eu não posso lutar contra os meu valores e o que eu acredito, é como você disse:
    “O veganismo para mim é libertar tanto os animais não humanos do regime de exploração existente como os próprios seres humanos do estado de dependência de atividades econômicas que torturam e matam animais em massa.”

    Estou terminando o que sobrou dos alimentos que tenho em casa como queijos, ovos e Yorgute. Quando eles acabarem, me tornarei vegano de uma vez por todas.

    O texto, me fez relembrar do porque me tornei vegetariano e porque quero me tornar vegano.

    Muito Obrigado por me relembrar o que de certa forma inconscientemente eu decidi esquecer há alguns anos.

  15. Iza disse:

    Robson, sou vegetariana há 13 anos (este ano completa 14 anos). Porém, eu ainda consumo raramente leite e ovos.Na verdade, acho que sou um pouco intolerante a leite de vaca e por isso, tenho procurado alternativas como o leite de soja (mas não gostei do saber) então, estou testanto agora o leite de aveia. Gostaria que se possível, você postasse aqui no Blog uma lista com produtos e fabricantes veganos. Pois em breve, farei a transição para esta opção. Ainda é muito difícil em Recife encontrar facilmnente lugares e alimentos veganos, mas percebo que isto vem mudando aos poucos. Excelente texto! Fica a dica.

    • Olá, Iza. Temo que seja substancialmente difícil postar uma lista minimamente abrangente de produtos veganos aqui no blog. Isso é algo que só pode ser alcançado com eficiência por um grupo de pessoas. Até eu mesmo venho tendo alguma dificuldade em saber se certos produtos são veganos. Hoje só tenho cremes dentais veganos abundantes aqui (do Carrefour/DentalPrev) porque falaram num grupo do Facebook. Senão eu estaria dependendo da vontade dos deuses pra que recomecem a vender Contente por aqui e também da caixa de cremes dentais que a Suavetex me enviou por correio (em outra ocasião estaria consumindo cremes dentais sujos como a Colgate).

      E obrigado por ter gostado do texto =)

      Abração

  16. Mayconn disse:

    Veganismo inclui não consumir ovos ou leite?
    Não ficou claro no texto

    Obg

  17. Daniel disse:

    Eu acho incrível ver pessoas com sobre-peso que “adoram” animais e acham impossível adotar uma dieta livre de produtos animais e continuam a reclamar da balança. A falta de conhecimento é crual com o “povo”. Tão cruel quanto somos (sociedade) com os animais…
    Para mim foi simples… TERRAQUEOS.ORG

    Me deu toda a motivação que eu precisava para virar VEGANO (até onde meu conhecimento não me prega peças e tenho aprendido muito) e me despertou para todas as outras questões que vinham de brinde… Saúde, meio ambiente, banhos demorados (rsrsrs…)

    Suplemento B12, que já era meio deficiente mesmo com minha dieta carnívora, estou em perfeita forma e saúde. Meu colesterol despencou de 239 para 160 e corro 10km em 1 hora 2x por semana, alés de muita atividade física. Senti meu corpo se livrar da GORDURA e foi ótimo! Enfrento muitas dificuldades, principalmente em reuniões e eventos sociais, mas como alguém aqui mesmo falou, há um certo nível de consciência que pessoas inteligentes despertam que é irreversível.. É o ZEITGEIST de nossa era… E tratem os empreendedores de investirem nesse novo mercado! O retorno é certo (enquanto esse nosso sistema monetário não falir completamente, e está no caminho)… Abraço a todos!

  18. Miguel disse:

    Fala Robson. Aqui no Rio de Janeiro eu penei para encontrar alguns produtos de limpeza veganos, tendo encontrado alguns que eu cheguei a consumir porém foram retirados do mercado por vendas baixas.
    Bom, o sabonete que uso é o Phebo da Granado, que descobri recentemente ser feito 100% de óleo vegetal. Creio q seja uma marca de ampla distribuição no Brasil, pois está no mercado há algumas décadas.

    http://www.phebo.com.br/

    Minha escova de dentes é a Reach ECO, uma escova feita com parte de plástico reciclado (melhor q nada ao menos), da Marca Johnson & Johnson.

    http://greenpedia.greenvana.com/produto/reach-eco-essencial

    O xampu que uso é da marca Vitalab. Ele é encontrado na Loja de produtos naturais “Mundo Verde” aqui no Rio de Janeiro:
    http://www.semprenatural.com.br/ecommerce_site/produto_7840_5769_SHAMPOO-DE-PROPOLIS-E-CALENDULA-300ML-VITALAB

    http://www.mundoverde.com.br/

    Meu barbeador é um barbeador reciclável da Marca Schick. O Xtreme 3. Ele é um dos produtos de higiene pessoal mais difíceis de encontrar. Comprei ele no Walmart, numa loja meio longe de casa. Sem falar no atendimento ruim que a loja oferece aos clientes.

