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Alojamento de canteiro de obras de Belo Monte destruído por insurretos. Fonte: Xingu Vivo

Os ataques de depredação aos canteiros de obras, em junho e em novembro, da famigerada Usina de Belo Monte aconteceriam cedo ou tarde. Elas expressam não algo do tipo “a delinquência de um grupo de vândalos que não têm o que fazer”, mas sim nada menos que a revolta do povo brasileiro, seja ele indígena, negro ou branco, contra todas as decisões antidemocráticas dos Três Poderes que ignoraram a voz da sociedade e decidiram pela continuação da hidrelétrica que promete matar a Volta Grande do Xingu e seus povos indígenas e comunidades tradicionais, assim como contra a opressão trabalhista infligida pelos patrões responsáveis pela chefia da construção da mundialmente repudiada usina.

Diversas derrotas populares na “Justiça”, que ignorou todas as evidências de que a usina violou, em suas fases de pré-construção, a Constituição, convenções internacionais e as leis ambientais e vai promover violações dos Direitos Humanos e ambientais quando avançar em sua construção, além da recusa das empreiteiras de dar condições de trabalho aos operários – numa contradição bastante dialética que soma as revoltas de quem quer BM parar e daqueles que estão justamente construindo a usina –, não poderiam dar em outra coisa. Um dia a bomba iria estourar.

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Pelo que parece, a construção da repudiada Usina de Belo Monte, que vai secar a Volta Grande do Xingu, inundar centenas de quilômetros quadrados de floresta e condenar à perdição diversas culturas indígenas da região, também envolve os interesses de uma corporação canadense de mineração. A Belo Sun Mining Corp. anunciou que já abriu 292 buracos de jazidas de diamante na Volta Grande desde dezembro de 2011, tendo sido aquele território vendido à empresa pelo Governo Dilma, e também vem extraindo ouro dali.

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Abaixo, o vídeo do Consciencia.VLOG.br em que eu me retrato publicamente por ter votado em Dilma Rousseff (chamada carinhosamente por mim de Dilma Rousserra) nos dois turnos das eleições de 2010.

Dilma definitivamente traiu a população que votou nela, ao impor de forma autoritária decisões e obras, algumas delas remanescentes dos projetos da ditadura militar. Ela não ouve críticas e apelos populares com honestidade e sinceridade, respondendo com um lacônico “Tá.” aos apelos de uma representante da população contrária à famigerada Usina de Belo Monte. Esse foi o relato dela ao portal d’O Estado de S. Paulo:

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Além do vídeo dos conservadores da Unicamp, outro vídeo teve minha atenção em forma de resposta: o vídeo “Verifique os Fatos – Belo Monte”, feito por alunos da UnB também defendendo a usina Belo Monte.

Novamente me investi em desmontar cada argumento conservador em defesa da usina, e novamente encontrei apenas argumentos fracos facilmente refutáveis. Vocês podem ver abaixo as três partes da minha resposta:

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Em resposta à nascente campanha pró-Belo Monte “Tempestade em copo d’água?”, que é uma ação reacionária de alunos e professor(es) da Unicamp contra a campanha “Gota d’água”, gravei o vídeo abaixo, dividido em duas partes. Percebi como o vídeo conservador pró-BM é carregado de falácias e erros factuais, e bastou uma pesquisa básica na internet para eu poder me munir dos dados suficientes para rebater a (re)ação do “Tempestade em copo d’água?”.

Abaixo, as duas partes da minha resposta:

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Entre pessoas que defendem ideias e ações de exploração violenta de animais humanos e não humanos e do meio ambiente como um todo – como o agronegócio, a pecuária, o desenvolvimentismo sem sustentabilidade etc. –, é quase que imperativo justificá-las com sua importância econômica. Por mais cruéis e antiéticas que sejam essas atividades, tornam-se aceitáveis para seus defensores apenas pelo fato de contribuírem para a economia da região, do país e do mundo.

A esse pensamento, que possui um sério problema de coerência lógica, chamo de falácia de apelo à relevância econômica ou Argumentum ad Oeconomicum. Consiste na fórmula:

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Atualizado em 28/10/11 às 21h45 com prints de 5 dos 7 comentários racistas

Denunciei no último post o estouro-de-boiada de comentários reacionários de defensores cegos do desenvolvimentismo contra o protesto de cidadãos de todas as raças (em especial indígenas) no canteiro de obras de Belo Monte. Mas naquele momento ficou sem destaque que diversos daqueles comentários são racistas, incidem em claro preconceito contra indígenas enquanto raça/conjunto étnico.

Exorto desde já os leitores a denunciarem os comentaristas racistas da Folha.com à Justiça. Abaixo o link dos comentários mais explicitamente racistas:

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Obs.: Este post pode estar carregado de muitos juízos de valor, embora eu tenha me abstido de expressar emoções revoltosas que emanaram de mim ao ler os comentários nele listados.

A manhã de hoje foi marcada pela ocupação do canteiro de obras da usina mais repudiada do mundo – Belo Monte – por cidadãos indígenas e urbano-rurais.

Não houve resistência dos seguranças da obra à entrada dos manifestantes, e os operários não apareceram para trabalhar. Com isso a obra(da) que ameaça prejudicar as culturas do Xingu e inundar mais de 500km² de floresta está parada.

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E eu que acreditava que a Globo Nordeste era um pouco mais decente do que a matriz… Ao noticiar o Grito dos Excluídos de ontem (ao qual acabei não podendo ir), focando a câmera em Valquiria Azevedo e Ridivanio Juruna – dois colegas meus irmãos de consciência, que vêm coordenando a frente pernambucana contra a usina de Belo Monte -, fez a seguinte descrição:

Alguns chegaram a fazer piadas, como esta mulher (sic) com um cartaz contra as hidrelétricas.

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Hoje foi o primeiro dia do fim de semana mais cidadão dos últimos anos no Recife. Como vocês devem ter sabido, hoje foi dia de protestar contra a famigerada usina de Belo Monte, que promete um genocídio de índios no Xingu – já que os nativos prometem reagir belicamente à chegada das empreiteiras que querem construir a usina.

Lembrando que amanhã vai ter mais – dessa vez sendo um clamor pelo cumprimento do hoje tão maltratado princípio constitucional do Estado Laico. Abaixo as fotos de hoje (de qualidade bem precária, dada a baixa qualidade da câmera do meu já velhinho celular):

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Os pernambucanos vão às ruas do Recife amanhã e domingo, exercendo sua cidadania e opondo-se ao que está errado.

Amanhã, com concentração a partir das 14h na Praça do Derby, será o dia da manifestação contra a famigerada hidrelétrica de Belo Monte. Será parte de uma mobilização global, em que 53 cidades de 13 países (números que lembro) vão se mobilizar para dizer um não ao desenvolvimentismo insustentável e antidemocrático.

Já no domingo, com concentração a partir das 15h, dessa vez na Praça do Diario, haverá um protesto em defesa do Estado Laico, ao estilo do que acontecerá em São Paulo no mesmo dia. Será um grito contra a intromissão da religião em ações do poder público referentes a direitos LGBT e femininos e a recente escalada de ações ofensoras da laicidade constitucional do Estado brasileiro. O protesto é aberto para pessoas de todas as religiões e para os irreligiosos.

Amanhã é certeza de eu ir. No domingo, a probabilidade é um pouco menor, mas vou fazer o possível para ir também.

Você do Recife e cidades vizinhas está convocad@ para participar dessas mobilizações que vão sacudir o Brasil para que se garanta o respeito ao meio ambiente, à democracia e à laicidade do Brasil.

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