Artigo
26

jun 2016

O comunismo propriamente dito é totalmente diferente do espantalho monstruoso que a direita cria para amedrontar as pessoas e fazê-las aceitar serem politicamente controladas

O comunismo propriamente dito é totalmente diferente do espantalho monstruoso que a direita cria para amedrontar as pessoas e fazê-las aceitar serem politicamente controladas

Matanças, perseguição religiosa, confisco de propriedade… Se você tem medo que o comunismo traga tudo isso, não se preocupe: esses males já são muito comuns no capitalismo

Uma característica muito forte do reacionarismo é o medo do “comunismo”, que sequer recebe uma definição clara nesse sistema de crenças. Para muitos, comunismo representa “tudo de ruim” e já teria sido experimentado, com consequências catastróficas, nos países do antigo bloco “socialista real”, como União Soviética, Cuba, Coreia do Norte, Camboja e, mais recentemente, Venezuela. Só que tanto essas nações não vivenciaram realmente experiências comunistas, como tudo o que os reacionários temem que viesse a ocorrer após uma hipotética “implantação do comunismo” no Brasil já acontece por aqui o tempo todo, no capitalismo mesmo, e eles não sabem ou não ligam mesmo. (mais…)

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22

abr 2016

Catracas: instrumentos usados por capitalistas para restringir acessos, frustrar desejos e cortar liberdades

Catracas: instrumentos usados por capitalistas para restringir acessos, frustrar desejos e cortar liberdades

“Liberdade” é uma das palavras mais comuns em discursos de direita, principalmente de “liberais” e “libertários” de alma reacionária. Muitos direitistas desse tipo afirmam, de peito estufado, atuar “em defesa da liberdade”, um nobre valor com que, dizem eles mesmos, todos os seres humanos deveriam contar. Só que não percebem que, se por um lado se dizem defensores de uma sociedade de pessoas “livres”, por outro estão ajudando a impor um sistema baseado em servidão, privações, barreiras e incontáveis restrições e frustrações arbitrárias de desejos – em outras palavras, um sistema fundamentado na não liberdade. (mais…)

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22

fev 2016

Nem aos empresários multibilionários o capitalismo garante a felicidade

Nem aos empresários multibilionários o capitalismo garante a felicidade

Muitas pessoas ainda acreditam que é possível obter prosperidade e, por tabela, felicidade por meio do capitalismo, do empreendedorismo e do trabalho duro. Não percebem que há muito o capitalismo deixou de ser uma tentativa de filósofos, economistas e empresários de construir um mundo feliz de bem-estar e se tornou um fim em si mesmo, algo cuja existência já não tem mais uma finalidade ou objetivo. (mais…)

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15

fev 2016

nova-onda-direitista

Algo pode ser percebido nestas primeiras décadas do século 21: o capitalismo está ficando mais cruel e inescrupuloso do que já era. Tem conseguido iludir consciências com mais primor, ao mesmo tempo em que vem recrudescendo suas maneiras de explorar seres humanos e não humanos e o meio ambiente. (mais…)

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31

jan 2016

Charge escrita por defensor do desenvolvimentismo. Perceba-se a carga de aversão reacionária contra ambientalistas contida no desenho

Charge desenhada por defensor do desenvolvimentismo – e divulgada no blog de um jornalista que também é desenvolvimentista. Perceba-se a carga de aversão reacionária contra ambientalistas contida no desenho

Tentando parecer “não neoliberais” e desvencilhados da “herança maldita tucana”, os governos Lula e Dilma (esta no primeiro mandato) promoveram uma política desenvolvimentista, que jogou um “dane-se” aos propositores do “desenvolvimento sustentável” e passou por cima literalmente do meio ambiente e da dignidade humana. Obras (ou obradas mesmo) como a Usina de Belo Monte e a transposição do Rio São Francisco, a permissividade do poder público perante crimes ambientais como o da Samarco/Vale/BHP no Rio Doce e a promoção, no governo Dilma, da “política ambiental” menos ambiental desde a ditadura militar nos fazem retomar velhas críticas ao desenvolvimentismo, cabendo a nós apontar as contradições deste, que é uma ideologia ao mesmo tempo defensora do progresso e reacionária. (mais…)

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28

dez 2015

Palpites sobre "desenvolvimento sustentável" que não questionam o capitalismo tendem a fracassar no intuito de promover a sustentabilidade social-econômica-ambiental. Clique na imagem para vê-la em tamanho completo

