Artigo
05

maio 2015

O Greenpeace, como representante do ambientalismo unidimensional criticado abaixo, tem a ilusão de que será possível reduzir a zero o desmatamento na Amazônia sem afrontar os interesses dos latifundiários, empresas mineradoras e indústrias madeireiras

O Greenpeace, como representante do ambientalismo unidimensional criticado abaixo, tem a ilusão de que será possível reduzir a zero o desmatamento na Amazônia sem afrontar os interesses dos latifundiários, empresas mineradoras e indústrias madeireiras

Ainda hoje há uma vertente ambientalista de tendência conservacionista e conservadora, representada por ONGs como Greenpeace e WWF e partidos verdes de alguns países, tentando defender o meio ambiente sem fazer a devida problematização social, econômica e política das questões ambientais em voga. Ainda parece crer que uma soma de políticas governamentais de conservação ecológica com ações individuais poderá salvar o planeta do aquecimento global e da progressiva degradação das condições de vida humana e não humana. Não percebe, apesar das críticas recebidas ao longo de décadas, que esse ambientalismo não social tende ao fracasso em seus objetivos principais. (mais…)

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20

nov 2012

Educação Ambiental não é simplesmente instruir educandos a abraçar uma árvore, mas também, fundamentalmente, formar pessoas que, coletivamente, impeçam os poderosos de derrubá-la e evitem comer aquilo que vai implicar sua derrubada.

De educação ambiental, em minúsculo mesmo, que se restringe a adestrar as pessoas e lhes imperar comportamentos individua(l)i(sta)s e omite o veganismo o mundo está cheio. Tanto no sentido de repleto como no de saco cheio. Percebe-se cada vez mais que esse modelo de e.a. (de novo em minúsculo) é inócuo perante um mundo cujos maiores problemas ambientais são aquilo que tal modelo deixa passar – a cultura individualista que inibe mobilizações coletivas, o capitalismo com seu paradigma de consumismo e progresso econômico infinito e o consumo de produtos de origem animal.

Ainda hoje abundam as iniciativas de e.a. conservacionista e individualista, meramente recomendando ações individuais – como economizar a água do chuveiro e das pias; racionalizar o consumo de eletricidade; preferir produtos reciclados, orgânicos e/ou certificados e consumir apenas aquilo que inspira necessidade verdadeira. Mas por outro lado, mesmo 35 anos depois de Tbilisi e 20 depois da Eco-92, ainda parecem ser pouco comuns as iniciativas intra e extraescolares de Educação Ambiental (essa sim com iniciais maiúsculas) que prezem pela profundidade, usem de transversalidade multi e interdisciplinar e incentivem diretamente a mobilização coletiva e política e o questionamento do sistema capitalista como um todo. (mais…)

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