Baseado num artigo meu de 2011 (parte 1 e parte 2), o vídeo abaixo, também dividido em duas partes,
mostra por que a crença dos carnistas de que o consumo de alimentos de origem animal seria fruto de livre arbítrio e de escolha racional, em vez de coerção sociocultural e apego visceral, é apenas um mito. São questionadas aqui diversas crenças específicas que se integram nessa crença geral, como a (na verdade inexistente) dicotomia “onivorismo deliberado X vegetarianismo imposto” e a queixa de que (apenas) o vegetarianismo seria uma alimentação imposta a crianças.
Um detalhe a ser esclarecido sobre esse vídeo é que, ao contrário dos vídeos anteriores da fase de boa qualidade audiovisual do Consciencia.VLOG.br, esse aqui não é fruto de leitura de script, mas sim de orientação em tópicos escritos na tela. A qualidade de minhas falas sustentadas por tópicos tende a melhorar e se tornar ainda mais espontânea ao longo dos próximos vídeos.
Abaixo, as duas partes do vídeo (que não usa referências externas):
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Muito já se mostrou, on e offline, de fatos e posicionamentos filosóficos dos Direitos Animais e do veg(etari)anismo – e muito ainda será mostrado. Mas ainda não é igualmente comum o ato de questionar as crenças de quem consome alimentos de origem animal. Há muito o que se questionar diretamente sobre a mitologia desenhada por quem come carne e outros derivados de origem animal sobre a (falta de) ética da relação escravista imposta pelo ser humano aos animais não humanos, os impactos ambientais desse escravismo no meio ambiente e as consequências do consumo alimentar onívoro na saúde humana.
Visto isso, é necessário dirigir diversas perguntas a quem ainda pensa pouco sobre sua alimentação, nos mais diversos âmbitos disciplinares. Elenco aqui 30 perguntas, algumas delas obtidas de colegas, outras minhas:
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Consciencia.VLOG.br: resposta ao Eu Ateu sobre vegetarianismo
Felizmente Yuri Grecco, do vlog Eu Ateu, não é de desrespeitar vegetarianos e veganos, ao contrário de certos “desmascaradores”. Porém ele faz algumas afirmações no vídeo dele, em que ele expõe sua posição de carnista convicto – embora se mantenha obscuro em relação aos porquês de discordar dos Direitos Animais -, que são passíveis de respostas do lado veg(etari)ano, como a afirmação de que onívoros adultos de fato optariam racionalmente por comer animais e a insinuação de que vegetarianismo estrito faria mal a crianças.
Abaixo, o vídeo de Yuri e, em seguida, as três partes da minha resposta.
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Mais um vídeo do canal Consciencia.VLOG.br, dessa vez comentando os comentários reacionários de carnistas que tentam desqualificar os artigos sobre vegetarianismo e veganismo postados em blogs não dedicados a tal tema e também os seus autores.
Consciencia.VLOG.br: Comer carne não é uma liberdade individual inofensiva
Depois de uma semana sem gravar vídeos, eis o mais novo vídeo do canal Consciencia.VLOG.br. Ele rebate um comentário, encontrado em um vídeo por aí no YouTube, que afirma que comer carne é uma “liberdade individual inofensiva”.
Leia também: Os mitos da racionalidade e do livre-arbítrio do onivorismo (Parte 1) e Os mitos da racionalidade e do livre-arbítrio do onivorismo (Parte 2)
Lendo reportagens desinformativas, artigos alfacistas ou mesmo os textos de alguns profissionais, temos a impressão de que apenas os vegetarianos e veganos, além de portadores de doenças como diabetes e hipertensão, precisam checar sua saúde regularmente e tratar de balanceamento alimentar com nutricionistas. Fica parecendo que os onívoros de saúde ainda estável – mesmo os que pior se alimentam, enchendo a barriga de carnes gordurosas e/ou processadas – são isentos dessa necessidade.
