Artigo
24

nov 2014

"Respeitemos a vida", menos quando se tratar da vida de uma mulher, de uma criança já nascida, de um indivíduo morto pela violência policial, de uma pessoa especialmente vulnerável a crimes de ódio etc.

“Respeitemos a vida”, menos quando se tratar da vida de uma mulher, de uma criança já nascida, de um indivíduo morto pela violência policial, de uma pessoa especialmente vulnerável a crimes de ódio etc.

Uma das mais conhecidas supostas bandeiras do “movimento” conservador e reacionário brasileiro é a “defesa da vida”, traduzida como oposição incondicional ao direito da mulher à escolha entre o aborto e a continuação da gravidez. Com o pretexto de “defender vidas de crianças (sic)”, impedem o avanço da legalização dos abortos e até tentam revogar os poucos casos em que eles já são autorizados pela lei. Mas é fácil perceber que essa dita convicção “pró-vida” nada traz além de morte e sofrimento a seres já nascidos, desprezo às crianças que nascem depois de terem sido “salvas” da possibilidade do aborto, dedicação zero a tantas outras vidas sencientes, humanas ou não, e, sobretudo, misoginia.
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