Artigo
19

mar 2016

Manifestação de 18/03 em Recife

Manifestação de 18/03 em Recife

Ontem multidões – não se tem o consenso se foram maiores ou menores do que as do último dia 13 – foram às ruas em diversas cidades brasileiras para defender o Estado Democrático de Direito dos recentes abusos políticos cometidos pela imprensa, por membros do Poder Judiciário e por pessoas comuns fanatizadas. Muitos, incluindo a mídia, dizem que tais manifestações foram “em defesa da presidenta Dilma e do ex-presidente Lula”, mas isso é apenas uma meia verdade. Não foi preciso, nem é, ser simpatizante ou membro do PT e dos presidentes petistas para se juntar às multidões contrárias à derrubada da nossa precária, mas existente, democracia. (mais…)

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02

fev 2016

Dilma à direita de FHC: a situação absurda a que se chegou

Dilma à direita de FHC: a situação absurda a que se chegou

Fala-se muito de que Fernando Henrique Cardoso deixou uma “herança maldita”, por ter feito um sufocante governo de direita – privatizador, sucateador do serviço e funcionalismo públicos, submisso ao FMI, promotor de uma política econômica desastrosa. Mas uma análise desapaixonada da atual conjuntura política brasileira, que deixe no escanteio eventuais paixões políticas antitucanas e antipetistas, pode nos revelar algo surpreendente e estarrecedor: considerando-se diversos aspectos de políticas públicas, Dilma Rousseff, nesse segundo mandato, está sendo ainda mais de direita do que FHC, ou tão direitista quanto ele. (mais…)

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20

dez 2015

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Algo muito falado entre petistas é que o governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) deixou de legado uma “herança maldita”, e que coube ao PT “salvar” o Brasil dela. Mas no final das contas, realmente o país se livrou de tal “herança” ou os governos petistas a mantiveram em grande parte? (mais…)

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17

out 2014

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Eu compartilhei da posição do deputado eleito Marcelo Freixo. Mas no final das contas, o tal projeto conservador prevaleceu, sob as mãos de Dilma.

Atualização (07/03/2015, 14h28): Me declaro envergonhado e parcialmente arrependido de ter votado em Dilma Rousseff. Ela mentiu para a população quando fez, em outubro de 2014, promessas de esquerda e centro-esquerda.

Prometeu a criminalização do heterossexismo, e o que se viu foi o arquivamento do PL 122/2006. Prometeu a continuidade do legado de Lula de investimento nas camadas mais pobres, e tivemos diversos aumentos de impostos para as classes trabalhadoras, além da explosão das tarifas de energia.

Gabou-se de ter proporcionado um recorde de emprego no final de 2014, e estamos tendo medidas de indução ao desemprego. Disse que não iria mexer em programas sociais e direitos trabalhistas, e hoje vemos cortes em diversos desses direitos e programas, além do intolerável corte nos investimentos em educação. Prometeu cuidar da inflação, e agora estamos diante de um aumento massivo de preços por causa do dólar, da energia, do combustível, da água e de outros fatores.

Prometeu pulso firme no governo, e estamos vendo hoje uma governante que nos parece fraca, amedrontada e incapaz de lidar com os urros de ódio da oposição “revoltada” de direita. Prometeu medidas contra a corrupção, e o que estamos vendo é passividade total dela e de seu partido perante o escândalo revelado pela Operação Lava-Jato. Prometeu um governo mais à esquerda do que em seu primeiro mandato, e “ganhamos” ministros neoliberais, ruralistas, higienistas urbanos e negacionistas do aquecimento global.

Os votos da esquerda “crítica” e da esperançosa “onda vermelha”, sem os quais Dilma teria perdido para Aécio Neves, foram deliberadamente queimados por ela depois do resultado do segundo turno eleitoral. Isso a torna indigna de confiança e digna do repúdio da esquerda, por mais sufoco que ela esteja passando.

Eu creio que não há motivos para ela ser afastada da presidência por um processo de impeachment, já que até o momento nada comprova participação dela nos escândalos de corrupção que estão sendo apurados pela Justiça. Mas eu pessoalmente não pretendo me solidarizar para com ela pelos ataques que tem recebido do PSDB, de boa parte do Congresso Nacional e da direita militante. Lavei minhas mãos, e ela não terá mais nenhum “voto crítico” meu, nem qualquer voto de apoio contra os que querem derrubá-la por meios não eleitorais.