Palpites sobre “desenvolvimento sustentável” que não questionam o capitalismo tendem a fracassar no intuito de promover a sustentabilidade social-econômica-ambiental. Clique na imagem para vê-la em tamanho completo

Ingenuidade é uma palavra que define bem as opiniões de quem defende o “desenvolvimento sustentável” sem o questionamento dos fundamentos da economia capitalista. Isso se deve pela crença na possibilidade de haver sustentabilidade sem que paradigmas ideológicos como o crescimento ilimitado, o dinheiro como alma da sociedade, a urbanidade de classe média-alta como ideal de vida, o progresso como fim em si mesmo, a essencialidade das hierarquias sociais de dominantes sobre dominados, a busca do lucro crescente, o tratamento individual da acumulação de dinheiro e consumo de bens materiais como o sentido da vida etc. sejam derrubados. (mais…)

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03

set 2015

Ludwig von Mises foi um intelectual ultraliberal do século 20, defensor do livre mercado, e hoje um dos "ídolos" dos defensores do neoliberalismo, "libertários" e "anarco"capitalistas

Ludwig von Mises foi um intelectual ultraliberal do século 20, defensor do livre mercado, e hoje um dos “ídolos” dos defensores do neoliberalismo, “libertários” e “anarco”capitalistas

por Luis Felipe Miguel, texto extraído do Blog da Boitempo

Há um elemento comum, nas manifestações recentes da direita brasileira – e não só brasileira: o discurso de que o Estado deve recuar e o mercado deve regular uma porção maior das interações humanas. Enquanto o Estado premiaria os “preguiçosos” por meio de suas políticas sociais, o mercado daria a cada um a recompensa justa pelo seu esforço. É o que diziam as faixas, nas manifestações de março e abril, que reivindicavam o direito daqueles que “trabalharam muito” a se dessolidarizar dos pobres e marginalizados. Por vezes, como quando denuncia as cotas nas universidades, este discurso ainda é tingido por um racismo indisfarçável. (mais…)

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13

ago 2015

antropoceno

O “antropoceno” pode ser nada mais do que uma máscara para culpar a humanidade em sua essência, ao invés do modelo civilizacional capitalista-industrial, pela degradação ambiental

por Andreas Malm, na Revista Jacobin, março de 2015, tradução de Everton Lourenço

O ano passado foi o mais quente já registrado. Ainda assim, os últimos números mostram que em 2013 a fonte que gerou a maior parte da energia para a economia mundial não foi solar, eólica, nem mesmo o gás natural ou petróleo, mas o carvão.

O crescimento nas emissões globais – de 1% ao ano nos anos 90 para 3% até agora neste milênio – é impressionante. É um aumento paralelo ao do nosso conhecimento crescente das terríveis consequências do uso de combustiveis fósseis.

Quem está nos levando ao desastre? Uma resposta radical [1] seria a dependência do Capitalismo da extração e do uso de energias fósseis. Alguns, porém, preferem identificar outros culpados. (mais…)

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21

jul 2015

Variante da frase motivacional "Viva cada dia como se fosse o último". Essa variante é falsamente atribuída a Gandhi ou James Dean, sendo sua verdadeira autoria desconhecida.

Variante da frase motivacional “Viva cada dia como se fosse o último”. Essa variante é falsamente atribuída a Gandhi ou James Dean, sendo sua verdadeira autoria desconhecida.

Ocasionalmente vemos estampada diante de nós a frase “Viva cada dia como se fosse o último” – e achamos o máximo, um ótimo conselho que todos deveriam seguir para serem felizes. Mas não percebemos que ela é permeada de problemas, entre eles questões ligadas ao modelo de civilização e economia no qual vivemos. (mais…)

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20

jul 2015

frase-tancredo-neves

por Rafael Azzi, extraído do Blog do Flavio Lyra (a fonte original do texto foi perdida), com pequenas correções

Há séculos, ideia de que ser humano é “em essência” egoísta-competitivo justifica relações capitalistas. Descobertas recentes estão derrubando tal crença.

O modelo capitalista de sociedade premia e estimula o comportamento individualista, utilitário e egoísta. Diversos pensadores, como o economista Alan Greespan, acreditam que tal comportamento apenas reflete a verdadeira essência da natureza humana e, portanto, não há muito a fazer a respeito. Entretanto, essa visão do ser humano foi moldada ao longo da história e, na verdade, os estudos de hoje discordam da noção de que somos essencialmente individualistas e agressivos. (mais…)

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