Artigo
31

mar 2014

22demarco-fail

Este post fala das “marchas da família” do sábado retrasado (22/03) tardiamente, porque eu estava em viagem quando elas aconteceram, por isso não deu para trazer esse assunto aqui na época. Mas encontra uma boa oportunidade hoje, como post descomemorativo dos 50 anos do golpe militar.

Todo mundo viu que as “marchas da família” do último dia 22, que tentaram reviver a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade (sic)” de 1964, série de marchas que ajudou a inspirar o golpe militar de exatamente 50 anos atrás, foram um fiasco, e que, em diversas cidades, a resposta da esquerda, as marchas antifascistas, foi bem mais forte, juntando mais pessoas do que os ultraconservadores. Mas não é recomendável comemorar esse fracasso como um atestado definitivo de que o olavo-golpismo não tem e nunca terá força política. (mais…)

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05

jan 2014

A esquerda precisa sair da posição atual de criticar "ad hominem" Olavo e seus aliados e passar a realmente refutar as ideias que eles têm transmitido aos reacionários brasileiros. Ou é assim, ou a extrema-direita vai continuar crescendo assustadoramente e sem obstáculos.

A esquerda precisa sair da posição atual de criticar “ad hominem” Olavo de Carvalho e seus aliados e passar a realmente refutar as ideias que eles têm transmitido aos reacionários brasileiros. Ou é assim, ou a extrema-direita vai continuar crescendo assustadoramente e sem obstáculos.

[…]
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
[…]
(Eduardo Alves da Costa)

O olavismo, ideologia de extrema-direita capitaneada pelo autointitulado filósofo Olavo de Carvalho e apoiada por diversos aliados seus, vem crescendo muito nesses últimos anos. Os livros dele vêm se multiplicando nas livrarias, com direito a casulos exclusivos para ele nas prateleiras de algumas lojas e um lugar entre os 20 livros de não ficção mais vendidos no Brasil em 2013 (ver aqui também), e cada vez mais reacionários se identificam com o que ele escreve e fala. (mais…)

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