Direitos Humanos

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abr 2012

O site do jornal Agora Paraná revelou algo que contraria a laicidade estatal e incide em preconceito contra o ateísmo e a irreligião: o Centro Operacional de Medidas Socioeducativas (Comse) do município paranaense de Araucária vem promovendo proselitismo religioso aos adolescentes infratores que cumprem pena em regime aberto.

Revela a reportagem:

“Em todas as reuniões de mulheres e com pais e responsáveis, nós começamos tratando do lado espiritual com uma oração em que eles participam voluntariamente. A nossa equipe considera que sem Deus não tem transformação. Estamos percebendo mudanças”, disse a coordenadora [do Comse].

A coordenadora (cujo nome está na reportagem do Agora Paraná), quando faz essa afirmação, acaba revelando a crença de que adolescentes infratores ateus seriam incapazes de se regenerar, e que um tratamento socioeducativo desprovido de pregação religiosa seria ineficaz. Além disso, é improvável que adolescentes infratores de crenças não monoteístas, como afrorreligiosos ou pagãos, sejam atendidos pela medida socioeducativa religiosa. O que, evidentemente, também infringe a laicidade do Estado.

Protestos por parte de ateus e (outros) humanistas seculares podem ser enviados ao formulário Voz do Cidadão, do site da Prefeitura de Araucária, ou ao e-mail daquela prefeitura.

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