Artigo
20

maio 2012

Pode-se perceber que, desde o ano passado, vem crescendo enormemente, ao menos no Brasil, o movimento ateísta na internet, que ora luta pelo respeito aos direitos e à dignidade dos ateus por parte da parcela teísta da sociedade, ora se investe em criticar as religiões em seus fundamentos filosóficos, morais e práticos. Mas uma parcela notável dessa militância tem se enveredado num caminho, baseado no vale-tudo para desqualificar as crenças das pessoas, que é justamente contraproducente a esses dois propósitos.

Os ateus cobram respeito ao restante da sociedade, mas parte significativa deles está fazendo muito para desmerecê-lo. Críticas difamatórias, reducionistas e falaciosas às religiões em geral; ataques preconceituosos às mesmas e mesmo blasfêmias gratuitas injustificáveis acabam desmoralizando a categoria ateísta e deslegitimando o propósito do estabelecimento de uma cultura de respeito mútuo às diferenças.

É perceptível, aliás, que muitos descrentes querem não estabelecer essa cultura tolerante, mas sim transformar toda as pessoas em ateus e ateias e tornar as religiões algo pertencente ao passado. São os chamados neoateus, que investem boa parte de suas horas de internet para dirigir críticas, muitas delas bastante pesadas, às crenças religiosas em geral. (mais…)

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24

abr 2012

Editado em 24/05/2015 às 15h14

A figura acima, comumente compartilhada em fóruns e páginas antirreligiosas/neoateístas de redes sociais, como a da ATEA, traz uma maneira falaciosa e ingênua de abordar o conflito histórico entre ciência e algumas denominações cristãs. Segundo ela, houve um crescimento linear exponencial da Antiguidade egípcia e greco-romana, que teria sido interrompido e “derrubado” pela ascensão do cristianismo na Europa. (mais…)

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