Artigo
13

ago 2016

Árvore chorando. A Natureza, desprezada pela maioria dos debatedores de política brasileiro, chora de desgosto. O meio ambiente foi escanteado.

A Natureza, desprezada pela maioria dos debatedores de política brasileiros, chora de desgosto. O meio ambiente foi escanteado.

Você vai se sentir tocado(a) por esta reflexão sobre a decadência do ambientalismo no Brasil e o que você pode fazer para ajudar a reanimá-lo e renová-lo

Você já parou recentemente para perceber uma coisa?

Ao longo desta década, você tem visto que as discussões políticas estão se tornando cada vez mais acaloradas, muitas vezes passando dos limites da civilidade. Noves fora as agressões, baixarias e boatos, esquerda e direita têm defendido com muita firmeza suas bandeiras.

Mas verifique o que os dois lados têm argumentado e embandeirado e perceba: cadê o tema meio ambiente? (mais…)

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03

fev 2016

movimento-ambientalista

Diante de fatos indignantes relativos à degradação do meio ambiente no Brasil, como o crime ambiental das mineradoras Vale e BHP em Mariana/MG e no Rio Doce e a pior política “ambiental” federal desde a redemocratização, pudemos perceber a apatia e impotência, quando não o simples silêncio, do movimento ambientalista. Nos perguntamos diante disso: o que será que aconteceu com o ambientalismo brasileiro, que o deixou tão fraco e inaudível como está hoje? (mais…)

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14

dez 2015

ecoativismo

Nestes tempos de crimes ambientais disseminados, muitas pessoas acreditam que “não podem fazer nada” diante dos desastres que ocorrem, e deixam tudo na mão das ONGs. Esperam passivamente que Greenpeace, WWF, SOS Mata Atlântica, organizações locais etc. salvem o planeta sem precisar da colaboração ativa do restante da sociedade. Essa atitude é muito equivocada e pode ser revertida, bastando um pouco de consciência e conhecimento. (mais…)

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17

jul 2015

Os protestos contra Belo Monte em 2011 foram um exemplo de interseção entre o ambientalismo e diversas bandeiras sociais. É essa interseção que eu (também) pretendo estudar e ensinar em minha carreira acadêmica

Os protestos contra Belo Monte em 2011 foram um exemplo de interseção entre o ambientalismo e diversas bandeiras sociais. É essa interseção que eu (também) pretendo estudar e ensinar em minha carreira acadêmica

Tenho a pretensão de me tornar professor universitário nas áreas de Sociedade & Meio Ambiente e Educação Ambiental – além de algum outro ramo muito politizado da Sociologia. Almejando isso, me preocupo em ler bastante teoria socioambiental e desejo frequentar eventos centrados nessa área de conhecimento. Tenho nisso, além de um propósito profissional acadêmico, fortes ideais e desejos para o meio ambiente – incluindo desde as menos tocadas matas virgens até os centros das maiores supercidades.

A utopia do ecófilo

Considero-me um entusiasmado utopista, vislumbrador de um futuro bonito que não sabemos se será de fato viável na história da humanidade. Creio na possibilidade de construirmos um mundo onde a economia humana seja solidária e igualitária, livre de hierarquias, fruto da superação do capitalismo. Nesse mundo, as atividades humanas não terão mais impactos ambientais catastróficos, e tudo será o mais sustentável possível, com pegadas ecológicas mínimas e, se possível, até alguns impactos ecológicos positivos.

Essa utopia, importante dizer, é vegana. Nela a exploração animal não será admitida. Será reconhecido como um absurdo ético tratar seres sencientes como coisas ou escravos sob propriedade humana. Com isso, produtos – incluindo alimentos – de origem animal serão apenas memórias de um passado lamentado, peças de museus.

E não existirá mais a dicotomia “cultura dominante vs. natureza dominada”. Nem ela irá mais ser usada como “justificação” moral para seres autoarrogados “da cultura” oprimirem seres considerados “próximos da natureza”.

Nisso eu tendo a crer que esse futuro não será governado por Estados. Pelo menos ainda, não me considero anarquista, mas creio que, em algum dia talvez distante, as sociedades não precisarão mais condicionar parte de suas condutas ético-morais ao controle violento vindo de uma polícia e aos ditames dos três poderes. Nessa realidade vislumbrada, a democracia será o mais literal “governo pelo/do/para o povo” possível, baseado em valores solidários, éticos, com conciliação entre o coletivo e o indivíduo.

A sustentabilidade ambiental-social-econômica será “reinante” nessa realidade sem Estados, considerando os fortes laços entre os anarquismos pró-coletivos e a harmonização entre os humanos e a Natureza não humana. Mas, nesta época de fortalecimento da direita no Brasil e outros locais do mundo, não faço ideia de como poderá haver uma transição desses pesados reinados conjuntos do Estado e do Mercado para um mundo anarquista.

Levo em conta meus sonhos utópicos quando faço meus trabalhos – blogs, canal de vídeos, colaboração em outros blogs e sites, palestras etc. E os trarei comigo para a(s) universidade(s) onde trabalharei, fazendo do meu utopismo uma das forças motrizes de minha vocação. E isso incluirá especial e carinhosamente esforços meus em prol da socialização e politização da causa ambiental.

As preocupações em minha abordagem ambiental

Algo que já vislumbro hoje é contribuir para a conscientização ambiental politizando-a consistentemente. Quero desconstruir a tradicional crença na consciência ecológica como a soma de partes individualmente preocupadas em usar menos as torneiras, economizar eletricidade, separar lixo reciclável e assinar petições.

