Direitos Humanos

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13

ago 2012

Mais um reacionário da Igreja Católica vai a público considerar o ateísmo um “inimigo” a ser “combatido”. Dessa vez foi o arcebispo de Braga/Portugal, Dom Jorge Ortiga, que declarou isso:

A maratona deste amor levará à derrota qualquer tipo de idolatria, superstição, secularismo, ateísmo ou indiferença religiosa, assim como ao insucesso de qualquer tipo de capitalismo desgovernado, justiça negociada, saúde economizada, educação parcial” e “democracia camuflada.

E na referência à idolatria, ele acaba atingindo também religiões não abraâmicas em que se costuma venerar imagens representativas das suas divindades. Ou seja, o ateísmo e as religiões não abraâmicas, para o tal arcebispo, devem ser combatidos.

Aí nos perguntamos como ele pretende combater o ateísmo e o paganismo. Seria com pregações ad nauseam, a perturbar seriamente a paz dos ateus, pagãos e outros não abraâmicos? Coagindo essas pessoas a abandonarem seu estado de credo atual e se converterem ao catolicismo? Instaurando uma ditadura teocrática que puna com a prisão ou a morte quem não se curvar à Igreja Católica?

E o irônico é que ele tenta defender a democracia no seu discurso que hostiliza ateus e pessoas de muitas religiões. Ou seja, defende uma “democracia” sem liberdade religiosa e regida por uma entidade desprovida de qualquer senso democrático (a Igreja). E duplamente irônico é o sujeito defender o amor e percebemos que esse “amor” não inclui o respeito às diferenças. É um “amor” que obriga os diferentes a pensar e acreditar igual ao “amante”, sob pena de estigmatização e ódio.

Isso nos lembra que os ateus precisam enfrentar o fundamentalismo religioso para que adquiram o direito de serem plenamente tolerados e respeitados em sua dignidade e em sua descrença. Mas, deixe-se mais que claro, isso não vai acontecer tentando-se atacar, com mentiras, distorções, falácias e generalizações, todas as religiões.

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