Artigo
16

jan 2016

Pessoas que apontaram, após a morte de David Bowie, que ele foi pedófilo e simpatizante do nazismo foram acusadas de querer que ele fosse um "santo". Só que há diferenças importantes entre ser "santo" e ser ético

Pessoas que apontaram, após a morte de David Bowie, que ele foi pedófilo e simpatizante do nazismo foram acusadas de querer que ele fosse um “santo”. Só que há diferenças importantes entre querer que famosos sejam “santos” e demandar que sejam éticos

O falecimento de David Bowie despertou uma discussão sobre celebridades que, apesar de terem um trabalho artístico admirável, eram ou são repulsivas como pessoas. Muitos acusaram de “moralistas” quem apontou que Bowie, apesar de talentoso, era um mau homem por ter simpatizado com o nazismo e estuprado fãs menores de idade (atos sexuais com quem não tem maturidade para entender e consentir a relação sexual são considerados estupro). Ficou então a confusão: criticou-se o cantor por não ter sido moralmente santo ou por não ter sido uma pessoa ética? E o que esperamos de artistas é que sejam “certinhos”, adeptos dos “bons costumes” da moral dominante em vigor, ou que respeitem outros seres sencientes em seu viver e não lhes façam mal? (mais…)

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