Me impulsiono em deixar claro que consciência ambiental é muito mais do que isso. Que é principalmente ação sociopolítica coletiva contra quem lucra com a destruição dos ecossistemas, a exaustão dos recursos naturais e o incentivo ao consumismo.

Preocupo-me também em contribuir para que a tão comum postura do “Ferrou, estamos perdidos!” seja substituída pela atitude punhos-cerrados-ao-alto do “Você pode fazer algo, ou melhor, nós podemos fazer juntos”. Acredito que o alarmismo, que tanto diz que estamos a poucos minutos de um armagedom ambiental global, fracassou em sua tentativa de conscientizar as pessoas em torno da urgência da atenção às questões ambientais.

Ele não alenta as pessoas sobre ações que elas podem tomar para intervir no quadro contemporâneo. Não as reconhece como agentes políticas que possam fazer
mais do que recorrer a práticas individuais, abaixo-assinados e e-mails a parlamentares. E corre o risco de fazer um gol contra olímpico e induzir comportamentos hedonistas e alienados, baseados na crença de que “já que está tudo rumando à perdição, vou então curtir esse ‘fim do mundo’ e fazer o que me der na telha”. Portanto, creio que o melhor a fazer é empoderar sociopoliticamentr as pessoas, ao invés de bancar o “arauto do apocalipse”.

Além do mais, percebo que, apesar de ter havido muitos avanços e amadurecimentos na teoria da Educação Ambiental nessas décadas de ascensão do ambientalismo, muito se insiste ainda em tradições antiquadas de “educação ambiental minúscula”. Ainda é comum, por exemplo, a EA de uma escola ser concentrada nas disciplinas de Biologia e Geografia, enquanto matérias potenciais aliadas do meio ambiente, como Filosofia e Sociologia, ignoram sua existência. E isso começa mesmo nos cursos de licenciatura.

Por exemplo, meu atual curso de graduação, a licenciatura em Ciências Sociais na UFPE, até hoje (em minna estadia) não dedicou sequer uma página de texto, uma meia-dúzia de minutos de aula em anos, para a importância da incorporação da Educação Ambiental no ensino de Sociologia nas escolas e nas instituições de ensino superior.

Pretendo, no futuro, ajudar a mudar esse quadro. Adorarei contribuir para que o curso de Ciências Sociais na(s) universidade(s) onde ensinarei valorize a Educação Ambiental, e que ela seja devidamente conectada às bandeiras sociais e à ação política dos cidadãos.

Meus princípios éticos e sonhos me fazem vislumbrar esses objetivos em minha futura vida profissional acadêmica. Trabalharei como for preciso por uma universidade e sociedade “ambientalizadas” e pelo avanço da politização do ambientalismo. Mesmo que eu não viva o suficiente para viver na utopia com a qual sonho, ficarei feliz em saber que terei feito minha parte, a saber, induzir outras pessoas a fazerem as suas.

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26

dez 2012

dez-dicas

Às vezes é necessário fazer uma crítica interna, sempre construtiva, dentro do movimento ambientalista, mesmo que se corra o risco de parecer um “fogo amigo”. Tendo em vista essa necessidade, senti que precisei fazer uma crítica construtiva ao modelo “faça essas coisas aqui para ajudar a proteger o meio ambiente de mais devastação”, que a imagem acima, que consta num jornal provavelmente de São José do Rio Preto/SP, exemplifica.

Não considero errada essa abordagem, que tem sua utilidade e importância a partir dos meios de onde é promovida – já que noticiários online ou impressos, que promovem comunicação numa via de mão única, não podem promover uma Educação Ambiental que Paulo Freire denomina “problematizadora”. Mas vejo na grande maioria de panfletagens do tipo duas limitações severas, que se tratam da omissão dos dois que seriam os itens mais importantes dentre os exibidos. (mais…)

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25

maio 2011

Publiquei agora há pouco a página estática reservada ao meu pensamento ambiental:

Minha teoria ambiental: o que penso hoje sobre o meio ambiente

O texto é grande, visto que abrange resumidamente grande parte do meu ideário ambiental(ista), mas, se você quiser saber minhas opiniões e ponto de vista sobre o tema meio ambiente, chegue lá para ler. Quem sabe você simpatize e até assimile algo.

O texto também servirá como meu fundamento teórico, minha “bússola” ideológica para minhas futuas ações e escritas envolvendo a temática ambiental. Se até hoje minhas postagens ambientais eram esparsas e se centralizavam na questão do desmatamento de Suape, é muito provável que minha opinião vá se tornar mais abrangente e cobrir muito mais assuntos.

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25

maio 2011

Mata atlântica no município de Bonito/PE

Aviso (24/10/2015): Algumas partes do ponto de vista expresso por este artigo podem já não fazer mais parte de minhas crenças e ideias atuais sobre meio ambiente, uma vez que vivo em constante evolução de ideias.

Índice

– Introdução: a necessidade pessoal de um norte teórico
– O que é meio ambiente?
– O que é sustentabilidade?
– O que são recursos naturais?
– Até onde é eticamente válido tratar a Natureza como uma fonte de recursos?
– O meio ambiente é de alguém? (é da humanidade?)
– Qual a importância da Educação Ambiental? E como ela deveria agir?
– Ambientalismo: como deveria ser o enfoque das ONGs defensoras do meio ambiente?
– O que eu acho da gestão ambiental?
– Por que eu não me identifiquei com a gestão ambiental?
– Direitos Animais e meio ambiente
– Veg(etari)anismo e meio ambiente
– Medidas individuais de hábito e coletivas de mobilização: quais as mais importantes?
– Sobre o desenvolvimentismo dos governos centristas contemporâneos em Pernambuco e no Brasil
– Considerações finais
– Notas (mais…)

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