Arquivo Direitos Animais/Veganismo
    05

    mai 2012

    A Prefeitura de Riberão Preto/SP anunciou, no final de abril, que o edital de licitação para construção de um “recinto” onde será mantida em confinamento a elefanta Mayson, resgatada de um circo e mantida em um abrigo provisório no zoológico da cidade desde outubro do ano passado.

    O confinamento, que não é um destino mais feliz à elefanta do que o circo de onde foi resgatada, terá 1.500 metros quadrados, muros de concreto armado e um fosso de segurança para mantê-la aprisionada, além de um lago para banho.

    Afirma-se que a elefanta vai “participar” de um projeto de educação ambiental desenvolvido no zoológico. É de se perguntar, porém, que educação ambiental é essa que nega aos animais a integração a seu habitat natural e tenta “educar” crianças e adolescentes com a “lição” de que os animais não humanos podem ser mantidos sob aprisionamento como propriedade dos humanos, ao invés de livres.

    Como representante dos Direitos Animais, o mestrando em Ciência da Engenharia Ambiental da USP Gabriel Clemente questionou a prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera, afirmando que o confinamento é um destino totalmente inapropriado para Mayson. Defende ele: “Não sou contra a Mayson em Ribeirão, mas defendo que ela fique em um espaço adequado, como um santuário. Da forma como estão fazendo, a Mayson vai sair de um circo e ir para outro, se tornando uma atração para os humanos. O foco tem que ser a qualidade de vida dos animais”.

    De fato, na inviabilidade de Mayson voltar a seu lugar de origem, o santuário deveria de fato ser a única opção a ser vislumbrada pela Prefeitura de Ribeirão Preto, e não transferi-la de uma prisão para outra.

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      02

      fev 2012

      Essa semana começou a circular uma foto do outbus (anúncio afixado no vidro traseiro de ônibus) de um ônibus de Florianópolis, incentivando a compra de aves de “criadouros autorizados”:

      Letras menores: "Compre aves somente de criadouros autorizados. / www.currupaco.com.br | Registro IBAMA nº1682409". Clique na imagem para vê-la em tamanho completo.

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        15

        jan 2012

        Ontem foi o aniversário do Zoológico de Dois Irmãos, e os animais prisioneiros ganharam “presentes”. Segundo o G1, os “presentes” eram alimentos coloridos. E o outro “presente”, dessa vez aos visitantes, foi o anúncio do nascimento recente de alguns animais, que serão prisioneiros por toda a sua vida: “duas marianinhas (espécie de jandaia) e cinco mamíferos (um porco-espinho, dois macacos-prego, um saimiri e um veado-catingueiro)”.

        Porém, uma coisa é fato: o único presente de verdade que esses animais merecem é a liberdade, a libertação, o fim de seu confinamento em jaulas onde não queriam nem deveriam estar.

        Sendo que, como zoológicos e liberdade são coisas mutuamente excludentes, a libertação não seria o presente do aniversário do zoológico, mas sim a sua abolição. E não haveria nenhum aniversário de zoológico a “comemorar”.

        Novamente o Consciencia.blog.br reiteira sua posição a favor da abolição dos zoológicos e da valorização dos santuários, onde os animais não serão mais tratados como objetos de exibição, mas sim respeitados em seus interesses individuais.

         

        Os posts regulares voltarão próxima sexta.

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          11

          jan 2012

          Mesmo em meio ao recesso do Consciencia.blog.br, algum assunto demanda muito fortemente um post dedicado a ele. É o caso dos macaquinhos (macacos-prego) que, num ato heroico de luta pela liberdade, quebraram o cadeado de sua prisão e fugiram do zoológico de Cascavel/PR, noticiado pelo G1 (o mesmo que trata crueldade contra animais e sofrimento animal como notícias “bizarras”).