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Justificando desigualdade com igualdade
Entre os diversos recursos muito utilizados entre os onívoros para tentar justificar eticamente sua alimentação quando questionados por veg(etari)anos, destacam-se a “cadeia alimentar”, a lei da sobrevivência, o suposto carnivorismo humano semelhante ao de predadores naturais, a máxima de que todo animal carnívoro ou onívoro precisa matar outros animais para comer… Todos esses convergem num argumento-pai falacioso: usar uma falsa igualdade amoral para justificar atos humanos que só são possíveis numa realidade dominada pela desigualdade moral.
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O vídeo acima tenta incentivar o consumo de carne (especificamente a vermelha) usando de argumentos bem fraquinhos. É difícil crer que alguém vai voltar a consumir carne graças a ele.
Mas para debelar essa atrapalhação que o vídeo tenta fazer na conscientização coletiva pró-veg(etari)anismo, vale respondê-lo com algumas refutações e questionamentos. Abaixo minhas respostas correspondentes a cada trecho do vídeo.
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Em meados deste mês, em palestra no Congresso Mundial da Carne, em Campo Grande, o diretor da ABIEC – Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne, Fernando Sampaio, fez uma declaração polemista sobre a acessibilidade financeira do vegetarianismo à população.
Disse Sampaio, entre 0:38 e 1:02 do vídeo:
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Foi divulgado hoje pela Agência Internacional de Energia que as emissões de gases-estufa bateram recorde em 2010, superando o ápice de 2008 e anulando completamente a ligeira queda de 2009, ano de crise econômica mundial. Estimou-se também que “80% das emissões projetadas para 2020 no setor de energia já estão comprometidas, por virem de usinas elétricas atualmente instaladas ou em construção”.
Começa-se a perder as já frágeis esperanças de se controlar as emissões de modo que obedeçam em 2020 ao limite de 32 bilhões de toneladas de gás carbônico (o que, provavelmente, exclui a emissão de outros CO2-equivalentes*, que quase dobraria esse número). O que ameaça causar um aquecimento atmosférico médio superior a 2 graus centígrados até 2100.
Isso é uma amostra do evidente, do quase óbvio: o paradigma atual de economia e consumo é, sem exagero, totalmente adverso a qualquer esperança de diminuição da poluição termoatmosférica global.
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Os mitos da racionalidade e do livre-arbítrio do onivorismo (Parte 2)
Ler Os mitos da racionalidade e do livre-arbítrio do onivorismo (Parte 1)
A segunda e final parte da refutação de seis mitos das alegações sobre a alimentação onívora ser fruto de livre vontade e escolha racional.
***
4. Comer carne é uma ação estritamente de foro íntimo
Ações que impliquem direta ou indiretamente consequências positivas ou negativas para outrem não são de foro íntimo, de forma alguma. Se algo passa a fazer bem ou mal para outra pessoa, um animal não humano, uma coletividade humana ou um ecossistema, mesmo sendo uma tradição, não é mais uma ação de cunho individual e privado. Torna-se algo de interesse público, mesmo sendo esse “público” um único indivíduo dotado de direitos.
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Os mitos da racionalidade e do livre-arbítrio do onivorismo (Parte 1)
Obs.: Este artigo não defende a pregação do veganismo de forma invasiva e inoportuna. Não é conveniente fazer o veganismo incorrer na mesma coerção social do consumo de alimetnos de origem animal.
Um dos argumentos mais usados pelos onívoros para tentarem proteger das críticas e conscientizações pró-vegetarianismo seu hábito de consumir alimentos de origem animal é que os vegetarianos militantes estariam “impondo” uma nova alimentação e violando a “liberdade alimentar” da sociedade. Dizem assim que a conscientização vegetariana estaria desrespeitando as pessoas onívoras e que o certo seria deixá-las continuar comendo carne, laticínios, ovos etc. livres de críticas e lições ético-ambientais.
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