Artigo
30

jan 2013

piramide-capitalista

Algo que me fez refletir recentemente sobre a questão de tratar diferencialmente autoridades governantes (“governantes” num sentido mais amplo) e pessoas comuns foram os pronomes de tratamento. Reparei que, fora as expressões “você” e “o(a) senhor(a)”, essas construções linguísticas acabam servindo como um costume legitimador de uma ordem em que a hierarquia política, social e moral entre seres humanos é legitimada e naturalizada.

O texto do site Brasil Escola, de autoria de Vânia Duarte, é explícito ao mostrar, ainda que de forma não crítica, como expressões de tratamento servem para acostumar as pessoas com hierarquias:

“Quando nos dirigimos às pessoas do nosso convívio diário utilizamos uma linguagem mais informal, mais íntima. Ao passo que, se formos nos dirigir a alguém que possui um prestígio social mais alto ou um grau hierárquico mais elevado, necessariamente temos que utilizar uma linguagem mais formal. Lembrando que isto prevalece tanto para a escrita quanto para a fala. Para isto, podemos usufruir de um completo aparato no que se refere às normas gramaticais e à maneira correta de como e onde utilizá-las.” (grifos meus) (mais…)

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