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A imagem acima nos passa a conclusão de que a cultura machista também prejudica os próprios homens – na verdade os homens que não correspondem ao papel de gênero do “macho bruto e mandão”. Isso porque o costume de se fazer de bonzinho apenas para tentar ter o “direito” de namorar ou transar com a mulher desejada é muito difundido, assim como o repúdio de ser “colocado na friendzone“, e nisso os verdadeiros homens bons acabam postos no mesmo balaio da rejeição junto com os falsos bonzinhos.

Muitos rapazes juram que conseguirão conquistar mulheres sendo aquilo que não são normal e naturalmente – simpáticos, carinhosos e atenciosos para com quem é do outro sexo. Acreditam que “merecem” ter a paixão e/ou o tesão delas simplesmente por serem homens, como se acreditassem num alegado direito natural de namorar uma mulher apenas por ser um homem – o chamado entitlement. Criam com as pretendidas uma amizade interesseira, na incapacidade de serem amigos sinceros de mulheres, em especial com as que eles sabem que não os querem como namorados.

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Marco Feliciano não para de dar motivos para despertar a repulsa da população por cujos direitos humanos ele deveria zelar. A novidade da manhã de hoje saiu n’O Globo: a equipe do jornal teve acesso a uma entrevista, dada para o livro “Religiões e Política: uma análise da atuação dos parlamentares evangélicos sobre direitos das mulheres e LGBTs no Brasil” em junho de 2012, e descobriu que o atual presidente de jure da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara Federal tinha feito a seguinte declaração, misturando machismo com homofobia:

Quando você estimula uma mulher a ter os mesmos direitos do homem, ela querendo trabalhar, a sua parcela como mãe começa a ficar anulada, e, para que ela não seja mãe, só há uma maneira que se conhece: ou ela não se casa, ou mantém um casamento, um relacionamento com uma pessoa do mesmo sexo, e que vão gozar dos prazeres de uma união e não vão ter filhos. Eu vejo de uma maneira sutil atingir a família; quando você estimula as pessoas a liberarem os seus instintos e conviverem com pessoas do mesmo sexo, você destrói a família, cria-se uma sociedade onde só tem homossexuais, você vê que essa sociedade tende a desaparecer porque ela não gera filhos.

A declaração poderá ser encontrada na página 155 do livro, quando ele for lançado.

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Algumas empresas acham que machismo é atrativo para cadernos escolares e universitários, que vale acostumar os rapazes a terem (pre)concepções machistas sobre as mulheres para ganhá-los como compradores de seus produtos. Vem sendo o caso da Jandaia, fabricante de cadernos, que lançou cadernos com adesivos ou até mesmo uma capa machistas, pela linha “Caderno Universitário Jandaia Placas 2013″, conforme denuncia a fanpage feminista Nós Denunciamos.

Entre os adesivos, estão:
- uma figura que mostra uma mulher encarando o casamento como a apoteose do amor ao mesmo tempo em que seu marido encara o acontecimento como o fim de sua vida;
- cartão de crédito como “antistress” para mulheres, reforçando o estereótipo da mulher (hétero) consumidora compulsiva que vive às custas da renda do companheiro;
- uma “comparação” de onde está o “amor” para mulheres e homens – para elas, o amor seria sentimento genuíno, enquanto para eles seria apenas tesão e sexo;
- um adesivo que naturaliza a violação sexual de mulheres embriagadas, colocando uma fórmula segundo a qual um homem mais uma mulher bêbada podem ter uma relação sexual – sem que ela tenha no momento o poder racional de aceitar ou negar o sexo. A saber, o Artigo 215 do atual Código Penal caracteriza o crime de violação sexual mediante fraude como “Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima”.

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conscienciaVLOGbr-miniatura O Consciencia.VLOG.br retorna com mais uma resposta a besteiras ditas por Yuri Grecco, do canal Eu Ateu. Dessa vez o tema é feminismo, o qual Yuri diz apoiar mas acaba demonstrando conhecê-lo de menos.

Ele diz que falar de cultura de estupro é um “exagero”, requenta a ideia já rebatida de que a aposentadoria mais cedo para mulheres seria um “privilégio”, diz que não é saudável misturar ateísmo com feminismo – ignorando os desdobramentos humanistas seculares do abandono de certas crenças religiosas.

No mais, minha resposta não é para convidar Yuri a me rebater, mas sim apenas para mostrar aos seus telespectadores o outro lado.

Vídeo abaixo:

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O vídeo de hoje (publicado ontem) no Consciencia.VLOG.br é um que resume o que coloquei aqui sobre o uso pseudounissex da palavra “homem”. Um pouquinho da história etimológica da palavra, exemplos em que o uso “unissex” de homem se torna absurdo, a questão da violência simbólica e outros aspectos podem ser vistos nesse vídeo.

Abaixo, o vídeo.

