Consciencia.VLOG.br: escravidão e mortes na produção de leite e ovos
O Consciencia.VLOG.br traz mais um vídeo de seu tema principal – veg(etari)anismo e Direitos Animais. Agora é derrubando um mito em que muitos lacto e ovolactovegetarianos ainda acreditam: o de que a produção de leite e ovos não implica mortes como a de carnes. A verdade é que há muitas mortes, tanto das fêmeas como de seus filhotes – todos serão mortos no final das contas, seja logo ao nascer, seja depois de uma vida menos curta mas bem mais sofrida do que os animais de rebanhos “de corte”.
E revelo algo que incomoda mais ainda: fêmeas exploradas pela pecuária ovoláctea muitas vezes também são mortas em prol da produção de carne.
Portanto, o consumo de leite e ovos é tão antiético quanto o de carne. E isso deve servir de incentivo para que vegetarianos não estritos que estejam em transição ao veganismo acelerem sua mudança, e que aqueles que acreditam que já basta ser ovolactovegetariano repensem suas crenças na “desnecessidade” do veganismo.
Vídeo abaixo:
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O artigo abaixo é um resumo de como o leite não só não faz bem ao ser humano como também faz muito mal às fêmeas e filhotes explorados pela indústria leiteira.
Servindo a indústria do colesterol, com muito sofrimento
por Flavia Maria de Toledo
O leite não favorece nem aos animais e nem a você, consumidor. Aquele papo de sua avó que leite é bom pra saúde está mais ultrapassado que as vestimentas dela. Dizem que o leite faz bem para evitar a osteoporose, mas sua composição na verdade ajuda a perda da absorção do cálcio.
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Hoje gravei e joguei no ar o mais novo vídeo do Consciencia.VLOG.br, em resposta a mais um vlogger onívoro que tenta falar de vegetarianismo mas também não consegue sair do terreno tênue da sustentabilidade e entrar no dos Direitos Animais.
O respondido da vez foi o vlogger do canal S7venFaces.
Vídeo dele:
Minha resposta (dividida em duas partes):
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Vídeo denunciando as crueldades da vaquejada
O vídeo abaixo está começando a ser divulgado pela internet, e vale divulgá-lo aqui no Consciencia.blog.br. Porque a vaquejada é uma violência que deve ser extirpada do Brasil.
13 de maio de 2012: um dia para pensar nas mães escravas
Hoje é um dia excepcional: ao mesmo tempo Dia das Mães e Dia da Abolição da Escravidão Humana no Brasil. Com isso, é impossível os defensores dos Direitos Animais se esquecerem daquelas mães que ainda hoje vivem sob regime de escravidão. Falo aqui das mães exploradas na indústria do leite, dos ovos e também da carne; na “indústria” de cobaias a serem torturadas em laboratórios; na “produção” de filhotes a serem vendidos em pet-shops; e por aí vai.
São mães que não poderão desfrutar do dia de hoje – não por não compreenderem que a data de hoje é Dia das Mães e aniversário da abolição da escravidão humana no Brasil, mas sim porque sua situação de vida não é nenhum motivo de comemoração. O dia de hoje lhes será mais um dia de desespero, estresse, angústia e mais absoluta servidão.
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Na prática entrando na recente onda do conservadorismo científico em defesa da exploração de animais em pesquisas, a revista Galileu fez na última sexta-feira, em uma reportagem, sua parte em tentar convencer os internautas de que não haveria nada de mais em explorar cobaias nos laboratórios e biotérios. De linguagem “cool” e juvenil, o site visou “mostrar” aos jovens leitores de que a vida dos camundongos e ratos seria algo análogo a uma hospedagem em hotel de luxo, coisa que mesmo os seres humanos invejariam, num esforço alienante e manipulador que, visando perpetuar e naturalizar a escravidão animal perante a sociedade, ainda mais as gerações juvenis de hoje, deve ser denunciado e desmentido.
O texto, dividido em três páginas, já fala de “mordomias” e afirma que as futuras vítimas das pesquisas in vivo teriam mais “benefícios” em sua prisão do que o senso comum pensaria. Sabe disfarçar com denotações fantasiosas e atraentes a velha argumentação pseudo-bem-estarista de que as cobaias seriam “bem tratadas” sob “normas rígidas de higiene e conforto”.
