Arquivo Direitos Animais/Veganismo

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07

maio 2012

Retomando as atividades do Consciencia.VLOG.br, gravei ontem uma resposta ao vlogger do canal 0wnedcreate (Atualização 07/05/12, 09:38: O vlogger apagou o vídeo dele), a um vídeo em que ele faz diversas perguntas sobre a (in)existência de sistema nervoso em plantas. Abaixo as respostas a cada indagação dele:

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26

mar 2011

Gary Francione, um dos maiores nomes do abolicionismo animal da atualidade, respondeu ao artigo-de-opinião-publicado-como-se-fosse-reportagem do New York Times (o qual, denunciei aqui, foi anonimamente traduzido e reproduzido pelo site da revista inominável com o mesmo efeito de transformar opinião em reportagem). Publicado, pasmemos, numa seção de ciência – tanto no NYT quanto no site da inominável -, o artigo opinativo alfacista de Carol Kaesuk Yoon argumenta que plantas também teriam vontade de viver, o que supostamente é manifestado nas reações bioquímicas das plantas a estímulos externos.

Vale a pena mostrar aqui o artigo de Francione. E duvido completamente que a inominável publique em seu site a resposta dele.

 

Nada a ver com ciência
Postado por Gary L. Francione em seu blog em 15 de março de 2011

Caros(as) colegas:

Mais uma vez, estão nos dizendo que não há realmente nenhuma diferença significativa ou qualitativa entre as plantas e os animais. No artigo No Face, but Plants Like Life Too [Sem rosto, mas as plantas também gostam da vida], Carol Kaesuk Yoon escreve que, embora ela tenha desistido de comer carne:

Minha entrada no que parecia ser o plano moral superior foi surpreendentemente desagradável. Senti que estava sendo combatida não só por um desejo bizarramente intenso de comer frango, mas também por pesadelos em que estaria comendo um magnífico filé malpassado — eu podia saborear distintamente o delicioso caldo que pingava — dos quais eu acordava em pânico, até perceber que tinha sido carnívora apenas na minha imaginação.

As tentações e os testes estavam por toda parte. O que mais me surpreendeu foi descobrir que eu realmente não podia explicar a mim mesma, nem aos outros, por que matar um animal era pior do que matar as muitas plantas que eu tinha passado a comer.

Ela descobriu que:

formular uma base verdadeiramente racional para não comer animais, pelo menos enquanto consumia outros organismos de todo tipo, era difícil, talvez até impossível.

Ela declara:

As plantas parecem não se importar com o fato de ser mortas, pelo menos conforme o que podemos notar. Mas talvez seja exatamente essa a dificuldade.

Diferente de uma vaca correndo e mugindo, as reações de uma planta a um ataque são, para nós, muito mais difíceis de detectar. Mas, exatamente como uma galinha correndo sem a cabeça, o corpo de um pé de milho arrancado do solo ou cortado em pedaços luta para se salvar, tão vigorosa e tão inutilmente quanto a galinha, mesmo se de modo muito menos óbvio ao ouvido e olho humanos.

O problema desse artigo é que ele está na seção Ciência do New York Times. Mas não há ciência no artigo.

Primeiro, ninguém duvida que as plantas são vivas e conduzem processos complicados de tudo quanto é tipo. Mas há uma diferença crucial entre as plantas e os animais. (mais…)

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20

mar 2011

A próxima edição da revista inominável

A revista Veja é assim: quando menos se espera que se supere em termos de mau jornalismo, ela surpreende a todos com uma nova pérola. E dessa vez revela uma radicalização momentânea do seu discurso antivegetariano: com um artigo republicado no seu site como se fosse notícia, confirma de uma vez por todas sua entrada para o clube dos carnista – onívoros reacionários que atacam o vegetarianismo e o veganismo [e também os próprios veg(etari)anos] e defendem o consumo de alimentos de origem animal com argumentos falaciosos e preconceituosos.

Se a Veja já tivesse perdido toda a sua credibilidade ou fosse apenas um blog de visitação pequena ou mediana, poderia ser solenemente ignorada nessa sua nova publicação, assim como se recomenda que façam com qualquer outro carnista. Mas deve-se admitir que ela ainda é confiada o bastante para persistir em ser a revista mais vendida do Brasil, por ter um público cativo de conservadores das classes A e B e continuar divulgando denúncias políticas com repercussão e consequências notáveis, mesmo quando são tendenciosas ou meias-verdades.

