Avisos do Blog

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01

jun 2011

A enquete se encerrou agora há pouco, à meia-noite, e os leitores e leitoras desejosos da volta do Português com Inclusão de Gênero ao blog prevaleceram, votando pelo retorno do uso dos caracteres @, æ e / :

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No último dia de votação, uma surpreendente subida dos simpatizantes do PCIG, antes da qual o número estava quase igual.

Considerando que os pró-PCIG venceram mas uma considerável porcentagem (44%) de leitores votou pela não volta do PCIG por se mostrar incomodada com o seu uso outrora frequente, vai ficar assim: voltarei a usar o PCIG, mas não de forma quase generalizada como antes. Somente o usarei quando for necessário para a abordagem da diversidade de gênero e para me referir aos leitores e leitoras em sua diversidade (leitor/a, leitoræs). E quando eu fizer uso dos caracteres, não incluirei os artigos (p.ex, ficará “os leitoræs”, os alun@s, os cidadã/o/s), exceto quando eu me referir aos/às LGBT (@s LGBT).

Já os artigos, assim como na própria época do PCIG, continuarão sem o uso dos caracteres especiais.

Espero assim atender às duas demandas: àquela pelo uso vanguardista de um português menos machista e àquela por um texto tipograficamente limpo.

Obrigado a vocês leitoras e leitores pela opinião que faz o Consciencia.blog.br ser cada vez melhor.

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03

maio 2011

Atualização (04/05/11, 14:11): Até o momento um leitor e uma leitora manifestaram pesar pelo fim do uso do PCIG. Devo fazer uma enquete a qualquer momento sobre isso para decidir se volto ou não a usar arrobas, æ e barras nos posts.

A partir deste momento, deixo de usar no Consciencia.blog.br o uso dos caracteres do Português com Inclusão de Gênero – a arroba “minúscula” (diminuída com a tag HTML <small></small>), a ligadura æ e as barras em palavras como “cristã/o”.

Não vi ainda reprovações válidas (educadas, vindas de pessoas de mente aberta) explícitas ao uso por mim do PCIG, idealizado por Thomas M. Simons do site Números Polêmicos. Mas também nunca me veio qualquer aprovação dos leitores do blog, nem mesmo das leitoras, ao uso daqueles caracteres; nunca me chegou qualquer sinalização de que essa tentativa de vanguarda ortográfica minha e de Simons é ou será apreciada pelos brasileiros como uma possibilidade futura. (mais…)

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13

abr 2011

Ontem fizeram 50 anos do passeio do soviético Yuri Gagarin ao espaço sideral, e mais de 90% dos portais online estamparam: 50 anos da ida do homem ao espaço e/ou 50 anos do primeiro homem no espaço.

A grosso modo a expressão 50 anos do primeiro homem no espaço não está gramaticalmente errada, visto que Yuri Gagarin era homem. Mas falar do “homem” no espaço se torna polêmico sob a perspectiva da desigualdade de gênero, porque:

a) é muito pouco provável que em 2013, quando farão 50 anos da primeira mulher (Valentina Tereshkova) ao espaço, vá se alardear pela mídia que serão os 50 anos da ida da mulher ao espaço;

b) distinguir a ida do homem no espaço e a ida da mulher no espaço dá a impressão de que está se dividindo a espécie humana em duas subespécies imescláveis, tal como na Grécia Antiga se dizia que mulher e homem formavam genos (uma concepção arcaica de espécies biológicas) diferentes – sendo a mulher um genos “inferior” e “degenerado” em comparação ao homem;

c) dizer ida do homem ao espaço é ambíguo, mas é inferível que queira dizer especificamente ida do ser humano ao espaço, pelo menos para quem não trata homem e mulher como se parecessem duas espécies distintas. Eis o império do androcêntrico uso pseudogenérico da palavra homem novamente exibindo seu poder, que se conserva apesar do crescimento do feminismo.

É certo que Yuri Gagarin foi o primeiro homem no espaço, mas isso não autoriza ninguém a dizer que ele foi a primeira personificação do “homem” no espaço. E sim do ser humano, visto que homens e mulheres pertencem à mesma espécie, e é antiético, sob a perspectiva da opressão de gênero, chamar-se a espécie humana pelos seu representante masculino.

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