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Em julho passado, o vlogger Clarion de Laffalot, já respondido por mim quando falou de vegetarianismo, levou ao ar um vídeo em que criticava o feminismo em supostas posturas que estariam fazendo-o buscar não mais a igualdade de gênero, mas sim privilégios para as mulheres. Antes tarde do que nunca, o Consciencia.VLOG.br respondeu a esse vídeo, apontando falhas na argumentação dele, que incide em generalizações e achismos típicos de senso comum.

Desde já, pretendo responder àqueles vídeos que criticam com o mínimo de educação o feminismo e tentam formar opiniões (equivocadas) sobre ele.

O vídeo dele e minha resposta estão abaixo:

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Vi hoje no Facebook essa seguinte “piada”, que mostra bem como o machismo determina que os homens e mulheres heterossexuais devam se comportam:

Para o autor da fanpage “Gina Indelicada” e o machismo que aflora de sua mentalidade, rapazes héteros não podem ser românticos, sensíveis, atentos, gentis e amorosos para com moças. Essas seriam características exclusivas de homens gays, e os héteros “devem” ser o inverso disso ou pelo menos não ter tais virtudes.

É assim que o machismo travestido de “piadas politicamente incorretas” impõe como os homens devem ser e se comportar. “Devem” ser rudes, frios, insensíveis e indelicados para com mulheres caso queiram manter sua masculinidade, senão “automaticamente” não gostam de mulheres, estarão sendo “gays, logo reprováveis” e/ou “femininos, parecidos com mulheres, logo inferiores”. Determina que orientação sexual molda comportamento e também caráter, estereotipando o homem “machão, indiferente e rude, logo hétero e por tabela bom e admirável” e o homem “sensível, romântico e atento, logo gay e feminino e por tabela ruim e repudiável”.

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Tive o desprazer de ver essa mensagem no meu mural no Facebook, mesmo não sendo torcedor do Náutico:

Mesmo para quem não é alvirrubro, é de perceber o mau gosto dessas brincadeiras com o Náutico tendo como base o uso da feminilidade e/ou da homossexualidade como motivos de chacota. E no caso acima, ficou mais que evidente: enquanto o Sport e o Santa Cruz envergonharam os torcedores com resultados ruins essa semana, a “vergonha” do Náutico é a estereotipicamente imaginada feminilidade de seus torcedores.

Esse tipo de manifestação machista e também homofóbica – uma vez que discrimina ao mesmo as queers e as mulheres em geral -, é praxe no futebol. Usa-se atributos femininos como motivos de chacota. A mulher e a queer são tratadas aí como seres caricatos – e o são por “não serem normais” como os “homens machos”.

Me pergunto até quando essa valorização da misoginia e da homofobia no futebol vai continuar. Realmente será preciso usar a força da lei (como o PLC 122/06) para civilizar esses torcedores inimigos da feminilidade?

P.S: Esta postagem saiu à 1h10 de hoje. Já dá para ver assim que minha regulação do relógio biológico está fracassando de novo. Terei que pôr minhas esperanças na consulta de segunda dia 30 à médica do sono.

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Vem circulando no Facebook uma “piada” machista: é o meme “Questionário para namorar minha filha”.

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Se de um lado ela é construída na intenção de fazer graça (o que funciona em quem não enxerga discursos preconceituosos em “piadas” “politicamente incorretas”) e acaba tratando a mulher jovem como uma propriedade de seus pais e remetendo à época dos casamentos arranjados que se firmavam em verdadeiros contratos de submissão feminina, por outro mostra como o preconceito e o autoritarismo são fortes entre muitos pais e mães de moças adolescentes ou jovens adultas, que ainda impõem ou tentam impor que elas namorem apenas rapazes/homens conformes a determinados padrões estéticos, religiosos, familiais e comportamentais.

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Gravei o vídeo abaixo, marcando a volta do Consciencia.VLOG.br às atividades, comentando uma baixaria que certamente envergonhou milhões de usuários do Twitter hoje: fãs de Justin Bieber xingam Daniela Albuquerque depois que um fake que usa o nome dela chamou o cantor de gay. E olha que a verdadeira Daniela não tem nada a ver com a história.

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Esperar ética e inteligência de agências de publicidade que fazem propagandas de cervejas no Brasil é como esperar que chovam moedas de um real a partir das nuvens (sem que haja uma aeronave despejando-as). Pois está no ar mais uma propaganda de cerveja machista e, como novidade, alfacista. É a vez da Antarctica Sub-Zero (coitado do personagem de Mortal Kombat):

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Encontrei no blog de Cynthia Semíramis, renomada feminista, uma concisa lista de “homenagens” machistas ao Dia Internacional da Mulher. O post é de 2008, mas de lá para cá nada mudou.

Vale a pena ver as pérolas que são ditas às mulheres a cada 8 de março. Abaixo o trecho inicial do texto.

 

Os machistas no Dia Internacional da Mulher
por Cynthia Semíramis

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