Por isso, seus textos antivegetarianos e pró-pecuaristas, mesmo tendendo à provocação, ainda precisam ser todos rebatidos, contestados e criticados de modo a esclarecer às pessoas mais incautas e suscetíveis a acreditar nos seus ditames magister dixit sobre os erros e manipulações praticados pela revista contra a alimentação ética.

Convém aqui, nesta contestação do artigo sem assinatura referido, dividir a crítica em duas partes: a ação amadora da Veja e a refutação dos argumentos apresentados no texto.

Artigo de opinião, sem fiabilidade científica, publicado como se fosse uma notícia

O artigo, intitulado Mesmo sem rostos, as plantas também querem viver, é uma tradução do texto No Face, but Plants Like Life Too, publicado no site do The New York Times em 15 de março passado como special issue (matéria especial) e escrito por Carol Kaesuk Yoon, autora de textos ligados a biologia e ecologia. A pessoa que traduziu o artigo é desconhecida, teve seu nome omitido.

O texto anonimamente traduzido foi publicado na Veja como se fosse uma notícia, visto que consta no diretório virtual /noticia/ciencia/ dos arquivos do site da revista. Fica assim com uma fachada de reportagem científica, não obstante todos os “eu”s e impressões pessoais que marcam o caráter meramente opinativo do artigo. (mais…)

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01

nov 2010

Um dos artigos do Dia Mundial do Veganismo. Feliz dia a você que aboliu a exploração animal de sua alimentação e consumo!

Uma pergunta muito freqüente: e as plantas?
por Gary Francione, tradução de Claudio Godoy

“E as plantas?” é uma das perguntas mais freqüentes que se fazem a um vegano. Na verdade, não conheço nenhum vegano que não a tenha ouvido pelo menos uma única vez e a maioria de nós já ouviu esta pergunta várias vezes.

É evidente que quem costuma fazer esta pergunta sabe muito bem que existe uma diferença entre, digamos, uma galinha e um pé de alface. Ou seja, se no próximo jantar você cortar um pé de alface na frente dos seus convidados, eles reagirão de um modo totalmente diferente se você, ao invés disso, fatiar uma galinha viva na frente deles.

Se, ao caminhar em seu jardim, eu pisar de propósito em uma flor, você terá toda razão em se zangar comigo, mas se eu chutar o seu cachorro de propósito, você ficará zangado comigo de uma maneira bem diferente. Ninguém considera estas duas ações equivalentes. Sabemos muito bem que existe uma grande diferença entre uma planta e um cachorro, o que faz com que chutar este último seja moralmente muito mais repreensível do que pisar em uma flor.

A diferença entre um animal e uma planta diz respeito à senciência. Ou seja, os animais não humanos, ou pelo menos aqueles que exploramos rotineiramente, sem dúvida são conscientes de sua percepção sensorial. Criaturas sencientes possuem mentes, logo têm preferências, desejos ou vontades. Isso não significa que as mentes dos animais não humanos sejam parecidas com as nossas. Por exemplo, a mente dos humanos, que fazem uso da linguagem simbólica para interagir com o seu mundo, pode ser bem diferente da mente dos morcegos, que se valem da ecolocalização para interagir com o seu mundo. É difícil saber com precisão.

Mas também é irrelevante, pois tanto os humanos quanto os morcegos são sencientes. Ambos são criaturas que possuem interesses, no sentido em que ambos têm preferências, desejos ou vontades. Um humano e um morcego podem pensar de um modo diferente sobre esses interesses, mas não pode haver a menor dúvida de que ambos possuem interesses, inclusive o interesse de evitar a dor e o sofrimento e o interesse de permanecerem vivos.

Já as plantas são qualitativamente diferentes dos humanos e dos outros animais sencientes. Sem dúvida as plantas são seres vivos, mas não são sencientes, pois não possuem interesses. Uma planta não pode ter desejos, vontades ou preferências porque ela não possui uma mente para que possa se ocupar com estas atividades cognitivas. (mais…)

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09

mar 2010

Obs. (21/11/2016): Esta postagem está no Veganagenteclique aqui para ler a postagem atualizada.

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