          Um dos oito macaquinhos, com muita astúcia, pegou uma pedra e quebrou o cadeado da jaula onde estavam presos talvez há anos, permitindo que os oito fugissem e sentissem, pela primeira vez em muito tempo, o delicioso gosto da liberdade – ainda que fosse uma liberdade meio “truncada”, já que não voltaram para a selva como os  primatas de O Planeta dos Macacos: A Origem, mas sim perambula(ra)m pela cidade, que lhes é inóspita. Leia mais »

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            15

            set 2011

            O assunto do dia no Recife é a luta do macaquinho Chico, até poucos dias atrás prisioneiro do Parque 13 de Maio, pela liberdade de que o privaram há nada menos que 17 anos. Ele vinha perambulando pelo centro da cidade desde a última segunda, e, como era de se esperar, os seus carcereiros estavam à sua procura para aprisioná-lo novamente na jaula onde estava. Mas Chico foi esperto e vinha “dizendo” o NO! de César. Queria continuar livre. Se possível, ir para um remanescente de floresta.

            Agora há pouco, infelizmente ele foi recapturado. No momento, circula no Twitter um pequeno twitaço, o #freechico, para que o animalzinho seja liberto em alguma mata. E endosso essa campanha.

            Não apenas Chico, mas todos os animais prisioneiros das jaulas do Parque 13 de Maio merecem liberdade. Não são humanos criminosos, violadores dos preceitos morais e penais, ameaçadores da integridade humana e/ou ambiental, para estarem sob detenção.

            Espero sinceramente que a luta de Chico pela liberdade, que durou os últimos quatro dias, inspire os movimentos de defesa animal do Recife a uma mobilização permanente pelo fim das jaulas daquele parte e pela libertação de todos os animais ali encarcerados.

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              21

              ago 2011

              Deu no IG ontem. O gorila Idi Amin viveu nada mais que 27 anos de solidão e tristeza, encarcerado em zoológico de Belo Horizonte. “Ganhará” dentro de algumas semanas duas companheiras, trazidas de zoológico da Inglaterra, na tentativa de lhe curar a tristeza do cárcere.

              No entanto, quem entende de Direitos Animais percebe que a única “coisa” que o faria deixar de ser triste seria não companheiras de cercado, mas a liberdade que os zoológicos censuram aos animais que são seus prisioneiros. Leia mais »

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                24

                jun 2011

                Trecho de história em quadrinhos criada para alienar jovens acerca da vivissecção. Fonte: etica(???)napesquisa.org.br

                Em meio à campanha de “conscientização” sobre a dita importância das pesquisas com animais não humanos, iniciada no ano passado, descobri recentemente no site eticanapesquisa.org.br, seu site oficial, uma cartilha de visual e linguagem juvenis que inclui uma história em quadrinhos sobre a exploração de cobaias em laboratório. Basta uma lida atenta para percebermos como a historinha é tendenciosa e bastante preconceituosa, omite diversos aspectos críticos da vivissecção e desenha de forma muito depreciativa aqueles que são contrários a essa atividade. Leia mais »

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                  08

                  jun 2011

                  Obs.: Pelo que vocês podem ter notado desde a notícia sobre o incentivo de parte da mídia brasileira à pesca predatória, agora estou adotando um novo jeito de trazer notícias. Em vez de clipá-las completamente ou em sua maior parte, eu mesmo dou a palavra da notícia, abordando-a de um jeito totalmente diverso ao da mídia mainstream e banhando todo o corpo do (meu) texto com o ponto de vista que defendo. No máximo divulgo os parágrafos centrais dos textos dos noticiários.

                  A novidade foi uma experiência, realizada na Universidade de Ohio (EUA), que atestou supostos* efeitos benéficos do efeito-sanfona (emagrecer, engordar, emagrecer, engordar… alternada e indefinidamente). Como de praxe, ratos foram as cobaias exploradas.

                  Diz o Terra Notícias: Leia mais »

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                    21

                    mai 2011

                    Quem lê sites que reservam seção aos animais não humanos, como Folha.com e Terra Notícias, deve ter percebido a abundância de notícias sobre filhotes nascidos ou apresentados em zoológicos de todo o mundo. Pessoalmente não sei se há algum intuito nesses veículos de imprensa de promover educação ambiental pela frequente exibição de filhotes fofinhos. Mas, havendo ou não esse objetivo, há uma grande valorização dos zoos nesses portais e isso é um grande desserviço à ética dos Direitos Animais, além de uma educação antiambiental. Leia mais »

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                      28

                      abr 2011

                      Cansaço faz cérebro ficar acordado e adormecido ao mesmo tempo

                      Se você já se martirizou por não saber onde guardou as chaves ou os óculos, e acha que é distraído ou esquecido demais, pense melhor: isto pode ser apenas um sinal de que está precisando dormir.

