Direitos Humanos

    Warning: Invalid argument supplied for foreach() in /home/andreortega/public_html/wp-content/themes/momentum/archive.php on line 51
09

nov 2013

antes-depois-jesus

Atualizada em 10/12/2013

É curioso ver como algumas pessoas que são vítimas de preconceito e dizem combatê-lo não se importam em usar a versão reversa desse mesmo preconceito para tentar não só contra-atacar os religiosos opressores, mas sim agredir todo aquele indivíduo que compartilha com os opressores a crença na divindade de Jesus. A imagem acima, compartilhada por algumas pessoas e páginas que se dizem combatedoras do preconceito ateofóbico e da intolerância religiosa, fomenta o preconceito de ateus contra religiosos, fugindo da lógica neoateísta de criticar as religiões e negar em público a existência de Deus e Jesus para simplesmente descambar para a pura ofensa contra cristãos em geral, sem distinção entre os intolerantes e os tolerantes.

Fica clara na figura a dicotomia ultramaniqueísta “cristão do mal X ateu do bem”, através das feições do boneco Chucky, o Brinquedo Assassino, como se ter fé na divindade e nos ensinamentos de Jesus fosse um determinante para degenerar o caráter de uma pessoa. Ela ao mesmo tempo contradiz e confirma a máxima de que “religião ou irreligião não definem caráter”, uma vez que passa a crença de que determinada religião definiria sim o caráter de uma pessoa e mostrar que nem todo ateu luta contra o preconceito, podendo o ateu também ser preconceituoso e intolerante contra quem não comunga de suas (des)crenças.

Ela passa a ideia de que ser cristão é ser do mal e “diabólico” e ser ateu é ser um puro anjo ou santo do bem, fazendo exatamente o mesmo, ainda que no sentido contrário, que cristãos fundamentalistas fazem contra quem não acredita no seu deus. Assim a luta dos ateus contra o preconceito ateofóbico, que é legítima, acaba sendo seriamente prejudicada e desmoralizada perante os religiosos e os próprios ateus.

9 Comentários

-

Leia mais aqui