    http://www.schick.com/us/xtreme3.shtml

    http://www.walmart.com.br/

    Por fim, o último produto de higiene pessoal 100% vegano que consegui adquirir e continuo a utilizar é a pasta de dente. Utilizo a pasta da empresa Forever Living, uma mega empresa que utiliza a planta Aloe vera como base de todos os seus produtos. Além disso, fiquei sabendo que NÃO REALIZA TESTES EM ANIMAIS. Um contra desta pasta é seu preço. Algo em torno de 15 a 30 Reais. A embalagem é de 130 g e o sabor bem agradável, e se mantem por um tempo razoável na boca.

    http://www.foreverliving.com.br/forever.php

    Bom. O ciclo se fechou. Agora é torcer para que estas empresas se mantenham vendendo seus produtos vastamente no mercado, que ampliem seu mercado para o resto do Brasil e pratiquem preços competitivos para poder beneficiar mais consumidores veganos.

    Espero ter sido útil aos amigos veganos.

    Grande abraço vegano do Rio de Janeiro.

    Miguel.

  19. victoria disse:

    Bem, logo apos descobrir algumas coisas sobre o McDonald, e outras empresas, comecei a buscar saber mais sobre o que eu estava comendo, cheguei essa conclusão de que não posso querer ser uma ambientalista ou ate mesmo participar de algum projeto ecológico até me reeducar, e para de consumir “cadáveres” e produtos feitos a partir do sofrimento e exploração de outros animais.
    agora quero mudar e me torna vegana, só falta conseguiu vitamina b12, e dar um jeito de converse a minha mãe de que não tenho “distúrbios alimentares”.
    Obrigada pelo incentivo.

  20. Patricia disse:

    Eu nunca me alimentei de carnes branca ou vermelha, minha mãe na gestação também não conseguiu ingerir carne. Mas ainda não me sinto bem… acabou me sentindo suja por utilizar de alimentos de origem animal como leite, iogurtes e queijo… Gostaria muito de seguir como vegana, mas também sinto que preciso de uma alimentação diversificada para ficar bem, e ainda não consegui me livrar dos alimentos citados… Espero assim como você um dia conseguir substituir o pouco que consumo de origem animal.

    Parabéns!!!!!!!!

  21. YRACEMA DA SILVA disse:

    è isso mesmo gente, um dando forças ao outro para tornar um mundo melhor para todos!!! Parabèns pelo blog Robson!!!
    Sou lacto vegetariana ha 13 anos e sou muito feliz,mas quem sabe eu vire vegana???
    beijos
    yra

  22. Fernanda disse:

    Eu também sou vegana há pouco tempo, sendo por pouco tempo vegetariana, mas sem conseguir dormir depois que vi a crueldade por trás da produção de ovos. Se tiverem interesse, pesquisem sobre o evangelho essênios da paz.
    Ah, para quem está em busca de produtos veganos, é muito fácil nos mercados encontrar a carne de soja, iogurte da batavo à base de soja (tem um de chocolate que é uma delícia, meu noivo que é onívoro adorou!), além de chocolate da garoto meio amargo, entre outros (vejam no guia vegano). Além disso, no site guia vegano você pode fazer suas compras online e no site quebracabecaveg tem o queijo de mandioca e carne à base de outros produtos que não a soja, e entregam em casa.
    Estou nessa busca por um estilo de vida melhor e torcendo para que mais pessoas despertem, a carne é uma droga, vicia e faz mal. Espero que quando eu engravidar tenha uma alimentação super saudável e livre de crueldade!

  23. Felipe disse:

    Nossa cara, parabéns ! Você tem uma cabeça muito boa. Não é qualquer um (principalmente na fase adulta) que aceitar tornar-se um vegan. Você me motiva a continuar meu vegetarianismo (comecei há 4 meses) e a tornar-me vegano, um dia. É legal que você promova movimentos como a segunda sem carne, porém, você acha que se todos do mundo ficassem só um dia sem carne por semana, dava para melhorar nossas vidas? Há algum malefício na dieta vegetariana? Me sinto bem (não só bem, pratico esportes e meus tempos na corrida, 5k e 10k, melhoraram drasticamente desde que abracei a dieta vegetariana) porém várias pessoas (que utilizam argumentos falaciosos, mas sempre geram algum medo)dizem que eu posso ter anemia e devia consultar um médico. Eu andei sabendo que o calcio, as fibras, o zinco e outros nutrientes podem prejudicar a absorção do ferro não heme (o de origem vegetal) a ponto de torná-lo quase inutilizável, e tenho medo de desenvolver anemia, já que minha alimentação é muito rica em fibras e zinco (consumo muitas nozes e castanhas). Nesse caso, o ferro heme apresenta uma alternativa mais viável, já que este não é prejudicado por outros nutrientes, porém ele só em encontrado em carnes. Como faço então? Será que o médico vai aceitar o fato que eu sou menor de idade e vegetariano? Ou ele vai falar que carne é “essencial” como a maioria das pessoas (e alguns médicos)?

