Direitos Humanos

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jun 2012

Há algum tempo publiquei aqui sobre o drama do ateu indonésio Alexander Aan, perseguido pelo Estado indonésio por ter falado na internet que Deus não existe. Pois ele foi condenado a dois anos e meio de prisão pelo “crime” de questionar a existência do Deus monoteísta.

Segundo nota totalmente tendenciosa do Diário Digital/Sapo, Aan foi considerado culpado por “incitar ao ódio contra a religião muçulmana” e “violar a lei de comunicação eletrônica”, e também foi incriminado por ter se mantido firme em sua convicção metafísica ao se negar a apagar sua confissão ateísta.

Para o autoritário Estado indonésio, que bloqueia a liberdade de expressão, não tolera religiões que não sejam o cristianismo católico, cristianismo protestante, islamismo, budismo, confucionismo e hinduísmo nem a irreligião e aprisiona pessoas por declararem suas (des)crenças, negar a existência de Allah é “incitar ao ódio”, como se ser ateu e negar deuses fosse necessariamente odiar religiões, num total dito desconexo.

E infelizmente o Avaaz não fez nenhum abaixo-assinado pela libertação de Aan, que desde já se torna um mártir vivo da liberdade de expressão e de crença e descrença.

O Consciencia.blog.br manifesta solidariedade a Alexander Aan e a todos aqueles que, ao redor do mundo, são proibidos de descrer em Deus(es) por leis totalitárias que criminalizam a liberdade de consciência e desrespeitam os Direitos Humanos. E manifesta o temor de que a bancada evangélica brasileira consiga aprovar, no futuro, leis “antiblasfêmia” que acabem por criminalizar o ateísmo e banir a liberdade de crença e descrença no Brasil.

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