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Todo apoio ao processo contra o SeaWorld por escravidão animal
Embora tenha seus tantos pontos conservadores, vegano-capitalistas e até machistas, o PETA vez ou outra faz bonito na luta pela futura libertação animal. Conforme noticiou a Folha.com, a ONG, juntamente com três especialistas em mamíferos marinhos e dois ex-treinadores de mamíferos marinhos, entraram com ação na Justiça americana contra o SeaWorld, conhecido parque aquático que explora animais marinhos para fins de diversão.
O melhor de tudo é que o lado do SeaWorld sequer apresenta argumentos pró-escravidão em público, preferindo desdenhar do caso:
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Falácia de apelo à relevância econômica, ou Argumentum ad Oeconomicum
Entre pessoas que defendem ideias e ações de exploração violenta de animais humanos e não humanos e do meio ambiente como um todo – como o agronegócio, a pecuária, o desenvolvimentismo sem sustentabilidade etc. –, é quase que imperativo justificá-las com sua importância econômica. Por mais cruéis e antiéticas que sejam essas atividades, tornam-se aceitáveis para seus defensores apenas pelo fato de contribuírem para a economia da região, do país e do mundo.
A esse pensamento, que possui um sério problema de coerência lógica, chamo de falácia de apelo à relevância econômica ou Argumentum ad Oeconomicum. Consiste na fórmula:
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Tortura em nome da ciência (Parte 51)
Agora a crueldade vem do Brasil, mais precisamente da UFSC. Expôs o Terra Notícias: vivisseccionistas expuseram roedores a situações traumáticas, mediante eletrocução, pelo seguinte método:
[...] os animais receberam um choque moderado nas patas, simulando uma situação traumática. Quando eram novamente expostos ao ambiente de condicionamento, os animais “congelavam” de medo, sem poder reagir. Contando o tempo de imobilidade, os pesquisadores avaliam a intensidade do medo.
Depois ministraram doses (a notícia não diz se foram injetadas, inaladas ou ingeridas) de canabidiol, composto presente na maconha, para diminuir o trauma causado. O estudo intencionou, mediante técnica de tortura e traumatização, pesquisar o efeito ansiolítico da substância.
Choques e trauma. Tortura e sofrimento. É assim que funciona a pesquisa com animais não humanos, que a maioria dos cientistas não está interessada em mudar.
Tortura em nome da ciência (Parte 50)
Nesta edição nº 50 da sequência de posts Tortura em nome da ciência – que deverá se estender às centenas ao longo dos próximos anos, uma vez que a maioria da comunidade científica hoje não está interessada em desenvolver tecnologias que superem a vivissecção -, as vítimas foram novamente os camundongos.
A vivisseccionista Lisa Monteggia “e seus colegas da Universidade do Texas em Dallas” induziram camundongos a quadros agudos de depressão, chamados insensivelmente pelo Umuarama Ilustrado de “modelos animais de depressão”. Em seguida injetaram nos animais a droga analgésica cetamina, e o quadro depressivo diminuiu 30 minutos depois.
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Tortura em nome da ciência (Parte 49)
Ratos e camundongos são os grandes bodes expiatórios da vontade que a humanidade tem de combater o câncer. Para atacar essa doença, ataca-se com severa violência biológica animais que nada têm a ver com os problemas particulares de nossa espécie, e que sequer têm a habilidade de aceitar ou recusar participar desse tipo de experiência. O ato da vez foi a indução de câncer de próstata em camundongos e o posterior tratamento com vacinas contendo o vírus VSV, para um estudo publicado na revista Nature Medicine.
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Tortura em nome da ciência (Parte 48)
Mais uma que veio dos Estados Unidos, dessa vez de pesquisadores das universidades da Carolina do Sul e Wake Forest. Ratos tiveram sua memória manipulada com droga e implantes eletrônicos cerebrais, com o pretexto dos cientistas de que isso poderia ajudar na busca de tratamento de doenças neurodegenerativas humanas, como o Mal de Alzheimer.
O Estadão assim descreve a experiência:
Para esta pesquisa, os cientistas ensinaram ratos a apertar a alavanca correta para conseguir água. Depois eles recebiam um tipo de medicamento, que afetava a região responsável pela memória de longo prazo, ou seja, a região responsável pelo processo de aprendizagem, com o objetivo de fazê-los esquecer como se fazia isto.
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