Arquivo Direitos Animais/Veganismo

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20

set 2012

Uma imagem vista (e muito compartilhada pelas pessoas) essa semana novamente me fez pensar como a conscientização veg(etari)ana, mesmo por parte de pessoas responsáveis por grandes sites de veg(etari)anismo, ainda tem muito o que amadurecer:

Clique na imagem para vê-la em tamanho completo.

O post manda (sic) a pessoa que o visualiza sair da “porra” da zona de conforto, como se alguém fosse de bom grado acatar a uma ordem grosseira como essa. Aliás, é como se ordens grosseiras fossem algo adequado para convencer as pessoas a reverem sua visão ética de mundo. (mais…)

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29

abr 2012

De obras tentativamente de “conscientização” que acabam se tornando obradas incitadoras de antipatia contra a causa divulgada, a internet está cheia. A imagem abaixo, que vi em meu mural do Facebook nos meados de abril, é um grande exemplo de como não se deve divulgar o vegetarianismo:

"CALE A BOCA!" - Isso é algo que se diga a alguém que se pretende educar?

A pessoa que fez essa pérola de fato não sabe como funciona o meme do Willy Wonka de 1971, o famoso “Conte-me mais”. E ainda conseguiu tornar algumas pessoas mais antipáticas à causa veg(etari)ana – e, quem sabe, criar pelo menos um alfacista, que passará a dedicar parte de seu tempo livre pentelhando e ofendendo veg(etari)anos a esmo. E acha, infelizmente, que mandar calar a boca e negar a capacidade moral das  pessoas é uma boa maneira de fazê-las repensar seus hábitos alimentares.

A quem vem dominando ao longo dos anos a arte de educar informalmente e conscientizar, já estava claro desde quando esta imagem foi criada que ela é obviamente grosseira e totalmente imprópria para uso em militância veg(etari)ana virtual. A quem ainda vem aprendendo, fica a dica: evitem usar imagens, mesmo de memes virtuais, que usem de grosseria e impositividade. O que faz pessoas pensarem são mensagens inteligentes e questionamentos incisivos (e respeitosos). Mandar calar a boca e dizer que o interlocutor não tem moral para falar de dado assunto só irá torná-lo inimigo da causa divulgada.

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10

ago 2011

É claro, tanto em termos de ética como de qualidade do blog, mas muit@s não aceitam: duas das maiores qualidades de um bom blogueir@ (e de um blog, por tabela) são a cordialidade e a humildade, é tratar bem seus leitoræs, desde os novatos que começam por buscar informações até os mais veteranos e assíduos. Felizmente pude aprender isso por conta própria sem lapadas prévias, sem ter sido a priori um blogueiro grosseiro com as pessoas (à parte a agressividade de diversos artigos antigos meus, que datavam entre outubro de 2007 e abril de 2009). Mas as patadas de outros indivíduos, devidamente defendidas ou não, aumentam cada vez mais essa minha convicção. (mais…)

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06

jun 2011

Quando se diz que a humanidade é regida por contradições, fala-se mais que sério. Izabella Teixeira, ministra do Meio Ambiente, confirma isso, em entrevista ao Público.pt (aquele portal lusitano que divulgou uma “reportagem” extremamente terrorista contra o vegetarianismo uns meses atrás):

O que faz pessoalmente pelo ambiente?

Tenho um carro flex [que funciona a gasolina e a etanol]. Tenho uma fazenda com todas as áreas de reserva legal e de preservação permanente regularizadas. Sou adepta de agricultura orgânica. Sou ligada em eficiência energética. Sou absolutamente cuidadosa com o lixo, odeio desperdício. Trabalho num ministério que é todo de green building. Uso papel reciclado.

Compensa as emissões das suas viagens áreas?

