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abr 2011

Componente do brócolis pode combater doença pulmonar

Cientistas americanos descobriram que o sulforafano, composto encontrado nos brotos de brócolis, poderia ajudar a eliminar bactérias que afetam os pulmões, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira na revista americana Science Translational.

O sulforafano está presente nas verduras da família da couve e se apresenta como um possível tratamento para prevenir ou reduzir as infecções que frequentemente afetam os fumantes e os pacientes com doenças pulmonares.

Um pulmão saudável se encarrega por si mesmo de expulsar as pequenas partículas de pó, os resíduos e as bactérias estranhas que entram através do aparelho respiratório junto com o oxigênio que respiramos.

No entanto, este sistema de “autolimpeza” é disfuncional nos fumantes, e as pessoas com um tipo de doença chamada enfermidade pulmonar obstrutiva crônica (Epoc), uma grave patologia respiratória. As duas formas mais frequentes da doença são a bronquite crônica, definida por uma tosse prolongada com muco, e o enfisema, que ajuda a deterioração dos pulmões a longo prazo.

O Epoc, que afeta 24 milhões de americanos e 210 milhões de pessoas no mundo todo, é a terceira causa de morte nos Estados Unidos. O médico Shyam Biswal, do Departamento de Ciências da Saúde Ambiental da Escola Bloomberg de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins analisaram os macrófagos (células do sistema imunológico) dos pulmões de pacientes com a enfermidade, assim como os de ratos expostos à fumaça do cigarro.

Os pesquisadores concluíram que o tratamento com sulforafano estimula a ativação da via de sinalização celular Nrf2 tanto nas células humanas dos pulmões com Epoc quanto as dos pulmões dos ratos expostos à fumaça.

A ativação da via Nrf2 restaura a capacidade dos macrófagos pulmonares para eliminar as bactérias dos pulmões, com o que uma dieta rica em sulforafano poderia ajudar aos doentes a melhorarem. “Nossas descobertas sugerem que os macrófagos dos pulmões dos pacientes com a enfermidade têm uma falha no processo chamado fagocitose, que consiste na destruição de bactérias ou agentes nocivos para o organismo”, disse Biswal.

Os pesquisadores descobriram que, ainda segundo o médico, “a ativação da via Nrf2 induzida pelo sulforafano restaurou a capacidade dos macrófagos pulmonares para se unir e combater as bactérias”. “O estudo poderá ajudar a explicar a relação entre a dieta e a doença pulmonar, e aumenta o potencial de novos enfoques para o tratamento da doença frequentemente devastadora”, afirmou Robert Wise, professor de Medicina da Escola de Medicina de Johns Hopkins e co-autor da pesquisa.

Torturar ratos com fumaça? Isso não é nenhuma novidade. Há um post bem recente comentando outra experiência desse tipo, e a indústria do cigarro é bastante conhecida entre @s vegan@s por fazer ou ter feito testes com animais de diversas espécies para tentarem provar, entre outras coisas, que fumar “não faz mal”.

E, repetindo o que já havia dito em posts anteriores da sequência Tortura em nome da ciência, é notável a indiferença da mídia em relação a pesquisas envolvendo tortura de animais. Postam que um rato foi drogado, ou eletrocutado, ou envenenado, ou contaminado com genes cancerígenos, ou teve seu pulmão estragado por fumaça ou ar poluído, como se fosse apenas mais um affair entre o Príncipe William e a gata da Kate Middleton ou uma declaração banal de Lula. Não que eu defenda que a mídia adote emocionalismos e juízos de valor explícitos, mas vemos essas violências sendo tratadas como algo totalmente normal, algo não passível de qualquer debate ético de tão normal e corriqueiro, tal como os estudos da Física. E nesse caso, a neutralidade favorece @s opressoræs, visto que são poupad@s de críticas e autorizados por omissão a continuar torturando e matando em seus laboratórios.

Vivissecção e violência, absolutamente tudo a ver. Tortura é instrumento de trabalho para vivissectoræs.

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