    • Valeu ae Felipe =) Fico feliz por estar te motivando a continuar e a se tornar vegano em breve =)

      Em relação às perguntas:

      “porém, você acha que se todos do mundo ficassem só um dia sem carne por semana, dava para melhorar nossas vidas?”

      Vc pergunta no sentido de a Segunda Sem Carne ser um tipo de introdução ao vegetarianismo ou no sentido de as pessoas se estagnarem em não comer carne só um dia por semana?

      “Há algum malefício na dieta vegetariana?”

      Nenhum malefício na dieta. O ponto mais sensível é a suplementação de B12, mas isso é fácil de se conseguir e não representa necessariamente um ponto negativo do vegetarianismo.

      “porém várias pessoas (que utilizam argumentos falaciosos, mas sempre geram algum medo)dizem que eu posso ter anemia e devia consultar um médico. Eu andei sabendo que o calcio, as fibras, o zinco e outros nutrientes podem prejudicar a absorção do ferro não heme (o de origem vegetal) a ponto de torná-lo quase inutilizável, e tenho medo de desenvolver anemia, já que minha alimentação é muito rica em fibras e zinco (consumo muitas nozes e castanhas). Nesse caso, o ferro heme apresenta uma alternativa mais viável, já que este não é prejudicado por outros nutrientes, porém ele só em encontrado em carnes. Como faço então?”

      Não há essa de o ferro não heme se tornar quase inutilizável. Há a diminuição de absorção pelo fitato (antinutriente), mas isso pode ser facilmente evitado consumindo feijão deixado de molho (meia hora de molho basta) e evitando tomar chá ou café pouco antes, durante ou pouco depois das refeições em que vc consumiu de mais fontes de ferro. Aliás, feijão é uma ótima fonte de ferro. E o ferro heme é minoritário nas carnes (representa 40% de todo o ferro da carne, enquanto o não heme representa 60%).

      “Será que o médico vai aceitar o fato que eu sou menor de idade e vegetariano? Ou ele vai falar que carne é “essencial” como a maioria das pessoas (e alguns médicos)?”

      Se for um bom médico, que entende de vegetarianismo e respeita os vegetarianos, vai aceitar sim. Se disser que “carne é essencial”, fuja dele, porque nisso ele não entende de vegetarianismo.

      • Felipe disse:

        Me refiro a ficar sem comer carne só na segunda, por tempo indefinido, sem se tornar vegetariano/vegano. Mas algo que me preocupa é, como você faz pra comer granola? É muito bom e saudável, mas andei sabendo que leva mel (pelo menos a que é vendida aqui perto) e foi justamente o que me impediu de ser vegano. Tem alguma opção vegana? Se tiver, pode dizer qual é o nome? Aqui ainda tem umas 3 caixas de Granola com chocolate (meu pai insiste em trazer alimentos deliciosos à base de leite, ele acha que só não comer carne basta, infelizmente eu sei o impacto ambiental que a criação de animais tem, seja pro abate ou não). Já calculei que é impossível sustentar 7 bilhões de pessoas à base de carne (seriam necessários cerca de 2 planetas Terra INTEIROS ou quase 10 vezes a superfície não aquática da Terra), sem contar a quantidade de plantações agrícolas necessárias. Esses são meus motivos, porém eles (meus pais) não me apoiam muito, acham que basta ser ovo-lacto. Como eu faço para conseguir com que eles façam, vamos dizer, inhame sem queijo, sendo que eles gostam do queijo?

        • Oi, Felipe, desculpe a demora em responder.

          Em relação aos onívoros ficarem apenas 1 dia por semana sem comer carne, não iria melhorar a vida de ninguém. Isso significaria apenas alguns números ambientais menores (emissão de gases-estufa, poluição da água e do solo, exaustão de terras, produção de lixo etc.)

          Sobre as granolas, há muitas marcas de granola sem mel. Confira nas embalagens que nem toda granola tem mel. Uma dica são as granolas diet. Exemplos de marcas de granola vegana: Paraoara Diet, Biosoft (exceto o de embalagem azul, que é o que tem mel), Vitao, Frutapluss.

