Antimilitarismo
12

jan 2016

falacia-batman

É comum pessoas de convicções reacionárias responderem a quem critica a abusiva polícia militar brasileira e defende sua reforma institucional e desmilitarização com a frase “Se não gosta da polícia, chama o Batman”. Esse argumento, além de falacioso, coloca pedras pesadas no caminho do Brasil rumo a se tornar um país mais seguro e pacífico. (mais…)

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11

set 2015

parabrisa-chuva

Muitas pessoas ainda acreditam que uma política de segurança pública focada na prisão, punição e mesmo matança de criminosos “de rua” (assaltantes, sequestradores, homicidas, narcotraficantes etc.) poderá um dia erradicar ou pelo menos diminuir muito e permanentemente as estatísticas de violência urbana no Brasil. Creem nisso apesar de a realidade desmenti-las todos os dias. Uma analogia pode facilitar a compreensão do porquê de a tática punitiva e assassina não funcionar com esse intuito: a analogia do para-brisa na chuva. (mais…)

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13

fev 2014

Desconfie do discurso de quem defende ao mesmo tempo "menos Estado" e mais polícia/exército. Discursos assim não são pela segurança e pela paz, mas sim para outra coisa.

Desconfie do discurso de quem defende ao mesmo tempo “menos Estado” e mais polícia/exército. Discursos assim não são pela segurança e pela paz, mas sim para outra coisa.

A maioria da direita radical, dos “libertários” aos fascistas, defende uma presença forte do aparelho armado do Estado (polícia e forças armadas) na sociedade, de modo a “trazer segurança”, “manter a ordem” e “proteger a soberania nacional”. Mas curiosamente uma grande parcela dos direitistas, abrangendo principalmente conservadores contemporâneos, liberais livremercadistas e “libertários”, defende simultaneamente a diminuição de quase todos os poderes e competências do Estado. Em outras palavras, temos uma suposta contradição na direita, de pedir ao mesmo tempo por menos Estado e mais controle armado estatal. Mas percebendo melhor, isso não é uma contradição, mas sim um dos propósitos centrais dessa parcela do espectro político-ideológico moderno. (mais…)

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25

jan 2014

rota-pcc

É comum, entre pessoas com mentalidade conservadora, exigir-se “mais segurança” a todo custo, mesmo que seja muitas vezes uma exigência paliativa, que apenas dê sensação de proteção. Geralmente demandam mais polícia, quali e quantitativamente falando, e negligenciam a cobrança por políticas de inclusão social e a necessidade de se substituir a cultura de violência e egoísmo por uma de paz e empatia. Mas a História nos tem ensinado que só aumentar o poder policial, sem esvaziar os motivos e o valor subjetivo das ações violentas, é inócuo em diminuir as agressões e atentados contra a vida humana (e a não humana). Pelo contrário, pode tornar ainda pior o cenário de violência e criminalidade vigente. Em outras palavras, o securitarismo conservador, por demandar segurança sem paz, torna a sociedade em geral ainda mais vulnerável aos crimes violentos, e não mais segura. (mais…)

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01

nov 2013

beto-richa

O governador Beto Richa afirmou, em entrevista à rádio CBN, que prefere policiais militares sem ensino superior completo, já que, segundo ele, eles teriam menos risco do que os diplomados de se insubordinar perante as ordens dos “superiores”. Segundo a Apra – Associação de Praças do Estado do Paraná, Richa afirmou: “Outra questão é de insubordinação também, uma pessoa com curso superior muitas vezes não aceita cumprir ordens de um oficial ou um superior, uma patente maior”.

Não só a afirmação do governador é contrária à faculdade humana de pensar, raciocinar e questionar, como também preconceituosa, como a Apra coloca:

A declaração do governador é um desestímulo à educação e à cultura dentro da corporação. Nitidamente, o que Richa defende, em sua declaração, é que a PM dê preferência a pessoas que não estudem.

Além de tudo, mostra uma miopia em relação à realidade do mundo. Como se pessoas sem estudo superior não pudessem ser contestadoras ou insubordinadas (pela versão de Richa, as greves comandadas por Lula no ABC nunca existiram).

Fica claro que o interesse dos governantes, que Beto Richa acaba representando, é que os PMs sejam nada mais do que androides obedientes e incapazes de pensar e questionar, encoleirados à vontade de quem é interessado na manutenção da ordem social, prontos para atender a qualquer ordem por mais absurda, antiética e autoritária que seja. Pessoas sem educação e suscetíveis à obediência é tudo que gente como ele precisa para se manter no poder.

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02

abr 2013

preso-x-livres

A imagem acima vem circulando no Facebook, comparando a rapidez da polícia em prender pessoas que roubam pacotes de comida à morosidade em se punir políticos corruptos – ou mesmo à falta de punição. Outra comparação paralela vem sendo pensada entre pessoas pobres serem presas tão facilmente enquanto ricos criminosos se safarem com facilidade e não serem realmente punidos. A pergunta que fica é: por que é tão fácil pobres serem presos por tão pouco enquanto ricos que realmente representam uma ameaça à integridade(?) da sociedade são mantidos impunes e soltos?

Pensando sociologicamente, a resposta não é complicada: os furtadores de pacotes de arroz são punidos pelo Estado, que os governa, enquanto os políticos corruptos são parte do próprio Estado e governam a si mesmos, estando livres de qualquer domínio soberano “superior”. O mesmo se aplica ao contraste entre pobres presos e ricos impunes: os pobres são governados pelo Estado, enquanto os ricos constituem o próprio Estado, de acordo com as teorias de Gramsci e Althusser sobre a definição estendida de Estado e a indistinção, dentro do meio burguês, entre o público e o privado. (mais…)

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13

jun 2012

A imagem abaixo eu extraí do Facebook, mostra o absurdo de policiais serem parte do povo mas serem obrigados, mediante o controle remoto da disciplina e das ordens “superiores”, a reprimir seus próprios irmãos de sociedade.

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