Artigo de Outros Autores
26

fev 2015

"O banqueiro e sua esposa", pintura de Marinus van Reymerswaele

“O banqueiro e sua esposa”, pintura de Marinus van Reymerswaele

por Rafael Azzi, do site Outras Palavras, com algumas poucas edições que não interferem no sentido do texto

O modelo capitalista de sociedade premia e estimula o comportamento individualista, utilitário e egoísta. Diversos pensadores, como o economista Alan Greespan, acreditam que tal comportamento apenas reflete a verdadeira essência da natureza humana e, portanto, não há muito a fazer a respeito. Entretanto, essa visão do ser humano foi moldada ao longo da história e, na verdade, os estudos de hoje discordam da noção de que somos  essencialmente individualistas e agressivos. (mais…)

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18

jul 2014

O conservacionismo individualista precisa ser superado na Educação Ambiental, e ser suplantado pela problematização sociopolítica

O conservacionismo individualista precisa ser superado na Educação Ambiental, e ser suplantado pela problematização sociopolítica

Uma postura muito equivocada entre educadores ambientais e entre muitas outras pessoas que se dizem “ambientalmente conscientes” é individualizar demais e despolitizar a busca pela sustentabilidade. Fala-se muito de posturas individuais que economizam alguns litros de água, quilowatts-hora de eletricidade e/ou quilos de lixo por dia, mês ou ano. Mas pensa-se de menos nos reais grandes degradadores ambientais e gastadores de recursos naturais e nas raízes sociopolíticas dessa degradação. Essa inversão de prioridades por parte de muitos defensores ou simpatizantes da sustentabilidade é um atraso enorme e tende a inviabilizar o próprio ideal de sociedade sustentável, e por isso precisa ser superada. (mais…)

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20

nov 2012

Educação Ambiental não é simplesmente instruir educandos a abraçar uma árvore, mas também, fundamentalmente, formar pessoas que, coletivamente, impeçam os poderosos de derrubá-la e evitem comer aquilo que vai implicar sua derrubada.

De educação ambiental, em minúsculo mesmo, que se restringe a adestrar as pessoas e lhes imperar comportamentos individua(l)i(sta)s e omite o veganismo o mundo está cheio. Tanto no sentido de repleto como no de saco cheio. Percebe-se cada vez mais que esse modelo de e.a. (de novo em minúsculo) é inócuo perante um mundo cujos maiores problemas ambientais são aquilo que tal modelo deixa passar – a cultura individualista que inibe mobilizações coletivas, o capitalismo com seu paradigma de consumismo e progresso econômico infinito e o consumo de produtos de origem animal.

Ainda hoje abundam as iniciativas de e.a. conservacionista e individualista, meramente recomendando ações individuais – como economizar a água do chuveiro e das pias; racionalizar o consumo de eletricidade; preferir produtos reciclados, orgânicos e/ou certificados e consumir apenas aquilo que inspira necessidade verdadeira. Mas por outro lado, mesmo 35 anos depois de Tbilisi e 20 depois da Eco-92, ainda parecem ser pouco comuns as iniciativas intra e extraescolares de Educação Ambiental (essa sim com iniciais maiúsculas) que prezem pela profundidade, usem de transversalidade multi e interdisciplinar e incentivem diretamente a mobilização coletiva e política e o questionamento do sistema capitalista como um todo. (mais…)

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18

set 2012

Atualizado em 23/09/12

Poucas coisas são mais irresponsáveis e inconsequentes em documentários ambientalistas do que a omissão completa da existência da pecuária e da pesca. Foi o caso do Uma verdade inconveniente e desse abaixo, intitulado There’s no tomorrow “(Não há nenhum amanhã”), lançado em fevereiro deste ano:

Esse documentário fala, com argumentos convincentes (se alguém encontrar erros neles, avisem, por favor), que o modelo atual de sociedade industrial de alta tecnologia dependente de combustíveis e matérias-primas não renováveis é simplesmente inviável e entrará em colapso ainda no século 21, e provavelmente forçará uma volta aos padrões de vida de povos rurais sem cidades constituídas.

E fala, entre tantos outros problemas, da alimentação e do consumo de energia – inclusive colocando o problema da extensão das plantações reservadas ao biodiesel. Mas comete o grave erro de omitir completamente o peso da produção (e consumo) de alimentos de origem animal, em especial das carnes vermelhas e das aquáticas. Pelo contrário, trata os peixes, crustáceos e moluscos como meros produtos, recursos a serem extraídos e consumidos e sequer cita a palavra “carne”. (mais…)

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