Os iranianos e israelenses que querem a paz e os militares robotizados sem humanidade
Uma notícia comovente marcou a semana passada entre israelenses e iranianos: pessoas das duas nacionalidades trocaram mensagens de paz e simpatia mútua, mostrando que não querem nenhuma guerra e rejeitam as hostilidades que vêm crescendo entre os Estados de Israel (compadreado pelos EUA) e Irã. Por outro lado, as máquinas militares de cada Estado se esquentam, com soldados coagidos pela disciplina robótica imposta e pelo medo de punições severíssimas.
É evidente nesse e em tantos outros casos que as vontades do Estado e de sua máquina armada são distintas dos povos governados – isso quando a mídia que apadrinha o primeiro não manipula o suficiente a opinião pública para fazê-la artificialmente apoiar a “opção” do conflito armado. A população diz não à guerra, à ação assassina das forças armadas, mas estas não querem nem saber. Afinal, democracia – seja ela em sua versão faz-de-conta baseada em eleições, partidos e representatividade, seja aquela em que o poder realmente é do povo – e corpo militar excluem-se mutuamente.
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Por que não simpatizo com a existência de forças armadas #7desetembro

Postado originalmente em 10/09/2010. Repostado em virtude do Dia da Independência, dia de desfiles militares em todo o Brasil
Quando penso nos desfiles militares de 7 de setembro, não sinto nenhum orgulho. Pelo contrário, me lembro de como não simpatizo nem um pouco com a existência das forças armadas. Os fundamentos históricos e regimentais da existência de corpos militares são algo cuja extinção faria um bem inestimável à humanidade, que passaria a viver muitíssimo mais próxima da paz perpétua.
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Doppelganger: serviço militar é uma abominação escravizatória #DiaDoSoldado
Postado originalmente em 07/09/2010
Como “comemoração” do Dia do Soldado, trago um texto que é um petardo contra o serviço militar, cuja obrigatoriedade e legislação interna são resquícios vivíssimos da ditadura mesmo 26 anos depois da redemocratização.
O texto abaixo é ácido e pode parecer agressivo, postura que não condiz com o meu padrão de blogagem, mas é uma das únicas críticas existentes na blogosfera brasileira ao sistema militar nacional e, por que não, à existência de forças militares em sua essência.
E é uma pena que o blog de onde retirei o texto abaixo esteja abandonado. Se estivesse ativo, seria hoje talvez o melhor blog antimilitarista brasileiro.
Abominação Escravizatória Oficializada
por “Doppelganger Macabro”, no blog LIberté, Egalité, Fraternité
De todas as formas de opressão exercidas pelos Estados, o recrutamento compulsório para as corjas armadas, eufemisticamente chamado “serviço militar obrigatório”, é de longe a pior.
A começar, porque configura uma forma muito mal disfarçada de escravidão.
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Um problema chamado serviço militar obrigatório
Postado originalmente em 17/04/11 às 19:34
18 anos. Idade temerosa para grande parte dos rapazes adolescentes. O ano que marca sua passagem para a maioridade é o ano do famigerado alistamento militar. Os meses em que os escritórios militares estão abertos para os pré-alistados dão medo no jovem. Medo de ter sua liberdade, juventude, vida de estudos e até direitos políticos suspensos por um ano que parecerá não ter fim. De ser temporariamente convertido de moço vivente a um robozinho orgânico, movido por ordens gritadas, a empunhar máquinas manuais de matar. Algo que para muitos dá calafrio, suores, tremores, angústia, talvez até lágrimas.
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O Funk do Hino Nacional e o questionamento implícito do mundo militar
Na última semana vimos um evento polêmico filmado num quartel do Rio Grande do Sul: pós-adolescentes, em seus 18 ou 19 anos, dançando o “Hino Nacional Brasileiro Funk Remix”. De um lado, o senso comum e o conservadorismo milico-nacionalista expressavam revolta pela “profanação” de um dos “símbolos nacionais”. De outro, a parcela mais liberal e cosmopolita, que não liga para a tradição do apego aos símbolos cívicos e sequer vê nestes alguma relevância prática, mostrava-se indiferente ou até gargalhava com o tocar e a dança do hino em ritmo de funk.
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Malhação aborda o serviço militar obrigatório
Sou crítico mordaz da Rede Globo, autoridade máxima no quesito de jornalismo manipulativo e atendimento de interesses político-econômicos privados, mas vale elogiar um ponto positivo nela.
A tão criticada novelinha Malhação vem abordando algo que há pouco foi descrito aqui: o serviço militar obrigatório. Feliz coincidência ter descoberto isso no Dia do Exército e pouco depois de ter escrito o artigo O problema do serviço militar obrigatório.
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