Artigo
25

jan 2015

rodovia-dos-nordestinos

Obs.: Esta sugestão pode ser adaptada. Alguns leitores podem achar mais adequado renomear a rodovia mencionada para o nome de algum povo atacado pelos bandeirantes (ex.: Rodovia dos Guaranis) em justiça simbólica aos povos indígenas, enquanto o nome Rodovia dos Nordestinos seria dado a uma estrada que hoje leva o nome de um bandeirante, por exemplo, a Rodovia Raposo Tavares ou a Anhanguera. Outra alternativa é renomear uma ou mais avenidas em São Paulo e/ou região metropolitana que hoje levam o nome de “(dos) Bandeirantes” para “(dos) Nordestinos”.

A rodovia paulista SP-348 é chamada oficialmente de Rodovia dos Bandeirantes, e foi inaugurada com esse nome durante a ditadura civil-militar em homenagem aos bandeirantes do Brasil Colônia. Considerando que a memória desses personagens históricos é suja de sangue indígena e negro e há uma população muito mais digna de homenagens como essa, defendo incisivamente a renomeação da mencionada estrada para Rodovia dos Nordestinos. (mais…)

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27

out 2014

orgulho-nordeste

Saiba aqui como denunciar discursos de ódio contra nordestinos, negros, pobres etc.

Como nordestino, nascido no Recife e morador da mesma cidade, mando um beijinho no ombro, ao melhor estilo Valesca Popozuda, para aqueles que, com seu ódio xenofóbico contra nós do Nordeste, estão envergonhando a parcela honesta do povo brasileiro. Dilma venceu, e não será o ódio vindo de quem queria a volta da direita assumida ao poder que irá fazê-la desistir da presidência. Lidem com isso, e aprendam o que são a democracia, a civilidade e, sobretudo, a dignidade. (mais…)

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12

maio 2011

Nesta madrugada, depois que o Ceará despachou o Flamengo na Copa do Brasil, alguns indivíduos foram ao Twitter dirigir tweets ofensivos e preconceituosos aos nordestinos: (mais…)

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12

abr 2011

Postado originalmente em 07/04/2011 às 21:33

A médica Fátima Oliveira, em artigo enviado para o site do jornal O Tempo, fez uma apologia às vaquejadas “tradicionais”, aquelas que existiam antes da transformação do pseudoesporte na competição profissional que se conhece hoje.

Abaixo os trechos que julgo mais importantes do texto intitulado “A vaquejada tradicional é diversão que não (sic) maltrata os animais“:

Amo cavalgar, tanger boi pro curral, tocar boiada e aprecio vaquejada – prazeres da vida simples de cultura vaqueira, do tipo franguinho na panela: “Eu tenho um burrinho preto/ Bão de arado e bão de sela/ Pro leitinho das crianças/ A vaquinha cinderela/ Galinhada no terreiro/ Papagaio tagarela…”.

Ao escrever sou inundada por uma explosão de saudade de quando a vaquejada era só brincadeira anual nos pátios das fazendas: exibição de vaqueiro e festa de fazendeiro.

A “pega de bezerro”, ou “pega de boi”, nos anos 1970, no meu sertão natal, virou vaquejada: um esporte, fora da apartação de gado, como atração nas exposições agropecuárias: imitando o rodeio, mimetizando o estilo country estadunidense e os clichês da filmografia western, com distorções que renegam a vaqueirice. Hoje é esporte rentável, que atrai multidões, mas de reputação polêmica, devido às acusações de maus-tratos a bois e cavalos.

[…]

Após a “partilha”, os vaqueiros brincavam de “pegar bezerro”. Era uma celebração. Na pecuária extensiva, muitas vacas davam cria no mato, então a bezerrada era selvagem e de difícil captura, exigindo maestria do vaqueiro para enfrentar a caatinga, o cerrado, o carrasco ou a mata fechada, perseguindo e laçando a “bezerrama” para prendê-la no curral. Era uma epopeia! Muitos vaqueiros viravam lendas ambulantes do sertão, inspirando as vaquejadas como diversão: exibição de vaqueiro e festa de fazendeiro, de ano em ano, com comilança, violeiro e sanfoneiro.

[…]

Hoje registro uma promessa ao compadre Dé (sou madrinha de um filho seu) e ao pai velho, que, tementes a Deus, decerto estão aboiando e laçando bezerro no céu: volto aos circuitos das vaquejadas pelo resgate da vaqueirice, uma cultura que não maltrata animais, e pela preservação do gado pé-duro, um patrimônio genético do Brasil.

Leia o texto completo na página, linkada acima, d’O Tempo, indigne-se e proteste nos comentários. É possível comentar sem se cadastrar no site, preenchendo apenas nome, e-mail e cidade e lançando o comentário.

Mais lugares onde o artigo foi postado:
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/fatima-oliveira-vaquejada-tradicional-nao-maltrata-os-animais.html
http://talubrinandoescritoschapadadoarapari.blogspot.com/2011/03/vaquejada-tradicional-e-diversao-que.html
http://limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=5017

Como podemos ver, um texto cheio de duplipensares e contradições. A autora afirma seu pensamento de que “pegar” (derrubar e recapturar), apartar, perseguir, laçar, ferrar animais, incluindo bezerros, não seriam maus tratos, atos de crueldade. Algo de se esperar em quem cresceu num meio em que a violência contra animais era/é ferramenta de trabalho, algo tão banalizado que pervertia/perverte a percepção das pessoas sobre o que são a violência e a crueldade.

Teme-se que o artigo em questão se torne um precedente para mais manifestações de apoio a uma atividade que claramente se define na exploração e violência contra animais não-humanos e, na pior das piores hipóteses, inspire alguma popularização da mesma fora do Nordeste. Para evitarmos isso, devemos protestar, demonstrar que o Brasil, incluindo também parte do Nordeste, é contra as vaquejadas, é contra a violência “esportiva” contra animais, contra a exploração, contra o uso de animais como se fossem objetos.

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