Arquivo Carnismo e Alfacismo

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abr 2011

Nota: este artigo não é referente a todos os ateus e agnósticos que comem carne, mas apenas para aqueles que se investem com intolerância, desprezo e agressividade contra o vegetarianismo quando este é debatido. Se você é daqueles ateus ou agnósticos que apenas afirmam não querer parar de comer carne agora mas respeitar o vegetarianismo e os veg(etari)anos e/ou se abstêm nos debates sobre ética X consumo de carne, não se considere incluído.
Nota 2: este artigo é excepcional, não segue a linha de estilo dos demais textos de minha autoria, visto que faz um julgamento crítico de pessoas ao invés de ideias ou fatos e usa juízos de valor. Justifica-se por ser um artigo expositor tanto dos fatos como impressões pessoais sobre
os criticados, e também uma espécie de desabafo com minha decepção com parte muito relevante da categoria ateísta/agnóstica – eu esperava que o ateísmo tornasse as pessoas muito mais críticas à irracionalidade e cegueira de quem segue de forma dogmática uma religião, mas definitivamente essa expectativa foi frustrada.

Não tenho o costume de discutir pessoas, visto que priorizo comentar fatos e apresentar ou contestar ideias, mas acho impossível, enquanto ateu, deixar de dedicar alguma atenção a uma categoria peculiar de pessoas que rejeitam os direitos animais, demonstram ódio e desprezo a quem luta por eles e defendem “até a morte” o “direito” de comer carne. Me refiro aos ateus e agnósticos onívoros reacionários.

São pessoas extremamente contraditórias, frequentemente grosseiras e desrespeitosas. E é essa contradição que faz delas gente muito desagradável com quem quer discutir a sério sobre vegetarianismo e direitos animais. São uma das categorias de indivíduos mais relutantes em aceitar que a internet chegou a um ponto sem retorno, onde comer carne, cultuar o churrasco e ignorar o sofrimento existente na pecuária deixou de ser algo livre de questionamentos éticos, largamente aceitável, como era até o começo da década de 2000.

Esboçando resistência descomunal à propagação da conscientização ética sobre a relação humanos–animais não-humanos, tratam o assunto geralmente com galhofa, grosseria e ironia ofensiva. Quando alguém cria um tópico usando numa mesma postagem as palavras “vegetariano” e “animais”, irritam-se e investem-se ou numa espécie de trollagem defensiva, zombando dos vegetarianos, ou demonstrando séria intolerância a discussões sobre consumo de carne X ética, mesmo quando os defensores animais não estão ali, naquele fórum, para debater ou, como dizem, “converter” onívoros.

Acabam assim, a contragosto dos dois lados, atraindo a atenção dos vegetarianos, que ou lhes perguntam por que tanto repúdio e aversão ao debate saudável sobre carne ou iniciam diretamente um debate. Começa-se então a discussão, encarada pelos reacionários com uma curiosa má vontade que, em vez de fazê-los boicotar o tópico sobre vegetarianismo e animais, acaba impelindo-os a tentar “meter pau” no outro lado.

E é na troca de argumentos que nos perguntamos se esses sujeitos realmente são ateus/agnósticos, partidários da razão, do ceticismo e do senso ético independente de divindades. Porque fazem exatamente o contrário daquilo que tanto preconizam em outras discussões que não questionem suas crenças e hábitos.

Esses que sempre afirmaram prezar pela racionalidade e pelo debate de ideias em discussões sobre religião e/ou paranormalidade, transformam-se em criaturas bastante passionais e agressivas, a beirar a irracionalidade e o fanatismo, quando o tema alimentação X animais está em jogo. Jogam na discussão impressões subjetivas, sentimentos negativos e frequentemente muitos ad hominem. (mais…)

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