No ministério, temos compensação por reflorestação. As viagens particulares compro numa agência que contribui para um fundo para a Mata Atlântica. Sou CFC free. Uso sacola de pano, tenho grades, caixas no carro para fazer compras no mercado. Faço tudo aquilo que um cidadão de classe média, que tem acesso a informação, pode fazer. Não sou eco-histérica, nem biodesagradável. Mas sou uma cidadã consciente. (mais…)

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11

abr 2011

Nota: este artigo não é referente a todos os ateus e agnósticos que comem carne, mas apenas para aqueles que se investem com intolerância, desprezo e agressividade contra o vegetarianismo quando este é debatido. Se você é daqueles ateus ou agnósticos que apenas afirmam não querer parar de comer carne agora mas respeitar o vegetarianismo e os veg(etari)anos e/ou se abstêm nos debates sobre ética X consumo de carne, não se considere incluído.
Nota 2: este artigo é excepcional, não segue a linha de estilo dos demais textos de minha autoria, visto que faz um julgamento crítico de pessoas ao invés de ideias ou fatos e usa juízos de valor. Justifica-se por ser um artigo expositor tanto dos fatos como impressões pessoais sobre
os criticados, e também uma espécie de desabafo com minha decepção com parte muito relevante da categoria ateísta/agnóstica – eu esperava que o ateísmo tornasse as pessoas muito mais críticas à irracionalidade e cegueira de quem segue de forma dogmática uma religião, mas definitivamente essa expectativa foi frustrada.

Não tenho o costume de discutir pessoas, visto que priorizo comentar fatos e apresentar ou contestar ideias, mas acho impossível, enquanto ateu, deixar de dedicar alguma atenção a uma categoria peculiar de pessoas que rejeitam os direitos animais, demonstram ódio e desprezo a quem luta por eles e defendem “até a morte” o “direito” de comer carne. Me refiro aos ateus e agnósticos onívoros reacionários.

São pessoas extremamente contraditórias, frequentemente grosseiras e desrespeitosas. E é essa contradição que faz delas gente muito desagradável com quem quer discutir a sério sobre vegetarianismo e direitos animais. São uma das categorias de indivíduos mais relutantes em aceitar que a internet chegou a um ponto sem retorno, onde comer carne, cultuar o churrasco e ignorar o sofrimento existente na pecuária deixou de ser algo livre de questionamentos éticos, largamente aceitável, como era até o começo da década de 2000.

Esboçando resistência descomunal à propagação da conscientização ética sobre a relação humanos–animais não-humanos, tratam o assunto geralmente com galhofa, grosseria e ironia ofensiva. Quando alguém cria um tópico usando numa mesma postagem as palavras “vegetariano” e “animais”, irritam-se e investem-se ou numa espécie de trollagem defensiva, zombando dos vegetarianos, ou demonstrando séria intolerância a discussões sobre consumo de carne X ética, mesmo quando os defensores animais não estão ali, naquele fórum, para debater ou, como dizem, “converter” onívoros.

Acabam assim, a contragosto dos dois lados, atraindo a atenção dos vegetarianos, que ou lhes perguntam por que tanto repúdio e aversão ao debate saudável sobre carne ou iniciam diretamente um debate. Começa-se então a discussão, encarada pelos reacionários com uma curiosa má vontade que, em vez de fazê-los boicotar o tópico sobre vegetarianismo e animais, acaba impelindo-os a tentar “meter pau” no outro lado.

E é na troca de argumentos que nos perguntamos se esses sujeitos realmente são ateus/agnósticos, partidários da razão, do ceticismo e do senso ético independente de divindades. Porque fazem exatamente o contrário daquilo que tanto preconizam em outras discussões que não questionem suas crenças e hábitos.

Esses que sempre afirmaram prezar pela racionalidade e pelo debate de ideias em discussões sobre religião e/ou paranormalidade, transformam-se em criaturas bastante passionais e agressivas, a beirar a irracionalidade e o fanatismo, quando o tema alimentação X animais está em jogo. Jogam na discussão impressões subjetivas, sentimentos negativos e frequentemente muitos ad hominem. (mais…)

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