          Quanto a seus pais, eles aceitariam assistir ao filme Terráqueos?

  24. Liu disse:

    Parabéns a todos que se dispõem a esclarecer quem só quer evitar o sofrimento dos animais. Comentários como alguns daqui do blog mostra que existe, sim, seres verdadeiramente humanos. Sou vegetariana há pouco mais de um ano e desejo fervorosamente me tornar vegana. Na minha cidade parece que não existem vegetarianos, veganos então, nem pensar. O povo acha que agir certo, no meu caso, meio certo, porque ainda não sou vegana, é algo de outro mundo, digno de reprovação, mas fecho a cara para os sem noção. Quanto aos produtos corretos para nós, é difícil mesmo. Adquiri o hábito de ler as etiquetas das roupas,só compro calçados em sites, depois de pesquisar as composições, entro em contatos com os SACs das empresas, mas nem todas me convencem. Recentemente descobri os cosméticos da Alva Brasil e da Pluii. Ambas podem ser compradas nos sites. Também há as marcas Phytoervas e OX. A primeira tem na embalagem a informação de que é vegana e não testa em animais e a segunda, ainda não encontrei por aqui. Meu creme dental tá sendo o Contente. Parei de consumir alimentos que eu soube testarem em animais. Espero que todas as marcas que se dizem veganas e que não testam em animais, estejam falando a verdade, pois já li relatos de empresas que mentiram a esse respeito. Seria ótimo, como alguém sugeriu, que fosse organizado aqui um bate papo sobre o veganismo, talvez o vegetarianismo também. É muito bom conversar com quem respeita os animais, e há tantas questões sérias a serem discutidas e combatidas.

  25. Elisa disse:

    Oi eu li o post até o final e gostei muito, estou iniciando minha caminhada e é bem dificil mesmo. E é pelo respeito aos animais que vou me esforçar muito mesmo.

  26. Natália Regina Salvator disse:

    Olá, gostei muito de ler o seu relato, e acabei também relembrando os fatos que me levarão a me tornar vegetariana e mais tarde vegana. Eu e meu esposo nos tornamos vegetarianos quando vimos umas apresentações de powerpoint do PEA sobre a exploração animal, mas precisamente sobre os “animais de consumo”. Lembro que ficamos chocados, naquele momento tomamos a decição de sermos vegetarianos e desde então nunca mais colocamos carne em nosso corpo (com exceção dos ingredientes misteriosos que viemos a ficar sabendo depois).
    Bem, passamos uns 3 anos confortáveis com a nossa decição e pensando que estavamos poupando o sofrimento de muitos animais. Porém nós acabamos por subtituir os produtos cárneos por derivados do leite. Eram incontáveis pizzas e lasanhas transbordando daquela subtancia fétida que eu tanto adorava, o queijo! Chegavamos a gastar uns R$ 50,00 no mercado comprando parmesão, provolone, e outros queijos “finos”. Nesse mesmo período de tempo mostramos o vegetarianismo para um amigo nosso que logo se juntou a causa (infelizmente pensando na saúde e não no bem estar animal). Foi esse amigo que questionou o nosso consumo de laticínios, ele dizia que “Leite era carne líquida”. Paramos então para pensar em como esses produtos era obtidos, ficamos sabendo do coalho utilizado nos queijos, do sofrimento e exploração das vacas leiteiras e seu filhotes. Fomos então reduzindo nosso consumo até chegar a zero! Nosso próximo passo foi abolir os ovos, mas foi fácil porque sempre odiei ovos, o cheiro me dava náuseas, só compra porque achava que não tinha como cozinhar bolos e outras comidas sem eles. Foi aí que descobrimos o nosso amado “ovo de linhaça”, lembro que tiramos um dia inteiro fazendo vários testes com a linhaça até chegar na consistência perfeita dos ovos, então eles tambémforam abolidos para sempre. Ressalto que nesse período todo nós não tinhamos acesso a internet, então era bem difícil acharmos informações sobre veganismo, mas isso não nos impediu de mudarmos nossa dieta e criarmos pratos maravilhoso sem produtos de origem animal. De um ano pra cá, quando começamos a ter acesso a internet em casa buscamos cada vez mais informações sobre o tema, e começamos o boicote efetivo aos produtos testados em animais e nos mantemos sempre atualizados sobre as notícias importantes à causa da libertação animal. Estamos começando a desenvolver uma postura pró-ativa e abandonar o veganismo pacífico e solitário! Seu blog e principalmente os vídeos tem nos ajudado muito e serve de estímulo p/ tomarmos sempre atitudes em pról da libertação animal! Abraço

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