Arquivo Direitos Animais/Veganismo

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jun 2012

Nos meios bem-estaristas, fala-se de “soluções” que tornariam o consumo de alimentos de origem animal algo ético. Duas delas são a bem-estarização da pecuária, com a expansão das criações “felizes”, caipiras ou orgânicas de animais, e a substituição da pecuária pela caça.

Abaixo abordo cada uma delas, mostrando que essas “soluções” no fundo não tornam os animais menos escravos ou seres realmente livres. Dois trechos extraídos do livro que venho escrevendo sobre veg(etari)anismo:

 

Criações “felizes”, caipiras ou orgânicas são uma solução plausível?

Entre muitos vegetarianos não estritos que se iniciaram há pouco tempo na compreensão dos Direitos Animais – e, sob uma ótica ovolactovegetariana, mesmo entre diversos vegetarianos veteranos –, ressoa a seguinte indagação: E se eu passar a consumir “carne feliz”, leite orgânico e/ou ovos caipiras, ambos de fazendas onde os animais vivem soltos e são bem tratados? Ao se ter esse questionamento, parte-se da premissa de que, sendo eliminados os maus tratos propriamente ditos, como privação total de liberdade, superexploração (como pela muda forçada de galinhas) e abusos procedimentais (como a desmama forçada), seria possível haver um consumo ético de alimentos de origem animal. (mais…)

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maio 2012

Li e traduzi o artigo “Dê graças pela carne” (originalmente Give thanks for meat), vencedor do concurso da coluna The Ethicist do The New York Times o qual escolheu um artigo que tentasse ser bom em defender o consumo de animais. Eu esperava que enfim encontrasse um argumento forte do lado defensor do consumo de alimentos de origem animal. Mas ainda não foi dessa vez.

O texto se focou demais no aspecto ambiental, com a premissa de que uma criação de animais ecologicamente “adequada” seria mais ética do que uma monocultura mecanizada de soja. O referencial teórico que legitimaria esse ponto de vista ficou curto, raso e simplista demais, restringindo-se à seguinte frase de Aldo Leopold: “Uma coisa é certa quando ela tende a preservar a integridade, estabilidade e beleza da comunidade biótica. É errada quando promove o contrário.”

Na verdade toda a abordagem, mesmo do ponto de vista supostamente ecoético, foi de um simplismo e reducionismo notáveis. Ele fala apenas de criações bovinas bem-estaristas, ignorando que o universo de carnes à disposição no mercado não é apenas carne bovina – também existindo no macabro jogo porcos, caprinos, ovinos, coelhos, frangos, codornas, perus, búfalos, peixes, crustáceos etc. –, e a problemática ambiental da pecuária vai muito além de “apenas” tentar acomodar centenas de milhões (ou mesmo bilhões) de seres bovinos em pastos – algo que já é virtualmente impossível na maioria dos países. (mais…)

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maio 2012

Abaixo, a tradução do texto pró-carne vencedor do concurso realizado pela coluna The Ethicist do The New York Times.

Refutação do artigo abaixo: Resposta analítica ao artigo Give thanks for meat, vencedor do concurso do The New York Times

 

Dê graças pela carne (título original: Give Thanks for Meat)
por Jay Bost, para o The New York Times, traduzido por mim

Como um vegetariano que voltou a comer carne, eu vejo a questão “É ético comer carne?” ressoando na minha cabeça e no meu coração constantemente. As razões pelas quais eu me tornei vegetariano, depois vegano e depois um comedor de carne consciente foram todas éticas. As razões éticas de NÃO comer carne são óbvias: animais são criados e mortos em condições cruéis; os grãos que poderiam alimentar pessoas famintas são usados para alimentar animais; a demanda por pastos fomenta o desmatamento; e comer carne implica matar um ser senciente. Exceto pela última razão, no entanto, nenhum desses aspectos de comer carne estão implícitos em comer carne, ainda que sejam exatamente o que torna antiético comer alguns tipos de carne.  Assim como comer verduras, tofu ou grãos produzidos em certas circunstâncias e consumi-los produzidos em outros meios é antiético.

O que são esses meios “certos” e “errados” de produzir tanto carne quanto alimentos vegetais? Para mim, eles são evocados mais sucintamente na ética da terra de Aldo Leopold: “Uma coisa é certa quando ela tende a preservar a integridade, estabilidade e beleza da comunidade biótica. É errada quando promove o contrário.” Enquanto estudava Agroecologia na Prescott College em Arizona, eu me convenci de que, se aquilo que você está almejando com uma dieta “ética” é o menos destrutivo impacto sobre a vida como um todo neste planeta, então, em algumas circunstâncias, como quando se vive entre campos gramíneos secos e ralos, comer carne é a coisa mais ética que você pode fazer fora subsistir com caça, feijão tepari e pinhões. (mais…)

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abr 2012

O filme Terráqueos (Earthlings) merece todos os méritos por ser, desde 2006, um grande meio de divulgação dos Direitos Animais e do veg(etari)anismo e um grande introdutor dos leigos ao assunto. Porém, nenhuma obra deve ser isentada de avaliação e críticas. Este artigo não pretende desqualificar e desmerecer o documentário, mas apenas expor algumas limitações dele de modo que futuras obras cinematográficas de conscientização passem a observar os pontos referidos.

