
(texto em inglês e respostas em português)
Uma fonte de textos carnistas é um site chamado “Second Opinions” (preferi não dar o link para o texto refutado abaixo), mantido por um carnista chamado Barry Groves, membro da associação lobista ligada a pecuaristas Weston A. Price Foundation. Para defender os lucros da pecuária que sustenta tal organização, Groves escreveu e publicou, no já distante ano de 2002, um texto enorme chamado “The Naive Vegetarian” (O vegetariano ingênuo), no qual tenta refutar princípios do vegetarianismo, como a imoralidade de matar animais para consumo, a segurança nutricional do vegetarianismo e a caracterização da alimentação vegetariana como mais próxima da sustentabilidade do que a onívora.
Ele bem que tentou, mas não conseguiu trazer mais que um outro texto carnista cheio de falácias, preconceitos, ceticismo seletivo, manipulação de estudos científicos e distorção de fatos. Mais uma obra carnista que pôde ser refutada, ainda que com um certo esforço por causa do enorme tamanho do texto.
Abaixo está a minha refutação completa ao artigo “The Naive Vegetarian”. Porém, ao contrário dos textos carnistas respondidos em 2012, o texto é em inglês mas a minha refutação (os dizeres em vermelho à direita do texto) é em português. Portanto, apenas pessoas com compreensão no mínimo intermediária de inglês escrito poderão entender o que o artigo fala e por que eu refutei cada parte dele. A obra está dividida em sete prints.
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Carnismo (Consciencia.VLOG.br)
A série Carnismo, do Consciencia.VLOG.br, com oito vídeos, descreve e explica o essencial que todos os vegetarianos e veganos precisam conhecer sobre a ideologia-mitologia conservadora que tenta se opor ao veg(etari)anismo defendendo o consumo de produtos, em especial alimentos, de origem animal e criticando difamatoriamente o vegetarianismo e o veganismo. Também fala sobre a linha-dura do carnismo, o alfacismo.
A divisão dos vídeos é essa:
Parte 1: introdução, definição e etimologia de carnismo e alfacismo
Parte 2: mitologia carnista (argumentos em defesa do consumo de produtos de origem animal)
Parte 3: mitologia carnista (demonologia do veg[etari]anismo)
Partes 4 e 5: meios de manifestação da ideologia carnista
Partes 6 e 7: vícios argumentativos do carnismo
Parte 8: considerações finais
Abaixo, as oito partes da série:
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Circula na internet, desde o já longínquo ano 2000, um texto da autoria do já falecido naturopata Dr. Stephen Byrnes, intitulado “Os mitos do vegetarianismo”. Ele lista quinze “mitos”, a maioria deles falsos, em que aparentemente se desacredita o vegetarianismo enquanto dieta saudável.
Porém, ele não era à prova de uma refutação concisa. Detectei, ao lê-lo, diversas falácias, em especial falácias do espantalho, e também informações que hoje são claramente desatualizadas (se já não eram na época) sobre a visão que a ciência vem tendo da carne vermelha e do vegetarianismo, além de diversos instantes de manipulação de fatos. E no seu final, a exploração animal com requintes bem-estaristas é defendida pelo autor e não passa pelo crivo do olhar abolicionista. No final das contas, nem esse texto consegue desacreditar o vegetarianismo, nem enquanto alimentação saudável quando balanceada, nem enquanto maneira de negar a participação do indivíduo na escravidão animal intrínseca à pecuária.
Abaixo estão dispostos os oito prints do texto – sendo o primeiro deles a refutação de um outro texto, o qual precede o de Byrnes, foca na questão religiosa do vegetarianismo e ignora completamente a existência da questão ética na alimentação sem animais. Os prints estão comentados da maneira que divulgo no Vegetariano da Depressão, com minhas palavras em negrito vermelho ao lado do texto original. Excepcionalmente, nos prints abaixo nenhum nome, exceto o do link que foi a fonte do texto preliminar, foi suprimido. A fonte dos prints não está sendo divulgada em virtude da minha política de não divulgar sites e blogs favoráveis ao carnismo e divulgadores de preconceito contra o vegetarianismo e o veganismo.
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Depois de algumas semanas sem novidades, o Consciencia.VLOG.br voltou a lançar um vídeo, mais um respondendo a um vídeo gravado por vlogger onívoro/carnista sobre veg(etari)anismo. Dessa vez o respondido foi o Canal do Erik, que lançou no ano passado um discurso sobre a intolerância entre muitos veg(etari)anos e muitos carnistas.
Meu vídeo, dividido em duas partes, concorda com Erik em alguns pontos, mas responde a outros, em que a visão dele sobre as razões do vegetarianos ou temas correlatos (como a alimentação de cães e gatos com ração vegetariana) se configurou como rasa.