Só não me arrependi completamente porque ainda creio que, mesmo que na teoria Dilma e Aécio sejam da mesma qualidade de governantes de direita, Aécio teria apoio amplo dos mais raivosos reacionários que têm ocupado a internet, as ruas e o Congresso. E isso, acredito, poderia fazer o tucano promover, de fato, um governo tendente à extrema-direita.

O texto abaixo continuará no ar para que eventualmente sirva de fonte para alguma pesquisa que aborde o fenômeno do “voto crítico” em Dilma que ocorreu em 2014.

***

Através do Consciencia.blog.br, declaro meu voto crítico em Dilma Rousseff nesse segundo turno presidencial. Estou longe de “morrer de amores” por ela e seu governo, que cometeram diversos erros e até perniciosidades – mas também acertos elogiáveis -, mas votarei nela para impedir que um governo ainda mais venenoso e reacionário suba ao poder e ameace os direitos das pessoas mais pobres, dos profissionais públicos, de todas aquelas pessoas que contam com serviços-direitos públicos e gratuitos (universidades, SUS, previdência social etc.), entre outras, e também em respeito ao que o atual governo dela tem feito de bom e deverá ter continuidade a partir do próximo ano. (mais…)

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18

jul 2014

demarcacao-indigena

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) denuncia um recorde negativo de Direitos Humanos do governo Dilma: nunca na história recente do Brasil um governo federal demarcou tão poucas terras indígenas e manteve nativos tão vulneráveis à insegurança médica e a massacres promovidos por latifundiários. Segundo o conselho, “a total paralisação dos processos de demarcação de terras indígenas, os altos índices de mortalidade infantil, suicídio, assassinato, racismo e de desassistência nas áreas de saúde e educação indicam uma atitude de extremo descaso do governo em relação às populações indígenas.” (mais…)

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13

jul 2014

convencao-dilma-2014

Se algumas pessoas ainda acreditam que o PT e Dilma Rousseff (ainda) são de esquerda e duvidam que ambos estão em franca guinada à direita, a coligação da campanha de reeleição dela acaba com essas dúvidas. O PT se uniu a diversos partidos fortemente envolvidos com as bancadas teocrática e ruralista e com nomes de extrema-direita, e confirma assim que dará ainda mais gestos braçais de banana para as demandas populares e da esquerda no provável segundo mandato de Dilma. (mais…)

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30

maio 2014

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No final da semana passada, a presidenta Dilma Rousseff assinou o Decreto nº8243, que institui a Política Nacional de Participação Social, a qual, por sua vez, tem “o objetivo de fortalecer e articular os mecanismos e as instâncias democráticas de diálogo e a atuação conjunta entre a administração pública federal e a sociedade civil”. O decreto se mostra uma tentativa de aliviar a crise de legitimidade pela qual o sistema político de “democracia” representativa passa no Brasil e em outros países – crise essa que ficou clara para a classe política depois dos protestos de junho do ano passado. (mais…)

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14

dez 2011

Ontem a Folha.com anunciou que o governo federal pretende voltar a baixar o IPI (imposto sobre produtos industrializados) dos automóveis de modo a incentivar o reaquecimento do mercado de carros e, subentendidamente, ajudar a proteger o Brasil da nova crise euroamericana.

Há três problemas com isso: (mais…)

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01

jun 2011

Ibama emite licença para instalação da usina de Belo Monte

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) acaba de emitir a licença de instalação da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará, segundo informações da assessoria de imprensa do órgão.

Com a licença, as obras das barragens dos sítios Pimental e Belo Monte podem ser iniciadas. Esse é um dos principais projetos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e alvo de uma intensa disputa entre o governo e grupos ambientalistas [mais indígenas, indigenistas e grande parcela da sociedade civil]. (mais…)

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26

maio 2011

Eu falei que traria algo refletindo minha opinião e decepção sobre a aprovação do Código (Anti)Florestal a qual aconteceu no fim de noite de anteontem.

Na verdade nem precisei escrever, porque o irmão de consciência Raphael Tsavkko escreveu aquilo que já reflete minha posição. Aliás, ele atacou dois retrocessos dessa semana: o Código (Anti)Florestal e a suspensão, ordenada por Dilma, do kit educativo anti-homofobia (pejorativamente chamada pelos reacionários de “kit gay”).

Abaixo o trecho inicial do artigo de Tsavkko. O texto completo está no blog dele porque não quero remover parte da audiência do recomendadíssimo Blog do Tsavkko: The Angry Brazilian. (mais…)

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