Alguns pontos acabaram ausentes e outros foram abordados de um ponto de vista um tanto bem-estarista. Estão descritas abaixo as 12 limitações mais visíveis de Terráqueos: (mais…)

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set 2011

Milhões de pessoas já conhecem a trilogia de desenhos animados curta-metragem The Meatrix, em que o porco Leo descobre que sua bucólica fazenda é uma ilusão e seu verdadeiro “lar” é uma grande fazenda-fábrica suína e, em seguida, junto com Moopheus e Chickity, vai enfrentar a Meatrix e a cópia pecuarista do agente Smith da trilogia Matrix.

Desconhecem os três heróis, porém, que aquilo que eles desenham como ideal – um mundo em que as pessoas, “conscientemente”, consomem carne, leite e ovos apenas de fontes “humanitárias” – também é uma ilusão. No fundo, é uma parte dos planos do Smith de continuar escravizando os animais não humanos e enganando os seres humanos com produtos falsamente éticos. (mais…)

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05

jul 2011

Artigo muito bom de Deborah Sá, do blog Aquela Deborah, sobre os engodos da “sustentabilidade” das corporações e do bem-estarismo. Vale a pena ler.

 

Sustentabilidade e bem-estarismo
por Deborah Sá

A Sustentabilidade se baseia na produção de bens de consumo reduzindo sempre que possível, os impactos ao meio ambiente. Atendendo a demanda, empresas investem em divulgações que tornem explícitas o quão cautelosa é a seleção de mão de obra, material, origem e transporte até que o produto seja consumido. Em 2007 Anya Hindmarch criou a “I am not a plastic bag”, uma sacola para transportar itens dispensando as costumeiras embalagens plásticas, a idéia foi recebida com entusiasmo inclusive no Brasil, onde qualquer feira livre dispõe de sacolas estilizadas há décadas. (mais…)

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maio 2011

Organização denuncia zoo por maus-tratos com orangotango fumante

Um orangotango se tornou fumante contumaz em um zoológico da Malásia, segundo organizações ambientalistas.

Shirley, um orangotango fêmea de 25 anos, disputa com seu parceiro as pontas de cigarro jogadas por visitantes e ambos vivem em situação precária no Johor Zoo, de acordo com testemunhas. (mais…)

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maio 2011

Texto imprescindível da irmã de consciência Renata Octaviani Martins, direto do Vista-se.

 

Globo Rural destaca “bem estar” animal
por Renata Octaviani Martins

O Globo Rural do dia 01 de Maio de 2011 destacou em 2 matérias complementares, durante 2 blocos, a questão do bem estar animal para produção.

Minha impressão é que a matéria tem duas utilidades: pesar menos a consciência de quem não quer pensar além do que é mostrado e também revelar um cenário preocupante para quem entendeu  as entrelinhas e em perceber alguns detalhes. (mais…)

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26

abr 2011

Caçada neozelandesa abate 23 mil “coelhos da Páscoa”

Uma caçada anual em uma comunidade rural da Nova Zelândia abateu, em sua 20ª edição, 22.904 “coelhos da Páscoa” apesar das críticas dos defensores dos animais, informou nesta segunda-feira a imprensa local.

A “Grande Caçada do Coelho da Páscoa” é um evento organizado a cada ano para ajudar os granjeiros da região de Otago, sul da Nova Zelândia, a combater a praga de roedores que arrasa com suas pastagens.

A denominada Brigada Beis Manada de Lobos, que matou 1.664 coelhos, venceu outras 46 equipes que participaram da disputa realizada entre sexta-feira e sábado, publicou o jornal “Otago Daily Times”.

O capitão da Brigada, Jason Gerken, disse que os 12 membros de sua equipe trabalharam durante “24 horas seguidas” em uma espécie de operação militar para poder ganhar esta competição.

A caçada recebeu as críticas do porta-voz do grupo protecionista Safe, Hans Kriek, segundo o qual o evento incita a crueldade já que muitos dos caçadores não têm experiência e participam deste tipo de massacres em um “ambiente festivo”.

Os coelhos foram introduzidos na Nova Zelândia a partir de 1830 como alimento e para fins esportivos, mas com o transcurso dos anos se transformaram em uma praga.

Os fazendeiros gastam cerca de US$ 50 mil anuais no controle de pragas, um investimento que inclui a compra de armas e munição, assim como veneno e armadilhas.

Tornou-se praxe remediar com mais derramamento de sangue pragas que têm como raiz a exploração animal em nome da alimentação. Isso nos mostra que pecuária (que inclui a criação de coelhos) e danos ambientais têm tudo a ver, e que os custos dos estragos causados pela exploração pecuária são muito, muito altos. Não se sabe hoje em dia como conter espécies invasoras introduzidas pela exploração animal – como esses coelhos na Nova Zelândia, camelos na Austrália e javalis em diversos países. A matança diminui a população – obviamente violando os (ainda não reconhecidos legalmente) direitos desses animais e lhes causando forte sofrimento -, mas se mostra insuficiente para resolver o constante problema da praga. (mais…)

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