Artigo
12

ago 2012

Vi circulando no Facebook, através de uma fanpage de orgulho nordestino, recentemente, as fotos das misses dos nove Estados do Nordeste. Como é regra oficiosa em concursos de miss no Brasil, nenhuma negra ou mulata foi eleita miss no Nordeste. Todas branquinhas, com leves diferenças de bronzeamento da pele. Também estão praticamente ausentes traços físicos de descendência indígena. Nem a Bahia, o Estado mais negro do Brasil, elegeu uma negra ou parda como miss.

em São Paulo, apenas duas negras, das cidades de Cordeirópolis e Santo André, figuravam entre as 30 finalistas no concurso de Miss São Paulo 2012, cuja final foi no sábado 11/08. E como era de se esperar, uma branca, da cidade de Jaú, foi a eleita.

Mais atrás este ano, em maio, o concurso Gata do Paulistão 2012, em referência a quem seria a grande musa do Campeonato Paulista 2012, também excluiu as negras do quadro de finalistas. Todas eram brancas, e metade era de loiras, numa absurda desproporção em relação à distribuição populacional de brancas loiras, brancas morenas, brancas ruivas, pardas e negras. (mais…)

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12

ago 2012

Gravei este vídeo do Consciencia.VLOG.br ontem e ele promete causar uma certa polêmica. Nele eu critico a preferência praticamente generalizada entre os brasileiros pelas mulheres brancas com traços europeus, em detrimento das negras e mulatas – ainda mais quando têm traços faciais africanos fortes. E coloco como os concursos estaduais de miss deste ano exemplificam esse padrão de beleza tendente ao racismo.

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04

maio 2012

No ano passado falei do Miss Brasil 2011, no qual não houve nenhuma finalista negra ou mulata apesar do Brasil ter uma das maiores populações negro-mulatas do mundo. Esse cenário de padrão racista de beleza se repetiu no concurso Gata do Paulistão 2012. Todas as finalistas eram brancas, metade delas eram loiras – algo mais que desproporcional à população feminina brasileira ou paulista -, apenas uma possuía algumas feições de ancestralidade indígena e de novo não houve nenhuma negra ou mulata no páreo.

Percebe-se novamente, em tal cenário de exclusão racial espontânea – em que a exclusão das negras não se deu por regra, mas sim pela preferência da audiência ou dos selecionadores -, que o padrão de beleza predominante no Brasil é sim racista e eurocêntrico – à exceção da preferência pela voluptuosidade corporal combinada com abdome fino, que difere da magreza do padrão europeu. (mais…)

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