Direitos Humanos

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11

ago 2012

Vi hoje circulando no Facebook, através de uma fanpage de orgulho nordestino, as fotos das misses dos nove Estados do Nordeste:

Como é regra oficiosa em concursos de miss no Brasil, nenhuma negra ou mulata foi eleita miss no Nordeste. Todas branquinhas, com leves diferenças de bronzeamento da pele. Também estão praticamente ausentes traços físicos de descendência indígena. Nem a Bahia, o Estado mais negro do Brasil, elegeu uma negra ou parda como miss.

em São Paulo, onde a final do concurso Miss SP vai ser hoje, apenas duas negras, das cidades de Cordeirópolis e Santo André, figuram entre as 30 finalistas. Atualização (12/08/12): Uma branca, da cidade de Jaú, foi a eleita Miss São Paulo 2012. (mais…)

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30

maio 2012

O preconceito da vez vem de Portugal, das mãos do colunista Mário Cabral, do jornal online A União. Em seu artigo intitulado 24. Via Pulchritudinis, ele fala mal dos ateus, lhes imputando uma falsa insensibilidade estético-artística. E ao contrário de outros autores preconceituosos denunciados por aqui, ele fala diretamente sobre/contra os ateus.

Algumas frases do texto são destacáveis:

“Se o mal pode tornar-se um embaraço para o crente, a existência da beleza é uma pedra no sapato do ateu.”

“A Estética começa logo aqui: na existência concreta de seres. Muitas religiões são adeptas do niilismo e ficam tão embaraçadas quanto os ateus com o encanto do mundo, que declaram ilusão.”

“É música, é pintura, é arquitetura, é literatura, é escultura… é dum tudo! Que seria do Ocidente sem as obras inspiradas pela fé cristã?!”

“Sem Deus, não há Belo nem obra de arte. Cai-se no cada um tem o seu gosto e ninguém avalia ninguém.”

Observa-se o tradicional credocentrismo cristão, quase sempre presente em textos que destilam preconceito contra os ateus. O autor tenta imputar ao cristianismo, sem qualquer fundamento teórico a respaldar, a propriedade sobre a cultura estética ocidental. E nega a capacidade dos ateus de enxergarem beleza, aprazibilidade estética, no mundo.

Realimenta-se em tal texto o tradicional e infundado preconceito de que os ateus não veriam graça na existência, na vida, no mundo, e, dada sua descrença em divindades, não teriam qualquer capacidade de ver sentido e beleza nas coisas. E que ver graça e sentido no mundo seria algo próprio de religiões e religiosos.

Protestos devem ser enviados ao e-mail auniao@auniao.com.

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