Arquivo Carnismo e Alfacismo

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maio 2012

Li e traduzi o artigo “Dê graças pela carne” (originalmente Give thanks for meat), vencedor do concurso da coluna The Ethicist do The New York Times o qual escolheu um artigo que tentasse ser bom em defender o consumo de animais. Eu esperava que enfim encontrasse um argumento forte do lado defensor do consumo de alimentos de origem animal. Mas ainda não foi dessa vez.

O texto se focou demais no aspecto ambiental, com a premissa de que uma criação de animais ecologicamente “adequada” seria mais ética do que uma monocultura mecanizada de soja. O referencial teórico que legitimaria esse ponto de vista ficou curto, raso e simplista demais, restringindo-se à seguinte frase de Aldo Leopold: “Uma coisa é certa quando ela tende a preservar a integridade, estabilidade e beleza da comunidade biótica. É errada quando promove o contrário.”

Na verdade toda a abordagem, mesmo do ponto de vista supostamente ecoético, foi de um simplismo e reducionismo notáveis. Ele fala apenas de criações bovinas bem-estaristas, ignorando que o universo de carnes à disposição no mercado não é apenas carne bovina – também existindo no macabro jogo porcos, caprinos, ovinos, coelhos, frangos, codornas, perus, búfalos, peixes, crustáceos etc. –, e a problemática ambiental da pecuária vai muito além de “apenas” tentar acomodar centenas de milhões (ou mesmo bilhões) de seres bovinos em pastos – algo que já é virtualmente impossível na maioria dos países. (mais…)

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