Antimilitarismo

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21

abr 2012

Encontrar conteúdo antimilitarista em português é bem difícil, mas felizmente há pessoas que, como eu, também repudiam a práxis – e também a existência – das organizações militares (Forças Armadas e polícias militares). É o caso de Leandro Cruz, colunista do Jornal do Povo e autor do blog Viagem no Tempo.

Leandro escreve muito daquilo que eu adoraria escrever – e até poderia escrever algum dia, mas ele já me poupou desse trabalho. Abaixo estão o trecho inicial do primeiro artigo (é uma trilogia de textos) e o link dos três artigos da trilogia.

Militar com menos de 30 em 2012 (parte 1)
por Leandro Cruz

Militar com menos de 30. Não leve a mal nada que eu venha a dizer. Não pode ser desacato à autoridade, pois não falo à autoridade, mas às pessoas. Não me dirijo às fardas, mas às mulheres e homens por baixo das fardas. A pessoas de carne vermelha e ossos quebráveis, que nascem igualmente nus e invariavelmente não podem fugir do destino final comum a todos os homens. Não é dirigida à “classe militar”. É dirigida ao nossos irmãos, humanos, que trabalham para instituições militares (polícias e Forças Armadas). Mas é às pessoas, não ao trabalho delas. Não me peça pra falar com o tenente ou o chefe do tenente. É com você mesmo. Mesmo que você diga: “Eu só cumpro ordens”, eu não quero falar com quem dá as ordens, mas é com você mesmo. Você, militar nascido em 1982 ou depois. Você, barbeado e de cabelo curto. Ou você, mulher de coque e boné. Não é com seu cabelo, nem com sua arma, nem com uma testa franzida. Não é com sua farda. (mais…)

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10

abr 2012

Uma notícia comovente marcou a semana passada entre israelenses e iranianos: pessoas das duas nacionalidades trocaram mensagens de paz e simpatia mútua, mostrando que não querem nenhuma guerra e rejeitam as hostilidades que vêm crescendo entre os Estados de Israel (compadreado pelos EUA) e Irã. Por outro lado, as máquinas militares de cada Estado se esquentam, com soldados coagidos pela disciplina robótica imposta e pelo medo de punições severíssimas.

É evidente nesse e em tantos outros casos que as vontades do Estado e de sua máquina armada são distintas dos povos governados – isso quando a mídia que apadrinha o primeiro não manipula o suficiente a opinião pública para fazê-la artificialmente apoiar a “opção” do conflito armado. A população diz não à guerra, à ação assassina das forças armadas, mas estas não querem nem saber. Afinal, democracia – seja ela em sua versão faz-de-conta baseada em eleições, partidos e representatividade, seja aquela em que o poder realmente é do povo – e corpo militar excluem-se mutuamente. (mais…)

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