Primeiro, abaixo, o vídeo de Erik:
E em seguida as duas partes de minha resposta:
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Assim como no caso da resposta ao tudosussa, o vídeo abaixo, mais um do Consciencia.VLOG.br, não é 100% refutando o vídeo respondido, e sim comentando concordantemente algumas partes e discordando de outras. Abaixo eu respondo ao vlogger do canal @VocePenseNisso, ao vídeo em que ele fala de vegetarianismo, concordando com as razões periféricas (principalmente meio ambiente) de se adotar uma dieta sem animais e repudiando formas inadequadas, usadas tanto por vegetarianos como por carnistas, de se falar com as pessoas sobre vegetarianismo.
Parte 1: Leia o post completo »

Esta página estática é a resposta definitiva ao texto Veganismo desmascarado, publicado em maio de 2010 por um blog que, até pela política de não aumentar a audiência de blogs, textos e vídeos alfacistas, ainda mais aqueles que expressam ódio explícito contra vegetarianos e veganos, não merece ser mencionado aqui.
Tal texto é uma amostra de que o conservadorismo militante acerca do consumo de produtos de origem animal de fato não vem conseguindo elaborar argumentos realmente fortes e contundentes, um sequer, para questionar a lógica ético-filosófica e a seguridade nutro-médico-científica da práxis vegana e da alimentação vegetariana estrita. Pelo contrário, a argumentação se perde em meio a tantas falácias, demonstrações de preconceito e até descargas de ódio visceral, mostrando que o alfacismo não é um movimento sério, mas sim uma mera manifestação de interesses pessoais acerca da continuidade do consumo de animais.
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Antes de tudo, vale definir o que é falácia: é um argumento que aparenta ser válido à primeira vista mas, usando de métodos logicamente inconsistentes para ligar premissa e conclusão, leva a conclusões errôneas. Há diversos tipos de falácias, com inconsistências lógicas diferentes – quando, por exemplo, diz-se que uma afirmação está certa apenas porque foi uma pessoa célebre que a falou, ou que uma ideia está errada apenas por ser considerada radical.
Pode-se dizer que as falácias são um dos pilares fundamentais que sustentam o carnismo, o sistema de crenças usadas para tentar justificar o consumo de alimentos de origem animal, senão a espinha dorsal dele. Poucos são os argumentos usados nesse sentido, sejam centrados na Filosofia ou nas Ciências, que se livram de estar incorrendo em algum tipo de falácia. Mesmo professores com doutorado incidem frequentemente em falácias quando passam a defender o livre consumo de animais, mesmo quando tentam contestar as evidências científicas da sustentabilidade do vegetarianismo ou questionar a viabilidade filosófica dos Direitos Animais.
Abaixo listo, descrevo e exemplifico 37 falácias comuns na defesa das crenças carnistas.
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Consciencia.VLOG.br: resposta ao Eu Ateu sobre vegetarianismo
Felizmente Yuri Grecco, do vlog Eu Ateu, não é de desrespeitar vegetarianos e veganos, ao contrário de certos “desmascaradores”. Porém ele faz algumas afirmações no vídeo dele, em que ele expõe sua posição de carnista convicto – embora se mantenha obscuro em relação aos porquês de discordar dos Direitos Animais -, que são passíveis de respostas do lado veg(etari)ano, como a afirmação de que onívoros adultos de fato optariam racionalmente por comer animais e a insinuação de que vegetarianismo estrito faria mal a crianças.
Abaixo, o vídeo de Yuri e, em seguida, as três partes da minha resposta.
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Resposta ao texto alfacista “Veganismo desmascarado”
Sei muito bem que os alfacistas não merecem nossa atenção, nosso ibope. Mas é relevante perceber que certos textos, de tão compridos e aparentemente ricos em referências corroborativas, demandam alguma resposta, já que conseguem iludir algumas pessoas com a ideia de que nada haveria de errado em explorar e comer animais e haveria tudo de mais abominável no vegetarianismo e no veganismo.
De ontem para hoje me ocupei em desmontar as diversas falácias e preconceitos daquele que, pelo que tudo indica, é atualmente o maior texto pró-carnista (e alfacista, dado o ódio antivegano expresso nele) da internet brasileira. Devo esclarecer, a priori, que não pretendo, ao contrário do autor de tal texto, “destruir” os “oponentes” carnistas e deixá-los envergonhados de sua condição de consumidores de animais – até porque isso não vai influenciá-los a rever seu pensamento, mas sim lhes aumentar a resistência.
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Mais um vídeo do canal Consciencia.VLOG.br, dessa vez comentando os comentários reacionários de carnistas que tentam desqualificar os artigos sobre vegetarianismo e veganismo postados em blogs não dedicados a tal tema e também os seus autores.
Consciencia.VLOG.br: Comer carne não é uma liberdade individual inofensiva
Depois de uma semana sem gravar vídeos, eis o mais novo vídeo do canal Consciencia.VLOG.br. Ele rebate um comentário, encontrado em um vídeo por aí no YouTube, que afirma que comer carne é uma “liberdade individual inofensiva”.
Leia também: Os mitos da racionalidade e do livre-arbítrio do onivorismo (Parte 1) e Os mitos da racionalidade e do livre-arbítrio do onivorismo (Parte 2)
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- Como virei vegetariano e em seguida vegano: uma história pessoal
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- Vaquejada: a essência de um “esporte” que explora animais
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