                      Esta é a conclusão de um estudo feito com camundongos, que sugere que o cérebro cansado pode adormecer por uma fração de segundo, mesmo que esteja funcionando ativamente.

                      As consequências disto são grandes, principalmente para pessoas executando tarefas para as quais a falta de sono pode ser perigosa, alertam os autores da pesquisa.

                      “Mesmo antes que você sinta a fadiga, há sinais no cérebro de que você deveria interromper certas atividades que exijam um estado alerta”, explica Chiara Cirelli, professora de psiquiatria da Universidade de Wisconsin, em Madison.

                      “Grupos específicos de neurônios podem adormecer, com consequências negativas para a performance da atividade”, acrescentou.

                      O estudo, publicado na revista britânica “Nature”, desafia o senso comum de que a falta de sono afeta o cérebro inteiro.

                      TEORIA

                      A teoria convencional se baseia na observação de eletroencefalogramas, que revelam os padrões de atividade elétrica nos neurônios –mas possuem algumas limitações.

                      Seus eletrodos são posicionados no couro cabeludo, o que significa que captam melhor o sinal dos neurônios próximos ao crânio em relação àqueles que ficam nas camadas mais profundas do cérebro –e, essencialmente, resumem a atividade de centenas de milhões de neurônios, e não conseguem analisar células isoladamente.

                      Para contornar esta limitação, Cirelli e seus colaboradores inseriram sondas ultrafinas dentro do cérebro de 11 camundongos adultos para monitorar a atividade elétrica em subgrupos de neurônios no córtex motor, que é responsável pela coordenação motora “semiautomática”.

                      Os roedores foram mantidos acordados durante quatro horas além do horário em que normalmente vão dormir, com a ajuda de objetos novos introduzidos na gaiola para mantê-los interessados –e ativos.

                      O monitoramento cerebral mostrou que, mesmo quando todas as aparências indicavam que os animais estavam acordados e ativos, neurônios nestas áreas específicas não estavam funcionando –em outras palavras, partes do cérebro permaneceram adormecidas enquanto outras continuavam despertas.

                      “Mesmo quando alguns neurônios pararam de funcionar, as medições cerebrais através do eletroencefalograma indicavam, de maneira geral, que as cobaias estavam acordadas”, diz Cirelli.

                      Estes episódios de “sono localizado” afetaram o comportamento dos camundongos, segundo os cientistas.

                      Os animais foram treinados por duas horas para realizar uma tarefa complicada: segurar uma bolinha de açúcar com uma única pata.

                      Mas quanto mais cansados ficavam, mais difícil para os roedores se tornava o trabalho. Eles começaram a deixar cair as bolinhas, ou então não conseguiam pegá-las quando oferecidas.

                      Era necessário que alguns poucos neurônios “saíssem do ar” por um terço de segundo para que as falhas ocorressem, destaca Cirelli em um comunicado sobre a pesquisa.

                      “Dos 20 neurônios que acompanhamos durante um experimento, 18 permaneceram acordados”, explica. “Nos outros dois, havia sinais de sono, com alternância entre períodos breves de atividade e períodos de silêncio”.

                      Pelo que a notícia deixa a entender, não houve inflição explícita de sofrimento. Mas houve invasão corporal, com a inserção das “sondas ultrafinas” no cérebro dos camundongos. Além da onipresente escravidão de forçar os animais a algo sem que estes possam escolher fazê-lo ou não. Eles foram forçados, ainda que de forma não dolorosa, a continuar acordados por quatro horas. Você iria gostar que alguém te induzisse a se manter acordad@ por quatro horas seguidas, você doid@ para dormir, desejando a cama? Leia mais »

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